Blessing or Curse?
23 23
Notas iniciais
ooi amorecos
Permaneço acordada assistindo a desenhos bobos que passavam na televisão, mas com meus pensamentos longes. O eclipse solar total será amanhã, e por alguma razão isso me incomoda. Um dos demônios tinha me tirado sangue hoje para aparentemente o grande plano de Crowley. Eu cozinhei, uma coisa que não fazia há muito tempo, e o estranho que os rapazes gostaram. Cas anda um pouco distante por conta de sua procura por Deus, até agora ninguém me explicou como que um anjo não sabe onde Ele possa estar. E por conta disso e por não saber como, ele não consegue me ajudar. Não que seja sua obrigação, mas eu gostaria muito de sua ajuda.
Reparo que Dean já está na cama, e seu sono parece profundo. Então desligo a televisão. Sorrateiramente saio da cama de Sam e vou para minha tentar dormir. Por mais que eu não quisesse adormecer, não demora muito para que aconteça. Logo sinto meus olhos se pesando e não resisto a fecha-los para descansa-los. Sinto um vento gelado soprando em meus cabelos, um frio que se gela até a alma. Abro os olhos e estou no que me parece uma estrada, numa escuridão repleta. Não há estrelas e nem lua, não há nada que ilumine a não ser por um poste no fim da estrada. Caminho até a luz, ouvindo somente o som de meus passos e de minha respiração abafada por causa do frio. Me encosto no poste, que tem uma placa informando o endereço. "Rua Bartolomeu Blake". Observo a paisagem a minha frente e percebo que tem um grande portão coberto por plantas e uma grande árvore em sua frente. Me aproximo e vejo que o portão está fácil de se entrar. Adentro e vejo um jardim abandonado, que antes deveria ser bonito, diferente daquele jardim daquele convento maluco, que estava feio e sempre pareceu ser feio. E logo a frente tem um casarão abandonado. A porta tem a maçaneta dourada em forma de cabeça de leão, um tanto exótico. A porta range se abrindo sozinha.–Olá...-digo, pois eu sou uma genia. Eu não sei por que eu digo coisas tão idiotas. Claro que se tiver alguém aqui ele não vai me responder. Ou vai? Claro que não né sua otária. Está esperando o que? Um lorde fantasma dizendo "Olá, bem vinda. Quer chá e doces?" Adentro o casarão até chegar no salão principal. É estranho, mas está muito bem limpo e muito arrumado. Parece aquelas salas que se davam festas a pessoas da alta sociedade, que bailavam em fantasias ou máscaras. Tem uma mesa ao canto do salão, que tem duas cadeiras viradas, e em meu ponto de vista vejo só o acosto delas. Mas ainda consigo ver que tem pessoas sentadas nelas. Me aproximo, sentindo um pouco angústia. Coloco aos mãos nas duas cadeiras e me preparo para vira-las de uma vez só. Eu não entendo o por que das pessoas que aqui estão sentadas não sentirem a minha presença e se virarem sozinhas. Eu não posso negar que estou com receio de ver quem são. Tudo bem...1, 2, 3 e já! As virei. Começo a gritar intensamente como se fosse cuspir meu coração. Muitas lágrimas, mais do que eu consiga contar, escorrem por meu rosto. Eu não consigo acreditar no que estou vendo. É Dean e Sam! Eles estão...mortos. Suas gargantas cortadas como a de meus pais. –NÃO! NÃO! NÃOOOO!!!–começo a berrar gastando todo meu fôlego. -ISSO NÃO PODE ESTAR ACONTECENDO. POR FAVOR ALGUÉM ME DIZ QUE ISSO NÃO É REAL. Vou recuando de costas desesperada, procurando algo para me encostar e reconquistar o equilíbrio. Me bato em algo, quero dizer alguém. Sinto que é alguém vestido com um casaco. Sobretudo! Isso. É o Castiel.–CAS! Graças aos Cé...-digo me virando. Quando olho para Cas começo a gritar novamente. Eu não acredito, até ele está morto. Com seu peito aberto e todo ensanguentado, minhas mãos ficaram todas sujas de seu sangue. Ele está pendurado com uma corrente, de modo que era para me assustar. -NÃO! QUEM FEZ ISSO? NÃO PODE SER!–continuo em desespero. –Ora...que fez isso foi você. -diz alguém com um sotaque. -Olá minha querida! -me viro e vejo Crowley entrando no salão. -Sentiu saudades? –SEU FILHO DE UMA PUTA DESGRAÇADO! FOI VOCÊ! EU DEVERIA TER IMAGINADO.–grito indo para cima dele. E por incrível que pareça ele cai no chão. Eu encho seu rosto de socos, fazendo seu nariz sangrar muito. Ele me empurra e eu caio para outro lado do salão.–Qual é! Você é mais esperta que isso. Para que partir para a ignorância? -ele diz limpando com seu lenço o sangue do nariz. -Continuando o que eu estava dizendo antes dessa selvageria... foi você que causou tudo isso.–Do que você está falando seu repugnante? -digo me levantando. -Para começar eu sou um amante, e não um guerreiro. -ele diz com um sorriso. -E você vai me fazer matá-los se não colaborar comigo. -ele se aproxima de mim, eu me seguro para não arrebentar esse seu traseiro. Eu tento não demonstrar minha confusão, mas como sempre eu falho. Não consigo entender do que ele está falando, por que eu vejo o Cas, o Dean e o Sam mortos e esse bosta desse demônio diz que vai matá-los. -Não é possível. Só pode estar de brincadeira comigo Jennifer. Vai me dizer que não entendeu? -ele rola os olhos e eu continuo o encarando, minha expressão confusa deve estar falando por mim. -Tanto ficar com Alce e Esquilo ficou tapada! Querida isso ainda não aconteceu, você está em um sonho, no qual eu sou o protagonista. -ele diz, e agora se glorificando. -Mas vai acontecer se não fazer exatamente o que eu mandar.
–E o que você quer majestade? -pergunto debochando.–Primeiramente mais respeito. Olha esse tom! Se bem que eu gosto disto. E segundo e mais importante, quando você acordar temos assuntos inacabados para tratar e quero que venha me encontrar aqui, nesse mesmo lugar SOZINHA. Se você trazer o Idi e o Ota e o bebê de sobretudo sou obrigado a tomar algumas decisões.–Que decisões? -pergunto temendo sua resposta. E ele faz com sua mão insinuando o cortar pescoço. -Tudo bem, virei sozinha. -ele me traga um olhar duvidoso. -Eu prometo, nem direi a eles aonde estarei. Assim ta bom pra você?–É...ta.–E como eu sei onde fica esse lugar aqui? -pergunto.–Eu me recuso a responder essa pergunta. -ele revira os olhos. -Acho que você já entendeu. Agora vai! Desperto tão sem ar, que sento e me encosto na cabeceira da cama. Verifico se os rapazes estão aqui. E graças aos céus estão. Miro o relógio. 5:37. Passou exatamente 15 minutos desde que resolvi dormir. Levanto da cama, me arrumo e vou até o frigobar, eu preciso de uma gelada (no caso eu tomei duas) para refrescar minha mente e para me deixar um pouco anestesiada para ter coragem de fazer o que vou ter que fazer. Tem alguns folhetos de turismo na cidade em cima da mesa, e seu verso é branco. Decido escrever um bilhete para quando Dean e Sam acordarem. Nunca achei que escrever algo doeria tanto. Uma gota de uma das minhas lágrima molha o bilhete. Coloco em cima do meu travesseiro e abro silenciosamente a porta e parti. Começo a caminhar estrada adiante pensando em como eu chegaria naquele lugar. Alguns flashbacks do sonho retornam a minha cabeça, da estrada, do poste de iluminação, do grande portão velho, das plantas o cobrindo. Tento relacionar semelhantes do lugar onde estou com onde Crowley está. E não tem nenhuma. Por exemplo as árvores são pequenas e quase não tem.muitas delas aqui, e lá percebi que elas eram muitas e eram grandes. Concluo que esse lugar não é perto daqui. Penso em mais detalhes daquele lugar e me lembro da placa informando o nome da rua. Isso! A placa! Num piscar de olhos apareço naquela rua, exatamente igual o sonho. A única diferença é que não está escuro, na verdade o sol está se levantando. Caminho até o poste de iluminação e do outro lado da rua vejo o tal portão. Adentro e vejo o tal jardim e o casarão. Me aproximo da porta com aquelas maçanetas exóticas e a forço para abrir. Quando entro dou uma boa mirada no lugar e como eu já mencionei antes é igual ao sonho. Vou até o salão e dessa vez não tem nenhuma mesa nem cadeiras com Sam e Dean sentados.Na escadaria desce Crowley sorrindo.–Satisfeito agora... -digo com um tom de deboche com um leve rolar dos olhos. -pedaço de verme do inferno? –Ai essa doeu! -ele responde se aproximando. -Já que você tomou a decisão de se aliar a mim por livre e espontânea vontade acho que deveríamos pular a parte das ofensas. –Tudo bem...seu bosta.-digo. -Já que eu vim aqui por que eu quis, e sem ser chantageada nem nada...vamos ao que interessa e acabar logo com isso! –Garota direta! Eu gosto. -ele diz olhando para a porta que estava meio aberta e para os grandes janelões que tem no segundo andar, as fazendo fechar. -Em caso que você mude de ideia e queira ir embora. –Nossa...que intimidador... E sobre o sangue que você mandou os imbecis me tirarem? O que vai fazer?–Não seja estraga prazeres. Eu ia guardar essa surpresa para o final. -ele diz abrindo uma porta na parede, parecendo mais como um armário feito na parede. Como que não notei essa porta? E então tira uma jarra com um líquido preto. Eca! Ele deve ter misturado meu sangue com alguma coisa. Que sinistro! -Já que você insiste vou fazer a surpresa agora... -E ele começa a falar algumas palavras em latim (eu não consigo entender muito bem, mas o pouco que compreendo, está parecendo um feitiço ou algo do tipo. Uma parte diz "revele ou transforme a verdadeira natureza desse coração (...)". Em seguida ele estende uma de suas mãos e me pressiona na parede. Ele chega perto de mim e aperta minhas bochechas na intenção de me fazer beber aquela nojeira da jarra. Eu mantenho minha boca fechada, quando ele para de tentar me fazer beber, eu digo:–Não adianta fazer isso eu não vou beber esse treco.–Vai sim! Acha que eu sou otário como aquele merda de quinta categoria do Evan? –Bem...na verdade eu acho... -Antes que eu terminasse a frase ele enfia uma faca na minha barriga me fazendo gritar muito alto. E em seguida joga o líquido preto através da minha garganta, me fazendo engasgar e cuspir um pouco, só um pouco. Sinto uma boa quantia descer queimando. Ele se vira e guarda o jarro na porta da parede e eu caio no chão me sentindo um tanto fraca. Ele dá uma pequenas gargalhada e sobe as escadas: –Não se mexa, já volto. Fico aqui no chão esperando algo acontecer por causa dessa porcaria que fui forçada a beber. Passa-se alguns minutos, talvez horas, eu não sei, e não acontece nada. Só minha barriga, onde levei a facadas dói muito e está sangrando. Por que não está cicatrizando como era de se esperar? Crowley volta, parece que ele tinha acabado de trocar seu terno. Deve ter sujado com a baixaria que ele tinha feito comigo. –Demorei muito querida? Espero que não, isso seria rude. -ele diz com um sorriso de canto. Ele estrala os dedos e uma mesa com uma grande e confortável cadeira aparece, e se senta. -Como está esse ferimento aí? Não parece muito bem, mas você supera. -ele termina e cólica seus pés em cima da mesa.–Seja lá o que você tentou fazer comigo não deu certo! -digo me esforçando para me levantar.–Ainda não sua tolinha...-ele diz com sua expressão de satisfação. -Vai demorar um tempinho.–Tempinho quanto seu desgraçado?–Querendo estragar minha surpresa de novo? Agora tudo que você tem que fazer é esperar eles chegarem.–Quem chegar? -indago confusa.–Como você é lenta...- ele rola os olhos. -seu namoradinho grandão, o manequim falante e o emplumado! Meu sentido diz que eles estão vindo para cá. Não! Espero que seja uma brincadeira. Checo a expressão de Crowley, e está séria. Então não é brincadeira. Mas que droga! Que merda eles têm na cabeça? Na porra do bilhete eu deixei bem claro que não era para vir atrás de mim.
Notas finais
E então? O que acharam?
Comentem :3
Muuuito obrigada mesmo seus lindos!!
beijinhos docinhos :3
PS: O próximo capítulo vai ter POV do Dean u.u
Fale com o autor