Notas iniciais
Boa noite leitoras amadas... Ansiosas para mais um capítulo? Bem... Digamos que ele esta interessante! U.u Nosso Duque é um homem mandão, arrogante e tem se mostrado surpreendentemente Possessivo! Estamos imensamente felizes com o retorno da fic. só essa semana recebemos comentários além do previamente combinada e 6 lindas recomendações! Estamos vomitando arco-íris de tanta felicidade pelo retorno. Capítulo dedicado a todas as leitoras que lê e comenta, mas principalmente a: Faby-Cintra, DarkParadise, Lara Lautrner, La Swan Cullen, LoveSong, Lu Fernandes. Obrigada pelas lindas recomendações. Capítulo de vocês!!!! Confessamos que ele esta um pouco mais longo, até pensamos em dividi-lo, mas depois da chuva de recomendações ele vai completinho! Bora Lê???? Apreciem sem moderação!!!

Kent, 1816

Uma bela paleta de cores ostentava um lindo degradê — que ia do amarelo ao laranja—, ele coloria o céu de verão no fim da tarde em Kent. O sol ainda brilhava no horizonte, mas uma parte de sua magnitude já começava a se esconder por trás das belas montanhas verdes.

Os pássaros aninhados nos galhos das frondosas árvores eram testemunhas da corrida desenfreada de Jacob sobre o seu cavalo puro sangue. O Duque, ainda quente e suarento, golpeava com força o animal com o estribo, incitando-o a dar o máximo de sua velocidade. Ele queria chegar o mais rápido possível, na verdade, precisava se afastar ao máximo de sua tentação, foi por pouco que não atacou Renesmee nua à margem do riacho. Tinha chegada a avançar alguns passos silenciosos em direção à menina, mas um lapso – bem momentâneo – de consciência acordou o desejoso homem para a realidade.

Enquanto o cavalo negro galopava violentamente contra a grama, Jacob se inclinava sobre ele e somente focava a estrada. Deixar a margem do riacho foi tão torturante como ficar ali. Todos os instintos do Duque lhe diziam para continuar e avançar sobre a ruiva inocente deitada sobre a manta, apenas um resquício de sanidade o impedia.

— Oh, infernos! — Jacob praguejou para ele mesmo apenas por ter de volta as imagens da menina nua em sua mente. —Daqui a pouco vou me tornar um garanhão insaciável como você, Trovão. — o Duque mantinha um monólogo incoerente com seu cavalo. — Diabos! Era só que me faltava.

As imagens tentadoras faziam outra vez seu membro pulsar, afinal, ele ainda estava longe de se dar por satisfeito. Sua maior vontade era voltar e finalmente se satisfazer dentro da pequena mulher, só assim ele se sentiria saciado.

Pensamentos controversos duelavam na consciência do Duque. Ele estava com medo de descobrir qual lado sairia vencedor.

— Iá! Iá! — a voz gutural e cheia de desejo do nobre rugia e assanhava o animal sob ele a ir mais depressa, alvoraçando os animais pequenos, sacudindo os galhos e logo levantando poeira na estrada em direção a Casa Black.

Ao chegar a sua propriedade Jacob desceu pouco firme do cavalo — já perto do estábulo — e jogou as rédeas nas mãos de Richard.

— O senhor está bem, Vossa Graça? — indagou o criado que estranhava o jeito esbaforido, cansado e desarrumado do grande Duque.

Jacob tinha a camisa branca para fora da calça e um pouco amarrotada, seu lenço quase desfeito, sua casaca estava fora do lugar, e seus cabelos desalinhados por causa da corrida desenfreada. Os lábios ainda avermelhados assim como as bochechas, os olhos negros e toda a face contraída.

O Duque havia saído da presença de Renesmee com tanta tempestade que nem se ajeitou, apenas focou uma saída para se livrar de seus demônios. Embora ainda pensasse na ruivinha e sentisse o corpo sensível às imagens dela no riacho, ele se aprumou e disse arrogante para Richard:

— Ele precisa de alimento e água, além de um banho. — indicou o cavalo e levou uma das mãos aos cabelos, jogando-os para trás, ostentando sua imagem de homem poderoso e foi adentrando a passos firmes na mansão.

Após ordenar a seu valete que preparasse seu banho, Jacob relaxou na banheira de água morna e sândalo. Ele perdeu o tempo ali, deixando o corpo completamente emergido na confortável água. O Duque chegou a cochilar, mas a imagem da pequena mulher nua, descontraída sob o sol fez todo o seu corpo ficar em alerta outra vez.

— Eu estou ficando louco! Maldição! — Jacob suspirou saindo por fim de seu banho e enrolando-se na toalha felpuda deixada por seu solicito valete.

Ele mesmo se vestiu e se aprontou, usava apenas uma camisa de linho e calça, estava em casa, não tinha o porquê de muitas roupas, além disso, ele nunca gostou de todas essas formalidades.

Ao sair, ele contemplou a porta do quarto do motivo de seus desejos. Jacob grunhiu baixo e desceu ao salão principal chamando a governanta de forma alta e exigente.

— SENHORITA WINSLET? — A voz do nobre ecoou por todo o patamar e logo a senhorita apareceu em sua frente.

— Sim, Vossa Graça. Algum problema?

— Diga a senhorita Renesmee que a espero em meu gabinete. Imediatamente! — assinalou o duque e rumou para seu escritório.

Jacob jogou-se na poltrona de couro, sentia-se cansado, mesmo estando limpo e perfumado sua mente ainda trabalhava a todo o vapor. Logo ele fitou fixamente a pintura de seu pai.

— Sinto muito, meu pai. Eu juro que realmente sinto muito. Não foi de propósito, eu não tive a intenção, eu... — Jacob resfolegou e foi até a bandeja de bebidas para se servir de uma dose dupla de uísque. — Eu prometo me controlar, prometo! Não mais a olharei daquele jeito, meu pai. Eu prometo, não vou mais ceder aos meus instintos primitivos. Ela é sua pupila, ela é filha de Katherine, é uma criança, eu prometo que não farei mais. — o nobre assegurou e virou outra dose dupla do destilado em sua boca antes que uma batida suave soasse na porta pesada.

Ele olhou para a entrada do cômodo.

— Entre! – respondeu com a voz grave e breve.

Do outro lado da porta a jovem ruiva estremeceu pelo tom.

Sozinha no corredor, a menina já respirava acelerado. Uma vez que Elizabeth lhe informou que o Duque estava aparentemente irritado e solicitando urgentemente sua presença. Renesmee sabia que estava em problemas, chegou tarde para tocar o piano e o nobre já não se encontrava a sua espera. Ela já suspeitava que cedo ou tarde ele fosse chamá-la. Todavia, naquele momento ela respirava fundo, de olhos cerrados ela pedia proteção a sua mãe, rogava para que Jacob nada demais dissesse ou fizesse a ela.

Confiando fielmente na proteção de sua mãe, Renesmee adentrou o escritório com cautela e puxou o ar profundamente uma última vez, antes de se pronunciar.

— Mandou chamar-me, Vossa Graça? — a voz melodiosa e receosa da menina encheu os ouvidos do homem que olhava a macieira através da janela aberta.

Ele virou-se para ela lentamente.

— Feche a porta. — ordenou antes de caminhar alguns passos em direção a ela.

A menina lhe obedeceu e em seguida o flagrou olhando-a daquele jeito peculiar novamente. Jacob engoliu a seco a saliva.

Renesmee usava um vestido vespertino lilás, poucos babados na borda e na manga. O decote não era absurdo, mas mostrava uma fração dos seios crescentes, o suficiente para Jacob tragar a saliva com o resquício do álcool mais uma vez.

Forçando sua visão a sair dali, Jacob fitou os olhos azuis — agora curiosos —, ele não soube o que era pior, pois até os olhos inocentes dela eram atraentes, mostrava uma jovialidade, pureza inigualável que comovia o Duque, mesmo ele sem perceber a magnitude na qual aquela clareza no olhar inocente causava nele.

— Onde esteve por toda à tarde? — Jacob perguntou cruzando os braços, mantendo sua pose imponente, fitando-a de cima como típico nobre que era.

Ele fingia – impressionantemente bem— um desconhecimento que não tinha. Ele sabia exatamente por onde que a menina esteve toda tarde, mas não poderia confessar nem sobre tortura. O teatro era necessário.

— Perdoe-me o atraso, Vossa Graça. — a menina temerosa respondeu com voz tremula.

— Perguntei onde esteve; senhorita Renesmee. – o Duque repetiu de forma mais alta e grave, trazendo o olhar assustado da menina para ele. – Esperei na sala por você a tarde toda. Nem eu ou até mesmo algum criado sabia por onde a senhorita andava. Isso é inadmissível!

Jacob avançou mais dois passos e ficou mais próximo, o suficiente para perceber as bochechas rubras dela e seu respirar nervoso. Da mesma forma Renesmee podia sentir o cheiro de sândalo vindo do corpo do homem à frente, notava agora a sua grandeza melhor, uma vez que Jacob apenas vestia a camisa branca que denotava muito mais seu corpo robusto que a casaca.

Renesmee por uns segundos perdeu a visão naquele peitoral extenso, ainda distraída no aroma másculo e inebriante. Por fim ela fitou os olhos estreitos e brilhantes, ela imaginou ser de ira, contudo estava extremamente enganada.

Jacob focava com sua visão apurada cada porção de pele exposta da ruiva, cada mínimo movimento que ela fazia com as mãos delicadas sobre o vestido. Seguia o movimento dos cachos sobre a musselina sempre que ela inalava o ar, pois as mechas acobreadas acompanhavam o subir e descer de seu peito.

— Vossa Graça, eu fui caminhar. — respondeu, umedeceu os lábios com a língua e emendou — Cavalgar com Estrela, na verdade. — corrigiu-se. — Perdoe-me. — ela pediu outra vez e desceu o olhar para os babados de seu vestido — Perdi a hora, sei que errei, perdoa-me. — ela murmurou bastante temerosa.

Jacob por outro lado, voltou para trás sem virar-se e apoiou os quadris na borda da mesa. Ele sequer ouviu as palavras da menina. Ficou a todo tempo reparando em como os lábios naturalmente vermelhos encostavam-se e moviam-se com sutileza, na voz delicada que saía por eles, o envolvendo em uma áurea totalmente sexual. Uma coisa que a ruiva nem tinha noção.

Ainda com o olhar baixo, Renesmee reparou as longas e grossas pernas do homem sobre a calça escura — Jacob as tinha esticado e cruzado os tornozelos em frente à menina—, ela mordeu levemente os lábios, aquilo a agradou de certa forma. Um formigamento apareceu em seu estômago e ela não se conteve em subir a vista para o corpo que ainda mantinha os braços cruzados sob o peito.

— Você sabe muito bem que eu não tolero atrasos. Já disse isso. Além do fato de que não a quero saindo da propriedade sozinha... — O duque dizia arrogante, mas Renesmee havia se perdido na parte "não tolero".

Os lábios carnudos lhe chamaram atenção enquanto se movimentavam, era a primeira vez que Renesmee os reparava com detalhe. Perdeu-se na conversa quando seus desenhos vieram à mente e ela percebeu que deveria editá-los.

— Ouviu-me? — Jacob indagou desconfiado, a menina parecia estar mentalmente longe.

— Perdão Senhor, acho que não entendi. — ela murmurou encabulada e com as bochechas queimando. Sua voz era tão baixa que Jacob precisou inclinar-se para ouvi-la melhor.

— Está de castigo até que eu decida suspendê-lo. Sem cavalgar, tocar, comer à mesa... Fará todas as suas atividades básicas em seus aposentos. Não quero vê-la! Não, quando não honra os seus compromissos para comigo. — repetiu o Duque e então a menina o encarou assombrada.

Jacob se empertigou, uma mexa grossa de seu cabelo úmido caiu sobre a testa, atraindo atenção da menina que ainda estava inebriada pelo cheiro do recente banho.

— Entendeu-me, senhorita Wood? — a voz do nobre estava mais branda agora, os olhos entristecidos da menina o comoveram instantaneamente.

Renesmee com seus olhos arregalados assentiu, engoliu em seco logo depois. Sua respiração ainda mais acelerada. Ficar sem Estrela? Sem tocar? Pensava a menina. Ela amava tocar piano.

— Desobedeceu-me rudemente, Senhorita. Espero que aprenda com essa lição, e que isso nunca mais se repita. — Jacob continuou a declarar com sua pose e voz de nobre arrogante.

Renesmee ficava nervosa a cada palavra. Ela apertava com força uma porção lateral de seu vestido, não queria mais encarar aquele homem, além do medo, um calor que lhe era estranho subia por todo o corpo.

— Compreendo, Vossa Graça. Perdoe-me mais uma vez. — disse ela e em seguida ergueu apenas os olhos azuis e cinzentos tornando dessa vez a respiração do Duque difícil.

Ela estava muito linda e sensual daquele jeito, o fitando de baixo, com o peito subindo e descendo, dando total visão para o homem cheio de desejos. Sem falar nos lábios corados e cheios que a todo segundo competia com os seios à atenção do Duque.

— Já que estamos entendidos, pode se retirar. — disse o homem sem fitá-la indo abrir a porta.

Quando a menina passou por ele, o homem fechou os olhos e refreou o ímpeto de jogá-la contra a parede e finalmente se liberar e aplacar o desejo insano que sentia por ela.

— Inferno! – murmurou para si próprio assim que fechou a porta e se viu só no escritório. – Essa diabinha ainda vai me levar direto para o inferno. Olha com ela me deixou!

Jacob falava sozinho enquanto andava de um lado a outro do gabinete, na mão direita o copo com o líquido destilado era seu companheiro. Seu corpo estava queimando de desejo, seu membro rijo já se encontrava apertado na calça, sem contar a respiração que estava ofegante. Ele estava enlouquecendo.

O Duque era um homem de sangue quente, sempre foi muito viril e de amplo apetite sexual, mas desde que havia chegado às terras de Kent — há algumas semanas – encontrava-se sem copular. Talvez não fosse desejo especificamente por Renesmee, mas sim falta de se enterrar com força em um corpo feminino qualquer. Ele pensou com um lapso de esperança brotando em sua torturada consciência.

Precisava sair... Precisava ficar longe... Precisava copular... Caso contrário, iria invadir um especifico quarto da mansão e saciar seu mais latente desejo carnal.

Seu pai nunca permitiu a instalação de um prostíbulo em seu vilarejo, William presava o ambiente familiar, mas sempre tinha alguma mulher de vida fácil em alguma taverna local. Jacob foi um jovem que cresceu ali, sabia disso.

Era isso que ele precisa, ou caso permanecesse ali com seu desejo só crescendo, iria deflorar a pura menina ruiva. Isso era inadmissível, inconcebível e inaceitável para sua consciência.

Foi tocando a sineta e comunicando ao mordomo que mandasse preparar o seu cavalo que o Duque deixou a Casa Black às pressas. Ele estava em chamas!

— O senhor não acha mais prudente levar um casaco, Vossa Graça? — Oliver indagou cauteloso e bastante prestativo já com um casaco na mão, ele seguia o patrão até a estrebaria. — Já está escurecendo, os ventos tem sido vigorosos à noite. — justificou e prontamente vestiu Jacob com a peça.

O Duque sem querer perder tempo não questionou o mordomo, apenas subiu em Trovão e passou a correr em direção ao norte. Jacob sabia que no coração do vilarejo havia uma movimentada taverna em que as duas funcionárias — em troca de algumas libras — faziam muito mais que servir as mesas.

~*~

O céu estava em degradê de azul, lilás e rosa, Jacob cavalgava rapidamente sem perceber a beleza do crepúsculo. Com uma mão ele segurava as rédeas do animal, o incitando a ser veloz, e com a outra ele apertava o seu membro já pulsante de desejo, seu corpo se encontrava por inteiro em alerta.

Após alguns minutos cavalgando, o Duque sentiu uma brisa mais fria golpear seu rosto — que estava quente assim como todo o seu corpo —. Ele se aproximava de um pequeno rio que cortava a trilha, era costume entre os camponeses que moravam na redondeza pegar água ali. Jacob estava imerso em suas lembranças maliciosas quando uma silhueta delicada à margem do rio lhe chamou a atenção, o fazendo reduzir a velocidade até parar.

O rio não era nem de longe tão bonito quanto o riacho da tarde, mas a visão da mulher miúda com as saias amarradas no joelho, as mangas do vestido barato caídas — mostrando seus alvos e delicados ombros —, seus cabelos castanhos um pouco desarrumados — ora ou outra ela os retirava da face — enquanto ela pegava água com um balde serviu para aflorar mais ainda a excitação do nobre.

Sem tirar os olhos cintilantes da jovem camponesa Jacob desceu do cavalo tentando não fazer barulho. A mulher logo se virou assustada, levou um segundo para reconhecer o homem robusto e assustador que se aproximava.

— Vossa Graça, quanto tempo! — a mulher sorriu simpática para ele.

Jacob por sua vez deu um sorriso maroto o qual a mulher já conhecia. Pela retribuição que recebeu do gesto malicioso, o Duque deduziu que conhecia a mulher de forma íntima, mesmo ele não se recordando dela.

— Olá, senhorita! Não deveria andar sozinha a essa hora, em poucos minutos a noite se consolidará. É perigoso. — O Duque pronunciava cadenciadamente, observando os ombros nus, o colo bastante exposto e ainda os olhos tão cinzentos quanto à água, os lábios em forma de botão de rosa que tanto o lembraram de Renesmee.

— Vim apenas pegar um pouco de água, já estou voltando para minha cabana.

Jacob estreitou ainda mais seus olhos e enfatizou seu sorriso maldoso, o que fez a jovem guardar o sorriso e engolir em seco.

Margareth era uma jovem que tinha nascido e crescido no vilarejo de Kent, conhecia Jacob desde a época que desabrochou para as formas adultas de mulher. Ela havia se deitado com o novo Duque algumas vezes na época em que iniciou a vida sexual e ele ainda não era casado. Margareth lembrava-se muito bem como ele era fogoso e famoso por satisfazer tão bem suas amantes, no entanto ela não pretendia deixar-se levar pelos atributos físicos e charme do Duque outra vez.

— Mesmo assim continuo achando muito perigoso. — a voz de Jacob soou como um alerta que gritava "PERIGO".

Mas já era tarde. Os olhos arregalados e amedrontados de Margareth faziam alusão aos da ruiva que morava em sua casa, aquilo foi o estopim para Jacob.

Imediatamente ele agarrou com força a fina cintura da moça e literalmente a jogou no lombo do animal negro. Logo a jovem começou a gritar apavorada, porém seria difícil ter alguém andando naquele trecho àquela hora para salva-la.

Jacob seguiu por dentro da relva à beira do rio, logo estava cavalgando em sentido aos arbustos e as árvores de um campo ainda mais deserto.

— VOSSA GRAÇA! PARE! SOU EU, MARGARETH. – a mulher se identificou, contudo Jacob apenas juntou suas sobrancelhas por um segundo enquanto seus olhos ficaram confusos. Ele não se lembrava dela, nem de seu nome e nem fez questão de lembrar, ele só queria se aliviar.

Seu corpo se mantinha quente, tenso e desesperado. Tudo o que Jacob conseguia enxergar eram os cabelos ruivos molhados ou em cachos sobre o peito acelerado, as bochechas coradas, os lábios em forma de botões de rosa e toda a cena que presenciou mais cedo no riacho e em seu gabinete. As imagens iam se intercalando em sua mente, deixando-o cada vez mais louco para se enterrar em uma mulher.

Talvez tudo aquilo fosse efeito acentuado pela necessidade física latente e a alta dosagem de uísque que havia enjerido, mas talvez fosse algo muito mais grandioso. O Duque não tinha condições de tentar entender os próprios sentimentos naquele momento.

Margareth, por outro lado, estava apavorada. Não que Jacob fosse repulsivo e violento, longe disso, mas ela não estava preparada para tudo aquilo, sobretudo porque o Duque parecia alucinado e fora de si.

Jacob parou abruptamente o cavalo e desceu de cima dele. Da mesma maneira que ele subiu a camponesa no lombo do animal – sem qualquer delicadeza — ele a desceu, logo a encostando fortemente contra uma árvore e mantendo ambos na escuridão da sombra de seus galhos e folhas.

— Como eu a quero! Quero muito, minha doce menina. — Jacob repetia enquanto beijava intensamente o pescoço de Margareth à medida que suas mãos moldavam na fina cintura e iam subindo para os seios cheios.

— Vossa Graça. — Margareth o chamou com a fala arrastada, era uma mistura de gemido e protesto.

O nobre estava com um cheiro naturalmente másculo, um calor excitante, sua voz — mesmo murmurando coisas desconexas — fazia a camponesa amolecer as pernas e notar que seu corpo cedia cada vez mais às investidas do homem.

Quando Jacob a beijou não perdeu tempo, sua língua invadiu ávida a boca da mulher e ele foi deliciosamente correspondido, tornando o beijo mais excitante. O Duque beijava-a com luxúria e gemia juntamente a ela pelo ato fogoso. Ainda com os lábios encaixados e se reconhecendo, ele retirou de vez as mangas do vestido de Margareth levando junto às alças da combinação.

— Por favor, Vossa Graça. — ela gemia mais que protestava, tentando pela última vez não ceder.

Mas Jacob era bom na arte da sedução. Suas mãos eram quentes assim como seus lábios que agora devoravam a jovem. Ele arrastou as duas palmas para o rosto dela, separando-se apenas um milímetro para fitar bem os olhos claros e brilhantes.

— Ah Renesmee! – ele gemeu esfregando sua ereção na barriga da camponesa.

Margareth estava totalmente entregue nos braços do Duque, ela mal compreendeu que ele chamava por outro nome que não o dela, todavia ela não pensou muito naquilo, ela perdeu-se quando o homem abocanhou um dos seus seios na medida certa, arrancando-lhe mais gemidos sôfregos. Ela não se lembrava como ele era excitante aquele ponto.

Jacob com suas aflitas mãos a enredou com seus braços e deitou-a sobre a grama úmida. Margareth desistiu de resistir, na verdade, já estava louca para sentir toda a potência do nobre lhe alargando. As saias da camponesa já estavam erguidas até o quadril, Jacob acariciava com ardor ambas as pernas delicadas e alvas, o corpete totalmente suspenso — ela nem o sentiu livrar-se daquela peça—, o peso do grande homem em cima dela a fazia respirar ao arquejo.

Ela era beijada impetuosamente, seus lábios estavam sendo nervosamente capturados e seu corpo era continuamente e deliciosamente sovado pelas mãos habilidosas do Duque. Nesse momento Margareth se deu conta que não deveria mais resistir à maravilhosa experiência, suas mãos miúdas já buscavam apalpar os músculos do homem que a atacava.

— Oh minha menina! – Jacob grunhiu rouco mordendo o lábio inferior da jovem. — Quero-a, agora! – ele murmurou rouco e sensual, beijando-lhe na orelha, logo descendo os lábios novamente pelo rosto e terminando na boca rosada. — Você me quer também, eu sei. — gemeu abrindo as pernas dela sem qualquer esforço, se colocando no centro e acarinhando as pernas alvas. — És linda e está me deixando louco, diabinha. — ele finalmente tocou no centro da jovem, que arqueou as costas aproveitando as sensações maravilhosas.

O Duque ergueu-se de repente para retirar o casaco e a camisa, expondo assim o peitoral largo e a pele morena que estava coberta com uma fina camada de suor. Margareth sorriu ao contemplar tal beleza.

~*~

A lua fulgurante e cheia era testemunha dos amantes sobre a grama. A noite finalmente se fez presente. Margareth havia desistido de tentar entender o Duque que há minutos gemia alto e arremetia em seu interior com vigor e rapidez.

— Nunca mais me desobedeça! — Jacob rugia enquanto seu quadril se erguia e voltava ao lugar, enterrando o seu membro no corpo miúdo da mulher embaixo dele. — NUNCA MAIS!

Os dois corpos estavam suados e próximos de um ápice vertiginoso, os movimentos eram cada vez mais frenéticos.

— Aquele miserável não pode nem sonhar em fazer isso para você. — falou o homem enquanto se afundava ainda mais na camponesa, deixando-a tremula, com respiração ao arquejo e gemendo loucamente — SÓ EU POSSO DAR ISSO A VOCÊ! NUNCA AQUELE MOLEQUE! — Jacob mantinha os olhos fechados e não tinha controle em sua força, ele estava louco e próximo de seu orgasmo.

Quando às vezes Jacob abria seus olhos, os cabelos castanhos sobre a grama se tornavam ruivos, os traços eram mais inocentes e graciosos, os gemidos mais melodiosos.

— Renesmee!

Jacob gritou pelo nome de sua pupila assim que chegou ao seu ápice —minutos depois que a camponesa teve seu próprio orgasmo —, foi por muito pouco que o Duque conseguiu se retirar de dentro da jovem antes de se derramar de prazer. O homem só enxergava a ruivinha que nublou seus pensamentos o dia inteiro.

Agora ele respirava irregular, as pálpebras permaneciam fechadas e o seu peso todo desabado sobre o corpo delicado da jovem, porém estava sem forças para levantar-se.

Em pouco tempo, Jacob colocou a cabeça no lugar e reparou que a mulher sob ele não era Renesmee, nem ao menos era ruiva! Mas era bela e parecia satisfeita, portanto, ele ergueu-se, se vestiu e ajudou a jovem a levantar-se.

Ele a esperou se vestir em silêncio e depois a questionou:

— Mora longe daqui?

— Não, Vossa Graça. É logo depois do rio. — Margareth respondeu baixo, só agora começou a aperceber o frio que fazia.

Jacob ponderou consigo mesmo um pouco, mas logo colocou a jovem sobre Trovão e a levou até a cabana simples que morava.

O Duque se sentia estranhamente vazio e incompleto, longe de se dá por satisfeito e saciado. Ele não sabia mais o que poderia fazer para tirar Renesmee da cabeça. Jacob estava a ponto de perder totalmente a sanidade. Ele precisava fazer algo, porém ainda não sabia o que.

~*~

A folha em branco ganhava traços precisos a cada minuto, linhas começavam a se juntar dando formas a um rosto marcante. Renesmee se mantinha concentrada conforme deixava a mão direita fluir o que sua mente gritava.

O duque! Era somente naquele homem enigmático que ela pensava.

Por mais que o olhar penetrante e misterioso a assustasse, algo muito além de seu limitado entendimento a conectava a ele. Era algo invisível, mas a cada dia que passava se tornava mais forte.

A concentração que a menina mantinha era admirável, a imagem vívida em suas lembranças era facilmente transmitida para o papel. Parecia que Jacob estava bem diante de seus olhos, posando para ela.

Estava caprichando mais nos detalhes dos olhos penetrantes e dos lábios bem delineados e grossos. Agora ela sabia exatamente como eles eram de verdade, tinha observado bem todos os mínimos detalhes.

— Perfeito! — Renesmee suspirou encantada com o desenho que tinha acabado de fazer do jovem Duque.

A cópia era realmente fiel ao homem, era mais um dos retratos que ela fazia do rosto másculo do nobre. Ela admirava atentamente sua obra, estava fascinada com seu próprio desenho. Havia se passado dois dias que estava de castigo e não saía do seu próprio aposento para nada, até as refeições eram servidas ali mesmo. Então não restava mais nada a fazer se não ler seus livros recomendados pela preceptora e desenhar o belo rosto.

Renesmee não entendia o porquê de sentir falta da recente rotina novamente estabelecida — as refeições compartilhadas —, porém a pintura aplacava a sua sensação de vazio. Admirá-lo em um retrato já era imensamente gratificante.

De repente três batidas vigorosas foram proferidas na porta de madeira maciça e ecoou por todo amplo ambiente, a ruiva pulou na cadeira devido ao susto.

Antes que Renesmee desse o consentimento para quem batera à porta adentrasse, ela dobrou correndo o desenho e o guardou na gaveta da escrevinha junto com os outros retratos antes desenhados. Passou a chave para assegurar-se de que seu segredo permanecesse protegido.

— Entre! — disse com a voz tranquila e suave.

— Senhorita Wood. — o valete do Duque permaneceu parado na entrada do quarto da menina enquanto falava formalmente. — Vossa Graça me encarregou de comunicar a Senhorita que já poderá sair de seus aposentes e fazer as refeições à mesa.

O criado não ficou para ver a reação da menina, sua tarefa era comunicar a liberação da jovem de seu castigo, apenas. Sem nem olhar para trás ele deixou o aposento e fechou a porta atrás de si.

Renesmee estava surpresa, mas imensamente feliz. Correu até a imensa vidraça da janela de seu quarto — que dava vista para o lindo jardim — e sorriu esplendidamente ao contemplar o belo dia que fazia do lado de fora da fortaleza de pedra.

Era meio da manhã, já havia passado da hora que era tradicionalmente servido o desjejum, ela mesma já tinha degustado do saboroso café da manhã em seu aposento. Então sabia que só precisaria estar pontualmente à mesa para o almoço.

Renesmee deixou o quarto apressadamente, queria correr pelo campo montada em Estrela, estava com saudades da linda e dócil égua.

Uma vez que seus pés — mesmo calçados em uma sapatilha sem salto — tocaram o gramado verdinho, o cheiro de terra invadiu suas narinas e a brisa morna acariciou sua face. Renesmee sorriu de olhos fechados. Era uma menina do campo, amava tudo ali. Kent era seu lar, era tudo que conhecia. E o amava, sem duvidas o amava.

O curto caminho até o estábulo da propriedade foi feito de forma ligeira, a ruiva só não correu porque era uma dama, e uma dama jamais corria! Isso era o que sua preceptora sempre lhe dizia.

— Bom dia! — cumprimentou educadamente os cavalariços que trabalhavam ali.

— Bom dia, senhorita Wood! — devolveram em uníssono.

— Joe, você cuidou bem da minha garota? Não pude vir vê-la por dois longos dias. — suspirou ao lembrar-se dos dias torturantes sem sua égua branca.

— Perdoe-me, senhorita Wood, mas pedi dispensa do trabalho por dois dias. Somente voltei a trabalhar essa manhã. — justificou-se. — Recebi um recado que minha irmã mais velha iria ganhar bebê e precisavam que eu fosse buscar a parteira no vilarejo vizinho. Mas eu creio que Richard não deixou nada faltar a Estrela, ela parece estar bem sadia. — completou o rapaz.

— Então foi por isso que você saiu apressado e sorridente naquele dia? — Richard perguntou risonho se aproximando mais dos dois jovens. — Parabéns!

— Menino ou Menina? — Renesmee indagou sorridente, adorava bebês.

Joe tinha o coração acelerado ao olhar a ruiva, ela sempre mexeria com os seus sentimentos. Renesmee era o primeiro amor do jovem rapaz. Não que ele fosse inocente, pois não era. Já tinha se deitado com algumas criadas que moravam no vilarejo, porém foi a garota de olhar triste que cativou a sua estima. Entretanto, agora sabia que ela era inalcançável para ele, não era burro ao ponto de desafiar a ira de um Duque.

O sentimento por Renesmee era grande, por outro lado o amor por sua família era maior.

— Um menino forte e saudável! — ditou orgulho.

— Parabéns a sua irmã e a toda sua família pelo bebê. — Renesmee estendeu a mão na direção do rapaz no intuito de cumprimentá-lo. Joe prontamente aceitou. — Vida longa e plena ao menino. — sorriu encantadoramente.

Joe olhava fascinando para o sorriso que iluminava até a alma da garota sempre tão fechada.

— O que está acontecido aqui? — a voz grave e furiosa do Duque soou atrás de Renesmee, que se empertigou na mesma hora.

Joe empalideceu imediatamente, suas pernas ficaram bambas. Já a ruiva sentiu um frio percorrer sua espinha, o coração acelerou e o corpo ficou mais rígido que rocha.

Renesmee ousou olhar na direção que vinha a voz firme, ela ainda mantinha as mãos apertadas a do criado em cumprimento.

— Fiz uma pergunta. — Jacob bradou enfurecido pela falta de resposta imediata.

— Vim pegar Estrela para dar uma volta pela propriedade. — a voz da menina era quase um sussurro.

Joe havia puxado a mão que estava atada a de Renesmee com sutileza. O Duque fitava-o com raiva queimando os olhos.

— Você tem ciência que me desobedeceu? — por mais que parecesse uma pergunta, Jacob fazia mesmo era uma afirmativa. — E você também, rapaz. — disse olhando diretamente nos olhos de Joe.

O cavalariço engoliu o bolo a seco com dificuldade, parecia que engolia espinhos.

— Em meu gabinete! — proferiu alto para a menina que encolheu sutilmente os ombros ao ouvir a ordem tão expressa. — Com você eu converso depois. — falou com desprezo para Joe.

Todos haviam parado seus afazeres assim que o nobre entrou no estábulo. Eles espiavam o ocorrido. Joe e Renesmee estavam congelados pela sensação de pavor. Cada um tinha os seus motivos para temer o grande Duque.

— Agora! — ordenou em voz alta ao deixar o estábulo com passadas largas e pesadas. Ele não olhou para trás, mas sabia que Renesmee o seguiria correndo.

E foi exatamente o que a ruivinha fez. Caminhou apressadamente atrás do Duque. Tinha medo pelo castigo que receberia dessa vez, nem tinha usufruído de sua recém-conquistada liberdade. A menina estava assustada.

O homem entrou no gabinete, escancarou a porta e a deixou passar.

Renesmee parou de frente para o retrato do antigo Duque e suspirou, ela apenas ouviu o grande som a suas costas quando Jacob bateu a porta com força.

— O que estava fazendo sozinha no estábulo? Eu já não dei ordens estritas para sempre ir acompanhada de uma criada? — perguntou a voz grave e zangada do nobre.

— Fui — a menina coçou a garganta – Fui pegar Estrela para darmos um passeio. — ela explicou.

— E quantas vezes te disse que não a quero perto daquele moleque atrevido ou perto de qualquer outro criado? — Jacob inquiriu e fez uma pausa. Renesmee ergueu o olhar e abriu a boca para explicar o pequeno diálogo. — Não me interrompa. — ralhou o homem, ele a olhava repreensivo e duro. — Desobedeceu-me, outra vez! – ele crispou chegando mais perto da menina — Quer viver de castigo? Viver trancada naquele quarto? — sondou ele bem próximo aos ouvidos dela.

Renesmee percebeu um arrepio percorreu seu corpo quando a quentura do hálito de Jacob a tocou. Tinha medo, estava aborrecendo demais o novo Duque. Viver de castigo? Deus e Katherine que a livra-se disso! Ela mordeu os lábios para segurar um arfar de pavor.

— O que faço com você, senhorita Wood? O QUE FAÇO? — Jacob gritou e virou-se de costas para ela, parecia que iria explodir.

Suas grandes mãos estavam fechadas em punho, ele então as levou aos cabelos desarrumando-os, em seguida serviu-se de um brandy engolindo-o de uma só vez antes de continuar.

Renesmee nada dizia, estava totalmente em choque.

— O que eu disse sobre você se aproximar de algum criado? Não mandei ficar longe? Principalmente daquele abusado do Joe. Por que teima em me desobedecer desse jeito? — Jacob voltou a encará-la.

Ela respirava acelerado, seu medo estava estampado nos olhos arregalados. Seus cabelos estavam de um lado só, formando uma cascata sobre o seio esquerdo, Jacob desejou tirá-los do caminho para apreciar a vista, mas conteve-se e apenas se aproximou para intimidar a garota.

— Estou decepcionado com a senhorita. Muito decepcionado. Não deveria passar por cima das minhas ordens assim. — demarcou avançando em cima dela, que recuava sem desviar o olhar amedrontado sobre ele. Isso a fez ficar a centímetros da parede, bem ao lado de sua mesa com a bandeja de prata contendo suas taças e bebidas.

— Vossa Graça... — ela começou hesitante.

— NÃO MANDEI VOCÊ FALAR! — ele a cortou rudemente, levando a menina andar um pulinho de susto e maltratar outra vez os lábios.

Lábios... Estavam mais vermelhos que o normal. Jacob quis prová-los, apalpar a pele macia dos seios que subiam e desciam.

— Infernos! – ele blasfemou indo pegar mais uma dose dupla de sua bebida alcóolica.

Renesmee ficou observando o Duque, desconfiada, ele parecia reflexivo enquanto a fitava com aquele mesmo olhar enigmático que lhe causava ardor em todos os lugares. Seu coração trotava absurdamente, estava nervosa. Pegou uma porção de seu vestido amarelo nas mãos e os apertou com força assim como fazia com seus dentes em seus lábios.

Ela não podia chorar, não na frente dele. Era quase um estranho, ela pensou assombrada.

— Não quero você naquele maldito estábulo. Deixei bem claro isso. — Jacob prosseguiu com seu discurso azedo.

— Mas Vossa Graça...

— NÃO ME INTERROMPA! — o Duque exasperou outra vez e ficou a centímetros da ruiva — Você me deve respeito. Nessa família temos a maior estima por você, não devia se comportar assim. — ele abaixou a cabeça e a maneou negativamente, repousou as mãos no quadril e observou como as mãos aflitas da garota apertavam a saia do vestido.

Renesmee estava à beira do choro, seu rosto estava vermelho. Ela passou a maltratar os lábios continuamente com seus dentes, tentando prender as lágrimas. Ele vai me por para fora, vai me expulsar. Fui uma garota má. Eu mereço! Ela pensava angustiada.

Jacob, por um segundo, resolveu olhá-la. Os olhos estavam grandes, seus orbes eram águas marinhas cintilantes e úmidas de lágrimas contidas. Os lábios rubros estavam trêmulos, o peito subindo e descendo denotando a respiração custosa pelo nervosismo. O Duque fixou o olhar ali. Aquela imagem foi à gota d’água.

Ele terminou de colá-la na parede com as mãos em sua cintura. Foi naquele momento que Renesmee arfou pela surpresa e acreditou ser o seu fim, ele a agrediria. Ela tinha certeza.

Então ele a beijou! Rude e impiedosamente.

Ele podia sentir a carne delicada dos lábios da ruiva enquanto ela sentia uma sensação nova, a maciez e o ardor dos lábios do duque, mesmo que forte era um beijo de verdade. Saboroso... Intenso...

Renesmee estava presa entre o corpo do Duque e a parede, mesmo assim suas pernas enfraqueceram, era pressão demais. Um calor violento a invadiu, principalmente em lugares que nunca se ousava comentar sobre.

O duque a levava a seguir um movimento o qual a menina nem sabia como reagir, mas seus lábios também sorviam da boca desenhada e com um sabor levemente ácido e doce.

Jacob sabia que aquele era o primeiro beijo da menina, contudo, ainda estava possesso, ciumento e muito excitado. Subiu suas mãos em um aperto forte até os pequenos seios sentindo a maciez através do tecido fino. Sentiu-se ainda mais em chamas, principalmente quando a garota deixou escapar um gemido apreciando a nova sensação.

Renesmee suava, tremia... Suas mãos sutilmente seguraram o casaco do Duque, pois ela tinha medo de cair. Já Jacob precisava sorver mais da pequena mulher em seus braços. Sua língua exigente delineou a boca da garota devagar, com habilidade. A ruivinha não teve outra alternativa a não ser abrir os lábios e prova mais algumas novas sensações, melhores até.

Ela não raciocinava. Aquilo a assustou. Correspondia ao homem de forma instintiva, era algo novo e avassalador. Ela sentiu a língua espessa e quente, habilidosa em explorar todo o seu interior. Renesmee sentiu-se tonta e segurou nos largos ombros do homem, no entanto nada fez, apenas aproveitou aquele sabor novo e inebriante. Era muito melhor do que qualquer alimento que havia posto na boca.

Gostoso, viciante, singular e muito quente!

Jacob cego de desejo deixou uma das mãos apalpar sem cautela as nádegas da menina, que gemeu em meio ao beijo. Continuando sua tarefa de saciar seu desejo insano, o homem brincou com a língua na boca da menina, afim de incitá-la a fazer o mesmo, mas Renesmee só sabia o roçar dos lábios, coisa que havia acabo de aprender, imitando o Duque.

Renesmee não tinha a mínima noção do que fazia, mas gostava de todas as sensações sentidas até agora. Seria mesmo aquilo um castigo? Ela pensava. Pois era prazeroso demais. Seus pés e mãos formigavam, ela queria apertar o homem também, mas ainda possuía insegurança. Ela notou algo cutucar sua barriga. Era quente e rígido. Mesmo assustada Renesmee permaneceu imóvel.

— Ah Renesmee... — Jacob gemeu com voz aveludada, arrastando seus lábios pela face quente da menina.

A ruiva abriu os olhos, confusa e ansiosa. Nunca tinha ouvido aquele tom, nem de Jacob e nem de ninguém. Mas seu corpo reagiu violentamente aquilo. Inclusive os lugares proibidos pulsaram. Ela remexeu as pernas pelo desconforto e o Duque sorriu em seu ouvido.

Jacob tinha experiência de sobra para saber que surpreendentemente Renesmee lhe correspondia. Ele deixaria para refletir sobre aquilo mais tarde, naquele momento ele aproveitou para excitá-la mais, beijando-lhe e mordendo o pescoço enquanto suas mãos faziam o trabalho de conhecer o miúdo e sensual corpo.

Renesmee ficava a cada beijo mais mole.

No ápice de sua loucura, com a respiração já falha, Jacob enlaçou as pernas da menina em seu quadril e a sustentou com uma mão, já com a outra ele derrubou todos os elementos sobre a mesinha — ignorando o barulho e a perda das bebidas — e depositou a menina ali.

Sem pestanejar o homem a beijou outra vez, com fome e pressa. Suas mãos levantaram as saias de Renesmee no lado direito, a menina tremeu com aquilo, sentia-se em chamas. E Jacob sabia o que ela sentia, um sorriso maroto estava permanente em seus lábios.

Ele desceu a vista para contemplar a pele do joelho para baixo e então vislumbrou suas enormes mãos passarem ali lentamente. Só aquilo lhe excitou, ele gemeu. Precisava tomá-la. Urgentemente.

Jacob ergueu a cabeça a fim de beijá-la novamente, mas a sua visão periférica o traiu, atraindo-o para o quadro de seu pai na parede lateral. Parecia que William lhe devolvia o olhar, parecia que ele o repreendia.

— Maldição!

Jacob afastou-se abruptamente da menina.

Renesmee enrugou a testa. O que havia feito?

— Renesmee, saía! — Jacob falou, ainda com a voz rouca, bagunçando os cabelos com a força de suas mãos. – Saía, por favor. — ele repetiu taxativo para a menina confusa e assustada.

Ela ainda respirava com dificuldade. Os lábios estavam inchados, a face ainda mais vermelha, os cabelos desgrenhados e roupa amassada. Porém não protelou mais em sair dali. Suas pernas fraquejaram quando seus pés tocaram o chão ao descer da mesa, mas ela conseguiu evitar a queda segurando-se na superfície de madeira. Assim que conseguiu se mover ela correu em direção à saída. Estava muito perturbada.

— O que houve criança? — uma das criadas perguntou quando viu a menina passar de cabeça baixa correndo pelo corredor, mas Renesmee não parou para responder, ela iria direto para seu quarto se trancar. Precisava pensar e entender o que tinha acontecido dentro do gabinete do Duque.

Dentro do escritório Jacob dava voltas ruidosas sempre fitando o retrato de seu pai quando passava por ele. Por fim ele parou de vez em frente à pintura, com as mãos no quadril e uma expressão derrotada, então suspirou.

— Sinto muito, meu pai, mas não posso cumprir com minha promessa de não tocá-la. — Jacob deliberou encarando os olhos da pintura com firmeza.

Notas finais
O QUE FOI ISSO MINHA GENTE? O Duque não resistiu a novinha e atacou sem nenhum pouco de dó! U.U ADOOOOOORO! E agora minha gente? Ele já deixou claro que não vai conseguir manter a promessa de não tocá-la. Acho que dias mais quentes irá predominar e Kent!!! hahahahhahah Suposições? Especulações???? Alguém arrisca palpites para o que vai acontecer??? Meninas vocês já sabem o que fazer: Queremos 25 cometários ( mínimo) para ter uma nova postagem no próximo Fim de Semana. Caso venham mais recomendações, poderemos postar durante a semana. Ou seja, antes do FDS! Quem acha que merecemos uma recomendação esse é o momento! XoXo Jenny e Daaay!!!