Bloody Horror Story - The School
4 Capitulo 4 - Aprisionados
Os passos de Eduardo estavam rápidos pelos corredores do Sanatório Santa Cruz, tão rápido que era possível ouvi-los facilmente. Eduardo caminhava em direção ao quarto de Bianca que já estava internada a um mês, ele queria levá-la a escola para que ela dissesse tudo que viu e onde ela conseguiu ver as pessoas que citou na última visita onde explicou a história ao investigador.
Ao chegar aporta ele encontrou a enfermeira responsável por Bianca, e antes que entrasse perguntou:
– Como está o quadro dela?
– E meio estranho dizer isso, mas eu não consigo distinguir o que parece ser loucura ou não das histórias que ela conta. Quando ela entrou aqui, visivelmente ela estava alterada e parecia estar totalmente insana, já agora ela não apresenta nenhum comportamento estranho e quando conta suas histórias quase acredito em o que ela fala. Investigador vou ser sincera, Bianca parece ter criado essas lembranças mas elá não oferece nenhum tipo de perigo a si mesma ou a sociedade, e não posso mais mantela aqui com seu estado estável.
– Não precisará, irei levá-la comigo agora mesmo.
– O que bom! Vou pegar a papelada para poder dar alta a ela.
A enfermeira se vira e vai a procura dos papéis.
Eduardo abre parcialmente a porta, bate nela e gentilmente pede permissão para entrar, Bianca feliz permite e pede para que se sente, então começam a conversar.
– Bianca, a diretora Eliza e o professor Pedro foram assassinados na escola.
– Que Horrível! — Diz Bianca espantada com a notícia.
– Bem, até a algum tempo antes do assassinato deles, você era a minha principal suspeita, é claro que com isso as coisas mudaram. — Eduardo passa a mão sobre o cabelo e toma coragem de falar sobre o que veio fazer ali. — Quero lhe pedir um favor Bianca.
– Pode falar Investigador.
– Vim aqui para pedir que você volte comigo a escola, quero que explique e me mostre os locais onde você disse que viu os espíritos.
Bianca se ajeita na cadeira, souta um suspiro e diz.
– Você sabe o que está me pedindo? Foi isto que me trouxe para cá, agora estou presa aqui por uma coisa surreal que mesmo jurando que vi, ninguém acreditará em mim.
– Você não ficará mais aqui Bianca. A enfermeira foi pegar os papéis para a sua alta.
– Sendo assim, se o senhor me garantir que se algo acontecer lá não serei mais enviada para cá.
– Eu posso te afirmar isso Bianca. Você pode ser a chave para pegarmos os assassinos, você é a única maior de idade que viu as primeiras mortes e está viva.
A enfermeira chega trazendo vários papéis no braço, entra no quarto e avisa que Bianca já pode sair.
Eduardo leva Bianca a seu carro e então vão para a escola.
A Escola estava sem aulas desde o último incidente, as coisas começavam a juntar poeira, os corredores faziam eco com o som dos passos de Bianca e Eduardo que caminhavam pelos corredores vazios.
Bianca levou o investigador até o local onde ela havia visto as pessoas mortas em pé na sua frente, ela então contou com todos os detalhes o que aconteceu ali, Eduardo acompanhava a história olhando os lugares que ela indicava, as posições, olhares, falas, ela contou-lhe tudo.
Eduardo olhava para o local atentamente, ele tentava encontrar maneiras lógicas de explicar o que Bianca havia falado, em um momento de distração bianca o acerta com um tijolo fazendo-o desmaiar. Bianca então pegas cordas e o amarra, o arrasta para dentro da sala de limpeza e o espera acordar, quando ele acorda se depara com bianca sentada em uma cadeira a sua frente.
– Mas que merda e essa Bianca? Depois quer que não te chamem de louca?
– E por isso mesmo que lhe prendi ai investigador. Eu sei que você não acreditará a menos que veja o que eu vi, que sinta o que eu senti. A qualquer momento Leandro a de aparecer aqui, e vai mostrar
a você que o que eu falo e real.
– Me solte Bianca. Ou quando eu sair daqui você não vai parar em um manicômio, más em uma sela da cadeia!
– Acalme-se investigador ele virá.
Eduardo se debatia tentando escapar e sempre tentando fazer Bianca o soltar, em alguns momentos fazendo ameaças e em outros tentando acordos, mas após muito tempo se debatendo ele sente a mão de alguém o desamarrando, quando ele olha para trás ele avista Leandro, o garoto que foi morto, esquartejado e que ele mesmo havia visto seu corpo sem vida, este mesmo garoto o desamarrou.
Após se libertar Eduardo se levanta e afasta-se rapidamente de Leandro, esfrega seus olhos mas o que ele estava vendo era mesmo real, ele não conseguia acreditar, era algo impossível, não havia lógica nenhuma em um garoto morto simplesmente estar na sua frente.
– Eu lhe disse investigador, eu não estou louca, eu o vi aquele dia e o vejo agora.
– Mas… Como pode isso?
– Pergunte a ele, você está perante a maior testemunha deste caso. A única alma que não se corrompeu.
Bianca se ajoelha, bota a mão nos ombros de Leandro e pede para que ele explique ao investigador o que acontece quando alguém morre na escola. Então olhando para os olhos de Eduardo começa a explicar:
– Quando alguém morre aqui, a alma desta pessoa não pode ir para papai do céu.
– Mas porque? Pergunta Eduardo curioso.
– A titia Maria não deixa que as almas saiam da escola.
– Maria Algusta? A loira do banheiro?
– Ela não gosta de ser chamada assim. — Diz Leandro balançando a cabeça negativamente e com a cara seria. — Ela diz que não é vingativa como seu marido, mas se fosse todos que falassem isso estariam mortos.
– Porque só vejo você aqui? Não vejo mais nenhuma alma aqui sem ser você. — Eduardo tinha várias questões agora, mas esta era a mais forte.
– Nós escolhemos quem nos vê. Responde Leandro dando uma pausa antes de dar mais detalhes. Nós temos força, podemos pegar coisas, arremessar, mas vivemos sem objetivo, vagamos sem o que fazer. E uma vida totalmente tediosa, sem podermos fazer nada para amenizar isso. Aqui e tudo muito triste.
Após falar isso Leandro começa a chorar, seu choro ecoa por toda a escola, após alguns segundos chorando ele some.
– Acredita em mim agora? — Diz Bianca feliz por ter provado o que viu.
– Isso foi muito estr…
Eduardo e interrompido por um grito masculino muito alto seguido por outros gritos mais abafados, eles então correm em direção ao grito, quando chegam ao lugar eles avistam o professor de Filosofia Marcio e mais sete alunos incluindo Roberto que estava desmaiado no chão, em volta a um pentagrama com velas vermelhas acesas em cada uma das cinco pontas. Após se assustar com a cena Eduardo decide perguntar:
– O que estão fazendo aqui e o que e isso que estão fazendo?
O professor levanta do chão onde estava sentado e começa a explicar:
– Senhor policial, eu e meus alunos estávamos fazendo uma… aula, aula de religião.
– A escola está fechada professor! — Diz Eduardo não engolindo a desculpa.
– Olha isso vai parecer loucura, mais eu e meus alunos estávamos tentando invocar a Maria Augusta, conhecida mais por Loira do banheiro.
Enquanto conversavam os outros alunos tentavam fazer Roberto acordar, quando bianca viu o esforço dos alunos ela tenta ajudar, depois de alguns segundos eles conseguem fazê-lo acordar. O professor rapidamente vai ao garoto e pergunta se ele estava bem que afirma estar legal. Eduardo pede para que todos se retirem dali e saiam da escola, mas antes que Marcio saísse pela porta ele o impede e diz para ficar.
– O que você sabe sobre entrar em contato com espíritos? — Pergunta Eduardo a Marcio.
– Pouca coisa, eu fui influenciado pelos garotos a fazer isso, eles queriam resolver o caso dos assassinatos, saber o motivo e como parar. E também fiquei curioso em testar as coisas que havia lido em alguns livros, queria ver se eram mesmo verdades.
– O que aconteceu aqui? — Pergunta Bianca muito curiosa com aquela decoração no chão.
– Tentamos entrar em contato com a Maria, ficamos meia hora chamando o nome dela, tentando invocar, fazer ela aparecer, foi quando Roberto gritou e desmaiou. Não sei o que aconteceu, tentarei falar com ele mais tarde, isso é, se eu não for preso. Vou ser preso?
– Não professor, não vou prendê-lo, mas eu quero que você me ajude no caso. Eu não duvido do que você disse e acho que podemos entrar em contato com ela. Não poderemos prendê-la mas podemos fazê-la parar. Quero que estude melhor sobre isso, quando estiver pronto me avise.
– Posso fazer isso.
Então todos saem da escola, se despedem no portão e bianca começa a caminhar em direção a sua casa, ela estava livre daquela tortura que havia passado nos últimos dias. Enquanto caminhava ela se lembra que sua bolça onde estava seu celular estava em no armário que pertencia a ela na escola, ela então volta para a escola, entra pelo portão, sobe as escadas até a sala dos funcionários, e pega a chave em seu bolço que haviam lhe devolvido antes de sair do manicômio, coloca-a na fechadura e a abre, lá estava a bolsa, então Bianca pega a sua bolsa e deixando a porta do armário aberta ela começa a descer a escada para sair da escola, ao sair pela porta da frente ela encontra Roberto ao lado direito da porta encostado na parede com um canivete na mão.
– O que está fazendo aqui Roberto?
Roberto entrega o canivete para Bianca e diz:
– Estou curtindo a liberdade minha cara. Para comemorarmos porque não… se mata para mim?
Bianca pega o canivete e corta a própria garganta, após ver um sorriso na cara de Roberto ela cai morta em frente a porta, Roberto vê o sangue de Bianca que chega a seus sapatos, ele então desce a escada a frente da porta, limpa o pé na grama e sai pelo portão da escola.
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