Bloom
31 Dream or Reality?
Notas iniciais
A discreta luz amarelada amenizava a absoluta escuridão do ambiente luxuoso, apenas o fogo brando e crepitante da lareira, mais um pequeno castiçal de três pontas sobre uma cômoda era o que fazia a iluminação de todo aquele enorme quarto.
O silêncio naquele momento não era reconfortante, pelo contrário, era até um pouco perturbador.
O corpo grande e forte seguia firme, mas o emocional estava totalmente abalado.
O duque pensava em muitas coisas ao mesmo tempo, porém a sua maior atenção era para a frágil e delicada ruiva que ressonava tranquilamente no meio da grande cama.
Jacob, sozinho naquela quietude, pode analisar mais atentamente todo o ocorrido da noite. Ele repassava mentalmente toda a tragédia sofrida por sua doce poupée.
Como ele não desconfiou antes do Barão? Ele se questionava a todo instante.
A semelhança física, os traços perfeitos, os cabelos do mesmo tom e textura, a cor dos olhos, a beleza inebriante... Além do fato do ódio que o seu falecido pai tinha desenvolvido — aparentemente sem motivo — pelo barão. Até a proximidade das terras era algo relevante. A única propriedade que o barão possuía ficava a mais ou menos umas três horas ao norte de Kent.
As suspeitas que sempre teve sobre a linhagem nobre por parte do pai de Renesmee estavam certas.
Agora Jacob puxava pela memória uma conversa que teve com o pai há anos atrás. Naquela época William provavelmente ainda não sabia quem era o pai de Renesmee, mas já desconfiava se tratar de algum nobre. Ele também lembrou que o pai tinha lhe confidenciado que Katherine tinha fugido sobre ameaça do pai da sua criança.
Jacob sabia que quando Katherine fugiu não possuía muitos recursos financeiros e tinha dado à luz há poucos dias... Não tinha como ter ido muito longe.
Agora tudo parecia tão óbvio para ele.
— Vossa Graça! — uma voz feminina sussurrante, lhe tirou dos seus devaneios. — Recebi um chamado urgente. O que aconteceu com a minha Lady? — Emma tinha os olhos em desespero, nas mãos trêmulas segurava uma valise grande.
— Muitas coisas, Senhora Tunner. — suspirou cansado. — Trouxe roupas limpas para a Duquesa? — sinalizou para valise que não lhe passou despercebido.
— Sim, milorde. — assentiu a aia.
— Preciso que traga água quente e toalhas limpas para o quarto. Quando minha esposa acordar quero que seja devidamente arrumada. Ela não poderá sair da cama. — Jacob desviou o olhar da criada para onde a esposa dormia. Emma acompanhou o olhar do patrão. Renesmee tinha se mexido minimamente, mas não acordou. — Ela sofreu um acidente e ocorreu um sangramento, como consequência. Não poderemos removê-la da cama até ordens médicas. Acredito que ela logo acorde, e necessitará ser asseada.
Emma resfolegou com a notícia. A sua preciosa menina tinha se machucado e poderia ter perdido o bebê.
— E o bebê? — a criada perguntou hesitante.
— Ela ainda carrega a criança, mas o médico não pode garantir que assim permanecerá. — os olhos do duque transbordavam dor ao falar. Emma era aia de sua esposa, ela tinha que saber de tudo para cuidar devidamente dela. — Sei que ainda é madrugada, mas sempre há algum criado na casa acordado a essa hora para atender a qualquer necessidade. Solicite o necessário para assear a Duquesa na cama. Não quero que ela sinta-se desconfortável.
— Claro, Vossa Graça. Providenciarei tudo que for necessário agora mesmo. — Emma fez uma respeitosa reverência ao patrão, deixou a valise sobre uma penteadeira e saiu a passos apressados, porém silêncios, do cômodo.
Jacob caminhou e sentou-se em uma poltrona que tinha posicionado bem ao lado da cama. Ele iria zelar de perto pelo sono dela até que acordasse.
******
O sol morno acariciava a pele alva com ternura, a brisa perfumada trazia uma deliciosa fragrância de combinação floral. Os pássaros entoavam uma canção, combinando perfeitamente com o próprio barulho da natureza viva do lindo lugar.
A menina caminhava encantada pelo belo jardim. Flores de todos os tipos e cores estavam espalhados pelo caminho onde ela passava.
De repente um lindo Salgueiro Chorão surgiu em seu campo de visão, junto à beira de um magnífico lago.
Os cabelos longos flutuavam a medida que a menina corria em direção a belíssima árvore, a saia de tecido leve bailava ao vento.
Sob a cópula da bela árvore um galho robusto sustentava um balanço de madeira. A corda estava revestida com Heras verdinhas.
A garota sentou sobre a madeira e impulsionou o corpo para um pequeno balançar.
— Quer que eu empurre mais alto? — a voz melodiosa atraiu totalmente a atenção da jovem. Ela não tinha visto ninguém ainda naquele pequeno paraíso.
— Mamãe? — os olhos azuis ficaram úmidos. — Mamãe! — imediatamente parou o balanço o pulou nos braços da mulher. — Ma... ma... mamãe. — soluçou pelo choro.
— Sim, meu anjo. — sorriu ao enxugar as lágrimas que não paravam de descer. — A mamãe está aqui. Que saudades eu senti de você. — aspirou os cabelos perfumados da garota.
— Mas como? — questionou após se acalmar um pouco. — Eu morri? — os olhos estavam assustados.
— Não! —sorriu. — Eu não pude vir antes... mas agora estou aqui com você. — justificou-se, acariciando a face em um carinho maternal.
A garota fechou os olhos com o toque, há tantos anos não sentia aquele carinho.
— Isso é real? — perguntou ainda de olhos fechados. Tinha medo de abri-los e tudo desaparecer.
— Olhe para mim. — pediu. — É real aqui — repousou a mão sobre o coração que batida forte — e aqui — tocou com a ponta do dedo fino a lateral da testa da garota—.
— Mas eu não quero que acabe! — disse com ímpeto e abraçou com força o corpo feminino, comprimindo os corpos um no outro.
— Querida, — a voz doce chamou — O bebê! — afrouxou um pouco do abraço.
Imediatamente a jovem deixou os braços caírem e levou as mãos para o volume discreto do abdômen.
— Ei, não tenha vergonha. — segurou com carinho a ponta do queixo da garota. Ela estava corada. — Nada acontece por acaso, meu anjo. A minha missão na terra foi breve para que a sua pudesse começar. Tudo está acontecendo exatamente da forma que deveria. Estou orgulhosa de você.
— Eu tenho medo pelo meu bebê. Hoje ele quase se foi. — confessou triste.
— Seu bebê está bem, meu anjo. Eu estou cuidando dele enquanto não chega a hora dele ir para os seus braços. — sorriu enigmática.
— Meu bebê está aqui? — perguntou com euforia e percorreu os olhos por todo jardim. Agora gargalhadas infantis eram ouvidas, porém nada se via. — Quero vê-lo!
— Infelizmente não posso atender a esse pedido. — prendeu uma mexa cobre que caiu sobre a face bela. — Mas tem alguém que quer muito lhe vê.
— Minha Pequena. — a voz grave chamou.
— Tio! — pulou nos braços do homem.
— Como está linda? — sussurrou no ouvido da jovem. — Me orgulho tanto de você. Olha a moça adorável que se tornou.
— Tio. — chamou hesitante. Estava envergonhada. — Eu... eu...
— Shiiiii... —tocou os lábios rosados com a ponta do indicador. — Não precisa falar nada. Você nasceu para ser dele. Aconteceu da forma que tinha que acontecer.
— Obrigada, tio! — agradeceu pela delicadeza do homem.
— Querida! — a mulher novamente atraiu a atenção para si. — Estamos aqui para falar que estaremos sempre olhando e zelando por você. Não se abale pelo que aconteceu. Como já lhe falei, tudo aconteceu exatamente da forma que tinha que aconteceu. Você foi amada e desejada desde o momento que soube da sua existência. Seu pai foi apenas a pessoa que me proporcionou ter você. Era para ser só eu e você sempre. — acariciou os cabelos acobreados.
— E era para sempre ter ficado sobre a minha proteção. — completou o homem. — Partimos no momento que tínhamos que partir, mas jamais a deixamos. Sempre estávamos olhando e intercedendo por você. Cuide deles. Você terá uma longa e bela missão.
— Não se preocupe ou fique triste pelo que aconteceu, ele nunca foi digno de ser seu pai. Ele nunca foi alguém em sua vida, e jamais será. Você sempre será amada verdadeiramente por quem merece o seu amor puro. — a mulher disse e abraçou a garota com ternura. O homem se juntou a elas. — Agora sente no balanço que iremos lhe empurrar.
— Mas não é perigoso? — olhou na direção do ventre arredondado.
— Não, meu anjo. Aqui você não corre perigo algum. — esclareceu a dúvida da menina. — Agora sente.
Prontamente a jovem obedeceu e sentiu o primeiro impulso, o corpo balançou em um delicioso movimento. As risadas infantis ficaram mais fortes.
— Mamãe, isso é um sonho?
— Sim, querida. Mas é um sonho real.
— Não entendi. — disse confusa.
— Não precisa entender, apenas sinta. — completou a voz máscula.
— Agora feche os olhos, meu anjo. — pediu a voz melodiosa. Imediatamente a garota obedeceu. — Renesmee, você não irá se lembrar de nada, mas irá acordar com uma sensação de paz. Saiba que sempre estaremos com você.
Quando Renesmee tentou abrir os olhos novamente para olhar para William e Katherine, sua cabeça doeu. Imediatamente trincou os olhos com força e voltou a tentar abri-los lentamente.
À medida que a jovem recuperava a consciência, as lembranças ficavam mais distantes até sumirem em seu inconsciente.
— Hummm... — Renesmee gemeu pelo desconforto que sentiu na cabeça. Seu corpo estava pesado e dolorido, a cabeça parecia que estava sendo balançada para frente e para trás.
— Poupée! — chamou a voz que ela tanto amava escutar. — Tente não se mexer, minha querida, o seu corpo ainda deve estar dolorido. — Jacob falou com preocupação.
— Onde estou? — questionou após varrer com os olhos o cômodo e não reconhecer o quarto.
— Ainda estamos na casa do Conde. Lembra-se de algo? — o duque perguntou cauteloso.
Imediatamente imagens do que tinha ocorrido naquela noite invadiram vividamente a mente da Lady. Ela quis chorar com a opressão que sentiu, mas uma sensação de calmaria a dominou no mesmo instante. Suspirou profundamente.
— Lembro! — Renesmee respondeu sucinta. — Que horas poderemos ir para casa?
— Poupée... — o Duque chamou cauteloso. — Dr. Carlson não acha recomendável movê-la por agora. Ele quer esperar algumas horas para vê se está realmente tudo bem. — o nobre explicou com carinho, mas sem entrar em detalhes.
— Tudo bem. — Renesmee não contestou o marido. Jacob sempre fazia o melhor por ela.
— Senhora Tunner, pode me trazer a bacia e as toalhas?
— Agora mesmo, Vossa Graça! — a aia correu para o suporte com o jarro que pôs próximo ao fogo da lareira, na intenção de manter a água aquecida para quando a patroa acordasse. Tinha se passado mais ou menos duas hora desde que buscou tudo que iria precisar.
— Emma? — Renesmee estava confusa.
Como a sua aia foi parar ali?— ela se questionava. Ela não tinha visto a mulher antes.
— Sim, Milady. — prontamente depositou a jarra sobre o criado mudo e correu para a lateral da cama. Ela tinha aguardado pelo despertar da patroa junto ao Duque. — Necessita de algo?
— Não sabia que estava aqui. — Renesmee limitou-se em responder, ainda confusa.
— Cheguei tem algumas horas, Milady. Foram me buscar na Casa York. Já estou ciente de todo ocorrido. — explicou gentilmente. — Teria algo que gostaria que fizesse para ficar mais confortável, Milady? Gostaria de assear-se e trocar a camisola?
— Seria muito gentil um banho agora. — Renesmee sorriu animada com a perspectiva.
Estava sentindo-se dolorida, mas um banho seria muito bem vido. A criada da casa apenas tinha lhe ajudado a por uma camisola que ela mesma trouxe. Vestia algo que não era dela, sem falar que o meio das pernas estava úmido e pegajoso ainda.
Emma olhou aflita da patroa para o patrão, como em um pedido de socorro. Não sabia como proceder naquele momento.
— Poupée, sei que deve está ansiosa para um banho quente, mas a recomendação do Dr. Carlson é que nem da cama se levante, por enquanto. — Jacob acariciou a bochecha machucada com delicadeza. O local já estava roxo e inchado. Estava enfurecido com o barão, mas depois resolveria aquela afronta. — Que tal apenas um asseio na cama? Irá deixá-la mais confortável e não desobedeceremos as recomendações médicas.
— Tudo bem. — não contestou.
Emma aproximou uma mesa redonda de madeira para ficar próximo a cama e colocou toalhas limpas e bacias. Com habilidade despejou a água ainda morna nas bacias e correu para valise na intenção de pegar uma camisola limpa e o óleo perfumado de banho que trouxera. Pôs a camisola esticada na poltrona e despejou um pouco de óleo em cada bacia com água, imediatamente o ambiente ficou perfumado.
— Com licença, Vossa Graça. — Emma interrompeu a carícia terna que o patrão fazia nas madeixas da duquesa após tudo está preparado.
— Está tudo pronto? — o Duque questionou sem olhar ainda para criada, ele só tinha olhos para a amada.
— Sim, milorde.
— Então pode descansar um pouco. Eu cuido de tudo daqui em diante.
— Mas Vossa Graça... — Emma tentou contestar. Aquilo não era trabalho para um homem, muito menos para um Duque.
— Pode deixar que cuidarei pessoalmente das necessidades da minha Duquesa. Não será a primeira vez e nem será a última. Pode retirar-se para descansar agora. Acredito que tenham destinado um aposento para a senhora ficar.
— Claro, Vossa Graça. — concordou, mas não se moveu do lado da cama. Ela olhava para patroa com ternura e preocupação.
— Pode ir descansar, Emma. Acredito que esteja exausta após um dia longo de trabalho. Se eu precisar de algo prometo que peço para chamá-la. — Renesmee disse com carinho. Adorava a jovem senhora que a servia.
— Claro, Milady. — concordou mesmo relutante. Queria cuidar da garota como uma mãe cuida de uma filha, mas não poderia desobedecer a ordem dos patrões. — Mande me chamar a qualquer hora se precisar de qualquer coisa, virei imediatamente. — despediu com uma mesura respeitosa.
— Senhora Tunner. — Jacob chamou a criada antes dela deixar o cômodo. — Descubra quem foi a criada da casa que serviu a duquesa antes de você chegar e entregue isso a ela. — Jacob pôs uma nota na mão da Aia. Emma arregalou os olhos pela quantia. Provavelmente aquele valor era o que a empregada ganhava por ano, se chegasse a tudo aquilo. — Faça com que ela aceite a gratificação. Ela foi prestativa e provavelmente cedeu uma peça do próprio guarda roupa — referiu-se pela camisola simplória que Renesmee usava —, faça com que aceite. Todos que tratarem a minha Duquesa bem, serão bem visto por mim. E obrigada por toda dedicação que tem por ela. Esse é para você. — tirou outra nota do mesmo valor.
Aquilo não era nada para ele, mas era muito para qualquer criado.
— Não posso aceitar, Vossa Graça. — negou assustada. Era muito dinheiro. — É o meu dever servir a Duquesa, e faço com prazer.
— Não só pode, como vai. Não é um pedido, é uma ordem. — o tom que usou não deixou margem para contestação. Emma imediatamente pegou a gratificação e saiu imensamente agradecida pela generosidade.
Jacob soltou um suspiro antes de voltar para cama que Renesmee permanecia obedientemente deitada. Ele não tinha noção de como estaria o corpo delicado dela após a agressão sofrida, contudo iria inspecioná-la dos pés à cabeça.
— Acho que Emma ficou desapontada em não servir-me. Ela gosta de ser atenciosa e solicita comigo, porém tenho que admitir que gosto muito quando é você quem cuida de mim. — sorriu com as bochechas rubras pela confissão.
— E eu adoro cuidar da minha linda esposa. — Jacob roçou de leve os lábios aos da amada, pois eles estavam bem inchados e machucado.
— Agora seja uma boa esposa e levante os braços. — pediu assim que se afastou. Ele retirou as cobertas e lentamente foi erguendo o tecido simples da camisola de algodão.
Renesmee não vestia mais nada além da camisola de algodão. Tudo tinha sido removido para facilitar o exame médico e proporcionar mais conforto a si própria.
Instintivamente a ruiva levou as mãos aos pequenos seios e apertou mais as pernas uma na outra. As bochechas queimavam pela recente exposição.
— Não sei porque me esconder o que já conheço tão bem. — o Duque sorriu malicioso. — O seu corpo eu conheço até mesmo de olhos fechados, Poupée! — levou a sua mão grande sobre a pequena de sua esposa e delicadamente as retirou, expondo assim a bela nudez da ruiva.
— Nunca sinta vergonha de mim!
— Eu sei. — Renesmee disse acanhada. — Mas não consigo evitar, acho que é um reflexo. — relaxou o tronco sobre os diversos travesseiros, não mais escondendo-se da contemplação do marido. No entanto, as bochechas permaneciam ostentado um adotável tom escarlate.
Jacob sorriu apenas. Para ele Renesmee era a mulher mais linda que já tinha visto. Sua nudez era delicada e inebriante. Quanto mais via, mais queria olhar.
Era hipnotizante!
Sem desviar o olhar dela, Jacob ergueu a manga da camisa até o cotovelo — há muito tempo já tinha se desfeito da casaca e do laço. Ele caminhou até a mesa preparada pela Aia e mergulhou a pequena toalha impecavelmente branca na água morna, torceu o excesso da água e foi em direção a cama.
Em nenhum momento Renesmee desviou o olhar para o que o marido fazia.
Com carinho ele começou a deslizar a toalha úmida e morna pelo tronco da jovem esposa. Renesmee chegou a fechar os olhos pela deliciosa sensação.
Lentamente Jacob foi limpando e inspecionando o corpo frágil e machucado. O toque era tão devoto que deixava uma ponta de erotismo. Renesmee chegou a suspirar enquanto ele limpava a região dos seios, já sensíveis pela gravidez. A barriga levemente proeminente também não foi negligenciada, Jacob prestava verdadeiro culto de adoração em cada toque e cuidado.
Não passou despercebido pelo Duque as manchas já arroxeadas nos braços finos da duquesa. Jacob reforçou mentalmente o juramento que acabaria com o Barão Cullen. Ninguém agrediria a sua amada e sairia intacto dessa afronta.
— Afaste-as para mim, querida. — Jacob pediu gentilmente ao chegar no quadril ruiva.
Renesmee hesitou por um instante, mas mesmo bastante acanhada obedeceu ao pedido. Ela não fazia ideia de como estaria a sua intimidade e o meio das suas coxas, por outro lado sentia toda a região úmida e pegajosa.
Após vê que a esposa tinha obedecido ao comando, Jacob pegou uma nova toalha limpa e umedeceu na água morna e perfumada.
Repetindo o processo meticuloso novamente.
Jacob respirou pesado ao avistar a toalha branca lentamente ficar tingida de vermelho. Pela quantidade de sangue que tinha ali era realmente um milagre a criança no ventre de Renesmee ainda estar viva.
O Barão Edward Cullen pagará com a desgraça e ruína o que fizera. Mesmo ele não querendo, ela era a filha dele. Jacob pensou com ódio.
— Jacob? — Renesmee chamou cautelosa. O marido agora estava de costa, pegando uma nova toalha limpa e molhando na bacia. Ele tinha descartado a última, estava arruinada de tanto sangue. Ela tinha visto o estado da toalha e ficou apavorada. — O Bebê realmente está bem? — a voz estava embargada, ela prendia o choro.
— Dr. Carlson afirmou que sim. A nossa criança ainda está segura em seu ventre, Poupée. — Jacob suspirou e largou o que fazia, Renesmee precisava de seu conforto e carinho. Ela era muito jovem para passar por tudo aquilo. Ele sentou na ponta do colchão e ficou ao lado dela, olhando diretamente nos úmidos olhos azuis claros. — Eu jamais mentiria para você, Poupée. A situação é bem delicada, por isso todo o repouso. Agora entende? Preciso que contribua com tudo que for solicitado, é para o seu bem e o do bebê.
— Claro! Farei tudo que me pedir para fazer. Irie proteger o nosso filho ou filha. — sorriu ainda de forma frágil.
Jacob a abraçou e ficaram alguns minutos em silêncio.
— Tenho tanto orgulho de você. És tão forte e determinada, mesmo sendo ainda tão jovem. Será uma ótima mãe, tenho certeza. — depositou um beijo cheio de devoção ao topo dos cabelos ruivos.
Jacob voltou a fazer o asseio da esposa. Não queria deixá-la úmida e exposta, qualquer corrente de ar poderia deixá-la doente.
Provavelmente isso só agravaria a situação, caso ocorresse.
— Jacob, não vai deitar aqui ao meu lado? — Renesmee questionou após vê o marido ajeitar as cobertas ao redor de seu corpo e ir sentar-se na poltrona que tinha ao lado da cama.
Ele já tinha terminado de asseiá-la e pôr a bonita camisola branca de seda que Emma tinha separado. A antiga camisola e as toalhas sujas ele tinha deixado de lado, pela manhã Emma cuidaria de tudo.
— Melhor não, Poupée. Você precisa descansar e dormir de forma confortável. Prefiro zelar daqui pelo seu sono.
Renesmee não contestou. Ela ficou em silêncio, pensativa sobre os últimos acontecimentos.
Quando Jacob achou que ela dormiria, sua voz soou outra vez.
— Jacob, Por quê? — limitou-se em dizer.
— Não entendi, Querida. Exatamente sobre o que é a sua pergunta?
— Por que aquele Lorde fez isso comigo? Eu nunca o vi antes. — Renesmee olhou hesitante para o marido. — Mas sinto como se ele me fosse muito familiar.
— Isso é bobagem. Deixa que cuidarei de tudo. — Jacob tentou encerrar o assunto.
— Eu quero saber. — falou taxativa. — Quem é aquele nobre? É o meu pai, não é mesmo? — a voz saiu em apenas um sussurro.
Renesmee enxugou rapidamente uma lágrima que teimou em descer, o seu peito estava oprimido. Ela tinha pensado muito nisso nos últimos minutos. Poderia ser inocente para muitas assuntos, mas nunca foi burra. Tudo parecia fazer um estranho sentido.
Aquele nobre tinha o mesmo tom de olhos, cabelos e pele que o dela, coisa que não era comum na Inglaterra. Além dos traços da face serem familiares exatamente porque se pareciam muito com os dela próprio. Sua mãe sempre abominou a ideia a dela sair de Kent, jamais quis que soubesse quem era seu pai, porém dizia que ele não era uma pessoa boa. O nobre perguntou inumeráveis vezes sobre sua mãe, demonstrava ódio e repudio por ambas, mesmo sem a conhecer antes... Só poderia ser ele.
— Renesmee... — Jacob tentou persuadi-la, mas ela parecia determinada.
— Não minta para mim. Tenho o direito de saber. — cortou.
— Poupée, você não pode se exaltar. Olha o bebê! — Jacob estava nervoso com o rumo da conversa.
— Só me diga a verdade e nunca mais falaremos sobre esse assunto.
— Minha querida... — Jacob parou assim que olhou nos olhos cristalinos, eles estavam e súplica. — Ele não merece ter você como filha. Ele enganou e iludiu a sua mãe, além de tê-la ameaçado quando soube da gravidez. Por isso Katherine fugiu de onde vivia, mesmo tendo tido você há tão poucos dias. Eu não sabia de nada disso até hoje. Depois de tudo que aconteceu essa noite, eu fiz as mesmas suposições que você e confrontei o Conde. Harry e meu pai eram amigos e confidentes, ele teria as respostas que precisava. — Jacob suspirou após toda confusão.
— Eu não tenho pai! — Renesmee disse lentamente. A magoa estava ali presente. — Aquele monstro não é o meu pai. Eu até posso ter o sangue dele correndo em minhas veias, ter semelhanças físicas... Mas ele jamais será o meu pai. Eu não tenho e nunca tive um pai. Tio William foi o mais próximo que tive de um pai, e agradeço a Deus todos os dias por isso. Sempre que pensar em um pai vou pensar nele. Você teve sorte de ter tido ele como pai.
— Sim, meu anjo. — Jacob abraçou a esposa com amor e reconforto. — Meu pai a amava como uma filha. Essa é a única referencia que você precisa ter como pai. Aquele homem só te botou no mundo, mas ele jamais chegará perto de você novamente. Eu irei acabar com a raça medíocre dele.
— Eu não quero saber de nada sobre ele. — Renesmee ditou segura. — Não quero nunca mais vê-lo. O que acontecer com ele não é da minha conta, ele não significa nada para mim. Esse assunto irá morrer hoje para mim. Irei honrar o pedido da minha mãe em não saber nada sobre ele.
— Assim será melhor. Cuidarei de você, sempre. — beijou a testa da ruiva com carinho.
Jacob ficou ao lado da amada até ela pegar no sono novamente. Depois voltou a sentar-se na poltrona e contemplar o sono dela.
— Eu irie acabar com você, Edward Cullen! — sussurrou a promessa para si mesmo.
************
O novo alvorecer começava a se formar no horizonte do céu ainda escuro e estrelado quando a carruagem negra avançava pelas ruas desertas de Londres. O único som que poderia ser ouvido era o das ferraduras chocando-se contra o chão de pedras.
De forma sorrateira o veículo contornou uma imponente mansão e seguiu para a entrada de serviço.
Assim que a carruagem parou o mordomo apressou-se para abrir a porta. Por ela desceu o Duque com a sua preciosa esposa.
Jacob tinha tomado o cuidado de escolher uma das suas carruagens menos usada por ele e um horário pouco notório, afinal, para todos da sociedade a Duquesa estava resguardada no interior da própria mansão. Entretanto a verdade era que Renesmee tinha sido liberada pelo médico da família a voltar para casa apenas na noite anterior. Ela havia permanecido hospedada secretamente na Casa Clearwater por uma semana.
— Poupée, seguiremos com as ordens médicas. — Jacob disse gentilmente antes de pegar a esposa nos braços, sem fazer qualquer esforço.
Dr. Carlson tinha liberado a Duquesa para retornar para propriedade da família, mas com muitas ressalvas e restrições.
— Claro. Tudo que for melhor para o nosso bebê. — sorriu docemente para a face concentrada do esposo.
O médico tinha proibido Renesmee de subir ou descer escadas, fazer esforço físico, abaixar-ser... Ela deveria passar o maior tempo no leito. Tudo era para evitar um novo sangramento, visto que três dias após todo o incidente ela tinha sentido cólicas e sofreu novamente com um pequeno sangramento.
— Precisa de algo, Querida? Está confortável? — o Duque perguntou assim que depositou, com cuidado, o corpo pequeno da gestante na enorme cama.
— Estou ótima. — a ruiva sorriu para convencer o marido. — Nada melhor que está em casa, mesmo com toda a maravilhosa recepção que tivemos da Família Clearwater.
— Claro! — Jacob lhe deu um singelo selo nos lábios. O inchaço já havia sumido quase que por completo e as manchas roxas agora estavam apenas amareladas, logo sumiriam. — Mandarei Emma preparar o seu tão aguardado banho de banheira, mas não sairá da cama até que eu venha buscá-la.
Renesmee sorriu com a preocupação dele. Ela sempre sentia-se tão amada e bem cuidada ao lado de Jacob.
O Duque partiu, mas voltou minutos depois para ajudar Emma. Jacob pegou a esposa no colo e levou para banheira, aguardou pacientemente os vários minutos que Renesmee levou para banhar-se e depois a pegou novamente para retirá-la de dentro da banheira. Tudo sempre com amor e zêlo, sua dedicação era quase sagrada a ela. O amor fez de Jacob um homem apaixonado e fervoroso com sua amada.
Agora ele podia pensar melhor, trabalhar melhor. Renesmee estava em casa, confortável e segura sob a sua proteção. Ele suspirou aliviado ao vê-la dormindo tranquilamente logo após o desjejum no próprio aposento.
— Mande chamar-me assim que ela despertar. Estarei em meu gabinete. — ditou para a aia. — Não saia do lado dela por motivo algum. Sei que tem coisas da própria Duquesa para cuidar, mas pode designar as tarefas para uma outra criada. Quero você zelando por ela sempre que eu não estiver. Deixarei avisado ao Sr. Smith sobre minha ordem, ele irá ajudá-la no que for preciso.
— Perfeitamente, Vossa Graça. — Emma inclinou o tronco em uma respeitosa mesura. Sabia de todo o cuidado que o patrão exigia para a jovem esposa grávida.
Jacob por fim parou para admirar a amada dormindo uma última vez antes de deixar o enorme cômodo.
********
Era meio da tarde quando o valete do Duque foi acordá-lo. Jacob tinha ido tirar uma sesta com a esposa logo após o almoço. Não tinha nem passado duas horas, mas o motivo pela interrupção era realmente sério.
— Aconteceu algo? — Jacob questionou assim que viu o criado pessoal.
Não era comum aquela postura do valete, o nobre sabia que tinha um motivo realmente sério para tal interrupção.
— Vossa Graça, necessito que compareça ao grande salão de chá. — Robins sussurrou para não acordar a jovem patroa que dormia nos braços do Duque.
Jacob apenas concordou com um aceno de cabeça. Com todo cuidado possível foi soltando o corpo da ruiva e levantando-se, deixando um beijo casto na testa dela antes de deixar o leito.
— Mande chamar imediatamente a Senhora Tunner. — ditou para o valete assim que deixou o quarto da esposa. Robins prontamente concordou. — O que está acontecendo de tão urgente para chamar-me? — Jacob sustentava a face imponente, uma das sobrancelhas estava levemente arqueada de forma arrogante.
— Vossa Alteza Real acabou de chegar a Casa York e mandou — ressaltou a palavra — chamá-lo imediatamente.
— Que Deus tenha piedade de todos nós! — Jacob revirou os olhos e ergueu as mãos teatralmente para o céu. Estava até demorado para a sua irmã voltar correndo para Londres.
O valete nada respondeu, apenas manteve a postura séria inabalável.
Jacob foi rapidamente se recompor no próprio aposento antes de ver a irmã, não estava vestido apropriadamente para recebê-la. Ele estava com a camisa e calça amassadas, sem casaca e um laço. Robins de forma eficaz ajudava o patrão na tarefa, agilizando o processo.
— A que devo a honra da visita Real? — o Duque perguntou assim que entrou no luxuoso salão e viu a irmã andando de um lado para o outro de forma impaciente.
Rachel abanava-se freneticamente com um belo leque. O príncipe apenas permanecia sentado em sua postura impecavelmente calma, mas igualmente atento a cada mínimo detalhe.
— Jacob! Ainda pergunta? — Rachel fechou rápido o leque e apontou para o irmão. Parecia que segurava uma arma de duelo pronta para atirar. — Cadê Renesmee? O que aconteceu? Como está a situação? — disparou em um único fôlego. — Tentei vir o mais rápido que pude, mas o palácio de verão fica há dois dias de carruagem de Londres, sem contar não poderia trazer as crianças assim em uma viagem tão emergencial, tive que deixar tudo devidamente organizado antes de partir. — justificou-se por fim.
Rachel quando nervosa tinha tendência a falar muito rápido.
— Calma, Rachel. — Jacob foi cumprimentar a gêmea com um afetivo abraço e um respeitoso beijo na testa. — Renesmee agora descansa no quarto, mas realmente foi um o susto bem grande. Achamos que ela fosse perder a criança que carrega, mas felizmente não aconteceu uma tragédia. — Jacob tinha os olhos carregados em agonia ao relatar os últimos acontecimentos.
— Nos conte o que aconteceu, Jacob. A missiva foi breve e não muito esclarecedora. — Paul falou pela primeira vez. Jacob foi ao cumprimento do cunhado.
Após os devidos cumprimentos o Duque começou a relatar todos os fatos ocorridos nos mínimos detalhes. Sabia que a irmã e o cunhado iriam ajudá-lo a traçar um plano impecável e primoroso.
— Maldito bastardo miserável! — repudiou Rachel após todo relato do irmão. — Não me olhem assim!— disse para o irmão e o marido que a olhavam chocados. Rachel jamais na vida havia usado palavras como aquelas. — Tenho adjetivos bem piores em mente para dizer sobre o Barão, mas pouparei vocês do choque em ouvirem-me falar palavras que nem marinheiros ousariam dizer.
A princesa estava realmente furiosa.
— Calma, minha querida, temos que isolar as emoções para poder pensar usando somente a razão. — Paul incentivou a esposa a sentar-se ao seu lado. Ele beijou brevemente o dorso da mão dela com devoção e paixão.
— Você tem razão, Meu bem. — sorriu apaixonada para o esposo.
— Rachel, preciso da sua ajudar para pensar em uma estratégia para retirar Renesmee da sociedade sem causar grandes alardes. Foi sugestão do Dr. Carlson que Renesmee tenha uma gravidez mais tranquila sem a agitação da temporada Londrina. — explicou o Duque para a irmã.
— Céus! — a princesa levou as mãos a boca. Jacob e Paul a olharam de forma questionadora. — Se Renesmee já está há uma semana sem aparecer em público e sem uma justificava sensata, a minha volta intempestiva a Londres só irá gerar mais especulações. — explicou-se.
— Tem razão. — Jacob prontamente concordou com a gêmea. — Precisamos pensar imediatamente em uma solução.
Antes que qualquer um falasse algo o mordomo entrou com um serviço completo de chá. Um lacaio vinha logo atrás trazendo uma enorme bandeja de prata com sanduíches e biscoitos. Jacob não tinha precisado mandar servi-lo, Smith era sempre muito eficaz.
Durante o período que o chá foi servido ninguém comentou mais nada, porém todos seguiam pensado em silêncio sobre o que fazer.
— Já sei! — Rachel disse um pouco mais alto assim que os empregados os deixaram a sós novamente. — Podemos usar o calor de Londres como uma bela desculpa para uma retirada para o campo. Todos já sabem que a Duquesa está esperando o seu herdeiro. É algo totalmente aceitável em sua condição, e podemos dizer que foi recomendação médica. — Jacob olhou para irmã sem muito ânimo, isso todos já especulavam. O que ele queria evitar era fofocas ao redor da saúde da esposa e filho. — Mas para podermos ter conteúdo para fornecer as fofoqueiras de Londres que a Duquesa está bem, ofereceríamos uma temporada festiva no campo. Era uma tradição de anos a nossa família abrir a Casa no campo para receber convidados e oferecer uma ou duas semanas de festividades. Lembra que mamãe fazia essas festas? — Rachel tinha os olhos brilhantes ao falar. — Será como se resgatássemos a tradição. Renesmee poderá se resguardar no campo e mesmo assim ser vista com saúde.
— Que ideia genial, querida! — o príncipe sorriu orgulhoso para amada. Eles eram um casal muito apaixonado.
— Mas a tradição era abrir a casa ancestral. A Casa York fica em Yorkshire. Além de ser muito distante de Londres, Renesmee não pode fazer longas viagens de carruagem. — Jacob ressaltou os contras da opção levantada pela irmã. — Sem contar que o Castelo de York é muito grande, Renesmee não conhece nem os criados e nem a propriedade. Acho que poderia ser estressante ficar encarregada de organizar dias de festa em uma Casa que ela não está familiarizada.
— Tradições podem sofrer alterações, Jacob! — desdenhou Rachel. — Agora a temporada de festa no campo do Duque e Duquesa de York, será oferecido na propriedade de Kent. Ela fica mais perto de Londres e é onde a Duquesa foi criada. Todos tem conhecimento desse fato, por mais que não conheçam toda a verdade.
— Kent seria uma ótima opção. — concordou Paul. — A propriedade é belíssima. Grande o suficiente para receber convidados e próximo o bastante de Londres para não se tornar uma viagem longa. Além do fato que foi onde Renesmee foi criada. Ela conhece todos os empregados e Elizabeth poderia cuidar de tudo sem qualquer problema. Tenho certeza que Renesmee ficará feliz em voltar e se sentirá segura e confortável lá.
Jacob ficou algum tempo pensado sobre a ideia e analisando atentamente os prós e contras.
A todo momento Rachel enriquecia a ideia, fazendo cada vez mais o irmão torna-se flexível com a possibilidade.
— Mas ainda tenho que pensar no que farei com o Barão. Ele vai pagar cara por tudo que fez. — o Duque ditou raivoso.
— Mande matar o desgraçado. Ninguém sentirá falta desse verme. — Rachel falou sem emoção.
— A morte para ele não será um castigo, mas sim um descanso. Quero vê-lo humilhado, sem eira nem beira....
— Querido, revogue o título e terras do Barão. Sabemos que ele está quase falido mesmo. — A princesa deu de ombros.
— Infelizmente não posso, Rachel. — Paul não gostava de desagradar a esposa, mas não tinha como fazer o que ela pedia. — O título da família Cullen não é recente, não foi concedido há pouco tempo. É um título hereditário, ele é um título de direito de sangue.
— Eu contratei um detetive para investigar a vida do Cullen. Tenho um dossiê completo, vou buscá-lo em meu escritório e volto em um minuto.
Jacob saiu apressado e voltou poucos minutos depois trazendo uma pasta negra de couro. Ele mostrou todas as informações para o cunhado e para a irmã. Eles leram calmamente cada informação contida na pasta.
— Já tive uma ideia! — Paul disse após analisar mais uma vez os papéis atentamente. — Tem uma forma de arruinar completamente o Barão Cullen.
— Então nos conte, Meu Bem. — Rachel estava eufórica.
Paul começou a explicar toda a ideia que tinha tido a esposa e ao cunhado. Os irmãos Black ficaram felizes e satisfeitos com a brilhante ideia do príncipe. Seria o fim do nome e honra que a família Cullen ainda possuía.
Após a execução do plano o nome do Barão estaria irrevogavelmente destruído.
— Então já que temos tudo minuciosamente planejado, só nos resta esperar para executar todo o plano. O Cullen mexeu com a família errada e vai pagar com a honra por isso. — ditou com segurança o Duque. — Enquanto isso — olhou sorrindo para irmã — eu declaro aberta a temporada de festividades no campo do Duque e Duquesa de York! Acho que já pode preparar uma lista, Rachel. Irei agora mesmo contar a ideia para minha linda Duquesa! — Jacob deixou a sala sem esperar por uma resposta da irmã, estava animado em contar para Renesmee que eles estariam voltando para Kent. Ela com certeza ficaria amimada com a notícia.
Fale com o autor