Bloody Horror Story - The School
3 Capitulo 3 - Estão todos vivos
Bianca foi encontrada por uma professora com a cabeça entre as pernas e repetindo várias vezes a mesma frase:
“Eles estão vivos, estão todos vivos.”
Os funcionários tentavam se comunicar com ela, porém ela apenas repetia a mesma frase e sempre encolhida em algum canto, sempre que tentavam tirá-la de lá, retornava e voltava a repetir a frase. Foi assim durante todo o dia, sempre alguém tentando fazer ela se acalmar, oferecendo algo para comer, mas sem sucesso. Enfim ao final do dia eles resolvem ligar para o hospital, ao chegar no local os médicos resolvem a encaminhar para um sanatório.
Duas semanas se passaram após Bianca ter sido enviada ao sanatório, a escola estava funcionando normalmente, mais nenhum assassinato aconteceu e tudo estava correndo muito bem, os pais aos poucos começavam a levar os filhos novamente a escola. Porém Eduardo não acabou sua investigação, ele tinha em sua lista duas suspeitas, Bianca e Eliza, o fato de Bianca não estar mais na escola e os assassinatos terem parado apenas fortalecia que ela seria a assassina. Mas só suas suas suspeitas não eram o bastante, ele precisava de ter a certeza.
Sanatório Santa Cruz, era o sanatório mais perto de Guaratinguetá, ela onde Bianca foi deixada, Eduardo foi tentar conversar com Bianca na esperança de que ela pudesse contar mais a respeito do que ela viu, ou então arrancar uma confissão. Ele entrou pela porta da frente, parou na recepção e mostrou seu distintivo para a recepcionista, ele então disse que queria ver a paciente Bianca e foi levado até o quarto onde ela era mantida em tratamento. Eduardo entra e se senta em uma cadeira que havia la dentro, então pede para ficar a sós com ela.
– Olá Bianca! Lembra-se de mim?
– E claro que me lembro policial.
Bianca parou de repetir a mesma frase, estava ciente de onde se encontrava e queria muito sair dali, porém ninguém acredita no que ela viu e ouviu, e é isso que está mantendo ela ali dentro.
– Policial eu não estou louca, eu sei o que eu vi, aquelas coisas sugaram minha sanidade e gostaram de fazer isso.
– Você consegue me dar detalhes do que viu?
– Enquanto limpava todo aquele sangue eu ouvi uma voz, era Leandro, ele chegou na porta e me perguntou se eu queria brincar. — Bianca começava a mudar seu tom de voz e gaguejar enquanto falava. — Mas não poderia ser ele certo? Eu mesmo vi seu corpo naquela sala e sua cabeça arrancada e enfiada naquele… ai meu Deus. Eu gritei para ele, falei que ele não poderia ser real, mais ele me disse que a Tia Maria prendia eles neste mundo, eles não podiam ir para o papai do céu.
– Tia Maria? Pergunta Eduardo curioso.
– Maria Augusta, mais conhecida como a lora do banheiro.
– O garoto falou mais alguma coisa com você?
– Não, ele não conseguiu, quando foi falar Eduarda e Horácio apareceram, ele correu em minha direção e eu tentei me afastar, ele disse que Horácio o machucava, os dois então começaram a falar várias coisas estranhas e então eu apaguei, não lembro de mais nada ate a semana passada, mas já estava aqui quando comecei a lembrar.
Eduardo então se levantou e foi até a porta, ao chegar nela ouve Bianca implorando para que ele a tirasse de lá, ele respira fundo e manda fecharem a porta. Ele então volta para a escola, ele não podia usar os argumentos de Bianca como uma prova, mas ele estava curioso sobre a história da tal loira do banheiro. O professor Pedro que ia para sala de aulas, para na sua frente e o cumprimenta, Eduardo sem pensar muito pergunta sobre a lenda.
– Me desculpe, sem querer atrapalhar a sua aula, mas poderia me falar algo sobre Maria Augusta ou a Loira do banheiro?
– Você nunca ouviu falar nela quando estudou aqui?
– Não sou daqui, vim para cá aos 19 anos e apenas ouvi esta lenda vagamente.
– Este local antes de se tornar uma escola era uma casa que pertencia a Amélia Augusta Casal, mãe de Maria Augusta, após se mudar para Paris ela morreu aos 26 anos, seu corpo foi trazido de volta para cá e ficou durante várias semanas exposta em uma urna de vidro em uma sala de visitas. Então a história é que ela anda pelos banheiros ligando as torneiras, e por onde passa deixa o cheiro de seu perfume francês. Me desculpe mais agora tenho que voltar para minha sala, terei prazer em te dar mais detalhes depois. Com licença!
Eduardo resolve voltar para a delegacia.
Pedro terminou de dar a sua aula e então vai se preparar para a próxima na sala dos professores, a sala era grande com várias estantes contendo livros velhos e um enorme lustre no meio dela, enquanto procurava um livro na prateleira ele ouve alguém chamar o seu nome, ele se vira mais não havia ninguém ali, ele então pegunta bem alto se tinha alguém ali, como ninguém respondeu ele voltou a procurar o livro, enfim ele conseguiu o livro que queria, ele então coloca em sua pasta e começa a andar em direção a porta de saída, antes de poder chegar lá a porta fecha com muita força, e as luzes começam a piscar, Pedro começa a ficar com medo e corre em direção a porta, quando se aproximava uma força muito grande o faz voltar para o meio da sala e o lustre cai em cima de sua cabeça. Ouvindo o barulho Eliza corre para a sala dos professores, e antes que pudesse gritar algo tampa a sua boca, então ela avista um estilete vindo em direção ao seu pescoço, então ouve uma voz dizendo:
– Se junte a brincadeira senhora Diretora!
Eliza consegue escapar e se virar rapidamente na direção de quem a segurou, mais ela nunca havia visto aquela pessoa na vida, ela tentou gritar mais estava sem voz, o medo tomou conta de seu corpo, ela caiu no chão e se arrastou até uma prateleira, o homem encostou a porta da sala e a trancou, se virou para Eliza e começou a caminhar em sua direção, chegando a sua frente ele diz:
– Fazia já um bom tempo que não matava pessoas, havia ate me esquecido de como isso era bom. A, sim não a prazer maior que ver sua vítima com medo nos olhos, o mais engraçado e que eles não podem escapar, podem até tentar, mas eu sempre os pego de volta. Em minha antiga casa costumava deixar as vítimas correrem pelo quarto procurando um meio de escapar, aquilo me divertia muito, e quando me entediava, era só matá-las para que a diversão em ver ela sofrer, viesse.
O homem então senta-se em cima de uma mesa de madeira e joga o estilete no pé de Eliza, com um sorriso no rosto ele diz:
– Agora você está em vantagem, você tem uma arma e eu estou de mãos vazias, você pode pegar o estilete e vir me matar, ou esperar que eu me levante daqui, pegue-o novamente e te mate. Ambas opções são divertidas. Faça uma escolha querida.
Eliza pega o estilete empurra a lâmina para fora e então corre em direção ao homem para o apunhalar, ela o acerta três vezes. Ela ficou espantada com o que viu, ela sentia o estilete entrando no corpo daquela coisa, mas ao remover ele não sangrava e nem mesmo aparecia a abertura do corte, ela solta o estilete e corre em direção a porta, gira a chave e forçava e tentava abrir a porta desesperadamente, o homem que se aproximava dela começou a rir alto, ele havia pegado o estilete novamente, Eliza mais uma vez tentava gritar mais não conseguia.
– Estou ficando entediado! — Disse o homem puxando a lamina do estilete.
O homem então pega o estilete e começa a cortar as veias dos pés de Eliza que cai ao no chão chorando com muita dor, ele então pega os braços dela e corta verticalmente as suas veias.
– Não se pode matar quem já está morto.
Dizendo estás palavras o homem corta o pescoço de Eliza.
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