Notas iniciais
Olá amores... Saudades? Até que não demoramos dessa vez! Rsrsrs Estamos aqui de novo... E já agradecemos por todos os comentários ♥ Se deliciem no capítulo. Está bafônico!!! P.s: Estamos nos últimos capítulos, amores. Pela nossa programação, faltam aproximadamente 4 capítulos... Então, sem mais demora, apreciem sem moderação!

A sensação era que a noite havia sido curta demais uma vez que o dia já se fazia presente em uma manhã fria de poucos e fracos raios solares adentrando as vidraças da mansão. As pesadas cortinas tinham sido abertas para permitir que a claridade da manhã iluminasse o luxuoso aposento. Mas nenhum dos nobres permaneceu deitado em suas camas, agora todos os habitantes daquela luxuosa propriedade já estavam de pé.

— Milady gostaria de algo mais? — Emma perguntou a duquesa. A lady parecia distraída e distante aquela manhã. — Está tudo do Vosso agrado? — referia-se a roupa e penteado que tinha feito na patroa aquela manhã. A jovem duquesa tinha permanecido calada durante todo tempo, o que não era comum.

Renesmee piscou confusa pela pergunta da aia. Estava tão distraída que não percebeu que Emma havia terminado de aprontá-la. A ruiva sentiu a face queimar com a enxurrada de lembranças que invadiram novamente a sua mente sobre a noite passada. Agora entendia porque se sentia sonolenta e cansada, seu corpo estava dolorido e carregava os vestígios de toda a intensidade vivida na madrugada passada em sua cama.

Emma olhava interrogativa. Provavelmente já ciente do que havia acontecido da intimidade dos aposentados dela, pois havia alguns indícios pelo quarto que dava a exata reposta. Porém a aia não falou absolutamente nada, e Renesmee sentia-se agradecida por isso.

— Muito obrigada, Emma. — Renesmee sorriu para a aia. — Como sempre foi capaz de me deixar impecável com todo o seu talento para vestir e pentear.

— Milady não precisa de qualquer talento para deixá-la bela. Já é linda por natureza! — adulou a aia.

A jovem ruiva corou. Era difícil para ela enxergar o que todos afirmavam sobre sua aparência. Achava-se uma mulher sem grandes atributos físicos. Era branca demais em contraste com os cabelos ruivos demais. Os redondos olhos azuis também eram demais... Tudo nela era demais em comparação aos padrões de beleza inglesa. Ela não se enquadrava no padrão!

Mas o que a duquesa não conseguia enxergar era que o seu conjunto único tornava a sua beleza rara e estonteante para todos que olhavam-a.

— Obrigada. — a duquesa retribuiu tímida ao elogio. — Emma, saberia me dizer se o Duque encontra-se na propriedade? — questionou curiosa. Não tinha visto o momento que o marido deixou o seu lado na cama.

— Sim, Milady. Após o desjejum, Vossa Graça seguiu para a ala infantil junto com o Marquês. — informou a aia.

— Muito obrigada, Emma. Irei ao encontro do meu esposo. — falou já se levantando e caminhado para deixar o próprio aposento para trás.

A duquesa estava ansiosa para reencontrar o marido, mas também estava saudosa do filho. Por fim decidiu passar primeiro no quarto do bebê, na ala infantil, para pegá-lo. Desejava passar um tempo de qualidade com o marido e filho, além do Marquês e seu herdeiro. Tinha o palpite que eles estavam no salão de recreação, ainda na ala infantil da propriedade.

Assim que a lady chegou ao luxuoso quarto do filho encontrou o ambiente vazio, apenas uma camareira estava fazendo a arrumação do quarto.

Após ser questionada pela patroa, a criada informou que o Duque tinha passado ali há pouco tempo para buscar o bebê, dispensando a ama do menino assim que foi informado que o herdeiro tinha acabado de ser amamentado.

Renesmee agradeceu a criada e deixou o quarto do filho logo em seguida. Iria procurar por ele pela mansão. Começaria primeiro pela própria ala infantil.

Após andar por alguns corredores e entrar em alguns quartos e salões, acabou por achar o marido em uma ampla sala de recreação. Ela suspirou diante da cena encantadora.

Jacob caminhava pelo enorme aposento conversando com o filho no colo. O menininho tinha os olhos abertos e curiosos para tudo ao redor. Havia diversos brinquedos ali.

— ...e quando estiver maior, nós iremos andar à cavalo para explorar toda a nossa propriedade. — Jacob parou de falar assim que avistou a esposa parada no batente porta. Ele havia sentido a presença dela no ambiente, o que fez com que virasse e procurasse por ela. — Olha quem acabou de chegar, William. A lady mais bela e encantadora de todo o Reino Unido! Tem sorte de tê-la como mãe, mas o sortudo mesmo sou eu por tê-la como esposa. — sorriu para a ruiva.

— Então é aqui que estão os meus amores. — Renesmee sorriu de forma ampla. — Achei vocês! — caminhou em direção a eles. — Bom dia, bebê precioso da mamãe. — beijou a cabecinha do filho. William sorriu ao reconhecer a mãe. — Bom dia, amor da minha vida. — beijo a bochecha do marido.

— Já disse que te amo hoje? — Jacob questionou divertido. — Amo você, Poupée! — selou de forma breve o lábio da esposa. Era um ato ousado já que estavam diante do bebê. — Venha, vamos nos sentar. — envolveu a cintura fina da esposa com um braço, no outro sustentava o herdeiro.

— O Marquês não está com você? — a lady questionou assim que acomodou-se no sofá.

— Estava! — o Duque passou o herdeiro para a esposa. Ela parecia ansiosa para pegar o filho no colo. — Call foi apenas ao quarto de Bernard buscar alguns dos brinquedos favoritos do pequeno.

Foi só Jacob falar no amigo que ele entrou pela porta junto com o herdeiro. Ambos carregavam alguns brinquedos nos braços.

— Bom dia, Milady! — Embry deixou os brinquedos que carregava encima de uma mesinha infantil e foi cumprimentar a esposa do amigo. Ele tomou a mão dela e beijou de forma breve e respeitosa. — Cumprimente a Duquesa, Bernard! — disse ao herdeiro.

— Bom dia, Duquesa! — o menininho imitou o gesto do pai de forma graciosa.

Renesmee não conseguiu evitar sorrir. O menino loirinho era encantador.

— Bom dia, Lorde Call e Lorde Bernard! — respondeu a ruiva ainda sorrindo.

Bernard sorriu e arregalou os olhinhos azuis ao ser cumprimentado pela duquesa da mesma forma que seu pai. Era a primeira vez que alguém falava daquela forma com ele. E ele adorou aquilo.

— Tio Jacob, esse é o seu bebê? — o menininho questionou ao vê o bebê no colo da duquesa.

Antes de o garotinho sair com o pai para ir buscar seus brinquedos favoritos, o duque ainda não estava com o filho.

— Sim, Bernard. — Jacob prontamente concordou. — Quer vê-lo mais de perto?

O menino balançou a cabeça de forma efusiva. Estava muito curioso.

— Venha aqui, querido! — Renesmee chamou carinhosa. Ela abaixou e virou um pouco William em seu colo, expondo o filho à contemplação do herdeiro do marquês.

Bernard caminhou até ficar bem próximo a Renesmee. Ele passou a observar o bebê calado, mas os olhinhos inocentes demonstravam curiosidade.

— Cuidado, Bernard. — o tom de repreenda estava salpicado na fala do marquês. — William ainda é um bebê muito pequeno e frágil, você pode machucá-lo. — Embry deu o aviso ao filho.

Bernard tinha segurado na mãozinha exposta de William.

— Está tudo bem, Lorde Call. — tranquilizou a duquesa. — Ele está apenas cumprimentado o novo amiguinho. Não é Bernard?

— Sim. — mais uma vez o menino loiro balançou a cabeça de forma entusiasmada. — Agora eu tenho um amiguinho? — olhou com expectativa para os adultos.

A verdade era que Caroline sempre criou o filho de forma isolada. Ela não permitia que Bernard tivesse contato com outras crianças. Ela acreditava que tal ato iria atrapalhar a educação refinada que queria oferecer ao filho. Ela tinha como objetivo criar um autêntico herdeiro de um grande nobre, sem qualquer infância tradicional ou diversão.

Muitas vezes Embry discutiu com a falecida esposa sobre a educação do filho deles, mas acabava cedendo aos caprichos da esposa por não querer se aborrecer ainda mais. Porém agora o marquês estava determinado a criar o filho da maneira dele. O menino teria educação de primeira qualidade, mas também uma infância como qualquer outra criança. No que dependesse do nobre, o filho teria amigos e muitos momentos de diversão.

— Sim, meu filho, você terá muitos amiguinhos agora. — Embry pegou o filho no colo e abraçou o garotinho.

— Então fala para o William crescer logo, papai! — Bernard falou animado.

Todos os adultos caíram na gargalhada diante da inocência infantil.

Renesmee ficou no salão de recreações até o filho começar a chorar de fome. Ela pediu licença e se retirou para poder amamentar o bebê em privacidade, mas prometeu retornar o mais breve possível.

Jacob e Embry ficaram brincando com Bernard até a duquesa regressar, porém agora sem o filho nos braço. William tinha adormecido exausto após se alimentar. Emma ficou velando o sono do herdeiro do duque.

— Poupée, vou precisar me ausentar por algum tempo, tenho um assunto importante a tratar. — Jacob começou a falar baixo com a esposa. Ela brincava com o filho do amigo, porém Bernard agora tinha ido mostrar um desenho ao pai. — Estarei de volta a tempo de almoçarmos juntos. — falou após conferir a hora. Era dez da manhã, o almoço era servido às uma e meia da tarde. — O Marquês também tem um assunto privado para tratar. Ele vai chamar a nova babá para ficar com Bernard pelo tempo necessário até ele retornar. — informou o duque.

— Pode deixar, eu mesma cuidarei do Bernard. Tinha prometido a mim mesma que passaria um tempo com ele. — contou Renesmee ao marido.

— Tem certeza? — sondou o duque. Ela confirmou com a cabeça. — Mas se precisar de qualquer coisa é só chamar a babá dele, ela está à disposição.

— Sim, Claro. — concordou a ruiva. — Vá e não se preocupa. Mas não demore a retornar para a gente. — sorriu apaixonada.

Jacob ficou por mais alguns minutos antes de sair com do cômodo com Embry. Bernard estava tão distraído desenhado com a duquesa que ao menos ligou para a saída do pai. Ele estava se divertido como nunca antes. Isso tranquilizou o coração do marquês.

~*~

Assim que a carruagem chegou sem prévio aviso na bela prioridade e a sua presença foi anuncia, o Duque de York não precisou esperar nem dez minutos para ser encaminhado ao gabinete do nobre prioritário da mansão.

Uma bebida foi prontamente servida pelo mordomo enquanto Jacob era convidado a sentar-se em uma confortável poltrona próxima à lareira. Sempre era uma grande honra para qualquer nobre receber um Duque em sua residência, ainda mais um duque tão poderoso como Jacob Balck.

— A que devo a honra, Sua Graça? — falou o nobre de forma solene, assim que seu mordomo deixou o gabinete. — Não sabia que já havia regressado para o Condado.

— Cheguei ontem, na parte da noite. — disse Jacob, virando um gole do conhaque.

— Espero que tenha recebido a minha missiva de felicitação pelo Vosso herdeiro. — o Lorde também virou o próprio cálice para apreciar o sabor de sua bebida favorita. — Todo Condado de Kent parou em festa para comemorar o nascimento de Vosso Varão.

— Recebemos sim, obrigado. Minha Duquesa e eu agradessemos pela missiva. — Jacob limitou-se em responder de forma educada.

— Em que posso ajudar Sua Graça? — o homem retornou a fazer a pergunta, já que estava claro que o duque queria algo, mas não falaria até ser questionado. — Estarei disposto a ajudar no que for preciso. — concluiu.

Uma aliança com um duque tão poderoso sempre era uma enorme vantagem para qualquer lorde.

— Na verdade, Milorde, eu vim para tratar de um assunto muito delicado. — Jacob começou a falar. O nobre foi um grande amigo de seu pai, apesar de não serem tão íntimos. — Sabe que estimo muito a sua família. O meu pai e Milorde cultivavam uma boa amizade e uma ótima aliança política. — Jacob depositou o cálice na mesa e aprumou-se na poltrona.

— Pode dizer o que for necessário, Sua Graça. — incentivou o lorde. — Sabes que igualmente estimo a sua família. William e eu realmente tínhamos uma excelente amizade. E apesar de eu ser alguns anos mais jovem que o seu finado pai, por algum tempo eu cheguei a estar em Eton no mesmo período que seu pai esteve. Assim também aconteceu em Oxford. Nossa amizade iniciou-se desde que éramos rapazotes. — sorriu o homem.

— Muito bem, Lorde Harrison, é exatamente por essa amizade de anos entre nossas famílias, que decidi, depois de muito refletir, vim ter essa delicada conversa. — Jacob fez uma pausa apenas para fitar o homem. O nobre olhava intensamente para ele. — Sei o quanto preza os bons costumes, assim como o quanto é religioso e conservador. Coloquei-me em seu lugar e cheguei à conclusão que se estivesse nessa delicada posição, gostaria de ter um amigo para me confidenciar tal situação. — fez mais uma pausa para molhar os lábios com o caro conhaque.

— Sou todos os ouvidos. — respondeu sério o lorde, uma vez que notou o desconforto do duque. Ele sabia que era algo incrivelmente delicado, ou Duque não estaria dando tantas voltas para falar. — Diga o que precisar ser dito. Confio em Vossa palavra.

— Antes de tudo, gostaria que soubesse que conta com a minha total descrição sobre tal assunto. — Jacob falou olhando dentro dos olhos do mais velho, passando total confiança ao mesmo. — Como já deve ter tido conhecimento, a minha família há alguns anos tem desavenças com a família Cullen. O meu pai tinha o Barão como um grande desafeto. Tal desafeto foi herdado por mim assim como todos os títulos. — com um floreio de mão, Jacob recebeu incentivo do nobre para continuar a narrativa. Harrison tinha conhecimento desse desafeto, apesar de ninguém jamais descobrir o real motivo. — O Barão ultrapassou todos os limites e isso me desagradou em demasia. Com isso, decidi fazer uma grande investigação na vida medíocre desse Senhor. — falou com repulsa.

— Não precisa dizer mais nada, Sua Graça. — antecipou-se o Conde. — Diga o que necessita para destruir o Barão que darei toda a ajuda necessária.

— Na verdade, Lorde Harrison, a vida pífia que o Barão leva está com os dias contados. Esse já é carta fora do baralho! — Jacob confessou triunfante. — O que me trouxe hoje até aqui foi outro motivo. É um delicado assunto com relação a sua Condessa.

— Sobre minha esposa? Mas Lady Harrison no momento não se encontra na propriedade, foi visitar a irmã adoecida no Condado de Cornwall. Retornará somente na próxima semana. — Harrison falou confuso, não entendendo a indagação do Duque. — Mas o que Lady Jane tem a ver com essa conversa?

— Tudo! — Jacob disse enfático. — Infelizmente quando abri a minha propriedade para receber os meus convidados para uma temporada de festividades no campo, Milorde não pôde estar presente. Se não me falha a memória, estava em viagem de caça com seus herdeiros. Porém Lady Harrison foi recebida com todo respeito e consideração em minha residência. No entanto, a minha generosa hospitalidade serviu de palco para algo que não aceito ou compactuo. Saiba que sou totalmente contra com o que aconteceu, praticamente sobre o meu teto. — informou o duque, levemente indignado, mas não pelo motivo que contava ao conde. Sua indignação era com relação ao ato da condessa ao tentar contra a vida sua amada e não sobre o adultério cometido.

— Ainda não estou compreendendo, Sua Graça! — disse o Conde em nítida confusão.

Jacob olhou compadecido por alguns segundos o mais velho. Agora que viria o golpe de misericórdia. Lamentava ter que fazer um nobre tão estimando passar por aquela situação, mas não estava com tempo para depositar suas energias em vingar-se da condessa. Iria deixar que o próprio marido cuidasse de tudo sobre essa parte.

— Ja entenderá, Lorde Harrison. — o Duque aprumou-se na poltrona, ajeitando a postura para ficar mais ereto e imponente. — Continuando a narrativa... — falou. — Um criado da minha inteira confiança, presenciou a Condessa deixando a Casa Black durante a calada da noite, com a ajuda de sua criada pessoal, para ter encontros furtivos com o Barão Cullen. Isso se repetiu por todo o período que a Condessa esteve hospedada em minha propriedade, mas infelizmente só obtive o conhecimento desse fato depois que as festividades foram encerradas. E agora, no período que estive em Londres, recebi a confirmação através de um dossiê completo que obtive do detetive que contratei para investigar todos os podres sobre a vida do Cullen. E é, com pesar, que confirmo o nome de sua esposa constar na lista das amantes do Barão.

— O QUÊ? — o nobre gritou furioso e descontrolado. A face, antes pálida pela notícia, agora estava vermelha de ódio. — Tem certeza do que me diz? — questionou atônito levantando-se de sua cadeira.

— Infelizmente, Sim, Lorde Harrison. — Jacob confirmou o imitando pondo-se de pé. O conde jamais duvidaria dele. — Não teria vindo até aqui incomodá-lo se não tivesse a mais absoluta certeza. Não vim antes, pois só tive a confirmação agora, nessa minha última ida a Londres.

— Eu vou matar esses dois! — o Conde ditou com fúria, virando todo o conteúdo restante do cálice na boca e o enchendo novamente.

— Não cometa nenhuma imprudência. Tem o seu título para preservar, sabes que a sua posição na aristocracia é privilegiada. — o Duque tentou chamar a razão do conde. — Sem contar que o Cullen já é meu. — Jacob falou entre os dentes.

Harrison passou a mão de forma nervosa pelo rosto. Precisava se acalmar e pensar com clareza. Seu casamento era apenas um arranjo social, não amava a esposa, apesar de ficar sempre muito satisfeito com o ato sexual com ela.

Sua Condessa era anos mais jovem e deu-lhe dois herdeiros varões. E se os meninos não carregassem os traços de sua família, poderia até por a paternidade em dúvida.

— Obrigado, Sua Graça. — agradeceu sincero.

— Por nada. — Jacob aceitou a mão estendida do conde para um cumprimento amigável. — Saibas que não me alegra em trazer esse tipo de notícia, mas jamais compactuaria com esse ato desrespeitoso para com Milorde.

— Sim, por isso agradeço a Vossa consideração. — concordou o Conde. — Gostaria apenas de pedir um único favor. Mantenha em absoluto sigilo tudo que me confidenciou hoje. — praticamente suplicou.

— Fique totalmente despreocupado, levarei para o túmulo tal segredo. Tens a minha palavra. — prometeu Jacob.

— Mais uma vez obrigado por Vossa fidelidade para com a minha família. — Lorde Harrison mais uma vez agradeceu sincero o duque. — Quero preservar o meu nome e o dos meus filhos.

— Claro, compreendo em absoluto. — Jacob concordou. Ele olhou novamente nos olhos do conde antes de formular a pergunta. — Posso ao menos saber o que pretende fazer? Quero ter a minha consciência tranquila em saber que não fui receptor de uma notícia que causou uma tragédia. — tentou extrair alguma informação sobre o castigo da condessa.

O homem mais velho respirou fundo e fitou o Duque de forma reflexiva, levou a bebiba a boca enquanto pensava sob o olhar avaliativo e preocupado de Jacob. Lorde Harrison ofereceu ao jovem mais um cálice que foi aceito, então respirou fundo outra vez, terminando com o destilado antes de responder:

— Pode ficar tranquilo que não sujarei as minhas mãos de sangue. — disse e viu Jacob aquiescer parecendo um pouco mais tranquilo, mas ele ainda estava interessado, portanto o Conde prontamente esclareceu seus planos imediatos. — A Condessa será exilada para alguma inóspita propriedade e permanecerá por lá até o seu último dia de vida. Perderá tudo o que mais preza. Viverá com o mínimo para comer e vestir-se de forma simples, pretendo deixar poucos criados, talvez apenas dois criados de minha inteira confiança para servir e vigiá-la. Não terá mais luxo, conforto, poder e nem suas joias. Para sociedade direi que ela encontra-se muito doente, por isso do isolamento sem data de regresso. — confidenciou o nobre nada contente, porém se mostrou frio e firme para o Duque que ouviu atentamente.

— Sim, Claro. — Jacob concordou, ocultando a vontade de sorrir. Como sua irmã e cunhado disseram, Harrison estava agindo como eles deduziram. — É um excelente plano. Ninguém levantará dúvidas sobre suas palavras.

Jacob ainda ficou mais algum tempo na propriedade do Conde. O nobre confidenciava para ele os planos que tinha para o futuro da esposa adúltera. O duque muitas vezes ajudou a amadurecer o plano dando ideias sobre como ele deveria agir ou o que deveria fazer. Tudo estava saindo como planejado, e ele não iria precisar se preocupar com absolutamente nada em relação ao castigo da Condessa. O Conde era um homem muito conservador e severo, com certeza não voltaria atrás de absolutamente nada já dito.

Quando Jacob deixou a propriedade do Conde, saiu com a consciência tranquila que a sua vingança seria cumprida e que a Condessa iria pagar muito caro por ter tentado contra a vida de sua amada Duquesa. Agora restava apenas o seu pior inimigo, o Barão Cullen, para se preocupar. E isso por muito pouco tempo! Ele pensou, sorrindo maldoso.

~*~

A noite sem luar tinha um céu negro e pouco estrelado marcando mais um típico dia de outono. O clima vigoroso se fazia presente, muito em breve os dias de frio intenso chegariam. O cenário bucólico mudava de forma drástica a paisagem à média que os dias de inverno se aproximavam.

Boa parte da colheita nos campos já havia sido feitas, mas ainda tinha muito que ser colhido também. A safra dessa temporada seria farta, todo o investimento valeria a pena quando tudo fosse vendido e as inúmeras dívidas fossem quitadas, mas ainda assim sobraria uma boa quantia para ficar de reserva e sustentar toda a família até a próxima temporada.

Tempos melhores chegaria muito em breve!

Foi com esse pensamento que o nobre foi dormir na tranquilidade e privacidade de seu confortável quarto.

Não muito distante de onde o lorde dormia um sono tranquilo e profundo, um enorme grupo de forasteiros se encaminhavam para mudar completamente a tranquilidade da terra agora próspera.

Os cavalos pararam a uma boa distância de seu objeto e os homens mascarados seguiriam a pé até o destino final.

— Ficaremos aqui. — disse firme o nobre.

— Não mesmo! Eu quero ver de perto a ruína do Cullen, mas também quero me certificar que ninguém sairá com grandes danos físicos. — contou o Duque.

— Está ficando louco? — Embry perguntou sem humor. — Não éramos nem para estar aqui! Você tem homens de total confiança que executarão o serviço. Agora mesmo era para você estar apreciando o calor dos lençóis de sua Duquesa, da mesma forma que era para eu estar na cama da minha camponesa. Mas não, estamos aqui, no frio, depois de cavalgar por três horas pela estrada fria e escura! Onde eu estava com a cabeça quando deixei você me convencer a vir? Só podia estar desorientado. — bufou irritado.

— Já parou de resmungar Call? Está parecendo uma chata tia solteirona tagarelando sem parar! — Jacob revirou os olhos em ato nada elegante para um nobre em tal posição. — Vamos, antes de perdemos os rastros deles. — deu um passo na direção em que os homens que havia contratado seguiam.

— Perdeu a capacidade de discernimento? — o Marquês segurou com força o braço do amigo. Embry olhou sério para Jacob. — Sabe o quanto tudo isso será perigoso? Sim, você sabe! Então, se não for ficar porque estou pedindo, ao menos pense na sua esposa e filho que depende totalmente de você. Garanto que teve que mentir para a sua Duquesa para estar agora aqui. Ela confiou na sua mentira. Agora imagina se você não voltar? Lady Renesmee não aguentaria a sua perda... É nítido o quanto ela é dependente de você. Sem contar que seu herdeiro é só um bebê, nem lembranças ele ainda construiu com você. — finalizou as palavras com o peso necessário para atingir o amigo.

Jacob precisava refletir sobre o perigo desnecessário que estava se pondo em risco.

— Você tem razão. — concordou Jacob após refletir sobre cada palavra que o amigo havia falado. — Ficaremos aqui, junto aos cavalos. Se precisar fugiremos quando necessário.

— Ainda bem que restou um pouco de juízo nessa cabeça. — Embry resmungou e respirou aliviado. — Venha, vamos tomar um pouco de uísque para esquentar.

Os dois nobres permanceram a uma boa distância de segurança, exatamente no ponto aonde os homens retornariam após todo o serviço ser concluído.

Cada vez mais Jacob tinha maior dificuldade para enxergar o grupo que caminhava através da mata. Apenas um ou outro ponto podia ser visto, isso graças às lamparinas que carregavam.

— Me conta, como andam as coisas com a sua camponesa? — Jacob foi o primeiro a quebrar o silêncio, após alguns minutos.

— Estamos ótimos. — Embry sorriu sincero, até um pouco jovial. — A cada dia que passa eu tenho mais certeza que Olívia é a mulher da minha vida. Para mim, ela é perfeita em todos os aspectos. Como mulher, esposa, amante, mãe... — confidenciou o Marquês.

— Já decidiu o que pretende fazer? — Jacob questionou curioso. Seu amigo havia recebido uma nova chance da vida para ser feliz.

— Sim. — Embry fez uma pausa. Ele buscou no bolso interno do grosso casaco um cantil de prata e virou um longo gole da cara bebida alcoólica. Estava muito frio e ele queria manter-se aquecido. — Irei contratar a melhor preceptora de toda a Europa para lapidar Olívia, assim como as crianças. Acredito que em dois anos, no máximo três, ela estará pronta e apta para se casar comigo. Olívia ainda é muito jovem, além de ser muito esperta, aprenderá fácilmente as regras de etiquetas e as demais lições. — fez mais uma breve pausa para virar um pouco mais de uísque garganta abaixo. — Manterei a verdadeira origem humilde dela oculta, inventarei algo plausível na época. Sei que muitos irão virar a cara para a origem desconhecida da minha Olívia, mas aceitarão devido ao meu título. Não permitirei que mais nenhum filho meu com ela seja ilegítimo. Quero um futuro seguro ao lado da mulher que amo. O destino me deu uma segunda chance, não vou desperdiçar novamente a oportunidade de ser realmente feliz. E se Olívia não se adaptar, viveremos em minha propriedade de campo, pouco iremos a Londres ou frequentaremos a sociedade. — segredou o marquês.

— Acredito que esteja certo e tem o meu total apoio. — revelou Jacob para o amigo, oferecendo completo apoio em sua decisão. — Por mais que a sociedade possa não ficar satisfeita com a sua escolhida, ninguém irá virar a cara para vocês. Terá o meu apoio, e provavelmente o da princesa também. Você sabe que Rachel já tinha dito que ajudaria no que fosse necessário. — Jacob estendeu a mão para pegar o cantil do amigo. — Acho que poderia forjar uma viuvez para Olívia, onde poderia justificar ela ter tido dois filhos com o suposto primeiro marido. Tal marido poderia ser um Barão, de quem terá o seu menino como herdeiro.

— Magnífico! — Embry concordou animado.

Ele não tinha pensado naquela possibilidade até Jacob sugerir, mas agora analisando a ideia, sabia que era perfeito! Já tinha determinado que fosse comprar um título para Noah, agora era só forjar toda uma história por trás desse título adquirido, já com o aval do príncipe herdeiro.

— É claro que se os seus filhos com sua camponesa continuarem a sua cara, todos saberão a sua eminente paternidade, mas isso não será um crime imperdoável. Algumas famílias mais conservadoras vão evitar vocês, já que Olívia será vista como adúltera, mas não vão excluí-los. O seu título é muito antigo e tradicional, abre qualquer porta. Além de que terá meu apoio e o do príncipe.

— Sim, não tem como negar a paternidade das crianças. Noah é mais parecido comigo que Bernard, meu oficial herdeiro. E Norah também! — Embry concordou com a conclusão do amigo.

Por mais que tivesse incomodado com o fato que provavelmente a sua amada seria vista como adúltera, ninguém jamais chegaria a falar isso diretamente para eles. Ele sabia que toda escolha tinha uma consequência, e se esse fosso o preço para ser feliz, estava disposto a pagar. Apenas protegeria a sua amada família bastarda da melhor forma que pudesse.

Um silêncio agradável dominou os dois amigos. Cada um deles tinha a cabeça voltada para os próprios problemas, e suas possíveis soluções.

De repente o Duque se viu impelido a olhar ao redor, sorrindo logo em seguida com o que seus olhos capturavam.

— Olhe! — Jacob apontou para frente, na direção de onde vinha um enorme clarão. A sua voz não escondia a empolgação, seus olhos brilhavam em contentamento. Embry seguiu a direção que o amigo olhava. — Eles começaram. — falou empolgado com o Marquês.

~*~

No colchão macio e confortável o corpo repousava esparramado na grande cama de mogno. O sono profundo e sem sonhos envolvia o corpo adormecido em um reparador e bem vindo descanso. O dia cheio de atribulações esgotou todas as suas energias.

De repente uma voz — ainda distante —começou a interromper o descanso do nobre, ele sentiu o corpo sendo sacolejado de forma insistente.

— O quê? — abriu os olhos azuis e olhou irritado para o criado que ousava perturbar seu sono. — Por que ousa interromper meu descanso? — ditou ríspido.

— Milorde, perdão, mas é urgente. — o senhor tinha os olhos arregalados, mas mãos trêmulas segurava um castiçal de três velas.

— Realmente espero que seja urgente ou já pode se considerar no olho da rua. — falou irritado para o empregado.

O pobre homem arregalou os olhos ainda mais.

— Perdão, Milorde, mas um incêndio se iniciou na plantação. O fogo já avançou em demasia, está quase chegando à mansão! Os criados e arrendatários estão fazendo de tudo, mas não estão conseguindo conter o fogo. — contou em um só fôlego o valete do nobre. Os olhos arregalados demonstravam toda a aflição.

— MAS O QUÊ??? — o lorde deu um pulo da cama. Os olhos azuis, sempre frios e sem emoção, ganharam vida. Eles agora demonstravam todo o desespero e medo com a recente notícia. — Não é possível! E o armazém? — questionou desesperado. Toda a colheita realizada até ali estava guardada no depósito.

— Também já está em chamas, Milorde! — ele respondeu com cautela, os frios olhos azuis queimavam com um brilho assassino.

— Inferno! Não é possível. — exasperou, já correndo para janela principal do aposento e afastando com fúria a pesada cortina de veludo vinho. De lá teria uma boa visão de toda a propriedade. — NÃO! — gritou com ódio ao vê todo clarão já dominado pelo fogo. — Mande acordar todos da casa. Vocês precisam evitar que o fogo avance mais! — ordenou.

— Mas Milorde...

— Faça o que estou mandado, seu estupido! — gritou com o senhor, já vestindo o roupão e calçado o chinelo. — Isso é uma ordem!

O criado apenas balançou a cabeça e saiu apressado. Sabia que não tinha como cumprir a ordem do patrão, uma vez que todos os outros empregados da propriedade já estavam acordados e tentavam conter o fogo, mas estava sendo impossível parar as enormes chamas, porém não iria adiantar ficar argumentado com o lorde, iria fingir que estava indo cumprir a ordem.

O lorde correu mais uma vez na direção da janela com a intenção de estimar o quanto o fogo já tinha afetado as suas terras, teria uma boa visão dali de cima. Sentiu as pernas fraquejarem quando constatou que praticamente toda a enorme propriedade ardia em chamas.

Passou a mão pelo rosto em desespero. Aquilo não podia estar acontecendo, não naquele momento tão próspero. Tinha feito um grande empréstimo para conseguir levantar um bom dinheiro, além de ter hipotecado suas duas últimas propriedades de valor. Estaria perto da miséria se perdesse tudo para o implacável fogo.

— NÃO! — gritou com fúria ao constatar a enorme perda. — Não pode ser! — socou o grosso vidro da janela, que nem se abalou.

— Edward! — a voz feminina chamou em desespero. — O que faremos? — a dama tocou o ombro do marido. Tinha sido acordada pela aia há poucos minutos com a devastadora notícia, teve tempo só de vestir um robe antes de correr para o quarto do marido.

— O que você acha sua inútil? Vamos tentar salvar o que pudermos. — gritou com a loira nitidamente assustada. — Pegue somente o que for de valor, o resto deixe. Precisamos estar preparados caso o fogo alcance a mansão.

— Sim, meu esposo. Serei rápida na tarefa. — a loira aproximou-se do marido. — Tome cuidado! — acaricio a face carrancuda do nobre, estava preocupada com ele.

— Está bem, Tânia. Agora vá logo e não me importune mais! — Edward empurrou a mão da esposa que acaricia sua face.

Ele não era um homem carinhoso ou apaixonado, casou-se somente pelo generoso dote e pela beleza da esposa. Nos primeiros anos de casado ele tentava esconder os casos extraconjugais, havia ainda uma atração física e sexual pela esposa, mas os consecutivos abortos foram afastando o interesse pela baronesa. Ela havia conseguido dar a luz apenas a uma única menina, nunca mais conseguindo levar uma nova gestação até o final. Edward que já era infiel passou a não se esforçar mais para esconder seus diversos casos.

Ao contrário do barão, Tânia havia se casado no auge da paixão, que com o passar dos anos só aumentou. Ela era capaz de fingir não ver os diversos casos do marido, além de aguentar toda a tortura emocional que ele fazia. O que sobrava de amor para o barão, faltava de amor próprio na baronesa.

Como Edward havia mandado, Tânia saiu correndo para pegar algumas das suas poucas joias, além de todo o acervo de prataria, porcelana e cristal da casa. Também havia ainda algumas tapeçarias e obras de arte que estavam atreladas ao título, somente por isso o Barão ainda não havia vendido ou hipotecado. Tânia pegava tudo que conseguia e colocava em baús, com ajuda de duas criadas.

A família Cullen havia sido uma família de renome e prestigio por muitos anos, mas Edward degradou o título desde que herdou. Ele esbanjava mais do que conseguia arrecadar, além de fazer péssimos negócios. O vício por mulheres e jogos de azar também era um importante fator que o conduziram a quase falência.

Agora ele tentava reerguer a riqueza e prestígio da família Cullen, mas estava perecendo ser uma missão ao passo do fracasso.

— Meu Deus. — o Barão murmurou assustado ao vê de perto a real situação.

Ele havia deixado os próprios aposentos logo após a esposa. Tinha descido correndo as escadas que davam acesso ao primeiro patamar e dirigiu-se apressado para fora da propriedade. Lá pode constatar de perto o enorme incêndio que estava há metros de lamber a mansão. Era assustador!

— Onde estão todos? O que conseguiram salvar da safra já colhida e armazenada no galpão? — perguntou ao mordomo, que naquele exato momento passava com dois baldes de água em cada mão.

— Milorde, não foi possível salvar nada! — respondeu em desespero o jovem senhor. — Não existe mais o armazém, o fogo tomou tudo. Estamos tentando evitar que o fogo chegue às casas e na mansão. O resto já está tudo perdido.

— Jesus! — o Barão cambaleou tonto. Mas ninguém o acudiu, não havia tempo para aquilo. Todos tentavam evitar um desastre maior. — Eu estou arruinado. — falou baixo, para si mesmo.

Edward, no desespero da eminente falência, correu na direção em que os empregados e arrendatários tentavam conter o fogo de avançar ainda mais em direção às casas. Ele estava desesperado e aturdido.

Sem se importar com posição social ou qualquer outro status, o barão começou a ajudar os camponeses e empregados a tentar apagar o enorme fogo. A imponente mansão e as casinhas do vilarejo eram tudo que ainda restava de seu patrimônio.

As horas avançavam e o incêndio continuava impetuoso. Todos estavam exaustos, mas continuavam na árdua batalha contra as chamas.

As mulheres e crianças da propriedade foram levadas para próximo do riacho que cortava a propriedade, do lado oposto ao incêndio. A baronesa teve ajuda de algumas empregadas para levar os pesados baús. Foi uma tarefa árdua, mas elas estavam igualmente determinadas.

Horas naquela incansável luta se passaram. O fogo havia diminuído forma significativa, mas também havia deixado um enorme rastro de destruição. Toda a safra havia sido perdida, tanto a já armazena como a que ainda seriam colhidas.

O dia começava a amanhecer e com ele uma bem vinda chuva chegava. A água lavava as chamas, porém uma parte do fogo já havia chegado às simples casinhas do vilarejo.

Aquelas casinhas eram arredadas pelo barão aos camponeses, era uma boa fonte de renda. Edward estava desesperado para salvar as casas do incêndio, não podia perder mais nada para o fogo.

Ele avançou para dentro de uma das casinhas em que a chama começava a lamber, precisava salvar aquela pequena casa. Era sua fonte de renda. Pensou em desespero. Estava praticante na miséria.

O barão jogou na chama os quatro baldes de água que trazia consigo, diminuindo significativamente o fogo, mas ainda restava um pouco de chama. No desespero retirou o roupão de veludo e começado a bater com ele na labareda restate. Estava surtindo efeito!

Edward estava tão determinado em apagar o fogo restante que não ouviu as vozes lhe chamando. Quando ele escutou o forte estrondo já era tarde demais, parte do telhado desabou sobre ele. Uma dor excruciante atingiu-o, além de um calor sufocante. Ele encolheu-se o quanto pôde para se proteger, mas a cabeça doía de forma insuportável. A visão estava embaçada, mas ainda conseguiu avistar algumas pessoas correndo em sua direção. Então de repente mais uma dor aguda chegou e o barão viu tudo escurecer e sumir completamente.

— MILORDE! — foi a última coisa que Edward escutou antes de perder a total consciência.

Notas finais
E aí, gostaram? O que acharam??? Estamos ansiosas para saber o que acharam do capítulo! Como dissemos, estamos nos últimos capítulos. Aguardamos uma “surra” de comentários. Será incentivo para escrevermos os próximos capítulos! Na verdade, escrever os capítulos finais! Ansiosas? O que acham que acontecerá? Quem arrisca um palpite sobre o que aconteceu com lorde Edward??? Será que ele morreu? Ou algo não tão dramático ou definitivo... O que vocês acham? P.s: Já adiantamos que Edward jamais terá a vida como antes! Nada voltará ao normal!!! MUHAHAHHAHA ( risada maligna!) Beijinhos e até o próximo capítulo, XoXo Jenny e Daaay
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.