Bloom

35 In Kent: Part III


Notas iniciais
Ola amadaaas. Nos perdoem a demora. Mas valerá a pena. O capitulo está uma delicinha. Gostei muito dele. Espero que apreciem Agradecemos os comentarios e dedicamos esse capitulo a Izza Black que nos recomendou. (obrigada flor) Agora ao capitulo. Apreciem sem moderação =)

A friagem atípica no fim daquela tarde de verão assolava Kent de forma impetuosa, os poucos raios solares que tremeluziam entre as árvores do jardim da Inglaterra não eram capazes de aquecer as frias ruas vazias e silenciosas do Condado.

A escuridão que se formou com o pôr do sol prematuro deu lugar a uma noite deslumbrante de lua cheia, que brilhava prateada no manto negro e estrelado. Aquilo era um doce convite para se recolher mais cedo para o aconchego de uma cama quente e confortável.

Foi naquela noite misteriosa em Kent que muitos casais de enamorados se resguardavam em suas intimidades.


~*~

No silêncio absoluto do longíquo corredor uma silhueta encapuzada cruzava o caminho de forma silenciosa, nas mãos levava apenas um pequeno lampião com apenas uma vela para indicar que seguia na direção correta. Havia treinado, fazendo aquele mesmo caminho naquela manhã e tarde. Tudo tinha que ocorrer de forma impecável, não poderia ter erros.

Soltou um suspiro de alívio quando se viu fora da luxuosa propriedade. Havia conseguido concluir a primeira parte do plano.

Absolutamente todos já haviam se recolhido para seus aposentos, o que a possibilitou sair sem ser notada. Agora era apenas caminhar alguns metros até o ponto de encontro.

Após andar por quase oitocentos metros na noite fria e silenciosa do campo, avistou o veículo negro parado a sua espera. Sem erguer o rosto do capuz negro que ocultava por completo a sua identidade, apenas deu a ordem para o cocheiro seguir até o local combinado.

A carruagem arrancou rápido, seguindo o caminho a toda velocidade pela rua barrenta em direção ao bosque, quebrando assim a calmaria da noite.

A mata ao redor era gélida, a passageira no interior do veículo se encolheu pela rajada fria que adentrou a carruagem através da fresta mínima da janela.

A mulher enrolou-se ainda mais em seu longo manto grosso de veludo negro. Ela não gostava de carruagens de aluguel, principalmente as disponíveis no campo, porém valeria a pena todo o sigilo.

Ela aproveitou a displicência da fresta e observou o bosque que era iluminado apenas pela estonteante lua cheia.

Após passar algum tempo dentro do veículo que seguia em plena velocidade, a dama deu um sorriso maroto ao ver um cavalo parado com o seu cavalheiro misterioso, também encapuzado por completo.

Seu corpo estremeceu só pelas lembranças.

Ao notar que a carruagem diminuía a velocidade, a dama bateu no vidro da pequenina janela de comunicação com o cocheiro.

— Pode parar aqui! — foi tudo que a mulher disse ao cocheiro assim que ele abriu a janela de comunicação.

O homenzinho parou os cavalos e foi até a porta da carruagem abrir para a senhora.

A mulher aceitou a mão do cocheiro e desceu sem erguer o rosto em momento algum. Pegou algumas valiosas moedas na pequena bolsa que trazia presa ao pulso e pôs na mão enrugada do senhor.

— Isso é tudo, já pode ir. — disse ao cocheiro.

O homem, já beirando a casa dos cinquenta anos, olhou as moedas em sua mão e deduziu que era para obedecer sem contestar, afinal, o pagamento era bem maior do que a viagem valia.

Sem olhar para trás o experiente cocheiro ordenou que os cavalos voltassem a se mover na mesma velocidade de antes.

A mulher encapuzada ficou parada no mesmo lugar até não ouvir mais o trotar dos cavalos e nem enxergar o veículo na escuridão. Então ela sentiu mãos firmes e quentes laçarem firme a sua cintura ccinturao corpo do homem em seu corpo por trás. O capuz de sua cabeça foi retirado e um beijo quente em sua nuca fez todo o seu corpo ferver pelo desejo insano.

— Senti a sua falta, querida. — a voz macia e sedutora falou antes de virar a misteriosa dama para ele e a tomar em um beijo lascivo. — Vamos, preciso tê-la em meus braços o quanto antes, não aguento esperar nem mais um minuto para você me receber entre suas coxas e me acolher em seu interior! — sussurrou rouco após findar o devastador beijo. Ambos estavam ofegantes e excitados.

A dama estava atordoada demais pelo desejo para dizer algo. Apenas balançou a cabeça em concordância. Ela adorava as palavras escandalosas que ele usava, aquilo a excitava a níveis imensuráveis.

O homem montou no cavalo puro sangue inglês de forma irrepreensível, era um exímio cavaleiro. De forma hábil ele puxou a mulher para o alto e a sentou em seu colo. Mesmo com tantas camadas de tecido entre eles, ela podia sentir a prova do desejo latente dele.

Sem dizer mais nenhuma palavra o casal saiu cavalgando pela noite, mata à dentro.

Após alguns longos minutos — talvez vinte — cavalgando na noite fria, eles chegaram a um pequeno casebre no meio da mata.

O homem primeiro desmontou do cavalo para depois ajudar a dama a descer. Juntos caminharam alguns poucos metros, onde o cavaleiro amarrou o animal na pequena choupana própria para isso.

— Tem certeza que é seguro nos encontrarmos aqui? — o homem questionou assim que terminou de amarrar o cavalo.
Na choupana tinha um balde com água fresca e outro com maçãs e cenouras, para o animal.

— Em absoluto. — a mulher sorriu marota.— Hoje, mais cedo, mandei um criado de minha inteira confiança preparar tudo que iríamos precisar. Pensei até no animal, que com toda certeza estaria exausto pela viajem. — apontou para o puro sangue, que bebia satisfeito a água.

— Então acho que agora está na hora de cuidar das minhas necessidades. — o belo sorriso malicioso foi capaz de acender novamente a mulher.

Ela soltou um gritinho de excitação ao ter o corpo erguido do chão. O homem havia pego ela no colo e caminhava a passos determinados em direção a simples cabana.

Já no interior do casebre, eles perceberem que o criado havia feito um belo trabalho.

Apesar do fogo estar baixo, ainda estava acesso. Bastou alimentá-lo com lenha para a chama voltar a esquentar o pequeno lugar.

No centro da pequena mesa tinha uma cesta com pães, frutas e um bolo. Também tinha uma moringa, que provavelmente era água, e um caldeirão no fogo que cheirava a sidra.

Na cama de casal os lençóis eram branquíssimos e estavam bem organizados e convidativos.

De forma quase selvagem o homem avançou para cima da mulher após a breve observação no ambiente, já atacando os seus lábios e a despindo de suas roupas.

Eles caíram na cama já nus e sedentos por saciarem seus corpos.

Um grito agudo, em um misto de dor e prazer, deixou os lábios bem delineados da dama assim que o homem invadiu seu corpo de forma dura. Era assim que eles gostavam!



~*~

A alguns quilômetros do casebre na mata, havia uma casinha de saibro afastada das ruas principais do vilarejo. Era um cabana simplória, com apenas três pequenos cômodos no total, mas era tudo muito limpo e organizado.

Dentro do pequeno quarto apenas um castiçal era tudo que servia para iluminar o jovem casal de marido e mulher, que aproveitavam o silêncio da casa para se amarem naquela noite, uma vez que durante o dia sempre estavam ocupados com as tarefas da Casa Black.

— Eu te amo! — a jovem declarou apaixonada após chegarem a ápice do prazer.

Em troca recebeu um beijo termo nos lábios. Não era uma declaração velada, afinal o jovem rapaz não tinha certeza se já amava a esposa.

O casamento era recente e foi intempestivo, uma tentativa de curar um coração partido por um amor jamais correspondido. Ele não tinha certeza do que sentia, mas sabia que seu coração pulsava de forma carinhosa pela esposa. Talvez um dia conseguisse amá-la da mesma forma que um dia amou outra jovem dama.


~*~

Ainda no Condado de Kent, em uma confortável casa, o nobre aproveitava com ardor e satisfação os beijos e carinhos de sua linda e jovem amante. Ele amava estar com ela em seu colo, preenchendo-a sem tempo ou reservas... Era algo extraordinário!

Ela que no começo era tão inexperiente, havia se tornado uma exímia amante, sempre se entregando com ardor e paixão ao seus desejos.

Ela o amava! Ele podia ver nos olhos claros e brilhantes toda a paixão e amor contidos ali.

Na verdade ele sempre foi muito mais do que ela sonhou ter para si um dia. E mesmo sabendo que era errado toda aquela situação, ela não conseguiu lutar contra. Era algo inexplicável, arrebatador desde a primeira vez que se viram.

Como ela sempre foi uma jovem romântica e sonhadora, sempre acreditou que tinha encontrado a sua alma gêmea. Era a única explicação para o amor tão forte que sentia por ele.

O belo homem segurou os cabelos castanhos da jovem amante e a trouxe até estar colado em sua boca. Ela estava sentada sobre ele, aproveitando a sensação de tê-lo dentro dela.

— Eu te amo. — ele disse seguro, olhando em seus olhos verdes.

— Eu também amo você. — disse a jovem ofegante.

Eles tinham acabado de explodir de prazer na hora da declaração.

A verdade é que aquele amor proibido era realmente verdadeiro e recíproco!



~*~

Já dentro da Casa Black, em um dos luxuosos quartos da mansão, uma belíssima e macia cama de dossel abrigava um casal de nobres.

Eles brincavam com seus corpos e trocavam carícias após terem feito amor de forma prazerosa e satisfatória.

O cavalheiro fazia cachos em seus dedos com os cabelos umidos de suor de sua esposa, enquanto que ela acariciava o seu peito forte sob sua cabeça.

— Eu te amo, Querido. — a bela e jovem lady falou beijando o peito nu do marido.

— Eu te amo mais. — ele sorriu ao falar olhando dentro dos olhos claros.

— Não sei se estou de acordo com as suas palavras, Milorde. — declarou travessa a jovem apaixonada.

Em um movimento rápido ele inverteu as posições. Ela apenas gargalhou de forma genuína devido a surpresa pela reação do amado.

— Então terei que provar que sempre tenho razão em minhas declarações, Milady! — disse o nobre antes de tomar os lábios rosados da amada em um beijo apaixonado.

~*~

A noite fria e de lua cheia parecia ter inspirado vários outros casais de amantes, pois havia uma segunda misteriosa dama bastante aquecida e escandalosa sobre os fenos de uma cocheira.

Ela tinha um robusto e maduro cavalheiro nu sobre ela. Aquela dama, diferente da misteriosa mulher que fugiu na surdina da noite em uma coche de aluguel, não estava preocupada se alguém iria ouvi-la ou vê-la. Ela agarrava os cabelos medianos e negros de seu homem e gritava sem receio enquanto ele lhe preenchia de forma dura com seu membro entumecido.

E ela só sabia pedir por mais...

Há muito tempo não sabia o que era aquela deliciosa sensação. Talvez, nunca tenha realmente conhecido, porque agora tudo era diferente, intenso e arrebatador. Mas ela sabia que no fundo tudo era culpa somente dela mesma. Suas escolhas erradas e o seu coração duro eram os únicos culpados pela vida solitária e vazia. Mas agora ela se regozijava com a sensação de perigo e proibido.

— Aaaaaaah! — foi tudo que ela teve forças para gritar após chegar ao ápice do prazer e vê o homem se retirar de seu interior em desespero, já liberando o líquido quente e viscoso em seu ventre alvo e plano.

— Maravilhosa, como sempre. — a voz rústica fez seus pêlos claros se eriçarem. Ele tinha pego a própria camisa simples de algodão para limpar os resquícios do desejo de seu abdômen. — Me dê apenas cinco minutos para me recuperar. Quero tomá-la mais uma vez antes que se vá! — o homem deitou sobre o feno e puxou a dama para seu peito forte e largo.

A dama apenas sorriu de prazer.

~*~

A mesma estonteante noite fria de lua cheia que havia inspirado casais apaixonados a se amarem também aflorou o desejo insano de muitos amantes repletos apenas de pura luxúria.

Assim acontecia com o casal de amantes no meio do pequeno casebre dentro da inóspita mata! Não havia amor, sentimento ou carinho, era apenas o desejo cru e latente.

De forma dura e selvagem o homem arremetia seu corpo contra a bela mulher de quatro na cama. Ela gritava e pedia por mais a cada minuto.

Seu corpo estava dolorido e começava a demonstrar sinais de cansaço, mas ela não queria que ele parasse até conseguir chegar ao glorioso ápice.

Com ele era sempre assim. Intenso, rude e selvagem, ela adorava aquela libidinosa sensação. Era uma experiência única e arrebatadora.

Ao contrário do que raramente recebia do esposo, um nobre já maduro e sem paixão, cujo o objetivo do ato sexual era apenas procriar — o que alcançou com êxito ainda nos primeiros anos de casada — ou saciar a vontade quando já estava em seu limite, aquele seu amante era fervoroso e faminto. Com ele foi que ela descobriu o verdadeiro prazer da carne.

— Hummmmm... — gemeu a mulher quando o ápice do prazer chegou em ondas vertiginosas.

Os corpos caíram um por cima do outro, estavam exautos depois de três rodadas consecutivas. As respirações eram ofegantes e irregulares. O homem não se preocupava em aliviador o peso do próprio corpo sobre a mulher, estava mais interessado no próprio bem estar. Precisava se recuperar logo.

— Satisfeita? — perguntou após se recompor e deitar direito sobre a cama, jogando um cobertor de lã nos corpos nus dele e da amante.

— Por enquanto. — o sorriso da dama transbordava luxúria.

— Eu também. — devolveu com sorriso igualmente malicioso. — Agora me conte como foi tudo. Conseguiu? — a voz, até então indiferente, agora demonstrava nítido interesse.

— Não! — a mulher viu o olhar claro ganhar uma fúria desconhecia, até então. — Fiz tudo o que me pediu, exatamente da forma que planejamos, mas não deu certo. — adiantou-se em explicar.

— O que deu errado? — ergueu o corpo nu da cama e caminhou até a mesa, pegando o copo e enchendo com água fresca da moringa. Estava furioso, mas não podia desmontar. — Nosso plano era infalível. — olhou de esguelha. Ele avaliava cada movimento da mulher ainda na cama.

— Fiz tudo exatamente como combinamos. — sentou-se na cama, negligenciando a própria nudez. — A minha criada pessoal pôs toda a dose da poção na bebida da Duquesa e entregou nas mãos dela. Eu vi com meus próprios olhos ela beber uma generosa quantidade, mas infelizmente não tomou tudo. Aqueles endiabrados filhos do Lorde Spencer passaram correndo pela Duquesa e ela acabou deixando o copo ir ao chão. Acho que o que ingeriu não foi capaz de causar os efeitos que desejávamos.

— E você não procurou saber? — questionou elevando a voz. Ele fervia de raiva, mas tentava se controlar.

— Não, Edward! — devolveu de forma rude. — Você é louco de pensar que eu vou sair perguntando como está o estado da Duquesa? Eles foram muitos discretos, não disseram absolutamente nada além de que ela não jantaria conosco pois estava se sentido indisposta devido ao seu delicado estado. O Duque estava muito sério no jantar e parecida na defensiva, assim como o príncipe e a princesa. Tenho certeza que eles estavam obsersando se alguém iria demonstrar súbito interesse pelo estado da Duquesa. O Duque apenas jantou e se retirou pouco depois. No dia seguinte vimos apenas rápidas aparições do Duque e nenhuma da Duquesa — explicou a dama. — Algo sério aconteceu, pois minha dama de companhia escutou um burburinho na ala da criadagem, mas não conseguiu entender exatamente o que era. Mas ela sabe que um médico do vilarejo foi chamado as presas no dia do incidente, e também um criado foi buscar o médico da família em Londres, mas ninguém falou nada sobre a perda do herdeiro ou algo do tipo.

— Inferno! — praguejou com ódio o Barão.

— Ainda é cedo para afirmamos que ela não perdeu a criança. — a mulher abraçou o belo amante por trás.— Ela é jovem e aparenta ser frágil, pode ser que ainda vá ocorrer o aborto ou até mesmo já pode ter acontecido.

— Sim! — Edward limitou-se em dizer. A verdade era que ele tinha planejado a morte da filha com aquele alta dose de veneno, mas teve que mentir para a Condessa dizendo que apenas desejava o aborto do herdeiro do Duque. — Podemos tentar mais uma vez ainda. — virou o corpo e imprensou a mulher ao seu.

— Não, Edward! Não vou me por em risco outra vez. O Duque de York é um inimigo muito poderoso, não quero ser a sua inimiga declarada. Já consegui sair dessa vez impune, não desafiarei a sorte uma segunda vez. — com muita força de vontade repeliu o nobre para longe de si, ou ela atenderia a tudo que ele pedisse. — O que foi que o Duque e a Duquesa lhe fizeram para ter tanto ódio deles? — perguntou curiosa, a sobrancelha estava arqueada de forma arrogante. — Ela se negou a ir para cama com você? Ou o Duque descobriu suas tentativas de seduzir sua jovem esposa? Visto que você adora uma bela mulher casada!

Edward apenas a olhou de soslaio, mas nada respondeu. Precisava mudar de assunto ou sua astuta amante poderia ficar analisando a situação de forma mais detalhada e chegar a conclusão óbvia, na cabeça dele.

— Vamos mudar de assunto. — voltou a capturar a mulher em seus braços e começou a beijar o seu pescoço alvo. — Onde está o Conde? Não é arriscado nos encontrarmos dentro de sua propriedade, na cabana do guarda-caça?

— Meu marido levou nossos dois filhos para caçar pela primeira vez na Escócia, só voltam em três semanas. Ele só confia em uma guarda-caça, que sempre acompanha ele onde for. Não tem risco de ninguém nos pegar aqui, a criadagem da propriedade está reduzida nesse período, somente a minha dama de companhia sabe onde estamos . Foi ela que preparou tudo aqui na cabana e com a poção também. Anna é de minha total confiança. — ronronou em resposta, já que o barão atacava impiedoso seus seios fartos.

Edward não estava mais tão bem disposto, odiava ser contrariado, mas precisava manter a Condessa entretida. Ela era uma importante aliada.

Ele jogou novamente a mulher na cama e já a penetrou de uma única vez. Lady Harrison gritou de prazer. O Barão era o seu amante favorito.

O céu agora era azul escuro e não mais negro como antes, a lua cheia parecia mais tímida e brilhava de forma mais discreta. Logo começaria amanhecer. Então Edward trotava rápido com seu cavalo pela mata, teria que deixar amante no mesmo lugar que ela tinha pego o coche de aluguel, isso significava na propriedade de seu inimigo.

Ele não havia conseguido convencê-la de tentar mais uma vez algo contra a Duquesa, mas ainda sim era de seu interesse manter a Condessa por perto. Ela poderia ser de grande serventia em um outro momento.

— Quando nos veremos novamente? — a dama perguntou cheia de expetativas.

Ele havia acabado de parar o cavalo no limite da mata, já quase na propriedade do Duque. Ainda estava escuro.

— Essa semana estarei ocupado com o meu administrador, mas na próxima semana quero lhe ver. — disse o Barão após encerrar o beijo lascivo de despedida.

— É só mandar o menino entregar o bilhete com as instruções para minha dama de companhia. — a Condessa sorriu por fim, já pondo o capuz para ocultar a sua identidade. A sua dama de companhia iria ajudá-la a entrar na casa sem ser vista.

Edward apenas concordou, já montado no cavalo e arrancou rápido dali sem olhar para trás. Ele precisava por a cabeça no lugar e fazer novos planos para acabar com a vida da filha bastarda.


~*~

Os raios solares entravam através das enormes vidraças do luxuoso quarto, as pesadas cortinas estavam propositalmente abertas.

Era meio da manhã e a lady acabava de sair do banho já vestindo um linda e comportada camisola amarela clara em linho e lese. Ela tinha feito o seu desjejum à poucos minutos atrás.

De forma habilidosa a criada pessoal da lady secou os enormes cabelos e os penteou com esmero.

— Pronto, Milady. — Emma sorriu de forma maternal para jovem patroa assim que terminou de por o penhoar que fazia conjunto com a linda camisola. — Deseja algo mais?

— Apenas sair desse quarto! — suspirou a ruiva. — O Duque ao menos me deixou levantar da cama, mas se fosse por ele nem isso. A casa esta cheia de convidados e eu não posso exercer o meu papel de anfitriã. — sorriu triste.

Renesmee sentia-se falhando no primeiro evento que oferecia como a Lady da Casa. Suas funções como Duquesa eram poucas, e nem isso ela estava conseguindo exercer.

— Não fique assim, Milady. — Emma ousou passar o limite "patroa e criada" e afagou os lindos fios ruivos. — Vossa Graça é uma excelente Duquesa, mas há dois dia caiu de cama. É para seu próprio bem e do bebê.

Nessa mesma hora o Duque entrou imponente pela porta do quarto da esposa, ele ao menos cogitou bater antes.

— Poupée, está ainda mais linda essa manhã. — beijou o topo dos cabelos perfumados e afagou as bochechas da amada. Jacob ficou feliz em vê-las coradas novamente. Há dois dias atrás elas estavam pálidas que nem papel. — Fique, Senhora Tunner. — o Duque solicitou assim que viu a Aia da esposa tentar sair sem ser notada. — Trago boas novas. — sorriu. — E vamos precisar da sua presença aqui.

— Claro, Vossa Graça. — Emma prontamente respondeu.

Renesmee apenas olhou para ele com nítida curiosidade. Jacob sorriu pela expectativa dela.

— Doutor Carlson acabou de chegar essa manhã. Um parto de emergência atrasou a sua chegada em um dia, mas agora está aqui para examiná-la. — explicou o Duque. — Rachel sugeriu que ele viesse com a família para não levantar suspeitas. Para todos os efeitos, ele veio desfrutar a temporada no campo como nosso convidado.

— Ótima notícia. — Renesmee sorriu verdadeiramente.

Ela sabia que Jacob só confiava os seus cuidados ao médico. Se doutor Carlson constatasse que ela estava bem, Jacob iria relaxar um pouco com a superproteção.

— Já conversamos em meu gabinete e o coloquei a par de todos os recentes ocorridos. — o Duque ainda tinha dor no olhar ao falar do quase fatal acidente. — Quando estiver pronta, pedirei que ele suba para examiná-la.

— Estou pronta! — respondeu de imediato a jovem ruiva.

Jacob apenas sorriu pela pressa da esposa. Ele sabia que ela queria provar que estava bem.

— Tudo bem. — afagou a bela face da amada. — Vou avisar o meu Valete para trazer o doutor até os seus aposentos.


~*~

Quase uma hora havia se passado desde que o médico começou a consultar a Duquesa. Ele foi incrivelmente criterioso e minucioso, sabia da importância que o bem estar daquela jovem lady significa.

— Então Dr. Carlson? — Jacob perguntou ansioso, assim que viu o médico guardar todos os utensílios na valise. Ele deduziu que a consulta havia se encerrado.

— O diagnóstico do outro médico estava totalmente correto. Ainda é possível avistar a garganta sensibilizada da Duquesa. — olhou para o Duque com compaixão. Jacob parecia sofrer. E ele estava! — Vossa Graça, fique tranquilo, não é nada grave. Logo a Duquesa estará totalmente restabelecida, mas nada impede dela levar a vida normalmente. Graças ao bom senhor que ela expeliu todo o veneno. — agora o médico sorriu para a jovem. Renesmee parecia respirar aliviada.

— E o bebê? — a voz do nobre saiu quase que estrangulada. Jacob tinha medo da resposta que poderia ouvir.

Apesar de Renesmee não ter apresentado nenhum sangramento, o bebê parecia mais quieto que o normal. O Duque tinha medo do que aquilo poderia significar.

— A criança segue segura no ventre da Duquesa. Acredito que nada tenha chegado até ele. — o médico olhou confiante para o casal. Ambos pareciam preocupados. — Após um exame minucioso pude constatar que a criança se mantém em prefeita condição.

Jacob e Renesmee respiraram aliviados com a excelente notícia. O bebê deles seguia seguro no ventre materno.

— Graças a Deus! — Emma deixou escapar mais alto. Ela sempre ajudava ao médico nos exames da patroa. Era imprescindível a presença de uma criada na hora do exame médico. — Perdão! — pediu envergonhada.

— Está tudo bem, Emma. — Renesmee segurou a mão da mulher madura. Ela poderia ser a sua mãe. — Sei que todos estavam preocupados comigo e com o bebê.

Emma apenas balançou a cabeça em concordância. Ela tentava não ultrapassar o limite como criada, mas era quase impossível, visto que já estimava tanto Renesmee.

— Quais os cuidados devemos manter, Doutor? — Jacob perguntou visando mudar o foco que foi atraído pela interrupção da criada.

Ele não ligava que Emma ou Elizabeth ultrapassassem o limite da posição de criadas. Renesmee era jovem demais e perdeu a mãe mais jovem ainda. Ela precisava dessa imagem maternal, fazia bem a ela. E tudo que fazia bem a sua amada, ele aceitava de bom grado. Mas existiam tantos protocolos a serem seguidos, então ele contornava como podia.

Doutor Carlson fingiu não perceber a intromissão da criada, visto que o Duque pareceu não ligar. Realmente Jacob era outro homem desde que se casou com a jovem esposa, constatou o médico.

— Os cuidados seguem os mesmos que recomendei quando sugeri que a Duquesa se retirasse para a tranquilidade do campo. — sorriu o médico. — Não há necessidade de um repouso absoluto, mas recomendo ter cuidado com o que for ingerir daqui por diante. Vossa Graça me contou sobre suas conclusões e estou totalmente de acordo. Quem quer que tenha tentado uma atrocidade como essa, fez de uma única vez. O que nos faz concluir que foi alguém de fora da criadagem da casa.

— Então posso voltar às minhas atividades? — questionou a ruiva com expectativa. — Em três dias já é o baile de encerramento da temporada aqui em Kent.

— Não acho prudente, Poupée. — Jacob se antecipou antes mesmo do médico conseguir abrir a boca. Por ele, Renesmee se mantinha na segurança de seus aposentos. Se ele pudesse colocaria ela em uma redoma de vidro. — Você sofreu um acidente grave, deve permanecer em repouso. Aqui é mais seguro, a casa está cheia. Não sabemos quem tentou contra a sua vida e de nosso filho. Ele está por aí, pode tentar algo novamente. — o limite da sanidade do Duque estava na borda.

— Não vai, Jacob. — Renesmee segurou a mão do marido de forma carinhosa. Essa foi a deixa para o médico e a criada deixassem o casal a sós. — Eu estou bem e o nosso bebê também. Eu sou a Duquesa, mas estou incapacitada de exercer as minhas poucas funções. Eu devo seguir ao seu lado, mas nem isso sou capaz. — a jovem tinha o olhar triste. Ela se sentia incapaz, inútil. — Quero estar ao seu lado, como a sua esposa na hora de receber os nossos convidados para um chá ou para qualquer outra refeição. Quero coordenar as atividades das Ladies ou apenas conferir se a decoração está de acordo. No momento não existem muitas atividade a qual possa me empenhar, mas mesmo assim nem as poucas que tenho posso realizar. Eu não colocaria a minha vida em risco ou a do nosso bebê. Se o Dr. Carlson falasse que não era prudente eu sair da cama eu nem contestaria, mas ele não vê necessidade de repouso absoluto. Eu sou a sua Duquesa e quero estar ao seu lado como tal.

Jacob escutou atentamente cada palavra da amada. A voz sempre terna agora soava triste. Ele compreendeu que ela estava se sentindo inútil ou desnecessária, coisa que ela jamais seria para ele. Ele também compreendeu que aquilo, no momento, era importante para ela. E ele faria qualquer coisa para vê-la feliz, até lutar contra seu impulso de superprotegê-la.

— Poupèe, eu te amo! — selou os lábios aos da ruiva com carinho. — Você é a Duquesa que eu escolhi para estar ao meu lado. Eu tenho muito orgulho de você. Saiba que você sempre poderá fazer o que quiser. Me desculpa se eu impus algo que lhe desagradasse, mas entenda, eu morro de medo que algo aconteça à você. Você é tudo que eu tenho de mais precioso. Você é tão nova, delicada, frágil... sou responsável por mantê-la bem e segura. — Jacob desabafou um pouco dos receios que assolavam o seu coração.

Ele não falou que morria de medo dela passar pelo parto. Não falou dos medos que tem a cada dia. Ou o fato de se sentir culpado por engravidá-la ainda tão jovem e imatura.

— Eu sou forte, Meu Amor! — Renesmee acariciou a face máscula do amando com tanta ternura. Ele tinha tanta dor no olhar. Nunca ela tinha visto ele assim. — Eu sei que sou ainda muito jovem e pareço frágil, mas na verdade sou forte. Olha tudo pelo que já passei... E continuo aqui, carregando o nosso bebê. Eu não vou quebrar, Jacob. Prometo!

Jacob em um ato impulsivo abraçou amada, mantendo ela ali, onde ele tinha certeza que ela estaria sempre em segurança.


— Está bem. — o nobre começou a dizer, depois de longos minutos que os dois passaram abraçados em silêncio. — Farei concessões, mas você terá que fazer as suas. — Renesmee apenas sorriu. Ela sabia que o marido iria por muitas regras. — você poderá descer e exercer as suas funções, mas sempre estará ao meu lado ou da minha irmã. Só comerá ou beberá algo que seja entregue pela Emma ou pela Elizabeth, em suas mãos. Até as suas refeições virão em pratos separados dos demais. Não andará sozinha pela casa ou pela propriedade, nem irá subir ou descer escadas sozinha. Enquanto a casa tiver cheia você segue sobre essas ressalvas. Depois podemos relaxar um pouco.

— Tudo bem. Eu não aceito mesmo que você fique longe de mim e do nosso bebê. — sorriu enigmática, levando a grande mão do amado ao ventre redondinho. Ele mexia de forma bem singela.

O Duque sorriu verdadeiramente depois de dias preocupado e agoniado!


~*~

A bela figura refletida no enorme espelho também transbordava toda a sua inquietação. Renesmee estava ansiosa. Em duas horas ela estaria recebendo, junto ao marido, todos os seus oitenta convidados para uma jantar de gala seguido de um baile no salão de festa principal da Casa Black!

Tudo havia transcorrido de forma expendida até ali, e tirando o episódio que quase a matou, tudo tinha sido um sucesso. Muitos dos convidados já teciam comentários maravilhosos, outros pareciam aguardar até o último momento para elogiar a temporada de campo em Kent. E seria aquela grande baile que iria fechar a temporada.

A casa estava irrepreensível. Todos os criados foram mobilizados para que tudo ficasse impecável. E estava!

Emma trabalhava em um elaborado penteado. Metade do cabelo da jovem ficaria solto em largos cachos que desciam até além da cintura da jovem, já o restante era retorcido e traçado no topo da cabeça. Algumas flores de tecido,combinando com o vestido que a Duquesa usaria naquela noite, eram presos com pequenos grampos.

— Está lindo, Emma. Obrigada! — Renesmee agradeceu após a Aia terminar o penteado. Estava lindíssimo o cabelo ruivo, uma verdadeira obra de arte. Emma era muito talentosa!

— Milady que tem um cabelo lindíssimo, fácil de arrumar. — rebateu modesta a Aia. Ela sorria orgulhosa para a linda jovem. — Vamos pôr o vestido? Temos mais trinta minutos antes do Duque vir buscá-la.

De forma meticulosa Emma foi vestindo peça por peça até chegar a hora de pôr o grandioso vestido.

Renesmee se admirou no espelho assim que se viu totalmente pronta. O vestido azul de baile era em um tom pouco mais escuro que seus olhos. Jacob amava aquela cor quando ela usava.

— Está deslumbrante, Milady! — Emma disse encantada.

Renesmee estava estonteante. Não teria como alguém resistir a beleza dela. Com certeza seria um dos assuntos mais falados da noite.

— O vestido ficou perfeito. Me sinto confortável e bonita nele. — os olhos azuis brilhavam mais ainda.

A modista tinha feito um trabalho divino. O vestido era acinturado e justo no tronco, mas a cintura foi levemente elevada para não comprimir e dar conforto a barriga já bastante saliente. A saia incrivelmente ampla era feita de muitas camadas de tule de seda, o que conferia leveza. Não havia bordados, mas borboletas em tecido foram confeccionadas e distribuída junto as flores por todo decote ombro a ombro. O que no momento era o que mais favorecia a gestate.

De repente a imagem de uma silhueta grande apareceu no reflexo do espelho, dividindo o espaço com a dela.

Automaticamente a Duquesa se virou para olhar o amado. Ambos estavam de boca aberta um para o outro.

Jacob por vê-la tão bela. Renesmee estava de tirar o fôlego. Absurdamente linda e bem vestida. Já o nobre vestia seu traje de gala completo. Ele estava lindo de fraque preto, cartola e bengala com a ponta em ouro e diamante.

— Jamais vou me acostumar com a sua extrema beleza. — puxou a amada para os braços. — A cada dia que passa me torno mais apaixonado por minha Lady. — beijou cada lado da bochecha corada. Ele não queria remover a leve maquiagem.

— Faço das Vossas palavras as minhas. — a ruiva sorria encantada. — Já está na hora de descermos?

— Sim. — Jacob respondeu após verificar as horas no relógios de ouro no bolso da casaca. — Mas antes acho que falta algo. — estendeu o estojo de veludo negro que trazia na outra mão.

Ele abriu o estojo e Renesmee perdeu o fôlego ao olhar as peças. Era um conjunto completo todo em diamantes e ouro branco. O colar era enorme. Já os brincos, pulseiras e anéis eram menores, mas seguia o mesmo designe.

— É lindo Jacob! — ela suspirou encantada.

— Essa joia pertenceu a lady Sarah Black. A única que me foi entregue, todas as demais que não estão atreladas aos títulos foram entregues para Rachel. — o Duque começou a contar conforme vestia as joias na amada. — Ela é herança pessoal da minha mãe. Meu pai lhe deu quando nascemos. Por sermos gêmeos, papai ficou tão orgulho que mandou confeccionar dois conjuntos completos para ela. Um foi inspirado na Rachel outro em mim. Então após sua morte, meu pai contou sobre a vontade da minha mãe, que era que eu ficasse com joia que representava o meu nascimento. Ela desejava que um dia eu entregasse a mulher que amava. Eu jamais cogitei dar a minha primeira esposa, pensei em minha primeira filha. Mas hoje não imaginou outra mulher usando além de você. Você representa o meu renascimento. — Renesmee passou a mão pela joia, já em seu colo. Lágrimas de emoção teimavam em descer.

— Eu te amo! — foi tudo que ela conseguiu dizer. E era tudo que o Duque precisava ouvir. Lábios e olhos diziam as mesma palavras.

Eles se beijaram. Beijo esse que só quem ama pode partilhar.

— Acho que preciso da ajuda da Emma. — disse a Duquesa após encerrar o beijo. Ela sustentava um sorriso estonteante na face.

— Vou pedir que venha ajudá-la.

O Duque saiu e logo a Aia entrou. Emma foi rápida em seu retoque, a ruiva não poderia se atrasar.

~*~

Quando o casal entrou no salão onde aconteceria o baile apenas a irmã com o cunhado estavam lá. Rachel estava igualmente deslumbrante em um vestido de gala amarelo e joias combinando.

Poucos minutos depois os convidados começaram a chegar. Todos eram unânimes em comentar sobre a inegável beleza da Duquesa de York. A verdade era que nos salões de baile em Londres o assunto sempre mais falado era esse. Renesmee, mesmo sem ter qualquer temporada, foi considerada o diamante reluzente.

Ela a cada aparição pública encantava com sua beleza e elegância. Era inegável seu encanto. Todos apostavam que todo o deslumbre do Duque era pela beleza hipnótica da ruiva, poucos ousavam em apostar que era amor verdadeiro!

Quando o Duque foi informado que praticamente todos os convidados já se encontravam no salão, ele decidiu abrir a pista de dança.

Foram muitos bailes esperando para dançar com a mulher que amava. Enfim ele poderia dançar com a esposa sem causar um escândalo.

— Sente-se bem para dançar? — ele sussurrou no ouvido da amada.

A Lady apenas fez um gesto positivo com a cabeça.

O Duque e a Duquesa de York dançavam de forma impecável uma bela valsa.

Os Burburinhos não paravam em momento algo. Os boatos que surgiram ao longo da semana devido a ausência da lady por alguns dias e a chegada do médico da família havia causado um furor de fofocas e especulações, mas que agora perdiam forças ao verem a jovem Duquesa em perfeita condição de saúde.

De longe a Condessa Harrison observava atentamente cada gesto do casal. Definitivamente o ventre da jovem permanecia no lugar e ela esbanjava saúde. O veneno, por algum motivo, não havia acusado efeito nenhum na lady.

Após o fim da primeira música um grupo de casais se juntaram aos anfitriões. Como previamente combinado, Renesmee foi dançar com o príncipe. Jacob dançou com a irmã.

Uma sequência de mais cinco músicas tocaram antes do jantar ser anunciado. A Duquesa dançou apenas mais duas, um com Lorde Call e outra com Lorde Ateara.

Todos degustaram da seleção impecável de pratos. Como recomendação do Duque, Renesmee comeu apenas o que vinha diretamente das mãos de Elizabeth, que entregava o prato diretamente para o mordomo Oliver.

No final do jantar as mulheres voltaram para o salão de baile e os homens seguiram para um salão masculino, onde fumariam charutos e beberiam vinho do porto.

Nesse momento Jacob solicitou que os dois amigos íntimos o acompanha-se até seu gabinete. Ele estava despreocupado com a esposa, já que a irmã estava com ela o tempo todo.

— Bom, meus amigos. — Jacob começou a falar logo após seu valete distribuir as bebidas e se retirar. — Essa noite é a última, amanhã pela manhã muitos convidados já começam a partir. Estamos fechando com um agradável baile, mas quase que essa temporada acaba na maior tragédia da minha vida. — Jacob se moveu inquieto na cadeira. As lembranças da amada debilita em seus braços ainda o corroía. — Então por recomendações médicas eu estou me retirando dessa temporada, não voltaremos para Londres. Já comuniquei o meu afastamento no parlamento. Lady Black precisa ter um final de gestação tranquila.

— Sou totalmente de acordo com sua decisão. — Quil falou primeiro. — Primeiro a saúde e bem estar da sua esposa e filho, depois vem todo o resto.

— Não poderia ter melhor lugar para ela passar os dias até o bebê chegar. — reforçou Embry. — Você tem alguma estimativa? — lançou um olhar curioso para o amigo.

Apesar de Embry e Quil saberem praticamente toda a verdade, Jacob jamais contou que Renesmee não possuía regras. Por isso ele não podia contabilizar o período a partir da falta das regras.

— Não temos uma data certa, mas acreditamos que o bebê chegue em torno de dois à três meses. — Jacob confidenciou. — Não desperdiçarei as minhas energias em nada além da minha esposa e filho. Tudo ficará para segundo plano até a chegada da nossa criança. Então deixarei o Barão achar que saiu impune dessa. Depois que meu filho ou filha nascer, ele se verá comigo.

Mais uma vez os dois outros nobres concordaram com o Duque.

— Então mediante a tudo isso que lhes contei, gostaria de fazer um convite aos meus amigos. — Jacob virou o cálice de cristal com o restante da bebida. — Vocês gostariam de passar essa temporada aqui em Kent? O convite se extende a seus pais e avó, Ateara.

Quil e Embry ficaram surpresos com o convite. Eles pensaram rapidamente sobre.

— Eu aceito. Mas nesse meio tempo, durante a espera da criança, terei que ir as minhas terras algumas vezes. — Embry logo respondeu. Ficar e Kent era de seu enorme interesse. — Também vou ter que falar com a megera da Caroline, é muito tempo para ficar longe do meu filho, mas duvido que ela queria ficar. No parlamento é só comunicar o meu temporário afastamento.

— É claro que o convite se extende a Lady Caroline. Caso ela queria ir, podemos providenciar uma babá para Bernard. Isso tudo se ela concordar em deixá-lo. — prontificou-se o Duque.

— Eu também ficarei. Lady Claire adorou a propriedade e é sempre bom passar um tempo de qualidade no campo. A minha avó irá passar um tempo na Escócia com a minha tia, ja meu pai não vai querer se ausentar de Londres. Mas já agradeço o convite por eles. — ditou o Visconde Quil Ateara.

— Muito obrigada, meus amigos. É muito importante a presença de vocês aqui. Lady Black e eu agradecemos.

Jacob apertou a mão dos amigos, logo decidindo que estava na hora de voltarem para o baile. Restava apenas mais algumas horas de festa!

Notas finais
Geeeente. Alguém desconfiava do Edward? Vale nada esse barão! :( Obs: Para quem quer imaginar os vestidos de festa que a Princesa e a Duquesa usaram... Nossa imaginação para o vestido de Rachel foi o vestido amarelo da Bela, do filme " A Bela e a fera", dessa nova versão. Já Renesmee, nada mais nada menos que o vestido da Cinderela, também na versão atual! Então vamos comentar? Vamos favoritar e recomendar? Eu sei que temos demorado,mas quanto menos comentários... menos motovadas ficamos. Faça essas autoras aqui felizes!!!! Feed Back então meninas! Até o próximo. XoXo Jenny e Day!!