Blood Brothers

7 Rebel Yell


Notas iniciais
Pessoal, milhões de desculpas pela demora. Eu atualizei a fic lá no AS, e esqueci de postar aqui :( perdão mesmo!
Meu tempo livre tá bem curto, por isso tenho demorado pra atualizar... mas logo menos isso acaba e eu volto com força total!
Agora, vamos ao capítulo 8 de "Blood Brothers".
Espero que gostem, e boa leitura!

A atmosfera daquele planeta era leve, porém extremamente fria. O planeta Tsufuru poderia ser descrito sendo o oposto de Vegetasei. Enquanto o planeta vermelho era coberto por rochas e solo arenoso, o planeta dos tsufurujins era tomado por grandiosas montanhas de gelo.
Enquanto Vegetasei sempre parecia dia, no Planeta Tsufuru sempre parecia noite. Apenas uma vez ao ano ambos os planetas sofriam mudanças climáticas.

E um jovem saiyajin sabia disso, e usaria dessa condição a seu favor. Nappa sorria satisfeito de dentro de sua nave quando chegara ao planeta pelo qual ele alimentava desgosto e um desejo insano de vingança. Ele sabia que o clima estava prestes a mudar, e até que tudo agisse de acordo com o seu plano, ele esperaria. Esperaria para que a chuva torrencial desabasse, e os antigos e novos Deuses estivessem olhando por ele.

"A força de um saiyajin aumenta quando ele encara a morte e sobrevive." As palavras de seu falecido pai dançavam nos confins de sua mente enquanto ele se levantava de sua poltrona. Sinalizando rapidamente para que o comandante colocasse a nave em modo de transparência, ou seja, para que nada nem ninguém pudesse vê-los ou senti-los. Ele sabia que os radares dos tsufurijins avisara sobre a presença de corpos estranhos adentrando na atmosfera, porém, mais do que isso, Nappa tinha conhecimento preciso sobre a tecnologia da raça. Eles não seriam capazes de diferenciar um simples meteoro de uma nave. Não de acordo com suas pesquisas mais recentes.

Desde a época da morte de Kal, o jovem passara a estudar com afinco sobre o Planeta Tsufuru. Sabia que possuíam grandes cientistas e guerreiros fortes, mas Vegetasei sempre esteve um passo à frente. Com o passar dos anos, Nappa chegara quase à obsessão de tanto pesquisar, fazendo com que sua mãe, Talia, tivesse que dar um basta naquelas ideias ensandencidas de uma vez por todas. Ele então fora proibido de ter qualquer tipo de acesso ao que dizia respeito à raça a qual odiava. "É para o seu bem, meu filho." Talia dizia com amargura. A saiyajin temia em seu íntimo de que um dia o pior acontecesse, e que Nappa fosse atrás dos tsufurujins.

O que ela ainda não sabia, é que seu medo estava prestes a se tornar realidade.

"Eu continuo dizendo que isso não é uma boa ideia..." Toma, um saiyajin de pele morena e de aparência não muito agradável anunciara em voz alta, temeroso.

"E eu continuo dizendo que não pedi sua opinião, Toma. Concentre-se apenas em obedecer as minhas ordens." Nappa rebateu direto. "Não te obriguei a vir, sua mula. Veio porque quis." O jovem saiyajin concluiu dando de ombros.

"Eu vim pra te ajudar, imbecil. Não é porque você tem honra em ser guarda-costas do príncipe que pode faltar com o respeito. Sou mais velho que você, se não se lembra." Toma ralhou irritado.

"É mais velho, mas eu sou mais forte. Fim de papo." Nappa respondeu irredútivel.

Toma suspirou ante o deboche de seu colega, rezando para que aquilo realmente fosse verdade. Além dos dois, mais dez saiyajins estavam dentro da nave. Nave essa que tinha um sistema muito sofisticado, como era digno de todas as outras que o planeta vermelho construía. O centro de controle possuía botões muito úteis, tais como o modo de transparência, piloto automático, um grande botão de emergência; o qual fazia com que a mesma desse partida imediata, e um pequeno botão de auto-destruição. Além disso, a engenhoca também possuia dormitórios, refeitório, enfermaria e uma mini sala de treino. Tudo que um saiyajin pudesse precisar, encontraria.

"E até quando pretende esperar? Já tem uns bons minutos que estamos aqui parados sem fazer nada." Toma voltou a falar, sentindo um frio percorrer sua espinha. Tanto pelo clima, quanto pelo medo.

"Fique tranquilo... tudo tem a sua hora. Vamos nos reunir no refeitório para discutir o plano mais uma vez, e aí sim, entramos em ação." Nappa respondeu calmamente. "E ah, antes que eu me esqueça. Estejam cientes de uma coisa, sim? Não viemos aqui para receber chantangens. Vou oferecer a esses imundos que participem do torneio, e caso eles não concordem, vocês sabem perfeitamente como agir. Sem reféns, quero todos mortos. É hora de acabar com esses malditos de uma vez por todas." Nappa pronunciara enquanto cerrava as mãos em punhos, e um brilho intenso agraciava seus olhos.

Os demais assentiram brevemente, assustados pela maneira como seu colega estava se portando. Porém, nenhum deles recuaria. Se uma guerra fosse necessária, lutariam bravamente lado a lado. Seguindo seu líder, juntos, foram para o refeitório, e por lá, permaneceram discutindo estratégias de batalha, e o modo exato de como agiriam diante de cada possibilidade.

***

Enquanto isso, em Vegetasei, o Rei disparava da sala do trono com Seraphis a seu lado, em busca de Talia.

"AQUELE INFELIZ PERDEU O JUÍZO?!" Rei Vegeta berrava para o Oráculo. "Ele pretende enfrentar todo o exército Tsufuru sozinho, Seraphis? O que deu naquele menino?!"

"Ele não pretende enfrentar só o exército, meu Rei. Ele quer acabar com toda a raça." Seraphis disse em voz baixa, temendo antecipadamente pela reação de seu soberano.

O rei estacou imediatamente. Com olhos arregalados, num ímpeto, agarrou Seraphis pela gola de seu manto. "Toda a raça? Eu ouvi bem? Seraphis, não... não pode ser. Nappa só pode estar louco. Há anos não temos contato com os tsufurujins, não sabemos se eles estão mais fortes, com mais tecnologia... ele está pensando em se matar? É isso?" Rei Vegeta perguntou exasperado.


"N-não, não é isso..." Seraphis balbuciou. Suava frio de tão nervoso. "Ele só acha que tem capacidade em mata-los sem que dêem trabalho. E não é bem do jeito que imagina, Rei Vegeta, ele primeiro quer oferecer um acordo aos tsufurujins."

"E posso saber que raio de acordo é esse?!" Rei Vegeta berrou, totalmente nervoso.

"Ele... ele quer que um torneio seja realizado. Quer que... que saiyajins e tsufurujins se enfrentem na arena de batalha. Mas aqui, e não lá. E quer... quer matar com aquele que tirou a vida de seu pai, custe o que custar." Seraphis respondeu em meio a gaguejos e pausas, igualmente nervoso.

Rei Vegeta finalmente soltou a gola do Oráculo, fechando os olhos, e bufando pesadamente. Ponderando ante ao que lhe fora avisado, passou alguns minutos em silêncio. Seus olhos fechados, e sua respiração descompassada. O coração em seu peito palpitando fortemente, enquanto caminhava de um lado para o outro sem parar.

Mais calmo, voltou a dizer, "Isso não pode acontecer. Não agora. Ele não pode enfrenta-los, ainda é muito jovem. O que será de Talia caso Nappa morra? Não posso permitir isso." Ele respondeu sabiamente. "Vou busca-lo. Broly e Turles irão comigo. Bardock fica para proteger vocês. Avise à Talia imediatamente sobre o ocorrido, e diga à ela que trarei Nappa de volta, são e salvo."

Seraphis olhava fixamente para seu soberano quando assentiu, garantindo que manteria os ânimos da mãe do saiyajin sob controle. "Tenha cuidado, meu Rei. Mas vá depressa... tens uma tragédia para impedir. Que os Deuses te guiem."

Rei Vegeta deu um curto aceno, dirigindo-se às escadas que davam acesso ao andar subterrâneo. Quando os olhos de Seraphis já não o alcançavam mais, o oráculo mantrou brevemente. Um mantra para que o pior pudesse ser evitado, e que todos os saiyajins que foram, pudessem voltar.

"ONDE ESTÁ MEU FILHO?!" Seraphis foi tirado de seus pensamentos ao ouvir Talia gritando do andar de cima. Subiu as escadas rapidamente, e ao ver a mãe de Nappa descontrolada, aproximou-se, tentando manter a calma.

"Talia." Ele a chamou. A saiyajin virou-se bruscamente, fitando-o com os olhos marejados. Talia sabia que Seraphis não descia de sua torre a toa, e muito menos que passava tanto tempo no castelo. Algo de errado estava acontecendo.

"S-Seraphis... o que aconteceu com Nappa? Meu peito... meu peito dói. Me diga, por favor, o que aconteceu com meu filho?" Talia pedia à medida em que suas pernas perdiam as forças e ela ajoelhava-se no chão, permitindo que lágrimas de genuína preocupação atravavessassem seu belo rosto. "Apenas... diga."

O Oráculo postou-se ao lado dela, abraçando-a calorosamente. "O que eu vou te dizer... antes de mais nada, você precisará se manter calma. Entendeu? Se eu disser, e você perder o controle, terei de usar meus poderes, e não é algo que eu queira." O sábio anunciou sem rodeios. "Pode fazer isso?"

Talia fungou algumas vezes, parando de chorar aos poucos e levantando o olhar para poder encarar Seraphis. "Vou tentar, prometo." Ela respondeu.

Seraphis sorriu, pegando a mão da jovem viúva e segurando-a, tentando conforta-la. "Você... você se lembra do desejo de vingança de Nappa?"

"Sim... contra os tsufurujins. O que... o que isso tem a ver?" Talia perguntou sentindo seu coração cumprimir ainda mais.

"Pois bem, vou falar logo. Nappa não saiu em missão como disse à você e todos os demais. Ele encontra-se no Planeta Tsufuru nesse exato momento, e suas intenções não são nada boas." Seraphis murmurou cautelosamente.

Talia imediatamente sentiu as forças esvaindo de seu corpo. Agarrou o mais firme que pôde nas mãos do Oráculo, procurando por apoio. Emocional, físico e mental. A saiyajin sentiu seus olhos fecharem e os apertou com força, querendo evitar que as teimosas lágrimas continuassem a cair. "Não... não pode ser..." Ela sussurrou pausadamente, não largando a mão de Seraphis.

"Talia... por favor, peço para que fique calma. O Rei já está ciente do que aconteceu, e irá com Turles e Broly para impedir essa loucura que Nappa pretende fazer. Creio que eles chegarão a tempo, portanto, não se preocupe." Seraphis indagou muito calmo. Ele esperava que a calma que ele sentia, pudesse ser passada para a mulher.

E por mais que aquelas palavras que acabara de ouvir tivessem surtido algum efeito, Talia não conseguia manter o controle sob seu corpo ou sua mente. Deixou todas as lágrimas caírem, em um soluço profundo e angustiado. Afundou a cabeça no peito de Seraphis, chorando mais e liberando toda a sua mágoa.

"Por... por que...? Por que ele fez isso, Seraphis? Se Nappa morrer... se meu único filho morrer..." Balbuciou entre lágrimas.

"Nappa voltará muito bem, e vivo. Confie em mim. Vou avisar à Rainha e ao Príncipe, eles também precisam estar a par da situação."

***

No Planeta Tsufuru, Nappa preparava-se para dar o comando final. Apesar de ainda ser muito jovem, o saiyajin portava-se como um verdadeiro guerreiro. Orgulhoso, sério e impiedoso. Em sua mente, um único pensamento: vingar a morte de seu pai.
Ele já havia esperado demais, e a hora certa era; precisava ser aquela.

"Ao meu sinal, nós saímos da nave. Lembram do plano?" Ele perguntou.

"Sim." Os demais saiyajins responderam em uníssono.

Assentindo rapidamente, ele sinalizou para que a grande porta de ferro da nave se abrisse, e pouco a pouco, todos estavam do lado de fora. A reação foi imediata: sentiram seus corpos enrijecerem ante à temperatura estupidamente baixa. Nappa soltou um longo e profundo suspiro, tentando acalmar seus nervos. Frio não era um problema, não era o frio que o incomodava, e sim o desejo de acabar logo com aquilo.

Doze saiyajins tomados pela bravura caminhavam a passos curtos e sincronizados rumo ao castelo que o planeta possuía. Nappa sabia que, assim como em Vegetasei, o centro de tudo, era lá.
Foram se aproximando sem ter problema algum, apesar de receberem constantemente olhares tenebrosos e espantados dos tsufurujins. Um deles gritava "Os saiyajins! Os saiyajins estão aqui! Avisem ao Rei!", porém, os mesmos não se abalavam. Continuavam marchando. Seus olhares fixos e suas mentes focadas.

Uma vez que estavam finalmente nos portões do castelo, três guardas os pararam.

"O que querem aqui?" Um deles perguntou.

Nappa estava na frente, e tratou de responder logo, "Quero falar com o Rei. Tenho uma oferta para ele."

"E que tipo de oferta é essa, saiyajin? Não pode nos enganar com mentiras! Sabemos muito bem como vocês são!" O mesmo soldado rebateu firme.

"Hummmm... sabem mesmo? Quem deveria desconfiar de alguém somos nós. A raça mentirosa aqui são voc-"

"Nappa." Toma o interrompeu. "Não é sábio falar dessa maneira, afinal, estamos no planeta deles. Lembre-se do respeito." Ele advertiu.

"Que seja." Nappa respondeu indiferente. "Como eu estava falando, soldado, quero falar com o Rei. E tem que ser logo. Anda, nos leve até ele."

"Não enquanto não falarem sobre suas intenções. Tenho ordens a cumprir, saiyajin. Diga qual é sua oferta, e quem sabe, deixaremos vocês passarem." O soldado continuava com a pose imponente.

"Bom, já que assim, eis minha oferta... prestem atenção." Nappa retomou o discurso. "Venho aqui para convida-los para o Torneio de Artes Marciais, que ocorre em Vegetasei. Saiyajins contra Tsufurijins. O que me dizem, rapazes?" Ele perguntou beliscando a ponta de seu nariz, para logo após sorrir de canto maliciosamente.

Os soldados arregaralam os olhos em espanto, surpresos pelo o que estava sendo imposto a eles. O mesmo soldado que falara primeiro, respondeu, "Mas que ideia absurda é essa?!" Ele berrou.

"Ideia absurda? Não fale asneiras, tsufurujin lixo. Vocês mataram meu pai, e eu quero a minha vingança!" Nappa ralhou cerrando os punhos, sentindo o ímpeto de acabar com aqueles soldados alí mesmo.

"E quanto de nós vocês mataram? Centenas! E nem por isso queremos vingança, estamos vivendo em paz, saiyajin maldito. Volte para o seu planeta imediatamente se não quiserem morrer!" O soldado assumiu uma postura de ataque, pronto para uma batalha, caso fosse necessário.

"Ei, ei, ei, acalmem-se..." Um voz masculina cortou de repente. O homem era alto, sua pele alva, seus olhos negros, e o cabelo espetado. "O que temos aqui? Aaaahh! Nappa... filho de Kal, não é mesmo? Cresceu bastante, moleque."

"Quem diabos é você, e como ousa pronunciar o nome do meu pai, inseto?!" Nappa berrou novamente, a furia cegando sua paciência.

"Hahahahaha!" O homem riu debochadamente, postando-se ao centro dos outros soldados. "Quem sou eu? Vamos com calma, pra que tanta pressa? Todas as suas perguntas serão respondidas dentro do castelo. O rei deseja vê-los. Acompanham-me." Ele pronunciou calmo, direcionando Nappa e os demais para a entrada.

O saiyajin jovem e careca não recuou, e sem pensar duas vezes, começou a seguir aquele homem estranho. Nappa sentia um aperto dentro de seu coração assim que o vira, e por um momento, jurava já ter visto aquele ser antes.

***

No castelo de Vegetasei, Sellerie urrava um grito de dor ao ouvir a notícia. Seraphis foi a seu encontro, forçando-a se sentar na cama, fitando-a preocupado.

"Mas meu Deus, o que há com essas mulheres hoje? Por favor, minha Rainha, já não basta ter demorado tanto em tentar acalmar Talia, a senhora também vai perder o controle?" Ele perguntou aflito, recebendo um olhar muito mal humorado de um certo príncipe.

"Ei, Seraphis." Vegeta o chamou. "Saia de perto da minha mãe, quem deve cuidar dela sou eu." O jovem herdeiro estapeou as mãos do sábio para longe, sentando-se na cama ao lado de sua progenitora, totalmente mal humorado de ciúmes. "Mamãe, o que há de errado?"

"V-Vegeta... o que eu lhe falei sobre bons modos? Seraphis só estava tentando ajudar..." A rainha murmurou com dificuldade.

"Pouco me importa esse palhaço, quero saber o que há de errado com você." O príncipe respondeu direto.

"É Tarble... ele está se mexendo muito." Sellerie disse ofegante, sentindo o feto em seu ventre se debater e chuta-la fortemente. "Se-Seraphis... será possível que..."

O oráculo se aproximou alarmado, virando-se para Vegeta. "Posso, príncipe?" Ele perguntou preparando-se para colocar as mãos sob o ventre da rainha.

"Seja rápido." Vegeta respondeu franzindo o cenho, não gostando nenhum um pouco daquilo. Só ele e seu pai poderiam tocar na Rainha.

Seraphis esboçou um sorriso, pensando no quão protetor o pequeno herdeiro era. Uma vez que suas mãos encostaram no ventre inchado de Sellerie, ele fechou os olhos, concentrando-se. Respirou fundo algumas vezes, e quando obteve a resposta, abriu-os, dando uma nova notícia, "Sim. Tarble está para nascer. Vou chamar Taanipu e Talia para lhe auxiliarem, minha Rainha. Príncipe Vegeta, fique com sua mãe até que elas voltem. Voltarei para a minha Torre para obter uma visualização melhor de tudo que está acontecendo. Com licença." Ele respondeu ao mesmo tempo em que levantava-se e saia do quarto, em busca das saiyajins que ajudariam no nascimento do segundo príncipe de Vegetasei.

***

"E então, vão me dizer o que está acontecendo aqui ou não?" Nappa perguntou impaciente, batendo um dos pés no chão.

"Nappa... é você mesmo?" O rei dos tsufurujins perguntou assustado.

"Sim, sou eu. Diga logo quem é esse aí," Ele apontou para o homem estranho de antes. "e diga logo se aceita minha oferta ou não. Não quero passar mais tempo que o necessário nesse planeta."

O rei tossiu várias vezes, limpando sua gargante ante ao nervosismo. "Esse homem é... Yamu. Ele é um dos meus melhores guerreiros, e me serve há muitos anos, desde que-"

"Desde que eu matei o verme do seu pai, Nappa." Yamu indagou lambendo os lábios pela excitação. Sentira um prazer maligno percorrer em suas veias, uma vez que sabia da verdadeira intenção de Nappa em seu planeta. "E o mesmo acontecerá à você. Muito em breve você e se querido papaizinho estarão juntos... no inferno!!!" Ele urrou, partindo à toda velocidade contra Nappa.

***

Sellerie tentava manter sua respiração controlada à medida em que a dor ia desaparecendo de seu corpo. Ela sorria diante do pequeno ser que agora jazia em seus braços, enrolado na mesma toalha em que seu primogênito fora ao nascer. Pronunciando o nome de seu segundo filho, Tarble, a rainha chorava. De alegria e tristeza. Alegria pelo nascimento sadio de seu bebê, e tristeza ao perceber os olhos arregalados de Talia, Taanipu e Vegeta.

"Mamãe... ele... meu irmão... o poder de luta dele..." Vegeta tentava dizer em vão.

Sellerie lançou um olhar fixo para o herdeiro da primeira linhagem. "Não me interessa o poder de luta dele, meu filho pode não se transformar em um guerreiro, mas ele é seu irmão, Vegeta, e é meu filho e de seu pai! Ninguém o tomará de mim!" A orgulhosa mãe anunciou em voz alta, apertando os braços que carregavam Tarble tão seguramente.

Notas finais
Não percam o próximo capítulo, muitas surpresas vindo ^^
Nos vemos terça-feira, até lá!