Notas iniciais
Amadaaas. Nos perdoem mais uma vez pela demora! Sério, o proximo está pronto! Esse capítulo seria um só, mas como ficou imenso resolvemos cortar!=) Em consequencia disso este está levinho,mas está uma delicia de ler ♥ Queremos em especial agradecer as recomendações da *Srta. Missandei* e da *Juaassaid* foram lindas ♥ Adoramos. Capítulo dedicado a vocês pelas lindas recomendações! A quem comentou, agradecemos também e estamos muito felizes. Vamos deixar de enrolar e aproveitar nosso casal favorito! Beijos e boa leitura!

Os olhos maternais observavam de forma apaixonada o lindo bebê em seus braços. O garotinho de bochechas rosadas movia de forma graciosa a boquinha a cada sucção que fazia no seio materno. Ele alimentava-se de forma calma enquanto permanecia com os lindos olhinhos azuis abertos, retribuindo o olhar de admiração da mãe. Uma das mãozinhas roliças descansava espalmada no pequeno volume arredondado e macio.

Renesmee permanecia sentada em uma confortável poltrona posicionada próxima a uma das enormes vidraças que havia no luxuoso cômodo. Ela tinha escolhido uma das grandes salas privativas destinada ao descanso da família Black, situada no segundo patamar da mansão para passar um tempo na companhia do filho. Aquele salão permitia uma visão privilegiada de boa parte da propriedade.

Era meio da tarde e os raios solares adentravam de forma agradável pela grande janela. Os cabelos flamejantes do bebê e da mãe tornavam-se ainda mais vívidos e encantadores à medida que os raios de sol atingiam as cabeleiras ruivas. Fazia um frio ameno para o auge do outono. Estava um dia belíssimo.

A duquesa desviou o olhar para fitar a vidraça apenas quando o filho fechou os olhos por alguns minutos. Ele ainda permanecia sugando o seio da mãe, mesmo de olhos fechados.

Agora a ruiva passava a observar o belo jardim que ficava aos fundos da mansão. Muitas das folhas das grandiosas árvores já se encontravam alaranjadas ou avermelhadas, assim como muitas já repousavam no chão do gramado. Era tão primoroso poder contemplar a beleza de cada estação. Renesmee amava aquilo! Amava o campo e amava a natureza.

Entretanto, em determinado momento a atenção da duquesa foi desviada para um cercado que ficava mais ao longe de seu campo de visão. Ela precisou levantar-se com cuidado e caminhar até a enorme janela para melhor observação. William ainda permanecia mamando.

A ruiva estreitou os olhos azuis e pode avistar dois cavalos correndo dentro do cercado. A pelagem branca brilhava no sol fraco do outono. Seguindo o encantador animal branco, um potro malhado imitava os passos da mãe. Era Estrela e o seu filhote pastando no cercado, Renesmee concluiu encantada com a imagem.

Uma saudade enorme apertou o coração da duquesa. Desde o nascimento do filho, ela tinha ido poucas vezes visitar a égua de estimação.

Renesmee constatou — quase que horrorizada — que jamais havia levado o seu bebê para a égua conhecer. Aquilo parecia tão errado no coração da ruiva. Estrela, mesmo sendo um animal, era a sua fiel companheira. Elas compartilharam muitas coisas juntas, mas parecia que agora a jovem Lady havia esquecido da grande “amiga”.

Com cuidado ela tentou retirar o seio da boca do filho. William não reclamou, mesmo abrindo os olhinhos para observar mãe.

— Oi, meu bebê precioso! — Renesmee alisou com carinho a bochecha gordinha e rosada. — Você já está satisfeito? Posso guardar o seu mama? — perguntou mesmo sabendo que não teria uma resposta do menino.

Mas para a supresa da duquesa o pequeno bebê, de quase três meses, esboçou um sorriso totalmente sem dentes. Era a primeira vez que William fazia aquele gesto. O coração da jovem mãe perdeu uma batida antes de voltar a tamborilar desenfreado no peito.

— Oh, meu bebê precioso, você me faz tão feliz! O seu papai iria transbordar de orgulho em vê-lo assim, já tão espertinho! — disse saudosa para o bebê que continuava a sorrir para a voz carinhosa que Renesmee fazia. — Mas o seu pai chegará ainda essa semana, só não sei exatamente quando. Vamos poder matar a nossa saudade dele! Você é o nosso maior tesouro!

William parecia ter gostado de sorrir! Ele seguia mostrando toda a gengiva vermelhinha para cada vez que a mãe brincava com ele.

Renesmee guardou o pequeno seio no decote do vestido, recompondo a aparência casta. Olhou-se através de uma bela moldura espelhada, ficando satisfeita com o próprio reflexo. Estava impecavelmente bem penteada, além de está usando um lindo vestido vespertino de manga longa na cor azul turquesa, confeccionado todo em tafetá da pura seda. Precisou apenas vestir as luvas e embrulhar William — ainda mais — na manta de veludo.

Determinada a duquesa deixou o salão em direção ao andar inferior da mansão com o herdeiro nos braços. No caminho ela pode constatar que muitos criados já limpavam e arrumavam toda a propriedade. Havia solicitado que Elizabeth orquestrasse uma verdadeira faxina geral para deixar a casa impecável para o regresso do Duque.

Assim que Renesmee pôs o primeiro pé para fora da propriedade, Emma a interceptou imediatamente. Parecia que a aia vigiava cada passo da duquesa. E realmente era esse o fato, Renesmee apenas não sabia dessa ordem oculta do marido.

— Milady, onde está indo? — Emma questionou assustada. — Está frio aqui fora para Lorde William, e até mesmo para Milady. — ditou em tom preocupado.

— Não está frio, Emma! — Renesmee contradisse de forma amável. — Está um dia belíssimo! Não está ventando e temos até um pouco de sol. Precisamos de um pouco de ar puro! Logo será inverno e realmente não poderemos mais pôr os pés para fora de casa. Fará bem para William. Ele está bem agasalhando. — informou.

Emma ponderou a fala da patroa por alguns segundos. Ela por fim concordou, mas não antes de verificar as condições do bebê, e até mesmo a patroa. Ambos estavam bem agasalhados.

— Tudo bem, Milady. Se importa de acompanhá-los nessa caminhada? — perguntou a aia, mais por educação do que realmente solicitando permissão.

E Renesmee tinha conhecimento disso, mas não se importava. Gostava muito de Emma e sabia que ela apenas cumpria as ordens do Duque.

— Claro que não. Será um agradável prazer termos a sua companhia, Emma. — a duquesa sorriu, antes de começar a andar. — Iremos caminhar até o cercado onde os cavalos se exercitam. Pude avistar, lá de cima, que Estrela está pastando com seu filhote.

Emma concordou com a cabeça e começou a seguir a patroa. Realmente fazia um dia atípico de outono, o que tornava agradável e possível uma breve caminhada. Não seriam muitos metros até chegar o picadeiro que os cavalos eram colocados para se exercitar ao ar livre.

— Vossa Graça! — Richard se surpreendeu ao ver a imagem da jovem ruiva entrar em seu campo de visão. Ele imediatamente caminhou até ela e fez uma mesura pouco desengonçada. — Precisa de algo? — questionou ao reparar que ela trazia consigo o herdeiro do Duque nos braços.

Com certeza seria uma cena pouco provável se o patrão estivesse na propriedade. Ele sabia que a Lady ainda estava de resguardo do parto e que jamais o duque — super protetor do jeito que era — deixaria aquilo acontecer. Mas ele também conhecia aquela jovem desde que ela era ainda apenas uma criança. Sabia do coração puro, simples e bondoso que ela tinha.

— Apenas vim visitar Estrela. Estava observado o jardim de um dos cômodos no andar superior da mansão, quando avistei ela correndo com o filhote no cercado. — contou a jovem.

— Não deveria ter trazido Lorde William. — repreendeu sutilmente e preocupado. Richard sabia que o Duque seria capaz de matar a todos se algo acontecesse ao herdeiro, ou até mesmo com a duquesa. — Ele é só um bebê. Ainda é frágil demais para passear aqui fora.

Renesmee sorriu com a preocupação do mais velho. Richard era um homem rude, mas geralmente bondoso. Ele começou a trabalhar ainda muito jovem para Casa Black, conhecia Renesmee desde quando ela era conhecida apenas por ser a encantadora pequena filha da criada amante do falecido Duque.

— Estamos bem agasalhados, Senhor Richard! — sorriu amável para o chefe dos cavalariços. — Hoje o dia está bastante agradável, faz sol e não venta. É um dia perfeito para tomarmos um pouco de ar puro. — concluía a ruiva. Ela voltou a sorrir para o homem chucro. Ele suavizou minimamente a face carregada. — Você gostaria de conhecer o meu bebê?

O rude empregado imediatamente desmontou a carranca que estampava o rosto másculo. Renesmee tinha um jeito único de adoçar qualquer um. Ela era capaz de quebrar rígidos protocolos com uma naturalidade assustadora. Onde já se viu trazer o herdeiro de um poderoso ducado para conhecer um simples cavalariço? Aquele bebê, apenas por nascer sendo filho de quem era, já ostentava um título de Marquês desde a sua primeira hora de vida!

— Eeeer... — gaguejou antes de coçar a garganta para recompor a máscara de seriedade. — Claro, Milady, se for do Vosso agrado.

— Esse é William Jacob. — Renesmee afrouxou apenas um pouco o bebê de seu colo, virando levemente a criança para ficar melhor visível aos olhos do homem.

Richard se aproximou apenas o suficiente para olhar o bebê. William tinha os olhos abertos e curiosos para tudo de novo que conseguia capturar.

— É um menino lindo! — disse admirado com o esperto bebê.

Richard ficou pensativo enquanto observava o herdeiro do Duque. Ele nunca havia ficado tão perto de um bebê antes, aquilo era tão estranho e até perturbador para ele. Pensou em quantas amantes já teve até aquele momento da vida, e dos esforços — quase nulos — para evitar conceber. Talvez já tivesse até mesmo espalhado algumas sementes por aí, mas sabia que jamais teria sido realmente um bom pai. Nasceu para ficar só, apenas procurava um corpo macio para aliviar-se quando necessário. Gostava da vida exatamente como ela era.

— Que Lorde William tenha uma vida longa e saudável. — Richard ditou sincero, após despertar dos próprios pensamentos perturbadores.

— Obrigada, senhor Richard. — Renesmee aconchegou novamente o bebê em seu colo. — Agora gostaria de apresentar o meu bebê para Estrela antes de voltamos para dentro da mansão. Seria possível?

— Claro, Milady. Vamos nos aproximar. — Richard indicou que as mulheres seguissem na frente. — Estamos começando a treinar o filhote. Estrela vem junto para ajudar nesse processo. Ela é uma mãe muito protetora com a cria. — falou entusiasmado. Amava ser tratador de cavalos. Era basicamente a sua vida.

Renesmee seguiu mais alguns metros até chegar à madeira do cercado. Foi só então que percebeu que havia mais um homem dentro do cercado. Era Joey.

Os olhos do jovem cavalariço brilharam quando avistou a linda ruiva se aproximando. Ela estava ainda mais estonteante do que já era. Joey suspirou encantado. Havia aprendido a amá-la à distância. Era um amor totalmente platônico, e acima de tudo respeitador.

— Joey, traga Estrela para Milady ver! — Richard falou mais alto quando estava próximo o suficiente para ser ouvido pelo rapaz.

— Olá, Joey! — cumprimentou a duquesa. Emma seguia sempre calada, apenas observando tudo. — Como tem passado?

— Muito bem, Milady. — Joey igualmente fez uma reverência de forma desengonçada para a jovem lady. — Sem grandes preocupações.

— Muito bom ouvir isso, Joey. — Renesmee ajeitou o filho no colo. Foi só então que o jovem cavalariço se deu conta do bebê nos braços da ruiva. Ele estava tão concentrado em admirá-la que não havia notado o embrulho no colo dela. — Gostaria de conhecer o meu bebê? — fez o mesmo que havia feito com Richard ao observar a direção que o cavalariço olhava.

Por serem criados de uma ala externa da prioridade, eles jamais haviam visto o herdeiro do patrão. Apenas ouviram falar uma coisa ou outra sobre a criança.

— Claro, Milady, será uma honra. — Joey sorriu educado. Era estranho para ele ver o filho da mulher que um dia sonhou ter como esposa.

Renesmee mais uma vez afastou o filho do próprio seio apenas o suficiente para ele ser visto.

Joey sorriu encantado logo no primeiro momento em que avistou o tufo ruivo que escapava da toquinha azul claro, mas foi só observar cada detalhe do rosto do menininho para chegar à conclusão mais óbvia. O bebê era a cara do pai!

— Ele é muito parecido com o Duque! — Joey deixou escapar enquanto ainda analisava o bebê. Richard e Emma seguraram a vontade de rir. O jovem parecia está sentindo dor ao falar. — Havia escutado falar que Lorde William era ruivo, como Milady. — concluiu um pouco inconformado.

Renesmee não havia notado o tom do comentário. Não era algo malicioso ou maldoso, era apenas um leve lamentar.

— Mas William é ruivo, só que todos dizem ser a cópia do pai. Ele puxou todos os traços do Duque! — ditou orgulhosa.

Ela amava exatamente o filho do jeitinho único que ele era, apesar de que tinha sonhado muitas vezes com um bebezinho de cabelos negros. Mas William era perfeito, único e precioso!

— Sim, ele é exatamente como Milady descreveu. Uma versão ruiva do Duque! — Joey suavizou o tom ao falar. Por mais que ele tivesse idealizado no passado, aquele bebê era um claro alerta de que jamais teria existido um filho dele com a dama. — Parabéns pelo herdeiro, Milady. Muita saúde e felicidade para a sua encantadora criança. — felicitou sincero. — Me dê apenas um ou dois minutos para trazer Estrela até aqui. — emendou ao perceber o olhar de repreenda que Richard lhe lançava.

Joey correu até o outro lado do cercado, onde Estrela pastava com o filhote, colocou no focinho e cabeça da égua um acessório feito de couro, trazendo-a puxada pela curta corda que estava presa no acessório. O filhote seguia a mãe sem precisar de ordens.

— Olá minha doce Estrela. — Renesmee disse com a voz carinhosa ao ver a égua se aproximando. Estrela ergueu as orelhas em sinal de alerta, mostrando saber de quem a voz pertencia. Imediatamente a égua não mostrou mais resistência ao ser conduzia pelo criado. — Como o seu bebê cresceu e está lindo! — a ruiva disse ao observar o cavalinho andando ao lado da mãe.

Estrela colocou o delicado pescoço para fora do cercado assim que alcançou a dona, abaixando a cabeça à espera de carinho. Renesmee imediatamente levou a mão livre na crina branquinha do animal de estimação para acariciá-la.

A dócil égua ficou alguns minutos apreciando o carinho da dona. A ruiva notou que a égua sentia a sua falta.

— Trouxe alguém para você conhecer. — Renesmee afastou William do próprio colo na intenção da égua conhecer o bebê. Imediatamente Richard e Joey ficaram em alerta. A égua poderia sentir ciúmes e querer morder o garotinho. Mas para surpresa deles, Estrela começou a cheirar todo o bebezinho no colo da duquesa. — Esse é o meu bebê! Lembra que eu o carregava no ventre até poucos meses atrás? Então, esse é William Jacob. — ela conversava com a égua como se o animal fosse gente.

Estrela fez um movimento muito delicado com o focinho no corpinho embrulhado do bebê. Era uma espécie de carinho. Ela havia reconhecido a cria da dona. Talvez fosse o cheiro, ou talvez apenas um inexplicável sentido apurado do animal.

— Oh, Estrela! — Renesmee ficou emocianada. — Você está fazendo carinho no meu bebê? Você é tão doce! — retribuiu o carinho na égua.

Como quem quisesse retribuir a gentileza e consideração, Estrela voltou à cabeça para dentro do cercado e empurrou com o focinho o filhote na direção da dona. Mais uma vez a jovem Lady ficou encantada com a reação da égua de estimação.

Renesmee colocou a mão entre uma madeira e outra do cercado para conseguir tocar o filhote da “amiga”. O cavalinho parecia ser dócil como a mãe, uma vez que Trovão era um cavalo muito arisco e intempestivo. Somente Jacob conseguia domar e montar o puro sangue negro.

A troca de carinho seguiu por alguns minutos até a égua voltar a ficar em alerta. Uma pessoa se aproximava correndo.

— Milady! Milady! — gritava a jovem criada, despertando William, já sonolento no colo da mãe. — Milady, um mensageiro acabou de chegar. O Duque chegará em aproximadamente quatro horas! — disse esbaforida de uma única vez.

— Meu Deus! — Renesmee deixou escapar. Ela estava eufórica com a notícia. — Preciso voltar para mansão. — disse para ninguém em especial. — Estrela, seu amado também está voltado! Preciso ir agora, mas prometo voltar em breve. — despediu-se deixando um beijo acima do nariz da égua branca.

— Vamos, Emma! — chamou animada pela aia. — Senhor Richard e Joey, cuidem para que os cavalos que vão chegar tenham água fresca, feno e comida. — falou já andando em direção de volta a mansão, sem olhar para trás. Os passo eram apresados, a ansiedade dominava a lady!

~*~

Através do campo de visão que passava diante dos olhos do nobre, ele pôde avistar ao longe os contornos de uma bela construção surgindo aos poucos. Um sentimento ambíguo dominou o Lorde. Era um misto de alívio e paz com uma grande euforia, era quase impossível se manter quieto no assento. O coração trotava rápido no peito forte do Duque. Estava a poucos quilômetros do lugar que guardava seus bens mais preciosos.

Mesmo já sendo noite, Jacob conseguia ver perfeitamente toda a iluminação ao redor e dentro da mansão. Com certeza o mensageiro havia chegado com a notícia de seu regresso! Isso só aqueceu ainda mais o coração do Lorde. Sua amada estava aguardando por seu retorno!

— Também estou feliz por voltar. — disse a voz masculina em um sussurro. — O Condado de Kent também se tornou o meu lar. — o marquês sorriu enviesado, em seu colo ele segurava o pequeno Bernard adormecido.

Antes que Jacob fizesse a pergunta de como o amigo sabia exatamente o seu estado de espírito, percebeu os próprios dedos tamborilando de forma impaciente sobre sua própria coxa musculosa. Ele não estava ao menos conseguindo se controlar. Era tão óbvio o quanto o amor o havia tornado uma pessoa diferente em relação as emoções. Renesmee detinha todo o poder sobre ele, mas o Lorde definitivamente não ligava em demonstrar aquele fato incomum perante o amigo.

A ansiedade trouxe a sensação de que os últimos quilômetros até a mansão fossem mais distantes do que realmente eram. No entanto logo o lorde sentiu-se aliviado ao constatar que enfim a carruagem parava em frente à escadaria da entrada principal da propriedade.

O duque esperou o criado colocar a escada e abrir a porta, só então saiu do veículo. Embry também deixou a carruagem logo depois do nobre amigo, tendo uma grossa capa protegendo seu herdeiro em seus braços.

Depois de uma longa viagem durante todo o dia onde as temperaturas estavam agradáveis, à noite o frio tinha retornado novamente severo.

Mesmo sobre a friagem da noite, uma fila organizada com os criados estava à espera da chegada do nobre. Elizabeth e Oliver estavam à frente, mas o que realmente chamou a atenção do Duque foi a ausência da esposa.

Jacob franziu o cenho confuso! Renesmee sempre esperava por ele.

Após os devidos cumprimentos dos empregados Jacob dispensou todos e entrou apressado para dentro da mansão. Não queira permanecer com o herdeiro do amigo muito tempo exposto ao frio!

— Onde está a Duquesa? — foi a primeira pergunta que Jacob formulou para Elizabeth assim que se viram já dentro mansão.

— Emma e eu achamos que seria mais prudente manter Lady Black, e Vosso herdeiro no abrigo da Casa Black. Lorde William havia acordado há pouco tempo e exigia os cuidados da Duquesa. — explicou a governanta.

— Sim, claro! Muito prudente a decisão. — concordou de imediato o Duque com Elizabeth. — Mas onde estaria a minha Duquesa nesse exato momento? — tentou disfarçar a ansiedade.

Embry apenas escutava tudo com imensa vontade de rir da ansiedade do amigo, mas ele também compreendia perfeitamente o estado dele. Ele também estava ansioso para conseguir arrumar um tempo para ver a amada camponesa e os filhos bastardos.

— No salão de chá privado, na ala leste. — Elizabeth sorriu contida para o patrão. — Aguardando Vosso regresso. — concluiu sorridente. — Lorde Call, gostaria de neste momento ser apresentado à babá que escolhemos para Vosso herdeiro? — agora a governanta direcionava toda a sua atenção para o Marquês.

Elizabeth pensou que aquele breve momento que usaria para apresentar a criada ao Marquês, seria o suficiente para o Duque ir de encontro à esposa e ter um breve momento juntos em privacidade.

— Adoraria! — Embry prontamente concordou, compreendo a sagacidade da governanta. — Bernard necessita receber alguns cuidados específicos, além de que eu gostaria muito de conhecer a pessoa que foi escolhida para cuidar do me herdeiro. Quero passar as minhas principais ordens e regras nos cuidados com meu filho. — ele havia optado por viajar sem nenhum outro criado além de seu próprio Valet, com isso as necessitadas mais básicas da criança foram apenas concluídas de forma superficial.

— Nos vemos novamente no salão de refeições às... — Jacob tirou o relógio de ouro do bolso para verificar a hora. — Nove e meia, em ponto. Será um jantar informal. — ele guardou novamente o relógio no bolso da casaca. Teria um pouco mais de uma hora e meia para assear-se de forma básica para a refeição e rever a esposa e filho.

O marquês concordou prontamente com o amigo. Teria tempo para conhecer a nova babá do filho e trocar-se para o jantar informal.

Então enquanto Jacob seguia para o lado leste da mansão, Embry e Elizabeth caminhavam juntos na direção oposta. Os passos do Duque eram rápidos e determinados, estava ficando cada vez mais ansioso à medida que se aproximava do cômodo que Elizabeth havia informado que sua duquesa estava.

Jacob não bateu na porta antes de entrar no salão privado, simplesmente entrou sem qualquer aviso ou cerimônia.

A primeira imagem que ele pôde capturar foi a linda ruiva sentada em um canapé próximo à lareira. No colo ela sustentava um embrulho aconchegado ao peito. Era a imagem mais linda que o nobre via depois de tantos dias longe de casa.

Renesmee olhou assustada para a entrada repentina de alguém, mas foi só constatar de quem se tratava que um lindo sorriso iluminou todo o seu belo rosto. Ela estava paralisada pela emoção e surpresa. Ninguém havia informado que o Duque já estava perto, acreditava que ainda levaria uma hora para o marido chegar. Provavelmente fizeram aquilo para evitar que ela esperasse por ele do lado de fora da mansão, já que a temperatura havia caído de forma drástica ao anoitecer.

— Jacob! — falou emocionada. Uma lágrima de felicidade e emoção escorreu dos olhos cristalinos.

— Ma Poupée! — o duque fechou a porta atrás de si e caminhou a passos largos até chegar à amada, ajoelhando-se para igualar a altura e poder melhor olhá-la. — Como senti a sua falta! Está tão esplêndida! — segurou a face delicada da esposa entre as duas enormes mãos e depositou um casto beijo demorado nos lábios rosados. — Não chore. Nada mais nesse mundo fará me afastar tanto tempo assim de você! — disse após soltar os lábios da esposa e limpar as lágrimas que teimavam em descer pela face dela.

— Sentimos tanta falta de você. — Renesmee falou com a voz ainda embargada pela emoção.

Foi só depois de compreender a fala da esposa que os olhos de Jacob desviaram dos olhos azuis e encontrou um bebê bochechudo agarrado ao seio da amada. O coração do nobre transbordou de emoção.

Era notório o quanto seu precioso filho havia crescido em um mês. William era um bebê tão saudável que crescia a olhos nus.

— Como ele cresceu nesse tempo que fiquei longe. — falou encantado enquanto permanecia olhando o filho se alimentando no seio da esposa. O dedo indicador deslizou de forma carinhosa pela bochecha gordinha. — Está tão forte e saudável. Como tenho orgulho de vocês! — sorriu bobo e voltou a olhar apaixonado para a ruiva.

Renesmee também olhava encantada para o marido interagindo com o filho deles.

— Quer segurá-lo? — ofereceu após retirar delicadamente o bebê do seio, ele já dormia.

— Adoraria!

Jacob levantou para melhor receber o filho nos braços e com cuidado o pegou. De imediato pode constatar que William realmente estava mais pesado. Após analisar o filho de forma minuciosa, permanecendo em total silêncio durante o processo, onde sabia que estava sendo observado pela amada, o Duque sorriu! Seu rosto iluminou-se ainda mais.

— Acho que agora posso concordar que William é a minha versão ruiva. Ele está muito parecido comigo. — disse de forma jovial, um sorriso bobo brincava nos lábios do Duque.

Jacob antes achava que os traços do rosto do filho ainda eram pouco definidos. Achava um exagero todos afirmarem que o bebê parecia com ele, mas agora era inegável como seu herdeiro era a sua cópia nos traços físicos.

— É o que todos dizem! — Renesmee concordou sorridente.

O casal permaneceu mais alguns minutos matando a saudade um do outro. Jacob permanecia segurando orgulhoso o filho adormecido no colo. Eles também conversaram sobre o período que tinham ficado afastados, informando tudo o que tinha acontecido tanto em Kent como em Londres. Claro que Jacob omitiu algumas informações que ele sabia que perturbaria a sua amada.

Foi com pesar que o casal rompeu aquele momento íntimo em família. Renesmee sabia que tinham que recepcionar devidamente o Marquês e o herdeiro dele.

De braços atados e sorriso nos lábios o nobre casal deixou o salão privado. Jacob carregava com orgulho — em seu outro braço — seu herdeiro adormecido.

~*~

A serena imagem refletida no espelho não capturava o verdadeiro estado de espírito da linda ruiva. Uma desconhecida euforia dominava cada célula do corpo da jovem. Por fora ela parecia calma e inabalável, mas por dentro era um verdadeiro turbilhão de emoções.

— ...Milady? — Emma voltou a chamar mais uma vez pela patroa. Ela parecia não ter escutado das vezes anteriores. — Gostaria de dormir hoje com os cabelos soltos ou trançados? — a aia repetiu a pergunta quando a duquesa a fitou confusa através do espelho.

Renesmee ficou por alguns segundos pensando sobre a simples questão levantada pela criada. Emma tinha gastado alguns minutos escovando seus longos cabelos. Em algum momento do processo ela havia se desligado por completo do que a aia fazia, a sua cabeça só pensava que logo estaria nos braços do amado depois de um mês longe um do outro.

— Acredito que soltos. — Renesmee demostrou pouca segurança sobre o que realmente queria. Pensou que Jacob adorava os seus cabelos soltos, mas ele também amava desfazer de sua longa trança. — Sim, soltos! — confirmou por fim.

— Perfeitamente, Milady. — Emma voltou a escovar os fios ruivos na intenção de fazê-los brilharem ainda mais mediante ao reflexo do fogo da lareira.

Renesmee voltou a ficar em silêncio. Ela havia se recolhido há poucos minutos apenas para trocar-se na intenção de ir dormir.

Havia tido uma noite agradável na companhia do marido e do marquês. Após apreciarem um delicioso jantar, seguiram para o salão rosado na intenção de gastarem um tempo conversando trivialidades sociais. Em dado momento da noite o Duque determinou que já fosse a hora de recolherem-se.

A duquesa lamentou por não ter tido a oportunidade de rever o pequeno Bernard, uma vez que a criança adormeceu logo após banhar-se e terminar a refeição ainda na ala infantil. Mas Renesmee havia decidido que iria dedicar toda a manhã do dia seguinte ao próprio filho e ao menininho órfão de mãe.

— Pronto, Milady! — Emma depositou a escova na penteadeira da patroa após se dar por satisfeita. Os lustrosos cabelos ruivos brilhavam de forma encantadora. — Necessita de mais alguma coisa?

— Eeer... — Renesmee titubeou ao tentar falar, corando instantaneamente. Respirou fundo para tomar coragem. — Acho que gostaria de trocar a minha camisola. Queria vestir algo mais... Bonito. — falou encabulada com a revelação.

Ela vestia uma camisola branca de cambraia e renda provençal francesa que Emma havia escolhido para aquela noite. A peça era linda, mas totalmente comportada. A duquesa desejava usar algo especial para mostrar ao marido.

— Claro, Milady, podemos trocar agora mesmo. — A experiência de Emma fez com que entendesse exatamente o que a jovem patroa queria. Renesmee tinha uma enorme coleção de camisolas sensuais que havia encomendado na modista da cunhada em Londres. Todas com o intuito de agradar, e muito, um marido exigente. — Aguarde-me apenas alguns minutos, irei escolher algo mais belo. — ditou de forma natural, na intenção de não constranger ainda mais a patroa.

— Sim, claro. Obrigada, Emma! — a lady agradeceu imensamente a empregada. Ela ainda tinha a face tomada pela vermelhidão do constrangimento.

Não demorou nem cinco minutos e Emma voltou trazendo uma camisola toda em seda, renda francesa e organza na cor lápis lazúli. Era um azul perfeito para constatar com a pela translúcida da duquesa e realçar ainda mais a cor dos olhos azuis claros. Não era um fato desconhecido para a aia que o patrão adorava ver a esposa vestindo algo azul. Na opinião do Duque a cor realçava ainda mais a beleza da esposa, o que era uma grande verdade.

Emma fez a substituição das camisolas de forma hábil e rápida. Em poucos minutos Renesmee já vestia a longa camisola com decote profundo e fenda sensual nas coxas. Para compensar a peça que pouco protegia e cobria o corpo, a aia optou por um robe de veludo da mesma cor, já que a noite estava fria. Os cabelos voltaram a ser escovados pela última vez.

— Milady, gostaria de ressaltar que Lorde William completará três meses somente na próxima semana, faltam dez dias ainda. — Emma sorriu amável ao passar de forma discreta o recado a jovem.

Renesmee ainda seguia de resguardo. Era uma recomendação médica que só retornasse a manter relações sexuais com o marido após três meses depois do parto.

— Sim, claro. — Renesmee tinha as bochechas em tom de carmim ao concordar com a criada.

A cabeça da jovem estava cheia de dúvidas e perguntas, mas decidiu calar-se. Se fosse perguntar algo, perguntaria ao marido. Jacob tinha experiência suficiente, além de ter tido uma conversa em particular com o médico responsável pelo parto de William.

O silêncio predominou no quarto por alguns segundos. Emma esperou por perguntas que jamais vieram por parte da lady.

— Obrigada, Emma! Já pode se recolher. — Renesmee sorriu agradecia ao dispensar a criada. — Tenha uma boa noite.

— Obrigada, Milady. — a aia fez uma mesura respeitosa. — Tenha uma boa noite igualmente.

Enquanto Emma deixava o quarto da patroa, Renesmee voltou a olhar-se no espelho. Decidiu, depois de uns segundos observando o próprio reflexo, passar um pouco de seu perfume. Jacob quem tinha presenteado-a com aquela fragrância exclusiva que combinava a essência de Lírio, Rosa Inglesa e Jasmim. Era um floral doce, mas não enjoativo. Suave, mas igualmente marcante. O Duque adorava aquele cheiro.

Renesmee estava tão distraída no intuito de perfumar-se para o marido que não notou quando a imponente figura masculina entrou em seu aposento.

— És a mais bela das damas de todas asilhas britânicas! Arrisco em dizer que é a mais bela de todos os continentes! — a voz máscula ecoou até os ouvidos da jovem. Renesmee ergueu olhar e fitou o marido através do espelho. Suspirou apaixonada pela bela visão. Ele vestia um conjunto de calça e robe negros, os úmidos cabelos pretos brilhavam através da luz bruxuleante. — Já disse isso hoje? — Jacob deu um sorriso travesso e começou a caminhar de forma lenta até onde a amada estava sentada. — E a mais perfumada também. — murmurou. Ele havia agachado apenas o suficiente para cheirar o pescoço alvo, afastando os sedosos cabelos e depositando um beijo demorado na carne delicada.

— Jacob. — disse em um sussurro. Todos os pêlos claros tinham se eriçado devido à carícia. — Senti tanta saudade! — Renesmee confessou ao abraçar o marido.

— Eu também, Poupée! — Jacob aconchegou a amada aos braços. — Não houve um único dia em que não desejasse estar de volta em seus braços. — declarou.

O casal permaneceu apenas abraçados por algum tempo, curtindo todo carinho e emoção transmitida naquele gesto simples, mas intenso.

— Venha, vamos nos deitar. — o duque foi o primeiro a quebrar o silêncio, puxando a amada na direção da enorme cama.

Renesmee não relutou, apenas se deixou ser conduzida pelo marido. Quando eles já estavam próximos o suficiente da cama, ela parou pensando em tirar o robe de veludo. Jacob já tinha tirado o dele, revelando toda a beleza do esculpido peito másculo.

A duquesa suspirou com a bela visão do marido. E por mais que soubesse que ainda não podia, ela queria muito mais que trocar alguns beijos e dormir aconchegada a ele. Ela sentia saudades de seus toques, de seus beijos, de seu pesado corpo sobre o dela, dos gemidos de amor... Renesmee era completamente ciente que jamais poderia confessar aqueles desejos secretos, já que não era uma atitude nem um pouco aceitável para uma lady, mas também sabia que Jacob seria capaz de interpretar qualquer simples gesto. A camisola retirada seria um enorme sinal para ele.

Mesmo envergonhada pelo o que iria fazer, a jovem ruiva começou a tirar lentamente o pesado robe, revelando — mesmo sem pretenção — o corpo, pouco oculto pela camisola, de forma sensual.

Jacob que havia acabado de deitar na confortável cama sentiu todo o corpo enrijecer — principalmente o volume localizado no meio de suas pernas — com a visão da esposa. Ela estava esplendida!

— Poupée... — falou em tom de aviso. Ele já estava ficando louco. — Não deveria fazer isso com seu pobre esposo. — os olhos negros queimavam de luxúria, o sorriso brejeiro brincava nos lábios carnudos.

Apensar do sorriso tímido, os olhos azuis não demonstravam a mesma coisa, eles queimavam de luxúria como os do lorde. E Jacob percebeu isso no mesmo instante. Renesmee o queria tanto quanto ele desejava por ela.

Sem mais escutar o lado racional, Jacob ergueu rápido demais o corpo da cama e foi até o encontro da esposa, enlaçando a cintura fina e tomando com paixão os lábios semiabertos — devido a surpresa — da amada.

O beijo foi imediatamente correspondido, já começando intenso. As mãos grandes do lorde deslizaram pelas costas desnudas até conseguir chegar ao volume redondo e macio das nádegas femininas. Renesmee deixou um gemido de prazer escapar entre o beijo avassalador.

Não quebrando o beijo e as carícias, Jacob deu alguns passos para trás, trazendo Renesmee junto consigo em seus próprios braços. Quando sentiu a aproximação com a cama, o lorde sentou no macio do colchão, posicionando a esposa de pé, entre as próprias pernas que tinha afastados para acomoda-la.

Sem trocarem uma única palavra, apenas olhando intensamente um nos olhos do outro, o duque começou a escorregar lentamente as alças da camisola azul. No processo Jacob distribuía diversos beijos por todo o ombro e braços da amada.

Renesmee estava entregue e totalmente passiva. Suas bochechas coradas contrastavam com o olhar selvagem pelo desejo crescente.

— Pelos céus! Como consegue está ainda mais bela? — Jacob falou hipnotizado pela beleza da esposa. Ele havia acabado de deixar a seda e renda da camisola deslizar sozinha pelo quadril bem desenhado da ruiva. Agora ela estava completamente nua diante dos olhos famintos dele. — Seu corpo ganhou curvas ainda mais belas após o nascimento de nosso filho. — ele repousou as mãos grandes no volume arredondado do quadril da esposa. — Está ainda mais linda e sensual. Tornou-se uma mulher esplêndida. — aproximou a boca da barriga já plana e beijou de forma nada casta o pequeno umbigo dela, instigando-a ainda mais com a língua atrevida.

Renesmee em resposta deixou a cabeça tombar para trás e agarrou nos cabelos negros do marido. Dos lábios entreabertos escapavam tímidos gemidos de prazer.

— Jacob. — foi tudo que a duquesa conseguiu dizer quando os lábios quentes fecharam-se ao redor de uma de suas modestas aureolas enquanto uma das mãos grandes dele sovava de forma erótica seu outro seio. — Jaaaay...

Jacob prestou um verdadeiro culto de adoração em cada seio dela. Ele beijava, dava leves mordidas, deslisava a língua, sugava... Estava realmente fascinado com as novas curvas que o corpo dela havia adquirido após o parto.

Mesmo nitidamente mais magra, havia um contraste entre a cintura estreita e o quadril mais bem desenvolvido da ruiva. A barriga já havia voltado a ficar completamente plana e firme, em contrapartida os seios estavam mais cheios e redondos, por mais que ainda fossem pequenos. Agora ela havia adquirido a forma completa de uma linda — miúda — mulher. Não havia mais promessas ou insinuações de mudanças, o corpo dela estava totalmente amadurecido. Aquela seria a perdição de Jacob. E ele sabia disso!

— Vem, Poupée! — Jacob puxou a esposa para sentar de frente em seu colo, posicionando-a para ficar encima de sua ereção.

Ambos gemeram quando as intimidades se chocaram. Apenas a calça de seda negra do nobre era o que separava o encontro de pele-com-pele.

Instintivamente a ruiva ondulou o quadril sobre o colo do marido. Jacob gemeu louco com todo o calor e umidade que pode sentir transpassar a barreira da seda de sua calça. De forma automática o seu corpo bombeou mais um fluxo de sangue para região central de seu corpo, concentrando-se naquela região. O duque sentiu o membro pulsar e ficar ainda mais duro e exigente, já estava até dolorido. Mas ele também sabia que teria que ir com calma, procurar um caminho para que obtivesse prazer sem prejudicar a recuperação do resguardo da amada.

Em um movimento rápido Jacob deitou sua duquesa na cama e ajeitou o corpo dela o suficiente para sua total contemplação. Renesmee se doou por completo, abrindo-se em oferta ao amado. As bochechas coradas era um misto de timidez e excitação.

— Meus Deus, como pode ser tão perfeita? — Jacob murmurou sem desviar os olhos do sexo rosado e brilhante devido à umidade da região. Sua boca salivou. — Hoje eu vou me banquetear de você! — ele não esperou por uma resposta, até porque tudo que podia ser ouvido eram os gemidos da ruiva, e foi logo abocanhando o pálido seio direito enquanto os dedos atrevidos desceram e invadiram os cachos ruivos à procura do ponto sensível resguardado entre as dobras delicadas.

— Jacob! — gritou a duquesa, arranhando as costas do marido, quando sentiu dois dedos lhe penetrarem de uma única vez.

— Deliciosa, como sempre. — murmurou entre os beijos que distribuía entre os dois seios. Os dedos faziam um delicioso vai-e-vem dentro da ruiva.

Renesmee cravou as duas mãos no colchão e agarrou o lençol de seda, arqueando o corpo devido a sensação do prazer recebido. Ela mordia os lábios para evitar gritar ainda mais. Jacob estava levando-a ao paraíso somente com a boca e os dedos.

Mas o duque não se deu por satisfeito, queria sentir todo o gosto da esposa direto da fonte. Ele sabia que ela não iria demorar a chegar ao clímax.

Faminto ele desceu os beijos pelo abdômen até chegar aos pêlos ruivos, onde soprou de forma erótica. Renesmee arrepiou-se dos pés à cabeça!

Jacob forçou as pernas esguias a se afastarem ainda mais para poder acomoda-lo, porém sua amada tentou resistir à exposição.

— Eu quero! — Jacob falou com a voz rouca pelo desejo, mas o tom soou quase como uma ordem.

Renesmee apoiou-se nos cotovelos e pôde ver como os olhos negros do marido estavam inflamados por um desejo quase selvagem. Poucas vezes tinha visto Jacob assim tão primitivo. Aquilo a excitou ainda mais.

Sem pensar no que estava fazendo, afastou as pernas de forma quase automática. Jacob mergulhou sem qualquer cerimônia a boca na intimidate da jovem esposa, jamais desviando o olhar penetrante dos dela.

— JACOB! — a ruiva gritou quando sentiu o ponto sensível ser sugado pelos lábios do marido. Ela deixou o corpo tombar na cama novamente.

Aquilo com certeza era indecoroso, mas também era como ir ao céu! Jacob fazia em sua intimidade o mesmo que fazia em sua boca quando se beijavam. A língua atrevida trabalhava de forma exímia tanto nas dobras rosadas como no nervo inchado.

Renesmee por instinto começou a ondular o quadril enquanto o marido a chupava. Um fogo queimava como líquido em todo seu interior, crescendo e intensificando a cada segundo, principalmente no próprio local em que recebia a íntima carícia.

— Jacob! — chamou entre os ofegos. — Jacob... Jac... JACOB! — gritou quando sentiu o calor crescer tanto até parecer explodir dentro de si mesma.

Mas o duque não parou com ato da felação, ele queria degustar de cada gota que a esposa derramava em sua boca. Aquele era como o mel dos deuses para ele. Nada no mundo superava aquele delicioso sabor.

Jacob só parou de sugar a intimidade de sua duquesa quando ele sentiu todo o corpo dela parar com os espasmos e relaxar por completo. Ela havia chegado ao ápice de forma gloriosa, no entanto ele ainda estava duro e dolorido. Iria mimá-la até que pegasse no sono, depois resolveria o próprio problema de forma manual.

Ele voltou a subir com os beijos, só que agora de forma carinhosa, por toda a barriga e seio da amada, selando por fim os lábios entreabertos.

Para o duque não existia no mundo uma visão mais linda do que a imagem da esposa saciada logo após alcançar o prazer supremo. Ela tinha o peito acelerado, olhos fechados e sorriso bobo nos lábios inchados. Ele suspirou, seria difícil esperar por mais alguns dias antes de poder voltar a tê-la de novo por completo.

Jacob deitou-se novamente na cama e puxou sua duquesa para acomodá-la em seus braços.

— Jacob. — Renesmee falou após alguns minutos, quando já se sentia parcialmente recuperada. — Estou aqui! Sou a sua esposa. Meu corpo está aqui para satisfazê-lo. Sei que tem as suas necessidades. — mesmo sentindo-se muito envergonhada ela conseguiu falar, ainda que de forma evasiva.

Era algo totalmente inapropriado para uma lady mostrar interesse ou até mesmo se oferecer sexualmente para um homem, mesmo esse sendo o seu próprio marido. Era sempre o homem quem deveria procurar pelo ato sexual, para mulher restava somente a opção de estar sempre disponível quando era procurada. Mas a verdade era que Renesmee também queria e desejava por mais... Porém não podia confessar aquilo de forma tão explícita. Era uma lady, jamais deveria mostrar-se tão leviana.

— Eu sei, Poupée. — Jacob beijou o topo dos cabelos ruivos com carinho. — O meu corpo clama com fervor pelo seu, mas ainda não podemos. Seu resguardo terminará só na próxima semana. Não fará bem a sua saúde quebrarmos esse período. — confessou um pouco angustiado. A necessidade e o zelo duelavam de forma impiedosa na consciência do Duque.

— Mas eu já me sinto perfeitamente bem. Meu corpo já está recuperado por completo, acredito que não fará mal. São apenas alguns dias antes. — Renesmee declarou tímida, mas determinada. Um das mãos começou a alisar de forma sensual o peitoral másculo.

— Poupéeee... — Jacob praticamente gemeu ao invés de reaprender. — Não sei se é uma boa ideia. São apenas mais alguns dias de espera. — falou sem muita convicção.

A ruiva começou a descer cada vez mais a mão para acariciar o amado. Em um ato ousado, ela soltou o cordão da calça dele e adentrou com a mão suave a peça, segurando de forma determinada o falo quente e enrijecido do marido. Ela já sabia o que deveria fazer para proporcionar prazer a ele. Há muito tempo Jacob havia lhe ensinado como tocá-lo ali.

Determinada Renesmee começou a mover a mão no eixo rijo do esposo. Jacob estava ensandecido com os movimentos delicados da delicada mão macia, era imensamente prazeroso para ele.

Com desespero eles procuraram um pela boca do outro. O beijo já começou com a lasciva da paixão. O ritmo imposto pelos lábios sedentos seguia a mesma intensidade do toque da duquesa ao falo do esposo. O duque só sabia gemer enlouquecido.

Jacob tentou aumentar o ritmo do toque da esposa ao colocar a própria mão sobre a dela e começar a impor uma intensidade mais firme, mas nada parecia ser suficiente para ele. Faltava algo primoroso, essencial!

— Vem, Jacob! — Renesmee abandonou o falo apenas para puxar o corpo do marido mais para si, sussurrando em seu ouvido o explícito convite. Ela também já se abria para ele.

O duque se viu cego pelo desejo, seu lado racional havia perdido feio a batalha para o prazer. Ele não pensou quando avançou para cima da esposa, montando seu pesado corpo sobre o dela. Ela se abriu ainda mais e arqueou-se para recebê-lo. Jacob não resistiu, apenas mergulhou lentamente seu rijo membro pelo calor convidativo da intimidade úmida e apertada.

— Jaaaacob! — Ela chamava por ele enquanto era penetrada de forma lenta, porém firme.

— Pelos Deuses! Como está ainda mais maravilhosa! — o nobre falou entre os dentes, ele tinha acabado de entrar por completo na cavidade apertada da jovem. — Que saudades de sentir estar dentro de você!

Renesmee estava em êxtase. Também sentia muita falta de receber toda a potência do marido dentro de si. Fazer aquele ato com Jacob era viciante! Ela envolveu as penas na cintura do marido, dando ainda mais profundidade a ele.

Jacob gemeu rouco. Ele permanecia parado dentro dela na intenção de fazê-la se acostumar novamente com o seu tamanho, e também para tentar recuperar o mínimo de lucidez. O parto não havia mudado em nada o corpo dela, ainda continuava muito apertada para ele.

O duque apertou uma das coxas esguias que o circulava e capturou novamente os lábios inchados da esposa, começando então a bombear de forma firme o quadril. Ele sabia que ambos não iriam durar por muito tempo.

Os gemidos do casal escapavam entre os lábios deles à medida que a velocidade das estocadas do quadril do duque aumentavam o ritmo. A jovem duquesa também ondeava o próprio quadril para ir de encontro ao do esposo. Eles estavam enlevados pelo prazer, haviam estabelecido um ritmo intenso. O suor produzido pelos corpos acoplados proporcionava um deslizar mais harmônico. O cheiro produzido pelo ato sexual já inebriava todo ambiente.

— Jacob! — a duquesa gemeu chamando pelo marido à medida que o seu próprio prazer começava em ondas crescentes. Ela arranhava as costas másculas e puxava ele ainda mais para si, parecia querer fundir-se a ele. — Jaaaacob! — gritou um pouco antes do cume do prazer chegar, explodindo em uma onda arrebatadora.

— Poupéeeeee... — Jacob sentiu quando o prazer da esposa chegou. A intimidade dela apertava ainda mais o seu próprio membro, que em reposta inchava cada vez mais. Essa inebriante sensação vinha para puxar pelo prazer dele, clamando para ordenhá-lo. O duque passou a estocar mais vigoroso na intenção de chamar por seu eminente orgasmo. — Poupéeeee! — gritou rouco na hora que o prazer arrebatador lhe alcançou, se retirando e despejando toda a sua viscosa essência no abdômen plano da amada.

Foi por muito pouco que ele conseguiu se retirar à tempo. Teria que aprender a se controlar com ela, não desejava ter outra criança por hora. Queria esperar por alguns anos antes de fazer um novo filho na esposa.

Renesmee olhou curiosa para o marido, ele permanecia ajoelhado entre as suas pernas. Não estava entendendo o que estava acontecendo, uma vez que ele não havia desabado pesadamente sobre o seu corpo como de costume após saciar-se. Sabia que havia sido diferente dessa vez, mas não sabia dizer o que! Ela apoiou-se nos cotovelos para ver melhor, mas acabou sendo surpreendida ao ver uma secreção viscosa e branca na própria barriga. Crispou os olhos e entortou os lábios em nítida confusão. Sentiu-se verdadeiramente constrangida com aquele fato desconhecido.

— Permaneça deitada, Poupée! — Jacob falou após levantar e beijar de forma carinhosa a testa da esposa. Ele percebeu a interrogativa estampada na face confusa e constrangida dela. — Vou buscar o necessário para nos limpar.

Jacob saiu da cama e caminhou nu até o reservado da esposa na intenção de buscar um jarro com água fresca, uma bacia e toalhinhas limpas.

Ele molhou a toalha na água morna e após torcer o excesso foi limpar a esposa. Renesmee permaneceu em silêncio, Jacob sempre cuidava dela depois que eles terminavam o ato de amor.

— São as minhas sementes, Poupée. Não posso depositá-las dentro de você. — Jacob explicou após limpar ambos e descartar as toalhinhas sujas na bacia. Renesmee não iria relaxar até obter uma explicação para o ato dele. — Iremos esperar até William estar maior para pensarmos em ter outro filho, não quero engravidá-la tão logo.

Renesmee concordou com a cabeça após a explicação do marido.

— Mas eu quero mais bebês! — Renesmee confessou após alguns minutos em silêncio.

— Sim, estou ciente. — Jacob voltou a deitar na cama, puxando a esposa para repousar em seu peito. — Teremos outras crianças, se assim for da sua vontade, mas não tão breve. Ainda é muito jovem, teremos muito tempo para isso. — selou um beijo carinhoso nos lábios rosados. — Agora apenas relaxe e vamos dormir.

Renesmee não relutou, estava com o corpo exausto após toda a saciação. Ela apenas relaxou nos braços do esposo e deixou o cansaço guiá-la para o mundo da inconsciência à medida que recebia deliciosos afagos nos cabelos ruivos e por toda a extensão das costas. Ela deixou um longo e prazeroso suspiro escapar pouco antes de cair em um sono já profundo. Estava feliz e em paz.

— Te amo. Senti muitas saudades disso! — Jacob beijou o topo dos cabelos ruivos antes de também deixar o cansaço vencer seu corpo, igualmente saciado.

To be Continued...

Notas finais
Gostaram? Uma delicinha né? William cada vez mais lindo. Bem o proximo tem surpresas e emoções!!!! Está pronto, postaremos em duas semanas assim que tivermos 15 comentários. Até breve. Beijos e abraços Jeny e Day