Notas iniciais
E chegamos ao quinto capítulo! :)
Esse capítulo, apesar de curto, é o mais importante até agora, e contém muitas informações novas.
Aos poucos, vamos explora-las uma a uma.
Lembrando que eu adoro colocar pequenos ganchos e detalhes no meio da estória, portanto, leiam com bastante atenção e calma.
No mais, espero que gostem, e boa leitura!!!

"Ventos frescos de esperança
Levaram-nos à frente
Para sempre é um lugar
que você tem que manter em mente
Não há como limitar nossos objetivos
Nós vamos encontrar uma razão para acreditar
Enfrentando a Nova Era"

Nova Era — Angra.

"Que pirralho feio!" A ofensa do príncipe ressoou por todo o cômodo, fazendo com que o jovem ganhasse olhares nada amigáveis em troca.


"Vegeta, que jeito de falar é esse? Nós te demos educação, meu filho!" Sellerie indagou surpresa e incrédula pela maneira rude que seu filho acabara de se pronunciar. "Todos os bebês são lindos, e Kakarotto não é diferente. E um filho traz sempre muita alegria à seus pais, veja como Bardock e Taanipu estão felizes!"

Vegeta franziu o cenho, bufando. Ele parou bem em frente ao Coronel, fitando-o intensamente, e depois de volta ao bebê que jazia nos braços de Taanipu. "Ele parece muito com você. E Raditz se parece mais com a mãe." Ele disse de maneira óbvia.

"Ora, sim, príncipe Vegeta. Pior seria se não parecesse, não acha?" Bardock respondeu em tom brincalhão. "E por favor, não diga essas coisas. Se acha que meu filho é feio, quer dizer que eu também sou." Ele fez um biquinho. Bardock era muito sarcástico e zombeteiro.

"Mas você é horroroso!" Vegeta exclamou com um sorriso de canto. Ele sabia que Bardock não se ofenderia com tão pouco, e resolveu entrar na brincadeira.

"Céus... Bardock age como se ainda fosse uma criança." Taanipu indagou enquanto assistia ao um pequeno show de insultos e provocações. Ela pôde ouvir seu filho caçula emitir algum tipo de som, e voltou sua atenção a ele. "Kakarotto... realmente é a cara do pai. Só espero que não seja igualmente infantil." Ela murmurou à si mesma fazendo uma careta cansada. "Imagina só ter que conviver com dois bebezões! Ficarei maluca!"

Após ter dito isso, viu seu bebê abrir a boca mostrando as rosadas gengivas em forma de sorriso. "Está achando graça, é? Seu sem vergonha!" Ela disse de maneira gentil, aninhando-o de maneira mais segura em seus braços.

"Pelos Deuses, já chega!" Rei Vegeta interveio na brincadeira de seu filho e de seu Coronel. "Bardock, vá chamar Raditz. Ele já treinou o suficiente hoje... Ah! Aliás, chame Nappa também. Os dois estavam treinando juntos, certo?"

"Isso não acabou." Ele sussurrou para Vegeta, que sorriu de canto em resposta. Mudando rapidamente sua postura, ele respondeu a seu soberano de maneira formal, "Sim, Majestade. Os dois passaram a manhã inteira treinando arduamente. A diferença de poder entre eles é grande, Nappa é bem mais forte. Talvez por ser mais velho... bom, enfim. Vou chama-los. Com licença." Bardock ajoelhou-se, reverenciando seu Rei antes de sair do quarto.

"Vegeta, tem que parar de ofender as pessoas. Eu sei que o Coronel levou na brincadeira, e sorte a sua. Mais alguns anos, e aquele homem controlará seu treinamento, não é sábio que o o provoque." O Rei advertiu enquanto olhava fixamente para seu primogênito.

"Papai, deixa que dos meus súditos cuido eu." Vegeta respondeu de maneira imponente, empinando o nariz.

O Rei abafou uma risada no fundo de sua garganta, achando extremamente divertido a maneira como seu filho estava se portando naquele momento. "Você fala como um rei, mas age feito um bobo da corte às vezes. Não estou dizendo que senso de humor é ruim, filho. Só saiba controlar isso. Tudo tem sua hora, inclusive brincadeiras."

Vegeta assentiu entendiado, caminhando-se em direção à sua mãe.
A Rainha estava grávida também de seu segundo filho. Tarble, era seu nome. Ela havia escolhido logo após descobrir a novidade.
Ter um segundo príncipe tinha vantagens, e muitas. O certo era que, quando Vegeta completasse quinze anos, ele partiria em missões ao redor do universo para aperfeiçoar suas técnicas de luta e continuar treinando em busca de seu objetivo. Enquanto isso, Tarble estaria com nove anos, e já estaria no final da segunda etapa do costumeiro treinamento.

Sendo assim, o reino estaria ainda mais protegido, com a ajuda de dois príncipes poderosos. Porém, nas profundezas dos pensamentos de Sellerie, a Rainha temia. Temia, pois estava no sexto mês de gravidez, e Seraphis, que havia visitado o castelo há pouco tempo, dissera que o poder de luta do futuro príncipe era baixo. Disse em segredo, apenas para ela. Sabendo disso, a bela saiyajin sentia-se um tanto quanto apavorada, pois talvez seu filho sofresse preconceito.

Talvez os demais saiyajins, sabendo que o menino não era possuidor de um grande poder, o menosprezassem. E até mesmo o Rei, mais ainda Vegeta. Ela sabia que o irmão mais novo do príncipe seria alvo de provocações. Diria coisas como 'você é um fracote', ou então 'você é uma vergonha para nossa família'. Ela, com todo seu instinto maternal protetor, o defenderia com unhas e dentes caso fosse necessário. Sellerie estava ciente da pressão e responsabilidade dobrada que aquela criança sofreria. E ela só poderia rezar, pedindo a todos os Deuses existentes para que Tarble suportasse passar por aquilo.

"Querida?" Rei Vegeta indagou tirando-a de seus pensamentos. "Está tão calada... no que está pensando?"

Ela sacudiu a cabeça levemente, forçando um sorriso para seu marido. "Não é nada, amor... estava pensando que Kakarotto será um grande guerreiro, e poderá ajudar os rapazes futuramente, sabe, quando terminar o treinamento e tudo mais." Ela mentiu.

O Rei sorriu de volta, entretanto, sabia que havia algo de errado. "Sellerie... não minta pra mim. Eu lhe conheço. Me diga a verdade, por favor."

"Eu não estou metindo, querido. Não se preocupe, acho que... que estou um pouco cansada. E com fome também. Tarble e eu estamos com fome." Ela indagou enquanto acariciava seu ventre. "Vou na cozinha ver se Talia já terminou de preparar o almoço."

Dizendo isso, ela caminhou até a porta, lançando um último olhar para o Rei. Maneou positivamente com a cabeça, como se quisesse dizer que, de fato, estava tudo bem. Mal fechou a porta, e o Rei de Vegetasei suspirou pesadamente.

"O que houve, majestade?" Taanipu perguntou preocupada. "Está tudo bem?"

"Oh? Sim, sim. Ela foi ver se o almoço está pronto. Confesso que também estou faminto. Vegeta, está com fom-"

"Eu seria capaz de comer um boi inteiro, papai! Argh, que fome maldita!" Vegeta cortou.

"Moleque travesso... deixe-me terminar de falar!" O Rei ralhou. "Vegeta, você precisa parar de uma vez por todas de agir dessa forma. Eu e sua mãe passamos mais tempo lhe passando advertências do que qualquer outra coisa. Você é um príncipe, comporte-se como tal."

Vegeta encarou seu pai seriamente, lembrando-se de suas palavras; sobre brincadeira ter hora. "Está bem, vou parar... mas vocês me enchem o saco por qualquer coisa, é muito chato!"

"Claro, está sempre agindo dessa maneira, como se fosse melhor do que todos. Sabe que não gosto disso. NINGUÉM gosta disso. Então pare de uma vez." O Rei respondeu igualmente sério.

Vegeta assentiu. "Como quiser... papai." Ele balbuciou irritado, correndo mal humorado até a porta, abrindo-a e fechando-a bruscamente logo em seguida.

O Rei massageou suas têmporas, respirando fundo. "Ele não aprende..."

"Não se preocupe, Alteza. Uma hora ele vai entender. Vegeta ainda é uma criança, deixe que o tempo aja, e ele amadureça." Taanipu disse de maneira complacente, sorrindo. Ela levantou-se com Kakarotto ainda em seus braços, e estocou em frente a porta. "Vamos? Talia com certeza já está servindo. Encontramos Raditz e Nappa na mesa. Raditz deve estar muito curioso pra conhecer o irmãozinho."

Rei Vegeta fitava a saiyajin à sua frente surpreso, com os labios entreabertos. "Taanipu, tem certeza de que está bem para ficar de pé? Precisa descansar. Peço para que lhe tragam sua refeição aqui, não há problema algum."

"Tudo bem, meu Rei. Estou bem sim, não se preocupe." Ela pendeu a cabeça para o lado, sorrindo genuinamente. Era verdade, ela se sentia muito bem. "Podemos ir?" Ofereceu novamente.

O Rei consentiu, e finalmente saíram do quarto. O lugar onde as refeições eram feitas, era em um grande salão bem no centro do castelo. Soberanos e seus súditos mais próximos comiam juntos. Logo, Bardock, Turles e Broly estariam sempre presentes. Assim como Taanipu, Talia, Nappa e Raditz. Ao chegarem no dito lugar, o Rei imediatamente sentou-se na ponta da mesa, na cadeira mais alta. Sellerie sentava a seu lado direito, e Vegeta, a seu lado esquerdo. Os demais sentavam na ordem que desejassem.

Quando Taanipu apareceu alguns segundos depois com Kakarotto no colo, Raditz, Nappa, Turles e Broly dispararam em sua direção, afim de finalmente conhecer o pequeno futuro guerreiro. Raditz fitava seu irmão mais novo emocionado, enquanto os outros parabenizavam a nova mamãe.

"O moleque é a cópia cuspida e escarrada de Bardock!" Turles pronunciou, arrancando risadas sinceras do Coronel.

"Você não é o primeiro que diz isso, Turles. E com certeza não será o último. E se percebeu, ele se parece muito com você também, sua anta." Bardock respondeu, zombando novamente. "Que bom que nós só nos parecemos fisicamente. Você consegue ser bem burrinho quando quer." Ele sorriu maliciosamente de canto.

Turles mostrou um nada educado dedo do meio para seu primo. "Bah, não enche! Cara chato, que inferno! Eu to vendo que se parece comigo também, não sou cego, priminho. E olha... não tenha tanta certeza de que você é o pai, hein." Ele provocou.

"Turles, cala essa boca!" Taanipu bufou, dando um tapa no braço do Capitão.

"Ai, to brincando! Ow primo, eu não lembrava de que a Taanipu era tão mal humorada assim..." Turles esfregava o local onde recebera o tapa.

"Minha mulher é uma fera. Uma verdadeira saiyajin. E o tapa foi mais do merecido, seu atrevidinho. Deixa o almoço acabar, vou te arrebentar lá for-"

"Basta." Rei Vegeta interrompeu. "Argh... acho que a fome está me deixando mal humorado. TALIA! TALIA! ONDE ESTÁ O ALMOÇO?!" Ele gritou.

Imediatamente, a saiyajin apareceu ofegante. "M-me desculpe, Alteza. Já vou servir. Se... se me permite dizer... nossa, espere um momento." Ela disse de repente, enquanto tentava manter a respiração em leveis normais. Todos a olhavam confusos, e ela finalmente voltou a falar, "Ai, agora sim! Então, se me permite dizer, Vossa Majestade, seria muita gentileza se colocasse mais alguém pra me ajudar na cozinha, já que Taanipu está de licença. É muito difícil cozinhar aquela quantidade absurda de comida sozinha!"

"Oh Talia, nos perdoe." Sellerie disse gentilmente. "Eu havia esquecido desse detalhe... pode deixar que a partir de amanhã, vou pedir para alguma das outras serventes lhe auxiliar, ok?"

"Muito obrigada, Alteza!" Talia exclamou contente e aliviada. "Bom, com licença."

"Talia, espere." O Rei disse. "Broly, vá ajuda-la."

"E-eu? Mas meu Rei, eu não sei cozinhar." O Major foi rápido em responder.

"Tonto... não é isso. Vá ajuda-la com os pratos." O Rei explicou.

"Aaaaaah sim, mas é claro! Voltamos em minuto, com licença." Broly levantou-se, indo até Talia, e a acompanhou de volta para a cozinha.

"O que tem de tamanho, tem de burrice." Bardock disse, ganhando um olhar repreendedor de seu soberano.

De fato, o Rei estava mal humorado. Se existia algo que saiyajins amavam, era comer. E comer muito! Todos os dias, um grande banquete era servido, tanto na hora do almoço, como na hora do jantar. E saciar o apetite de todos era algo quase impossível. Mal terminavam, e poucas horas depois, estavam famintos novamente. Com esse conhecimento, Talia, que além de ser a saiyajin mais veloz, era a melhor cozinheira do reino, preparava tudo desde a manhã. E se havia uma única coisa que nunca faltava em Vegetasei, era alimento. De hora em hora, as dispensas e geladeiras da cozinha eram reabastecidas. Tanto pela lavoura, tanto via exportação.

As comidas exportadas chegavam por meio de naves de carga, que rondavam ao redor da galáxia; dos planetas que tinham negócio fechado com o planeta vermelho. Uma das iguarias preferidas dos saiyajins era o lamen, um tipo de sopa que continha uma enorme quantidade de macarrão, ovos, algas e muitos outros conteúdos. Era uma receita terráquea, porém, muito famosa em solo saiyajin.

Quando o almoço finalmente fora servido, todos prepararam-se para devorar tudo que havia pela frente. Servindo-se de enormes quantidades e de todos os tipos de alimento, os saiyajins deliciavam-se. Mal abriam a boca para falar alguma coisa, hora da refeição era sagrada. Eles procuravam apenas acalmar seus estômagos.

Uma vez satisfeitos, uma enorme pilha de pratos ocupava quase todo o espaço da mesa. Educamente, um por um se levantava, levando utensílio por utensílio até a cozinha. Devidamente alimentados e fortificados, ele seguiam seus rumos. Príncipe Vegeta ia treinar com seu atual professor, o Major Broly, enquanto Raditz ia treinar com seu pai e Coronel, Bardock. Nappa já havia passado dos quinze anos, e por isso, ao final da tarde, sairia em missão com uma pequena colônia de saiyajins rumo a algum planeta em que pudessem se fortificar.

E naquele dia, o filho único de Talia estava ansioso.

Iria até o planeta Tsufuru em segredo.

Cada nave que saia de Vegetasei possuía um número de registro e um código rastreador. Nappa havia infiltrado o sistema sozinho, burlando o número de registro e modificando o código registrador. Com ele, alguns dos melhores saiyajins partiriam em busca de vingança. Todo habitante de Vegetasei sabia da história sobre o falecido pai do soldado. Mas o saiyajin alto e careca sabia que pisar em solo inimigo sem um plano seria uma missão suicída. Ele primeiro tentaria negociar com os tsufurujins, e caso esses se demonstrassem irredutíveis, um verdadeiro banho de sangue seria derramado. Ele tinha tudo bolado minuciosamente em sua mente.

Nappa queria promover um pequeno torneio em seu planeta natal. Entre saiyajins e tsufurujins. E o soldado, sabendo que, o homem que havia matado seu pai há anos atras, era hoje, o mais forte entre os demais de sua raça, faria de tudo para que, a luta; o combate final, fosse contra o sujeito. Ele finalmente teria sua vingança, e conseguiria viver em paz. Precisava honrar o nome de seu pai. Precisava mostrar que a morte dele não havia sido em vão.

Talia, o acompanhou até a plataforma de embarque. Abraçou-o fortemente, fitando-o preocupada. "Seu coração está batendo forte, filho. Está ansioso?"

Nappa limpou a garganta rapidamente. "Estou, mamãe. Como sempre fico antes de partir em uma missão. Não há o que temer, ok? Volto em dois dias. Cuide-se." O enorme saiyajin abraçou sua progenitora novamente, sentindo o aroma doce que emanava de seus cabelos. Ele os afagou por um curtíssimo momento meio envergonhado, e virando-se, subiu na nave.

Logo, os outros saiyajins também entraram, e com tudo pronto e em ordem, deram partida. Talia levou uma mão ao peito, extremamente aflita. "Nappa..." Ela sussurrou.

"Talia?" Sellerie indagou aparecendo subitamente. Estava preocupada também. Sendo saiyajin de coração puro, ambas conseguiam sentir quando as outras estavam com algum tipo de desconforto ou agitação.

"Majestade... precisa de alguma coisa? É o bebê?"

"Não, não... por que está tão preocupada, minha amiga? Nappa é um soldado forte, sabe disso." A Rainha disse sorrindo.

"Ah..." Talia suspirou de maneira cansada. "Tem alguma coisa estranha... alguma coisa diferente nele dessa vez. Eu não sei o que é, mas posso sentir que há algo de errado."

"Talia, ele não está sozinho. Está com outros soldados, e essas missões nunca são tão perigosas. Ele só vai treinar e se fortalecer, não fique tão aflita assim." Sellerie justificou. "Venha, você ainda não viu Kakarotto de pertinho, não é? Ele dormiu durante o almoço inteiro, mas agora está acordado. Taanipu está te chamando." Ela estendeu uma mão à sua amiga e súdita. "Vamos?"

Talia reluntatemente assentiu, pegando na mão de sua soberana, e ambas foram para dentro do castelo, rumando até o quarto de Taanipu e Bardock.
Ao chegarem, lá estavam mãe e filho. Kakarotto estava deitado sob um lençol fino em cima da cama, mexendo suas pernas gordinhas e pequenas para cima e para baixo. Sua cauda dançava freneticamente no ar, e o jovem bebê alternava sua atenção entre sua mãe e o teto, curioso e esperto.


Talia foi se aproximando, imediatamente sorrindo ao vislumbrar a pequena figura deitada. "Owwwwnnn, que coisinha mais fofa!!! Olha esses bracinhos gordos, essa barriguinha, esse cabelo arrepiadinho que nem o do pai!" Ela disse não contendo-se pela fofura excessiva do filho de sua amiga. "Dois filhos lindos, fortes, e saudáveis! Você tem muita sorte, Taanipu!"

A mãe de Raditz e Kakarotto aproximou-se, colocando uma mão sob o ombro da amiga. "Tenho mesmo. E ai, eu sei que você sente falta de ter um desses... quem sabe se você investisse no Broly, poder-"

"Pare, Taanipu." Talia cortou seriamente. "Eu jamais faria isso. Meu marido e companheiro foi arrancado de mim sem que eu nem pudesse me despedir. É a ele que pertenço, e a quem sempre vou pertencer." Ela conclui em tom sombrio e nostálgico.

"Me desculpe." Taanipu respondeu sincera. "Sabemos o quanto você amava Kal, mas Talia... ele já se foi há muito tempo, e você ainda sofre pelos cantos com isso. Precisa seguir em frente de uma vez por todas, e-"

"Se o que aconteceu a Kal, acontecesse a Bardock, você seria capaz de seguir em frente?" Talia rebateu, direta e irritada, olhando fixamente nos olhos da amiga.

A saiyajin arregalou os olhos ante a pergunta, estreitando-os logo em seguida e virando o rosto. "Não..."

"Então não diga essas coisas." Talia disse em tom definitivo.

"Vocês duas, parem." Sellerie disse. "É um assunto muito delicado, e não é hora nem momento para dizer isso. Talia veio conhecer Kakarotto, então vamos nos focar apenas nisso."

"Sim, majestade." As duas responderam ao mesmo tempo.

A rainha voltou a atenção para Kakarotto, e começou a brincar com o pequeno saiyajin. Kakarotto correspondia a toda ação de sua soberana atentamente, demonstrando a gengiva em sorriso vez ou outra.

"Logo logo você terá mais um amiguinho, Kakarotto. Em breve, meu Tarble irá nascer e tenho certeza de que serão ótimos amigos, não é mesmo? Não é?" Ela dizia em tom maternal e brincalhão.

"A propósito, minha rainha... Seraphis já lhe disse o poder de luta do príncipe?" Taanipu perguntou.

Sellerie virou-se, sentindo o coração apertar. "Sim... ele será muito forte também." Ela respondeu rapidamente, não querendo levantar suspeitas.

"Mas isso é maravilhoso!" Talia exclamou. "Mais saiyajins fortes, assim que as coisas devem ser!"

No entanto, Taanipu notou perfeitamente o incômodo de sua soberana. "Majestade...?"

"Sim?"

"Está tudo bem? Parece estranha..." Taanipu levantou uma sobrancelha, desconfiada.


"Está, está sim. Ora, vocês duas, já disse que devemos nos focar apenas em Kakarotto, e no quão lindo e forte ele é! Acho que ele será um grande amigo de Vegeta!"

Talia e Taanipu assentiram, e a mãe de Kakarotto, sorrindo de canto, disse, "Isso com certeza. Baseado no que o príncipe disse mais cedo... ô!"

"Não diga bobagens, sabe como Vegeta é. Ele não disse aquilo por mal, Taanipu." Sellerie balbuciou fazendo um biquinho. "Espero que Tarble seja mais amigável. De filho mal humorado já me basta um."

As saiyajins de coração puro riram diante do que sua Rainha havia dito, e Sellerie voltou a falar, "Acho que é o começo de uma nova era. Não sei porquê, mas sinto que o nascimento de Kakarotto nos trará grandes acontecimentos, oportunidades, e muita esperança."

Taanipu ouviu aquelas palavras emocionada, e aproximando-se de seu filho caçula, disse, "Eu sinto o mesmo. Kakarotto, que você seja um grande e exímio guerreiro, meu filho!"

***

"Está tudo pronto, Majestade. Podemos começar a reunião." Turles anunciou para o Rei de Vegetasei.

"Certo. Mande-o entrar." Rei Vegeta ordenou.

A grande porta de ferro da sala se abriu, e uma figura alta e peculiar apareceu. No topo de sua cabeça, dois enormes chifres negros. Sua pele tinha aspecto e cores totalmente diferente de saiyajins, em tom arroxeado. Seus pés pareciam patas, com apenas três dedos. A única semelhança era a parte de cima de sua armadura. Presa em suas ombreiras, um enorme capa cor de vinho esvoaçava. A criatura exibiu um sorriso de canto maligno ao vislumbrar o Rei dos saiyajins.

"Boa tarde, Rei Vegeta."

"Boa tarde, Rei Cold."

Notas finais
E agora?! Nappa foi ao planeta Tsufuru com uma proposta, mas o que irá acontecer?!
E o vilão da primeira parte da trilogia finalmente dá as caras! Mas, já adianto que até o embate entre saiyajins e changelings acontecer, demorará. Isso é lááá pro final da fic!
No próximo capítulo veremos mais sobre a relação do Rei Vegeta com o Rei Cold, o que se procedeu do plano de Nappa, participação de Seraphis, e uma passagem de tempo!
Espero vocês lá! Beijão! ^^