Blue Eyes
7 The Black Eyed Bitch
Notas iniciais
Ah, e não fiquem com raiva da Mona (ou fiquem, sei lá)
Musica do celular da Mona: http://www.youtube.com/watch?v=Py_-3di1yx0
Boa leitura!

Certo, eu retiro tudo o que disse sobre hotéis de estrada, eles são maravilhosos. Em comparação a onde fomos parar.
Dean estacionou o carro em frente a um lugar terrivelmente deserto, parecia um tipo de "fazenda" abandonada a séculos , tinha grades altas e cercas elétricas, logo me veio na minha cabeça uma prisão ou um quartel-general (na minha opinião, claro).
Me surpreendi ao ver Bobby encostado em seu carro encarando sue relógio de pulso impacientemente.
– Demoraram muito seus idjits – Disse Bobby com seu familiar mau humor .
– Tivemos contratempos, Bobby – Falou Dean batendo a porta do carro.
Não demorou muito e James chegou com sua moto fazendo um escândalo com o motor, estacionando-a de qualquer jeito. Ele desceu da moto ainda tirando seu capacete e ficou o lugar com desgosto.
– Mas que porra de lugar é esse? – Perguntou James delicado como uma flor, novidade.
– Seus aposentos reais, milady. – Comentou Dean rindo sarcasticamente. – Não necessariamente seu, mas da sua irmã.
– Deus me livre de passar uma noite nesse lugar, isso ai tá mais para um campo de concentração! – Falei rindo contra minha vontade.
– Infelizmente querer não é poder, vamos. – Disse Dean me arrastando para dentro.
O lugar conseguia ser pior por dentro, realmente parecia um quartel general, tinha pouca iluminação e estava um tanto sujo. Sam, Dean e Bobby ligaram suas lanternas e começaram a abrir algumas portas até que entraram em um dos cômodos e começaram a revirar tudo.
– Está aqui em algum lugar. Eu sei. Ajude-me com isso – Sam disse arrastando um uma mesa cheia de livros.
Com a ajuda de Bobby, Sam arrastou a mesa e revelando um alçapão, lá em baixo era uma biblioteca grande nos esperava.
– Bem-vindos a biblioteca da família Campbell. – Falou Sam me ajudando a descer a escada que não parecia nenhum pouco segura.
Dean passou a lanterna por todo o local com uma certa curiosidade.
– Então Samuel coletou todas essas coisas, hein? – Dean perguntou.
– Aparentemente – Respondeu Sam.
– O que estamos procurando? – Perguntei.
– Qualquer coisa que fará efeito nas meias da Octomãe. – Bobby respondeu.
– Bacana... mas agora poderia falar na minha língua?
– Temos que descobrir um jeito de matar a mãe de todas as aberrações. – Sam respondeu apontando a lanterna no meu rosto.
Bufei e me sentei em uma cadeira e deitei minha cabeça na mesa, Bobby, Sam, Dean e até James que eu sempre pensei que fosse uma anta consultavam livro a livro.
– Alguém sabe onde Cass está? – Perguntei mais ninguém me deu atenção. – Saco!
Saí da biblioteca e fui tomar um ar, já que aquele lugar estava cheio de mofo e outras coisas que eu não consegui identificar. Encostei na moto de James e fitei o céu escuro e cheio de estrelas, tirei do bolso um celular que Sam me deu e dei um longo suspiro de decepção ao ver que os jogos eram péssimos.
– Nunca me canso de olhar as estrelas – Falou uma voz masculina conhecida ao meu lado.
– Também nunca se cansa de sumir toda hora não é? – Perguntei retoricamente – Você sumiu quando chegamos aqui, o que aconteceu?
Castiel me olhou com aquele jeito misterioso e fitou os pés.
– Tinha que resolver alguns problemas no céu...
– Sempre essa desculpa, gentleman – Comentei e ele riu.
Droga. Ele me encarava descaradamente. Sempre me perguntava por que ele fazia tal coisa.
– Está ficando frio, é melhor você entrar.
– Desde quando você resolveu ser minha babá? – Perguntei sorrindo.
– Bom, desde que você resolveu nascer.
Ri do comentário idiota e voltei para dentro da casa seguida por ele, quando desci pelo alçapão me assustei ao ver uma mulher de cabelos negros em pé conversando com eles, quando ela me viu deu um sorriso falso e me olhou de cima a baixo.
– Ora, ora, pensei que nunca te conheceria. – Ela disse com um certo tom de sarcasmo. – Meu nome é Meg, prazer.
Ela sorriu e seus olhos ficaram completante negros. Ela era um demônio.
– O que você pensa que está fazendo aqui? – Perguntou Cass com uma voz ríspida.
– Não posso visitar velhos amigos, Clarence. – Ela falou mordendo os lábios e olhando Castiel de cima a baixo.
Clarence? Ah eu mereço!
Castiel a puxou pelo braço com força para fora da biblioteca enquanto ela gargalhava. Olhei para Bobby, Dean e Sam mas eles desviavam o olhar para os livros, James havia dormido em cima do livro que lia, agachei ao seu lado e acariciei seus cabelos na mesma hora ele levantou bruscamente limpando um fio de baba que escorria pelo canto da sua boca.
– Muito bacana esse livro, sério. – James disse jogando o livro no centro da mesa e cruzando os braços em seguida – Nada da tal "mãe de todos os monstros".
– Se você tivesse o lido ao em vez de usar de travesseiro talvez né... – Disse me dirigindo a escada.
– Onde você vai? – Sam perguntou.
– Não consigo ficar parada, vou caçar alguma coisa para comer, a proposito Dean, me empresta seu carro?
Dean me encarou horrorizado e suspirou fundo.
– Meu bebê? – Disse ele entre os dentes.
– É, eu acho... Mas eu juro que ele vai voltar inteiro!
– Ok, mas se ele tiver um arranhãozinho eu raspo a cabeça do seu irmão! – Ele falou me entregando as chaves.
– Cara, por que eu? – James disse fingindo frustração.
– Por que eu não iria ameaçar uma garota tão bonita assim. – Ele disse e piscou para mim.
– Pode tirar o unicórnio da chuva playboy. – Respondi catando a jaqueta do meu irmão que estava pendurada na cadeira e subindo as escadas.
Já do lado de fora vesti a jaqueta e caminhei até o carro de Dean, mas no meio do caminho uma coisa me chamou a atenção. De longe avistei o Cass e quele projeto de demônio paraguaio eles estavam... se beijando? Oi? Ao me ver ele empurrou a tal Meg e correu até a mim, não sei o que deu em mim pois eu entrei rápido no carro e arranquei, eu tinha que sair daquele lugar agora.
Droga, que aquele idiota pensa que é?
Dei um longo suspiro liguei o rádio e tentei focar na estrada pouco movimentada. Eu tinha que esquecer aquela cena de qualquer maneira, mas ela me vinha na cabeça a cada minuto o que estava me deixando louca, mas por que? Resolvi encostar o carro, ou meu irmão ficaria careca e encostei a cabeça no volante, dando um grito logo em seguida.
– Idiota, idiota, idiota! – Resmunguei.
– Mona você está bem? – O anjo pousou a mão no meu obro e me encarou preocupado.
– O que você tá fazendo aqui? – Disse entre os dentes.
– Eu fiquei preocupado, você saiu correndo daquela maneira eu pensei que... esquece – A última palavra ele falou quase em um sussurro.
– São sabia que você tinha quedas por vadias de olhos negros – Minha voz falhou.
– Você está com ciúmes?
– Ciúmes? Eu desconheço essa palavra. – Disse e abaixei a cabeça
Ele levantou meu queixo e me olhou com aqueles olhos tão...familiares? Se aproximou devagar e depositou um leve beijo no canto dos meus lábios.
– O que foi isso? – Perguntei sorrindo.
– Eu não sei... – Ele respondeu de cabeça baixa.
Dei um sorriso de lado e disse:
– Eu vou me arrepender de fazer isso...
– Isso o que? – Cass perguntou com uma expressão inocente.
O puxei pela gravata e colei meus lábios nos dele. Ele se demonstrou completamente surpreso de inicio, mas logo enlaçou a minha cintura e me puxou para o seu colo deixando minhas pernas em volta do seu quadril correspondendo ao beijo.
O beijo era calmo mas ao mesmo tempo sexy, na mais perfeita sincronia. Seus lábios eram completamente macios e gostosos. Ele pediu passagem com a língua e eu cedi. Minhas mãos puxavam seus cabelos , enquanto ele me apertava mais contra ele, rompendo qualquer espaço inexistente.
"I’ve been out on that open road
You can be my full time, daddy
White and gold
Singing blues has been getting old
You can be my full time, baby
Hot or cold"
O som do meu celular me fez separar do anjo bruscamente, ele deu um sorrisinho sem graça e pegou meu celular no bolço da minha calça. Olhei e vi o nome "Dean gostosão" na tela, logo me arrependi de ter deixado ele fuçar meu celular.
– Dean gostosão? Jura? – Disse ouvindo uma risada debochada no outro lado da linha.
– Sei que você gostou, mas me diz uma coisa... CADE VOCÊ PORRA!
– Eita, eu já estou chegando – Disse piscando para o anjo que riu em seguida.
– Quero você e meu bebê aqui daqui a 30 minutos!
– 30 minutos? Eu estou garrada no trânsito!
– Trânsito? Haha faça-me rir onde nos estamos não tem trânsito, ou você chega daqui a 30 minutos ou seu irmão vai ficar careca.
– Ok, seu bocó. – Disse e desliguei.
Corei ao ver que ainda estava no colo do Cass e pulei desastradamente para o banco do motorista.
– Certo, eu acho que está na hora de ir – Disse com um sorrisinho sem graça e liguei o carro.
(...)
– O que esse projeto de demônio paraguaio ainda está fazendo aqui? – Berrei ao encontrar Meg vadia Masters na biblioteca.
Todos haviam parado de ler e me observavam com curiosidade.
– Hum, que amor. – A vadia demoníaca disse debochada. – Só não caso com você porque não curto morenas.
– Cara, adoro briga de mulheres! – Dean disse animado. – Mesmo uma delas sendo um demônio... Parece até um filme pornô!
Dei um tapa na cabeça do Winchester tarado e contei até dez na tentativa de me acalmar... Fail.
– Eu não fico no mesmo espaço com essa aberração! – Disse berrando outra vez.
– Isso tudo é por causa do anjinho aqui. – A vadia disse e deu um tapa na bunda de Castiel que deu um pulo de susto e mandou um olhar reprovador para ela. – Desculpa, mas esse aqui já é meu. – Então ela o beijou.
1...2...3...4...5...6...EU VOU MATÁ-LA!
– Mona, você está com uma expressão assassina – Sam sussurrou no meu ouvido enquanto segurava me braço . – Respira fundo... – Encarei Sam com um extinto de dar um belo soco em seu rostinho lindo, mas a reação foi outra.
Eu o Beijei.
Notas finais
Bjoas da Sammy
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