Bloodlust

1 Capítulo 1


Há muio tempo nós, os vampiros, vivemos como comuns entre os humanos. Sim, vampiros. Muitos de nós vivem em completa harmonia com o mundo dos humanos. Eles vão a faculdades, trabalham em escritórios e blá blá blá. Antigamente não era assim. Costumávamos viver nas sombras como seres macabros piores que os bebedores de sangue que nós somos. Nas nossas casas tinham caixões, não para dormir dentro deles — até porque isso é um mito — e sim para a decoração das nossas casas.

Alguns vampiros tem sua humanidade ligada. Eles se apaixonam por mortais ou por outros vampiros, tem sentimentos e muitos deles se alimentam apenas de animais. O que não é meu caso. Sou uma vampira que não tem lado da humanidade ligado e me alimento de sangue humano. Mas também não sou nenhuma serial killer. Muitas vezes me alimento das pessoas e depois apago suas memorias. É como se eles tivessem se machucado no pescoço ou levado um chupão de seus namorados. Eu não me importo de machucar pessoas para me satisfazer.

Me transformei nesse monstro em 1509. Nessa época quando ainda era humana eu namorava um homem que se chamava Dylan. O próprio Dylan me transformou. Pra transformação acontecer eu tenho que me alimentar do sangue de um vampiro, morrer, e quando voltar a vida me alimentar de sangue humano, ai a transição é completa. Dylan me transformou por um único acaso: viver a eternidade juntos, mas isso não foi bem como esperávamos. Quase um século juntos Dylan sumiu e depois veio a noticia que ele tinha morrido. Isso acabou comigo. Amava Dylan mais que minha vontade de viver. Sofri muito com a perda de Dylan até que desliguei minha humanidade. Isso me fortaleceu.

Eu estava me preparando pra mais um ano em uma faculdade nova. Yale dessa vez. Aproveitando que ela é perto de Nova York e eu amo Nova York. Apenas levava algumas coisas. Não tinha carta de inscrição nem nada. Chegando em Yale logo fui na sala do reitor pra fazer minha matricula.

- Seu nome por favor. — falou o reitor.

- Alicia Mary Haynes.

Ele digitou meu nome no computador, ficou olhando por um tempo. Obvio que ele não iria encontrar nada já que eu nunca tinha recebido uma carta.

- Me desculpe senhora Haynes mas aqui não consta que você foi convidada a estudar em Yale.

- Eu entrei mas eu não precisei de carta. — falei olhando em seus olhos e hipnotizando ele.

- Você entrou e não precisou de carta. — ele repetiu o que eu disse.

Ele terminou de fazer a minha matricula e me disse onde meu quarto era. Ia conhecer minha parceira de quarto na qual ia me alimentar dela quando estivesse com tédio. Cheguei lá e tinha uma garota morena com olhos azuis.

- Oi, você deve ser minha parceira de quarto.

- Acho que sou. — falei sorrindo sarcasticamente.

- Nossa, você é linda, espero que sejamos amigas. — disse a menina com um grande sorriso na cara.

- Não, nos não vamos ser amigas.

- Só queria ser simpática.

Gente chata ninguém merece, acho que vou ter que mudar a pessoa que ela é. Bom, arrumei rapidamente minhas coisas e de noite fui pra uma festa de alguma fraternidade. Que se dane, ia me alimentar de alguém, fazer sexo com um desconhecido e beber o sangue dele. Ótimo, festas de faculdade sempre acontecem isso.

Chegando na festa percebi que a festa não fazia muito meu tipo. O local da festa era bem propicio pro momento. Era na parte de fora de uma grande casa. Só tinham garotas. Muitas delas estavam ficando. Bom, se só tinha isso o que eu podia fazer? Logo avistei minha vitima. Ela tinha cabelos ruivos e olhos cinzas. Ela estava sozinha encostada na parede. Cheguei perto dela com dois copos de cerveja na mão.

- Olá. — falei dando um sorriso malicioso.

- Oi. — ela falou ofegante. — Você me assustou.

- Desculpa, não era minha intenção. — disse dando um sorriso falso. — Tava observando você e vim te trazer uma cerveja.

Falei dando o copo pra ela. Como eu odiava ter que fingir isso. Tentar ser meiga pra se satisfazer. Pelo menos depois a recompensa era boa.

- Obrigada. — ela disse sorrindo.

Não ia perder tempo. Sorri pra ela e logo em seguida a beijei.