Blind

19 "Negociando com Gângsters - Parte I"


Notas iniciais
Pessoas, eu sei que demorei. Aconteceu alguns que me impossibilitaram de postar. Não vou ficar listando o que aconteceu aqui, mas me perdoem. E ah, revisando os dois capítulos anteriores, eu peço desculpas pelos erros de português. Acho muito feio escrever errado, perdão novamente :) Depois das minhas lamentações rs .... Aproveitem.

Aqueles dias tinham sido simplesmente maravilhosos. Annabeth nunca tinha se sentido tão feliz em toda a sua vida como naqueles dois meses que estava morando em Miami. Ela tinha conseguido um emprego numa construtora, ela desenhava plantas de cômodos de pequenos apartamentos. Aquele era um trabalho perfeito e não exigia muito dela, apenas que ela desenhasse os projetos, fizesse os cálculos em relação ao espaço do lugar e que mostrasse os projetos para os clientes. Era um trabalho perfeito, mesmo pra ela que não tinha se formado ainda, e além disso ela apenas trabalhava cinco horas por dia o que era simplesmente uma dádiva.

Era divertido morar com amigos em uma mansão que ficava bem próximo da praia, também fascinante como em Miami nunca parecia fazer frio. Mas o melhor de tudo era estar com alguém que você ama de verdade. Morar com Percy era no mínimo interessante, e no máximo a melhor coisa que se pode acontecer com uma garota.

Todas as manhã que ela acordava ele estava lá do lado dela e isso era o que a fazia sorrir o dia inteiro. Eles se divertiam juntos muitas vezes até quando estavam sem fazer nada. Ele era tinha uma senso de humor irônico que a fazia sorrir, o abraço dele era a melhor coisa do mundo, até mesmo o seu cheiro de maresia era cativante. Isso sem falar em como era mágico fazer amor com ele, nunca ficava entediante e sempre tinha algo novo.

Annabeth pensava nessas coisas enquanto andava na rua caminhando para chegar em casa, ela estava sorrindo como uma louca e nem tinha percebido. Deu um boa tarde para o porteiro e entrou dentro da casa.

Ficou surpresa ao ver Percy deitado como um morto no sofá. Viu também que ele estava dormindo, mas como tinha uma audição afiada, logo abriu os olhos.

–Quem é? -perguntou ele procurando com o olhar a direção aonde Annabeth estava.

–Sou eu. -respondeu ela. Ele sorriu ao reconhecer a voz dela.

Ela andou até o sofá. Percy continuou deitado e Annabeth se deitou por cima dele.

–Você chegou cedo. -disse ela enquanto bagunçava o cabelo dele.

–Não tive muito trabalho já que passei a noite inteira trabalho. — Alguns dos sócios mal intencionados dele estavam arranjando problemas, então ele passou a noite inteira fazendo telefonemas e tentando resolver. Por causa disso estava com os olhos vermelhos de cansaço. -Mas consegui resolver tudo, ao que parece o que estava ocasionando tudo aquilo era a secretária de Thomas, aquele cara enjoado com quem eu sou obrigado a negociar em Chicago, tinha dado uma informação errada a ele e ele ficou irritado pensando que eu tinha cortado as verbas da sua cooperadora. Enfim, não quero falar sobre isso. Como foi o seu dia?

Annabeth sabia que toda vez que ele perguntava isso ela começava a falar compulsivamente, mesmo sabendo que poderia ser massante para ele ter que ouvir um monte de coisas, ela não se controlou e desatou a falar. Disse que seu novo desenho tinha sido elogiado por todos e que um apartamento que ela desenhara para um casal rico já estava ficando pronto e muito bonito também, por sinal. Quando terminou de falar, percebeu que Percy tinha voltado a dormir. Ela o catucou e ele abriu os olhos de novo.

–Eu estava ouvindo, amor. Só tinha fechado os olhos pra descansar as pálpebras. -Ele disse dando aquele sorriso zombeteiro.

–Deixa de ser cara de pau, eu vi que você tava dormindo.

–Você sabe que eu te amo, não é?

–Não mete essa. — Ela respondeu parecendo brava, mas logo não resistiu ao sorriso dele e o beijou.

–Eu só estou muito cansado. Você se importaria se fosse dormir?

–Claro que não, pode ir.

Percy sorriu em gratidão e se levantou. Annabeth se sentou no sofá e ligou a televisão, mas percebeu que Percy ainda estava ali, parado ao lado do sofá.
Como fazia pouco tempo que Percy estava naquela casa, ele ainda não havia memorizado a onde ficava as coisas. Ele não gostava de pedir ajuda a ninguém, é claro. Se sentia um completo inútil quando admitia que não conseguia se guiar sozinho. Mas Annabeth logo percebeu isso e criou um sistema de comunicação que sempre o ajudava a se guiar ao andar por aquela casa enorme.

–Frente, frente, frente, direita. Escada, direita, terceira porta a ...

–Direita de novo. -Percy completou.

As vezes era engraçado ver ele seguindo a risca essas instruções. Annabeth não riu mas mesmo assim acompanhou com o olhar ele fazendo o trajeto. Andou igual a um soldado que respeita a risca a marcha ditada por um general.

Ele logo fugiu do seu campo de visão ao subir as escadas para ir para o quarto. Annabeth abaixou o volume da televisão, não sabia dizer se Percy poderia ouvir lá de cima, mas como não queria incomoda-lo deixou o volume bem baixinho.
Ficou vendo um programa sem noção em que as pessoas tinham que perder para ganhar. O apresentador perguntava algo absurdamente fácil para uma pessoa e então essa pessoa escolhia alguém na plateia para responder, se a pessoa respondesse certo o participante não ganhava o dinheiro, mas se a pessoa da plateia respondesse errado, o participante saia do programa feliz da vida com o dinheiro em mãos. Era um programa divertido, apesar de Annabeth nunca ter visto antes.

Ela ouviu um barulho vindo a porta e logo viu alguém entrando também.

–Olá, Walter. — cumprimentou Annabeth.

–Olá, senhorita Chase. -ele respondeu com um sorriso simpático.

–Já te disse que pode me chamar só de Annabeth, não disse?

–Sou um homem a moda antiga, me desculpe.
Ele sorriu pra ela, mas logo percebeu um traço de preocupação no rosto dele. Walter constantemente dizia que estava tudo bem e que Billy aparecia ter desistido de caça-los. Por isso ela quase nunca se preocupava em ouvir alguma noticia ruim vinda dele.

–Bem, senhorita Chase, o FBI e a polícia nacional entraram em um acordo sobre você. -Ele continuou a fitando e então fechou os olhos e suspirou. -Você vai ter que ser presa pela as suas 12 passagens criminais na polícia.

–Eu já sabia! Vocês estavam demorando demais para me enfiar na cadeia. -Annabeth se levantou, não estava brava, mas sim aliviada que um bando de policias não apareceram para algema-la e lava-la para a cadeia. — Tudo bem, pode me levar. Eu tenho que pagar pelos meus crimes, você sabe que tenho.

–Ah por favor, Annabeth. -Walter disse em um tom irritado, para a surpresa dela. -Você pegaria no mínimo 30 anos no xadrez. Você ficou duas semanas em coma e Percy virou um Alcoólatra, imagine se ficasse 30 anos longe de você, provavelmente viraria um morador de rua! Não, eu não poderia fazer isso com ele, apesar de você merecer ser presa. Vamos, sente-se aí, tenho que te explicar umas coisas.

–Tudo bem. -Annabeth se sentou e ficou surpresa pelo tom adotado por Walter, afinal ele era sempre muito gentil e quase nunca era tão direto assim, explicando algo como se a outra pessoa que o ouvisse fosse idiota.

Então Annabeth viu todo o motivo daquela hostilidade. Leo Valdez entrava pela sala com um sorriso galanteador no rosto. Fazia duas semanas que Ele e Calipso tinham assumido o namoro e Walter não tinha gostado nem um pouco da "sua garotinha" estar namorando o cara mais inconsequente da face da terra. Pelo o que Annabeth sabia, Leo e Calipso tinham alugado um chalé em frente a praia do outro lado de Miami e estavam por lá aproveitando um tempo juntos. Walter tinha odiado, é claro. Annabeth e Percy sempre riam escondido dele quando o viam bufando de raiva e dizendo que lamentava o coração da sua filha ter sido sequestrado por aquele perrapado do Valdez. Walter provavelmente tinha o tirado dos seus três dias perfeitos para realizar algum favor para ele.

–Como vai a conversa, sogrinho? Annabeth. -Leo balançou a cabeça para cumprimenta-la e abriu o mesmo sorriso zombateiro, o mesmo que Percy também dava de vez em quando, para o sogro.

–Vai bem, Valdez. -Disse Walter. -Por favor, você poderia explicar a senhorita Chase o que ela tem que fazer para não ser presa?

–Claro que sim sogrinho, ainda mais com o senhor pedindo por favor assim. -Leo sorriu mais uma vez para Walter, que a essa altura já estava vermelho de raiva. -Bem, Annabeth querida, você sabe o que dizem: Ladrão que rouba ladrão tem sem anos de perdão. Você fez merda, é claro. Mas o que você tem de fazer agora é: Prestar serviços ao FBI, ferrar com a vida de um criminoso e dar um jeito de coloca-lo na cadeia. Resumindo, você vai ter que acabar com a vida de Adams.

–Valdez ... -Walter disse quase se levantando para mata-lo.

–Sim, sogro querido?

–Você não explicou droga nenhuma.

–Ah me desculpe. Eu não sou bom nisso. Explico o senhor mesmo.

Annabeth olhou de um para o outro. Leo com aquele sorriso idiota e Walter com uma expressão tão seria que parecia preste a pegar uma arma e assinar o seu genro na frente dela. Seria uma situação cômica, se a liberdade dela não estivesse em risco.

–Tudo bem, senhorita Chase. -Walter começou a dizer. — Existe um Gângster aqui em Miami que é o único que ainda sustenta os negócios de Adams. Ele é quem traz todas as drogas da Colômbia, o país produtor da cocaína. Ele cortou um pouco da mercadoria que dava para Billy porque ele não estava pagando regularmente como antes. Mas ainda assim, ele ainda vende alumas poucas drogas a Adams.

Walter empurrou uma foto de uma cara negro, bonito, om os dois braços tatuados e com uma fisionomia que Annabeth conhecia bem.

–Puta que Pariu! — gritou Annabeth, soltando um palavrão. Algo que ela não dizia a muito tempo.

– "Não fale palavrão, é uma coisa completamente vulgar." -disse Leo com uma imitação ridícula da voz dela.

–Fique quieto, Valdez. Você o conhece, Annabeth? -perguntou Walter.

–Claro que sim. O nome dele é Phillip Collins, estudou comigo na periferia de Nova Iorque. A família dele era muito pobre, então ele entrou para o crime. Quando virou um bandido famoso entre as gangues, Billy me mandou convence-lo a sair de Nova Iorque e ir para outro estado do país. As vendas de Phill estavam desestabilizando as de Billy, e ele estava comecando a perder o respeito dos traficantes de NY por causa da grande influencia de Phill.

–E me deixe adivinhar -Leo começou a dizer. — Você usou essa sua beleza estonteante para convence-lo e teve que dormir com ele?

–Não, mas é claro que não. Eu não dormi com ele pra convence-lo a nada, consegui fazer isso sem precisar usar o meu corpo. -Annabeth suspirou e completou o que estava dizendo: -Mas eu dormi com ele mesmo assim, ele era bonito e eu era burra o suficiente para dormir com um cara só por esse motivo.

Annabeth e Leo se calaram. Apesar de se conhecerem a pouco tempo, eram amigos de verdade e Leo sabia que não era fácil tocar em assuntos do passado dela. Mas Walter estava impaciente e disse:

–Annabeth, querida, eu sei que é não é fácil ter de te obrigar a fazer isso, mas você tem que conversar com Phill e convence-lo mais uma vez.

–Não vou transar com ele, se é o que você que dizer!

–Não, mas é claro que não é isso. O FBI vai estar lá para te ajudar. O plano é o seguinte:

"Hoje o Big Phil, que é como os caras daqui o chamam, vai dar uma festa para comemorar os lucros e pras pessoas usarem drogas e fazerem sexo. Vai ter todo o tipo de gente reunida, dos mais decentes aos mais depravados. Vai acontecer na boate Make Fire às 22h. O dinheiro que Billy costuma investir nas drogas de Phill está estimado em 650 mil por ano, muito pouco pra quem chegava a fazer um milhão. E é nisso que você entra: Vai ter que conversar com Phill e explicar a ele que daqui a poucos dias Billy será preso. Se quiser você pode revelar que está fazendo alguns trabalhos para policia investigativa, mas não deixe ele saber que na verdade está trabalhando para o FBI. Você vai entregar a ele uma mala com 650 mil dólares e vai dizer que em troca do dinheiro ele tem que cortar todo o trafico que ainda faz com Adams, fazendo assim com que todas as rotas de tráficos dele acabem. Deixe claro que ninguém vai prende-lo, afinal não é objetivo da polícia acabam com o trafico dele, ele não é um criminoso agressivo e a única coisa que faz é vender drogas pra playboys. É a única coisa que você tem que fazer."

–Quem vai me ajudar a fazer isso? -perguntou Annabeth ainda processando o que ele tinha acabado de dizer.

–Valdez vai com você. Ele é bom com eletrônicos e vai saber abrir qualquer fechadura de qualquer tipo, sem falar que é ótimo em trabalhar com esses comunicadores — Walter tirou um pequeno fone de ouvido do bolso e mostrou a Annabeth. Aquele provavelmente deveria ser o tal comunicador. — E precisamos dele pra invadir qualquer computador ou celular que encontrarem na festa. Talvez em algum deles possa ter algum informação sobre o paradeiro de Billy.

–Meu Deus, eu fiquei até emocionado com tantos elogios, sogrinho. -Leo estava fingindo que chorar de emoção.

–Percy vai também? -Essa era a pergunta que ela queria fazer desdo começo.

–Sim. -respondeu Walter.

–Por que?

–Porque ele é o melhor lutador que já vi. Ele fazia box quando era adolescente. Sempre achou que eu nunca tinha descoberto, mas todas as vezes que ele lutava em alguma competição da academia de onde ele treinava, eu sempre estava lá, torcendo pela vitória dele. -Walter tinha um sorriso orgulhoso no rosto. -Ele vai saber defende-los caso alguma briga se inicie.

–E se ele não der conta? -Aquele ideia de ter Percy a defendendo parecia um pouco absurda.

–Se ele não der conta, vai ter uma equipe lá fora preparada para ajuda-los.

–Bem ... — Leo começou a dizer. -Alguém precisava avisar a ele, não é? Então, quem vai ser?

Annabeth estava preste a dizer que poderia ser ela, quando uma voz grave vinda da escada disse:

–Ninguém. -Percy estava de braços cruzados parado no final da escada. Ele sorriu e disse: -Talvez vocês precisem do melhor lutador de box do mundo. E ah, quando se tem um cara cego e com uma ótima audição morando na casa, tentem ter conversas confidencias um pouco mais baixo. Eu acordei quando a minha namorada politicamente correta gritou um palavrão.

Annabeth corou enquanto todos os homens na sala riam dela.

[...]

Eles estava agora dentro de uma van com mais um cinco agentes do FBI. Estavam na esquina da boate Make Fire e o som da festa podia ser ouvido mesmo dali. Não estavam disfarçados, segundo Walter não precisavam de disfarces, os integrantes da festa se drogariam tanto que nem se lembrariam do que aconteceu no dia seguinte.

Percy estava preocupado. Não sabiam o que ia acontecer com eles, mas precisava fazer isso pela liberdade de Annabeth. Eles colocaram os comunicadores e ouviram com atenção todas as instruções de como proceder caso alguma coisa desse errado. A mão de Annabeth tremia enquanto segurava a dele.

–Está com algum problema? -perguntou Percy a ela.

–Você vai conhecer parte do meu passado hoje. Isso não é bom. -Ela estava um pouco ofegante.

–Não precisa se preocupar. Vai dar tudo certo. -Ele deu um beijo no rosto dela, como sempre fazia quando queria tranquiliza-la.

Percy ouviu a porta da van ser aberta. Agora não tinha mais volta eles estavam mesmo indo até lá.

Annabeth ainda segurava a mão dele. Ele tinha medo de bancar o idiota e acabar se perdendo no meio de um monte de gente e toda aquela barulheira. Leo disse que ele não precisava se preocupar, era pra isso que serviam os comunicadores.

–Olhem só que estranho. Não tem fila na entrada da boate, provavelmente só entraram os vips. -disse Leo.

–Menos mal, assim é mais fácil pra gente entrar lá. -falou Annabeth.

Ele deram mais alguns passos e então pararam. Percy percebeu que eles tinham chegado a porta da boate. Uma voz desconhecida disse:

–Boa noite, senhores. Podem me dizer seus nomes para verificar se estão na lista de convidados? -Aquela voz deveria ser a do segurança do local.

Percy sentiu a respiração de Annabeth no seu ouvido. Ela sussurrou bem baixinho:

–Agora!
Ele deu um gancho de direita no segurança. Sentiu uma dor intensa na junta dos dedos, o cara provavelmente era do tamanho de um armário. Percy não sabia em que direção ele estava, mas mesmo assim o acertou em cheio. Era o tal extinto animal que seu antigo treinar dizia que ele tinha. Walter tinha razão em querê-lo na missão para ajudar Annabeth.

–Tudo bem, crianças. Agora é a vez do papai aqui. -disse Leo.

Leo tirou um cabo USB do bolso e conectou com a fechadura eletrônica da porta da boate com o um parelho que estava na sua mão. Digitou alguns códigos simples e em menos de um minuto tinha conseguido destrancar a porta do local.

Era tudo muito fácil pra ele.

Percy sentiu seus ouvidos serem invadidos pela música alta da festa. Aquela barulheira toda o irritava. Era um dos motivos pelo qual sempre saia mais cedo das festas que ia com Leo quando os dois ainda estavam solteiros. Annabeth segurou a sua mão com mais força e o guiou andando a passos rápidos para dentro de toda aquela zona.

Ele ouviu algumas risadinhas femininas em volta dele. Annabeth não estava mais segurando a sua mão, ele deduziu que estava perdido, mas não entrou em pânico, alguma hora ela ia voltar para procura-lo. Ele ouviu as risadinhas ficarem mais altas e mais próximas.

–Olhem só pra esse cara, meninas. -disse uma voz feminina do lado dele. -Alto, moreno e forte. Donde você veio, gato?

–Nova York. -Percy não sabia o que dizer, então simplesmente respondeu a pergunta.

–Meu Deus, olhe só pra você. Você é lindo. -disse outra garota.

Percy sentiu as garotas passando a mão no seu corpo e uma deles chegou até a levantar a sua blusa.

–Olha só garotas, eu adoraria conversar mais com vocês, mas a minha namorada esta me esperando logo ali.

–Ah esqueça a sua namorada . -disse a garota que parecia ser a líder do grupo. Ela com certeza estava bêbada. -Vem cá, garotão. Tire esses óculos escuros e olhe pra nós três queimando desejo por você.

Percy ia começar a dizer que estava ocupado demais procurando sua namorada pra fazer isso, mas então a voz de uma Annabeth completamente furiosa falou por ele.

–Sumam daqui suas vadias!

–Olha aqui garota, quem é você pra falar assim com a gente? -perguntou uma das meninas.

–Eu sou a namorada dele, sua piranha. E é melhor você três saírem logo de perto dele. Se não eu vou pegar essa droga dessa sua garrafa de vodka na sua mão e vou bater com ela na sua cara e na das suas amiguinhas aí.

–Eu ein, estressadinha! -disse a líder das garotas.

Elas saíram gritando alguns palavrões para Annabeth, mas com certeza tinham ficado com medo da ameaça dela e sairam depressa de lá.

–Aonde você e Leo estavam? -perguntou Percy.

–Consegui encontrar Phill. Um segurança dele disse que vai nós levar até ele para ele falar com a gente. E Leo está tentando acessar os dados do computador do DJ.

–O Dj pode ter alguma informação sobre Billy?

–Não, mas como Leo achou que eu não precisaria dele para conversar com Phill, foi roubar algumas músicas do cara.

Percy deu uma gargalhada, seu amigo era um imbecil mesmo.

–Aí garota, Phill está esperando vocês. -Aquela, deduziu Percy, deveria ser a voz de outro segurança do local.

Eles andaram até os fundos da boate. Mas quando Percy se deu conta eles estavam na verdade do lado de fora da boate e ele podia sentir o brisa tranquila da noite. Tinham saído por uma saída de emergência no fim da boate. A voz grave do segurança disse:

–Phill, desculpa interromper o seu julgamento aí, mas tem uma moça loira aqui que diz que o conhece e que tem um assunto muito importante para tratar com o senhor.

Percy ouvia um homem sendo espancado. Ele gritava e dizia sem parar que não tinha feito nada demais. De repente os caras que batiam no homem pararam.

–O que foi, Bob? Mas que merda! Não está vendo que estou tentando matar esse desgraçado? -respondeu o cara que deveria ser o tal de Phill.

– Des -desculpe senhor — o homem gaguejou. — Tem uma mulher aqui que diz que o conhece e que quer falar com você.

–Dane-se essa mulher, deve ser uma daquelas piranhas da festa ...

–Não, Phill. Eu não uma daquelas piranhas da festa. -disse Annabeth
De repente, fez um silêncio desconfortável entre todos. Provavelmente Phill estava de costas para Annabeth e Percy, ocupado demais espancando o homem gemendo de dor no chão. Mas quando se virou tudo o que ele estava dizendo parece morrer no mesmo instante.

–Meu Deus, é você mesmo? -perguntou Phill.

–Sim, Phill. Sou eu, Annabeth Chase. -respondeu ela.

Notas finais
Fiz a revisão do capítulo duas vezes, se tiver erros de português: Fuck It, I tried. Beijos, pessoas, amo vocês! Comentem aqui em baixo, já é?