Blind
2 "Playboy despreocupado"
Notas iniciais
–Bom dia, senhorita Mclean. — disse Percy ajeitando os óculos escuros enquanto cumprimentava sua secretária. — Quando você vai lagar o sem sal do meu primo e aceitar sair comigo?
–Percy, somos amigos de infância, sairmos não é uma hipótese. -respondeu Piper.
–Ah tudo bem. Eu acho você ridícula mesmo.
–Você é cego, seu idiota.
–Pra você ver; se eu que sou cego te acho ridícula, imagina quem olha pra essa sua face deformada.
–Percy, cale a boca e assine essa papelada, que precisa ser entregue hoje. -Piper encerrou a conversa lhe entregando uma pilha de papeis.
–Ta ok. Mulherzinha mal encarada ... — Murmurou Percy saindo da sala de recepção com a papelada em uma mão e sua bengala em outra.
Percy e Piper eram amigos desde de que ambos tinham 10 anos. Piper era um tipica descendente cheeroke, com os cabelos castanhos e olhos que mudavam de cor constantemente. Era linda aos olhos dos caras que quando a viam passar viravam o pescoço pra olhar. Ela havia se mudado para uma casa humilde com o pai. Sua casa ficava ao lado da mansão Jackson. Depois que Percy e ela se conheceram, viraram amigos imseparáveis. Assim que a garota terminou o colegial e precisou de um emprego pra bancar a faculdade, Percy ofereceu um cargo como sua secretária. Recentemente ela tinha se tornado namorada do primo de Perseu, Jason Grace. Os dois eram um dos poucos, mas fieis amigos do jovem cheio da grana.
Chegando a porta de sua sala, Perseu cumprimentou seu segurança particular:
–Sebastian, como vai?
–Bem, senhor Jackson. — respondeu o homem de 2,05 cm de altura, terno preto e uma ambitual (mas nada pessoal) cara de mal.
–E seu namorado?. — O lado brincalhão do rapaz estava a flor da pele hoje.
–Senhor, ele é meu amigo. Se divorciou, não tem outro lugar pra ficar e esta hospedado na minha casa.
–Ah claro. Um amigo que dorme na sua cama, usa suas cuecas e faz coisas indevidas com você que eu prefiro nem comentar. — A essa altura Perseu já estava gargalhando da cara vermelha de seu segurança.
–Senhor Jackson, com todo o respeito, vá se ferrar!
"Ele definitivamente é gay" pensou Percy.
–Olha Bash, eu não tenho nada contra isso, sai do armário de vez.
–Senhor Jackson, se não quiser levar um soco as nove da manhã ...
De repente o sorriso brincalhão de Percy sumiu.
–Xiuuu. Bash, tem alguém na minha sala.
–Como o senhor sabe?
–Bash, vc já ouviu falar da audição aguçada dos cegos? Pois bem, tem alguém na minha sala e acabou de girar a minha cadeira como se fosse o chefão, ninguém faz essa merda no meu território a não ser eu. Não me impeça Bash, vou enfiar essa bengala de cego guela abaixo desse desgraçado.
–Senhor Jackson, espere. É o seu...
A essa altura Percy já tinha entrado arrombando as portas de seu escritório.
–Que idiota entrou na minha sala? — disse aos berros loga após entrar.
–Filho! Como vai? Bash me deixou entrar para te fazer uma surpresa. — disse o visitante inesperado sentado na cadeira.
Aquele era Walter Müller, o melhor amigo dos Jackson desde que Sally e Poseidon eram do colegial. Quando os pais de Percy morreram, o testamento dizia que Walter deveria criar o menino como seu filho. E desde de que aceitou a missão de se tornar tutor de Percy, ele o chamava de filho e o garoto o considerava um pai. Isso até ele sumir e levar a sua parte financeira pela tutela de 10 anos, quando o garoto completou a maior idade.
Percy foi o primeiro a se pronunciar depois do silencio da surpresa de se verem:
–Walter? Seu desgraçado, você sumiu desde de que eu fiz 18!
–Sim, me desculpe. Deveria ter mandado notícias. -respondeu Walter.
–Deveria mesmo. Mas a questão é: o que você está fazendo aqui?
–Percy, eu finalmente descobri o que aconteceu no dia do acidente com seus pais.
Um nó se formou na garganta do rapaz. Nunca era fácil falar das pessoas que mais amava e que tinha sido tiradas de sua vida de uma forma tão dura.
–Fale logo antes que eu comece a te cobrir de porradas por ter sumido.
–Pois bem, vamos as revelações então. Sente-se.
Perseu se sentou (na sua cadeira) e ficou atento a narrativa de Walter:
– "Quando seu pai abriu seu primeiro estabelecimento, eu e Billy Adams fomos seus socios. Eramos amigos e jovens. Quando o sucesso do restaurante veio a tona, seu pai e eu decidimos expandir os negócios e imigrar para áreas da tecnologia e da comunicação. Billy fiocu com medo de investir e perder tudo. Seu pai e eu pegamos nossa parte financeira então, e rompemos a sociedade com Billy, mas continuamos amigos. Billy ficou com o restaurante para administra-lo da forma que quisesse. Eu e seu pai ficamos ricos com os investimento, mas o restaurante de Billy faliu. Motivado pela inveja, Billy tentou nos processar e tirar nosos bens, alegando que fora ele que tinha dado a ideia inicial dos investimentos. Nós provamos que ele não tinha nada a ver com a CEO Jackson. Desde daquele dia então, Billy jurou nos matar.
Então, no dia do seu aniversário de 8 anos, ele mandou uns capangas cortarem os fios do freio do carro de seu pai. O alvo principal era Poseidon, por ser bem sucedido, inteligente e o motivo da inveja dele. Ele consegui matar seus pais, mas você por um milagre sobreviveu. Hoje o alvo dele é você e sua fortuna. Billy alega que tudo o que você tem é direito dele."
Depois de um tempo Percy quebrou o silencio:
–Walter, e daí? Você acha que depois de sumir por tanto tempo levando parte de minha fortuna, você pode chegar aqui contar uma histórinha torta e voltar a ser meu amigo como era antes?
–Percy, deixe de ser esse moleque que você é, eu apenas sumi porque estava sabendo de alguém querendo prejudicar sua segurança. E no tempo que fiquei fora eu ouvi sobre as suas farras nos finais de semana, sobre o quanto você se tornou um playboy presunçoso.
–Cara, fala sério. Eu aprendi muita coisa sozinho nesse mundo. Não preciso da sua pena ou proteção, não sou uma deficiente dependente de você e de ninguém.
–Me escute, Billy Adams se tornou um traficante renomado nas periferias nova iorquinas. Tem bandidos e vadias espalhados por toda a cidade ao comando dele.
–Walter, me faz um favor? Vá embora, suma da minha vida de preferencia.
–Filho esse homem vai chegar até você por meios que você nem imagina. Escute o conselho de alguém que te ama e se preocupa com você.
–Suma daqui Walter, não preciso de pessoas que dizer me amar mas abandonam quando terminam o serviço e tem toda a grana na mão. Eu não preciso de mais uma pessoa que apenas se aproxima pelo meu dinheiro ou pena por eu ser cego. — a voz de Perseu tremia de raiva. — SEBASTIAN, TIRE ESSE VELHO DAQUI AGORA!
Sebastian entrou na sala como um furacão, murmurou um "desculpe" ao agarrar o braço de Walter e arrasta-lo para fora da sala. Perseu não queria mais conversa de uma cara falso como Walter. Afinal se um traficante insignificante queria treta com ele, o dono de um império, o desgraçado ia ter.
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