Bloom
32 Sweet Home
Notas iniciais

A comitiva de três carruagens seguia a uma velocidade baixa pela estrada de terra batida, obedecendo a ordens expressas do nobre. A paleta de cores que formava um belo dégradé em tons de azul e lilás pintava o céu naquela linda manhã de verão que se iniciava.
Ao longe a paisagem bucólica começava a ganhar um lindo colorido pelas diversas flores que enfeitavam o caminho. Tudo parecida novo naquela perspectiva, uma vez que era a primeira vez que os olhos azuis fitavam vidrada a paisagem sob aquela ótica.
Renesmee nunca antes tinha saído de Kent, então também seria a primeira vez que retornaria ao lar. Tudo era novo na paisagem já tão conhecida.
O coração começou ao trotar mais forte conforme a belíssima mansão começava a ser avistada bem ao longe no horizonte. A Ruiva não conseguia desviar os olhos fascinados da janela da carruagem de luxo.
Ela não tinha comentado com o esposo, mas estava imensamente feliz em voltar para o único lugar que conhecia como lar. Kent era a sua casa, sempre seria.
De repente uma apreensão dominou o âmago da jovem Duquesa. O Duque, que seguia ao seu lado observando cada gesto, notou a súbita mudança na postura da esposa.
— Poupée, sente algo? Podemos mandar parar a carruagem imediatamente. — Jacob ditou preocupado com a situação delicada da esposa grávida. Ele na mesma hora levou a mão ao teto do veículo e deu duas tapas ocas. Aquele era o comando para parar a carruagem.
Na mesma hora a carruagem parou.
O médico tinha liberado Renesmee para fazer a viagem somente após quatro semanas seguidas do fatídico incidente no Baile do Conde, porém não antes de fazer dezenas de recomendações e restrições.
— Estou bem, meu amor. — Renesmee levou a mão à face do marido e acariciou com ternura. Ela estava sem luvas naquele momento, possibilitando assim o nobre sentir todo calor emanar no carinho recebido. Jacob chegou a fechar de forma breve os olhos, apreciando o gesto. — Nós estamos bem. — levou a outra mão sobre o ventre já bem saliente. Ele havia crescido ainda mais desde o trágico episódio, o que foi o sinal positivo para a liberação do médico.
— Então porque ficou tensa? A sua postura mudou. Não me esconda nada, Poupée! — Jacob estava nervoso, com os olhos preocupados. Ele inspecionava a esposa da cabeça aos pés.
— Só estou feliz por voltar para Kent. — sorriu para tentar tranquilizá-lo, mas não convenceu o Duque.
— Mas... — Jacob incentivou-a continuar.
— Você me conhece tão bem. — as bochechas dela ficaram rubras. — Mas não sei como será chegar ao lugar que sempre considerei como o meu lar na posição da senhora da casa. E ainda nessa delicada situação. — Renesmee acariciava a barriga agora bem marcada.
— Poupée, você logo aprenderá a comandar a casa. Os criados já são conhecidos, não terá problemas em comandá-los. Além do fato que Elizabeth estará lá para ajudar em tudo que você precisar, mas não quero que se canse de forma alguma. — Jacob levou a mão grande ao volume que a esposa afagava com ternura. — E com relação a nossa criança, todos ficarão contentes. Você já carrega um herdeiro meu e isso será visto como próspero pelos criados.
— Mas Jacob. — Renesmee olhou insegura para os olhos negros do Duque. — Todos saberão que o tamanho do meu ventre não condiz com o tempo que deixei Kent para nos casarmos. Eles entenderão de imediato o que aconteceu. — agora as bochechas estavam queimando e tingidas em um tom de escarlate.
— Ninguém ousará fazer cálculos ou especulações em voz alta. — Jacob tinha no tom a segurança e arrogância características da nobreza ao falar. — Todos os meus criados são leais a minha família. Eles não serão tolos de me desafiar ou denegrir a imagem da minha Duquesa.
No entanto o fato era que o ventre da jovem Duquesa já estava avantajado demais para condizer com o tempo que todos de Kent sabiam que eles tinham se casado. Pelos cálculos do Duque, ele acreditava que Renesmee já tinha completado 2/3 do tempo normal de uma gestação.
— Eu só estou nervosa. — admitiu encabulada. Os olhos cristalinos ficaram marejados, Renesmee estava muito sensível ultimamente.
— Venha aqui. — Jacob puxou delicadamente a esposa para seu colo. A Ruiva foi de bom grado, repousando a cabeça no ombro forte. — Eu tenho orgulho da nossa criança. — tocou com devoção o ventre inchado. — Não me arrependo de nada até agora. Estou preocupado apenas com o seu bem estar e do nosso bebê, de resto nada me importa se a criadagem ou até mesmo o Rei fará especulações sobre o seu estado.
Renesmee deixou escapar um suspiro profundo e empurrou as preocupações para um lugar que não a perturbasse mais. Jacob iria protegê-la de qualquer situação, sempre.
O nobre mais uma vez tocou o teto de forma audível por três vezes, dando o sinal para a carruagem continuar o percurso.
O casal ficou em um silêncio agradável à medida que os minutos foram passando e a viagem se aproximava do fim. Jacob não deixou Renesmee sair do seu colo, mimando-a nos quilômetros finais. Ele a sentiu relaxando a cada minuto que se passava até que enfim começou a ressonar serena em seu colo.
— Eu vou sempre cuidar de vocês, meus amores. — o Duque suspirou a promessa.
******
A fila impecável de criados estava perfeitamente arrumada na entrada da imponente mansão. Todos vestiam seus melhores uniformes para recepcionar os patrões que chegariam a poucos minutos.
Elizabeth e Oliver — após inspecionar pessoalmente o uniforme de cada criado — permaneciam em suas posições de destaque, uma vez que eram a governanta e o mordomo da propriedade. Ambos haviam feito um minucioso trabalho para deixar a mansão perfeita para receber o casal de nobres que retornavam à propriedade.
Todos estavam ansiosos com a chegada dos patrões, principalmente depois que souberam da notícia sobre a gestação da menina que viram crescer — a maioria dos criados — e que agora se tornara a Lady da Casa.
Quando a luxuosa carruagem parou todos dirigiram os olhares ansiosos para a porta do suntuoso veículo. O criado apressou-se para abaixar a escada e abrir a porta.
A primeira imagem que os serviçais puderam contemplar foi a estrutura grande e majestosa do Duque descendo do veículo. Ele parou e se postou na frente da porta para ajudar a sua duquesa a descer.
Assim que Renesmee desceu e alisou a saia do lindo vestido de viagem, enlaçou o braço do esposo e virou de frente para onde todos os criados aguardavam por sua chegada. O primeiro rosto que ela avistou foi o de Oliver e Elizabeth.
Enquanto que o mordomo mantinha uma postura impassível e correta, Elizabeth sorria de forma quase maternal para o casal.
Renesmee não viu a expressão de muitos dos criados — os quais ficaram surpresos ao vê-la—, porém eles se recompuseram antes que a jovem percebesse. Porém aos olhos sabidos do Duque não passou despercebida a reação de surpresa dos empregados.
Como Renesmee tinha falado para o esposo, muitos que a conheciam desde sempre, ficaram chocados com sua aparência, por mais que tenham recomposto a postura de forma quase que imediata. O Duque tinha visto que eles notaram o ventre já bem crescido da Duquesa.
— Sua Graça. — Elizabeth e Oliver fizeram uma mesura impecável para o casal de nobre. Em seguida todos os criados também fizeram.
— Espero que tenham feito uma viagem agradável. — disse Oliver.
— Muito. A estrada estava em perfeitas condições. — Jacob limitou-se em responder.
— Vamos entrar. — convidou Elizabeth. — Uma mesa farta para o desjejum foi posta para atendê-los, Vossa Graça.
— Muito obrigada pela delicadeza, Lizzie. — agradeceu a jovem Duquesa. — Sei que o horário que chegamos foge da rotina da casa.
Já era meio da manhã quando eles chegaram à propriedade de Kent.
O Duque tinha optado por viajar durante a madrugada. O cocheiro era muito experiente e conhecia bem o caminho, não teriam problemas. Como os dias que antecederam a viagem não haviam chovido com certeza as estradas estariam em perfeitas condições. Além do fato que durante a noite o clima era bem mais fresco, uma vez que durante os dias o clima era bem quente e seco. Seria incômodo para a Duquesa viajar dentro de um veículo quente.
— Imagina, Milady. Estamos em êxtase com o regresso dos nossos Senhores.
Renesmee e Jacob apenas sorriram pela recepção calorosa de Elizabeth. Eles realmente gostariam de apreciar um bom desjejum.
Como sempre a mesa estava incensurável e farta, continha tudo que o casal gostava de comer pela manhã. Renesmee àquela altura da gravidez já não sentia mais enjoos e a fome tinha aumentado significativamente. Carregar um herdeiro Black não era uma missão fácil. Jacob era um homem enorme e forte, se o bebê puxasse a estrutura física do pai seria trabalhoso trazê-lo ao mundo, ainda mais porque a jovem era pequena e delicada.
Os nobres ficaram apreciando a refeição matinal que era servida pelos lacaios e supervisionada de perto pelo mordomo.
*****
Enquanto Oliver — junto com os lacaios — fora cuidar de servir a refeição matinal dos patrões, Elizabeth foi orientar os criados sobre as suas funções e apresentar a casa e a rotina para nova aia da Duquesa, visto que ela era a única criada nova que vinha de Londres. O valete do Duque já estava acostumando com todas as propriedades.
Assim que Elizabeth mostrou a casa e os cômodos para Emma — que ficou desfazendo os Baús da patroa — , correu para cozinha para ditar novas ordens. Elizabeth gostou muito da nova aia da Duquesa, ela parecia bem maternal ao falar sobre a sua menina.
Como o desjejum foi tardio, a governanta optou por atrasar as demais refeições em uma hora para melhor atender às necessidades dos patrões. Na manhã seguinte tudo voltaria à meticulosa rotina.
Assim que a governanta foi se aproximando, seus passos já eram costumeiramente silêncios, escutou o burburinho que estava na cozinha da mansão. Todas as criadas mais antigas estavam lá fofocando. Elizabeth apurou a audição.
— ...Mas será que ela terá forçar para empurrar a criança? Com certeza será enorme como o Duque. — ditou Marina com os olhos arregalados pela constatação.
— Não podemos descartar a ideia que podem ter duas crianças ali dentro. A barriga dela está enorme para o tempo. — agora era a cozinheira que falava enquanto preparava um molho.
— Será que ela está com quanto tempo de gestação? — Annie, uma camareira, ousou em dizer.
Todas se entreolharam, no entanto ninguém ousou em responder a silenciosa especulação.
— A Duquesa está com o tempo que tem de casada, afinal, engravidou logo após as nupciais. — Elizabeth entrou surpreendendo todas as mulheres que estavam na cozinha fofocando.
— A menina sempre foi pequena, qualquer barriga seria logo vista por todos, além do fato do Duque ser um homem grande. O bebê nascerá saudável e Vossa Duquesa terá um bom parto. Claro que também não podemos descartar a ideia de gêmeos, visto que é um fato comum na família Black. E isso é tudo. — Rosamund saiu na defesa da menina que viu crescer.
Mas a verdade era que ela, como uma das criadas mais velhas e experientes da casa, não era ingênua para negligenciar o fato de que tudo estava estranho demais. E se a duquesa não estivesse esperando gêmeos, era bem provável de a criança ter sido concebida antes das bodas dos nobres. Porém isso era algo que ela jamais iria verbalizar para quem quer que fosse.
— Espero que esse assunto encerre por aqui. — Elizabeth disse muito seria. — A Duquesa é muito jovem e pode ficar assustada. Já o Duque teve traumas demais com esse assunto, não vamos perturbá-los com especulações desnecessárias. Sabem que qualquer comentário maldoso sobre esse assunto será o fim de serventia para essa Casa. — olhou de forma severa para a Annie.
Todas em silêncio manearam a cabeça em concordância. O assunto jamais seria abordado, não em voz alta, todos ali prezavam seus empregos. O Duque era um ótimo patrão, arrumar outro emprego à altura seria quase impossível.
Elizabeth sabia que não poderia evitar os criados especularem e tirarem suas próprias conclusões com relação à gravidez de Renesmee, mas poderia silenciá-los e evitar a dissipação de fofocas maldosas. Ela sabia que não teria perdão se chegasse algo difamatório aos ouvidos do Duque.
No entanto o fato era que até a governanta ficou surpresa pelo tamanho do ventre da ruiva. Ele já estava bem saliente, era visível que a gravidez já estivesse bem avançada. Pelos cálculos que Elizabeth tentou fazer de cabeça, acreditava que Renesmee estivesse por volta de sete meses. Bem provável que a criança nascesse no final do verão ou começo do outono. Isso seria aproximadamente uns três meses antes do esperado por todos ali que acreditavam na ideia de que a criança foi concebia logo após os primeiros dias de casamento dos nobres.
Elizabeth suspirou cansada. Teria que se manter atenta a qualquer burburinho.
*******
Renesmee escutava Jacob contar sobre uma travessura de infância. Ela sorria a todo minuto. Desejava que o seu bebê fosse tão saudável e esperto quanto o pai. Jacob era um homem inteligente e muito saudável.
O casal conversava amenidades na sala privada amarela, no andar inferior da mansão. Tinham acabado de tomar o desjejum e estava desfrutando de um momento juntos.
—... E foi isso. — o Duque finalizou sorriso. — Rachel nunca me perdoou por jogar leite e farinha nela e na boneca favorita dela.
— Meu esposo era um menino peralta. — gargalhou leve.
— Ainda sou peralta. — sorriu lentamente e malicioso. Renesmee corou imediatamente com o olhar de luxuria que o marido lançou. — Só que agora faço outras travessuras, em lugares mais divertidos.
— Jacob! — repreendeu sorrindo. — Eu sei como pode ser travesso. — alisou o ventre já bem volumoso.
— Ah! — o Duque ergueu o corpo da poltrona que estava sentado e caminhou a passos lentos na direção do sofá que a esposa descansava. — Com certeza ele — levou a mão ao ventre que carregava a sua criança, o seu sangue — é um belo lembrete do quanto eu posso ser peralta. E tenho que confessar que não me arrependo de nenhuma travessura que fiz em Vossa cama. — sussurrou no ouvido delicado da amada.
Renesmee mordeu os lábios para não gemer com a ousada carícia. Jacob era um homem de sangue quente, mas devido a todas as intercorrências que aconteceram, eles não tinham tido relações desde o acidente.
Ambos estavam saudosos, mas o médico os proibiu por mais algum tempo. Se nenhum sangramento voltasse a acontecer, eles poderiam voltar a ter relações — de forma moderada — em duas semanas. Foram essas as palavras de Dr. Carlson ao Duque.
Mas isso não impedia deles se tocarem de forma mais íntima.
Jacob puxou a esposa para sentar de lado em seu colo, a posicionado bem em cima de sua ereção. Ele começou a beijar seus lábios de forma intensa, mas logo abandonou os lábios inchados e desceu pelo pescoço e colo, ela precisava de ar. Não foi nenhum esforço ele abrir os primeiros botões da musselina que ela vestia e libertar da contenção os seios alvos. Sem pudor ele levou um seio na boca e o outro ele massageava o seu rosado mamilo túrgido. Era nítido que os seios delas estavam mais sensíveis e volumosos.
Renesmee gemia baixinho e impulsionava de leve o quadril sobre a grande ereção do esposo. No desespero por mais contato ela passou uma das pernas para o outro lado do quadril forte do Duque. Agora estava sentada de frente. Ambos gemeram quando as intimidades se chocaram.
Jacob trocou os seios, abocanhado o que antes apenas tocava. Uma das mãos desceu para as várias camadas de saias e após suspender todas, adentrou de forma atrevida a rouba íntima da esposa.
Renesmee para não gritar abafou a boca no ombro do marido.
As mãos e boca experientes do Duque não precisaram de muito tempo para levar a ruiva até a borda do prazer e fazê-la se derramar em seus dedos. Ele desejava que houvesse sido em seu membro, mas jamais arriscaria o bem estar de seus bens mais preciosos por causa do desejo.
Renesmee ofegava em seu ombro. Ela estava totalmente relaxada em seu colo. Seu membro doía, mas resolveria isso de forma manual durante um banho.
— Essa noite me aguarde para estrearmos seus aposentos. — Jacob ajeitava as vestes da esposa. Renesmee estava totalmente desalinha. — Quero senti-la em minha boca e não nos meus dedos. — Jacob levou sem pudor os dois dedos que estavam melados com o gozo da esposa à boca e saboreou como se fosse o mel mais raro e saboroso.
Renesmee, que já estava vermelha, sentiu a face queimar ainda mais.
— Também não deixarei de prová-lo, Marido. Você é igualmente saboroso. — falou de forma tímida, mas fitando-o nos olhos. Eles espelhavam a mesma luxúria dos olhos do Duque.
Jacob gemeu só por imaginar Renesmee levando seu membro a boca e praticando a felação em seu eixo. Ele amava a forma que ela se entregava a ele. Por mais que fosse tímida e existisse o pudor, ela fazia tudo com desejo. Ela fazia porque também queria.
— Então não posso esperar pelo cair da noite. — Jacob agora beijou os lábios vermelhos e inchados de forma casta. — Mas agora você merece descansar em sua cama. Mandarei preparar um banho também. Venha! — a puxou delicadamente pelos braços.
Renesmee realmente estava cansada da viagem, contudo agora estava ainda mais exausta devido ao recente glorioso orgasmo.
**********
Quando Jacob entrou no quarto da esposa pela porta de ligação, ela estava terminando de escovar os cabelos recém-lavados. Emma havia tirado todo o excesso de água com a toalha macia e agora escovava os logos fios ruivos até brilharem.
Renesmee suspirou apaixonada ao avistar o marido de cabelos molhados e roupa trocada. Ele vestia apenas uma camisa branca simples e calças e botas pretas. Estava lindo e simples, além do cheiro de cedro maravilhoso que pode sentir quando ele se aproximou.
Jacob sentou em uma poltrona próxima a penteadeira onde a esposa recebia os cuidados da criada pessoal.
— Obrigada, Emma. Já está ótimo.
— Sim, milady. — Emma colocou a escova de prata sobre a penteadeira — Estarei ao seu dispor. É só tocar a campainha que virei imediatamente.
Emma cumprimentou o patrão com uma respeitosa mesura e recolheu a toalha molhada e as roupas usadas antes de deixá-los a sós.
— Está linda. — elogiou ao vê-la de cabelos soltos e camisola branca com bordados florais. Por ser de linho, tecido bem apropriado para o verão, era levemente transparente. Ele via as formas do corpo da esposa através do tecido fino. Ela não usava nada por baixo. — Gostou do quarto? Mandei fazer algumas alterações desde que nos casamos. Era uma surpresa.
— Confesso que é estranho ocupar esse quarto. Ele era da sua mãe e ela foi a última a usá-lo. Eu nunca estive aqui antes. — ela olhou para o luxuosíssimo cômodo também na cor lavanda, a preferida se Sarah, e agora a dela também. — Mas é o quarto da Senhora da casa. O que tem a porta de ligação com o seu. É onde tenho que estar.
— Não quero que se sinta desconfortável aqui. Podemos arrumar outra solução. — antecipou-se em dizer o Duque.
— Não se trata disso. — acariciou o rosto do esposo para tranquilizá-lo. — Eu só não tinha me atentado que não ficaria em meu antigo quarto. Aqui é lindo, gostei de tudo.
— Tem certeza? — questionou olhando nos olhos azuis cristalinos.
— Absoluta.
Eles ficaram apenas se olhando apaixonados por alguns segundos.
— Eu e Rachel nascemos aqui. — confidenciou. — Era para nascemos na Casa ancestral de York, mas minha mãe estava em situação muito delicada e o médico não permitiu a longa viagem. Então logo nascemos aqui mesmo em Kent. — sorriu. — O que meu pai agradeceu imensamente. Ninguém imaginava que a minha mãe carregava duas crianças ao invés de apenas uma. — de repente o sorriso sumiu dos lábios do Duque. Ele ficou pálido.
— O que foi Jacob? — Renesmee perguntou ao vê a súbita mudança do esposo.
— Meus Deus! Será que você também carrega duas crianças? — Jacob tinha os olhos arregalados. Renesmee era nova e pequena demais, empurrar uma criança para o mundo já seria difícil quem dirá duas.
O Duque estava alarmado. Até aquele momento não tinha passado por sua cabeça aquela possibilidade. Ele não tinha emocional para um parto simples quem dirá para um duplo, como foi o dele.
Sua mãe era uma mulher forte como Rachel. Pelo que o seu pai contava foi um parto difícil e demorado, que esgotou muito as forças dela. Jacob nasceu grande e robusto, a irmã um pouco menor, mas igualmente saudável. Por outro lado Renesmee não tinha a construção física igual a de sua mãe ou irmã, ela era tão pequena e delicada... Os receios e medos do Duque retomaram com força triplicada.
— Jacob! — a Ruiva teve que chamá-lo mais alto. Ele estava com os pensamentos distantes. — O Dr. Carlson já falou sobre isso comigo. Ele acha difícil eu estar carregado duas crianças. Emma concorda com ele. — tentou tranquilizá-lo. — Eles acreditam que se tivessem dois bebês já era para eu estar os sentindo mexendo dentro de mim, mas até agora nada. Só essa leve sensação de cócegas internas que sinto eventualmente.
Jacob não falou nada, apenas acenou em concordância com a cabeça. Ele ainda estava preocupado. Iria redobrar os cuidados com ela.
— Venha, vamos descansar um pouco. — mudou de assunto, puxando a esposa para a enorme cama. — Pedi para que o almoço fosse servido aqui em nossos aposentos. Vamos descansar antes dele.
Renesmee não contestou a tentadora proposta, estava um pouco cansada mesmo. Queria deitar e tirar uma pequena cesta, já que tinha planos para a parte da tarde.
**********
O sol dourado estava tímido naquela tarde de céu azul. Renesmee olhava através da enorme vidraça de seu quarto a tarde de verão. O momento estava perfeito para sair um pouco da mansão.
Emma trabalhava em seus cabelos para fazer o simples penteado que pediu. Não precisava de nada elaborado para dar uma volta na propriedade.
O vestido marfim com bordados azuis e uma faixa alta na cintura — também na cor azul — marcava ainda mais a silhueta da gestante. Mas era um vestido lindo e confortável, perfeito para uma tarde no campo.
Após Emma prender parcialmente os fios ruivos e fixar o chapéu com auxílio de alguns grampos, ela ajudou Renesmee a vestir as luvas curtas. Por fim entregou a sobrinha que combinava com o vestido.
— Pronto, Milady!
— Obrigada, Emma. — Renesmee agradeceu. Apesar de não ser um costume de a nobreza ficar agradecendo os seus serviçais, ela o fazia questão. — Me sinto bem e confortável com as vestes que escolheu.
— Não há de que, Vossa Graça. — Emma guardou os objetos e arrumou rápido, a penteadeira. — Quando milady quiser podemos ir.
— Então vamos. Quero ir a dois lugares essa tarde.
Renesmee deixou os aposentos sendo seguida por sua aia. Era uma concessão que o Duque não abria mão.
Era ordem propagada do nobre que quando a esposa não estivesse sobre a sua proteção era para Emma grudar como uma sombra nela. Ele tinha medo dela cair, tropeçar ou até mesmo sentir algum mal estar súbito e não ter ninguém por perto para acudi-la.
A Duquesa não precisou andar muito, o seu lugar de destino ficava à poucos metros da mansão.
Todos pararam imediatamente os seus afazeres quando viram a ruiva entrando. Muitos não a tinham visto quando chegou, apenas o chefe do estábulo quem era obrigado a estar na fila de recepção dos patrões.
— Boa tarde, Milady. — Richard fez uma contida reverência. — Em que posso ajudá-la? — perguntou assim que a viu. Era estanho vê-la naquela posição, de Duquesa e grávida. Por mais que tenha visto ela pela manhã, já que era o chefe do estábulo, não tinha reparado tão de perto.
— Boa tarde, Richard. Gostaria de saber se Estrela já chegou. Estou preocupada com ela. O chefe de estábulo de Londres acredita que ela logo dará à luz. — Renesmee estava apreensiva. Tinha feito questão que Estrela voltasse para o campo com ela.
— Chegou sim, Milady. — ele sorriu de forma contida. — Têm aproximadamente umas duas horas. Já demos banho nela e a instalamos em uma baia maior.
— Posso vê-la? — a Duquesa perguntou ansiosa. Ela tinha adoração pela égua de estimação.
Jacob tinha designado um empregado só para trazer a égua prenha, já que não a forçaria a puxar uma das carruagens, como fez com Trovão!
— Em absoluto, Milady. Queira me acompanhar. — o cavalariço indicou o caminho e Renesmee seguiu, sendo acompanhada de perto por Emma.
Antes de a jovem avistar a égua de estimação ela ouviu uma voz amável e conhecida.
— ...E que barrigão enorme! Como conseguiu esconder isso de todos nós? O que andou aprontando durante as madrugadas enquanto ninguém via? Agora está prestes a dar à luz! Quem sabe o que aprontou...
— Joe! — Richard chamou pelo mais novo. Ele estava de costas para a porta da baia. Ele escovava, distraído, os pelos branquíssimos de Estrela, não havia notada a aproximação. — Milady quer ver a égua.
— Mas ainda não acabei... — Joe tentou contestar.
— Não tem problema, Richard. — Renesmee interviu, uma vez que o chefe do estábulo estava pronto para repreender o mais jovem. — Joe sempre foi dedicado aos cuidados com Estrela. Ele pode terminar os cuidados enquanto faço minha visita.
A verdade era que Renesmee até aquele momento não tinha pensado em Joe, não tinha se atentado que ele estaria trabalhando lá. Ela escutou tudo o que ele falava para égua e se sentiu desconfortável, pois parecia que as palavras foram dirigidas a ela própria e não ao animal.
— Se milady diz... — Richard não iria contestar a nova Senhora da casa. — Se precisar de algo poderá pedir a Joe ou a mim. Estarei lá na frente.
Renesmee concordou com a cabeça.
Ela ainda estava do lado de fora da baia, então levou a mão enluvada ao trinco e destravou a pesada porta de madeira, porém Joe se antecipou em abri-la para a Lady passar.
Assim que o cavalariço a observou atentamente arregalou os olhos e resfolegou com a visão. Foi inevitável para Renesmee não corar envergonhada. Ela sabia o que ele estava imaginando.
Joe era transparente e verdadeiro demais para fingir não estar surpreso. Até hoje ela não sabia dizer como nunca havia notado que ele cultivava sentimentos por ela.
O jovem cavalariço crispou os olhos e inclinou para um lado a cabeça, olhando diretamente para o ventre totalmente em evidência. Ele sabia que tinha algo errado ali.
— Parabéns. — limitou-se em comentar. Não era de bom tom os criados tecerem elogios naquela situação, ainda mais criados do sexo masculino. — Todos nós ficamos felizes com a notícia assim que soubemos das boas novas.
— Obrigada. — Renesmee ignorou o desconforto do momento e alisou o vente inchado. — Como está a minha menina? — apontou para égua branca, mudando de assunto para amenizar o clima estranho.
— Prenha! Em breve também terá um bebê. — sorriu, mas esse sorriso não chegou aos olhos.
Apesar de tudo que tinha lhe acontecido desde a partida da garota ruiva, ainda sentia o coração bater forte ao vê-la. Não era justo com ninguém, mas ele não podia evitar.
Emma notou o clima e estanhou a situação, mas permaneceu em silêncio — quase invisível— em um canto da baia.
— Como você está? — ela tinha perguntado apenas para desviar o foco, uma vez que toda a conversa até agora parecia desconfortável demais.
— Estou bem. — sorriu novamente, dessa vez chegando aos olhos claros. — Casei-me tem quase um mês.
— Perdão. Como disse? — agora era Renesmee quem se mostrava surpresa.
— Bem, assim que Milady partiu de Kent alguns novos criados foram contratados. A minha Lilly foi uma delas. Ela é uma das camareiras da mansão.
— Desejo felicidades ao casal. — mesmo surpresa com a notícia, ela foi sincera. Estava feliz por Joe também ter encontrado o amor.
Porém a verdade oculta era que a jovem criada conquistou Joe exatamente por lembrar fisicamente Renesmee, apesar de não serem iguais. Lilly era pequena, tinha olhos azuis expressivos e longos cabelos castanhos avermelhados. Joe se viu encantado com a jovem que parecia com o seu grande amor. Ele se apaixonou por Lilly e a desposou em um curto período de tempo, porém a verdade era que o seu coração ainda batia mais forte pela Duquesa.
— Obrigado.
Um silêncio constrangedor dominou a pequena baia, mas antes que um dos dois sentisse necessidade de quebrar aquele clima estanho, a égua branca relinchou para chamar atenção para si.
— Olá garota. — Renesmee sorriu ao abraçar o pescoço forte, porém delicado da égua. — Como foi de viagem? Trataram-na bem? O pai do seu bebê já deve estar apreensivo para saber se chegaram bem. — ela conversava com a égua, esquecendo completamente dos dois espectadores. — Trovão é protetor como o dono. — sorriu ao comparar o garanhão puro sangue com o marido.
Estrela em um gesto delicado, abaixo ainda mais o pescoço e repousou a cabeça sobre a barriga inchada da dona. Renesmee ofegou pela emoção.
— Vejam! — chamou eufórica a atenção de Emma e Joe. — Acho que ela sente que carrego um bebê também.
A Duquesa estava extasiada. Ela sorria e alisava a crina sedosa da égua. Estrela mantinha-se parada quietinha com a cabeça repousada na barriga da dona.
— O que está acontecendo aqui? — a voz grave do Duque chegou aos ouvidos dos três antes que qualquer um pronunciasse algo sobre o episódio. Ele olhou desconfiado à situação.
— Olha, Jacob! — Renesmee estava tão feliz que não notou o tom ríspido do marido. — Acho que Estrela sabe que também carrego um bebê. — mostrou a posição que a égua estava.
Jacob entrou na baia e lançou um olhar duro para Joe, que imediatamente voltou a fazer as suas tarefas, então caminho até a esposa, abraçando-a por trás e levando as mãos ao ventre em que seu herdeiro crescia a cada dia.
— Os animais são sensíveis a essas coisas, Poupée. Com certeza Estrela já sabe que você carrega a nossa criança no ventre. — ditou possessivo, em tom baixo, mas seu proposito estava ali.
Emma teve que se controlar para não rir com o ciúme do patrão.
— Deixe-me fazer carinho na barriga dela também. — Renesmee adiantou-se para se posicionar próximo a barriga estufada do animal de estimação, mas Jacob a impediu. — O que foi? — perguntou confusa.
— Por mais que Estrela seja dócil e acostumada com você, ela pode se assustar e dar um coice. A baia está cheia de gente, ela pode sentir-se acuada.
— Ela jamais me machucaria. — a ruiva defendeu a égua.
— Eu sei, Querida. Mas entenda, pode não ser intencional. Pode ser um reflexo de defesa. Por mais que ela seja inteligente, ainda sim é um animal irracional. — explicou Jacob com paciência. — Tudo bem, venha aqui. — ele se posicionou na direção da pata traseira da égua, protegendo com o próprio corpo a esposa de um possível acidente.
Por ele Renesmee não chegaria tão perto assim da égua, no entanto parecia muito importante para ela.
— Jacob! Da para sentir o cavalinho se mexendo. — disse maravilhada ao tocar a enorme barriga da égua.
— Imagino que sim. — o Duque sorriu. — Agora vamos deixá-la descansar. Deve está estressada da viagem. — Jacob puxou delicadamente a esposa para fora, Emma foi junto. — E rapaz, traga Trovão para ficar na baia ao lado de Estrela. Eles em Londres permaneciam em baias próximas. — disse sem ao menos olhar o antigo rival.
O casal caminhava através das baias em direção à saída do enorme estábulo. A uma distância satisfatória seguia Emma, dando a devida privacidade ao casal.
— Para onde estamos indo? — a gestante parou de repente, indagando confusa ao marido.
— Para a mansão. — Jacob disse de imediato. Ele estranhou o questionamento óbvio da esposa.
— Não, Jacob! Ainda não quero ir para a mansão. Preciso visitar a mamãe e tio William.
— Não acho uma boa ideia. — o Duque retorceu os lábios em desagrado.
— Por favor, não me impeça de fazer isso. Eu nunca fiquei tanto tempo longe. — disse com voz embarcada pela emoção. — Eu preciso visitá-los!
Jacob ponderou por alguns segundos. O cemitério da propriedade ficava a mais ou menos uns 500 metros ao leste da mansão. O caminho era um campo reto, não havia subidas. Ela não precisaria fazer grandes esforços, apesar de ser uma boa caminhada. O sol já não estava forte, havia uma brisa agradável... No entanto, o que fez tomar a decisão foram os olhos marejados e o nariz já avermelhado pelo choro preso. Aquilo era muito importante para Renesmee, ele constatou. Era tudo que ela tinha sobre o próprio passado.
— Tudo bem. Mas eu irei com você. — concordou por fim. — Caminharemos de forma bem lenta. E mandarei que Emma peça para algum criado colher as flores e levá-las para nós. Não quero que fique muito tempo exposta ao calor e nem que fique se agachando para colher as flores. — Jacob mantinha o semblante sério, sem deixar brechas para contestação. — E você só irá novamente lá comigo e ninguém mais.
— Tudo bem! — Renesmee tinha os olhos brilhantes ao falar com o marido. Ela deixou escapar uma lágrima pela emoção. A gravidez estava deixando-a cada dia mais sensível. — Obrigada. — abraçou e beijo os lábios do marido.
Jacob sorriu com o gesto afetuoso.
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A caminha através do campo florido foi longa e lenta, porém muito agradável. O casal seguia conversado sobre assuntos leves durante todo caminho.
Assim que chegaram ao cemitério puderam constatar que todas as ordens do Duque foram rigorosamente obedecias. Os jazidos estavam muito bem conservados e ricamente floridos.
Como se tivesse cronometrado o tempo, um cavalariço chegou montado em um cavalo, ele trazia consigo um cesto lotado de diversos tipos de flores.
Jacob recolheu o cesto e dispensou o empregado.
Renesmee começou a juntar um grupo de flores e montar lindos arranjos.
— Mamãe, eu sinto tanto a sua falta. — Renesmee começou a falar diante da lápide, nas mãos sustentava um lindo arranjo de rosas e lírios que montou. — Queria tanto que estivesse nesse momento aqui comigo, me ajudando a passar por essa fase. Você foi a melhor mãe que eu poderia ter...
Jacob optou por dar alguma privacidade à esposa, se distanciando da lápide de Katherine, indo caminhar na direção da lápide da própria mãe, que estava ao lado da lápide do pai. Nas mãos levanta apenas uma linda rosa na cor chá.
Ele não tinha o mesmo hábito que a esposa. Quando queria falar com a mãe fechava os olhos e conversava em pensamentos com ela.
Assim como Katherine, Sarah foi uma excelente mãe. Carinhosa e atenciosa com os filhos e marido. Partiu ainda jovem, mas deixou sua marca em cada um dos que conviveram com ela.
Pensando melhor; Jacob admitia que seu pai, o grande Duque William Black, amou duas mulheres preciosas. E hoje ele não acreditava que o pai chegou a amar mais uma que a outra. Foram amores diferentes, mas igualmente intensos e verdadeiros.
O túmulo de Sarah estava muito bem conservado com diversos vasos com lírios e lavanda, flores preferidas de sua mãe.
Jacob sentiu uma brisa perfumada acariciar a face, respirou fundo e disse com o coração que a amava muito. Depois depositou a rosa solitária bem em frente à lápide e se despediu, seguindo para a lápide ao lado.
Com o pai a sensação era totalmente diferente. Para Jacob ainda era difícil aceitar que o corpo de William repousava eternamente ali. Era mais fácil imaginar que o pai estava viajando e não morto. Preferia ter monólogos com os retratos do falecido Duque que conversas diante de uma lápide de mármore.
Então Jacob apenas rezou pelas almas da mãe e do pai, assim como a da sogra. Era difícil pensar em Katherine como sogra, mas foi exatamente aquela mulher linda e forte que lhe deu seu maior tesouro. Ele a adorava principalmente por esse fato.
Jacob virou um pouco o rosto apenas para vê Renesmee. A lápide de Katherine ficava bem próxima, mas não ao lado da dos seus pais.
— Poupée — ele caminhou a passos apressados ao vê a esposa de joelhos e com as mãos enterradas na face. — O que houve, meu amor? Fale alguma coisa! Está sentindo algo? — ele a envolveu nos braços protetores.
— Euuu. Eu. Eu... Só queria tê-la ao meu lado. — Renesmee soluçou ao liberar o choro contido. — Queria o seu colo, a sua proteção, os seus carinhos... — soluçou sem vergonha por está chorando. — Queria que ela estivesse aqui para dizer que aquele monstro não vai me ferir mais. Que o amor dela me bastou para trazer ao mundo. Que ela me ensinasse o que preciso saber para ser uma boa mãe, como ela foi. Que eu não preciso ter medo na hora que tiver que trazer o meu bebê ao mundo... E que não vou partir antes que ele possa se lembrar de mim! — a ruiva pela primeira vez verbalizou todos os seus medos e temores.
Jacob sentiu cada palavra como se fosse um punhal. Era difícil até para ele ter que pensar naquelas questões.
— Ei. — puxou delicadamente o rosto dela para fitá-lo nos olhos. Jacob segurava entre as mãos grandes a face delicada da amada. — Eu estou aqui. Eu a amo com todas as minhas forçar e isso terá que bastar. Não posso trazer Katherine de volta, mas posso garantir que ela te amou acima dela mesma. O bastardo que engravidou a sua mãe não chegará nunca mais perto de você. Você será amada por mim intensamente, irie recompensá-la por todas as faltas que a vida lhe impôs. Você será igualmente amada por nossos filhos, netos, bisnetos... Você não partirá antes de mostrar o quanto maravilhosa é para eles.
Ele a beijo com adoração... Devoção!
Renesmee se sentiu protegida e reconfortada novamente.
O nobre acolheu a amada esposa em seus braços protetores, passado a sensação que ali ela estaria protegida do mundo.
Uma brisa os envolveu naquela áurea de paz.
— O que foi Poupée? — indagou preocupado. Renesmee, que tinha relaxado em seus braços, voltou a ficar tensa. — Fale alguma coisa, meu anjo! — a voz do lorde beirava ao desespero.
Renesmee começou a chorar e sorrir ao mesmo tempo. Ela não conseguia falar... Então levou as mãos trêmulas do marido à barriga arredondada e proeminente, assim pela primeira vez ambos sentiram o chute forte.
— O bebê chutou? — Jacob perguntou com lágrimas nos olhos.
A verdade era que o fato da barriga crescer e o bebê não se manifestar já começava a preocupar o Duque, principalmente depois da conversa que teve com o médico que verbalizou a mesma preocupação.
Renesmee não precisou responder a pergunta do marido, pois como se ele mesmo quisesse responder o bebê chutou forte novamente.
O casal sorriu... Chorou... Emocionou-se... E a brisa que trouxe paz e emoção continuou a envolvê-los.
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