Bloom

10 Bitter Sweet Obsession


Notas iniciais
Olaaa amadas! Saudades do Duque mandão Black? ? Aaaah primeiro vamos agradecer a Bia Ortis pela linda recomendação! ! Amamos flor! Capitulo dedicado a ti. Lindos comentários tbm, amamos. Muitas especulações hahaha, vamos ver quem acertou rsrs. Vamos logo ao capítulo que está uma delícia hehe. Boa leitura. ;)



Kent, 1816

O som de água corrente estava cada vez mais audível para a menina ruiva, ela já conhecia muito bem aquele habitual caminho. O cheiro de mata úmida, flores e frutas frescas perfumavam agradavelmente o ar morno do verão inglês. Já havia chegado o meio da calorosa estação.

A graciosa égua branca trotava contra a terra fofa, cada vez mais rápida, a menina que a conduzia tinha ansiedade de experimentar mais uma vez o delicioso riacho.

Renesmee já podia ver a margem do rio que cortava o lado sul da propriedade do Duque, porém não era exatamente ali que queria chegar. Bem mais embrenhado na mata, cercado por árvores, arbustos e rochas estava o lindo riacho de água doce e calma. Era ali o seu pequeno paraíso particular.

Como de costume desceu de cima da égua que assim como a dona apreciava aquele lugar. Sem comando ou instruções Estrela — ao passo — seguiu até a margem da água fresca e de bom grado degustou do líquido refrescante. Renesmee sorriu termalmente para a égua de lustrosa pelagem branca.

— Boa menina! — Renesmee deu três tapinhas no quadril musculoso do animal. — Vamos vê se ainda têm aquelas deliciosas maçãs? Espero que você não tenha comido tudo ontem. — sorriu ao afagar o focinho de Estrela, que permanecia calma ao receber o carinho da dona.

A ruiva começou a se despir, ficando somente com a combinação da roupa de baixo.

Tranquilamente a menina caminhou até a vegetação, amarrou sua bela égua à árvore e começou a subir na frondosa macieira, onde passou a colher os saborosos frutos degustando-os direto do pé.

Como boa amiga não deixou de arremessar no gramado algumas frutas para sua fiel companheiro equina, essa comeu satisfeita cada maçã oferecida.

Já em solo firme a ruivinha passou a retirar as duas últimas peças de roupa que ainda cobriam o seu corpo, guardando-as junto com o restante das vestes.

Renesmee caminhou nua em direção ao riacho, toda a natureza que ali estava era a única espectadora da nudez da bela menina, que a cada dia tomava mais formas de uma mulher.

Naquele lugar esquecido do mundo e isolado de tudo a menina se despia completamente das roupas, pudores e etiquetas sempre impostas a ela. Renesmee era livre, ali se sentia livre pra ser ela mesma; A menina órfã que havia se isolado de tudo agora — bem ali — era livre de corpo e alma.

Com alegria ela nadava — sem muita habilidade — pelo calmo riacho, a profundidade da cristalina água não era muita próximo à margem. Era na segurança de ter os pés fincados ao chão e a água acima dos seios pequenos em crescimento que ela permanecia.

Incontáveis minutos tinham se passado dentro da energizante água, Renesmee já tinha as extremidades da pele dos dedos enrugadas e os pêlos arrepiados pelo frio quando deixou o riacho.

Pegou a manta que trazia junto à sela de Estrela e estendeu sobre o verde gramado, onde deitou sobre a superfície para secar-se ao sol.

Ela olhava pra o céu absolutamente azul e com algumas nuvens branquinhas, imaginando divertidas figuras formadas. De repente sua mente começou a projetar imagens de olhos escuros, corpo grande, olhar enigmático... Um color recentemente descoberto começava a esquentar seu frio corpo, o coração dobrou as suas batidas e a sensação de frio no estômago estava lá presente outra vez.

Renesmee fechou os olhos com força na intenção das imagens do novo Duque se dissiparem de sua mente, mas o resultado foi o oposto ao esperado. Ela já estava ficando com medo daquelas novas e estranhas sensações que tinha só por se lembrar do majestoso homem.

O que seria aquilo que estava sentido em relação ao Duque Black? A inexperiente menina se questionava a todo o momento.

— Mamãe, cadê você pra me ajudar agora? — Renesmee começou a falar sozinha em voz audível. — Você sempre falou que estaria comigo. Por que não me ajuda agora? Por que me sinto tão estranha com o novo Duque? É diferente de como me sentia com o tio Billy. — um par de lágrimas solitárias desceu simultaneamente pelos cristalinos olhos azuis.

A angústia por não entender os próprios sentimentos comprimia o peito da menina. Porém um barulho na mata e o relinchar de Estrela fez a jovem ruiva se sobressaltar, cobrindo-se com a manta.

Com os olhos assustados Renesmee buscava por todos os lados o causador do audível som, mas naquele lugar ermo nada encontrou.

De repente uma lebre passou correndo próximo à égua, que mais uma vez relinchou em descontentamento. A corrida do pequeno animal entrando mais uma vez através dos arbustos causou novamente o mesmo barulho antes ouvido. Renesmee então sorriu.

O causador de seu susto era somente a pequena e indefesa lebre veloz.

— Acho melhor nós irmos embora, já passamos muito tempo aqui. — a garota falava com a égua enquanto se vestia novamente. — Logo será a hora do jantar e tenho que me aprontar para estar à mesa na hora da refeição.

Renesmee montou em Estrela e deixou seu pequeno paraíso para trás, no entanto em sua mente ainda eram vívidas as imagens de certo homem imponente que mexia de forma incompreensível com ela. O coração da menina pulsava rápido no mesmo compasso do trote da égua que a conduzia de volta a sua realidade.

~*~

O confortável ambiente encontrava-se silencioso e calmo, o Duque tinha toda a sua atenção voltada para os documentos que analisava minuciosamente. Seu administrador tinha acabado de partir de seu gabinete, deixando-lhe muitos documentos para verificar.

Jacob analisava cada folha com a devida atenção requerida. Por mais que seu administrador fosse um homem íntegro, de ótima reputação na sociedade e que já trabalhava há anos para sua família — era o mesmo administrador da época que William assumiu o título —, seu pai sempre lhe instruiu que tudo sempre deveria ser pessoalmente analisado e conferido de forma detalhada.

Jacob degustava de seu brandy enquanto lia e verificava os documentos. Hora ou outra fazia alguma anotação ou ressalva. Porém batidas na porta foram ouvidas, tirando-lhe momentaneamente a atenção.

— Entre! — Jacob ordenou sem tirar os olhos do documento que lia.

— Vossa Graça está necessitando de algo? — o mordomo perguntou com cautela, tinha conhecimento que havia interrompido o patrão.

— Não necessito de nada. — ditou levantando brevemente o olhar para o senhor que estava parado de frente para sua mesa. — Há algum assunto para tratarmos? — questionou ao criado, demonstrado que estava ocupado e não tinha tempo a perder com formalidades sociais.

— Um criado solicita falar com Vossa Graça. O que digo? Que volte outra hora ou até mesmo outro dia?

— Sobre o que se trata?

— Ele não quis informar o assunto, mas trabalha no estábulo.

— Peça que entre, mas que seja breve, ainda tenho muitos documentos importantes para verificar. E saiba que dá próxima vez todo assunto deverá ser levado primeiro ao meu valete, ele irá analisar a necessidade do assunto ser realmente tratado por mim. — falou com arrogância, não tinha tempo para perder com assuntos sem grande importância que provavelmente poderiam ser tratados por seu criado pessoal.

— Desculpe-me, Vossa Graça, não cometerei o mesmo erro outra vez. — desculpou-se nervoso o mordomo.

O Duque nada respondeu, só maneou a cabeça positivamente, voltando a atenção para seus documentos.

Pouco mais de cinco minutos haviam se passado quando a porta de carvalho escuro foi aberta pelo mordomo e por ela entrou o empregado que havia solicitado falar com o Duque.

Jacob não ergueu a cabeça, somente o seu olhar buscou se atentar em quem entrava em seu gabinete. Quando ele reconheceu quem era o empregado voltou a descer o olhar para o papel que estava lendo.

— Seja breve, rapaz. Meu tempo é precioso, não posso desperdiçá-lo. — a voz de Jacob estava ainda mais séria e grave.

— Desculpe-me, meu senhor. — Joe se encolheu diante da imponência do patrão. — É um assunto muito importante e de caráter pessoal.

O Duque permaneceu de cabeça baixa, nem o olhar dessa vez ele ergueu, somente fez um gesto de mão para que o rapaz continuasse a falar. Jacob estava curioso com o que Joe queria lhe dizer, porém não demonstrou tal curiosidade.

Joe estava muito nervoso, chegou até pensar em desistir mediante a frieza a qual o patrão demonstrava. Ele pensou que poderia não ser uma hora apropriada, mas como já tinha tomado o precioso tempo do Duque, falaria de forma direta.

— Vim aqui solicitar a vossa premiação para cortejar a sonharia Wood! — Joe foi direto, sem fazer qualquer tipo de rodeio, em um ato momentâneo de coagem.

— O QUÊ? — Jacob gritou com a voz grave. Ele havia erguido em um rompante o corpo da cadeira, que tombou no chão pelo movimento brusco. Os dois pulsos serrados haviam batido com força na superfície de madeira maciça da mesa, causando um estrondoso barulho.

Joe de um pulo para trás devido ao susto pelo ato do Duque, a face do rapaz havia perdido totalmente a cor.

— Repita o que você disse! — a voz do duque era ameaçadora e também deixava clara a ordem expressa.

— Eeeer... Euuuu... Eu gostaria deeee... Deeee... Eu gostaria de pedir a premiação de Vossa Graça para cortejar a senhorita Renesmee Wood! — Joe tentava de forma falha pronunciar as palavras, mas não estava conseguindo, ele gaguejava perante a altivez do Duque.

— Como ousa vir tomar o meu precioso tempo para solicitar algo tão absurdo? De onde você tirou a ideia de que poderia sonhar em cortejar a senhorita Wood? — mais uma vez Jacob ditava em tom arrogante.

— As minhas intenções com a senhorita Wood são as melhores, meu Senhor. Eu quero me casar com ela. — Joe tentava se justificar, entretanto a face do Duque estava cada vez mais vermelha e carrancuda deixando-o com medo. — Eu tenho sentimentos verdadeiros e sinceros por ela. Não falei nada antes com a Vossa Graça, pois estava somente esperando a confirmação que meus sentimentos também eram correspondidos. E hoje pela manhã tive a confirmação que a senhoria Renesmee também tem sentimentos por mim.

— De onde você tirou um absurdo desse? — Jacob deixou seu lugar atrás da mesa e caminhou até ficar na frente do rapaz que era uma cabeça mais baixo que o Duque. Jacob olhava-o de cima, com superioridade e prepotência. — Escuta bem o que vou lhe falar, pois não sou de repetir minhas ordens. Fique longe da minha pupila. Se tentar por as suas mãos imundas em minha doce e inocente Renesmee eu acabo com você e toda a sua família. Certificarei pessoalmente que sua família se extingue junto a sua infeliz linhagem. Não criamos Renesmee para se casar com um plebeu. Ela foi educada para casar- se com um nobre. E meus planos são de no mínimo um marquês, isso quando ela tiver a devida idade para o matrimônio. Fique longe dela ou eu acabo com a sua raça. — Jacob advertiu em claro tom de ameaça. Ele segurava o rapaz pela camisa.

Joe estava pálido, ele tremia diante do Duque. Não imaginava aquela reação do patrão. Ele estava sem reação, não imaginava uma clara ameaça.

— Você me ouviu? Entendeu tudo o que ordenei? — perguntou ríspido o Duque.

— Sim, Vossa Graça. — a voz de Joe era apenas um sussurro, mas Jacob ficou satisfeito com o que ouviu.

— E se algo acontecer a minha pupila, eu juro, não vou nem perguntar quem é o culpado. Eu acabo com a sua medíocre vida. Estamos entendidos? — Jacob gritou e Joe somente anuiu. — E ponha-se daqui para fora. Já desperdiçou muito do meu valoroso tempo.

O pobre rapaz deixou o gabinete do Duque quase correndo, ele nem ousou contestar ou até mesmo olhar para trás.

Jacob estava enfurecido, suas mãos chegavam a tremer pela raiva crescente. Passou as mãos pelo rosto na tentativa de se controlar, sua face denotava toda a sua fúria.

Em passos firmes ele foi até a mesa com a bandeja que guardava suas bebidas e serviu-se de uma dose dupla de uísque. Virou em um único gole, mas não foi o suficiente para acalmá-lo. Logo uma segunda dose descia queimando sua garganta.

Nada parecia relaxar o Duque, sua cabeça fervilhava com questionamentos no qual ele não sabia as respostas. Entretanto ele não deixaria a situação assim, iria esclarecer todo aquele disparate.

Com passos rápidos e pesados ele deixou seu gabinete. Jacob caminhava pelo longo corredor, nenhum dos empregados que estavam pelo caminho ousou olhar para o Duque. Muitos haviam escutado a gritaria no escritório.

— Senhorita Elizabeth! — Jacob chamou com a voz grave, seu tom se mantinha alto. A governanta pulou pelo susto.

Elizabeth arrumava flores em um vaso de cristal sobre a mesa lateral do salão principal, ela ainda não tinha conhecimento da recente briga.

— Onde está a senhorita Wood? Quero falar agora mesmo com ela. — o tom de ordem estava implícito nas palavras autoritárias.

— Vou vê se ela está no quarto, Senhor. — Elizabeth não ousou questionar o patrão. Simplesmente largou seu afazer e correu para as escadarias de acesso ao segundo pavimento da mansão.

Jacob andava de um lado para o outro da sala, esperava impaciente o regresso de Elizabeth com Renesmee.

— Ela não está no quarto, Senhor. — a governanta falou temerosa.

Jacob crispou o olhar.

— Então ache-a imediatamente. — ordenou. — Mande-a ir ao meu gabinete. Estou aguardando. — Jacob não esperou por uma réplica da governanta, ele simplesmente deu as costas e voltou para seu gabinete onde se serviu de mais uma dose da bebida destilada.

Jacob não tinha mais concentração para analisar mais nenhum documento, sua cabeça fervilhava de perguntas sem qualquer reposta.

— O senhor mandou me chamar? — o medo traspassava o olhar da menina que havia sido caçada por todos os empregados da mansão.

Já havia se passado mais de uma hora desde que o Duque tinha dado a ordem. Foi Marina quem a encontrou no cemitério da propriedade. A empregada informou somente o que sabia; que era praticamente nada, somente que o Duque estava enfurecido e procura por ela.

— Feche a porta e sente-se. – falou o homem e Renesmee sentiu o coração acelerar a níveis nunca antes sentido. Ela estava apavorada pela expressão severa do nobre. — Onde a senhorita estava? — a questão foi tão cadenciada que Renesmee nem pensou antes de responder.

— Fui cavalgar ao sul da propriedade, depois colhi flores no caminho de volta e levei ao túmulo de minha mãe e do antigo Duque. — falou em um sussurro, ela não conseguia encarar os olhos escuros e sombrios de Jacob.

Jacob analisava atentamente cada gesto e expressão da menina, ele buscava a veracidade de cada palavra falada.

— De agora em diante você está proibida de ir ao estábulo sozinha. Não quero você próxima de nenhum empregado de fora da casa. Quando precisar ir ver sua égua pedirá que alguma criada lhe acompanhe. Isso é uma ordem, não quero ser contestado. — Jacob determinou solenemente, não deixando margem para a garota contestar.

Jacob não queria alertar a menina para algo que ele não tinha certeza se realmente acontecia. Pela expressão surpresa que a ruiva mantinha, ele deduziu que ela realmente não sabia de nada sobre os sentimentos do cavalariço. Por outro lado todo cuidado era pouco com sua pupila.

Ninguém nunca tinha falando naquele tom com Renesmee, ela estava com medo do Duque. Seja lá o que tivesse acontecendo ela iria obedecer às ordens imposta.

— Pode subir para se assear, logo o jantar será servido. — Jacob falou mais calmo. — Alguma dúvida sobre as minhas ordens?

Renesmee assentiu negativamente. Ela não queria mais permanecer diante do homem que lhe causava tantas sensações diferentes e conflitantes.

A menina ruiva deixou o cômodo sem olhar para trás.

Jacob se acalmou minimamente, mas estava certo que agora precisava zelar de perto por Renesmee. Ela estava se tornado a olhos vistos em uma belíssima mulher, e não era só ele que já havia se atentado aquele fato.

~*~

Os dias correram lentos tanto para Jacob que tinha muito que fazer — além de ter uma adolescente para se preocupar—, tanto para Joe que não via mais sua amada e também para Renesmee que estava sem ir ao seu tão amado riacho, sem cavalgar além dos limites da propriedade com Estrela, tudo o que lhe confortava mais era desenhar sem restrições, uma vez que não passava um dia sem pensar nos olhos enigmáticos e na estrutura robusta do Duque.

Mais um dia se passou e lá estava o grande Duque novamente observando através da janela — debruçado no parapeito de carvalho — como o sol estava a pino sobre as árvores e a vasta propriedade. Havia acabado de resolver muitas questões com seu administrador — ele não estava pretendendo voltar a Londres tão cedo, portanto preferia todos os dias ter que tratar de tudo dentro de seu gabinete —, no entanto o som do gongo do relógio de seu escritório o fez lembrar que havia marcado com Renesmee para ouvir uma canção no piano.

Desde que a proibira de andar sozinha, ele permitiu que ela saísse e realizasse somente suas atividades ali dentro da propriedade, como pintar, tocar, cavalgar por perto. Sendo assim o Duque aprumou-se, terminou o seu copo de uísque — apenas para molhar a garganta—. Embora os dias estivessem cheios de tarefas, Jacob conservava um bom humor naquela semana, finalmente o luto saía, seu peito não apertava tanto, as conversas com a pintura de seu falecido pai era uma ótima terapia, as preocupações de certa forma o impedia de pensar no quanto já havia perdido. Sobretudo se preocupar com Renesmee lhe tomava a mente.

A vida da pequena ruiva, seus traços, seu crescimento, sua voz suave, sua beleza... Apesar da perturbação em sua mente por causa de sua pupila, Jacob preferia estar ali a estar em qualquer outro lugar.

Prontamente deixou seu escritório, pediu que preparassem um lanche para ele e a menina e a aguardou na sala informal.

Aguardou por longos trinta minutos.

Jacob estava na poltrona florida, uma perna dobrada sobre a outra; seu tornozelo direito no joelho esquerdo, seus dedos tamborilavam sobre a perna dobrada enquanto seus olhos ansiosos não desgrudavam do relógio de ouro sobre a lareira.

— SENHORITA WINSLET? — o Duque muito possesso chamou a governanta enquanto sacodia o sino, a senhorita logo apareceu após uma corrida.

— Onde está a senhorita Wood?

Elizabeth fez uma careta muito confusa, acreditava que a menina estava trancada em seu aposento, mas não tinha certeza.

— Deve estar no quarto, Senhor, desde o almoço. — respondeu insegura.

— Então vá chamá-la. Ela está atrasada para tocar o piano, quero ver o seu desempenho. — mandou visivelmente impaciente.

Poucos minutos depois Elizabeth voltou um pouco mais pálida e alarmada.

— Eeeeer... Ela não está, Vossa Graça. Eu não sei onde ela foi, sinto muito.

No mesmo segundo Jacob se levantou, assustando mais a governanta. Sem dizer nada ele lhe deu as costas e a passos largos foi até o estábulo.

Ele imaginou que Renesmee pretendia cavalgar, todavia, não imaginou que faria isso no horário marcado. Ela pagaria pela insolência, ele deliberou a caminho da estrebaria.

Todos pararam suas atividades para cumprimentá-lo, Jacob avançou para dentro do estábulo e olhou as baias. Logo seu sangue ferveu quando não viu a égua de Renesmee.

— Richard?

— Sim, meu Senhor? — disse o empregado adentrando também.

— A senhorita Wood esteve aqui sozinha? Há quanto tempo saiu? Estava só? — sondou pausadamente levemente ameaçador.

— Há quase uma hora ela esteve aqui com a senhorita Marina, Vossa Graça. Disse que estaria por perto, mas queria ficar só. — Richard respondeu.

Jacob engoliu em seco sentindo o resquício do álcool ardente. O nobre olhou em volta e se atentou que o empregado mais novo da cocheira não estava ali.

— Onde está o Joe? ­— inqueriu quase em um rosnado, de forma arrogante.

— Ele saiu há mais ou menos meia hora atrás, Vossa graça. — Richard, sem saber de nada, simplesmente disse.

— E aonde foi?

— Não sei, ele não disse.

— Ele parecia bem apressado. – intrometeu-se um outro criado, muito mais velho que Richard e Jacob.

Richard o fitou de soslaio. Já Jacob trincou os dentes e fechou os olhos com força, sua face estava tensa e dura, assim como suas mãos fechadas em punho, os nós dos seus dedos estavam brancos, o seu corpo esquentou e nada teve a ver com o desejo frequente que sentia pela ruiva. Era sim uma posse e uma raiva incontida e inexplicável.

— Quero o meu cavalo! AGORA! — bradou. O Duque estava incontrolável.

Prontamente arrumaram o cavalo do Duque e esse saiu a galope para fora da propriedade, seguindo pela estrada principal poeirenta jurando encontrar a menina ruiva e mostrar que ela lhe deve obediência.

Jacob já planejava um castigo para a jovem. Além do fato de desobedecê-lo, quanto ao se envolver com a criadagem, ela estava atrasada. Atrasada!

Na cabeça enciumada e possessiva do Duque, ele imaginava que Renesmee estivesse com o jovem Joe, ou talvez outro camponês. Nada de mais complexo explicaria — na imaginação do Duque — que fizesse a ruiva desobedecê-lo e se atrasar para um compromisso.

Enquanto isso um jovem rapaz estava muito apressado com o seu mestiço e magro cavalo por uma estrada semelhante ao do patrão. Ao contrário do nobre, o simples empregado tinha um sorriso tranquilo e olhos alegres. Ele cavalgava na velocidade máxima que podia, não por raiva e posse, mas por ansiedade e contentamento.

Ao lado sul dos limites da propriedade, bem distante de onde os dois homens cavalgava de formas distintas, encontrava-se o belo riacho. Sob a água fresca a menina se banhava tranquilamente enquanto a sua égua bebia a água de forma serena.

A Menina estava tão entretida banhando seu corpo despido que em momento algum se lembrou de que já havia passado da sua hora. Renesmee sorria sentindo o sol na face alva, a água lhe refrescava ao mesmo tempo. Ela jogava a cabeça para trás e molhava somente os cabelos acobreados, apreciava a água em seus dedos da mão, sentia-se leve e livre, mergulhava e emergia para respirar o cheio das flores campestres. Tudo sem uma ordem.

Tinha saudades do lugar, sentia falta de ter as pontas dos dedos dormentes e enrugados, os cabelos lavados abundantemente, a pele verdadeiramente limpa. Sabia que não poderia demorar, o Duque odiava atrasos, mas a menina estava em frenesi estando em seu paraíso mais uma vez, depois de dias sem visitá-lo.

Não muito longe dali, o cavalo puro sangue inglês relinchava, seu dono tinha ira nos olhos e no sangue, com uma pressa descomunal a propósito.

— Iá-Iá! —Jacob cavalgava ao mesmo tempo em que procurava com o olhar ao redor do campo sinal de sua pupila ou de seu criado, mas nada. — Quando encontrá-la a farei se arrepender por descumprir minhas ordens! Menina insolente. — ele reclamava e anunciava para si, enquanto seu cavalo continuava trotando sobre o campo em direção ao Sul. Sabia que a menina gostava de seguir naquela direção, lá ele iria flagrá-la. — E acabarei com a raça daquele moleque abusado, quem pensa que é para me desobedecer. — bufou contrariado.

Jacob não queria chamar por eles, queria surpreendê-los e dá a eles o castigo que planejava.

— Menina mimada, aprenderá a me obedecer. — ele assinalava com raiva. Parou em meio ao gramado e novamente esquadrinhou a área, nada e nem ninguém havia lá. Assim ele continuou ao sul.

Na calma estrada poeirenta Joe cavalgava tranquilamente, ainda com sua mente em paz e um sorriso nos lábios, ele estava ansioso para chegar ao seu destino. Sabia que retornaria ainda mais feliz, não teria como ser ao contrário. Seguia determinado ainda na estrada, no entanto por algumas vezes ouviu um relinchar ao longe, mas nada o parou. Estava atrasado.

Jacob ouvia claramente o correr das águas, todavia ele ao menos se atentou para esse detalhe. Olhava por meio dos arbustos, as sombras das árvores, sombras em pedras... Ele estava pronto para galopar outra vez, quando ouviu um relinchar que não vinha de seu cavalo.

O Duque aprumou-se, juntou as sobrancelhas e seguiu o som bastante ressabiado, seus olhos estavam estreitos e atentos a qualquer movimento. O som vinha da trilha por entre árvores folhosas e médias, ele se aproximou devagar, seu cavalo dava um passo atrás do outro pausadamente.

Logo o homem lembrou que ali atrás havia o riacho. Um meio sorriso botou de seus lábios ao lembrar-se de que se banhava ali quando menino. Jacob desceu vagarosamente de seu cavalo negro e o amarrou em uma árvore.

— Shiuuu! — sussurrou para o animal e ouviu outro relinchar, porém dessa vez mais forte.

Ele continuou a caminhada em passadas silenciosas e lentas, o som das águas aumentava conforme se aproximava. Finalmente avistou Estrela.

A égua bebia água desconfiada, Jacob manteve-se escondido atrás de uma árvore. O sol refletia na grama, na água e nas rochas. Era lindo, muito lindo. Ele deu um meio sorriso por fim, aquilo já foi suficiente para lhe acalmar.

Contudo no segundo seguinte outra vez criou uma ruga entre suas sobrancelhas. Se Estrela estava ali, onde estaria sua dona?

Ao lembrar-se da ruiva o sangue do nobre ferveu outra vez, os olhos nublaram de arrogância e posse. Quando estava pronto para avançar e encontrar talvez Renesmee e o criado, uma silhueta delicada emergiu da água. Cabelos alaranjados cintilavam sob o sol. Os olhos de Jacob se abriram, sua boca salivou e todo o seu corpo se aqueceu.

Não era a raiva novamente, pois no meio de suas pernas o calor se concentrou e enrijeceu seu membro.

Costas nuas eram vistas, lombo, glúteos, esses eram redondos e alvos e ao mesmo tempo delicados. O homem mordeu os lábios e piscou freneticamente. A menina descontraída e realizada alisava seus cabelos para tirar o excesso de água sem imaginar que era observada.

Embaixo da água Renesmee sequer ouviu as reclamações de Estrela, como essa se acalmou, Jacob pode se manter na espreita. Renesmee mergulhou outra vez e nadou, causando mais arrepios quentes no nobre que não desviava seus olhos dela. O olhar de Jacob era de puro e intenso desejo, suas mãos estavam sobre a protuberância em sua calça, sua boca cheia de água estava entreaberta. Parte de sua mente o recriminava, era a pupila de seu pai que nadava e se banhava nua!

Porém quando a menina se sentiu pronta para ir e ergueu-se tendo parte de seus seios expostos e úmidos, o duque gemeu. Sua respiração tornou-se irregular, suas mãos agora estavam dentro de suas vestes. Ele vislumbrou os pequenos seios, igualmente redondos e brancos, sua boca salivou ainda mais por imaginar a macies daquela pele tão clara e lisinha. Os pequenos bicos em formação eram quase imperceptíveis, mas o Duque só conseguia imaginar como era mordê-los e saboreá-los.

Jacob fechou os olhos e idealizou mil formas de ir até lá e possuir a pequena mulher ali mesmo, dentro daquela água, como ela estava: nua, úmida e bela.

A força que Jacob tinha nos movimentos de suas mãos ele não mais controlava, imagens não saíam de sua cabeça, ele estava a ponto de se delatar ali mesmo, pois já estava ofegante. A menina agora aproveitava o sol para secar-se sentada sobre a manta, Jacob contemplou todo o seu perfil nu por onde a água de seus longos cabelos escorria.

O grande homem estava desesperado por recolher cada gota, provar de cada parte de pele exposta. Jacob parou o que fazia por um breve momento. Era Renesmee ali, ele não podia, mas ela estava tão tentadora; sentada, admirando o sol e o soneto das águas.

Jacob não ouvia ou via o mesmo que a ruiva, seus olhos só enxergavam a pele de aparência macia, os cabelos da cor de cobre intenso e as formas miúdas e sensuais. O Duque estava a um segundo de mandar a razão para o inferno e possuí-la ali, naquela mesma margem.

Pensando em como seria insano quando a visse daquela forma de perto, quando a tocasse, Jacob voltou a aperta seu membro pulsante e se preparou para saciar o desejo latente que sentia. Em movimentos precisos e vigorosos o Duque precisava seu eixo, aumentando ainda mais o seu desejo. Ele suava, tremia e mordia os lábios na intenção de não deixar nenhum som do seu prazer escapar de seus lábios.

Renesmee alheia à contemplação de sua a nudez deitou-se sobre a manta, expondo ainda mais o seu corpo nu. Ela mantinha os olhos fechados e um sorriso regozijante nos lábios. Estava feliz por esta ali de forma tão simples e livre.

Jacob contemplou totalmente enlouquecido toda a visão frontal do corpo despido da menina. Seus pequenos e apetitosos seios, a pele tentadoramente branca e macia, pernas esquias e o centro de sua intimidade coberta por pouco pêlos igualmente ruivos. Era a primeira vez que o Duque via uma mulher totalmente ruiva natural. Ele estava insano de desejo, seu membro latejava cada vez mais avido em sua mão.

Foi fechando os olhos e imaginando invadir com seu membro a pequena intimidade de pêlos ruivos que Jacob chegou ao seu ápice, liberando todo seu desejo contido já há algum tempo.

Ele havia sujado sua calça, estava em estado deplorável, mas sua satisfação não havia chegado. Precisava de mais, muito mais da ruiva nua a poucos metros de seu alcance.

O Duque respirava com dificuldade, ele tentava recuperar sua razão e dignidade, mas bastava um olhar para a menina que toda sua razão se dissipava como fumaça. Ele precisava fazer algo, tomar uma decisão que poderia mudar tudo.

Com segurança Jacob começou a caminhar, ele estava certo do que iria fazer e pronto para arcar com suas escolhas.

Notas finais
Então o que acharam ? Quente ne? Hahaha Jacob se superando de sensualidade no capítulo. E Renesmee? Nem sabe o q a aguarda. Gostaram? Querem mais? Queremos os 20 comentários para postarmos um novo capítulo. Ou se vier uma recomendação, postamos antes de atingirmos os 20. Gatinhas... O próximo capítulo já está pronto, vcs irão gostar. ;) Beijinhossss, Jenny e Day