Bloodlust
2 Capítulo 2
Fui a beijando mais intensivamente. Eu curtia ficar com garotas as vezes. Confesso que nos anos 20 era bem mais divertido. Porém prefiro ficar com homens. Mas ficar com garotas pode ser mais divertido as vezes.
Ela me puxou pro quarto dela. Chegando lá fomos ficando e ela já foi tirando a minha blusa. Eu tava morrendo de fome, não tava nem ai pra ela. Olhei em seus olhos e disse:
– Fique quieta, não grite, não corra.
Ela ficou parada como se sua unica função fosse ficar parada. Naquele momento meus olhos começaram a ficar vermelhos cor de sangue, meus dentes cresceram e eu mordi o pescoço dela. O sangue dela escorria pela minha boca. Pra mim aquilo era a melhor sessação do mundo.
Percebi que a ruiva já estava ficando fraca e parei. Olhei em seus olhos novamente e disse:
– Você não vai se lembrar disso, se alguém te perguntar, você diz que foi uma namorada sua.
– Eu digo que foi uma namorada minha. — ela repetiu.
Limpei minha boca e depois pegue minha blusa e a vesti. Fui embora enquanto a garota ruiva dormia. Minha noite só tinha acabado de começar. Fui em busca de outras festas de fraternidade. Nessa noite me alimentei de dois garotos e de mais uma garota. Acabei dormindo no quarto de um dos garotos. Ele era alto, magro, porem com barriga de tanquinho, tinha olhos azuis e cabelo preto que escorria pelo rosto. Não sabia o nome dele nem nada.
Quando eu acordei ele ainda dormia. Olhei pro seu pescoço que ainda sangrava um pouco. Ele tremia, sua respiração estava ofegante, não parecia ta bem. Bom ele não ia melhorar. Eu não podia deixar ele morrer pois se alguém morresse outros vampiros podiam me achar, então mordi meu pulso e dei um pouco do meu sangue pra ele beber. O sangue de um vampiro, quando em pequena quantidade pode ser um remédio milagroso que cura qualquer tipo de doença.
Depois que dei meu sangue pra ele beber a mordida no pescoço dele foi fechando. Sua respiração ficou menos ofegante e ele parou de tremer. Logo depois ele foi abrindo os olhos.
– O que aconteceu? — ele falou ainda fraco.
– Acho que você teve um pesadelo.
– Deve ter sido. — ele disse se sentando.
– Ate nunca. — disse me levantando da cama.
– Ei, pelo menos me diz o seu nome. — ele disse ajeitando seu cabelo.
– Alicia. — disse e sai andando.
– O meu é Thomas.
Não acredito que tinha dado meu sangue pra um otário qualquer. O que estava acontecendo comigo? Eu nunca fui do tipo boazinha. Eu precisava matar alguém urgentemente. Essa bondade ta amolecando meu coração e isso não pode acontecer. Ficar com a humanidade ligada é uma das piores coisas do mundo. A dor é incontrolável.
Resolvi que naquela noite eu iria pra New York e ia me alimentar de alguns mendigos, ladrões e assassinos. Pelo menos eu não ia tirar a vida de alguém de caráter. Minha nobreza era maior que isso.
Passei no meu quarto assim que sai do quarto do Thomas. A insuportável da minha colega de quarto estava lá sentada tomando um copo de café.
– Pensei que você tinha saído cedo mas pelo visto nem dormiu aqui.
– Eu devia te matar.
– Nossa como eu to assustada. — ela disse num tom sarcástico.
Como isso me irritou, empurrei a garota junto com a cadeira na parede. Ela caiu no chão sem reação. Depois se levantou.
– O que porra você é? — ela perguntou gritando.
– Esqueça o que eu fiz. — disse olhando nos seus olhos.
– Como vou esquecer sua idiota? Você torceu meu dedo. — ela falou com cara de dor.
A hipnotização não tinha funcionado com ela. Claro, verbena. Sera que ela sabia da existência dos vampiros? Se ela soubesse eu tava perdida. Olhei pro seu pescoço. Ela usava um colar grande. Obviamente tinha verbena ali dentro. Que droga.
– Gostei do colar. — eu disse.
– Era da minha vó.
–Quem te deu? — eu perguntei.
– Minha mãe, ela disse pra eu nunca tirar, coisas ruins podem acontecer.
– Entendo.
Ela provavelmente não sabia dos vampiros, ou estava fingindo muito bem, mas deu uma coisa eu tinha certeza, a mãe dela sabia dos vampiros. Peguei minha bolsa e disse pra ela:
– Desculpa, e a proposito, meu nome é Alicia.
– O meu é Alisson. — ela disse.
Fale com o autor