Blind

3 Capítulo 3 - Culpado até que se prove o contrário


Notas iniciais
Um pouquinho da personalidade do nosso querido Madara. E não é que nosso rapazinho é um gênio?! Have fun!

Durante os dias que se seguiram, a dúvida sobre o caso dos banqueiros ainda martelava a mente do detetive. Ele se recusava a aceitar a conclusão que foi apresentada por Shikamaru. A parede de sua sala estava tomada pelas pistas que havia reunido: fotos da cena do crime, provas que a polícia havia conseguido, bem como dezenas de anotações que havia feito. Ao lado do caso dos banqueiros estavam também as pistas, anotações e provas dos outros dois últimos casos, também com sua resolução questionada por Hashirama.

Ele tinha em mãos três casos que foram inicialmente colocados como crimes que precisavam de sua intervenção, porém no final das contas, Shikamaru chegou a uma solução mais breve e isso bastou para a polícia, o que o deixava extremamente irritado.

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Madara não estava nervoso. Ele sentia que as últimas semanas seriam compensadas pelo dia de hoje. Enquanto vestia o terno, em seu apartamento, procurava não pensar muito na apresentação que faria dali a algumas horas. Seu trabalho de conclusão de curso havia sido entregue três dias antes para avaliação e agora ele apresentaria sua conclusão com uma palestra. Seu estudo era uma pauta bastante abordada pelo conselho de psiquiatria da cidade, o que os deixou interessados, especialmente após saberem que Madara não era qualquer formando.

Ele havia se formado com honras na universidade de Kyoto no Japão, sendo o primeiro de sua turma e ganhando grande destaque pela pouca idade com que concluía o curso. Não satisfeito, Madara retornou para seu país de origem, buscando a mais prestigiada faculdade e ingressando na primeira chamada para psicologia, já tendo passado por dois anos de residência em psiquiatria, era um aluno de prestígio.

A apresentação de seu TCC acabou tornando-se uma palestra ministrada para o conselho de psicologia e psiquiatria, e entre os presentes estariam alguns dos mais renomados médicos e psiquiatras da cidade. O prefeito havia sido convidado, porém Madara duvidava que aparecesse, sabendo que ambos já haviam debatido e discordado fortemente em algumas questões.

Madara respirou fundo e se olhou no espelho mais uma vez, garantindo que sua aparência era a melhor, com as olheiras bem escondidas. Vestiu o casaco preto por cima do terno e trancou a porta. Apesar de ainda ser outono, o inverno parecia estar pela cidade, obrigando todos a usarem luvas e casacos de frio. Ele não se importava, inclusive gostava dessa época.

Continuava sereno e centrado quando chegou ao auditório da faculdade, cerca de uma hora antes de sua apresentação. Organizou cada detalhe, garantindo que tudo sairia perfeitamente como planejou. Ligou o projetor e organizou as imagens que seriam apresentadas como complemento de sua tese. Distribuiu sobre cada cadeira um folheto, apresentando suas principais ideias e também uma miniatura da imagem apresentada no telão.

Madara era um homem extremamente meticuloso, assim como a maioria de seus colegas. A pressão de ter todos os formandos ali naquele dia parecia não o afetar e essa era uma de suas maiores qualidades. Alguns diziam que sua experiência no Japão o havia tornado um médico perfeito, outros questionavam suas atitudes. Mas não podiam negar que ele era nada além de adaptável.

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— Olha só o que você fez... – O prefeito murmurou irritado, entrando no carro apressado após olhar no relógio repetidas vezes, como se tentasse fazer os ponteiros pararem de andar.

— Desculpe... Precisava de você pra convencer o chefe. – Hashirama entrou no carro. – Estamos atrasados para que mesmo?

— Para assistir uma palestra na faculdade federal. – Respondeu simplesmente. Se algo o irritava, era estar atrasado. Por sorte, a faculdade não ficava tão longe do distrito policial e dentro de vinte minutos ambos desembarcavam do carro para dentro do auditório.

Haviam perdido a primeira parte da palestra, mas ainda assim entraram e se sentaram nos bancos reservados.

Hashirama sorriu ao ver o palestrante e isso não passou despercebido.

— Uma identidade em um indivíduo com TDI pode ter colesterol alto. Uma. Já houve casos em que uma das personalidades era alérgica a picadas de abelha enquanto as outras não eram...

Uma mão se ergueu da bancada de avaliação e imediatamente recebeu a atenção de Madara.

— É possível haver casos em que duas personalidades se manifestam ao mesmo tempo?

— Obrigado por sua pergunta. – Madara deixou o telão do qual estava próximo e se aproximou do projetor, exibindo imagens de uma tomografia cerebral na qual podiam ser identificadas várias áreas do cérebro de um paciente, ativas ao mesmo tempo. – Sim, isso é possível. A tomografia deste paciente mostra claramente o momento em que duas de suas personalidades tomam consciência.

A tela mostrava a tomografia do paciente de um lado e do outro havia um vídeo em que Madara estava em pé ao lado do paciente conversando com ele, enquanto o homem escrevia algo e respondia suas perguntas.

— Neste caso em específico, durante o tratamento deste paciente, eu conversava com uma de suas personalidades que é um desenhista... – Ele se calou por um momento, deixando as pessoas ouvirem o que era dito. Ambos falavam outra língua enquanto os espectadores precisavam acompanhar as legendas na tela. – Enquanto fazíamos o mapeamento de seu cérebro, eu lhe fazia perguntas sobre coisas que aquela personalidade não sabia responder. Foi quando outra faceta tomou consciência. Outra de suas personalidades, esta com conhecimentos amplos sobre as perguntas que eu lhe fazia. E enquanto ele desenhava, me respondia às perguntas sobre química orgânica, que normalmente, não poderia conhecer.

Ele deixou que as pessoas terminassem de assistir ao curto vídeo sobre o exame do paciente e então finalmente se voltou para o auditório.

— As diferenças nas personalidades são como as diferenças entre mim e cada um de vocês aqui dentro. Uma delas pode ser um marombeiro russo que consegue erguer três vezes o seu peso, enquanto outro pode ser um doutor em física. Eles têm QIs diferentes, força muscular diferente, idades, nacionalidades.

— Cada personalidade criada por uma pessoa nesta condição, condiz com sua resposta ao determinado tipo de situação em que ele ou ela se encontrava no momento em que essa personalidade surgiu. Sendo que a personalidade atual ou ele próprio não tinha condições de lidar com o acontecimento.

Hashirama estava impressionado com a habilidade que Madara tinha de manter o controle sobre a situação. Qualquer que fosse a pergunta feita, ele sabia responder e não tomava tempo sequer para pensar na resposta. Ele tinha total conhecimento sobre o que estava fazendo e assim como ele, muitos ali demoravam a acreditar que aquele homem estava apresentando seu trabalho de conclusão de curso. Ele parecia um veterano dando aula para uma classe de leigos.

Ao final de sua apresentação, todo o auditório o aplaudiu de pé.

Enquanto boa parte do público reuniu suas anotações e deixou o local, Hashirama se aproximou do palco.

— Oh, olá detetive. – Madara o cumprimentou enquanto se ocupava em arrumar o local. – E Tobirama, que prazer vê-lo. Não achei que viria. – Ele dirigiu-se ao prefeito, descendo pela escada lateral.

— Cheguei fora do horário. – Se explicou.

— Por minha culpa. – Hashirama sorriu, porém com a expressão de culpa. – Desculpe, se eu soubesse para onde meu irmãozinho estava me levando, eu teria deixado para passar na delegacia mais tarde. – Ergueu uma sobrancelha para o irmão.

Madara olhou de um para o outro repetidas vezes. – Não sabia que ele era seu irmão. – Falou enquanto olhava para o prefeito.

— Não me surpreende, considerando que nunca fomos apresentados realmente, apesar de termos nos encontrado durante minha palestra no seu primeiro ano de faculdade.

O estudante sorriu. – Realmente.

— Mas devo parabeniza-lo pela palestra de hoje. Realmente foi impressionante vê-lo discorrer sobre o tema.

— Obrigado prefeito. Foram muitos anos de estudo. – Madara respondeu, claramente feliz por ter recebido um elogio de alguém como Tobirama.

— Lamento por termos chegado atrasados. – Ele estendeu a mão. – Mas receio que preciso ir, pois tenho mais compromissos.

— Agradeço pelo prestígio. – Madara o cumprimentou e olhou para Hashirama.

— Se não se incomoda irmão, tenho algumas perguntas para fazer sobre o assunto. Não se incomode, pode ir na frente, volto de ônibus. – O detetive o dispensou.

Lançando um olhar suspeito a seu irmão, Tobirama os deixou e logo Madara ergueu uma sobrancelha para o detetive, que retribuiu com um sorriso.

— Se eu o conhecesse, diria que vai pedir algo muito pessoal, ou que não contaria para nenhuma outra pessoa. – Madara foi caminhando para a saída do auditório, por onde Tobirama havia acabado de passar.

Hashirama sorriu. – Tão poucos encontros e você já consegue me ler dessa forma.

— Você acabou de mandar o prefeito embora, por que queria fazer perguntas sobre o assunto. – Ele parou perto da porta e olhou para o detetive. – Em que posso ajuda-lo?

— Eu preciso de alguém para traçar um perfil psicológico para mim. – Ele foi direto. – E eu não consegui pensar em mais ninguém.

— Não sei se fico feliz pela consideração ou triste por você não ter amigos. – Caçoou, fazendo Hashirama rir.

— Não quero atrapalhar seus estudos...

— Modéstia à parte, eu acabei de apresentar o TCC mais bem sucedido dentre todos os formandos deste ano. Não terei mais estudos depois de hoje.

— Realmente deixou a modéstia de lado pra dizer isso. – Ele ergueu uma sobrancelha. – Mas fico feliz em saber que está livre essa tarde.

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Madara passou um longo tempo analisando a parede da sala de Hashirama. Havia passado tantas semanas dedicando-se à apresentação de seu TCC, o estágio na faculdade e no hospital, que não tinha tido tempo sequer para saber o que acontecia no mundo, especialmente sobre assassinatos.

— E seu estágio no hospital?! – Hashirama apareceu na porta da cozinha repentinamente preocupado, enquanto secava a louça com o pano de prato em mãos.

— Eu tenho folgas, não sou uma máquina. – Madara continuava de braços cruzados em frente às pistas.

— Quer dizer que te raptei na sua folga? – O detetive riu.

— Basicamente. – Madara se virou para ele, aproximando-se da cozinha. – Não entendo qual o perfil a ser traçado. Além disso, você tem a conclusão de todos os três casos anexada ao lado de cada um, o que ainda te preocupa? – Ele se encostou no batente da porta, observando enquanto Hashirama colocava a água do café para ferver.

— Não consigo acreditar que aqueles são os reais culpados. – O detetive deixou o pano de prato sobre a pia e caminhou até a sala, aproximando-se das pistas. – Veja o primeiro caso: a mulher foi condenada por assassinar seu marido, pois ele havia descoberto seu caso com outro homem. Ela acordou e encontrou o corpo do marido já morto no quarto. Quem é o tipo de pessoa que assassina o próprio marido e dorme no mesmo cômodo que o cadáver? – Hashirama ergueu uma sobrancelha.

— Um psicopata que acha que não será pego.

— Ou estamos falando de um inocente. – Ele continuou. – No segundo temos um aparente suicídio, mas nesse caso não se trata de nenhuma suspeita, afinal não houve nenhum condenado, mas sobre o testemunho da mulher do suicida. Não sou um mestre da psicologia, mas ela não estava mentindo quando me disse que a depressão de seu marido era coisa do passado e que ele não se mataria.

Madara permaneceu em silêncio, ouvindo sobre as teorias do detetive e tentando conseguir o máximo de informação que podia.

— No terceiro, temos os dois banqueiros. Ele matou o homem que o acusou de desvio de dinheiro e ao invés de fugir e aproveitar tudo o que havia conseguido, se matou e deixou a arma do crime para a polícia encontrar. – Ele passou as mãos pelos cabelos castanhos e compridos, parecendo agoniado. – Que tipo de assassino é preguiçoso desse jeito?!

Madara mordeu o lábio inferior, olhando novamente para as pistas e em seguida para Hashirama.

— Não estou acostumado a lidar com psicologia criminal. – Ele foi breve. – Então vamos entrar na minha área. – Sentou-se no braço do sofá e cruzou as pernas, segurando o joelho e olhando para o detetive. – Me diga o que tem em mente.

No instante em que Hashirama abriu a boca para protestar, o interfone tocou e ele não pensou duas vezes antes de ir atender.

“Sim, pode mandar subir.” Foi tudo o que o outro pôde ouvir da sala.

Alguns momentos depois, Hashirama abriu a porta para receber um rapaz de cerca de vinte anos, estatura média – bem mais baixo que o detetive – cabelos e olhos castanhos. Ele parecia um tanto exasperado. E o que veio a seguir foi tudo o que Hashirama precisava para realmente animar seus dias e também a oportunidade para o tão aguardado perfil psicológico que queria ver traçado.

O depoimento do garoto sobre a inocência de sua mãe era de fato convincente, Madara não pôde notar nenhum traço de mentira ou conspiração em sua voz, expressão ou comportamento. Não poderia ter havido momento mais oportuno para aquele garoto aparecer na casa do detetive implorando por sua ajuda. Tratava-se do caso que ele e Madara haviam acabado de revisar, e o filho da mulher buscava qualquer forma de libertar a mãe da prisão injusta.

Os advogados da condenada começavam a discutir a melhor estratégia para alegar distúrbios mentais e isso irritou profundamente Madara, que apesar de não ter nada a ver com o caso, estaria ao lado de Hashirama na visita que fariam à mulher. Ele se enraivecia facilmente quando se tratava de assuntos de sua área, especialmente quando eram alegações falsas e sem sentido. Afinal pelo que havia conseguido extrair das pistas e anotações de Hashirama, aquela mulher era completamente normal.

— Não pense que escapou da minha pergunta. – Madara falou. Os braços cruzados sobre o peito enquanto acompanhava a paisagem que passava por eles a caminho do distrito policial.

— Que pergunta? – Hashirama se fez de esquecido.

— Quero saber o que tem em mente. – Ele olhou para o detetive, observando cada traço de seu rosto, os olhos castanhos, a pele ligeiramente morena, os cabelos escuros e lisos. Recebeu um olhar de canto, enquanto o outro ainda se concentrava na direção, mas não desviou sua atenção, queria ler o detetive por completo, entender seus pensamentos, traçar seu perfil.

Hashirama não somente não respondeu à pergunta, como permaneceu mudo o resto do caminho depois de notar a tentativa de análise de Madara.

Já dentro da sala, a sós com a mulher algemada, Hashirama e Madara se sentaram de frente para a acusada. O detetive tinha em mãos um gravador e o psicólogo tinha uma caderneta de anotações. Ainda no mérito do perfil de Hashirama, Madara o analisava tanto quanto à acusada, notando o quão empático ele podia ser, sempre dando o benefício da dúvida.

— Senhora Tsume. – Ele começou. – Sei que deve ter repetido isso mil vezes, mas estou aqui a pedido de seu filho e preciso ouvir por mim mesmo. – Ele olhava nos olhos da mulher. – Quero que me conte exatamente o que sabe sobre tudo o que aconteceu com seu marido.

A mulher tinha lágrimas nos olhos e a voz emaranhada, mas aquilo não era suficiente para convencer Madara. Ela assentiu com a cabeça e tomou fôlego. Hashirama deixou o gravador mais perto da mulher e se recostou na cadeira, olhando de relance para seu parceiro que permanecia inexpressivo.

— K-Kuromaru era um homem muito amável... – Ela começou gaguejando.

— Ainda assim o traía. – Foi Madara quem falou, sério. Anotando algo em sua caderneta.

— Sim... – A mulher abaixou a cabeça, erguendo-a em seguida e olhando para Madara. – Mas isso não tem a ver com o fato de quem ele era. Ele estava se preparando para ir para uma convenção fora da cidade...

— Certo. Mas me diga sobre o amante. – O psicólogo foi direto. Deixando Hashirama sem reação pela forma como, novamente, ele tomava o controle da situação com maestria. Tsume pareceu desconsertada ao ouvir aquilo, mas logo abaixou a cabeça.

— Ele se colocou à disposição da polícia, talvez seja melhor que ele mesmo fale...

— Quero ouvir de você. – A voz de Madara soou fria quando ele cruzou as mãos em cima de sua caderneta e olhou no fundo dos olhos da mulher.

A mulher engoliu em seco com o olhar do interrogador.

— Ele é um homem bastante possessivo e de desejos incansáveis. Fomos colegas de trabalho anos atrás, quando tudo começou, porém eu já estava noiva na época e não queria acabar com tudo. – Ela olhava para as mãos de Madara enquanto ele tomava notas.

— Concentre-se no que diz, por favor. – Ele foi frio novamente. – Se ele estivesse em seu lugar neste exato momento e eu falasse com ele da mesma forma como falo com você. Qual seria sua reação?

Novamente Tsumi não soube o que responder de imediato.

— Eu realmente acho que deveria conversar com ele...

— Não me faça repetir. – Madara grudou os olhos pretos nos dela. Até mesmo para Hashirama aquilo era intimidador e ele jamais imaginou que o rapaz que lhe pediu ajuda no bar, pudesse agir daquela forma.

— Ele provavelmente ficaria muito exaltado e duvido se já não teria afundado esses seus olhos. – Ela perdeu a paciência com Madara, agressivando as palavras.

Madara sorriu de forma cínica e olhou para Hashirama, como se perguntando do que mais ele ainda precisava. O detetive fez sinal para que a porta fosse aberta e ambos saíram, deixando a mulher sem entender o que havia acontecido. Ao saírem, o detetive olhou para Madara ainda mudo.

— Acho que realmente vai querer prender esse cara. – Sua voz estava completamente normal agora, diferente de alguns segundos atrás quando parecia o dono de todo o mundo. Sua expressão também estava mais suave e a postura mais relaxada.

— O amante é o culpado... – Hashirama falou, olhando nos olhos negros do parceiro.

— Sim... – Respondeu como se fosse uma constatação óbvia. Entregou as anotações para Hashirama onde descrevia detalhadamente o perfil psicológico daquela mulher.

Lendo rapidamente pela letra caprichosa, ele pode discernir algumas palavras que ficaram em sua mente: “Ativa, otimista, dinâmica, impulsiva e arrogante”.

— Não seja tão empático com seus suspeitos. Especialmente com os que são extremamente sãos, assim como ela.

— Eu não costumo ser... – Ele ergueu os olhos da folha para o rosto de Madara que agora se ocupava em prender os longos cabelos num rabo alto. – Apenas não estou acostumando a estar acompanhado por alguém tão...

— Dominante? – Madara soltou um sorriso canalha e deu uma piscadela. -- Ora, foi minha presença, “Hashi”? – Ele perguntou com um misto de ironia e humor na voz, caminhando na direção da saída do andar de interrogatório. – Não se preocupe, eu aceito um café como pagamento pelo serviço!

Notas finais
Olha a audácia desse cara! Sim, ele é um flertador nato. O que estão achando? Tem algo que preciso melhorar, alguma coisa que você acha que não fez sentido? Me conte!