Blood Brothers

8 Wrathchild


Notas iniciais
Olha quem tá de volta! =) Depois de 5 fucking anos, I'm back. E vou dizer, que sensação maravilhosa a de voltar a postar minhas estórias. Dito isso, nada melhor do que voltar exatamente de onde parei. Aos que preservaram e ainda aguardam o desfecho de Blood Brothers, meu mais sincero muito obrigada, e eis aqui a volta dessa fic tão especial. Aos que acabaram de chegar, bem vindos! Lembrem-se: 5 anos sem escrever. Dei meu melhor. E o de sempre: boa leitura ˆˆ

And I will stand my
Ground until the end
'Till we conquer them all
(...)
So I will fight my
Battle 'till I fall
And I conquer them all
Till we conquer them all

This War Is Ours — Escape The Fate.

Sangue jorrou das entranhas de Nappa. O golpe de Yamu foi certeiro na boca de seu estômago, fazendo o grande, porém jovem saiyajin cair com toda força no chão.

— Hahahahaha, patético! — Yamu riu com gosto quando Nappa atingiu o solo. — Realmente patético!


Nappa respirava com dificuldade, uma mão pressionando o abdômen enquanto a outra limpava o canto da boca. Ele jamais havia recebido um soco tão forte, nem mesmo de seus superiores. Ele percebera naquele momento que ele lutaria de verdade, e seria a primeira grande luta de sua vida. Pensando em seu pai, ia levantando-se aos poucos, fazendo questão de olhar o tsufurujin nos olhos.

— Hehe, você bate que nem uma mulherzinha, seu pedaço de lixo. — Ele zombou. — Vai precisar de muito mais força se pretende me matar.

— Ora, ora. — Yamu se aproximou lentamente, ainda rindo e sentindo-se demasiadamente satisfeito em ver que de fato, os boatos sobre saiyajins eram verdadeiros. — Quem caiu no chão e quase morreu sem ar foi você, garotão. Eu estou de pé, firme, forte, e pronto para o segundo round.


Nappa cuspiu mais um pouco de sangue. Ele tentava juntar toda raiva que pudera lembrando-se de todas as noites em que sua mãe chorava e tinha pesadelos, no tão quebrado e incompleto ele se sentira durante toda a sua vida por ter perdido seu progenitor, e por tudo que ouvira falar dele enquanto crescia. Fora um saiyajin formidável, um grande e honorável guerreiro.

— Esse soco foi só uma prévia do que te aguarda. — Yamu sussurava, agora frente a frente do jovem guerreiro. — Foi exatamente assim que eu matei o verme do seu papaizinho… com um lindo rombo no meio das entranhas.

— MALDITO! — Ele gritou enfurecido. — COMO OUSA FALAR DO MEU PAI? NÃO VOU TE PERDOAR, VOCÊ VAI PARA O INFERNO!

Juntando seus poderes, Nappa liberou seu ki de uma vez só, e uma grande aura branca envolvia seu corpo. Guerreiros vitoriosos vencem primeiro e, em seguida, vão para a guerra, enquanto guerreiros derrotados vão à guerra em primeiro lugar para depois buscarem a vitória”.
A frase que ouvira do Major Broly em um dos seus treinamentos de repente brotou na mente do adolescente. Ele sabia que o melhor seria pensar antes de agir, como ele havia feito. Não contava com a presença de Yamu ali, ele iria com calma, iria propor o torneio. Porém, vendo ali na sua frente a possibilidade de acabar de uma vez por todas com aquela agonia, e finalmente poder lavar a honra de seu pai, Nappa deixou seu instinto guerreiro retumbar dentro de si.

Disparando a velocidade total contra Yamu, ele desferiu uma série ágil e poderosa de socos. Nada mais importava além daquele momento. Todos os seus sentidos estavam aguçados, ele conseguia ver os movimentos que seu inimigo fazia com clareza.

Enquanto Yamu batia de frente com o jovem, percebeu que algo tinha mudado. Não era o mesmo moleque em que ele havia dado um murro e caído no chão. “Macaco imundo… despertou seu instinto de guerra…” Ele pensava colocando mais força em seus socos e chutes. Parou por um segundo olhando com repulsa para o saiyajin e deu-lhe uma cabeçada.

Nappa sentiu tudo latejar e ficou um pouco tonto. Apesar de tudo, do desejo insano de vingança, ele tinha apenas quinze anos. Entretanto dava tudo de si. Desviava, defendia, atacava.

— Oh, o pobre vermezinho está ficando cansado? — Yamu perguntou sarcástico a medida que ia colocando mais força em seus ataques.

— Cale a boca e lute! — O alto saiyajin respondeu com firmeza.

Aproveitando-se do momento de extrema confiança de Yamu, Nappa parou enquanto juntava em suas mãos uma bola de ki. E não dando um segundo sequer para que o tsufuru reagisse, ele disparou outra, outra e outra. Logo uma cortina de fumaça subiu e não podia-se mais ver Yamu.

— E-ele morreu? — O Rei Raichi, que assistia a luta tremendo da cabeça aos pés perguntou em voz alta.

— Tsc...- Toma, que também assistia resmungou já sabendo a resposta.

Quando a fumaça abaixou, Yamu sorria sadicamente.

— Acha que não conheço suas técnicas, macaco? — Ele sibilou calmamente. — Essas rajadinhas de ki ridículas não fazem nem cosquinha. -

— Grrrrr, inferno! — Nappa respirava descompassadamente.

— Sabe, moleque… eu já estou cansado de jogar esses joguinhos. — Ele disse estalando o pescoço. — Chegou a sua hora.

O saiyajin não pôde ver o novo soco que tomara. Yamu atingiu suas costas com as duas mãos, não perdendo tempo e surrando o pobre guerreiro em todos os lugares possíveis. Ele sentia todo seu corpo sendo dilacerado de dor. Sua mente anuviou-se. Não conseguia mais pensar em seu pai, sua mãe, seus amigos, seu lar. Cada fibra do seu ser era tomado por uma dor excruciante e ele pedia a Kami que algo o tirasse daquela tortura, ouvindo Yamu rir maniacamente.

Foi quando ele ouviu.


A vitória está nas suas veias!

Uma voz grossa e alta ecoou no fundo de seu coração.

Pa-pai? Ó papai… eu preciso… preciso de sua ajuda. Sei… s-sei que está aqui, posso senti-lo.” Ele pensou sorrindo para si mesmo em meio a surra. “Papai… me guie.

Meu filho, ouça a voz que tem dentro de você rugir. Acredite em você mesmo, Nappa. Não faça por mim ou por sua mãe. Faça por sua raça. Faça por quem você é! Tatakau!”

Yamu queria acabar logo com o saiyajin. Era humilhante a presença dele ali.
Ele sentia seu corpo arrepiar de ódio quando lembrava da antiga guerra que havia acontecido entre a raça guerreira e a sua. Ao redor do universo, ouvia-se boatos de que apesar de ser um povo justo e honesto, saiyajins não mediam forças ou tinham piedade perante uma batalha. Yamu perdeu sua família, seus amigos, e o planeta onde cresceu e vivera toda a sua existência nunca mais foi o mesmo. Tinha pesadelos terríveis com Oozarus gigantescos retornando e dizimando o que tinha restado de seus demais. Ele tinha agora uma necessidade vital de mandar um recado bem dado a aqueles que destruíram tudo que ele amava.

— Um por um, chimpanzé maldito. — Ele cessara os golpes e agora segurava Nappa pela ponta da cabeça. — Primeiro seu pai, agora você, e depois tudo que restar desta raça imunda.

Nappa não respondeu.

— Ah, hahah… sim… eu queria saber o que quebraria primeiro. Seu espírito, ou seu corpo?

Yamu desembainhou a espada que carregava consigo, pegando a cauda que estava enrolada na cintura do saiyajin.

— Que isso sirva de aviso a todos vocês saiyajins malditos! — Yamu gritava olhando para Toma. — Esse é o começo da nossa vingança! Esse é o fim que terão!

Num ímpeto, Toma juntou toda a sua força e partiu para cima do tsufurujin.

—NAPPA, TATAKAU! — Toma gritou esperançoso.

Yamu caiu com o impacto do corpo de Toma. No mesmo instante, sentiu o chão, as paredes, pilastras e tudo que havia na sala onde estavam começar a tremer. Primeiro ele pensou que poderia ser um terremoto pois era comum no seu planeta, porém quando teve uma visão mais ampla do que estava acontecendo, seus olhos arregalaram.

Nappa estava de pé, embora completamente machucado. De seu corpo, a mesma aura branca emanava, mas algo estava diferente. Pequenos raios eram emitidos, e o guerreiro sustentava um olhar muito preciso.

Um olhar de saiyajin.

— Você pode quebrar meu espírito… — ele falou calmo e sério. — Meu corpo… mas há uma coisa que um saiyajin sempre mantém… seu orgulho!

Ele juntou o que sobrara do seu ki, e levantando a palma de uma das mãos, uma réplica perfeita da lua formava-se. Nappa lançou-a para cima, fazendo um rombo no teto.

— Exploda e se misture! — Ele gritou bravamente.

Todo cômodo tremia novamente. Toma levantou-se e num movimento rápido, pegou o rei nos braços afim de tirá-lo dali. Enquanto Yamu permanecia de olhos e bocas abertos em choque, ele contemplava o corpo de Nappa se expandindo, as presas crescendo, o focinho alongando-se, quando todo em seu resplendor, ele soltou um rugido gutural.

O tsufurujin sentia tanto medo naquele momento que seu corpo não parava de tremer. Ele suava frio, estava pálido e sentia que ia desmaiar.

Era um oozaru. E um oozaru completamente furioso e fora de si. Igual a todos os outros que ele havia visto na guerra. Era como se seus pesadelos fossem reais mais uma vez, e Yamu pela primeira vez desde a chegada do jovem, sentiu medo.

Nappa rugia, destruindo tudo que via pela frente. Ele queria dizimar aqueles que fizeram-no sofrer por toda a vida, queria ver seus rostos contorcendo-se de dor, queria ouvi-los gritar e suplicar por suas vidas.

Seus grandes olhos vermelhos encontraram sua presa. Pegando Yamu em suas mãos, ele o esmagou imediatamente, fazendo-o urrar. Nappa sentia um prazer colossal ouvindo aquele som. Era o som de sua vingança finalmente sendo feita. Ele apertava o pequeno corpo cada vez, e a cada grito de Yamu, sentia seu coração acelerar de satisfação.

— NAPPA, JÁ CHEGA! — Toma de repente gritou. — Por favor, basta! Acabe com isso de uma vez. Dê a esse maldito a piedade que ele não deu a seu pai!

O grande oozaru rugiu mais uma vez, e por um segundo Yamu jurou que viu Kal em seus olhos antes de finalmente ser esmagado por completo.



***

— Você perdeu o juízo por completo, Nappa! — Rei Vegeta ralhou. — Tem ideia do perigo ao qual se expôs? E a Toma e seus companheiros? Você poderia ter feito uma verdadeira chacina saiyajin!

— M-me desculpe, majestade. Mas eu não me arrependo do que fiz. — O jovem respondeu seguro.

— Não se arrepende porque estava cego de ódio e no fim deu tudo certo, seu paspalho! — o Rei falou irritado. — Escute bem Nappa, que isso nunca, eu disse NUNCA mais se repita! De hoje em diante as naves só sairão com minha autorização pessoal direta! E vou reforçar os servidores de controle! Argh!

— Filho… — Talia disse emocionada enquanto Nappa estava de joelhos perante ela e o Rei. — Eu entendo o que fez, e entendo o motivo. Mas você tem que compreender que foi imprudente e perigoso. E se você tivesse morrido?

— Isso jamais aconteceria, mamãe. — Ele respondeu fitando-a. — Sou forte, muito forte. Sou mais forte ainda agora! Me sinto realizado! Vinguei meu pai e lutei de verdade pela primeira vez.

— Porque se tornou um oozaru! — Rei Vegeta interrompeu. — E destruiu parte do castelo de Raichi, agora temos que pagar o prejuízo. Ainda bem garoto, que mais ninguém se feriu nessa sua loucura.

— Eu realmente sinto muito, meu Rei. — Nappa disse. — Sei que deveria ter planejado mais, mas o senhor sabe como é… lutar está no nosso sangue.

— Eu sei, eu sei. — Rei Vegeta bufou derrotado. — No entanto, imprudência leva à destruição. Prometa-me que nunca mais irá fazer outra asneira desse tamanho.

— Eu prometo, majestade. — Nappa respondeu tentando expressar toda a honestidade que podia naquele momento.

— Bom, se é assim, então ótimo. Vou deixá-los a sos. — o Rei disse saindo do quarto de Talia.

Mãe e filho abraçaram-se fortemente. Talia agradeceu a todos os deuses por seu primogênito estar são e salvo.

— Conte-me, como foi a luta? — Ela perguntou um pouco aflita.

— Incrível. — Ele respondeu sem vacilar. — Papai falou comigo, mamãe. Se venci, foi porque ele me deu forças.

— Seu pai?! — A saiyajin perguntou muito surpresa, sentindo seu coração saltar dentro do peito.

— Sim… sabe mamãe, meu pai não pode me ensinar como viver. E mesmo assim, nunca deixei de senti-lo em cada coisa que eu fazia. — Nappa constatou emocionado.

— Não tenho dúvidas disso, meu filho. Ele sempre estará aqui conosco, não importa o que aconteça.

Dos céus, Kal sorria. Ele de fato, estaria.

Notas finais
*Tatakau: lute em japonês. Há 5 anos atrás quando eu tinha um rascunho dessa fic, não era esse capítulo que eu tinha planejado. Em todos esses anos muita coisa muda, e EU mudei muito. Espero que isso reflita daqui pra frente. :) Originalmente iria escrever o capítulo adicionando o que tinha acontecido com Tarble, mas quis fazê-lo assim, só com a luta de Nappa. Gostaram? Deixem suas impressões! Vou postar toda segunda, quarta e sexta. Nos vemos lá, beijinhos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.