Blind

8 "Presente de aniversário"


Notas iniciais
Contém hentai, não é nada muito pesado, mais quem não gostar não leia. Deixem comentários, pessoas. A história é feita pra vocês, então deem sua opinião. Escrevi esse capítulo ouvindo "All of me" do John Legend. O capítulo ficaria ainda melhor se, você leitor, o lesse ouvindo essa música também. Talvez eu não poste amanhã, então aproveitem esse capítulo ...

–Percy, dá pra você me dizer a onde quer ir? Acho uma atitude meio babaca dirigir sem rumo.

Annabeth poderia estar até reclamando, mas ela gostava de quando Percy absorvia essa personalidade despreocupada e brincalhona. Ele tinha despaxado seu motorista e agora apenas tinha dito a ela para ir pro lugar mais tranquilo da cidade, só que Nova Iorque não tinha a porcaria de um lugar tranquilo.

–Você está dirigindo, pode me levar pro lugar que quiser, confio em você. — disse ele ainda sorrindo como o coringa quando estava perto de armar mais uma das boas contra Gotan City.

–Você não deveria confiar em mim.- Ela disse com a voz um pouco carregada de culpa.

–Você tem razão eu não deveria. Mas eu também não deveria confiar em Chad, já que nunca sei pra onde ele esta me levando porque não consigo enxergar. — Ele fez uma pausa, como se estivesse pensando em algo. — Na verdade nós não devemos confiar diretamente em ninguém, mas podemos dar um voto de confiança, sabe? Esperar que a pessoa mude ou faça a coisa certa, sei lá.

–As vezes eu acho que você e um cara multi personalidades. Até ainda pouco parecia uma criança em busca de aventura e agora é um filosofo a nível sofista.

–Você pode até não entender as minhas personalidades, mas eu sei que você ama cada uma delas. — Ele disse rindo e voltando a ser o moleque despreocupado que insiste em dar uma de Don Juan.

Annabeth não sabia pra onde ir, então foi dirigindo pra Mansão Jackson. Ela não podia voltar pro apartamento dela e pretendia, ali mesmo na casa de Percy, contar toda a verdade. Talvez devesse lidar com a rejeição dele, ou teria que ir embora e ter que enfrentar um mundo onde um traficante louca a perseguiria até a morte por contar todo o seu plano para a sua suposta vitima. Ela poderia passar por tudo isso, mas não estava ligando. Quem sabe alguma divindade lá no céu não a perdoasse por seus pecados e em troca tornassem a vida de Percy um mar de momentos felizes?

Ela pediu para o porteiro abrir os enormes portões da mansão e pode ouvir um suspiro de insatisfação de Percy.

–Tanto lugar na cidade mais legal do mundo pra você me levar, e você me traz logo pra minha casa? — Ele estava realmente indignado.

–Desculpe, eu não sou uma pessoa muito criativa. — Ela lhe direcionou um sorriso torto, mas então se lembrou de que ele não podia ver e então se desculpou mais uma vez.

Ela parou o carro em frente ao casarão e entregou as chaves ao manobrista. Era impressionante, o lugar tinha empregados trabalhando 24 horas por dia.

Quando ela ia se dirigindo para a porta afim de entrar na casa, Percy segurou sua mão. Ele a direcionou até a parte de trás da casa, onde tinha um lindo gramado que dava pra ver todas as estrelas do céu. Era uma noite quente de verão.

Percy se deitou no gramado, cruzou as mãos atrás da cabeça e ficou olhando pro céu imaginando como seria bonito a visão de uma noite com aquela. Ele se lembrou de algo que a mais ou menos uns 30 dias atrás tinha descoberto na cafeteria SunShine.

–Feliz aniversário, Annabeth.

Ela, que até agora estava apenas sentada no gramado, se deitou ao seu lado e tirou o boné dele como em uma brincadeira. Ela agradeceu a ele e se deu conta de que nem mesmo ela tinha lembrado que era seu aniversário. Ela se se permitiu pensar na vida naquele momento, pensou em tudo o que já fizera e pensou que nunca antes na sua vida tinha se arrependido do que tinha feito, mas ali, deitada ao lado dele, ela percebeu que passou a vida inteira andando pelo caminho errado.

Ela não sabia se estava apaixona, mas queria se atirar nos braços dele e perdir perdão por tudo. Ele foi o primeiro homem na vida que tinha a tratado como uma pessoa de fato e não como um objeto que seria usado quando a seus hormônios masculinos mandassem.

–Annabeth, eu estraguei tudo, me desculpe — Ele disse ainda olhando pro céu e deixando ela confusa. — Eu me apaixonei por você. Isso é uma merda, eu sei, mas acho que nesse tempo que nos conhecemos você já percebeu que eu sou um pouco idiota. Não, um pouco não, sou muito idiota.

–É idiota por ter se apaixonado por mim? — Ela não saiba se estava feliz pelo o que ele disse ou se estava triste por ter feito isso a ele.

–Não, sou idiota por não ter dito isso antes.

Ele se levantou e começou a caminhar com passos de lesmas pra dentro de casa. Annabeth desconfiou que aquilo era só um teatro para que ela fosse atrás dele, já que ele tinha levado quase um minuto dando apenas dois passos. Ela foi atrás dele, é claro, segurou no seu pulso e olhou para os olhos verdes.

–Bem, você tem razão. Você é mesmo um idiota.

–Sou, não sou? — Ele riu e a abraçou.

Percy podia ser um cara cego e que as vezes usava o sentimento de pena para conquistar as mulheres, mas com Annabeth nunca foi assim. Ele estava feliz com aquela declaração, que na opinião dele também foi mais uma das suas idiotices, e estava com ela nos braços agora.

Ele buscou o rosto dela em meio a toda aquela escuridão que enxergava. Ela era um pouco mais baixa, de modo que batia no queixo dele. Ele achou a boca dela, mas ficou por uns instantes apenas sentindo a respiração dela se unindo a dele.

No começo o beijo era calmo, até o lado masculino de Percy falar mais alto. Ele aprofundou o beijo travando uma batalha deliciosa com a língua de Annabeth. Como a maioria dos seres humanos afirmam que não dá pro seu pulmão continuar trabalhando sem ar, Percy decidiu interromper o beijo.

–Percy, espero que você não me acha uma mulher oferecida, mais eu não posso dormir no meu apartamento hoje. E eu ainda preciso te contar uma coisa. — Ele percebeu um pouco de aflição na voz dela.

–Isso vai estragar tudo o que está acontecendo? — Aquele pressentimento ruim em relação a ela estava certo, tinha alguma coisa que ela estava escondendo.

–Sim, inclusive tudo o que já tivemos.

Ele ficou pensativo por um tempo. "Que se dane, eu quero essa mulher!" pensou ele.

–Será que dá pra você estragar as coisas entre nos amanhã de manhã? Eu estou tentando te dar um presente de aniversário erótico aqui.

Ela sorriu um sorriso que ele pode perceber ser um pouco triste.

–Tudo bem, estou esperando o seu presente.

Eles entraram dentro da mansão com a boca grudada uma na outra, as respirações ofegantes e gemidos abafados. Annabeth pensou que Percy fosse um completo bobão no quesito "pegar uma mulher de jeito", mas estava enganada. Ele passeava com as mãos por todo o corpo dela e cada segundo o beijo se transformava em uma expressão de quero mais. Vez ou outra ele interrompia o que estava fazendo e lhe lançava um olhar desfoque para ela como se estivesse dizendo: "Estou realmente apaixonado por você, não quero só sexo. Desculpe a minha safadeza, é coisa de homem."

Ele a levou até o seu quarto e Annabeth se deu conta de que devia ser muito solitário viver naquela casa enorme sozinho. Ele fechou a porta do quarto.

–Acho que você percebeu, mas seria educado eu te dizer. Bem, eu quero fazer amor com você, quero mesmo, e quero muito. — Ele disse beijando o pescoço dela.

–Você pode fazer o que quiser comigo.

Foi só ela disser isso que a blusa de Percy foi parar em algum canto do quarto. Ela também pensou rápido e tirou a sua blusa e sentiu o abraço apertado dele. Enquanto ele beijava a parte descoberta dos seios dela pelo o sutiã, ela sentia a ereção dele. Fazer sexo nunca tinha sido assim, tão prazeroso e de certa forma tão carinhoso.

Ela viu a cicatriz em cima do olho direito dele.

–Percy, o que é essa cicatriz em cima do seu olho?

–Ganhei no dia do acidente com meus pais. Frank disse que ela significa o quanto eu sou forte por ter sido o único a sobreviver naquele acidente. Mas eu tenho certeza que você não vai querer entrar nesse assunto agora. Presente erótico lembra?

Ele tentou tirar o sutiã dela mas não conseguiu. Ela soltou uma risadinha enquanto fazia o trabalho para ele. Ele a deitou na cama e começou a beijar seus seios. Ela tentava controlar os gemidos com o prazer que ele estava a proporcionando.

"É , um cara cego sabe fazer sexo muito melhor do que todos os outros cara que já dormi na vida e que tinham visão perfeita." Pensou ela.

Ele tirou a calça dela e logo em seguida a dele também, revelando uma cueca box azul marinho pequena pra tanta excitação. Ele percorreu todo o trajeto dos seios de Annabeth até o seu ventre. Ela arranhava tanto as costas dele que tinha quase certeza de que teria marcas ali pela manhã. Ele retirou a última peça de roupa dela e a dele também.

–Sabe Annie, eu poderia fazer várias coisas com você essa noite. Mas estou me controlando pra parecer romântico, sabe? — Ele disse rindo e fazendo ela rir também.

Ele se beijaram por mais alguns minutos até Percy penetra-la. Era uma sensação maravilhosa aquela, para ambos. Seus corpos suados, suas testas coladas e o prazer circulando pelos os seus corpos. Eles entraram em uma dança sincronizada enquanto Percy distribuía beijos pelo o pescoço dela, e ela beijava o seu ombro enquanto continuava a lhe arranhar as costas.

Aquilo era uma forma tão simples e singela de fazer sexo, que Annabeth se sentiu pela primeira vez na vida, amada e não usada, apesar de que a palavra amor não tivesse sido usada por nenhum dos dois ainda.

Os ritmos amentaram e a dança entre eles deixou de ser algo delicado e adotou um estilo mais rebelde. Os olhos de Percy estava alinhados com os de Annabeth. O verde mar no cinza tempestade escuro de excitação. O cruzamento de olhares de quem podia ver tudo e o de quem apenas podia sentir tudo.

Chegaram juntos ao que parecia ser o paraíso, o seu ápice. Percy ficou por um tempo ainda em cima dela, de olhos fechados, apreciando seus corações voltarem as batimentos normais. Ele saiu de dentro dela e se deitou ao seu lado.

Annabeth descansou a cabeça em cima do peito dele, sentindo os pelos dali. Ela pensou que daqui a poucas horas eles teriam que sair da cidade para que não fossem achados e mortos por Billy. Pensou que o único homem que demostrou carinho por ela, poderia rejeita-la e expulsa-la de sua vida para sempre. Percebeu que aquilo era muito mais do que paixão e tinha medo do que estava sentindo dentro dela.

Sem perceber ela estava chorando, decidiu alinhar seu corpo ainda mais com o dele para que pela última vez sentisse o calor de alguém que tinha descoberto a poucos segundos que amava.

Percy percebeu os soluços e o choro dela contra o seu peito. Também percebeu que aquele momento não era pra fazer perguntas. Ele a abraçou e beijou-lhe a testa. Depois de alguns estantes ela parou de chorar e ele percebeu que ela tinha adormecido.

Decidiu acompanha-la e dormir também. Teve a primeira noite tranquila e feliz em anos.

Dormiu um sono sem sonhos e muito menos pesadelos.

Notas finais
Because all of me, loves all of you ... O amor é algo complicado, mas que é tão bom quando se é sentido em grandes escalas. Espero que tenham gostado. Capítulo que vem, mais algumas reviravoltas na história. Beijos :)