Notas iniciais
Enfim chegou a hora tão esperada!!! Como tínhamos falado anteriormente, não queríamos ter dividido o capítulo do parto, mas ele não estava como queríamos. Fomos muito breves na parte mais importante... então optamos por dividir o capítulo e caprichar nos detalhes. Bem, agora ficamos muito satisfeitas com o resultado. Esperamos do fundo do coração que gostem desse capítulo. Consideramos um dos mais importantes da fic! Obrigada pelos lindos comentários. Ficamos transbordado de alegria! Esse lindo capítulo é super dedicado a linda Joicy Grey, pela lindíssima recomendação. Agora vamos lá... sem mais demoras! Divirtam-se sem moderação!

A mata quase fechada ocultava a verdadeira beleza da natureza. Havia diferentes tons de verde e variadas espécies de árvores, além de belas flores e frutos. O frio e a umidade criavam leves brumas, o que deixava tudo com um aspecto mais misterioso e intrigante. A fauna e a flora estavam vivas ali, em pleno auge de sua beleza e plenitude, porém pequenas alterações na coloração das folhas já marcavam a troca de estação. O outono já começava a mostrar sua face.

A forma como os homens caminhavam entre as árvores era quase silenciosa, os cães seguiam farejando o caminho. Ninguém falava nada, apenas gestos e sussurros eram feitos de forma esporádica. Ao longe o barulho de água corrente já podia ser ouvido.

Erguendo a mão direita ao alto o nobre fez um gesto indicando que pararia ali, já procurando uma árvore robusta para se camuflar. Os demais nobres, e também os criados que acompanhavam a caçada, igualmente, se camuflaram entre a vegetação.

Após alguns minutos observando o perímetro o Lorde apontou a espingarda em busca da mira perfeita para capturar um grande alce que estava há uma boa distância dali. Todos seguiam em silêncio absoluto.

Até aquele momento a caçada tinha sido muito bem sucedida. O grupo no total já havia capturado três cervos e um alce.

Jacob enfim sorriu quando conseguiu a mira perfeita para atingir o animal. A adrenalina havia tomando conta do Duque. Para ele, caçar era um esporte excitante, ainda mais um belo e grande animal como aquele.

Quando estava prestes a puxar o gatilho um barulho agudo assustou o animal, que fugiu imediatamente do pequeno riacho onde bebia água. Os cães também começaram a latir de forma insistente na direção de onde o som estava vindo.

— Inferno! — blasfemou o Duque, muito irritado por ter perdido a bela caça. — Que diabos é esse barulho? — perguntou irritado para os demais nobres.

Todos olharam para a direção da mata fechada, o barulho parecida estar cada vez mais alto e mais perto. Os cães não paravam de latir.

— Alguém está se aproximando, Vossa Graça. — concluiu o Valet do Duque.

Jacob franziu o cenho. Aquilo era no mínimo estranho, mas a sua mente não conseguia imaginar exatamente o porquê de alguém estar vindo interromper o seu momento de lazer.

Todos os nobres — e seus criados — ficaram olhando na direção das árvore, a espera de quem quer que fosse aparecer em breve.

Quando Joey surgiu no campo de visão de todos, Jacob sentiu o corpo enrijecer de imediato, mas sua mente bloqueou qualquer lógica. O criado vinha galopando a uma boa velocidade.

Quando o jovem cavalariço estava perto o suficiente do grupo, deu o comando para o animal parar, mas pulou para fora do cavalo antes mesmo que o animal parasse por completo. A sineta que Joey trazia em uma das mãos ainda fazia barulho. O som do sino era exatamente para alertar a sua chegada e evitar um acidente fatal.

— Vossa Graça. — Joey fez uma mesura desengonçada, ainda estava ofegante pela longa corrida. — Milorde, precisa voltar imediatamente para a propriedade Black. A Duquesa está prestes a ganhar o bebê. — o rapaz disse em um único fôlego.

Jacob sentiu o ar faltar nos pulmões e o coração perder uma batida, a cabeça parecia dar uma volta de trezentos e sessenta graus. As palavras do criado propagavam na mente do nobre, mas era como se fossem complexos criptogramas a serem decifrados. Os músculos fortes da perna do Duque falharam e ele cambaleou. Os pulmões reclamaram, e foi só então que se deu conta que prendia a respiração. Os olhos negros pareciam que saltariam da face a qualquer momento.

O Duque por um momento pareceu aéreo, fora de si. Ele levou mais tempo que os demais para entender a real situação e esboçar uma reação, estava em completo estado de choque pela notícia.

— Black! — o príncipe chamou preocupado pelo cunhado. Jacob não estava com uma boa aparência.

Foi somente nesse momento que o duque de York despertou do transe momentâneo.

— Jesus! — foi tudo que a boca do nobre conseguiu proferir.

Sem dizer mais uma única palavra o Duque começo a correr desesperado na direção de onde sabia que os cavalos permaneciam amarrados. Jacob desamarrou e montou em Trovão em um pulo e saiu em disparada, sem esperar por ninguém, rumo a propriedade Black.

Os demais nobres, assim como o médico, correram para os seus cavalos e saíram logo atrás do Duque. Já os criados seguiram para arrumar tudo de forma rápida, para em seguida também partirem de volta para a propriedade. Apenas Joey acompanhou os nobres.

O Duque corria como se a sua própria vida dependesse daquilo. Sua mente o torturava. Jacob sabia em seu íntimo que não deveria ter se afastado da propriedade em um momento tão delicado da gestação da esposa, mas acabou cedendo à pressão dos amigos. Agora o fato era que a sua amada estava precisando dele, e ele estava, a pelo menos, uma hora de casa. Com sorte conseguiria fazer o trajeto em um tempo menor... Cavalgava no limite do animal. Trovão dava tudo de si!

Durante todo o trajeto o Duque não conseguia parar de se atormentar. O coração martelava dolorosamente no peito, o nó na garganta só aumentava a cada pensamento. Ele culpava a todos por terem lhe convencido de se afastar, mas sabia que o verdadeiro culpado era si próprio por ceder. Jamais iria se perdoar caso algo acontecesse com a sua doce Poupée e seu filho se ele não estivesse por perto. Estúpida decisão de se afastar da Mansão!

Cada minuto parecia horas para o apressado Duque.

Quando Jacob viu a propriedade surgir em seu campo de visão incitou o cavalo a dar o máximo de si nos metros finais.

Ele deu o comando para o animal parar assim que aproximou-se dos fundos da mansão, mas também pulou para fora do cavalo enquanto o mesmo ainda estava em movimento. Richard já estava lá nos fundos aguardando para pegar os animais que em breve chegariam.

O Duque não olhou para trás ou esperou por alguém, ele apenas correu desesperado para dentro da mansão. Os criados olhavam assustados para o nobre esbaforido que acabara de chegar. Jacob estava em completo desespero e total desalinho.

Sua pele brilhava por um leve suor causado pela euforia interna, por causa do galope em alta velocidade o seu colete encontrava-se empoeirado e sua camisa totalmente desarrumada, quase fora das calças. Seus cabelos nem tinham mais o mínimo de vestígio do penteado da manhã.

Ele parecia um louco. E ele não se preocupava com a própria compostura

O coração do Duque chocava com fúria dentro do peito, mas quase parou de bater quando escutou um grito agudo de dor se propagar pela mansão. Ele sabia à quem pertencia... Era da sua amada!

Jacob tinha acabado de chegar ao pé da escadaria. Sem pensar em boas maneiras começou a subir os degraus de três em três, tamanho era o sua aflição.

— Jacob! — Rachel gritou de susto quando viu o irmão entrar de forma intempestiva na ante-sala privada dos aposentos da duquesa. — Você não pode entrar aí! — ditou categórica ao vê que ele se dirigia a passos firmes para a porta que levava ao aposento principal.

— Pro inferno que não! É a minha esposa lá dentro. — Jacob esqueceu as boas maneiras naquele momento de angústia, e até mesmo o fato que estava falando com — além de irmã — a Princesa de Gales.

Ignorando os protestos da irmã gêmea, em um rompante o duque abriu a porta com força e entrou sem ser autorizado, fechando a mesma logo em seguida.

De súbito todas as mulheres presentes naquele enorme quarto olharam para ele, mas só uma atraiu a sua atenção.

Renesmee estava deitada na cama, mas as costas estavam apoiadas em diversos travesseiros macios. As pernas estavam flexionadas e desnudas no momento. O semblante da ruiva não escondia; ela estava sentido dor! Isso refletiu de forma dolorosa no coração do Duque. Ele não gostava de vê-la sofrer.

Elizabeth permanecia ao lado da ruiva, secando o suor da face vermelha com toalha umedecida em água fria, enquanto que Emma voltava a cobrir as pernas esguias. Ela havia acabado de conferir como estava a evolução do parto.

— Poupée! — Jacob correu e se posicionou ao lado da amada, sentando na cama. Porém tinha medo que um simples toque pudesse aumentar a dor e desconforto dela.

Ele a olhava como se fosse uma peça melindrosa, o que de fato para ele era! Ele acariciou o topo da cabeça dela, quase não a tocando. Um pouco desajeitado, desceu a mão para o rosto dela e percebeu as lágrimas serem formadas por trás de seus olhos, vendo-a daquele jeito, ainda mais frágil do que já era.

— Jacob! — a gestante estava ofegante, era nítido a sua dor. A face, sempre bela e angelical, agora parecia bastante assustada. — Fiquei com medo do bebê nascer e você não conseguir chegar à tempo, mas Emma e Rosamund disseram que ainda vai demorar. — falou entre gemidos, a respiração estava fracionada. — Aaaaaaaah! — gritou de dor devido a uma nova contração.

Jacob se desesperou. A garganta estava apertada em um nó doloroso. Ele queria sentir a dor no lugar dela. Céus! Se ele pudesse cessar sua dor de alguma forma...

— Façam alguma coisa! — ditou em tom de ordem, apesar da voz trêmula, para as diversas criadas que andavam de um lado para o outro o enorme cômodo. — Ela está sofrendo! — pegou a mão fria da amada e depositou um beijou no dorso com devoção e carinho. — Cadê Dr. Carlson que não chega? Que inferno! A minha esposa está com dor e ninguém faz nada! — soou ríspido e atormentado.

— Vossa Graça, as dores do parto são inevitáveis. — Emma tinha a voz quase em um sussurro. Todas estavam com medo do Duque. — Estamos fazendo o possível para manter a Duquesa confortável.

— Então façam o impossível, mas aliviem a dor dela! — rebateu rude e voltou a dirigir toda a sua atenção para a jovem esposa. — Me perdoe, Poupée. — sussurrou o Duque. —Eu sabia que não deveria ter me afastado... Me perdoa, meu amor! — Jacob beijava inúmeras vezes a mão delicada.

— Não se torture, meu amor. — Renesmee falou entre a respiração entrecortada. — Ninguém sabia quando o nosso bebê chegaria. — em um ato reflexo, pelo desconforto que sentiu devido a pressão no baixo vente, a jovem mordeu os próprios lábios e apertou forte o pulso do marido.

— Está doendo muito, Poupée? — Jacob notou a reação da amada e mais uma vez se desesperou. — Tudo isso já está acabando? — perguntou olhando para as criadas que auxiliavam o parto da Duquesa. Emma ousou balançar a cabeça negativamente. — Não é possível! Alguém tem que fazer alguma coisa para deixar a minha esposa mais confortável... — Jacob não parava de contestar as criadas com tom sombrio. Seu medo de que algo desse errado estava gritante em qualquer ação ou palavra.

Todas já estavam nervosas pela presença esmagadora do Duque. Elas não sabiam mais o que fazer para manter a parturiente calma e seu esposo controlado.

De repente a porta foi novamente aberta e por ela entrou a princesa junto com o médico da família. Rachel naquele momento estava quebrando todos os protocolos possíveis. Um membro da família real não podia estar presente no parto que não fosse o seu próprio. O máximo aceitável era esperar em alguma sala a chegada do novo membro da família.

— Vossa Graça, agora necessito que me deixe trabalhar. — falou médico — Temos uma criança para trazer ao mundo. E nessa hora o trabalho do futuro pai é apenas esperar do lado de fora. Sua presença aqui só atrapalharia a Duquesa.

Renesmee apenas observava tudo sem dizer uma única palavra. Já estava ocupada demais tentando administrar a própria dor e manter a respiração da forma que Emma havia ensinado. O exercício de respiração parecia ajudar em aliviar um pouco da dor.

Assim como o Duque, tanto Elizabeth quanto aia não saíam do lado da Jovem Duquesa.

— Um inferno que vão me tirar daqui! — o Duque desafiou a todos com seu olhar imponente, apenas a princesa não se abalou. — Irie ficar ao lado da minha esposa. Ela precisa de mim! — disse taxativo.

— Você vai sair comigo agora mesmo! — Rachel falou ainda mais imponente. — O primeiro parto é algo delicado para uma mulher. Renesmee está ainda mais nervosa devido ao seu estado, Jacob! E isso não ajuda em nada o parto dela. Você não poderá fazer força por ela. Esse momento é só dela. Estaremos na ante-sala, como é o costume, esperando a chegada do bebê. — finalizou a princesa o encarando sem pestanejar ou tremer diante da face contrariada do irmão por suas palavras.

— Nem o rei é capaz de me retirar do lado da minha esposa! — rebateu igualmente arrogante.

O Duque e a irmã ficaram alguns minutos argumentando sobre o assunto. O médico vez ou outra intercedia a favor dos argumentos da princesa. Nenhuma criada ousava falar nada. Já Renesmee não tinha energia para concentrar em nada além do próprio trabalho de parto.

De repente a jovem Duquesa gritou pela dor de mais uma forte contração que acabava de chegar. Isso fez a discussão encerrar e todos voltarem a concentrar as suas atenções na grávida deitada na cama.

Jacob foi dominado pela angústia de se vê impotente mediante a dor da esposa. Imediatamente os olhos do Duque se umedeceram por ver o sofrimento da amada. Ela derramava lágrimas silenciosas devido a dor que estava sentido.

— Poupée, por favor, fale-nos o que podemos fazer para ajudá-la! — suplicou o nobre, segurando a mão gelada da esposa grávida. — Alguém faça alguma coisa! — gritou na direção onde estavam as criadas e o médico.

Novamente o quarto da Duquesa ficou agitado pela movimentação das criadas que estavam ali para auxiliar o parto.

O Duque nervoso só deixava todos mais nervosos ainda.

— Jacob... — Renesmee chamou pelo esposo assim que se recuperou da dor da contração que tinha acabado de ir embora. — A princesa e Dr. Carlson tem razão. Ninguém poderá fazer nada nesse momento além de mim mesma... Estou cercada de cuidados de pessoas experientes. — a gestante parou para respirar um pouco. A pressão no baixo ventre só aumentava a cada minuto. Não chegava a considerar dor, mas era um incômodo cada vez maior. Emma havia explicado que a pressão era o bebê forçando a descida para o canal do parto. — Você está muito nervoso. Não gosto de lhe vê assim... me faz sentir duplamente impotente.

Jacob ainda tentou argumentar, mas por fim acabou cedendo ao pedido feito pela própria esposa.

A verdade era que Renesmee estava ficando nervosa em vê-lo angustiado, com isso as dores pareciam aumentar.

Por fim o Duque deixou o quarto da esposa junto com a irmã. Ele estava com o coração apertado. A sensação era como se caso não estivesse presente, fosse prejudicá-la. Ele sentia-se ainda mais impotente esperando do lado de fora, sabendo que sua Poupée sofria, mas no fim aceitou a realidade e acatou o desejo da amada.

— Vem, Black, vamos tomar um drink. — Quil entregou um copo de cristal cheio de uísque para o amigo assim que ele saiu do aposento principal da Duquesa. — Vamos beber para acalmar os nervos.

O mordomo já havia trazido uma bandeja cheia de bebidas à pedido do Visconde. Quil, assim com os demais nobres, sabia que iria precisa embebedar Jacob para mantê-lo controlado.

Jacob aceitou calado o copo que o amigo ofereceu. Ele caminhou até uma grande janela e ficou olhando para o lado de fora da propriedade, mais precisamente para o belo jardim principal. Os pensamentos estavam um turbilhão de emoções, mas ele se negava em alimentar qualquer pensamento negativo.

Na sala privada dos aposentos da Duquesa já se encontravam todos os nobres. As Ladies conversavam sobre as suas próprias experiências enquanto os Lordes tentavam acalmar e distrair o Duque.

O tempo de espera era angustiante. Às vezes, os gritos de dor da Duquesa podiam ser ouvidos na ante-sala. Isso só desesperava ainda mais o Duque, que ficava com olhos arregalados e todo o corpo em alerta.

Muitas vezes ele levantou e tentou entrar novamente no aposento onde a esposa estava, mas era impedido pelos amigos e pela irmã.

Os longos minutos de espera se transformaram em horas. E logo o dia evoluiu para a noite, em seguida para a madrugada.

Hora ou outra uma criada saía para buscar mais água quente ou toalhas limpas, mas sempre a resposta para a pergunta do Duque era a mesma: o bebê ainda iria demorar a chegar.

O Duque cada vez ficava mais alucinado pela demora. O longo trabalho de parto da esposa não era um bom sinal. Ele já tinha vivenciado aquilo... Jacob queria ignorar esse fato, mas era como se aquilo refletisse em sua vida como seu reflexo no vidro da janela do outro lado do aposento, onde ele vislumbrava o escuro contorno de sua face atormentada no vidro através de um castiçal aceso bem abaixo da janela.

Com os músculos relaxados pela bebida e cansado de discutir com os presentes para que o deixasse entrar, Jacob começou a murmurar sua própria oração, para qualquer que fosse a intervenção divina que pudesse ajudar a sua amada a trazer seu bebê saudável ao mundo, sem prejudicar sua própria vida.

Jacob seria um homem literalmente destruído se perdesse um dos dois.

O absoluto silêncio da madrugada só era quebrado pelos gritos de dor da Duquesa, que eram ouvidos de tempo em tempo, interrompendo muitas vezes a oração desorganizada e repetitiva do Duque.

Constantemente um novo copo de bebida era entregue a Jacob. Era mais fácil controlá-lo quando alterado pelo álcool. Após um pequeno tempo de torpor, que Jacob achou suficiente, ele voltou a tentar ir até o aposento onde Renesmee gritava de dores e cansaço.

Jacob se corroía a cada grito por não poder aliviar nem um pouco do sofrimento dela.

O dia novamente já amanhecia e nada da criança nascer. Os gritos de dor, antes mais espaçados, agora vinham em intervalos de tempo mais curtos.

Tirando Lady Caroline, que decidiu se retirar para passar à noite no próprio aposento, todos permaneciam ali na exaustiva espera. Apenas saíram brevemente para banhar-se ou alimentar-se, mas sempre voltavam rápido.

Jacob só havia se asseado e trocado a roupa de caça devido a insistência do seu valet. O criado alegou que o nobre deveria está banhado e trajando roupas limpas para segurar o bebê no colo, quando chegasse hora. Porém a longa espera havia deixando o nobre novamente desarrumado, ele estava apenas limpo.

Em um momento de total angústia Jacob não conseguiu conter o doloroso pranto. Seu coração estava apertado. Ele estava apavorado com a possibilidade da tragédia se repetir. A cada hora a negatividade que ele suprimia desde o momento que soube do trabalho de parto estava florescendo e aflorando, o deixando cada vez mais impaciente e temeroso para o final daquele parto. Diferente dos outros, agora era com a única mulher que amou na vida.

Enquanto Renesmee gritava de dor do lado de dentro do quarto Jacob chorava em silêncio do lado de fora. Todo orgulho masculino ruía à medida que o medo dominava todo o seu ser.

A sua doce Duquesa já estava a mais de vinte quatro horas em trabalho de parto, e nada da criança chegar.

Uma sensação de déjà Vu se apossou não só do Duque, como de todos os demais nobres da sala.

Rachel e Claire rezavam enquanto derramavam algumas lágrimas silenciosas. Já Paul, Quil e Embry tentavam injetar confiança no Duque de York, mas a verdade era que todos temiam pelo pior.

Àquela hora ninguém mais conseguia esconder o pavor na expressão de que a história pudesse está se repetindo.

~*~

Enquanto do lado de fora o clima de medo dominava a todos, do lado de dentro do luxuosos aposento a preocupação começava afetar o médico e as criadas.

Renesmee estava exausta. Mesmo o médico e Emma orientando para ela não fazer força para empurrar o bebê, pois ainda não havia chegado a hora, as contrações fortes tinham esgotado boa parte da energia da jovem parturiente.

Elizabeth se mantinha forte e confiante ao lado de sua menina. Ela dizia palavras de incentivo e contava história de quando a Duquesa era só uma criança pequena. Isso parecia desviar o foco da dor excessiva, às vezes.

— Vamos, querida, força! — a governanta também estava exausta devido às longas horas, mas seguia firme. — Logo vai acabar. — disse próximo ao ouvido da grávida. Mais um contração forte havia chegado.

— Doutor, o bebê está coroando! — Emma gritou animada após conferir a evolução do parto da patroa, após a última forte contração. — Já posso vê a cabecinha!

Todos respiraram aliviados. Agora o parto se encaminhava para o fim. Se demorasse mais algumas horas poderia acarretar em morte da criança e da mãe, devido a perda de sangue. Isso estava preocupando o médico em demasia.

— Lady Black, preciso que preste atenção no que vou explicar agora. — Dr. Carlson começou a falar pausadamente. Renesmee tinha o rosto vermelho e exausto, mas prestava atenção nas palavras do médico. — Chegou a hora de empurrar o seu bebê para o mundo. Então quando a contração vier novamente, apenas empurre com toda força que conseguir. O seu bebê depende disso!

Renesmee balançou a cabeça em sinal de entendimento. Não queria gastar a sua energia para falar, estava concentrada em manter o exercício de respirar de forma fracionada. Uma determinação dominou Duquesa, o seu papel como mulher estava preste a ser concluído, pelo menos aquela etapa.

— Vamos lá, minha menina, chegou a hora! — Elizabeth sentou ao lado da Duquesa e pegou em sua mão em sinal de apoio. Emma fez o mesmo do outro lado.

Agora o médico iria assumir todo o comando no final do parto. Rosamund iria apenas auxiliá-lo.

Breves minutos se passaram até que Renesmee começou a respirar mais forte, todos sabiam que a contração estava vindo.

— Vamos! Vamos! Força, vamos! — Todos falavam juntos para a parturiente.

— Aaaaaaaaaaaaaaah! — gritou ao fazer força para empurrar o bebê.

— Perfeito! Porém mais força na próxima, Milady! — pediu o médico.

— Vamos, querida, isso! — incentivou Emma com um breve sorriso.

— Tá doendo muito! — choramingo a jovem gestante. — Não sei se consigo fazer mais força! — lágrimas de medo e dor desciam maculando a bela face.

— Claro que consegue! — Elizabeth ditou confiante. — Você é forte! Tão forte como Katherine era!

As palavras de Elizabeth injetaram ânimo e forças na jovem lady. Ouvir o nome da mãe era orgulho para a Duquesa. Por inúmeras vezes quando era pequenina, e principalmente no dia do próprio aniversário, a mãe contava como ela havia chegado ao mundo. Katherine a cada ano que passava acrescentava um novo fato. Ela foi uma guerreira!

A cada contração que chegava Renesmee fazia toda força que conseguia, mas o bebê parecia ter dificuldades em sair, provavelmente era uma criança grande. A dor era alucinante, mas a jovem seguia o seu trabalho com determinação. Ela iria trazer seu bebê ao mundo de qualquer forma, nem que morresse sem força para isso.

Na outra sala, cada grito de esforço da Duquesa era uma pontada no peito do Duque, que sentia silenciosas lágrimas quentes descerem por sua face. A apreensão estava acabando com a resistência dele, amofinado na poltrona.

No ambiente de exaustão do quarto da Duquesa, Doutor Carlson, preocupado que a jovem lady pudesse perder as forças e que o bebê estivesse em sofrimento, o que acarretaria em sua morte, decidiu por fazer uma manobra dolorosa para ajudar a criança vir ao mundo.

O médico orientou Emma se posicionar à espera da criança enquanto ele se dirigiu ao pé da barriga da grávida.

Quando a contração veio e a Duquesa começou a fazer força novamente, doutor Carlson posicionou o antebraço no vão do ventre da gestante e forçou o próprio braço para baixo, ajudando a empurrar a criança!

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! — Renesmee berrou de dor.

Foi o mais alto de todas aquelas horas. A ruiva sentiu como se a rasgassem. Era uma dor lancinante no ventre e uma ardência descomunal na garganta pelo grito.

— Não para! Não para. Força! — gritava Emma entre as pernas da patroa. — A criança está vindo!

Renesmee continuo gritando e fazendo força até que de repente sentiu as forças e dor praticamente se extinguirem!

Ela desabou exausta e um pouco grogue sobre os travesseiros. A visão estava turva e o corpo em fadiga total, mas a audição ainda foi capaz de capturar um chorinho muito baixo e rouco.

— Nasceu! — falou Emma orgulhosa, sustentado o bebê nas mãos.

— Deixa eu vê meu bebê. — pediu a voz falha da Duquesa.

— Só um minuto, Milady, que já entrego a sua criança. — falou e correu o médico para pegar o bebê da aia e conferir se estava bem e se era saudável.

~*~

Jacob ergueu o corpo em um movimento brusco. Os gritos haviam cessado já algum tempo e mais nada podia ser escutado no luxuoso salão privado.

Os outros nobres tiveram que fazer uma força física surreal para impedir que o Duque invadisse outra vez o quarto da esposa. Jacob estava descontrolado emocionalmente devido ao desespero.

Rachel também estava tão angustiada que decidiu dar um fim na espera e ver o que tinha acontecido. Ela estava determinada a entrar no quarto da cunhada, porém na mesma hora que tocou a maçaneta da porta, a mesma foi aberta.

Elizabeth sustentava o semblante de alguém verdadeiramente exausta. Os cabelos e roupas não estavam tão bem alinhados, como de costume.

Jacob prendeu a respiração quando viu a governanta. Ele ainda estava sendo contido pelos amigos. Elizabeth mantinha um semblante indecifrável.

— Vossa Graça. — a governanta chamou pelo Duque. — Acredito que seja uma hora oportuna para entrar. — foi somente então que a senhora sorriu pela primeira vez. Era um sorriso contido, mas não deixava transparecer nada alarmante.

Até para esboçar reações ela se encontrava cansada.

De imediato Jacob foi solto da contenção. Todos deduziram que as notícias eram agradáveis, mediante ao sorriso da criada. Rachel recuou.

O Lorde não perdeu tempo e correu para dentro do quarto. Elizabeth fechou a porta logo atrás. Os demais teriam que esperar do lado de fora, era momento íntimo para a pequena família que se iniciava.

Assim que o Duque se viu dentro do conhecido aposento da amada a primeira imagem que captou foi de Emma, quase em frente a porta que tinha acabado de entrar. No colo ela aninhava um amontoado de panos brancos ricamente bordados.

— Vossa Graça. — chamou sorridente a aia da Duquesa. — Tem alguém aqui que precisa conhecer.

Jacob sentiu o coração perder uma batida antes dele começar a pulsar de forma frenética em seu peito. Praticamente uma força magnética atraia-o para o embrulho branco sustentado pela aia. Ele já tinha os olhos úmidos pela emoção que aumentava a cada passo que dava. Naquele momento parecia existir só ele e o bebê resguardado nos braços da criada.

— É saudável? — Jacob perguntou receoso antes de receber o embrulho nos braços. O medo ainda dominava o nobre. Foram anos de dolorosos traumas para acreditar que agora tudo era simples e real. — Não escutamos o choro. — murmurou

— Completamente. — sorriu a aia. — Seu filho é forte e saudável, Vossa Graça! Ele apenas tem um chorinho baixo. Lindo! — respondeu embevecida olhando o bebê

— É um menino? — perguntou abobalhado, ainda anestesiado pelas emoções. A carne de seu corpo tremia levemente, enquanto seu coração trotava descontrolado.

O coração do nobre Lorde transbordava de um tipo de emoção desconhecida, até então. O Duque de York jamais havia sentido algo parecido na vida.

— Em seus braços está o seu herdeiro Varão. O futuro Duque de York e Cambridge. — Emma noticiou e sorriu orgulhosa para o patrão.

Ele sorriu de volta. Um sorriso bobo, apaixonado e até um pouco jovial.

Com o enorme dedo indicador Jacob tocou de forma delicada a bochecha gordinha e levemente rosada. O Duque sorriu encantado quando tocou a mecha sedosa e acobreada que caía na testa do menino. Os traços ainda eram indefinidos, mas os cabelos vermelhos-acobreados tinha puxado aos da mãe. A cor dos olhos ainda era um mistério para ele, pois o bebê mantinha os olhinhos fechados, mas Jacob apostava — e torcia — para ter puxado o cristalino lago azul da mãe.

— Renesmee? — Jacob arregalou os olhos ao ser trazido para a realidade e ter pensado na amada.

Ainda não havia escutado a voz da esposa.

Ele estava tão fascinado por ter o filho nos braços que chegou a esquecer por um segundo a sua amada poupée.

— Jacob... — a voz fraca e distante chamou pelo nobre.

O Duque caminhou com o filho no colo até a cama da esposa, sentando na ponta do colchão. Necessitava constatar que ela também estava igualmente bem.

Ele de imediato pode observar que Renesmee estava muito pálida e fraca, além de exausta, mas no geral parecia bem. Já haviam trocado toda a roupa de cama, e a sua Duquesa parecia confortável vestindo uma linda camisola limpa, provavelmente também já havia sido asseada.

— Ela...Ela está bem? — ele perguntou a ninguém em particular, vendo a jovem com as pálpebras arriadas e uma respiração pouco pesada

— Tão saudável como o seu filho. Pode descansar, Vossa Graça — foi a voz um pouco rouca pelo cansaço do Dr. Carlson que acalmou o breve momento de temor do Duque.

O nobre deu uma breve olhada para o médico que sorria para ele enquanto termianva de secar os braços recém lavados.

Jacob também sorriu e assentiu, logo voltou a fitar a esposa que olhava para ele com um singelo e cansado sorriso.

— Parabéns, meu amor. O Nosso filho é perfeito. Estou tão orgulhoso de você. — sussurrou e beijou a testa da ruiva com verdadeira adoração. — Já escolheu um nome para ele?

Mesmo cansada Renesmee deu um sorriso amplo. Ela puxou a manta para descobrir parte do bebê, pegando na mãozinha pequenina do saudável garotinho. Ele era gordinho e grande, porém repousado nos fortes braços do Duque o bebê parecia minúsculo.

— William Jacob. — falou orgulhosa. Uma lágrima descia pelos olhos cristalinos. Ela não poderia pensar em outro nome para o filho além daquele.

Jacob também sentiu o aquecido coração transbordar. Ela havia escolhido o nome de seu pai e dele próprio para homenagear o filho deles. O herdeiro de tudo aquilo que ele possuía, que outrora havia herdado de seu pai.

— William Jacob Black IV. Marquês de Bistrol. — Jacob repetiu orgulhoso. Seu filho já herdara, ao nascer, o seu segundo título de maior importância. — Futuro Sétimo Duque de York e Duque de Cambridge, além de ser também o futuro Conde de Kent.

— Muitos títulos apenas para um bebezinho. — Renesmee sorriu, mas em seguida bocejou.

Ela estava realmente exausta. Foi um parto muito longo e difícil, por muitas vezes achou que não iria conseguir trazer o filho ao mundo. A dor era quase insuportável, além do fato do bebê ser grande para o seu porte físico, isso foi o médico quem lhe explicou depois.

— Descanse, Poupée. Você hoje foi formidável em seu trabalho. — Jacob beijou novamente a face da esposa com ternura, nos braços sustentava orgulhoso o pequeno bebê envolto na manta branca. — Agora, apenas descanse!

Renesmee não lutou ou contestou o marido, os seus olhos já fechavam sem ela conseguir impedir. Tinha conseguido cumprir o seu maior desafio; dar um saudável herdeiro varão ao Duque.

A Duquesa de York foi tragada para o mundo da inconsciência em poucos segundos. Jacob ainda ficou observando a esposa dormindo por alguns minutos.

O nobre somente desviou os olhos da amada esposa para fitar envaidecido o gordinho bebê de bochechas rosadas que ele mantinha orgulhoso nos próprios braços!

— Doutor Carlson. — o Lorde chamou pelo médico, que estava acabando de arrumar as coisas na maleta. — Ambos estão realmente bem? — questionou receoso.

— Perfeitamente, Vossa Graça. — sorriu o médico da família. Ele estava aliviado de ter ajudado a duquesa em cumprir a missão com sucesso, dessa vez. — O seu herdeiro é um menino forte e saudável. E a Duquesa foi esplêndida na missão de trazer o forte menino ao mundo. O bebê era grande para seu porte físico, o que fez com que precisasse de auxílio para empurrá-lo. Porém ambos estão em perfeitas condições físicas. — concluiu o médio a explicação.

Jacob ainda fez mais algumas perguntas ao médico sobre o parto, além da saúde do filho e da esposa. Precisava se certificar que tudo estava sobre controle novamente.

O nobre foi avisado pelo médico que deveria passar por um longo período de abstinência antes de voltar a procurar pelos lençóis da Duquesa.

Jacob apenas concordou sem muito ânimo, mas sabia que era necessário para a saúde da jovem esposa. Teria que controlar o sedento impulso de se por entre as pernas femininas de sua duquesa pelo período do resguardo.

— Precisamos de uma ama de leite. — lembrou o Duque.

— Vossa Graça, a Duquesa ressaltou que faz questão de alimentar o próprio filho. — Emma respondeu.

— Ainda assim precisamos de uma. — comunicou o Duque. — O bebê precisará de alimento durante a noite e não abro mão que a Duquesa tenha uma noite completa de descaso.

— Claro, Vossa Graça. Iremos providenciar uma ama para o Marquês.

Jacob concordou satisfeito com a cabeça. Mesmo ciente que ficaria algum tempo sem receber atenção amorosa da esposa, ainda assim fazia questão que ela descasasse durante toda noite.

O Duque desembrulhou o amontoado de panos e conferiu cada detalhe do filho. Ele realmente era perfeito. Felicidade dominava o nobre!

— Acho que está na hora de apresentá-lo a alguns importantes nobres. Todos estavam esperando ansiosos por você! — Jacob sussurrou próximo a minúscula orelhinha do filho. — Emma, permaneça ao lado da Duquesa até que eu retorne. Depois está dispensada para descasar.

Dito isso o nobre caminhou em direção a saída do quarto da esposa com o filho nos braços. Elizabeth abriu a porta para que ele passasse. Longo após saiu o médico e ela.

— Jacob! — Rachel levantou da poltrona assim que viu o irmão.

A princesa estava transbordando de ansiedade, mas a regra de etiqueta social exigia que ela se mantivesse serena em qualquer ocasião.

O Duque apenas sorriu de forma ampla.

— Gostaria de apresentar William Jacob Black IV, Marquês de Bistrol. — ditou orgulhoso, virando o bebê para que todos pudessem enxergá-lo. — Futuro Duque de York e Cambridge e também Conde de Kent.

— Parabéns! — saudaram todos em uníssono.

Quase todos reunidos naquela sala compartilhavam a alegria com o Duque de York.

— Ele é simplesmente lindo! — ditou encantada a princesa. — Tão perfeito! — Rachel tinha lágrimas nos olhos pela emoção ao observar o sobrinho.

Emoção essa por saber que o irmão havia conseguido o tão esperado herdeiro, pela querida cunhada ter passado bem pelo trabalho de parto, por vê o bebê lindo e saudável, pelo nome que herdara e por tantos outras coisas que aquele bebezinho representava... A princesa tocou na cabecinha acobreada e sorriu ao sentir as batidas aquecidas do coração.

— Que bom que o tão aguardado herdeiro chegou! — ditou Caroline, interrompendo a interação entre os irmãos gêmeos, sem expressa qualquer emoção. — Espero que a Duquesa esteja igualmente bem.

Jacob não gostou do tom usado pela lady. Era nítido que a Marquesa queria destilar o seu veneno. Embry fechou a cara, antes sorridente. Odiava o jeito da própria esposa. Caroline era uma mulher pedante e maldosa.

— A Duquesa encontra-se em perfeitas condições de saúde. Apenas descansando após trazer o nosso lindo e saudável filho ao mundo. — ditou sério o Duque. Caroline era alguém que ele tolerava apenas devido a forte amizade que tinha com o Marquês. — Mas estaria igualmente orgulhoso se em meus braços agora sustentasse uma menina saudável. Só para lembrá-la, Lady Call! — sorriu arrogante para a dama.

— Claro, Vossa Graça. — sorriu contida. — O mais importante é que a Duquesa e o pequeno Lorde William passam bem.

Jacob evitou contestar a falsa gentileza da Marquesa. Nada naquele dia iria roubar a sua felicidade. Ele estava exalando alegria a cada respirar só por sustentar o filho saudável nos braços e por sua esposa está repousando do trabalho de parto.

— Robins, envie uma missiva comunicado o nascimento do Marquês de Bistrol a todas as minhas propriedades. — Jacob ditou para o seu Valet, que permanecia em silêncio num canto próximo a porta de saída do quarto da Duquesa. Era uma tradição. — O ducado de York e Cambridge, e todos as outras propriedades, devem permanecer em festividade por uma semana devido ao nascimento do futuro Duque! — conclui o nobre.

— Agora mesmo, Vossa Graça. — o eficiente Valet deixou o ambiente em silêncio. Estava indo cumprir a ordem do Duque.

— Senhora Winslet, comunique a todos os criados da propriedade o nascimento do Marquês. E ao condado também. — lembrou o lorde.

A verdade era que quando o herdeiro de um grande título nascia, existiam diversos protocolos e tradições a serem seguidos. Jacob fazia questão de cumprir todos. Ainda naquele dia iria sair pelo Condado de Kent distribuindo comida e moedas aos menos afortunados em sinal de agradecimento pela dádiva recebida.

O Duque mantinha-se inflado de orgulho a cada elogio ou felicitação que recebia dos amigos.

Ele nunca esteve tão pleno, a sua vida estava na mais perfeita ordem. Agora que toda a agonia pela expectativa do parto da amada esposa havia passado e ambos estavam muito bem, Jacob concluiu que já estava na hora de começar a concentrar as suas atenções para resolver a sua maior pendência do passado.

Muito em breve o Barão iria conhecer a força esmagadora de seu poder.

O Duque sorriu mais uma vez ao olhar o rostinho sereno do garotinho ruivo que dormia em seus braços. Os pensamentos de gratidão gritavam na mente do nobre. Aquele bebezinho era o seu fruto, o seu sangue, o seu herdeiro... O filho da sua amada esposa!

~*~

Naquele bela tarde de outono que se iniciava, os sinos da igreja local tocaram em festa pelo bebê nobre que havia nascido na mais importante propriedade do condado.

A criadagem da Casa Black também estava em festa. Todos comemoravam pelo nascimento do herdeiro Varão, mas apenas um coração bateu suave por saber que sua platônica amada estava bem. Joey sorriu quando recebeu a notícia que bebê e mãe passavam bem.

Ele aprendeu que poderia amar a Duquesa a distância. Era um amor diferente agora, não precisava tê-la como mulher para poder amá-la. O cavalariço apenas queria vê a felicidade da mulher que um dia desejou para si.

Todos estavam felizes! O Condado de Kent estava em festa.

O destino parecia estar sendo generoso com aqueles que fizeram por merecer! Mas em breve a roda da vida iria girar e o implacável destino viria cobrar aqueles que acumularam dívidas.

Notas finais
Genteeeee.... como estão os corações? Conseguimos emocionar vocês? Esperamos que sim! O lindo bebê Black vejo ao mundo cheio de saúde, e já calando a boca de muita gente maldosa! Não podia ser diferente... sempre foi um Varão em nossas cabeças! Rsrsrs Deixem seus comentários sobre o que acharam do capítulo e do bebê Black! Renesmee foi muito guerreira! Que orgulho da nossa moranguinho! Cresceu e virou um "mulherão da porra"! Hahahaha Próximo capítulo virá depois que recebemos 30 comentários ou em um mês! Está na mão de vocês, galerinha! Obs: recomendações sempre contam de forma positiva! XoXo Jenny e Daaay!!!