Blind

17 "La amour -Parte I"


Notas iniciais
Demorei muito, não foi? Pois é, fiquei sem internet por quase três dias. Então me desculpem. Em compensação temos dois capítulos pra hoje. Aeeeee o/ Aproveitem esse aí e mais tarde eu posto o próximo. =)

Percy sentia Annabeth guia-lo até a piscina. Ela ia um pouco na frente enquanto o puxava segurando a mão dele, não estava com pressa pelo visto, porque andava muito devagar. Ele não tinha a minima vontade de fazer nada naquela piscina, havia achado a brincadeira de Piper muito idiota, mas como era Annabeth que o puxava, ele achou melhor não expor seus pensamentos e continuar indo.

Ela parou e ele pode ouvir ela se sentando, procurou uma das cadeiras que tinham perto da piscina e se sentou também.

–Eu acho que não deveríamos ter deixado Leo e Calipso lá sozinhos. Ele está afim dele, é obvio, mas acho que não é forma certa de ajuda-lo. -disse Annabeth.

–Eu também acho, mas pra falar a verdade eu acho que Piper já estava bêbada quando propôs essa brincadeira, do contrário nunca aceitaria ter ido pra garagem. Todos nós estávamos um pouco. -Percy respondeu dizendo algo que era sincero, afinal todos eles estavam se entupindo de vinho a aquela altura da brincadeira. Mas Piper, é claro, era que mais estava "louca", por assim dizer.

–Você tem razão . -Annabeth riu um pouco antes de complementar o que estava dizendo. — Percy, precisamos conversar.

Ele percebeu que o tom de voz dela tinha adotado uma tonalidade séria. Ele também se lembrou de que quando uma mulher falava "precisamos conversar" era porque ela iria terminar o namoro, ele torceu para que não fosse isso. Ela arrastou a sua cadeira para mais perto dele, de modo que ficassem lado a lado. Quando ela já estava próxima, segurou a mão dele e suspirou antes de começar a falar.

–Você vai voltar a trabalhar na segunda, não é? -perguntou ela.

–Sim, depois de amanhã. -ele respondeu.

–Então, eu acho que eu deveria arranjar um emprego também. Não quero depender de você, não somos casados nem nada, você não tem que ficar me sustentando.

Percy sabia a onde essa conversa iria chegar e sabia que Annabeth era assim mesmo. Era independente, não precisava de ninguém pra concluir seus objetivos. E era por causa de coisas assim que Percy a admirava ainda mais.

–Tudo bem, você pode fazer o que quiser. -respondeu ele sorrindo pra ela.

–Que bom, mas eu gostaria de dizer outra coisa. -Ela suspirou profundo mais uma vez antes de falar. -Eu vou ter que voltar para São Francisco, tenho que terminar a faculdade.

Percy ficou calado por um momento, ele sabia que mais cedo ou mais tarde ela iria ter que voltar para a faculdade. No entanto eles ainda corriam perigo e precisavam ficar em Miami até que toda aquela situação se resolvesse.

–Vamos ter tempo pra pensar nisso depois, meu amor. Agora temos que ficar aqui em Miami e resolver essa problema com aquele traficante babaca. Mas pode ter certeza que vamos dar um jeito de resolver isso tudo. -Percy se inclinou e deu um beijou na testa dela.

–Acho que eu teria que viver três vida e fazer coisas grandiosas em todos elas somente pra merecer alguém como você.

Eles ficaram sentados e calados por alguns minutos. Percy pensou no que ela tinha dito, que não o merecia. Na opinião dele era justamente ao contrário, mesmo ela tendo tentado mata-lo a alguns meses atrás, ele sentia não merecia alguém que o fizesse sentir tão vivo como ela fazia.

Ele queria acabar com todo aquele cima monótono, tirou a blusa e a bermuda, ficando apenas de cueca box preta. Agarrou Annabeth, a segurou no colo e foi andando em direção a piscina. Ele pode ouvir ela disser:

–Não, não, não, não faça isso ... -E então a frase dela não por ser completada porque Percy já a havia jogado dentro da água junto com ele.

Depois de uma alguns segundo eles emergiram e Percy sentiu que estava ganhando um belos tapas no braço.

–Você tem mesmo que ser tão idiota? Caramba, não podia ter me avisado? agora eu estou com a droga da roupa toda encharcada. Como que eu vou entrar lá dentro sem molhar tudo? -Ela estava bufando de raiva enquanto ele morria de rir.

–Não tem problema, eu te empresto a minha blusa pra você entrar lá dentro. — Ele disse continuando a rir, mas logo depois parou. Percy a agarrou e a segurou nos braços. -Mas agora temos que deixar algumas coisas mais claras aqui.

–O que, por exemplo? -Perguntou ela não resistindo ao abraço dele.

Percy encostou a sua testa na dela e fechou os olhos. Ele não podia ve-la, mas quando estavam tão próximos assim ele sentia que poderia enxergar tudo inclusive a alma dela, que a proposito ele achava a coisa mais linda do mundo.

Então ele disse:

–Porque você nunca disse que me ama? -Ele suspirou e sentiu a respiração dela se unindo com a dele. -Nessas duas semanas que estivemos aqui, eu te disse várias vezes o quanto a amo. Mas você nunca me diz nada.

–Ah Percy ...

–Eu sei que é difícil pra você, mas nunca soube o porque.

–Você tem razão, eu nunca te contei nada sobre mim, não é? -Ela deu um sorriso de lado. -Bem, então vamos começar com a sessão terapia, doutor. Venha cá e escute tudo.

Eles foram até os degraus que tinham no começo da piscina, sentaram ali e Annabeth tentou em vão torcer a sua blusa e a calça até sacar. Percy teve que se controlar para não ficar excitado, afinal ela provavelmente deveria estar apenas de calcinha e sutiã.

Ela lhe contou sobre a sua mãe, disse que não tinha nenhuma lembrança dela porque ela morreu no parto. Falou sobre o câncer do pai também. Ele percebeu que em vários momentos ela teve de se segurar para não chorar, provavelmente nunca tinha contado tantos detalhes da sua vida pra ninguém.

–Quando meu pai estava nos estados terminais da doença, nós não tínhamos mais dinheiro pra pagar os remédios. Eu sempre ia pra rua e pedia dinheiro pras pessoas que passavam e a noite eu ia pegar os pratos de comidas que o serviço social de Nova Iorque oferecia. -Ela estava com a voz embargada mas mesmo assim continuou. -Meu pai me amava, eu sabia que ela me amava, mas o câncer o deixava fraco demais e ele não podia nem mesmo levantar pra arranjar um emprego e nos ajudar. Foi então que Billy apareceu e começou a pagar as despesas dos remédios, meu pai não gostava muito dele e disse pra eu ter cuidado com ele. Mas os remédios caros não adiantaram nada. Então eu perdi meu pai e agora perdi Billy também.

–Nossa, eu não imaginava que você passou por tudo isso. -disse Percy.

–A vida pode não ter sido fácil pra você, Percy, mas também não foi pra mim. -Ela completou.

Talvez Percy fosse muito egoísta a ponto de pensar que ninguém passava por problemas de mesma proporção que o dele. Uma menina que nunca conheceu a mãe, que teve que cuidar do pai e que passou a maior o parte da vida sendo criada por um criminoso; com certeza ele não imaginaria passar por coisas assim. Ele percebeu algo com isso também.

–E você tem medo de me perder, porque foi isso que aconteceu com todas as pessoas que você amou. -ele disse o que ele estava pensando.

–Isso mesmo. E eu não sou uma pessoa boa também, sabe? A vida inteira eu tentei encobrir meus sentimentos, eu não poderia fazer você se comprometer tanto assim comigo. As pessoas são ruins, Percy, foi isso o que eu vi e aprendi a minha vida inteira, até um tempo atrás eu não sabia se seria capaz de amar alguém.

–Mas e agora, você acha que com o tempo você pode amar alguém? Quero disser: "daquele outro jeito"?

Ela ficou quieta por um momento. Então disse:

–Não, não vou amar mais ninguém no futuro. -Ela se inclinou e disse as palavras bem perto dos lábios dele. — Porque eu já amo alguém agora. E ele é a pessoa mais incrível que eu já conheci.

–Bem, eu acho que você não precisa disser mais nada. -Ele sorriu e a beijou.

Foi um beijo calmo, mas cheio de luxuria. "Adeus ideia de não ceder a ridícula brincadeira de Piper e não fazer sexo na piscina", ele pensou. Ele a levou para o meio da piscina e aproveitou a proximidade de seus corpos. Desceu os beijos para o pescoço dela e ouviu ela gemer bem baixinho.

–Eu amo você. -falou Percy. -Não me interessa o tempo que leve pra você disser a mesma coisa, eu te amo e vou dizer isso agora e enquanto eu puder.

Ela o beijou com mais voracidade e deixou que ele tirasse o seu sutiã e o jogasse longe. Ele a encostou na parede da piscina e continuou a beijar os seios dela com vontade.

–Que fetiche ... -Ele disse se referindo aos peitos dela e sentiu que ela sorriu.

Não demorou muito para ele se livrar das ultimas peças de roupas deles dois. Ele não queria dar uma de romântico dessa vez, queria simplesmente se entregar ao prazer. E ela parecia igualmente apressada para senti-lo dentro dela.
Eles pararam por um instante com as caricias, Annabeth escondeu o rosto no pescoço dele fazendo com que seus lábios ficassem rente a orelha dele. Percy a empurrou e grudou as costas dela contra a parede da piscina, ela a penetrou e ela enlaçou as pernas na cintura dele.

Os movimentos eram forte e lentos por causa do atrito da água. Ela gemia e sussurrava coisas sem sentido no ouvido dele, a água caia do topo da cabeça dos dois e molhava seus rostos. Aquilo poderia ser os campos Elísios de tão bom que era.

Percy sentiu o interior de Annabeth o apertando, ela estava quase lá e ele também. Depois de um tempo eles chegaram juntos ao climáx. E Percy ouviu um "eu te amo" quase inalditivél sendo dito por ela. Ele saiu de dentro dela mas eles continuaram com os rostos colados.

–Percy ... -Ela disse em um sussurro.

–Sim?

–Eu nunca fiz isso antes. Quer dizer ... dentro d'água.

–Eu também não. É a minha primeira vez. -Ele disse dando um gargalhada e fazendo ela rir também.

–Quer tentar de novo? -ela perguntou.

Mas como sempre, não demorou muito para que eles fossem interrompidos e ouvissem um barulho de alarme dentro da casa.

–o que é isso? -perguntou Annabeth.

–Provavelmente são os extintores de incêndio do teto da casa sendo acionados. Ou Leo e Calipso estava fumando e deixaram a fumaça chegar aos extintores; ou eles estão mesmo num incêndio. -Percy respondeu com um semblante preocupado.

–Bem, nem Leo e nem Calipso fumam. -Aquilo só significava uma coisa — Mas que droga. Vamos!

Notas finais
Pra ninguém ficar em pânico, o motivo pelo qual os alarmes acionaram foi algo divertido. Não me ameacem de morte como em alguns capítulos atrás rs Daqui a pouco eu posto próximo e com um aviso muito importante! Beijos