Blood Brothers

3 Início do treinamento.


Notas iniciais
Mil desculpas pela demora, falei que ia atualizar terça-feira, mas acabei não conseguindo. Enfim, o que importa é que vim aqui agora!
Antes de mais nada, peço pra que tenham calma. A estória possui vários mistérios, e ao decorrer, todos serão revelados e respondidos, tudo bem?
Espero que gostem, e sem mais delongas, vamos ao terceiro capítulo.
Boa leitura!

"Príncipe, volte aqui!” Gritou uma exasperada Talia, que corria entre os longos corredores do castelo atrás do herdeiro do trono.

“Blééé, vem me pegar, sua feiosa!” O pequeno saiyajin respondeu enquanto mostrava a língua e voltava a correr, achando muita graça do desespero de sua súdita.

“Escute aqui seu pestinha, não me faça usar minha super velocidade, hein!” Ela rebateu, enquanto parava de correr e lançava um olhar debochado ao príncipe.

Vegeta parou na mesma hora, seus olhos levemente arregalados. “Isso não é justo... eu sou o príncipe, deveria ser o mais rápido de todos!” Ele indagou meio triste, mas rapidamente recobrou a postura de superioridade, sorrindo de canto. “Você vai ver, Talia. Um dia serei o saiyajin mais veloz do universo. Não só o mais veloz, como também o mais forte, sagaz, inteligente, e bonito, hehehe!” Vegeta concluiu com ar narcisista, enquanto empinava o nariz.

Talia suspirou e rolou os olhos. “Claro, Vossa Alteza... mas agora você precisa voltar ao seu quarto comigo pra que eu lhe dê banho. Você sabe que são ordens da sua mãe, príncipe. Deve obedecê-las.” A saiyajin fêmea respondeu, enquanto ia se aproximando, estendendo a delicada mão a Vegeta. “Vamos?” Ela ofereceu gentilmente.

Vegeta deu de ombros, bufando baixinho. “Que seja.”

Talia riu. “Queria saber de onde esse menino puxou tanto mal humor... seus pais são as pessoas mais doces que eu já conheci na minha vida!” Ela pensava consigo mesma, enquanto caminhava a passos curtos em direção ao quarto do herdeiro.

O príncipe tinha apenas três anos, e já se demonstrava imponente e decidido, como todo bom Rei deve ser. Sellerie se preocupava, pois muitas vezes, seu filho mais parecia um adulto do que uma criança. Apenas em sua companhia e na de Raditz e Nappa, o príncipe agia como a criança que era. Alegre, sem preocupações, curioso e brincalhão.

O Rei era rígido com Vegeta. Não que o tratasse mal ou de maneira rude, mas o Rei dos saiyajins era alguém que exalava respeito e superioridade. Vez ou outra, quando estava em uma reunião do Conselho Supremo, quando falava com alguns habitantes, e até mesmo na hora das refeições, o príncipe olhava para seu pai com uma mistura de medo e admiração profunda.

Serei que nem meu pai quando crescer!” Ele pensava.

Enquanto caminhava de mãos dadas com Talia, Vegeta parecia distraído em seus devaneios. Mal percebeu quando finalmente chegaram ao aposento, e Talia abriu a porta, reverenciando por um breve momento, para que o príncipe entrasse primeiro.

A distração rapidamente foi substituída por uma gostosa sensação de alegria e conforto, ao ver que sua mãe estava lá.

Sellerie estava sentada em uma grande poltrona, aveludada em vermelha. Lia tranquilamente, e notando que Vegeta havia chegado, fechou o livro, e ofereceu um sorriso acolhedor ao seu primogênito.

“Aaahh...” Ela suspirou. “Vejo que você deu trabalho para Talia, não é mesmo? Demoraram tanto!” Sellerie riu quando viu o rosto de seu filho enrubescer.

“Humpf. Ela é uma chata.” O jovem príncipe grunhiu.

“Vegeta, não fale assim. Tenha mais respeito. Ora, já está de mal humor assim tão cedo?” A rainha perguntou em tom calmo. “Você sempre gostou de tomar banho... posso saber por que está fazendo pirraça agora, mocinho?”

O herdeiro desviou do olhar de sua mãe, e se direcionou para a cama. Sentou-se na beirada, descansando o rosto nas mãos. Bufando, ele respondeu, “Não é nada demais, eu só to ansioso.”

Sellerie e Talia franziram as testas ao mesmo tempo, curiosas. “Ansioso por que motivo, filho?” A rainha perguntou.

“O papai prometeu me ensinar o bukujutsu* hoje.” Vegeta respondeu tentando parecer indiferente, porém sentia o coração acelerar em seu peito.

Apesar de muito novo, o herdeiro não tinha descanso. Estava sempre estudando.

Enquanto sua mãe, Taanipu e Talia lhe ensinavam a parte teórica das artes marciais, seu pai, a partir daquele dia, começaria a ensinar-lhe a parte prática. E o pequeno príncipe sentia um forte nó no estômago por tanta expectativa.

Sendo um saiyajin, não existira nada mais certo do que a vontade de lutar correndo entre as veias. O menino foi abençoado com um poder de luta altíssimo, e o rei fez questão de começar a treiná-lo o mais cedo possível. Sellerie chegou a tentar argumentar, justificando que Vegeta ainda era apenas um bebê.

Porém, a lei saiyajin era justa. Para um saiyajin guerreiro, o treinamento começava por volta dos dois anos. E até nisso a hierarquia era respeitada. O Capitão Turles era o encarregado de cuidar dos três primeiros anos de treinamento. Qualquer saiyajin que fosse nascido com um poder de luta maior que 10, estaria designado a ser um guerreiro de classe alta. O processo era feito no quarto andar subterrâneo do castelo, perto da ala onde os saiyajins adultos e poderosos treinavam. Totalmente diferente do dito lugar, a ala onde se recebiam os iniciantes era iluminada, com uma temperatura ambiente, e com um enorme amparo de suplementos. Dentro da enorme sala, possuía-se mini freezers, devidamente abastecidos de água e alimentos. Além de uma outra ala, no sul, onde encontrava-se o refeitório.

Desde os primeiros raios de sol até ao meio dia, os pequenos saiyajins aprendiam regras básicas sobre luta, controle de ki, guerra, estratégia, e etc. A rainha passara alguns anos de sua vida escrevendo livros sobre tais de maneira infantil, para que as crianças pudessem ter mais facilidade em entender. Nada muito difícil; algo mais simples, direito, e obviamente, divertido. Não, o treinamento não era sombrio. Era até alegre, e o Capitão Turles se divertia entre os futuros soldados. Ele sorria enquanto contava lendas e histórias de batalhas de seus ancestrais, estimulando a mente das crianças. Elas o fitavam maravilhadas e boquiabertas, achando tudo aquilo incrível. “O dever de vocês é proteger não só nosso planeta, mas como primeiramente, nosso povo! Somos irmãos, jamais se esqueçam disso!” Turles dizia imponente, e os pequenos assentiam, sentindo seu sangue se agitar de excitação.

No final do treinamento inicial com o Capitão, os futuros soldados estavam com cinco anos. A partir daí, o treinamento era ordenado pelo Major Broly. Os pequeninos soldados recebiam seus uniformes de luta, aprendiam a parte prática, e treinavam tanto em pequenas salas simulatórias, quanto entre si. Os mais fortes, obviamente, se destacavam entre os demais. Consequentemente, o Major passava a acompanha-los de perto. Ele anotava os nomes em sua fiel prancheta, em ordem de passar a pequena lista para o Rei. Quando a segunda etapa do era concluída, as crianças tinham dez anos, e passavam para o terceiro e último treinamento, na liderança do Coronel Bardock. Eram mais cinco anos de treino pesado e exigente. Os saiyajins donos de poderes de luta alto, sairiam dali diretamente para o exército real de Vegetasei. Fazendo rondas na parte externa do castelo e redondezas. Assegurando que cada cidadão estivesse bem e praticando seus trabalhos.

Ao fim de todos esses longos anos de treinamento, os soldados possuíam 15 anos de idade. Os que não faziam parte do exército real sairiam em grupos, em direção a planetas distantes para aperfeiçoarem suas habilidades. O espaço era infinito, entretanto, os planetas não. E era por esse motivo que o Rei fazia acordos com as demais espécies. Já que cada um possuía seus próprios protetores, suas habilidades em luta eram testadas. Uns ajudavam os outros, era mais uma troca do que qualquer outra coisa. Obviamente, saiyajins eram estupidamente mais fortes, e os aliens sempre acabavam levando uma baita surra.

Príncipe Vegeta, por ter esse título, ganhara mais um ano para poder se preparar. O rei dizia que não havia problema algum, já que seu filho obtinha um poder extremamente alto mesmo sem treinamento.

Uma das primeiras técnicas a ser ensinada, era o bukujutsu. E naquele dia, Vegeta estava ansioso, pois finalmente aprenderia. Seria o primeiro passo rumo ao campo de batalha, onde sempre, desde que estava no ventre de sua mãe, desejava estar.

“Mas isso é maravilhoso!” Sellerie exclamou contente. “Hummm, já entendi tudo. Está de mal humor pra tentar disfarçar o quão, na verdade, você está feliz. Acertei?” Ela perguntou com uma expressão vitoriosa estampada no rosto. Conhecia seu filho melhor do que ninguém.

O pequeno saiyajin de apenas três aninhos sentiu todo o sangue do corpo acumulando-se no rosto, fazendo-o esquentar. Segundos depois, balançou a cabeça espantando a vergonha, enquanto voltava a utilizar sua costumeira carranca. Naquela idade, era algo que todos achavam fofinho e bonito. Mal sabiam eles que aquela expressão viraria marca registrada do príncipe rabugento.

Talia abafou uma risadinha que teimava em pular garganta a fora. Tossindo rapidamente, ela dirigiu a palavra a Vegeta, “Eu concordo com a rainha, Vossa Alteza. Tenho certeza de que está super empolgado!” Quando o menino ia abrir a boca para protestar, Talia voltou a falar, “Mas não é o caso agora, não é? Não queremos deixa-lo mais mal humorado ainda, Sun Wukong* nos proteja!”

Sellerie soltou uma gargalhada alta e sincera, fazendo apenas com que o pequeno Vegeta se emburrasse mais ainda, franzindo a testa e grunhindo alto. Ao ouvir o esbravejar da risada de sua soberana, Talia teve que utilizar de todo seu autocontrole para não fazer o mesmo. Sabia que se risse naquela situação, Vegeta seria capaz de inferniza-la pelo resto de sua existência.

A rainha do planeta vermelho se levantou de sua poltrona, sentando-se ao lado de Vegeta. “Desculpe, querido. Mamãe vai te dar banho agora, tudo bem? Venha comigo.”

“Mamãe vai te dar banho agora, nhe nhe nhe.” O príncipe repetiu o que sua mãe acabara de dizer em tom de deboche, ao mesmo tempo que rolava os olhos, achando tudo aquilo uma grande baboseira.

“Não zombe de mim, Vegeta! Diabos, hoje você está realmente de mal humor... hunf. Deixa seu pai saber disso! Se não se comportar, vai ficar mais um ano inteirinho sem aprender o bukujutsu!” Sellerie indagou fingindo estar irritada. Na verdade, ela só queria provocar um pouco de medo em seu filho para que ele a obedecesse logo.

O jovenzinho arregalou os olhos, respondendo rapidamente, “Não, mamãe! Argh, que droga! Tá, tá bom, me dê banho logo!” Ele disse enquanto puxava a mãe pelos braços, indo para o banheiro. “Mas tem que ser rápido, se eu me atrasar, papai vai me encher o saco.”

A mãe lançou um olhar repressor para o herdeiro, não gostando nenhum um pouco da maneira antipática como ele estava falando. Ela suspirou cansada, decidindo não começar uma nova discussão.

Minutos depois, já havia se esquecido completamente do que tinha ocorrido há pouco. Dava banho em seu primogênito de maneira feliz, cantando as mesmas antigas canções de seu povo, que Vegeta tanto amava.

Do lado de fora, no quarto, Talia observava os demais saiyajins através da janela. Levou uma mão ao coração, preocupada com Nappa. Seu filho fazia parte do exército real, e o risco de ser morto quando se está em uma posição dessas aumenta muito.

O medo da saiyajin fêmea possuía um motivo mais do que plausível: fora assim que seu marido havia falecido.

O planeta estava em guerra. Vegetasei estava sob ataque de uma raça chamada Tsufuru, e naquela noite, Kal, o falecido companheiro de Talia e pai de Nappa, liderava o exército real. Comandando a primeira leva de soldados, que possuía cerca de apenas vinte guerreiros, seu plano era que permanecessem escondidos atrás das enormes rochas que o planeta obtinha, até que a lua cheia pairasse no topo do céu, revelando a verdadeira forma saiyajin em todo seu resplendor. O plano de Kal tinha sido um sucesso, pois fora exatamente o que aconteceu.

Quando as coisas começavam a piorar, a lua apareceu, e dentro de poucos segundos, vinte e um Oozarus rugiam furiosamente na direção dos Tsufurujins, ignorando as balas e lasers que saíam de dentro das armas da raça alienígena. A guerra parecia estar sob controle, e mesmo fora de si, algo vibrava dentro do coração de Kal, informando-lhe que a vitória já estava garantida.

Quando num ímpeto, um dos soldados inimigos disparou contra sua cauda.

Kal vociferou um grito angustiado de pura dor, enquanto caía desfalecido contra o solo. O mesmo soldado que havia atirado, sorria de maneira maligna, indo até o comandante, e aproveitando-se de seu estado, lhe deu o tiro de misericórdia, abrindo um rombo entre as entranhas de Kal. Nesse mesmo instante, dentro do castelo, Talia sentira uma pontada forte no coração ao mesmo tempo em que o ar parecia lhe abandonar os pulmões. Como se suas narinas não pudessem fazer o simples movimento de inspirar e expirar. Seus joelhos enfraqueceram, e deixou-se cair no chão. Seus olhos estavam entorpecidos e sem vida, enquanto Nappa, que na época era um bebê de apenas um ano e meio, chorava amargamente dentro de seu berço.

Se naquele momento Broly não tivesse entrado no quarto, Talia teria se entregado completamente à escuridão e ao sofrimento.

Por essa razão, Nappa também fora privilegiado e só começou seu treinamento aos três anos. Conforme os anos foram passando, a história sobre a morte de seu pai chegara a seus ouvidos através do Rei, que fez menção de lhe entregar uma medalha honrosa, visto a maneira heroica que seu progenitor havia falecido. Sua vida foi tirada de maneira covarde. Mas Kal morreu com honra, sendo o saiyajin exemplar que era. O Rei dizia ao adolescente. Ao ouvir aquelas palavras, um desejo profundo de vingança nascia no íntimo de Nappa, e ele jurou a si mesmo que um dia, acabaria com toda a raça Tsufuru.

Enquanto Talia soltava o terceiro longo e pesado suspiro, ouviu a porta do banheiro se abrir, e rapidamente voltou à realidade. Não pôde deixar de sorrir com a imagem que seus olhos vislumbravam: Sellerie carregava Vegeta em seu colo, enquanto secava seu espetado cabelo com uma toalha azul. A mesma em que fora enrolado ao nascer. Ela expressava um sorriso gentil e complacente, admirando a relação tão pura de mãe e filho, a qual ela mesma compartilhava com o seu.

“Talia,” a rainha disse. “Pode pegar uma nova roupa de treino para Vegeta? A que ele estava usando está suada e suja.”

“Claro, majestade.” Ela respondeu enquanto dirigia-se ao armário, abrindo-o, e pegando um pequeno colan azul, luvas e botas brancas. Entregou a vestimenta para a rainha, e voltou a falar, “Majestade, se me permite, vou para a cozinha ajudar Taanipu com o almoço. Há algo que a senhora deseja comer em especial?”

Sellerie pensou por alguns minutos antes de responder, “Ainda há aquela carne de frango que exportamos da Terra no estoque? Vocês poderiam fazer algum tipo de ensopado, ou até mesmo assar, e servir com alguns vegetais. Mas que sejam frescos, colhidos hoje pela manhã das lavouras, tudo bem?”

“Sim. Ontem à noite as dispensas foram reabastecidas. Como quiser, Alteza. Com licença.” Ela ajoelhou-se, reverenciado a rainha e o príncipe, saindo do quarto.

Quando a porta se fechou, Sellerie terminava de vestir Vegeta. Agachando-se para encará-lo nos olhos, ela colocou suas delicadas mãos no rosto de seu filho. “Querido, mamãe agora vai descer pra fazer as atividades físicas, e você vai direto encontrar seu pai, tudo bem? Nada de ficar espiando dentro dos quartos, quebrar alguma coisa, muito menos implicar com algum soldado, está me ouvindo?” Ela advertiu.

Vegeta assentiu de maneira entediada. “Tá bom mamãe, já sei, já sei.”

A rainha riu, inclinando-se e beijando a bochecha de Vegeta. O menino emitiu um som de desgosto, e a mãe não pôde deixar de rir. “Boa sorte no treinamento!”

O menino sorriu de canto, para logo após sair correndo cômodo a fora, descendo as enormes escadas do palácio, em direção ao quarto andar. Era lá que seu pai estava, e era lá que seu treino finalmente começaria.

Quando chegara a seu destino, Vegeta respirava ofegante e parou em frente à porta da sala de treino dos soldados infantis. Sem se preocupar em bater, saiu entrando, e o que seus olhos captaram poderia ser descrito como a coisa mais incrível que o jovem príncipe já tivera o prazer de ver.

A sala era enorme, muito maior do que em seus sonhos, e havia algumas centenas de crianças ali. Ao perceber a expressão de deslumbro no rosto de seu primogênito, Rei Vegeta sorriu, encaminhando-se em sua direção.

O rei parou à sua frente, e os olhos do saiyajin encontraram-se com os de seu pai. “Seja bem vindo, meu filho. Ansioso para começar?”

Vegeta consentiu, tentando demonstrar indiferença. “Vamos logo com isso, papai. Já esperei demais.”

O Rei franziu o cenho. “Olha a maneira como fala, Vegeta. Tenha mais respeito.”

“Não estou desrespeitando, papai. Só quero começar logo, não aguento mais esperar.” Ele respondeu quase bufando, enquanto desviava o olhar e cruzava os braços.

O Rei respirou fundo, oferecendo um meio sorriso. “Paciência é uma virtude, e você deveria aprender a utiliza-la. Mas bom, comecemos logo. Venha comigo.”

O menino foi seguindo os passos de seu pai, e à medida que ficavam mais longe do salão principal, Vegeta sentia seu coração palpitar cada vez mais alto. Ele não fazia ideia de como seria o treino, e seu pai mantivera tudo em sigilo.

O que o herdeiro do trono não sabia, é que dentro daquela mesma área de treinamento, além do salão principal, das câmaras individuais, refeitório, chuveiros e armários para guardar os pertences, na ala oeste, nos fundos, havia um enorme campo gramado, porém fechado. O teto era transparente, e ainda possuía mais uma surpresa.

Ao chegar lá, Vegeta arregalou seus pequeninos olhos. Em sua face, uma genuína expressão de surpresa. Ele jamais adivinharia que aquele lugar existia. Puxando a capa de seu pai freneticamente, ele perguntou meio hesitante, “P-papai... que... que lugar é esse?”

O Rei sorriu para seu pequenino, enquanto afagava seus cabelos. “Aqui é o lugar onde se aprende o bukujutsu, Vegeta. Há muito tempo atrás, nossos ancestrais aprendiam a voar neste mesmo campo. Porém, era tudo que havia. O treinamento era feito em um espaço muito pequeno dentro do castelo, e apenas os guerreiros de classe alta recebiam instruções. Os mais fracos trabalhariam para ter o seu sustento. Mas lembre-se, meu filho: todo saiyajin tem seu valor.”

Vegeta ouvia aqueles dizeres ao mesmo tempo em que fitava seu pai curiosamente. O olhar do Rei parecia perdido em lembranças de outra época. Voltando a si, continuou admirando aquele enorme campo. “Podemos começar?” Ele perguntou, ansioso.

O Rei maneou positivamente com a cabeça, e logo, pai e filho, estavam no centro do campo. Ele pediu para que Vegeta sentasse, e prestasse total atenção. “Como você já sabe da existência e importância do ki, hoje vou ensina-lo como controla-lo, de maneira que você possa elevar seu corpo. Preparado?” O rei indagou alegremente.

O jovem príncipe assentiu, e em seguida, seu pai começava a explicar o processo.

Passara-se cerca de uma hora até que Vegeta pudesse controlar seu ki de maneira adequada, formando uma perfeita esfera de energia com as mãos. Ele olhava maravilhado, sorrindo, triunfante e cheio de si.

“Muito bom!” O Rei encorajou. “Agora que conseguiu equilibrar seu ki, vamos para o segundo passo.”

Dessa vez, o tempo para o aprendizado foi um pouco mais longo. Vegeta demorou cerca de duas horas até que conseguisse manter o ki estabilizado enquanto pairava no ar. O que não teve a mínima importância, visto que o saiyajin sorria de orelha a orelha por ter conseguido. “Só levou esse tempo todo porque você se distraiu, filho. No que tanto pensa?” O rei perguntou.

Vegeta sorria de canto agora. “Eu quero lutar, papai. Quero ser o guerreiro mais forte do universo.” Ele declarou, orgulhoso.

E o Rei também sentia o mesmo orgulho ao ouvir aquelas palavras. “E você será. Agora prepare-se, tenho uma surpresa.”

Vegeta esperou impaciente enquanto seu pai ia até a porta, e digitava alguns números. O príncipe se assustou por um segundo, apenas para sorrir novamente ao ver o teto transparente se abrindo, entendendo o que aquilo significava.

“É uma das melhores sensações do mundo. Vá, mas não muito longe.” O rei pronunciou alegremente.

O pequeno assentiu, e em seguida, disparava céu à fora, voando livremente de braços abertos e coração saltitante pela primeira conquista.

Novamente, aquele era o primeiro passo rumo à longa jornada que o herdeiro do trono saiyajin teria. Rei e príncipe não poderiam estar mais felizes.

Notas finais
*Bukujutsu: técnica de voo.
*Sun Wukong: Deus Macaco.
Sellerie: aipo em alemão.
Taanipu: provém de nabo, em inglês.
Kal: calvo; careca, em sueco.
Inicialmente, eu não ia mencionar os Tsufurujins, mas achei interessante inseri-los na estória. Não que eu goste deles, ou que tenham tanta importância, mas eles travarão uma futura batalha com os saiyajins.
No mais, posto novamente no sábado.
Nos vemos lá, beijos!