Notas iniciais
Olááá Queridas! Perdoem-nos a demora! Mas chegamos com capítulo novinho! Vamos nos deliciar ? Agradecemos aos lindos comentários deixados, especialmente pelas NOVAS LEITORAS !!! =D SEJAM BEM VINDAS! Amamos cada comentário, estamos muito felizes pelo carinho! Apreciem sem moderação. ;)

A atmosfera do ambiente havia se tornado mais densa, dificultando assim a entrada de ar — levemente morna — nos pulmões da jovem duquesa. Renesmee mantinha-se estática, mas cada lufada de ar era profunda.

Ela não havia conseguido se mexer desde quando a aia deixou o seu aposento. Sua mente era um turbilhão caótico de emoções. Ela tentava reorganizar os próprios pensamentos e controlar as emoções em frangalhos.

A jovem duquesa não precisou de palavras explícitas para compreender o que a criada tinha insinuando. Por mais que as palavras não tivessem sido ditas de forma direta, não deixou margens para dúvidas sobre qual era a real intenção.

Uma mulher respeitável, independente da sua posição ou classe social, não prestava apoio ou consolo a um homem casado, ou até mesmo solteiro. Aquela era uma função da família ou da esposa.

Dirigir atenção a um homem que não fosse seu parente próximo, de sangue ou o seu cônjuge, era uma forma inegável de demonstrar uma intimidade a qual não a competia.

Renesmee poderia ser inocente em muitos aspectos, mas sua atenção sobre o esposo era máxima. Ela o amava com toda a sua alma. Tudo que dizia respeito a ele era de seu total interesse. Não permitiria que ninguém se aproximasse dele. Nenhuma mulher teria os seus carinhos ou estaria em seus braços. Aquele era o seu lugar. Pensou de forma possessiva.

Um gosto amargo dominou a duquesa. Até então, ela nunca tinha pensado em como era a vida íntima do esposo antes deles se casarem.

Renesmee era muito pequena quando Jacob se casou pela primeira vez. Em sua inocência, ela achava que Leah tinha sido a única mulher que esteve nos braços do duque antes dela. Entretanto, mediante a explícita insinuação da criada, aquela certeza se esvaiu.

A jovem duquesa sentiu os olhos pinicarem ao tentar imaginar quantas outras mulheres devem ter desfrutado dos carinhos do marido, além dela própria. Ciúme dominou de forma assombrosa todo o seu íntimo.

A respiração estava pesada e o corpo trêmulo. Um fio de suor desceu pela testa de porcelana. Toda a emoção estava à flor da pele.

De repente uma fisgada incômoda no ventre trouxe a ruiva para realidade. Institivamente a mão trêmula foi para o ventre gravídico. Com dificuldade Renesmee afastou os pensamentos perturbadores e reuniu toda a sua força e determinação para se colocar de pé.

Ela caminhou até o reservado, pegou a jarra de prata e despejou um pouco do líquido na bacia. Uma pequena toalha felpuda foi mergulhada na água fria. Ela torceu o pano frio e o aplicou na nuca e na testa, aliviando o calor que dominava o seu corpo.

De forma meticulosa a jovem ergueu as camadas de saia e inspecionou atentamente a roupa íntima. Estava imaculadamente branco.

Um suspiro de alívio foi o murmúrio que a ruiva emitiu.

Ela já estava condicionada a procurar por qualquer sinal de sangramento sempre que sentia alguma alteração no corpo. Essa é a maior preocupação do médico e sua maior recomendação. Ao mínimo sinal de sangramento era para imediatamente se pôr de repouso e mandar chamá-lo.

Renesmee ajeitou a roupa, vestiu novamente as luvas e voltou para a penteadeira na intenção de retocar uma fina camada de pó de arroz no rosto já pálido. Ela estava distraída quando uma voz interrompeu o silêncio perturbador de seu quarto.

— Ma poupée, desculpe-me pelo atraso. Tive uma reunião com o Conde de Westcliff. Acabamos nos excedendo no horário. — o duque se desculpava ao entrar no quarto da esposa pela porta de ligação entre os quartos. Ele estava impecavelmente vestido para o jantar com ela.

Jacob caminhou até a amada e beijou de forma demorada o topo da cabeça perfumada da ruiva.

— O que houve? Esta se sentindo bem? Parece-me um pouco pálida. — preocupado o nobre questionou ao observar atentamente a esposa. Sem cerimônia ele agachou para ficar na mesma altura que a dela e lhe tomou as duas mãos pequenas e delicadas entre as suas.

— Estou bem. Acho que deve ser o pó de arroz — Renesmee lançou um sorriso ameno na intenção de tranquilizá-lo. — Acho que já estou sentindo falta da Lizzi. — buscou outra desculpa para acalmar a visível preocupação do esposo. Jacob demostrava não ter acreditado na justificativa da maquiagem.

— Infelizmente não pude retornar para casa a tempo de poder me despedir pessoalmente da Senhorita Winslet. Todo esse tempo em que me ausentei da câmara só fez acumular assuntos de vital importância, os que preciso por em dia. Apenas consegui enviar uma carta, com uma gratificação, em agradecimento a ela por toda dedicação e descrição em nos apoiar. — Jacob justificou a ausência na despedida da governanta. Elizabeth era muito mais que uma simples criada para eles. Parecia que o duque agora havia acreditado na desculpa da ruiva. — Não fique triste, poupée, Elizabeth precisou voltar para Kent. A casa não funciona muito tempo sem ela. Amanhã a sua nova aia chegará pela parte da tarde. Rachel a escolheu com esmero. — selou os lábios aos da duquesa. — Elizabeth designou alguém para lhe atender nesse período? Eu havia solicitado que assim ela fizesse. A criada foi de seu agrado? — questionou com inegável interesse nas questões pessoais da esposa.

— Sim, ela designou. — prontamente respondeu à ruiva. Por algum motivo Renesmee não quis revelar o que lhe incomodava ao marido. — A criada atendeu as minhas necessidades de forma satisfatória. — limitou-se em dizer.

— Ótimo. — Jacob ergueu-se e puxou a esposa para os braços, beijando-a nós lábios com paixão e ternura.

Renesmee se entregou a carícia sem restrição. De repente qualquer preocupação e incômodo se dissolveram como fumaça. Ele amava-a. A jovem tinha consciência disso.

— Vamos descer? — sugeriu o duque após findar o beijo. Ele precisou de muita força de vontade para fazer a sugestão, já que todo seu corpo implorava para arrastar a dama para a cama.

O casal deixou o luxuoso aposento com os braços entrelaçados um ao outro.

O jantar transcorreu satisfatoriamente de forma tranquila e impecável. Ao final de toda a longa sequência da refeição o casal seguiu para o salão informal. Renesmee tocou divinamente uma canção para o marido no piano. Jacob escutou cada acorde com orgulho e veneração.

Um diálogo sobre as funções que cada um desenvolveu durante o dia embalou uma animada conversa.

Já passava das onze horas da noite quando o casal decidiu se recolher para os seus aposentos, na intenção de se prepararem para dormir. Foi somente nesse momento que o apaixonado casal se separou, uma vez que ambos possuíam cada um seu quarto de vestir.

~*~

No andar de baixo as coisas estavam surpreendentemente calmas.

Depois do jantar, os criados relaxavam na sala de refeições destinadas a eles até a hora dos patrões se recolherem e eles mesmos poderem ir dormir.

Durante o tempo vago, muitos se distraíam lendo ou jogando cartas. Outros lustravam as pratarias, para adiantar o serviço para o dia seguinte

— E então, Diana, como foi com a nova Duquesa? — Prudence perguntou a aia da duquesa.

Prudence; uma jovem de quase vinte anos. Ela era auxiliar nos serviços gerias da casa, e dividia o dormitório com Diana. As duas sempre conversavam sobre diversos assuntos, mesmo que não houvesse uma amizade sólida entre elas.

Ambas estavam de pé na sala de refeições, porém um pouco afastadas dos demais, próximo à porta que levaria à cozinha.

— Nada diferente do que eu imaginava. Foi tudo muito bem. — Diana respondeu adentrando a cozinha com Prudence em seu encalço.

Então as duas seguiram um corredor vazio mantendo-se próximo a área de lavagem de roupas e limpeza de sapatos. Naquela hora não havia mais ninguém por ali.

— A duquesa é nova, inexperiente e está grávida. Tal como imaginei. — A temporária aia explicou com tom mais altivo do que a sua posição na sociedade permitia.

— Ela me parece ser boa. Não devia falar assim dela. É a Duquesa, afinal. — Prudence retrucou.

Diana fez um muxoxo e elevou os ombros.

— Não disse que é uma má pessoa. Nem tenho a audácia em pensar que posso tomar o lugar dela. Mas ela é uma Lady, e bastante nova. Todas as ladies são iguais, Prudence. Não importa se é Lady Judith, Lady Jane, Lady Leah, Lady Renesmee... São como frágeis bonecas de porcelana. E nós, mulheres de verdade, ganhamos com isso. Pois os lordes nos dão atenção. Ganhamos presentes, riquezas, prazer... Você já viu as minhas joias? Acredito que possa ir à Escócia, se vendê-las. — ela falava com ar jocoso e um sorriso triunfante.

Diana era uma camareira experiente não só na casa York, mas em outras casas aristocratas também. Ao longo da vida de servidão, pois começou ainda bem menina, acumulou uma singela e pequenina riqueza. Eram poucas joias: duas finas gargantilhas e três modestas pulseiras. Nem ao menos eram peças suntuosas ou que possuíam valiosas pedrarias, mas eram feitas de metais preciosos como ouro e prata. Ela compreendeu — depois de um tempo — que precisava apenas ceder à vontade dos patrões pervertidos para quem trabalhou, e em troca ganharia pequenos mimos pela descrição e servidão sexual. Aquelas joias seriam a sua aposentadoria, quando o corpo cansado não pudesse mais trabalhar.

— Não sei, mas o Duque mudou muito desde a morte de Lady Leah. Não acredito que ele irá lhe tratar como antes. — Prudence replicou. Ela sabia quais eram os "serviços" que a colega de quarto prestava.

— Bobagem! — banalizou a outra — Aquela garotinha, a quem chamam de Duquesa, não pode fazer nem a metade do que eu faço. Além do mais, ela está grávida! — demarcou. — Lordes não se deitam com as esposas grávidas. Ainda mais Lorde Black. Tenho certeza que está temeroso com essa gravidez da nova e frágil Duquesa. Portanto... Em breve eu voltarei a cuidar do Duque. — sorriu para os próprios pensamentos.

Prudence suspirou enquanto Diana continuava a expor seus planos e ambições:

— Eu esperei fervorosamente a volta do Duque para ter uma chance. Aproximei-me da Senhorita Winslet exclusivamente para ficar em seu lugar quando ela fosse embora. Sou a melhor opção para aia de uma Duquesa. Irei convencer Lady Black a ficar comigo e não com a criada que chegará amanhã. Eu mereço esse posto. Posso satisfazer as perspectivas tanto da Lady como do Lorde Black!

— Eu só expus a minha opinião. O Duque me parece bem diferente. Mas você pode estar certa... — respondeu a mais nova.

— Sempre estou, minha querida. Sempre estou! — vangloriou-se a temporária aia da Duquesa.

Durante alguns minutos Prudence ainda ouviu sua colega listar as vantagens de se deitar com um Lorde, e as habilidades dela para isso. Sem demora elas voltaram para se juntar aos outros empregados. Poucos minutos depois o mordomo, senhor Smith, adentrou o recinto.

— Senhor Robins e Senhorita Johnson? — o mordomo anunciou sem esperar que todos estivessem de pé por sua presença.

— Sim, Senhor Smith? — disse o valete do Duque, já de pé. Assim como Diana.

— O Duque e a Duquesa acabaram de se recolher.

— Obrigado, Smith. — o valete de Jacob falou e seguiu sem delongas para a ala superior, onde se situavam os dormitórios dos nobres.

Seguindo-o sem pestanejar, foi a aia da Duquesa em uma postura bastante solícita.

~*~

Renesmee estava sentada diante da penteadeira soltando os grampos dos cabelos presos e retirando as joias, quando ouviu a porta ser batida. No entanto ela sabia que não era Jacob. O costume era ele se preparar para dormir em seu próprio quarto, para somente então depois ir procurá-la.

A ruiva apenas disse um "entre" e ouviu a porta se abrir.

— Milady? — falou Diana ao adentrar meio tronco através de uma pequena brecha na porta.

— Pode entrar. — Renesmee virou-se momentaneamente para a aia. Ela ainda permanecia retirando os últimos grampos do brilhante cabelo ruivo. — Em que posso ajudá-la?

— Vim ajudá-la com a troca de roupa da noite, Milady. — Diana respondeu com um sorriso singelo nos lábios — Qual camisola gostaria para hoje? Já deixei duas belas opções separadas. — falou se dirigindo a porta que a levaria ao quarto de vestir da Duquesa.

— Senhorita Johnson? — Renesmee a chamou se levantando do banco acolchoado.

— Sim, Milady? — a aia girou os calcanhares a meio caminho de seu destino.

— Já pode ir se deitar. Hoje eu mesma me aprontarei para dormir. —Renesmee informou de frente para a sua criada pessoal.

A aia ficou atônita. Ela franziu o cenho. Não imaginava o porquê de estar sendo dispensada quando claramente era necessária ali.

— Mas Vossa Graça, eu gostaria de ajudá-la. Eu insisto! Não me cansará, em absoluto.

— Sim, eu sei. — a ruiva sorriu de forma contida. — Mas essa noite Lorde Black me ajudará com essa tarefa. Não irei precisar de seus serviços, por hora. No entanto sou imensamente grata por sua solícita oferta.

Diana arregalou os olhos castanhos — de grande profundidade — diante do esclarecimento vindo de sua Senhora.

Lorde Black ajudando-a a se preparar para dormir? Um duque, vestindo uma duquesa para o descanso? Isso nunca! Ela pensou.

O mundo como Diana conhecera começava a se dissolver naquele momento. Será que Prudence de alguma forma tinha razão? O duque e a duquesa de York eram realmente diferentes?

Ela levou uns segundos para digerir as palavras de Renesmee.

— Se... — a aia pigarreou — Milady insiste... Com toda a sua licença, irei me retirar. — ela fez uma reverência, mas permaneceu em frente à ruiva.

Renesmee sorriu para a sua criada e assentiu de forma superior enquanto a aia, ainda aturdida e segurando o seu orgulho, mantinha-se de cabeça baixa.

— Pode ir, senhorita Johnson. E tenha uma boa noite. — a duquesa finalizou. E imediatamente sua aia deixou o cômodo.

Diana não segurou o ligeiro rosnado conforme avançava no corredor e seguia em direção à ala dos criados.

— Senhorita Johnson, o que há? Por que está tão raivosa? — a indagou, com toda a calma, a governanta da casa.

— Não há nada, senhora Gandy. Apenas não me sinto muito bem. — Diana respondeu fitando a barra do vestido do uniforme.

— Bem, devo pedir a alguém que cuide da Duquesa? Ou a senhorita já fez seu trabalho? — sondou a governanta.

Diana cerrou as mãos aos punhos. Ela respirou fundo, acalmando-se finalmente, respondeu:

— Não há necessidade, Senhora Gandy. A Duquesa informou que cuidará de tudo.

A conservadora senhora e supervisora de qualquer criado da casa franziu o cenho e refletiu nas palavras da aia. No fim, apenas anuiu.

— Muito bem, senhorita Johnson, vá descansar então. — a governanta liberou a criada, que seguiu a passos apresados para seu quarto.

~*~

— Nossa, Diana, essas portas são caras! Se causar algum dano terá que vender as suas joias para pagar pelo reparo. — Prudence falou logo após Diana adentrar o quarto como um furacão e bater a porta com força.

— Que mulherzinha mimada! — Diana rugiu.

— A quem está se referindo? — Prudence perguntou, espantada e curiosa da resposta.

— Quem você acha? Lady Black! Aquela insuportável boneca de porcelana do Duque. Logo ele se cansará dessa enfadonha garota. — exasperou, arrancando o vestido do uniforme sem pudor algum. Ela colocou a peça pendurada no armário e vestiu a camisola simples.

— Diana, por Deus! Se alguém lhe ouvir, estará na rua. — contrapôs a mais nova, sentada na cama, alarmada pelo desabafo de sua colega.

— Ela me dispensou, Prudence. Acredita? Disse que o Duque que irá despi-la esta noite. Que absurdo!

Prudence reprimiu um risinho para não irritá-la ainda mais, no entanto quis saber:

— Não está com ciúmes, está?

— Não! Claro que não estou. Lady Black não é de forma alguma uma ameaça para mim. Talvez ela queira apenas demonstrar o quanto é superior, que eu não terei oportunidades. Mas ela está completamente enganada. Ela não é páreo para mim. O Duque jamais irá tocá-la. Ele não irá por a vida do herdeiro sobre ameaça. Ele depende que essa criança nasça viva e que seja um varão, para dar continuidade aos títulos da família. Terei paciência, Prudence. Terei paciência! — declarou indo deitar-se. — Esperei até agora para ter a oportunidade de conseguir o posto de aia de volta. Ter novamente a chance de agradar ao Duque e ser recompensada por isso não demorará. Essa jovem Duquesa não é mais esperta do que eu. Ela não tem maturidade para isso. Amanhã irie bajular bastante essa garota insuportável e mimada. Quem tem paciência sempre alcança as estrelas. — declarou confiante.

Prudence também se deitou e suspirou.

— Se está dizendo, Diana. Boa noite.

~*~

O nobre deslizava os atentos olhos de um lado para o outro através da folha de papel timbrado. Jacob lia com toda a sua atenção. Ao final do texto pegou a caneta no tinteiro e assinou a carta, selando em seguida o papel com cera azul e lacrando com seu anel com brasão.

— Vossa graça. — o valete cumprimentou o nobre assim que entrou no aposento. Ele havia subido assim que o mordomo avisou que os patrões haviam se recolhido para o andar superior da mansão. — Já posso providenciar o seu traje de dormir, Milorde?

— Perfeitamente. — Jacob respondeu sem olhar na direção do valete. Estava esperando a cera do selo secar. — Preciso que depois despache esta carta. É para lorde Call. — levantou da cadeira em sua pequena escrivaninha e entregou a correspondência para o criado pessoal.

O Valet pegou a carta e guardou no bolso interno da casaca. Imediatamente começou a separar o pijama e também a ajudar o nobre a se despir.

Jacob fez a higiene noturna como de costume, com o auxílio do valete. Eles conversavam durante os cuidados.

Ser um criado pessoal muitas vezes tornava o empregado próximo ao patrão. Muitas vezes, guardavam os maiores segredos dos seus empregadores. A lealdade e descrição eram requisitos obrigatórios para tal função.

Robins era leal e fiel ao duque. Ele sempre cumpria cada tarefa designada com total competência e perfeição. Jacob não abria mão do valete.

— Milorde. — Renesmee chamou, ao entrar timidamente no aposento do marido.

Os dois homens conversavam de forma distraída, quando uma voz doce e suave os interrompeu. Jacob havia acabado de vestir a calça de seda negra. O peito ainda estava desnudo.

— Renesmee! — o duque estava surpreso. Ela não tinha o costume de entrar em seu quarto, principalmente o de vestir. — Aconteceu algo? — indagou preocupado.

Robins continuou agindo com naturalidade, vestido logo o roupão igualmente negro para cobrir o tronco desnudo do duque.

Renesmee tinha a cabeça baixa e as bochechas tingidas em vermelho intenso. Ela sentia toda a face queimar de forma abrasadora. Mesmo estando ali e com pretensão de permanecer onde estava, ainda sentia-se encabulada pelo o que estava fazendo.

— Não, milorde. Estou perfeitamente bem. — apressou-se em tranquilizá-lo.

Jacob em apenas três passadas largas a alcançou, tomando-a nos braços. Ele não estava tão seguro que ela estava bem. Renesmee tinha um semblante não tão calmo como de costume. E mesmo com a face vermelha, uma palidez dava aspecto bem abatido à jovem.

— Necessita de algo mais, Vossa Graça? — Robins perguntou solícito. Ele compreendia o momento exato para se retirar e dá privacidade aos nobres.

— Não, Robins. Está dispensado. Tenha uma boa noite.

O valete fez uma mesura antes de deixar o quarto.

— O que aconteceu? — Jacob indagou assim que se viu a sós com a sua duquesa. Ele a puxou para o quarto principal e a inspecionava atentamente com o olhar detalhista. — Ainda não se trocou. Está sentido algo? Vou mandar chamar o médico. — antecipou-se em desespero.

— Não, Jacob. Estou me sentido bem. — Renesmee sorriu ainda bastante corada.

— E porque ainda não se aprontou para dormirmos? Cadê a criada que está lhe atendendo? — questionou o duque confuso.

— Eu a dispensei, por essa noite. — a ruiva sentiu a face queimar. Ela não imaginava que pudesse ficar ainda mais quente do que já estava. Todo o seu rosto estava rubro como um morango maduro. — Eu gostaria que você cuidasse de mim essa noite. Como fazia em Kent. — sussurrou tão baixo que se o nobre não estivesse prestando total atenção em cada palavra, não teria escutado.

Imediatamente a fisionomia preocupada do duque transformou-se. Renesmee viu uma faísca resplandecer todo o olhar do esposo. Ele agora a olhava com o fogo da paixão latente.

Jacob fitou intensamente a face de porcelana com bochechas em vermelho escarlate. Renesmee ofegou ao sentir o marido colar o corpo forte ao dela. Os olhos dele estavam carregados com a mais pura luxúria.

O nobre precisou fechar os olhos por alguns segundos na intenção de se controlar. Estava sem fazer amor com a esposa há pouco mais de cinco dias. Era uma tortura se manter longe e não ceder ao desejo de tomá-la em seus braços, de fazê-la sua por toda a noite.

— Será a tortura mais prazerosa que serei infligindo a fazer. — disse com a voz rouca. Seu corpo rijo já mostrava os claros sinais da excitação.

Renesmee sentiu o coração martelar forte no peito. Um calor passou por todo seu corpo e se concentrou em seu ventre. Imediatamente sentiu o sexo encharcar. Um calor abrasador se instalou na parte mais oculta entre as suas coxas.

Jacob a circulou e se pôs atrás da esposa. De forma hábil começou a desabotoar a enorme carreira de botões. Ele a beijava e a tocava com a habitual veneração durante o processo.

— Você aprecia a minha habilidade em despi-la? Pois eu adoro executar tal tarefa. — Jacob havia acabado de desabotoar todos e botões, soltando o vestido que caiu aos pés da amada. — Acredito que seja melhor retirarmos essas peças também. — sussurrou rouco no delicado ouvido.

A ruiva deixou um gemido alto escapar pelos lábios semiabertos. Ela deixou a cabeça tombar no peito forte do marido. Jacob tinha penetrado a mão grande e experiente por dentro da camiseta de seda, tocando de forma ousada os seios sensíveis. Os pequeninos mamilos estavam entumecidos pelo desejo e pelas carícias.

Sorrateiramente a mão livre do duque penetrou a calça bufante da jovem e tocou o sexo encharcado.

— Jacob! — foi tudo que Renesmee conseguiu pronunciar.

O marido a tocava de forma ousada e pervertida.

— O que foi, ma poupée? Quer que eu pare? — perguntou dissimulado. Ele havia parado as carícias com a habilidosa mão, porém jamais abandonou o sexo quente e úmido da sua duquesa.

A garota ruiva não foi capaz de formular uma resposta, somente deixou escapar pelos lábios semiabertos um muxoxo em protesto pela abrupta parada. Ela queria muito mais do que aquela mão audaciosa poderia proporcionar.

Jacob sentindo as pernas de sua esposa perder as forças e falharem. Ele a ergueu e a levou para sua enorme cama. Era a primeira vez que eles iriam usá-la.

O nobre com sua incrível habilidade e destreza retirou as últimas peças de roupa restante na esposa. E voltou sedento para beijar cada pedaço da pele de porcelana exposta.

O duque a beijou nos lábios, pescoço, colo, seios... Sempre cultuando cada pedacinho delicado de pele da jovem esposa.

Ela gemia e implorava por mais.

Jacob continuou descendo as carícias até chegar às coxas esguias. De forma intensa ele fitou a amada. Ele sabia que ela queria muito mais do que estava oferecendo.

Um arrepio passou por todo o corpo do duque até concentrar-se em seu membro, fazendo-o pulsar de forma dolorosa. Jacob parecia um animal rugindo quando sentiu o gosto agridoce do sexo da amada em sua boca.

Ele a beijou, a lambeu... Penetrou-a com os dedos e língua.

Renesmee se contorcia e gemia cada vez mais alto.

— JACOB! — ela gritou pelo amado quando alcançou o ápice do próprio prazer.

Mas o duque não parou. Ele continuou degustando do próprio banquete até o final.

— Vem, Jacob! — a jovem duquesa abriu mais as pernas e deixou o explícito convite para o amado. A voz era fraca, mas queria senti-lo alargando de forma dura o seu interior.

— Descanse, ma poupée! — foi tudo que o duque disse.

Ele a puxou para os braços e a aninhou em seu peito. Ela mantinha os olhos fechados e demonstrava o total esgotamento físico.

Por mais que Jacob quisesse se afundar no interior tão quente e apertado da esposa, seu senso de zelo e proteção o refreava. Era absurdamente torturante e doloroso ter Renesmee a seu alcance e não fazer nada, mas ela só tinha sido liberada do repouso pelo médico há um dia.

O prazer poderia ser até uma aflição dolorosa, mas o amor que ele sentia pela jovem esposa superava qualquer compulsão sexual que sentia. Ele buscaria outra forma de aplacar o desejo pungente.

— Dorme, ma poupée. Eu cuidarei de você. — o nobre sussurrou após beijar os perfumados cabelos cor de cobres. A esposa havia se aconchegado em seu peito forte e ressonava tranquila, a face mantinha a expressão angelical.

~*~

As manhãs de primavera em Londres sempre foram muito belas, as senhoras da alta sociedade ainda dormiam à medida que o sol sorrateiramente se instalava no céu ainda rosado. Entretanto as senhoras da classe trabalhadora estavam de pé antes mesmo que o sol aparecesse.

Assim não era diferente na Casa York.

Renesmee ainda dormia tranquilamente na confortável cama. Enquanto Jacob acabava de despertar sem presa, satisfeito ao lado da esposa, porém lembrando-se de suas responsabilidades do dia. Já uma parte da criadagem preparava agilmente o desjejum de seus senhores e a outra arrumava os cômodos vazios da enorme mansão.

— O Duque já acordou e disse que aguardará o café na mesa de refeições. Ele tem pressa para ir ao parlamento, já deve descer. — avisou o valete do Duque rapidamente depois de alguns minutos.

Os criados tomavam café da manhã uma vez que o dos patrões estava pronto para serem servidos.

— E a Duquesa, Sr. Robins? — perguntou Diana que até então conversava com mais dois outros criados.

— Ainda dorme. — ele respondeu com o olhar insondável.

Robins havia flagrado a Lady ainda dormindo na cama do duque. Como não era de costume tal fato, a imagem da ruiva dormindo de forma tão tranquila e serena surpreendeu o valete. Porém ele apenas seguiu em silêncio pelo quarto como o duque indicava com gestos.

Jacob havia acordado e vestido a esposa com uma camisola antes de tocar o sino para chamar o criado. Ele não queria perturbar o sono dela. Renesmee passou a dormir mais desde que engravidou. Foi o que o nobre constatou.

— Ela nunca acorda cedo mesmo. — comentou sem maldade a jovem menina que auxiliava na cozinha.

Ninguém ousou tecer mais nenhum comentário sobre os hábitos da duquesa. Robins observava atenciosamente cada gesto. Ele relevou o comentário sem malícia da menina, mas não deixaria passar qualquer tentativa de escárnio com a jovem Lady.

— Bem, ela não dorme mais. Com licença, senhores. — Diana disse assim que constatou que o sino que tocava era o do quarto da duquesa.

Ela levantou apressada da mesa e então seguiu rapidamente para a ala privada dos patrões. Bateu por duas vezes na porta, recebendo um "entre" fraco vindo da Duquesa.

Quando Diana entrou respirou fundo para conter a própria surpresa. Ao longe de onde entrava pôde ver a figura imponente do duque deixando o aposento pelo acesso de ligação entre os quartos. O nobre não a viu, mas Diana tinha visto perfeitamente ele beijando os lábios da esposa e fazendo uma carinhosa declaração de amor antes de partir.

— Perdoe-me se interrompi, Milady. É que ouvi o sino. — justificou-se a aia, ainda aturdida pela cena que vira. Jamais tinha presenciado algo parecido entre o patrão e a finada duquesa.

— Eu realmente toquei, mas não irie me trocar agora. Primeiro eu gostaria de falar com a senhora Gandy. Pode chamá-la, Johnson?— Renesmee explicou brevemente.

Na verdade a duquesa estava disposta a tomar seu banho e se assear para o desjejum. Ela realmente havia tocado o sino. Porém estava determinada a resolver um assunto que considerava pendente.

Não foi surpresa para a jovem duquesa vê o marido vir se despedir antes de sair. Ele sempre fazia isso quando ela já estava acordada. E por mais que tenha sido flagrada em momento tão íntimo da despedida, Renesmee se manteve satisfeita por saber que a aia tinha visto o quanto ela e Jacob se dão bem.

Talvez isso fosse bom para a criada perceber que esteve totalmente equivocada na outra noite.

— Claro, Milady. Irei imediatamente chamar a senhora Gandy. — a aia fez uma mesura antes de sair de forma apressada do quarto da lady.

Renesmee voltou a deitar sobre os macios lenções, até então intocados. Ela sentia-se um pouco preguiçosa naquela manhã. Ainda era muito cedo, queria descansar um pouco mais antes de iniciar o dia.

— Bom dia, milady. — a senhora cumprimentou a jovem patroa assim que recebeu autorização para entrar. — Fui informada que gostaria de ter uma palavra comigo.

— Perfeitamente, Senhora Gandy. — a ruiva sorriu e ergueu-se somente o suficiente para se por sentada na cama, as costas recostadas na macia montanha de travesseiros fofos. — Preciso conversar sobre um assunto importante e delicado. Mas sente-se, por favor. — Renesmee indicou a poltrona ao lado da enorme cama. Era a mesma que Elizabeth tinha o costume de permanecer.

— Aconteceu algo, Milady? — A governanta indagou assim que se viu sentada. A duquesa parecia um pouco desconfortável com a conversa que se iniciava. — Em que posso ajudar?

— Eu jamais contestarei qualquer decisão vinda da senhorita Winslet, até porque tenho um enorme apresso por ela. Mas gostaria muito de saber quais foram os critérios que Elizabeth utilizou para escolher a sua substituta temporária? — indagou a ruiva.

— Milady, desculpe-me não poder esclarecer essa sua questão, porém só soube da escolha da senhorita Winslet no momento que ela me requisitou a criada. Eu não questionei a sua escolha, até mesmo porque a senhorita Johnson é a mais indicada para a função na casa. Ela já serviu a outras ladies antes.

— Compreendo. — Renesmee disse após um breve período de analise.

A governanta se manteve em total silêncio enquanto a patroa parecia pensar em algo.

— Senhora Gandy, quando cheguei a casa York em Londres, ela já estava em perfeito funcionamento. E mesmo o Duque me entregando total liberdade para realizar quaisquer mudanças que fosse do meu agrado, eu preferi dá continuidade ao seu trabalho e ao do senhor Smith. Ambos são muito competentes e de total confiança do meu esposo e de minha também. — Renesmee sorriu para a senhora que a observava com atenção. — Porém eu gostaria de solicitar a dispensa total dos serviços da senhorita Johnson na casa York.

— Claro, Milady. — a governanta se surpreendeu com o pedido, porém faria exatamente como a duquesa solicitava de forma tão educada. — Ela cometeu algum ato repudiável? Posso ajudar com o assunto? Quer que eu fale algo para ela além da dispensa?

— Não gostaria de me estender no assunto, porém afirmo que ela não preenche os requisitos para trabalhar na casa York. — Renesmee limitou-se em dizer.

— Como a Vossa Graça preferir. — senhora Gandy informou. — Gostaria que a dispensasse imediatamente ou devo aguardar até que a sua nova aia chegue? Estima-se que chegue ao começo da tarde.

— Pode dispensá-la imediatamente.

— Como quiser, milady. — a governanta não contestou absolutamente nenhuma ordem da jovem. O duque havia deixado avisado que a esposa seria a soberana nas decisões da casa. — Porém devo designar alguém para atendê-la.

— Não será necessário, Senhora Gandy. Já estou acostumada a cuidar–me sozinha. — a ruiva sorriu na tentativa de tranquilizar a serena senhora.

— Sinto muito em contrariar a sua decisão, Milady. Mas essa é a única ordem do duque; não deixá-la sozinha por um único minuto. — replicou sem graça a experiente governanta. — Se me permite, posso cuidar de suas necessidades até sua aia nova chegar. Não possuoi tantas habilidades com cabelo, mas consigo realizar o básico.

Era um serviço inferior a posição que ocupava na casa, mas acima de tudo estava o bem estar dos patrões. Para Gandy ficou claro que a duquesa teve algum problema com a Diana. Não iria permitir que a duquesa se sentisse desconfortável na própria casa. Seria apenas por algumas horas, logo a aia escolhida pelo próprio duque e a princesa chegaria.

Afinal Diana não passava de uma substituta, de qualquer forma Gandy a dispensaria naquela mesma tarde, as ordens da Duquesa foram apenas para antecipar e expandir a ordem. Renesmee deixou claro que queria a aia substituta fora da Casa York, recado esse era de total competência da senhora Gandy. Uma Duquesa não dispensava de forma direta uma criada, e Renesmee em poucos dias estava se portando perfeitamente como uma imponente Duquesa.

— Compreendo. — murmurou a lady. — Senhora Gandy, dispense a senhorita Johnson imediatamente. Pague-lhe por todo um mês de trabalho, mesmo que ainda estejamos no meio do mês. E dê a ela também uma bonificação de um mês a mais de trabalho. Acredito que seja o suficiente para ela se manter até arrumar outro emprego. Também lhe dê uma carta de recomendação. Seja justa. Escreva somente o que for merecedor para ela. Não a deprecie ou a exalte além do necessário. Seus próximos empregadores devem ter o direito de saber exatamente as qualidades e defeitos da empregada que estarão contratando.

— Farei exatamente como milady deseja. Irei imediatamente dispensar a senhorita Johnson dos serviços na casa York. — respondeu prontamente a mais velha. — Irei mandar a camareira responsável pela arrumação de seu aposento subir com o seu Desjejum e também preparar o seu banho em alguns minutos. Voltarei para auxiliá-la assim que cumprir a ordem que me designou.

— Obrigada, senhora Gandy. — Renesmee sorriu em agradecimento. — Eu dou a minha palavra que se faz necessário a dispensa da senhorita Johnson. Caso contrário, jamais dispensaria qualquer um trabalhador. Lorde Black me informou que não é costume da casa dispensar seus criados sem um forte motivo. — justificou-se.

Ela estava incomodada por ter que despedir a criada, mas era impossível manter uma mulher que desejava ser solícita a seu esposo. Renesmee a queria bem longe.

— Eu compreendo perfeitamente, Vossa Graça. Jamais contestarei as suas razões. — prontamente esclareceu a governanta. Ela não imaginava qual era o forte motivo para dispensar Diana, até mesmo porque a antiga duquesa fazia questão de mantê-la sempre por perto. Porém executaria o perdido da menina sem indagar as reais causas. — Mas alguma coisa, Milady? Dê-me licença para executar agora mesmo o seu pedido. — respondeu a mais velha após receber a dispensa da lady.

~*~

Não foi nada fácil para a governanta dispensar a criada. Diana ficou contestando por diversas vezes a decisão. Relutou ao máximo para aceitar que não teria volta; ela tinha que deixar a casa York ainda naquela manhã. Por fim quando se deu por vencida, começou a repudiar e praguejar a nova duquesa.

Senhora Gandy ficou estupefata com as injúrias que Diana usou para agredir verbalmente a jovem duquesa. Agora mais do que nunca ela estava totalmente satisfeita em cumprir a ordem da patroa. A jovem criada era uma mulher perigosa e dissimulada.

Quando a governanta voltou para cuidar da duquesa editou ao máximo tudo que se sucedera ao despedir Diana. Ela não queria aborrecer a lady.

Agora Renesmee estava em sua sala informal tocando uma partitura nova ao piano. Senhora Gandy após cuidar da duquesa voltou a executando as suas rotineiras tarefas na mansão.

Jacob tinha retornado somente para almoçar com a esposa, mas já havia retornado ao parlamento para uma série de reuniões que teria no começo da tarde. Ele prometeu retornar o mais cedo possível para aproveitar o fim do dia com a esposa.

— Milady. — o mordomo entrou na sala onde a Lady se encontrava. Ele permanecia parado ao lado da porta esperando o convite para entrar. Voltou a falar assim que Renesmee autorizou a sua entrada — Desculpe-me pela interrupção, mas a sua nova aia acaba de chegar. Já a instalamos na casa. Agora ela está aguardando somente conhecê-la.

— Pode trazê-la aqui, senhor Smith. — a ruiva falou sorrindo. — Estou aguardando para conhecê-la.

— Perfeitamente, Milady. — de forma solene o mordomo fez uma mesura e saiu da sala floral privada da duquesa.

Breves minutos se passaram quando entrou uma senhora loira, de aparência gentil e amável, com uma bandeja de serviço de chá. Ela colocou a bandeja de chá na mesa que tinha em frente ao canapé que a ruiva estava sentada em uma postura impecável.

— Boa tarde, Milady. Como gosta do seu chá? — a senhora vestida com um conservador uniforme azul escuro perguntou.

— Com leite e dois cubo de açúcar. — prontamente a jovem ruiva respondeu a aia. — Mas sente-se comigo para conversarmos. — convidou Renesmee assim que a mais velha entregou a xícara.

A aia não questionou o pedido inesperado da duquesa. Ela simplesmente a obedeceu. Servindo-se com um pouco de chá, como a Lady sugerira.

Após uma conversa amena e bastante agradável Renesmee sentiu-se bastante confortável com a presença da nova aia. Algo no olhar triste da senhora lhe era tão familiar.

Mesmo sem saber, ambas compartilhavam a dor da perda de entes queridos e amados. A senhora lhe dirigia um agradável olhar maternal.

Emma Tunner, como a nova aia havia se apresentado, era uma mulher marcada pela dor de ter perdido um casal de filhos e o marido há menos de um ano para um surto de escarlatina que devastou o seu povoado. Ela era uma sobrevivente que vinha para a grande Londres na intenção de seguir com a vida após a dolorosa perda.

Quando a sobrinha — criada na família real — mandou uma carta com a proposta de emprego, Emma viu a oportunidade perfeita para deixar para trás a simples cabana no interior e começar uma nova vida como aia de uma jovem duquesa.

Um vínculo invisível agora unia a criada e a nobre Lady. Emma prometeu para si mesma que cuidaria da jovem ruiva, que em muitos aspectos lembrava a jovem filha morta, pouco mais nova que a patroa.

~*~

Naquela noite a casa York estava toda iluminada e decorada com belos jarros de flores para receber dois casais para um jantar formal. Jacob avisou a esposa no final da tarde que eles teriam companhia para a refeição noturna. Ele tinha um projeto do parlamento para concluir com Lorde Call e Ateara.

Renesmee foi uma excepcional anfitriã ao lado do marido. E depois que os homens se retiraram para o escritório na intenção de tratar de negócios, ela seguiu em uma tranquila conversa sobre a temporada em Londres.

Como era de se esperar Lady Ateara foi incrivelmente agradável, em contrapartida Lady Call sempre tecia comentários maliciosos e dúbios. Renesmee definitivamente não se agradava dela.

Já era tarde da noite quando a ruiva se dirigiu para o escritório do marido. Ele havia retornado para o cômodo logo após se despedir dos casais que receberam naquela noite.

Jacob estava concentrado analisando alguns papeis quando ouviu algumas batidas na porta de madeira maciça.

— Entre. — limitou-se em dizer. Ainda com o olhar dirigido aos papeis. — Ma poupée! — disse surpreso ao notar que a voz era da esposa. Ele achou que pudesse ser o valete ou o mordomo.

— Ainda tem muitos papeis para analisar? — Renesmee indagou timidamente. — Gostaria de conversar um pouco com o meu esposo.

— Sente-se, já estou terminando. — Jacob sugeriu a cadeira de couro em frente a sua mesa.

A duquesa ficou observando o marido ler e assinar alguns documentos. Ela também analisava todo o cômodo de decoração bem masculina.

— Sobre o que a minha linda esposa gostaria de conversar? — perguntou o duque assim que guardou os documentos assinados em uma pasta de couro.

— Minha nova aia chegou nessa tarde. Eu gostei muito dela. — Renesmee começou a dizer. — Mas o que gostaria de contar é que hoje eu solicitei que a senhora Gandy dispensasse uma criada dos serviços na casa York. — Renesmee observou a expressão tranquila de o duque passar para surpresa.

— A casa está sobre os seus comandos, poupée. Se acha que foi necessário à dispensa, eu jamais irei contestar a sua decisão.

— Você ao menos gostaria de saber quem foi a criada?

— Se quiser compartilhar a informação comigo, irei escutar com atenção. — Jacob deixou a cadeira em que estava sentado e se recostou na ponta da mesa, ficando bem de frente para a amada.

— Foi a senhorita Diana Johnson. — Renesmee observava atentamente a reação do marido.

Primeiro tranquilamente Jacob buscou associar o nome a uma pessoa. Quando se lembrou, ficou com o corpo rígido diante da surpresa. Ele ao menos lembrava que aquela criada ainda trabalhava na casa. Ela tinha caído no seu esquecimento, até mesmo porque não a via mais pela casa.

— Você quer saber os motivos pelo qual a dispensei? — questionou a ruiva ao perceber o reconhecimento do marido.

— Ma poupée... — Jacob chamou em súplica. — Acho que devemos conversar.

— Também acho. — concordou a jovem lady, suas bochechas ardiam, mas isso não a impediu de prosseguir.

Renesmee começou a contar tudo o que se sucedeu desde que cruzou o seu caminho com a antiga criada. Ela não escondeu absolutamente nada. Nem ao menos a proposta audaciosa e o acordo com a falecida duquesa.

Jacob ficou surpreso com a confissão. Jamais imaginou que Leah fosse capaz de jogar uma criada para seus braços na intenção de lhe manter sexualmente entretido. Isso o fez sentir raiva da falecida esposa. Nenhum homem gostava de saber que foi manipulado por uma mulher.

A jovem duquesa também questionou sobre a vida amorosa do duque antes deles casarem.

Jacob confessou que teve muitos mais casos amorosos do que gostaria de confessar antes deles se casarem. Inclusive que já havia conversado sobre tal assunto com ela. Talvez na época, em sua total inocência, Renesmee não tivesse entendido as entrelinhas.

— Você não me deseja mais? — a jovem indagou ruborizada.

— De onde tirou esse absurdo? Eu chego a sentir dor de tanto que a desejo! — Jacob segurou as mãos da esposa entre as suas.

— Você não quer mais se deitar comigo. Não como fazíamos antes.

— Eu tenho medo por você e pelo bebê. — confessou o duque em agonia. — Eu quero lhe tocar, mas tenho medo do que possa acontecer.

— Não quero que você procure outra para satisfazer-se. Sou a sua esposa! — Renesmee mesmo morrendo de vergonha posicionou as mãos do esposo em seu colo. — Me toque. Faça amor comigo. — suplicou.

Jacob não aguentou ver a esposa suplicar por seus toques. Por mais que tivesse medo em tocá-la, o próprio médico não havia imposto a restrição. Ele a queria. Como a queria agora mesmo, ali, em seu escritório mesmo.

— Vou mostrar todo o amor que sinto por você. — disse rouco o duque pelo desejo.

Ele caminhou a passos apressados até a porta do escritório e a trancou, voltando imediatamente para próximo da ruiva.

Renesmee deixou um gritinho de surpresa escapar pelos lábios assim que o marido a ergueu da cadeira e colocou sentada sobre a mesa. Ela só teve tempo de vê todos os papeis que ali estava, serem jogados para o chão.

Jacob a beijou com luxúria e paixão, enquanto que as suas grandes mãos habilidosas desabotoavam a longa carreira de botões em pérola. Renesmee também não manteve as mãos paradas, ela soltava o lenço e desabotoava a camisa do marido.

Quando o casal deu por si já estavam completamente nus.

Por mais que uma pequena parte da ruiva mantivesse pudor pelo o que estavam fazendo, o desejo falou mais alto.

Jacob aproximou ainda mais os corpos. Ainda de pé ele se ajeitou entre as pernas alvas da esposa sentada na mesa. Guiando o seu membro para a entrada quente e úmida, ele começou a deslizar lentamente para o interior apertado da amada.

Renesmee cravou as unhas na pele dos bíceps do marido à medida que era invadida e alargada pelo enorme membro dele. Era sempre difícil no começo acomodá-lo.

As estocadas começaram lentas e profundas, aumentado o ritmo à medida que o prazer crescia. Eles gemiam e suavam durante a erótica dança.

O auge do prazer veio em uma onda fulminante, levando o casal a chegar juntos ao ápice. Eles permaneciam ainda conectados, ofegantes e momentaneamente satisfeitos.

— Isso é uma pequena dose do quanto eu lhe desejo, poupée! — disse rouco pelo prazer no ouvido da esposa. Ele ainda mantinha-se pulsante e duro dentro dela.

Renesmee só conseguiu esboçar um sorriso em satisfação pela confissão.

Notas finais
Entããão?? Alguém quer mais? Eu quero o Duque Black! Hahahaha A Diana se deu mal. Foi para o olho da rua. Bem feito. U.u Acho até que a Duquesa foi até nobre e generosa com a víbora em dar dois salários ao dispensa-la. Renesmee reinando como Duquesa rsrs Gostaram? Querem mais? Já sabem, queremos ler os comentários de vocês. Além de estarmos com saudades de receber recomendações! Se acha que a história merece ser recomendada, não deixe de fazer. Até breve. Beijinhosssss!!!! XoXo Jenny e Daaay