Notas iniciais
Oláaaaaa amadas!!! Vamos a mais um capítulo? Nosso Duque cheio de desejos e Renesmee cheia de perguntas. Primeiramente vamos agradecer a Rivana Adryelle pela linda recomendação! Amamos. Capítulo dedicado a você!!! Obrigada também pelos reviews. E então vamos ao capítulo? Jacob e Renesmee passando por indecisões. Leiam com calma.. Apreciem sem moderação!

Kent, 1816

O baque oco se propagou por todo ambiente silencioso. Renesmee tinha acabado de entrar em seu aposento batendo à porta com força desnecessária.

Seu coração ainda estava acelerado, seu corpo quente, a respiração ofegante -- devido à corrida -- e sua mente confusa. Muito confusa!

Imediatamente passou a chave na porta, não queria ser questionada por ninguém, principalmente por Elizabeth que nunca deixava nada passar sem seu conhecimento. Pareceria que a governanta tinha olhos e ouvidos em todos os lugares da mansão.

O que foi aquilo? A menina não parava de se questionar. Estava se sentindo diferente, mas não sabia o que exatamente havia mudado.

Correu para penteadeira e deixou o peso do corpo cair sobre a cadeira. Atentamente fitou a imagem refletida no espelho.

Seus cabelos estavam desgrenhados, os lábios mais vermelhos e inchados, as bochechas rubras, assim como toda a face. Delicadamente tocou os lábios, com a ponta do dedo indicador, notando como eles estavam sensíveis. Fechou os olhos e contemplou a enxurrada de imagens que invadiram as suas lembranças.

Era tudo tão vívido que Renesmee ainda sentia o gosto e a textura dos lábios do Duque nos seus.

Ele havia lhe beijado!

Sim, foi um beijo! Não um beijo comum, como os que sempre recebia dele e do pai dele, mas um beijo igual ao que ela certa vez flagrou a própria mãe e William compartilhando.

Bem antes de sua mãe adoecer, em uma noite fria, Renesmee -- bem menor do que era -- enrolou-se em seu xale de lã e procurou pela mãe no quarto, não a encontrando. Não parecia tão tarde, Katherine talvez estivesse fazendo alguma tarefa, a menina deduziu. Então a pequena ruivinha seguiu pela cozinha e depois até a biblioteca.

Renesmee desde então gravou aquela imagem em sua mente; as mãos de William segurando com firmeza a cintura de sua mãe enquanto ela embrenhava os dedos nos cabelos lisos do Duque, e as bocas tão encaixadas e próximas como a menina nunca imaginou.

E nunca esqueceu.

Mas porque o duque havia feito aquilo com ela? Renesmee ainda se questionava na tentativa de entender o motivo, contudo nada plausível lhe vinha em mente. Ela estava sem uma reposta lógica para o que acontecera há minutos atrás.

As lembranças vinham sem controle e ela revivia cada sensação. Um calor começou a dominá-la. Renesmee estava ofegante diante do espelho. Atreveu-se a tocar com as mãos delicadas o caminho por onde as mãos rudes e exigentes do Duque havia deixado um rastro de fogo. Sua pele ainda queimava pelos ousados toques.

Ela já tinha a respiração mais alta e quente, seu centro íntimo estava úmido e ela notava o ardor que emanava dali. Ainda com seus olhos fechados a ruiva sentiu uma fisgada forte em seu baixo ventre que lhe fez deixar escapar -- por instinto -- um gemido dos lábios entreabertos.

Isso a assustou, lhe trazendo a realidade de onde estava: Trancada em seu quarto e não nos braços quentes do Duque!

–- Meu Deus! O que foi isso? -- questionou para o próprio reflexo no espelho, ela não reconhecia a própria imagem. -- Por que Vossa Graça me beijou? Não foi para me castigar! -- suspirou -- Ah mamãe! Como você me faz falta, principalmente nessas horas. Queria tanto você ao meu lado para me ajudar a compreender essas mudanças. -- a menina cruzou os braços sobre a penteadeira e curvou a cabeça sobre eles.

Porque tudo aquilo estava acontecendo? Seus pensamentos confusos, as atitudes ilógicas do Duque, as reações intensas e peculiares de seu corpo quanto a isso... Por quê? Era a pergunta que a menina fazia no silêncio do quarto sem obter uma resposta.

Renesmee levantou da cadeira e foi até a cama, se jogando de uma forma nada graciosa para uma dama no macio colchão.

–- Sei que esse beijo não foi certo. Um homem não pode beijar assim uma dama. A preceptora disse que damas decentes só eram beijadas depois de casadas. Não sei por que Vossa Graça fez isso comigo. Será que ele quer me punir arruinado a minha reputação? -- a menina parou de falar e arregalou os olhos pela compreensão de suas palavras, erguendo-se em um rompante e sentando na cama.

Lembrou-se de certa vez que ouviu Elizabeth e uma cozinheira falando de um criada de outra casa nas proximidades da Casa Black. A tal criada deixara um homem beijá-la na boca. Elizabeth disse com todas as letras que agora a criada estaria desonrada.

Renesmee levou a mão à boca, um pouco apavorada.

–- Estou mesmo desonrada? -- indagou em um chiado -- Mas ninguém viu. E como é possível? Foi tão bom... -- a menina suspirou. -- Mas por que foi tão bom? Castigos não são bons, estou com a reputação manchada, não deveria ter me agradado, mas o beijo foi... -- Renesmee fechou os olhos e parou de falar consigo mesma deitando-se outra vez no colchão

Ela tentou pensar nos motivos que levaram o Duque a beijá-la, tentou pensar na forma que se sentiu ao ser beijada, tentou afastar tais imagens com lembranças de sua infância feliz ao lado de Katherine... Ela tentava pensar em qualquer coisa que lhe acalmasse ou a fizesse entender o que estava acontecendo consigo, mas nada parecia surtir efeito.

Ficou com a cabeça doendo devido ao esforço que fazia para compreender tudo que vinha lhe acontecendo nas últimas semanas -- desde a chegada do novo Duque --.

Finalmente Renesmee foi vencida pela exaustão e caiu em um sono profundo. Porém não foi um sono calmo, longe disso, ela sonhava com o Duque de olhar penetrante e enigmático.

~*~

A menina se remexia sobre os lençóis de linho, instintivamente as mãos se alojaram na intimidade úmida onde pulsava violentamente. Ela não tinha consciência do que fazia, estava em um sono deliciosamente profundo, onde o duque permanecia beijando-a e tocando-a.

Quando Renesmee acordou estava suando, com a respiração ofegante, corpo quente... Ela estava ainda mais confusão, pois não recordava de absolutamente nada que a fizesse lembrar o porquê acordou tão perturbada.

Ela não lembrava com o que sonhou, não lembrava que se tocou dormindo e nem que era o Duque que fazia muito mais que beijá-la em seus sonhos.

Renesmee sentou-se no meio da cama com a cabeça fervilhando de dúvidas, questionamentos e curiosidades, mas se negava a conversar com qualquer pessoa que não fosse a própria mãe. Como isso seria impossível? Preferiu acreditar que no momento certo ela descobriria a reposta para cada coisa que lhe atormentava.

~*~

A bela tarde já se despedia dando boas vindas para graciosa lua rechonchuda. O céu, agora de um azul cobalto, ficava a cada minuto mais escuro.

A sala silenciosa permanecia na mais absoluta escuridão, ela refletia os pensamentos sombrios do nobre que ali estava.

Desde que Jacob havia mandado Renesmee deixar seu gabinete após beijá-la, ele tinha trancando-se no próprio escritório por todo resto do dia.

Não saiu de lá desde então nem para fazer as refeições ou qualquer outra coisa. Os criados não ousaram lhe importunar, uma vez que o Duque havia deixado avisado a seu valete que não queria ser incomodado por nada nem ninguém.

Todos sabiam que o duque havia brigado com a menina que ali morava, todavia, ninguém sequer imaginava o real motivo que fizesse ambos se trancarem em algum cômodo da casa. Na verdade, as especulações da criadagem estavam longo do real motivo.

Jacob sustentava em uma das mãos o solitário copo como companheiro. Ele não tinha o costume de beber, se limitava a uma ou duas doses, mas ultimamente o consumo por álcool havia crescido significativamente. Talvez fosse o fato de a bebida alcoólica inebriar um pouco dos seus sentidos, anestesiando o ardor que sentia por todo corpo ao pensar na doce menina.

Renesmee era agora o seu mais doce pesadelo. Ou seria sonho? Ele ainda não sabia definir.

–- Inferno! Maldição! -- Jacob esbravejou assim que se levantou da cadeira e seguiu para a janela contemplando o início da noite.

Após achar uma garrafa de brandy ainda fechada no pequeno armário, Jacob bebeu a garrafa por inteira enquanto desculpava-se com o pai, arrependendo-se e prometendo não fazer aquilo de novo. Porém em seguida, pensava em mil maneiras de conquistar a ruiva. Ao pensar nisso ele se lembrava em como ela o correspondeu, aquilo o acendia.

Por uns instantes o Duque havia pegado no sono e dormido com a cabeça apoiada de forma erronia na mesa. O copo estava vazio e um gosto nada agradável estava na boca, à cabeça latejava.

–- Belo presente que o senhor me deixou. -- disse fitando sem qualquer resquício de humor o retrato do pai. -- Isso só pode ser uma piada de mau gosto dos céus!

Jacob levantou e foi acender um castiçal que ficava sobre uma pequena mesa próxima a uma confortável poltrona de couro marrom, era ali que costumava sentar para ler.

–- Agora me diz o que eu devo fazer? Não consigo ficar longe. Você sabe que não vou conseguir. -- Jacob engoliu o bolo salivar, tinha gosto de álcool. --- Acho que as mulheres Wood vieram ao mundo só pra enlouquecer os homens da família Black. -- sorriu enviesado para o retrato do pai. Conversar com a pintura era um hábito que o Duque tinha estabelecido. -- Seria mais fácil se ela não tivesse correspondido. Pai, ela correspondeu! Aquela diabinha queria tanto quanto eu. -- justificou-se. -- Tudo bem que ela não sabia o que fazer, com certeza foi o primeiro beijo dela. -- Jacob grunhiu possessivo. -- Mas ela retribuiu com fervor. Quando foi que a nosso bonequinha cresceu e virou essa mulher maravilhosa? Ela me deixa louco, sem sequer conseguir raciocinar. Eu perto dela viro quase um animal. -- constatou com um ligeiro espanto -- Me diz como vou lidar com isso? Ela me deseja tanto quanto eu a desejo! -- Jacob balançou a cabeça tentando afastar aqueles pensamentos.

Caminhou mais uma vez até a mesa de bebida e pegou a que ainda restava alguma coisa dentro, já que muitas foram derrubadas e todo o líquido derramou quando ele sentou Renesmee ali encima.

Jacob virou a dose de uma única vez, as imagens da ruiva ali na mesa atormentando-o. Ele não confiava em si próprio, então decidiu ficar pelo escritório mesmo.

O grande sofá teria que bastar para aquela noite. Caso contrário, se não permanecesse no gabinete, iria dormir em um determinado quarto rosa, que com certeza não era o dele.

~*~

Dentro do escritório do Duque Black só sentia o cheiro ambarado dos destilados misturados. Copos quebrados no canto do gabinete, junto com a bandeja de prata, taças e uma quantidade considerável de bebida sobre o tapete.

Jacob estava dormindo no sofá com sua cabeça pendida para trás sobre o braço do estofado, a posição incômoda, todavia o homem sequer se mexia, parecia uma pedra àquela altura da madrugada.

O Duque acordou sobressaltado. Ele respirava ofegante, seu corpo encharcado de suor e seu membro duro como uma rocha. Ele tinha sonhado com Renesmee cavalgando sensualmente em seu membro. Ele era um pervertido. Concluiu!

–- Oh diabos! Isso só pode ser castigo. -- reclamou. Ergueu-se do sofá lentamente, sua cabeça latejava, e começou a andar de um lado para o outro do escritório ignorando totalmente a dor. Parecia um felino enjaulado. -- Dane-se! Só existe uma maneira de isso ser aplacado!

O Duque estava decidido, iria tomar Renesmee como sua.

Jacob fitou o relógio que ficava sobre a lareira e constatou de forma satisfatória que já era meio madrugada, toda a criadagem estava dormindo àquela hora. Ele não teria problemas de ser flagrado no momento da invasão.

O nobre pegou somente uma vela e sorrateiramente deixou seu gabinete. O caminho até a ala do quarto da menina era longo, mas ficava estrategicamente próximo ao quarto Ducal -- que agora era o dele --.

William na época tinha pensado tudo pra sua comodidade, instalando Katherine e sua filha próximo aos seus aposentos. Agora a coincidência viria a servir como uma luva, pois na pior das hipóteses, se um criado o visse no corredor, não suspeitaria de nada. Para todos os efeitos ele estava indo para o próprio aposento.

Uma mínima voz de consciência gritava que ele estava agindo errado, que não deveria seguir em frente, mas cada célula de seu corpo berrava para ele seguir e se saciar na bela jovem ruiva.

Jacob tinha o coração acelerando, as mãos suadas, o corpo em chamas e o membro latejando na calça amassada. Ele já estava a poucos metros do quatro da menina.

O homem chegou a refrear os passos quando ficou de frente para porta do quarto da garota que tanto perigava sua paz. Entretanto já não tinha mais possibilidade de parar para pensar, o desejo incontrolável havia ganhado a batalha.

Talvez fosse o álcool que não o deixava enxergar a razão -- somente o seu absurdo desejo carnal pela ruiva --, talvez a bebida estivesse impedindo-o de ver com um pouco de clareza e também estivesse perdendo para seus instintos. Jacob não sabia o porquê de tanta obsessão, mas não estava em condições de pensar, somente agir.

Com a mão direita trêmula pelo que iria fazer Jacob tocou a maçaneta e a girou.

–- Maldição! -- praguejou ao constatar que estava trancada. -- Diabinha, perversa! -- a vontade de esmurrar a porta até ela ser aberta era enorme, mas o nobre se controlou.

Olhou para um lado e para o outro do corredor tentado pensar em uma saída, mas não existia possibilidade viável. Arrombar a porta faria muito barulho e toda a criadagem acordaria, a chave extra ficava guardada com Elizabeth, o quarto de Renesmee não tinha ligação com nenhuma passagem secreta.

Passagem secreta! Uma luz se acendeu na mente pervertida do Duque.

Ele lembrou que o quarto de Renesmee não tinha passagem secreta, por outro lado tinha uma porta de ligação com o antigo quarto de Katherine.

Jacob sentiu-se desconfortável de entrar no quarto que um dia foi da amante do pai -- ele jamais esteve ali --, porém estava tão cego pelo desejo carnal que ignorou o próprio desconforto.

Mesmo nunca tendo estado ali, parecia que tudo havia sido conservado como Katherine havia deixado. Parte da mobília estava coberta com lençóis brancos, porém o quarto ainda cheirava a lavanda. Essência favorita da amante do pai.

Jacob não se deteve muito para observar os detalhes, ele seguiu ágil para a porta de ligação.

–- Oh infernos! -- murmurou irritado ao constatar que também estava fechada. -- Menina geniosa. Deixe comigo, você ainda será minha! Só minha! -- ditou possessivo.

Jacob não ficou ali para esperar que o fantasma de Katherine viesse lhe assombrar. Ele seguiu contrariado para o próprio aposento. Talvez não se lembrasse da tentativa frustrada de invadir o quarto da sua -- agora -- pupila. Ele estava sobre forte influência do álcool.

~*~

Pela manhã o Duque -- ainda muito mal humorado -- se arrastou até a sala de refeições. Sua cabeça latejava como há muito não havia sentido, a boca seca e as pestanas ainda um pouco pesadas.

Assim que adentrou a sala parou. Contemplou a menina na postura correta, mostrando-se perfeitamente nobre, levando uma xícara de leite à boca.

Jacob focou sua visão ali, Renesmee parecia muito adulta naquela pose.

Renesmee o fitou com seus olhos curiosos, levantando-os devagar até focarem o ônix que o Duque ostentava em fendas. Jacob não podia ver, mas a respiração da garota estava acelerada e o sangue começava a se acumular nas bochechas.

Renesmee temia, não sabia o que, mas temia. Que ele a beijasse de novo ou que não a beijasse nunca mais. A ruiva ainda não tinha chegado a uma conclusão do que queria em sua vida.

Por outro lado o Duque era outro ambíguo naquele cômodo. Sem tirar os olhos inflamados de desejo da menina -- algo que ele não conseguiu controlar -- prendia o ímpeto inexplicável e implacável que sentia em reclamá-la para si. Ele sabia que era errado. Agora sem lembranças tão vívidas e álcool em seu sistema, ele conseguiu deliberar para si mesmo que deveria ficar longe.

Jacob se segurou no espaldar de uma cadeira, respirou fundo enquanto a voz melodiosa da ruivinha chegava até ele.

–- Bom dia, Vossa Graça. -- era quase um sussurro.

–- Bom dia, senhorita. -- ele pigarreou e emendou -- Perdoe-me, mas hoje não poderei acompanhá-la no café, tenho assuntos a tratar. -- ele se explicou e logo se ajeitou para falar com Rosamund. -- Prepare-me uma farta bandeja, irei aguardar no escritório.

O Duque não esperou uma resposta e rumou para o seu mais novo santuário.

Mas Jacob não tinha nenhum assunto importante para se preocupar naquela manhã, apenas não queria ceder novamente a seus desejos insanos. Renesmee era uma menina, atraente e sedutora, mas uma menina ainda, em muitos aspectos. Ele admitia. Ele se condenava por isso.

–- Meu pai, tá difícil! -- ele grunhiu para a foto do pai, tinha uma das mãos sobre as têmporas e seu olhar impotente fitava o retrato do pai. -- Vou ficar maluco. Por que ela tinha que ser tão bela, por quê?

O Duque afundou-se na poltrona e permaneceu ali até o almoço, refeição essa que fez em seu quarto. Ele estava definitivamente seguro que era a melhor decisão para não encostar na doce menina outra vez.

~*~

Nos dias seguintes nada mudou e Renesmee não soube se era um alívio ou um tormento. Sempre que lembrava dos lábios e mãos do Duque sua pele queimava, seu centro úmido reclamava, e ela assustada ficava deitada em sua cama pensando o porquê de tudo aquilo.

A cada refeição seu coração gritava de ansiedade por em breve estar na presença do Duque e esperar que ele reagisse de forma indecorosa novamente, contudo, quando o horário da refeição passava e ele não aparecia o peito doía. Ela gostava de olhá-lo de esguelha enquanto ele comia. Jacob tinha maneiras peculiares e chamativas. Tudo nele lhe atraía

Depois de pensar como teria sido caso Vossa Graça comparecesse, Renesmee resolvia que era o melhor, seria terrível caso ele voltasse a beijá-la. Mesmo ela ansiando por isso, tinha vaga noção que não era correto.

No segundo dia após o beijo, depois de muito relutar se podia ou não cavalgar, Renesmee decidiu ir com Marina até o estábulo a fim de pegar Estrela para cavalgar pela propriedade.

Durante o percurso por dentro do campo que reluzia em um verde claro sob o sol do verão, a ruiva contou para régua seus anseios, seus medos e vontades absurdas. Ela precisava admitir que ansiava por um novo beijo. Havia sido tão bom. Devia ter feito algo errado, chegou à conclusão, pois Jacob mal lhe dirigia o olhar.

Quando foi ao túmulo da mãe lhe refez as perguntas: Aquilo era mesmo errado? Por que era agradável? Porque queria fazer de novo? Por que tinha se tornado mestre em aborrecer o novo Duque? O que devia fazer? Mas tudo o que a menina teve de resposta foi o soprar do vento entre as árvores.

Já na Casa Black, Jacob -- da janela de seu escritório -- viu quando a menina saiu na companhia de sua ama. Estava com seu administrador no gabinete, mas sua mente nublou com imagens do riacho -- onde provavelmente ela estaria indo àquela hora, ele imaginou --, foi impossível ele não se lembrar de sua nudez.

–- Vossa Graça está bem? -- o homem quase da idade do falecido Duque indagou.

Jacob remexeu-se na cadeira acolchoada, parecia não estar ouvindo-o.

–- Sim, senhor Hunter. Estou ouvindo, prossiga.

Mas as pernas do duque não paravam se agitarem e o pés de tamborilar no chão, suas mãos se fecharam em punho e ele obrigou-se a ouvir com atenção o relatório semanal que o homem dizia.

Naquela noite, após tentar dormir, virar-se de um lado a outro, Jacob acordou com o membro ereto. Sonhava que domava a ruiva a beira daquele riacho, que ela gritava por seu nome enquanto empinava-se para ele.

Suas mãos já estavam novamente em seu membro, seus olhos fechados.

–- Ah Diabinha! -- disse ao abrir os olhos ofegantes e notar que tudo não passou de um sonho. -- Maldição! Eu preciso dela. -- disse rouco e ainda um pouco torpe.

Saiu da cama, vestiu seu robe azul escuro e rumou para o quarto da menina, tendo outra vez a frustração de encontrar a porta fechada.

Quando se fez dia Jacob exalou o seu mau humor por todos os lados, a noite novamente deixou ser guiado por seu desejo e frustrou-se novamente, tendo mais um dia difícil de aguentar.

Um dia, dois dias, três dias.

Enquanto seu mau humor crescia a apreensão da menina ficava a cada dia mais sufocante.

O que havia de errado? Dali por diante seria assim? Renesmee não imaginou que pudesse ficar tão confusa. Sentia falta do olhar enigmático sobre ela.

Era sexta de manhã, o administrador de Jacob não iria, ele não tinha com o que se preocupar, mesmo assim passou a manhã inteira na cama -- literalmente --. Enquanto o céu ainda estava cinzento, sem o sol, Jacob desceu em trajes diurnos e se trancou no escritório fazendo contas desnecessárias e lendo livros repetidos.

Recusou-se a tentar invadir o quarto da menina pela quarta vez. Talvez aquilo fosse um claro sinal de que não deveria nunca mais encostar nela. Seria uma ajuda divida. Imaginou.

Horas se passaram depois do desjejum, mas o Duque só percebeu quando o gongo do relógio marcou meio dia. Respirou fundo e seguiu para a sala de refeições ponderando sobre algo que leu em um velho livro de física.

Contudo despertou-se ao se deparar com a menina que sentava graciosamente em sua frente. Ele deixou ser golpeado por lindos olhos azuis.

–- Vossa Graça. -- ela murmurou arrumando desnecessariamente o vestido lilás.

–- Espero que esteja bem -- ele forçou-se a dizer e levantou rapidamente – Esqueci-me de algo importante. Estarei no meu aposento. -- ele proclamou alto sem direcionar a alguém em específico.

–- Devo levar a refeição em seus aposentos? -- Rosamund prontamente indagou.

Jacob fitou o assado sobre a mesa e assentiu.

Resolveu então terminar a leitura que fazia no quarto mesmo. Para descansar a vista e a coluna -- estava sentado na cadeira da escrivaninha, não era muito confortável --, ele foi até a enorme janela aberta de seu quarto.

O sol não o impediu de ver a bela imagem. Fitou ao longe Renesmee cavalgando com Estrela. Ele sorriu. O sol deixava seus cabelos ruivos ainda mais vivos em contraste com a sua pele branquinha.

As pernas de Jacob queriam descer e irem atrás dela. Seu corpo precisava do dela.

–- Não posso, não posso! -- ele repetia.

Afastou-se da janela e tentou se concentrar no livro, mas não conseguiu sair de uma página em meia hora.

Portanto, desistiu de sua pose de cavalheiro e em alguns minutos ele já estava sobre Trovão traçando quase a mesma rota da menina. Ele sabia onde ela estaria.

~*~

Em frente a uma bifurcação, já a metros da propriedade Black, Jacob parou.

–- Não, não, não. Não posso fazer isso, vamos Trovão. -- Jacob bradou tomando rumo ao sudoeste com rapidez.

Não podia tomá-la nem agora e nem depois. Não podia espiá-la porque isso lhe daria vontade de domá-la. Sua mente fervilhava de possibilidades, desejos e razões.

Não demorou e logo chegou ao terreno onde estavam enterrados seus pais e Katherine.

Ele desceu do cavalo e se aproximou das lápides. Havia flores frescas, foi impossível não imaginar Renesmee as levando até ali. Ele não conseguia parar de pensar nela.

~*~

O riacho estava convidativo. A menina sorriu abertamente ao contemplar as lindas águas refletindo o estonteante sol.

Prontamente amarrou Estrela à árvore e preparou-se para se despir. Primeiro as sapatilhas já gastas, depois desamarrou com certa dificuldade o vestido rosa chá. Quando este chegou aos seus pés ela se empertigou, pois além de Estrela grunhir ela mesma ouviu o barulho de algo se aproximado, seu peito disparou, ela podia ouvi-lo.

Seus olhos estavam em pratos e a respiração ofegante. Sem pestanejar abaixou-se para arrumar o vestido outra vez e sair dali o mais rápido que pudesse, contudo, seu coração perdeu uma batida ao ouvir a voz aveludada que viajou até ela.

–- Não faça isso, pequena. -- Jacob estava ofegante também, não pela corrida ou por susto, como a menina. A visão dos quadris delicados e sutilmente redondos sob a fina combinação fez seu membro doer e todos os músculos do seu corpo tencionarem.

–- Vo...Vossa... Vossa Graça! -- A voz de Renesmee era um mero sopro, o que fez o homem sorri de lado e se aproximar mais.

A menina se mantinha de costas, porém estava imóvel e muito quente de vergonha. Seu vestido ainda estava em seus pés, uma das alças da combinação caída mostrando mais de seus ombros, naquele dia prendeu os cabelos a nuca, o que deixava suas costas a amostra também.

Jacob amarrou seu cavalo na mesma árvore que a égua branca. Então chegou mais perto da menina.

–- Vossa graça não deveria fazer isso. -- a menina ousou dizer de olhos fechados, voz em fiasco e o corpo trêmulo.

De primeiro momento o Duque sobressaltou-se e deu um meio passo para trás, mas logo deixou um risinho no ar.

–- Acalme-se, pequena. -- afirmou em seu ouvi, um arrepio passou por todo corpo de Renesmee. -- Não vou te fazer mal... -- falou colocando as mãos nos quadris da menina a virando para ele.

–- Mas, mas...

–- Shiiiu. -- ele a calou com dedos nos lábios dela. -- São tão macios. --ele desceu a mão pela combinação de algodão e a colou em seu corpo, dando finalmente o beijo que ela queria.

Jacob foi firme e faminto, sua língua adentrou abusada, Renesmee podia sentir toda a aspereza dela. Embora assustada, o formigamento agradável e calor voltaram a acontecer e ela a amolecer nos braços do grande homem.

Jacob a sustentou, levando-a até um tronco mais próximo, colando-se ainda mais a ela, as mãos no traseiro redondo pressionando-a contra ele.

–- Ah Renesmee. -- ele gemeu descendo os beijos para o pescoço dela, mordendo em seguida.

Parte do cérebro de Renesmee gritava com os conselhos e ensinamentos da senhora Ledger – sua preceptora--, mas as mãos de Jacob agora molduravam seus pequenos seios, os seguravam com força exata a fazendo gemer e esquecer por alguns segundos tudo o que havia aprendido a temer.

–- Menina, você me deixa louco. -- O Duque se apossou dos lábios dela outra vez, Renesmee conseguia timidamente colocar sua língua na boca do Duque, contudo era insegura e imóvel. – Pequena, me copie... -- ele instruiu, mas Renesmee perdeu a coragem. Nem sabia se aquilo era certo.

Aquilo não era, mas deveria ser, era tão bom. Céus ser desonrada era tão bom. Aquilo gritou na mente da ruivinha que chegou para trás.

Não conseguindo se libertar dos braços do Duque, todavia ele a encarava confuso, com ardor e respirava ao arquejo.

–- Vossa Graça, eu não posso fazer isso. -- ela segredou.

–- Você deve. -- replicou com uma voz grave e levemente ameaçadora.

A menina se espantou, então, percebendo finalmente a informalidade do Duque.

–- Mas...

–- Você é minha. Só minha. -- ele assegurou e a fez engolir o não que viria beijando-a outra vez. Dessa vez suas mãos cheias de possessividade adentraram a saia dela sentindo a pele sensível, quente e macia.

–- Oh Deus! Como ela é macia. -- Jacob gemeu.

Renesmee fechou os olhos e sentiu seu centro fisgar e umedecer violentamente, tanto que a menina remexeu as pernas enquanto gemia.

Jacob foi ao paraíso com aquilo.

No mesmo instante ele abriu bruscamente as pernas dela e se deliciou com a lubrificação que escorria dela.

–- Meu Deus, Renesmee, és tão tentadora. -- falou em seu ouvido e beijou a cartilagem de sua orelha -- Ah, preciso de você. -- ele grunhiu mordendo a orelha dela enquanto seus dedos causavam na menina sensações ainda mais avassaladoras e desconfortáveis.

Ela arfava e gemia sem saber se controlar. Os dedos grossos e quentes do Duque rondaram sua carne úmida com maestria e delicadeza -- até certo ponto --. Jacob sabia que ela era uma virgem. Ele já teve experiência com uma, um resquício de bom senso o fez estimulá-la na medida certa.

Renesmee estava perdida nas inúmeras sensações novas. Todas deliciosas.

O corpo do Duque colado ao seu, os dedos dele tocando-a intimamente de forma que fazia o calor de seu corpo acrescer e o formigamento se propagar em cada músculo, concentrando-se na palma das mãos e nos pés, levando-a a agarrar os fortes braços do Duque com força.

Ela gemia. Algo que nunca imaginou fazer. Nem sabia que podia. Ela estava mole e cansada, percebia o meio de suas pernas se molharem e esquentar cada vez mais, pedir por mais da quentura do Duque.

Jacob por sua vez descansou a testa no tronco da árvore e seu quadril simulava uma penetração. Estava a ponto de aproveitar toda a excitação da ruiva para afundar-se nela e finalmente ser feliz.

Ele ergueu o olhar e contemplou os olhinhos azuis brilhando, as bochechas rubras, a boca entreaberta e os sussurros de prazer saindo e o incitando. Ele tinha certeza que Renesmee fazia aquilo inconscientemente, e aquilo só o excitava mais.

Ela era tão pura, tão inocente.

–- Droga! -- ele disse ao soltá-la. Ela merecia mais. Ele entendeu.

Fitou-a com carinho, ela respirava com dificuldade.

–- Deixe a porta do seu quarto hoje aberta. -- ele ditou com voz falha.

A menina fez uma expressão confusa.

–- Não tranque a porta, vou te visitar em seu quarto hoje à noite. -- ele sussurrou e beijou a curva de seu pescoço.

Renesmee ficou rígida com seus olhos um pouco assustados, mas assentiu freneticamente.

–- Boa garota! Eu te quero minha doce menina, te quero demais. -- ele sussurrou antes de capturar com avidez os lábios carnudos mais uma vez.

~*~

Quando o Duque adentrou a casa Black, Oliver -- o mordomo-- até estranhou a notória felicidade do patrão, que nos últimos dias se manteve trancado em algum cômodo da mansão, sendo sempre visto de mau humor, sem sorrir ou até mesmo pronunciando não mais de meia dúzia de palavras essenciais.

–- Vejo que está de bom humor hoje, Vossa Graça.

–- Sim, até agora o dia está excelente. -- Jacob respondeu simpático. -- Vou dormir um pouco agora. Oliver, se alguém me solicitar, veja se realmente é importante. Preciso relaxar. -- o Duque disse bem humorado.

Oliver sorriu e assentiu, todavia, quando Jacob subiu dois degraus o mordomo lembrou-se de algo importante e o chamou.

–- Ah Senhor, já ia me esquecendo.

Então quando Jacob virou-se para o mordomo, esse dirigia-se até ele com uma missiva aparente na mão.

–- Chegou há poucos minutos.

Os olhos do Duque se estreitaram e a preocupação tomou conta de sua face. Os selo da carta era o símbolo do brasão da família real. Será que era algo preocupante com sua irmã? Jacob se questionou.

Ele imediatamente abriu a carta com um abridor e seus olhos leram a nota com muita rapidez. Ao final ele sorriu.

–- Peça a Elizabeth que prepare a Casa, receberemos a família real essa semana. Quero que tudo esteja impecavelmente pronto para estadia da Vossa Alteza.

Oliver sorriu.

–- A princesa Rachel virá? -- indagou contente.

–- Sim! Por favor, quero um banquete. Chegarão a qualquer momento. -- Jacob reforçou antes de seguir para seu aposento.

Jacob não acreditava que Rachel fosse chegar ainda naquele dia, então seus planos não poderiam ser frustados. Ele ainda invadiria aquela madrugada os aposentos da menina ruiva que tanto atormentava o seu juízo.

~*~

Renesmee cavalgava de volta a casa Black mais confusa do que foi.

Por que ele queria a porta de sua quarto destrancada? O que ele faria? A beijaria? A tocaria? Ela só sentia o corpo em chamas como se ainda estivessem no riacho. Como seria à noite? Ela não deixava de pensar no assunto.

~*~

Horas mais tarde quando Jacob descia para degustar de um saboroso chá da tarde, tinha tomando um bom e relaxante banho, o mordomo o interceptou na sala principal.

–- Sua Alteza real já chegou. Vieram somente a Princesa Rachel e o Príncipe Paul. Solicitei que aguardassem na sala informal. Fiz mal?

Jacob arregalou os olhos.

–- Já chegaram?

Antes de Oliver conseguisse responder, Rachel surgiu no corredor.

–- Sim, meu irmão, nós já chegamos. -- esclareceu.

Ela nunca esqueceu-se que ali havia sido o seu lar por anos, sempre consideraria aquela casa como sua também, por mais que agora pertencesse somente a seu irmão.

Rachel colocou as mãos nos quadris e ficou fitando o irmão a poucos metros de distâncias.

–- Não vai me dar um abraço. -- brincou.

Jacob logo se recuperou da surpresa e foi de encontro até ela.

–- Como está, minha irmã? Parece ainda mais bela aos meus olhos. -- elogiou a gêmea.

–- Grávida novamente. -- disse ela sem alarde.

Rachel disfarçou um pouco do receio que tinha em dizer aquilo para Jacob. Ela não sabia até onde estava indo as mágoas dele do passado tão recente.

Jacob, por sua vez, gargalhou. Desconfiava que Rachel chegaria ao décimo filho antes dos trinta anos, se continuassem naquele ritmo. Desde que ele começou a tentar ter seu próprio herdeiro, a irmã já tinha chegado ao impressionante número quatro. Agora estava grávida do quinto filho.

Logo o Duque fitou o cunhado também adentrando o salão.

–- Alteza. -- ele o cumprimentou e acrescentou. -- Parabéns!

Paul simplesmente o abraçou, também o tinha como irmão.

–- Vamos para sala. -- Jacob deliberou -- Oliver, prepare um bom lanche e sirva-nos na sala informal. -- ordenou e se retirou sendo seguido.

–- Como está tudo em Londres?

–- Ótimo, como sempre. Muitos já especulam quando você votará. As mães casamenteiras estão em frenesi com a sua disponibilidade. Você já está sendo apontado como o melhor partido da próxima temporada. -- Rachel respondeu prontamente.

Jacob suspirou cansado e se afundou na cadeira, afrouxando o laço do lenço em seguida.

–- Há algum problema, Jacob? -- Paul indagou preocupado, mas ao mesmo tempo curioso com a reação do Duque.

Jacob não ansiava em volta tão cedo. Lembrou-se que não poderia deixar Renesmee sozinha em Kent, em hipótese alguma, sua volta a Londres teria que esperar.

–- Jacob? -- Rachel o chamou.

–- Hum?

–- Tudo bem? -- a morena o fitou, desconfiada.

–- Ah, sim. Só que não tenho planos pra voltar tão cedo, gosto muito de ficar por aqui. Não tenho pensado muito em Londres. -- respondeu.

–- Parece preocupado. -- Paul comentou.

–- Não estou. -- o duque que mentiu.

–- E Renesmee? -- Rachel bradou animada de repente. Lembrou-se da menina.

Jacob saltaria do sofá se tivesse um pouquinho menos de controle, porém apenas engoliu em seco e franziu a testa. Rachel sabia que ele se preocupava tanto assim com Renesmee?

–- Como disse?

–- Jacob! Está desatento. -- repreendeu com doçura. -- Como Renesmee está?

–- Ela está bem.

–- Onde ela está? -- Paul perguntou.

Jacob observou pela janela o belo por-do-sol da tarde que se findava.

–- Acredito que esteja descansando no quarto. Mandarei chamá-la

–- Oh não. Espere! -- Rachel segurou levemente o braço de Jacob que se levantava. -- Quero lhe falar algo primeiro.

–- Sim?

–- Da última vez que estive aqui Renesmee já tinha crescido bastante, era quase uma jovem formada.-- Rachel começou.

–- Ela não é uma... -- Jacob iniciou uma réplica,mas a irmã o cortou.

–- Ela já é uma mocinha, tem quatorze anos, fará quinze em poucos meses. Com dezesseis poderá debutar e quem sabe aos dezessete já tenha um bom marido, rico e jovem! -- Rachel desatou a falar deixando Jacob assombrado com os planos. -- Já quero prepará-la.

–- O QUÊ? -- Jacob exasperou.

–- Dar novas roupas, mais apropriadas para uma moça e não uma criança. Quero ensina-la a dançar, valsar... Quero fazer um pequeno baile para os mais jovens e a convidarei. -- Rachel bateu palminhas de empolgação. -- Paul concordou com as minhas ideias. Renesmee precisa se acostumar aos poucos com Londres e alta sociedade. O que você acha?

–- Está louca? Renesmee é só uma criança.

–- Jacob, ela tem quase quinze.-- Paul endossou.

–- E daí? É uma menina.

–- Uma menina que precisa se preparar para o mercado matrimonial. -- Rachel argumentou com bastante eloquência.

–- Pelo amor de Deus! -- Jacob fez um floreio com as mãos pedindo ajuda de Deus. -- Não entendem? Ela é muito menina! Além disso o papai deixou para mim essa responsabilidade, não para você! Renesmee é MINHA responsabilidade. Foi eu que tive que prometer ao nosso pai que não a desampararia, eu que sei o que tive que prometer a ele. -- falou para a irmã já alterado, o ciúme estava disfarçado com a preocupação eminente.

–- Ah, claro! Saberá vesti-la? Sabe o que deve fazer uma dama para se preparar para um casamento? Já foi uma noiva? -- Rachel retrucava. --Você não está adequado para esse cargo, pelo menos, não sozinho. Irá precisar da minha ajuda.

–- Rachel, você não vai começar com isso agora. Por favor, está muito precoce! Renesmee é só uma menina. Não quero pensar nisso antes dos dezessete anos dela. Deixe-a crescer mais um pouco.

–- Ficará velha para se casar.

Jacob passou as duas mãos com força pelo rosto.

–- Será possível isso? Esquece o assunto casamento! Por favor! -- respondeu nervoso.

Rachel e Paul se entreolharam confusos e curiosos. Sabiam que Jacob embargaria a ideia de preparar Renemsee para a idade mais madura,contudo, nunca imaginaram que seria tão difícil.

Notas finais
E então, o que acharam Amores? É Jacob não aguentará muito tempo. Hahahaha O que foram as tentativas frustradas de invasão ao quarto da menina? E aquela intimada no riacho? " Deixe a porta do seu quarto destrancada essa noite." U.u! Para um novo capítulo ser postado no próximo fim de semana vocês sabem o que fazer: 25 comentários e/ou Mais recomendações. Beijinhos Jenny e Daaay...