Blind

15 "Se preparando"


Notas iniciais
Deu uma de politico, eu sei. Prometi que ia postar no sábado e só dei as caras por aqui hoje. A culpa não é minha, e nem das estrelas, mas sim do fanatismo brasileiro em torno do futebol. Por isso passei o final de semana inteiro na casa dos meus familiares depois do jogo de sábado e quando cheguei em casa, ontem e tarde da noite, estava com um sono de derrubar gigantes. Boa leitura, apesar de tudo ;)

–Eu achei esse vestido perfeito. -Disse Piper. -O que você Annabeth?

Annabeth deu uma olhado no vestido. Ele com certeza não ficaria bem nela, mas em Piper ficaria lindo. Era um vestido verde musgo com um leve decote, parecia ser justo e ir até a metade das coxas.

–Acho que vai ficar deslumbrante em você. -Annabeth disse enquanto direcionava um sorriso sincero a amiga.

Em menos três dias elas desenvolveram uma amizade sincera. Piper havia chegado em Miami 5 horas depois de Annabeth e Percy. Desde então, elas viviam conversando e contando segredos uma a outra. Annabeth achava Piper uma boa amiga, ela era divertida, ousada e nunca julgava quando Annabeth lhe contava algo de errado que ela já fez. Claro que ela não tinha contado a Piper toda a confusão envolvendo um traficante careca e barrigudo querendo mata-la e a Percy também, se ela contasse algo era bem capaz de Piper acabar se tornando mais uma vitima.

Elas saíram da loja de roupas onde estavam e foram até uma lanchonete. Tinham que dar uma parada nas compras para descansar. Annabeth chegou em Miami sem praticamente roupa nenhuma e Percy logo deu um jeito nisso, lhe deu um cartão de créditos e disse a Piper que ela tinha a missão de comprar as mais lindas roupas para Annabeth. O irônico era que a função de ajudar a escolher roupas ficou com ela, ao passo que era Piper que comprava a maioria das coisas.

–Jason já conseguiu algum emprego por aqui? -Perguntou Annabeth enquanto as dudas se sentavam numa mesa da lanchonete.

–Sim, ele conseguiu. Está trabalhando como piloto de um helicóptero do chefe de uma gravadora daqui. Pensamos que ele ia ter dificuldades de arranjar um emprego, mas pelo visto não.

Jason pilotava aviões, ele adorava voar. Mas segundo Piper por algum motivo ainda não fora aceito na aeronáutica americana. Ele decidiu acompanhar Piper e morar temporariamente com ela em Miami no tempo em que ela estiver gerenciando a CEO Jackson junto com Percy.

Elas continuaram conversando, até que um garçom moreno, alto, bronzeado e muito bonito, perguntou:

–Vocês vão querer o quê, senhoritas?-O sorriso do homem era encantador.

–Dois sucos de morangos e dois pedaços de lasanha a bolonhesa, por favor. -Respondeu Annabeth depois de alguns demorados segundos. Piper estava quase babando no garçom, o que era uma ocupação que a impossibilitava de responder a qualquer pergunta.

Quando ele saiu Piper perguntou a Annabeth:

–É impressão minha ou todos os caras de Miami são realmente gostosos?

–Não, não é impressão sua. Eles são realmente muito gostosos. -Respondeu Annabeth rindo e fazendo Piper sorrir também.

Os pedidos chegaram quase que imediatamente e elas fizeram mais um comentário sobre a bunda do garçom. Elas comeram em silêncio, mas logo depois começaram a conversar de novo.

–Percy conseguiu convencer Hazel e Frank a se casarem aqui. -Comentou Piper. -Daqui a um dois meses mais ou menos eles vão realizar o casamento no cartório no centro da cidade. Só é uma pena eles não quererem uma cerimônia, são um casal muito simples.

–Sério? Nossa, fico muito feliz por eles. E eu vou tirar satisfações com Percy por ele não ter me contado. — Annabeth respondeu sorrindo.

–Annie, você sabe porquê Percy quis vir pra cá e trazer todo mundo com ele?

Annabeth pensou por um momento se dizia a verdade ou não. Então decidiu apenas responder:

–Não Piper, eu não sei. Mas acho que ele sabe o que faz, ele não é um cara que desloca todos os amigos da cidade mais balada do mundo apenas pra satisfazer um capricho.

–Bem, você tem razão. -Um sorriso malicioso e nada inocente brotou nos lábios de Piper. -Como está sendo namorar um cara cego?

–Pra mim é igual a namorar qualquer outro cara, a única diferença é que ele não enxerga. -Annabeth sabia o que ela queria dizer com aquela pergunta, mas decidiu brincar um pouco com a amiga.

Piper bufou e revirou os olhos.

–Annie, você sabe o que eu quero dizer. -Ela falou num sussurro para que as outras pessoas não ouvissem. -Vocês já transaram?

–Sim e foi muito bom por sinal.

–E como foi? Você teve de dizer a ele como era ou ele teve que procurar por si só o lugar pra encaixar as coisas?

–Piper!

Annabeth estava vermelha e envergonhada demais, mas ainda sim acompanhou a risada da amiga.

–Só me responda isso e eu não pergunto mais nada, ok? — Piper ainda ria da expressão envergonhada de Annabeth.

–Bem, eu confesso que fiquei com receio de ter de mostrar a ele como é que se faz as coisas. Mas ele me pareceu completamente experiente e muito safado, inclusive.

–Meu Deus, Percy é um tarado? Isso eu não sabia. -Piper estava realmente surpresa agora.

–Sim, ele é e muito. Mas de certa forma é o homem mais incrível que eu já conheci. Eu acho que sinto por ele muito mais do que uma simples paixão.

–Sério? Você acha que ama ele?

Annabeth se levantou, pegou a sua bolsa e junto com Piper saiu do estabelecimento. Depois de um tempo, ela decidiu responder a perguntar.

–Sobre eu ama-lo, bem, eu ainda não sei. Só sei que ele se tornou importante demais para eu simplesmente viver sem ele.

Piper sorriu e Annabeth devolveu o sorriso. Juntas, elas foram pra casa.

[...]

–Caramba, morre seu filho da puta. — Percy estava com os nervos a flor da pele. Ele simplesmente não conseguiu matar o desgraçado guarda do jogo do Assansin's Creed.

–Percy, quantas vezes eu vou ter que te dizer que palavrões é algo vulgar e inadmissível pra mim? -Tudo bem que a última fase do jogo é era realmente difícil, ainda mais porque o único inimigo que faltava matar, simplesmente não morria.

Porém, Annabeth achava que isso não era desculpa para Percy falar palavrões.

–Desculpa, meu amor. Me esqueci que você não gosta. -Percy respondeu dando um selinho nela, mas logo depois sussurrou bem baixinho mais alguns palavrões.

Naquele dia fazia oficialmente duas semanas que eles estavam morando em Miami. E aqueles foram, sem dúvidas, os melhores momentos da vida de ambos os dois.

Annabeth não poderia estar mais feliz, ali jogando vídeo game com vozes que que pareciam de fantasmas que ajudam a deficientes visuais auxiliando Percy a jogar, e praticamente ferrando com todo o jogo para ele, já que como parceiro dele a única coisa que ela fazia era morrer ou ficar andando com o boneco em círculos.

Eles estavam sentados no chão do quarto, que por sinal era enorme, com uma linda cama de casal no meio, uma televisão de plasma de 42 polegadas e um banheiro altamente deslumbrante. Aquele era sem dúvida a casa mais bonita que Annabeth já havia visto na vida, casa essa que agora tinha uma quantidade de pessoas rasoaveis. Leo, Calipso, Walter, Piper e Jason, agora estavam morando lá também. Mas a casa era tão grande que era difícil esbarrar com algum deles, eles só se encontravam quando procuravam um pelo outro.

–Matei, matei, matei. -Percy finalmente escutou aquelas vozes irritante que auxiliam os cegos no jogo dizendo que o capitão dos guardas tinha morrido. -Annabeth, você só tem que correr e libertar o pirata que é nosso aliado, só isso.

E foi isso que ela fez, fez seu boneco correr até a forca e libertou o aliado deles dois.

Passar daquela fase desgraçada era melhor que ganhar a copa do mundo da fifa.

–Você é demais, mulher. -Percy a levantou do chão e a girou no ar, ela lhe deu um beijo.

Ele a carregou até a cama e quando chegou lá a deitou ali. Ele distribuía beijos pelo o pescoço dela, mostrando claramente queria comemorar aquela pequena vitória no jogo. Ele já estava levantando a blusa dela. Mas ela decidiu interromper tudo.

–Querido, ainda não. — Disse Annabeth.

–Pelo amor de Deus, eu já estou a um mês e uma semana sem fazer nada. -Ele sorria enquanto falava. -Você não acha que já me torturou demais não?

–Ainda não. -Ela disse sussurrando no ouvido dele. -Só eu sei a hora de parar com a tortura.

–Ah mais que droga.

Annabeth não sentia mais dor no local da ferida do tiro, mas ela tinha entrado em um jogo cruel com Percy. As regras eram claramente provocar um ao outro ao extremo e nas duas semanas que ficaram ali era isso que eles tinham feito. Era uma brincadeira divertida, apesar de que provavelmente não duraria muito tempo.

Eles ficaram ali, conversando na cama. Até que Annabeth decidiu torturar mais um pouco o namorado. Ela jogou o seu corpo por cima do dele e distribuiu beijos molhados no seu pescoço, fez um caminho com os beijos, levantou a blusa dele e chegou a barra da calça de moletom dele.

Sem pensar duas vezes ela tirou a calça dele.

–Annie, se o seu objetivo era não fazer sexo, quero te informar que você está falhando nisso. -Percy não podia ver o que ela estava fazendo, mas sabia que era algo perto de começar um sexo oral.

Ela continuou dando beijos no abdômen dele e quando ia finalmente tirar a única peça de roupa que faltava para completar o serviço, eles ouviram batidas na porta.

–Nem pense em atender. Continue. -Percy disse.

–Percy, não. Isso seria uma baita falta de educação. -Annabeth respondeu.

Quando ele percebeu que ela estava se levantando e indo até a porta, bufou alto e emitiu um grunhido de desaprovação. Ele foi na direção do banheiro, mais estava tão frustado que acabou batendo de cara na parede, tateou um pouco e descobriu que a porta estava na verdade do seu lado.

–Deixa que eu termino isso sozinho. -Ele disse vermelho de raiva.

Annabeth estava com a barriga doendo de tanto rir daquela cena, mas decidiu se recompor e ir atender a porta.

Quando abriu era Walter com a cara mais envergonhado possível.

–Eu interrompi alguma coisa? -Ele perguntou com o rosto vermelho.

–Sim, você interrompeu. Mas está tudo bem, pode falar. -Annabeth respondeu ainda rindo um pouco.

–Bem, eu acho que já está na hora de você e Percy aprenderem algumas coisas. Me encontre na sala de estar do terceiro piso, está bem? Tenho que lhe apresentar uma pessoa.

–Tudo bem, na verdade eu vou com você agora. -Ela se segurou mais um pouco para não rir. — Érr, Percy está ocupado no momento, mas tenho certeza de que depois ele vai até lá.

Walter deu um sorriso de lado e a levou até a sala de estar do terceiro piso da casa.

No centro da sala havia um ring de boxe montado e um cara carrancudo, alto e muito musculoso parado no centro do ring.

Walter decidiu fazer as apresentações:

–Annabeth, quero que conheça Ares, o maior boxeador do FBI e treinador físico de novos recrutas. Ele vai ensinar a você Percy se defenderem, atirarem e fugirem de situações perigosas.

Ares saltou do ring, olhou para Annabeth, deu um sorriso de lado e disse:

–Acho melhor você não ter medo de apanhar, garotinha.

Annabeth estava sem reação. Teria que aprender a se defender de algo que não sabia o que era e ainda teria que aprender a fazer isso com um cara que parecia um verdadeiro ogro.

–Walter, eu não se é prudente eu fazer essa pergunta, mas ... -Ela engoliu em seco com receio de toda aquela situação. -Porquê eu e Percy vamos ter que aprender a fazer isso?

Walter deu um sorriso de verdade dessa vez, genuíno e completamente satisfeito por ela ter ido direto ao ponto.

–Porque, senhorita Chase, vocês irão fazer parte de simplesmente de uma das maiores operações para acabar com um esquema de trafico já feito pelo FBI. Vocês estão dentro do plano para prender Billy Adams. -Disse Walter.

Quando Annabeth pensou que a vida não poderia ser mais complicada, descobriu que ela estava apenas se tornando

Notas finais
Chegou a parte da história que mais vai ter ação, o que não significa que o romance, o drama e um pitada de comédia irônica, serão deixados de lado. A partir dos próximos capítulos a história vai adotar um estilo mais leve, divertido e emocionante. Deixe seus comentários aí abaixo, valeu? Flws.