Bloom

16 Surprises of time.


Notas iniciais
Boa noite, leitoras lindas... Como foram os dias sem o Nyah? Ele havia entrado em coma, deixado vocês em abstinência de Vossa graça. O Duque taradão e nossa amada ruivinha bastarda esta somente esperando tudo ressurgir para se mostrarem mais um pouco a vocês!!! Hahahahahahah Bem, essa nota será importante! Gostaríamos de pedir umas coisas e esclarecer outras: Em primeiro lugar; a Fic é ambientada no começo do século XIX. Por isso não podemos pensar ou vê as coisas com olhos de século XXI! Tenham olhos para os costumes do passado. Naquela época não havia o crime pedofilia. Meninas estavam “prontas” para o matrimônio por volta dos dezesseis anos em diante. Geralmente casavam com nobres muito mais velhos... Jacob NÃO é um pedófilo. Ele não sente desejo por uma criança. Renesmee é uma adolescente com forma de mulher moldando o seu corpo. Ele nunca a enxergou quando era apenas uma menininha. Seu desejo surgiu quando Renesmee já apresentava mudanças significativas para a forma de uma mulher. Ela é pequena, delica... Mas esse era o padrão da nobreza inglesa da época. Mulheres miúdas eram vistas como mais belas. Então, ela está totalmente dentro dos padrões de cobiça de um homem. Tanto que ela já estava despertando esse sentimento em outros homens da propriedade. Joe é um exemplo. Não sei se esse fato ficou bem explicado nos capítulos. Desculpe-nos caso não! É isso galera... Obs: Capítulo dedicado a fofíssima leitora Mandy. Obrigada flor pela linda Recomendação. Borá lê agora??? Apreciem sem qualquer moderação!!!

Capítulo 15

Na confortável cadeira de couro marrom o nobre permanecia sentado de forma displicente. A perna direita permanecia cruzada sobre o joelho esquerdo, a postura estava relaxada. Nas mãos um pesado e complexo livro sobre matemática, porém, nem toda paixão pelo assunto despertou o interesse ou a concentração do homem.

Em sua cabeça, outros pensamentos dominavam de forma absoluta a atenção do Duque. Jacob tentava se concentrar e ler, mas a menina — agora mulher — não saía dos seus pensamentos.

Há uma semana Jacob tinha tirado a honra de sua pupila, há uma semana a tinha machucado e há uma semana estava sem tê-la em seus braços. Mesmo que todos os dias ele invadisse o quarto da menina e dormisse abraçado a ela após trocarem ousadas e fogosas carícias, eles não mantinham o ato sexual em si há uma semana.

O Duque tinha consciência que ela tinha saído da primeira experiência sexual machucada. O atrito e os movimentos repetidos do ato deixaram a pele da região íntima da ruiva bem sensível, quase esfolada. Jacob se torturava todos os dias por ter sido o causador da lesão da sua poupée.

— Droga! — proferiu irritado, fechando o pesado livro de capa dura com força desnecessária. O ato causou um estrondo abafado.

O Duque posou o livro sobre a mesa lateral e ergueu agilmente o enorme corpo. Caminhou a passos duros até uma das extensas vidraças que tinha em seu aposento.

Contemplou por alguns segundos o lindo jardim e os raios solares que brilhavam absolutos no céu azul sem nuvens.

Tal coloração no céu o fez lembrar-se da sua doce menina. Aquele era o tom exato dos olhos de Renesmee. Da sua poupée!

Como seu corpo clamava pelo dela! Como sentia falta de estar dentro dela. A ruiva era viciante. A doce ruiva era o seu mais novo e sôfrego vício.

Jacob sentia o corpo queimar de desejo. Queria estar com ela, desejava com todas as suas forças estar dentro ela.

Na última noite tinha constatado que ela já se encontrava boa, pronta para recebê-lo novamente, mas mesmo assim não o fez.

Ela parecia um anjo dormindo abraçada em seu peito forte, estava tão relaxada e satisfeita que ele ficou com pena de acordá-la somente para matar seu desejo.

No entanto, agora, seu corpo gritava pelo dela. Ele precisa dela. Já havia sido torturante demais suportar toda uma refeição ao lado dela e não poder tocá-la, abraçá-la, admirá-la explicitamente.

Jacob fechou as mãos em punho e as apoiou no parapeito de sua janela enquanto ponderava suas opções.

Seria totalmente imprudente uma invasão àquela hora. Poderiam ser flagrados e isso comprometeria irrevogavelmente a honra de sua pupila. Ele zelava tanto por seu bem estar como por sua reputação.

Jacob era um homem consciente e sempre muito responsável, porém Renesmee lhe tirava totalmente o prumo. Ele ficava cego quando o assunto era ela, quando os pensamentos eram direcionados a ela. Tudo perdia o foco ou a razão, ele passava a ser um homem guiado pela emoção.

De forma irritada ele bufou ao constatar no relógio que era somente começo da tarde, ainda teria que esperar muitas horas para ter sua poupée em seus braços.

De forma impaciente o nobre começou a andar de um lado para o outro em seu amplo quarto, a abstinência da ruiva estava lhe enlouquecendo.

— Dane-se! Não aguento ficar mais sem ela. — soltou decidido após longos e torturantes minutos refletindo.

Com passos largos ele rumou em direção à saída de seu aposento. Com cautela pôs a cabeça para fora na intenção de observar o longo corredor. Nenhum empregado estava naquela ala da mansão naquele momento. Ele tinha dado — anteriormente — ordens expressas para não ser importunado. Constatou que os empregados deviam de temê-lo demais, pois não havia uma única sombra no longínquo corredor.

De forma decidida ele deixou o seu quarto, mas não sem antes passar a chave. Caso algum criado fosse procurá-lo, seria refreado pela porta trancada. Para todos os efeitos ele estaria ali dentro, trancado no próprio aposento.

O Duque era um homem ardiloso, calculista, detalhista e muito atento. Ele tinha consciência que a menina estaria no próprio quarto àquela hora. Renesmee já tinha ido cavalgar pela propriedade na parte da manhã.

A ruiva sempre alternava o horário de sua velha rotina. Quando saía para cavalgar na parte da manhã, passava então à tarde dentro de casa. Seja trancada no próprio quarto, tendo aulas na biblioteca com a preceptora ou tocando ao piano.

Porém Jacob não tentaria entrar pela porta do quarto da jovem, poderia encontrá-la fechada. Ele queria surpreendê-la, pegá-la desprevenida.

O Duque sorriu amplamente por lembrar-se de um detalhe que já tinha pensado muito antes de ter aquela arriscada ideia.

Com toda cautela e atenção para não ser flagrado, Jacob entrou no quarto que um dia foi de Katherine. Usaria a porta de ligação que havia ali para entrar no quarto de sua poupée. Já tinha destrancado a porta há algumas noites.

Como já esperado, a porta abriu sem dificuldade e ele parou para contemplar, fascinado, os raios solares entrarem pela vidraça da janela e iluminar a sua doce ruiva. Os cabelos pareciam chamas flamejantes de tão vívidos ao sol.

Renesmee estava sentada diante da escrivaninha, estava tão concentrada no que fazia que nem se atentou ao homem que se aproximava cada vez mais de onde estava.

Ma poupée! — Jacob a surpreendeu com um beijo no pescoço alvo.

— Jacob! — disse em um misto de surpresa e euforia.

A face assustada da menina logo foi substituída por um sorriso amplo e verdadeiro. Aquilo acalentou o coração do nobre Duque.

Sem Jacob ter tempo de se recompor do olhar deslumbrado com o qual a ruiva o admirava, ela já se erguia da cadeira, abraçando-o forte e apertado. Ele conseguiu sentir toda emoção que ela passava com um simples e carinhoso abraço, emoção essa que a própria menina não tinha consciência que sentia.

Isso surpreendeu o nobre. Ele ainda não tinha parado para se atentar aos detalhes do seu envolvimento com sua pupila.

Renesmee o amava com toda a sua inocência e veracidade. Fato esse que ele confirmou ao fitar a profundeza azul e brilhante dos olhos de sua poupée.

Jacob notou o coração perder o compasso de uma batida, mas logo depois começou a pulsar de forma acelerada em seu peito. Uma sensação preencheu o Duque naquele momento. Ele não a reconhecia, mas adorou senti-la.

Renesmee, ainda agarrada ao peito largo, sorriu mais uma vez e voltou a depositar a cabeça na direção do coração do nobre. Ela gostava de ouvir aquele som único.

O Duque tentava se recompor da inédita sensação, porém ao olhar na direção de onde sua pupila encontrava-se anteriormente tão concentrada, surpreendeu-se com o que achou.

A um braço de distância estava à folha desenhada a carvão. Sobre a escrivaninha da menina repousava o perfeito desenho. Jacob só precisou estender a mão para alcançá-lo.

Jacob pegou a folha ainda encantado com o que via. Era perfeito, muito bem desenhado, Renesmee com certeza era uma jovem muito talentosa. Um dia seria uma ótima mãe, ensinando eximiamente seus filhos a pintar, a desenhar e a tocar piano. O Duque se surpreendeu com os pensamentos.

Ma poupée! — chamou-a com carinho. A voz era calma. A menina novamente ergueu o olhar brilhante para o nobre. — Foi você quem desenhou? — a pergunta pareceu inapropriada para a ocasião.

Renesmee imediatamente arregalou os olhos e sentiu toda a face queimar. Ela estava vermelha como um morango maduro.

–- Não sinta vergonha, Ma poupée! Você é uma excelente desenhista. Estou encantado com a riqueza dos detalhes.

Jacob ainda segurava o desenho em mãos admirando a obra. Era um retratado dele mesmo. Ele estava nu, somente um lençol cobria a sua intimidade. A face era serena ao dormir. Os ricos detalhes de cada traço de seu rosto e corpo estavam expressos naquela folha. Exalava dedicação e fascínio em cada traço preciso. Não era um desenho apropriado para uma senhorita, mas aquele seria mais um segredo deles.

De repente seus olhos foram para escrivaninha, onde se atentou na gaveta inferior meio aberta. Dentro dela se guardava mais desenhos, ele constatou. Queria admirar mais o talento de sua querida pupila.

Sem pedir ou pensar o nobre já se inclinava e pegava as várias folhas contidas ali.

— Não! — clamou Renesmee em desespero. Não queria revelar o seu mais secreto segredo ao Duque.

Jacob não se deteve. Ele seguiu olhando cada folha.

A cada desenho que ele observava atentamente, sua surpresa aumentava. Ali em suas mãos só havia retratos dele. De várias formas e ângulos... Traços mais fantasiosos, outros reais demais. Entretanto o que mais chamou atenção do nobre foram as datas registradas abaixo de cada folha. Não eram recentes, muitas ali eram de um ou mais anos atrás.

Jacob piscou atônito quando o entendimento lhe veio à mente. Renesmee já o amava há muito tempo.

Seu coração se aqueceu com aquela constatação. Sua menina nutria um amor platônico por ele desde muito nova.

O Duque jamais percebeu tal sentimento e encantamento, até porque somente a via como a frágil menininha que era. Ela muitas vezes o fitava quando mais nova, mas ele jamais desconfiou que fosse algo além de curiosidade.

Ma poupée, olhe para mim. — ergueu o queixo da menina. Ela fitava, envergonhada, os próprios pés. — Está com vergonha de mim? Sabes que não precisa ter. — selou os seus lábios nos dela com ternura.

Nada mais precisava ser dito, muito já havia sido esclarecido. Jacob não precisava de respostas, ele já as tinha. Ela o amava. E ele? Bem, ele com certeza havia se apaixonado por ela. Há muito deixou de ser somente desejo, há muito eles compartilhavam sentimentos.

Jacob a beijou com paixão e devoção. Ele a amaria naquela tarde como nunca, jamais amou uma mulher.

Era cedo para falar de sentimentos, mas não era cedo para senti-los. Confissões não eram necessárias, pois eram simplesmente sentidas.

— Eu preciso de você! — confessou o Duque para ruiva fitando, compenetrado, seus olhinhos cintilantes.

Ele não precisava dizer mais nada, Renesmee já sabia exatamente a que ele se referia.

— Eu sou sua! — o abraçou com toda sua força.

Palavras deixaram de fazer sentido, tamanha a intensidade do que ambos sentiam.

Jacob ergueu com cuidado a menina do chão, caminhando com ela em seu colo, direcionando-se para a cama que sempre testemunhava o amor dos dois.

De forma lenta ele despia sua poupée, depositando beijos em cada pedaço de pele que era exposta. Renesmee se mantinha de olhos fechados apreciando a maravilhosa sensação, seu coração chocava-se com fúria no peito.

— Você é absolutamente linda e perfeita. — disse o Duque ao admirar a beleza estonteante da ruiva nua diante de si.

Renesmee corou com tanta intensidade que toda face ardia, além do fato de excitação latente. Ela nada disse, mas levou as mãos até a casaca do nobre, começando a tirá-la. Jacob não precisou de outro sinal, sabia exatamente o que a sua menina queria.

Sem querer contrariar o desejo de sua poupée, ele rapidamente se despiu e voltou para os braços da ruiva, depositando seu corpo grande sobre o pequeno dela. Jacob não largava o peso sobre o dela.

Os lábios se uniram e começaram a mover-se de forma lenta, eles apreciavam o sabor um da boca do outro. As línguas se enroscavam de forma única e habilidosa, os gostos de misturavam. O beijo demostrava o que eles sentiam, era calmo e intenso.

Jacob começou a descer seus lábios quentes pelo pescoço esguio da menina. Agora ela já gemia. Os pelos ruivos estavam arrepiados.

O Duque não tinha pressa, poderia passar anos somente beijando-a. Porém, ainda havia muito da jovem para degustar. Ele queira muito mais do que ela lhe oferecia sem restrições ou resignações.

–- Hummmmm! -- Renesmee gemeu de prazer quando a língua quente de Jacob brincou com um dos seus pequenos mamilos túrgidos.

Naquela altura o centro de prazer dela já estava latejando em agonia, queria o alívio. Renesmee estava encharcada com seu prazer.

Jacob permanecia sem pressa, estava disposto a degustar de todo o banquete, que era a ruiva em seus braços.

Suas mãos desceram até chegar ao centro úmido da jovem, incitando-a com calma e deleite.

A garota só sabia gemer em apreciação ao que o homem experiente lhe fazia. Suas mãos deslizavam perdidas pelas costas largas.

Enquanto a boca ágil do nobre trabalhava com maestria nos pequenos seios alvos, seus dedos brincavam na intimidade da ruiva. Ela estava tão molhada que deslizar para dentro dela seria tão fácil como respirar. Constatou o Duque.

Não aguentado mais esperar, uma vez que a menina em seus braços clamava por ele, Jacob afastou ainda mais as delicadas coxas e se posicionou entre elas, direcionando seu membro duro e pulsante na pequena entrada.

Renesmee instintivamente ofereceu-se mais ao nobre, que de bom grado mergulhou lentamente em seu interior. Ambos gemiam de prazer. Uma sensação grandiosa e única se apossou deles.

Jacob entrava de forma lenta, queria sentir cada polegada de seu membro sendo recebido e envolto por ela.

— Minha! — disse possessivo entre os dentes quando se sentiu totalmente alojado no interior de sua poupée.

— Meu! — Renesmee espelhou suas palavras. Ela não pensava, somente sentia o turbilhão de sensações que o membro dele lhe proporcionava.

— Sempre! — Jacob moveu o quadril de forma lenta, constatando ser deliciosamente torturante a sensação.

Tomou os lábios vermelhos e inchados da ruiva, beijando-a com a mesma lentidão que movia seu quadril. Ele queria sentir... Apreciar o ato de forma única e inédita.

Os movimentos eram vagarosos e contínuos, o prazer vinha em ondas crescentes, cada vez maiores. Ambos se aproximavam do abismo, não, ninguém ficaria à míngua. Eles estariam juntos, e nada mais importava.

Incomparáveis minutos se passaram naquela antiga dança do prazer. Os corpos estavam suados, sensíveis e cansados. Quando o orgasmo atingiu violentamente o casal, eles desabaram juntos no precipício do prazer.

Eles estavam juntos e em sincronia, gemendo um na boca do outro. Os sons eram abafados pelo beijo de amor.

Jacob fechou os olhos, tentava manter a lucidez e recuperar a respiração. Seu coração batia em um compasso extraordinário e desconhecido. Ele não poderia mais ignorar, sabia exatamente o que aquilo significava.

Era hora de começar a pensar, era hora de refletir, pois a menina sob si o amava com toda sua alma.

~*~

O homem cavalgava sob o pôr do sol sem rumo ou pressa, somente seguia em frente. Ele sentia necessidade de pensar sobre os próprios sentimentos.

Jacob havia deixado a menina descansando sobre a cama. Claro que tinha tomando todo o cuidado de vesti-la e organizar a bagunça que tinham feito nos lençóis. Era a primeira vez na vida que o nobre arrumava uma cama.

O vento chicoteou sua face com mais ímpeto — Trovão ganhava velocidade a cada metro —, trazendo-lhe de volta a realidade. Ele precisava escolher; tomar uma decisão, porém tudo havia se tornado difícil demais. Nada mais era simples.

Pensar em deixá-la ali sozinha ou casá-la com outro homem? Eram ambas as opções, as quais lhe doíam violentamente o peito e a alma. Ele não se via mais sem ela, isso o assustou.

— Trovão, o que está havendo? Não posso me casar com ela, seria um escândalo na aristocracia. Sem contar o fato que ela ainda é muito jovem e não tem linhagem... Claro que por ser refinada e a pupila de um Duque a torna aceitável, mas não o ideal! Um casamento nosso traria um enorme falatório na corte, ela seria exposta e julgada, além de excluída, provavelmente. Não quero isso para ela. — suspirou pelo cansaço mental. Aquele assunto estava esgotando as suas energias. — Por outro lado não quero mantê-la como minha amante. Não seria justo com ela e nem comigo. — ponderou. — Casá-la com outro está fora de questão. Sou capaz de matar qualquer homem que encoste um dedo sequer na minha poupée. Ela é minha, jamais permitirei que seja de outro! — disse firme, a possessividade corria em suas veias de sangue nobre.

Jacob havia parado à sombra de um grande carvalho. O cavalo que estava sendo amarrado na árvore apenas relinchou baixinho.

— Preciso retornar à Londres, minha volta já é solicitada, mas não quero deixá-la. Não posso passar um dia sem dormir com ela em meus braços... — o nobre suspirou. — O que é isso, Trovão? Sabe o que mais? Tenho medo de magoá-la. Sei que me ama, hoje vi isso nos olhinhos cristalinos dela. — o cavalo remexeu-se outra vez. — Ainda não tenho certeza se a amo, mas tenho consciência que sinto muito mais que afeição por ela. Nunca senti por outra mulher o que sinto por ela. Jamais amei uma mulher, Trovão, mas saberei no momento certo quando acontecer.

O nobre permaneceu, por minutos, sentado sobre a grama observando da colina o vasto campo que era a sua propriedade. Porém em nenhum momento deixou de pensar em sua ruiva e em suas decisões conflitantes.

~*~

O vento cálido arrastava as folhas secas pelo campo da Casa Black, era um típico dia de outono. Era começo da estação, a proposito.

O fim do verão, por sua vez, havia sido glorioso para Renesmee.

A pequena ruiva às onze da manhã ainda repousava sobre os seus lençóis de seda. O roçar suave do tecido em seus mamilos nus a despertou, então ela contemplou alegremente o sol encoberto através da vidraça, as cortinas estavam abertas.

Após sentar-se no colchão Renesmee franziu o cenho e refletiu. Jacob nunca a deixava nua... Após vestir-se preguiçosamente constatou que sua porta ainda estava trancada. Ela riu.

Típico de Jacob entrar pelo quarto que um dia foi de sua mãe. Mais uma vez ela apenas havia visto o nobre se achegar a sua cama e sair pela manhã.

Já era tarde para tomar um desjejum, ela concluiu, sendo assim buscou por frutas. Nos últimos meses seu apetite havia melhorado, assim como seu humor, estava um pouco mais falante! A presença do Duque a fazia bem, afinal. Ela não se aguentava de anseio por vê-lo mais uma vez. Fosse durante as refeições trocando assuntos irrelevantes ou em seu quarto onde ele demonstrava todo o seu desejo e afeto.

A cada experiência Renesmee sentia-se mais dependente do Duque. O nobre homem por sua vez — no mesmo instante em que sua amante e pupila acordava para mais um dia — tentava se concentrar nos negócios.

Na mesa de seu escritório havia uma pilha de papéis e alguns pergaminhos. Desde que se recusava a sair da Casa Black em Kent, Jacob era obrigado a receber viscondes, arquitetos, administradores e até alguns mensageiros com informes. Todos pensavam que Jacob estava recluso ainda pelo luto. Entretanto ele já não sentia tanto, finalmente entendeu o que tanto seu pai falava sobre Katherine.

Ele nunca amou Leah, no entanto seus dias com ela não foram apagados, mas com Renesmee tudo brilhava, era mais intenso e não havia dores ou angústias ao lado de sua poupée. Assim como William tanto descreveu sobre Kate em sua vida.

Naquele outono brilhante, onde a luz laranja do ambiente exterior adentrava a mansão, Jacob passou o dia dividindo sua mente entre pequenos problemas de ducado e seu grande dilema sobre decidir o futuro de seu relacionamento com sua querida poupée.

Já era meio da tarde, mas o céu cinzento escurecia a grama maltratada do verão, dando a impressão que já havia passado das cinco. A sala informal da casa Black tinha a luz amarelada das velas, o som suave do piano preenchia o ambiente.

Jacob lia um livro ao som da melodia da ruiva. Embora não fosse hora e nem lugar para contatos íntimos, apenas a presença um do outro satisfazia o casal. Pelo menos durante aqueles instantes.

A porta estava aberta, fazia parte do decoro, pois Renesmee e Jacob não podiam estar trancados em um salão! Era inapropriado, comprometeria a reputação da jovem.

Logo toques foram desferidos na madeira esculpida da porta. Oliver se anunciava levando uma bandeja pequena nas mãos.

— Com licença, Vossa graça. — pedido o mordomo.

Jacob ergueu os olhos de seu livro e permitiu — através de um aceno — que o empregado prosseguisse.

— Acabou de chegar, Vossa graça. — Oliver se aproximou e na bandeja de prata havia um papel dobrado e lacrado.

Era uma notificação.

Jacob rompeu o lacre e rolou os olhos pelo papel caro com letra masculina, franzindo o cenho ao final.

— Isso chegou agora? — o nobre interrogou dobrando o papel como estava anteriormente.

— Sim, Senhor.

Jacob respirou fundo. E fitou o relógio sobre a lareira.

— Obrigado, Oliver.

~*~

Na manhã seguinte, Renesmee recebeu uma má notícia no café da manhã.

— Irá para muito longe, Vossa Graça? —a voz doce da ruiva viajou até o outro lado da mesa.

O café da manhã estava posto. Jacob já estava pronto para partir.

— Não, senhorita. Amanhã retornarei. Vou apenas visitar a propriedade de um amigo. Apenas isso. — respondeu sem alarde, ainda bebericando seu café.

Renesmee e Jacob mantinham com todo o cuidado a formalidade perante os empregados. Ele havia a orientado em como agir quando não estivessem a sós.

Após o desjejum Renesmee acompanhou o Duque até a escadaria principal, como sempre fez com William.

Ma poupée, fique bem. Cuide-se, amanhã estarei de volta. — ele disse baixo para ela enquanto um lacaio aprontava a carruagem.

— Esperarei ansiosamente, Jacob. — Renesmee sussurrou de forma carinhosa. O nobre inclinou-se e deixou um beijo em sua testa. — Não se esqueça do casaco. — Renesmee lembrou, lhe estendendo a peça. Jacob sorriu e agradeceu.

A ruiva apesar dos seus quase quinze anos, sabia cuidá-lo como uma boa esposa madura. Renesmee seria uma ótima esposa um dia. Ele concluiu enquanto a fitava bobamente e com admiração.

— A carruagem, Jacob. — ela o lembrou; risonha. Ainda mantinha o tom de voz baixa para não despertar a atenção do criado.

Jacob via o amor que ela sentia por ele em toda a sua expressão. Olhar cintilante, sorriso terno e aberto, bochechas coradas e em cada palavra de carinho. O Duque naquele momento se sentiu abençoado por ter o amor daquela pequena e amável mulher.

Sorrindo de volta, Jacob pôs o seu chapéu e seguiu em viagem deixando a ruivinha apreensiva para trás, no pé da escada, com seus olhinhos ansiosos para que o dia passasse depressa.

~*~

O campo onde a carruagem de Jacob parou era ralo e de um verde pálido. A simples casa cor de telha ficava no centro do terreno, ao lado algumas cordas onde roupas estavam penduradas e mais atrás um pequeno pasto.

— Que diabos o Embry quer aqui? — Jacob murmurou descendo da carruagem e adentrando na propriedade.

A carta do amigo — a qual recebeu no dia anterior — pedia que Jacob visitasse seu terreno. Embry há algum tempo havia comprado uma propriedade em Kent. Jacob sendo um amigo prestativo foi até lá, porém tudo parecia estar normal.

No pasto havia um boi, uma vaca, dois bezerros e um chiqueiro com um numeroso rebanho.

A carta dizia que Jacob verificasse os problemas da propriedade.

Enquanto Jacob seguia para a casinha, um garotinho de aparentes dois anos veio correndo incerto e um senhor — de no máximo sessenta anos — tentou intercepta-lo.

O senhor Robert não demorou a reconhecer o Duque.

— Vossa Graça! — o saudou curvando-se em reverência.

O camponês tratou o Duque bem durante todo tempo, Jacob o indagou sobre como andava o rumo da pequena produção de batatas. No entanto, quando Jacob citou o amigo Marquês o senhor Robert se enfureceu.

— Aristocrata safado! Diga a ele que se aparecer aqui, eu o mato!

Jacob — bastante surpreso — disse para o homem ir até a sua casa que ele lhe daria uma ajuda de custo por qualquer lesão que o Marquês tivesse causado.

Praguejando contra Embry, Jacob voltou para casa no fim daquele mesmo dia.

— Qual será a asneira que o Call aprontou? Ele só me mete em enrascada. — Jacob resmungava no escritório.

Quando o Marquês lhe escreveu sobre danos a propriedade habitada pelo senhor Robert, ele não disse e Jacob não imaginava que o dano fosse pessoal.

Jacob enviou uma carta de volta para o amigo. Embry lhe advertiu também que se precisasse dispor de qualquer quantia em dinheiro para os habitantes, que fizesse a vontade que ele mesmo iria repor. No entanto o Duque se manteve curioso nas complicações do amigo.

Jacob não havia almoçado; já era noite e ele precisava de duas velas para iluminar sua escrita.

O homem levantou a cabeça ao ouvir alguém bater na porta de forma suave.

— Entre.

Renesmee um pouco acanhada, mas com seu sorriso meigo, adentrou a sala com uma pequena bandeja em uma mão e um leve castiçal na outra.

Ma poupée! — Jacob disse sorrindo, um pouco surpreso, porém.

Foi até ela, ajudando-a a entrar. Depositou a bandeja e a vela sobre a mesa e esperou que a ruiva se sentasse.

— O que é isso? — questionou sorridente.

— Quis lhe fazer uma surpresa. Eu mesma preparei tudo. — respondeu acanhada. — Fiz mal, senhor? — Renesmee começou a se arrepender de ter ido.

Ainda rindo, Jacob sacudiu a cabeça dizendo que não e abaixou na frente dela para lhe dar um beijo lento, molhado e orgulhoso.

A cada dia ele se via mais encantado com ela. Na bandeja levada por Renesmee havia um pequeno bule com chá quente, duas xícaras e uma porção de biscoitos.

Eles dividiram o lanche sem pressa, entre risos e carinhos, além de uma conversa amena.

Todos da casa estavam acostumados a ver Renesmee recolhida em seu quarto. Ninguém estranhou o sumiço dela no jantar e pelo resto da noite. A não ser por Elizabeth que a procurou, também não vendo o Duque em seu quarto a governanta desconfiou que estivessem juntos, no entanto nada comentou.

~*~

Conforme o tempo passava Jacob se confundia mais sobre o seu futuro. Deveria se casar. Precisava ter uma Duquesa e herdeiros, era a sua obrigação para com os títulos que carregava. Isso era uma infeliz lógica, uma predestinação assim como o seu título.

Ele refletia sobre isso após fazer amor bastante intenso com sua ruiva, ela repousava com meio corpo em seu peito. O Duque acariciava seus cabelos um pouco úmidos pelo suor. Renesmee havia aprendido bem como comandar o ato estando por cima, mas era cansativo demais. Ela terminava exausta.

Jacob contemplou as feições delicadas e ao mesmo tempo sensuais, cansada, porém satisfeita. Ele não se imaginava sem fitar aquela imagem um único dia. Como seria caso se cassasse então? Seria um casamento de fachada? Ele olhou outra vez o ser melindroso em seus braços.

Não! Renesmee não merecia aquilo.

— Eu sou um crápula! — ele ralhou em sussurro. — Prometi que cuidaria de você e olha o que fiz. — ele a aninhou mais em seus braços. — Eu me importo com você, Ma pouée. Mas sou um azarado Duque. Não posso desposá-la. Adoraria tê-la para sempre em meus braços, mas não posso. Ou não devo? — especulou ainda mais confuso. — Sou um pobre Duque, não posso me casar com um anjo como você por causa das malditas regras que preciso cumprir. — o nobre continuava a reclamar.

Jacob estava cansado mentalmente, todavia largar Renesmee era coisa que não se permitia fazer. Doía-lhe o peito só de imaginar um dia larga-la ali e voltar a Londres, reconstruir sua família, ou até mesmo entregá-la a um bom homem para esposa.

— O que fez comigo, ruivinha? Hein? — sussurrou para ela, sem intenção que ela ouvisse. — Em um dia era uma criança delicada e no outro a jovem mais bela e sedutora que eu já havia visto. — confessou e lhe beijou o topo da cabeça. — Não posso acreditar que me apaixonei por você, Ma poupée. Seria a coisa mais irresponsável que já fiz na vida! — a sua voz era quase um lamento.

Imaginar amar alguém com fervor e não poder expor ao mundo, ou tomá-la de todas as formas para si, lhe corroía até a alma.

Jacob não conseguiu dormir aquela noite, e nem durante uma semana. Havia perdido a noção do tempo ali em Kent. Só lembrava que havia chegado durante o verão, porém em breve seria o inverno. Logo seria natal.

Céus! Como encarar Rachel depois de tudo o que fez? Ela ainda não os visitara por conta da gravidez, mas no natal provavelmente viria. E o que encontrará? Renesmee mais adulta que nunca.

Jacob se martirizava conforme o tempo avançava. Renesmee se tornava uma mulher por completo — ainda preservando sua meiguice e delicadeza —, mas já possuía a malícia proposital de provocá-lo, deixar sua porta destrancada, reconhecer seu olhar faminto e principalmente expor todo o sentimento que tinha por ele. Ela nunca disse e não precisava.

O amor que ela tinha transbordava em seus olhos. Jacob sentia o corpo tremer e suas batidas cardíacas perderem o ritmo a cada vez que se deixava mergulhar naquele lago cristalino inundado de amor.

~*~

Era uma manhã fria, o inverno já se anunciava, o vento era frígido e violento, uma tempestade era esperada.

Jacob lia na sala acreditando que sua pupila pintava no quarto, todavia, ouviu a porta principal ser aberta e por ela entrar uma Renesmee lesada pelo vento forte.

Ma poupée, o que fazia lá fora? — ele indagou cheio de preocupação.

Após uma crise de tosse, Renesmee abraçada ao Duque e envolvida em seu grosso xale respondeu:

— Fui levar flores para o tio William, Lady Sarah e para minha mãe. — mais uma crise de tosse. — O vento começou de repente.

— Venha, pequena. Sente-se. — o nobre a sentou na poltrona e sacudiu o sino, chamando por algum criado.

— Sim, vossa graça? — respondeu uma das criadas.

— Providencie algo bem quente para a senhorita Renesmee! Um chá com leite e muitos biscoitos. — especificou e a criada foi a passos ligeiros.

Jacob sabia exatamente como Renesmee gostava de suas bebidas. Contemplou-a por muitas vezes naqueles meses tomar o chá da tarde, mesmo que tivessem de manter silêncio durante aqueles episódios.

— Criança, o que houve? — perguntou Elizabeth ao chegar à sala informal e encontrar Renesmee tão descabelada, de lábios de estranha coloração lilá e fortemente agarrada a seu xale.

— Ela estava lá fora com esse vento. — Jacob explicou. — Leve-a para o quarto e lhe prepare um banho quente. Deus me livre de vê-la doente! Não consigo nem imaginar. — o duque ditava as ordens com firmeza e a preocupação irradiava de seus lábios e olhos.

Até Elizabeth se espantou com a gravidade que Jacob levava o assunto. Renesmee apenas se mantinha enrolada no grosso tecido, tentando sentir novamente os dedos das mãos, uma vez adormecidos pela friagem.

— Senhorita Winslet! Não espere que ela tenha uma doença dos pulmões para aquecê-la. — Jacob a repreendeu. — Já mandei prepararem seu chá, mando subir quando estiver pronto.

— Sim, Vossa graça. — Elizabeth murmurou e conduziu a menina para o quarto.

Marina logo estava em seu posto e preparou o banho da menina. A mudança no corpo da ruiva era notória, ela havia adquirido formas de uma delicada mulher. Marina sabia que em breve ela teria sua primeira regra, assim teria oportunidade de conversar com a menina, uma vez que a própria não permitia qualquer abordagem do tipo.

Enquanto a ruiva relaxava na água quente a governanta foi buscar o seu chá, não demorando em entregá-lo.

Já na sala, Jacob observava a ventania através da janela fechada. Os galhos das arvores se balançavam com furor, as folhas soltavam-se aos montes enquanto o céu se transformava de ligeiramente cinzento para um carregado grafite.

O nobre notou sem atenção um cabriolé entrar na propriedade e poucos minutos depois Oliver entrou com uma carta na mão, ao mesmo tempo em que o cabriolé deixava suas terras.

— Sim, Oliver! — falou virando-se para o mordomo.

— Chegou essa missiva, nesse exato momento, Vossa graça. — informou cordialmente, e quando o Duque pegou o papel que trazia o brasão da família real de suas mãos, ele se manteve afastado em sua pose à espera de ordens.

Jacob leu uma... duas... três vezes uma breve nota. Oliver já se encontrava aflito.

O patrão primeiro ficou surpreso, depois levou uma das mãos à boca. Nunca o tinha visto fazer isso e em seguida sua cabeça sacudia de um lado a outro repetidamente enquanto ele lia uma quarta vez a nota.

— Isso não é possível! — grunhiu amassando a missiva com as duas mãos.

— Senhor? — Oliver indagou cautelosamente. Jacob mantinha as mãos nos quadris, os olhos fechados e a cabeça ainda em movimentos negativos.

— Oliver? — O Duque manteve seu tom indiferente contrastando com sua face transtornada. — Prepare a minha carruagem. De viagem longa.

— Senhor? — o tom do mordomo era cauteloso. Uma chuva viria em instantes, afinal!

— Preciso ir a Londres ainda hoje. O príncipe Henry faleceu. — esclareceu o nobre e o mordomo abriu sua boca em um círculo perfeito. — Avise a todos que declaro luto nesta casa, por nossa Alteza Real. — acrescentou.

Oliver arregalou os olhos, não deveria se meter nos assuntos dos patrões, mas viu Jacob nascer, vê-lo daquela forma o alarmou. O mordomo teve medo da gravidade do assunto.

— Espero que esteja tudo bem com Lady Rachel. — falou temeroso. O príncipe era querido por todos, sobretudo sua família.

Jacob deu um sorriso triste.

— Ela e as crianças estão bem. — suspirou por fim. — Faça o que eu solicitei.

Após dispensar o preocupado mordomo, Jacob subiu as escadas de dois em dois degraus. Foi até seu quarto, onde encontrou o seu valete arrumando as suas coisas.

— Deseja algo, Vossa graça?

— Sim! Prepare-me uma roupa para viagem e uma mala grande. Estamos indo para Londres ainda hoje. — Jacob não deu mais explicações e rumou apressadamente para o quarto de sua pupila.

— Senhorita Renesmee? Sente-se bem? — Indagou tentando ser o mais suave possível, mas o vinco de sua testa não o deixava passar a imagem de nobre despreocupado.

Jacob rolou os olhos analíticos por todo quarto da menina, na tentativa de vê se alguma criada ainda permanecia ali. Não havia. Ele trancou a porta, então.

— Muito melhor, não se preocupe. — a menina respondeu com um leve sorriso, porém notou que a expressão do Duque não amenizou. —Aconteceu algo, Jacob? — perguntou após depositar sua xícara no pires. Ela não desviou o olhar do nobre.

O Duque tinha uma expressão desgostosa. Não queria partir, mas não havia desculpas para se ausentar dessa vez. Como um Duque, ele não poderia está ausente no velório de um príncipe herdeiro.

— Infelizmente preciso ir a Londres, ainda hoje. — informou acariciando as pequenas mãos dela.

Renesmee perdeu o gosto doce da língua e percebeu o resquício de chá em sua boca ficar amargo

— Por quê? — ela miou.

— Rachel precisa de mim. — Jacob justificou sem vontade. Renesmee arregalou os olhos. — O príncipe Henry faleceu de um mal súbito. — completou.

Os olhos cristalinos faltaram pouco saltarem das órbitas.

— O príncipe herdeiro ao trono? — ela conseguiu verbalizar. Jacob anuiu. — Mas ele assumiria o posto, caso o rei viesse a falecer. — elucidou inconformada com a notícia.

— Não mais, poupée. O príncipe Henry não teve nenhum herdeiro. Rachel me disse, certa vez, que a princesa não teve êxito uma única vez. Agora o próximo na linha de sucessão é o príncipe Paul.

— Meu Deus, Jacob! — Renesmee estava chocada com a notícia.

— Rachel me enviou uma missiva. Está arrasada. Isso não faz bem no estado dela. — o homem comentou preocupado. — Paul está em pedaços pela tragédia que acometeu o irmão mais velho. Minha irmã me confidenciou.

— Era o único irmão dele. — mencionou a ruiva.

— Era um ótimo irmão e também um excelente cunhado para Rachel. Com toda certeza seria, um dia, um excelente Rei.

— Eu lamento Jacob. Mande meus sentimentos a Vossa Alteza.

— Preciso estar com ela. Rachel teve a cabeça de me avisar, não posso abandoná-la. —o homem se justificava dolorosamente.

A menina curvou a cabeça e fitou o interior da xícara onde restava um dedo de chá.

— Eu compreendo. — Murmurou.

Por mais que seu coração quisesse que o Duque ficasse e pedisse para ela implorar pela permanência dele, ela sabia que ele precisava ir. Ela se esforçava para ser racional.

— Queria ficar aqui com você mais que tudo, mas eu não posso abandonar a Rachel agora. Sabes disso, não sabes? — reforçou

— Eu sei, Jacob. — Disse com um sorriso singelo acariciando a lateral da face dele com sua palma delicada e quente.

O Duque fechou os olhos e deleitou-se nas sensações proporcionada pelo carinho da ruiva. Ele pegou em sua palma e a beijou.

— Voltarei o mais breve que eu puder, prometo.

Renesmee assentiu. Jacob colocou o queixo dela entre o polegar e o indicador e ergueu sua cabeça até que ele pudesse contemplar o azul cristalino dos olhos dela.

Jacob imergiu ali. Conseguiu enxergar a tristeza da menina com sua partida iminente, seu coração perdeu o compasso, o peito doeu. Um desespero latente tomou conta dele, precisava dela urgentemente.

O nobre segurou firme na nuca de Renesmee e a beijou com ímpeto e carinho. Era excitante e reconfortante, a menina o correspondeu com mesmo nível. Ela não precisava demonstrar seus sentimentos no beijo, mesmo assim o fez. Ela o amava e ele pode sentir isso na forma que os lábios dela exigiam os seus, o jeito desesperado que ela segurava em seu casaco, os baixos gemidos que ela dava...

O Duque estava em frenesi, não queria soltá-la. Sua mão — antes livre segurou — firme a xícara da mão dela e colocou sem olhar no criado mudo, logo partindo com ardor para cima de sua tão queria poupée. Era uma despedida, ele não sabia quando estaria dentro dela outra vez, quando a teria em seus braços ou ouviria seus gemidos de prazer.

Notas finais
Uau... O que foi tudo isso, minha gente???? Duque no seu antigo e torturante dilema... Eles partilhando de muito mais que desejo. Quem aqui notou que eles já estavam vivendo como um casal? Jacob esta mudando com ela. Ele já tem noção do que sente e o que esta acontecendo. Para quem não percebeu, houve uma passagem de tempo na fic. O que foi mais ou menos seis meses desde que o Duque chegou a Kent. E a bomba final: O Duque foi obrigado a partir de Kent! O falecimento do príncipe herdeiro trará uma virada na estória... Vamos aguardar os próximos capítulos!!! Não deixem de comentar, favoritar e/ou Recomendar a estória! Já sabem o que fazer: Vintes cinco comentários e/ou uma recomendação para terem o próximo capítulo. Nos vemos em Breve. Assim esperamos!!! Só depende de vocês. Comentem e Recomendem... XoXo Jenny & Daaay!