Notas iniciais
OOOOOOOIIIIIIII! Meu Deus, que saudade que eu tinha de postar! A pedido das novinhas, eu venho atualizando! Vem Killua Maravilha! Com sua nova fic postando! Nova fic postando! Nova fic postando! Nova fic postando! E aqui estou! Como vão? Eu vou bem. E antes de continuar com Inside, voltei com esse novo projetinho. Espero que gostem de ler tanto quanto eu gostei e estou gostando de escrever. Quero agradecer a aqueles que não desistiram de mim ou de inside, a aquelas autoras lindas que tão me dando uma forcinha com Inside, ajudando a divulgá-la e as pessoas que me pentelham por MP's.. Enfim, aos velhos costumes!

Pov’s Naruto on

O amanhecer aqui na cidade de Konoha é bem agradável, e deve ser lindo também. Para quem era completamente contra a mudança, estou me adaptando bem. Bom, partindo do início, meu nome é Uzumaki Naruto e tenho 16 anos. Vivo só com meu pai, Namikaze Minato, desde que minha mãe, Kushina, faleceu. Sinto falta dela, às vezes. Bem, morávamos em Tókio, mas devido a uma promoção que meu pai recebeu no seu emprego, acabamos tendo que vir morar aqui. na pequena cidade de Konoha, que por acaso é a cidade natal do meu pai. Ele nasceu e cresceu aqui, então quando a promoção lhe foi oferecida, não pensou duas vezes em aceitá-la e voltar à sua cidade natal.

No início fui totalmente contra isso, mas acabei cedendo. Sabe, deixar uma vida inteira, amigos e abandonar uma rotina assim, do nada, é complicado. Mas o jeito é se conformar. Pensar que foi melhor assim me anima, e não deixa de ser verdade. Aquela casa em Tókio estava repleta de lembranças da minha okaa-san.

Mas, a vida segue. Mudamos-nos há algumas semanas e o ano letivo se inicia hoje, então estou praticamente pronto para enfrentar meu primeiro dia de aula em uma escola totalmente nova. Odeio isso, mas, mais uma vez, é necessário. É incrível como o tempo passa, principalmente quando se está devaneando embaixo d’água, tomando um banho.

Assim que saí da ducha, voltei ao meu quarto cuidadosamente. Nem comentei, mas nossa casa não é muito luxuosa, é bem mediana. Dois andares, três quartos, cozinha, sala de estar, sala de jantar, uma varanda, um jardim amplo... Enfim, voltando à vida, não preciso me preocupar com o uniforme, meu pai já o ajeitou em cima da minha cama, portanto é só vestir.

– Ohayou, Naruto. – Saudou-me ele acompanhando-me até a mesa. Meu pai é um homem muito bom e vem fazendo papel dobrado dentro de casa desde que a kaa-san se foi.

– Ohayou tou-san. – Respondi sentando-me a mesa, tomando meu café com calma.

Continuando minha auto introdução, tenho cerca de 1,77 de altura, corpo magro, mas definido. Acho que é isso que mais chama atenção. Pelo menos é assim que me descrevem, então devo acreditar na opinião dos outros, já que no meu ponto de vista eu sou apenas um borrão, ou um vulto. Sim, sou cego.

Não sintam pena de mim, pois é congênito, então nunca enxerguei. Nem o amanhecer, por isso presumi que deve ser lindo, nem o luar, nem estrelas. Nem meu pai, minha mãe e nem a mim mesmo. Estudava em uma escola especial quando vivia em Tókio, mas agora vou para uma escola pública como qualquer outro jovem, conforme meu desejo. Eu não gosto de ser tratado diferente dos demais. Claro que tenho minhas limitações e dificuldades, as quais a nova escola está totalmente ciente e disposta a me ajudar ao máximo, mas, fora isso, sou normal.

– Tem certeza que não quer que eu te leve para a escola? – Indagou meu pai, cortando meus devaneios.

– Tenho sim. Não se preocupe comigo, o caminho para a escola já está traçado no meu celular, e consequentemente, o da escola pra casa também está. – Respondi. Meu celular também é adaptado e pois possui diversos aplicativos de comando por voz que me dizem o que estou fazendo e quando preciso digitar uma mensagem, o aparelho faz isso por mim, escrevendo o que eu digo. Mas acho que um dos aplicativos mais bacanas é o que eu chamo de “GPS de cego”, que nada mais é que exatamente isso.

É um aplicativo no qual eu posso traçar rotas até um local específico, e por meio de comandos o aparelho me guia até lá pelo caminho mais fácil. Não vivo sem ele. Mas o principal dos “aplicativos” ainda é o meu bastão dobrável. Aquelas bengalas, que no meu caso é feita de inox, que se dobram conforme minha necessidade de andar e me guiar ou apenas guardá-la. Minha fiel escudeira.

– Certo, Naruto. Apenas tome cuidado. Qualquer coisa, me ligue. – Retrucou ele, mais uma vez cortando meus agradáveis devaneios. – Já vou indo então, não posso me atrasar, jaa ne! – Despediu-se com um beijo em minha testa. É o melhor pai que eu poderia querer.

Após ele se retirar, terminei calmamente meu café, já que ainda tenho tempo sobrando. Em seguida, peguei minha mochila, a qual arrumei noite passada, meu celular e meus fones de ouvido, para ouvir melhor os comandos do programa, e claro, minha “bengala”. Chamar isso de bengala faz eu me sentir um velho, então o termo bastão me soa melhor.

Ativei o aplicativo, pus os fones, usei meus óculos escuros, soltei uma das pontas do bastão flexível e a gravidade tratou de desdobrá-lo para mim e saí rumo à escola. Konoha é uma cidade bem menor do que eu estava acostumado, não passava de 12.000 habitantes e é aparentemente bem cuidada. Percebi isso por conta da calçada, que é bem plana, o que ajuda-me a locomover-me melhor.

Andava calma e atentamente pela cidade, já que não podia correr. Diversas pessoas passavam por mim, algumas cumprimentando e outras apenas ignorando-me. Tudo bem por mim eles tratarem-me como se não me vissem, afinal eu não os enxergo mesmo! Isso é humor de cego. Ou apenas minha perspectiva de humor de cego. Humor que facilmente foi afastado pela voz mansa do meu aparelho de celular, que dizia: “Semáforo a 25 metros.”.

Semáforos são o pesadelo de muitos cegos, e esse é meu caso. Desde que quase fui atropelado em um semáforo quando eu era menor, tenho um certo trauma destas porcarias. Me sinto mais tranquilo com os semáforos com sinal sonoro, o que não é o caso deste. A voz suave foi anunciando a palavra “semáforo”, acompanhada de um número cada vez menor, conforme eu me aproximava, até que me vi parado em uma esquina, querendo atravessar a rua. Não fazia a menor ideia da cor que aquela merda indicava, então teria que me guiar pela ignorância alheia.

Isso mesmo, as buzinadas e gritos eram o meu sinal para atravessar e...

– Precisa de alguma ajuda? – Indagou-me uma voz feminina, que soou vinda de trás de mim, me assustando. Por ser privado de visão, meus outros sentidos são mais apurados, mas mesmo assim não percebi nada por estar de fones de distraído talvez. Ou estou enferrujando?

– Ah, que susto que você me deu. –Confessei, rindo. – Mas uma ajudinha para atravessar seria ótimo. – Sorri para a alma caridosa, que pegou meu braço enganchando-o no seu próprio.

Esperamos alguns segundos para então eu ser gentilmente guiado até o outro lado. Alívio!

– Muito obrigado. Não são todos que ajudam cegos hoje em dia. – Agradeci. Ela me ajudou, então deve ser digna de gentileza.

– Não por isso, não me custou nada. – Respondeu ela soltando uma risadinha em seguida. – Yamanaka Ino. – Ela se apresentou. – Pelo uniforme vejo que vai estudar em Konoha High.

– Uzumaki Naruto, vulgo “Blue eyes” na minha antiga cidade. E exatamente isso, estou indo para lá. – Apresentei-me levantando os meus óculos, mostrando assim meus olhos que são naturalmente azuis, vindo daí meu antigo apelido. Se bem que não sei exatamente o que é o azul, né, não tenho noção de cores! Humorzinho.

– Então temos mais que só a cor do cabelo em comum, meus olhos também são azuis. – Revelou e eu sorri. É difícil achar alguém com feições parecidas com a minha. – Bom, eu estudo lá. Podemos ir juntos.

– Claro, seria ótimo! – Finalmente alguém de bem nesse lugar.

Seguimos de braços dados até a escola, e no caminho enquanto eu tateava o chão com o bastão, fomos conversando descontraidamente. Descobri que seremos colegas, que ela namora um cara chamado Neji e que ambos têm cabelos compridos, ela loiros e ele castanhos. Chegamos aos portões da escola. Ela me definiu o local como grande e imponente, com ares modernos e vidros de cor escura.

– Ino! – Gritou uma voz masculina aparentemente zangada. – Quem é esse cara e o que você tá fazendo agarrada nele? – Perguntou ele. Que cara ciumento. Sei que depois disso fui empurrado e quase cai, mas ainda consegui me equilibrar.

– Para, Neji! Ele é um novato! Encontrei ele na rua e o ajudei por ele ser cego! – Explicou-se. Para constar, esbarrei em uma parede com o empurrão, e isso doeu.

– Não quero saber! Fique longe da minha namorada, ouviu bem? – Disse ele aos berros. Eu apenas assenti com a cabeça, afinal não estou com a mínima vontade de apanhar hoje. Não fiz nada, mas tudo bem. Pelo barulho de pés furiosos batendo forte no chão, posso deduzir que eles foram embora.

– Bad Day, boy? – SUSTO! Estou perdendo a prática para sentir as pessoas.

– Um pouco. – Me recompus.

– Suponho que você seja aluno novo. – Apenas assenti com a cabeça. – Sou a professora de inglês, Kurenai.

– Uzumaki Naruto, o cego. – Debochei e ela riu. Humor de cego, gente.

– Venha, vou te acompanhar até a sala da diretora. – Depois disso ela pegou meu braço e me guiou. Subimos alguns lances de escadas, dobramos alguns corredores e por fim, chegamos ao que eu imaginava ser a sala da diretora.

– Bom, eu tenho que dar aula, você vai ficar bem? –Ela me perguntou.

– Hai.

– Ok, tenha um bom dia, então. Talvez nos vejamos em sala. – Ela comentou e eu sorri. Eu não vejo, então não veria ela em sala. Eu sendo engraçado

Após isso, entrei na tal sala. A diretora Tsunade, se não me engano, me falou um pouco sobre normas da escola, o que eu podia, não podia e devia fazer. Explicou sobre as metas de ensino e tudo mais. Não que eu precisasse me preocupar com aprendizado, pois apesar de tudo, sou um ótimo aluno. Nunca tirei notas abaixo da média e também nunca causei problemas.

Depois do pequeno sermão, ela me disse para esperar no corredor em frente a sala dela, pois um tal de professor Kakashi iria vir me guiar até a sala de aula onde eu estudaria. Quando sai da sala, tateando o chão com meu bastão, fui surpreendido com um esbarrão, e isso me derrubou. Acontece muito comigo.

– Ei idiota! – Acho que a voz máscula se referiu a mim. Que grosseria! – Não olha por onde anda? – Indagou-me. Isso até que se encaixa em humor de cego.

– Desculpa. – Pelo barulho de pés apressados, imagino que ele não me ouviu.

– Naruto? – Outra voz. – Eu sou Kakashi, seu professor de matemática.

– Prazer, sou Naruto sim. – Levantei-me com a ajuda dele. – Veio me levar para a sala?

– Isso mesmo. Venha, vou lhe guiar. – Disse ele pegando em meu braço e enlaçando no seu. Às vezes isso era embaraçoso. Sabe, andar de braço dado com alguém, principalmente garotos.

Fomos andando e conversando um pouco sobre algumas banalidades e conteúdos, alguns não me eram estranhos, outros eu não conhecia. Ele me disse que a partir da próxima aula com ele, ele me traria o material de estudo em braile, mas hoje estava despreparado. Tudo bem por mim. Depois de mais alguns minutos, mais alguns lances de escada, pois aparentemente estudava no terceiro andar, e mais alguns corredores dobrados, chegamos até uma porta, a qual quando foi aberta, deu para ouvir um berro sonoro e uníssono dos alunos:

– ATRASADO! – Tenho a impressão que pontualidade não é a marca registrada desse cara.

– Hoje, por um bom motivo. – Disse ele puxando-me para algum lugar dentro da sala. – Minna, este é Uzumaki Naruto, ele passará a estudar conosco. Ele é cego, então ajudem-no como for possível e respeitem sua limitação. Mas claro, tratem-no como alguém normal.

– É um prazer conhecê-los e será um prazer estudar aqui. – Sorri. O resto creio que já foi dito, então professor, pode me levar ao meu lugar?

– Ah, claro. – Respondeu me pegando pelo braço e me levando até um assento.

A aula seguiu tranquila. Os conteúdos não eram difíceis nem nada, consegui captar o essencial. As três primeiras aulas eram com Kakashi sensei. Foram longas e tediosas, mas já estavam findando-se e logo seria o almoço. Quando o sinal para o intervalo soou, todos os alunos saíram em disparada até o refeitório para comprar seus almoços. Mortos de fome. Como tumulto não combina com cegos, eu esperei a baderna passar e procurei minha carteira, para pegar dinheiro e comprar algo para mim. Mas, acho que não vai rolar. Não sei onde é o refeitório, fora os inúmeros lances de escada. Vou ficar por aqui hoje. Amanhã antes de todos saírem da sala, eu encontro uma boa alma para me ajudar.

Notas finais
E ai, o que acharam? Gostaram? Mereço reviews? Espero que sim, pois sinto muita falta de respondê-los. Devo continuar? Eu criei essa fic para ser uma one, mas ela rendeu mais do que eu esperava. Quero ver muitas carinhas conhecidas e também muitas carinhas novas por aqui... Aqueeeeele beijão do Killua pra vocês... E vai ser uma época difícil prazinimiga, porque Killua Maravilha voltou mais lindo que nunca! =3