Blessing or Curse?
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Notas iniciais
P O V DEAN
Não posso negar que essa parada que envolve a Jen, está me deixando quase louco. Hoje, mais cedo Cas mencionou que existe uma maneira de ajuda-la, mas não é garantida. Que se algum anjo se sacrificasse e desse sua graça a Jen, sua alma estaria salva e poderia ter uma vida normal. Ela esqueceria de tudo, de seu passado, as coisas que já a aconteceram, das coisas que ela já causou, e até mesmo de quem ela é, e começaria uma vida nova.
Como eu conheço o Sammy (cabeça dura), nem comentei com ele sobre isso. Eu sei que ele não permitiria que Cas fizesse esse sacrifício, do mesmo jeito que eu não permiti ainda mais sabendo que pode ser que não dê certo, mas ele iria ficar obcecado com essa ideia e não iria sossegar até colocar em prática um plano, ou encontraria um jeito muito mais arriscado para ajudar Jen. Não que não queira ajuda-la também, é claro que eu quero, eu a considero parte da família. Jen não é só a mina do Sammy, ela é mais como uma irmãzinha (uma irmãzinha gostosa! Isso suou estranho, mas é que não pude deixar de reparar. Para Dean, foco!), mas é que também considero Cas como irmão e não posso deixar que ele faça isso. E aposto que não tem nenhum outro anjo que estaria disposto a se sacrificar por nós, os Winchester e muito menos pela pobre garota que por muita falta de sorte é filha do anjinho mimado que é Lúcifer. Enfim, é muito complicado. Eu não consigo ao menos tomar uma decisão. Meu coração fica divido.
Depois de um dia longo, que era para ser um dia de folga mas virou mais um dia para matar demônios e salvar pessoas, Jen me pediu para ir no mercadinho a frente do hotel que estamos hospedados. Ela disse que vai tentar fazer algo para comermos. Espero que dê certo, meus estômago está quase pulando fora de mim de tanta fome.
Finalmente ela fez o rango, demorou mas valeu a pena. Isso ficou muito bom. Eu nem me lembro da última vez que comi comida caseira. Repeti duas vezes.
Depois do jantar, eu fui ver meus desenhos hentai e o casalzinho mimimi, foram assistir televisão e como sempre ficaram de... hã...é...mimimi. Eu dou uma mirada neles e Jen me mira também, reviro os olhos. Eles são muito melosos.
O Sammy acabou dormindo no colo de Jen, e ela fica assistindo aqueles desenhos de criancinha, mas ela parece muito distraída.
Já passa das três da manhã quando vou me deitar, ela nem parece me notar. Antes de meus olhos cansados se fecharem, passa a lembrança de um sonho que eu tive ontem. É claro que não contei a ninguém, eu sou o único ajuizado aqui e não queria que pensassem que eu estava enlouquecendo ou os deixar aflitos. Lembro de correr desesperadamente numa estrada, gritando a procura de Sam e aparentemente fugindo de algo. Chego num tipo de mansão e encontro o Sammy e o Cas. Mortos (claro que entrei em desespero quando os vi, parecia muito real. Não quero entrar em detalhes, pois só de pensar nisso meu estômago revira, meu coração dispara e um suor frio percorre minha espinha). Escuto alguém chamando meu nome, quando me viro é a Jen, mas não se parece com ela mesma, parece mais uma mistura de demônio com um anjo, eu não sei. Seus olhos completamente cinzas igual o que aconteceu a vez que ela matou aquele metamorfo, e na parede vejo a sombra de o que parece ser asas (asas não como a de quando Cas apareceu pela primeira vez, asas assustadoramente sinistras, parecem mais como galhos secos de árvores). Eu não consegui ver o resto do sonho pois acordei com o Sam contando seu pesadelo sinistro, que por coincidência (ou não) se parecia um pouco com o que eu tinha tido. Finalmente consigo parar com esses pensamentos sinistros e caio no ronco.
Escuto a voz de Sam falando algo como "eu vou no mercadinho e já volto!". Eu abro os olhos e vejo o Sammy e a Jen na porta. Eles se beijam e Sam sai. Jen fecha a porta e senta em sua cama. Ela começa a mexer em seus cabelos, o que me faz ficar a mirando, ela está vestindo uma grande camisa masculina dos Knicks deixando suas belas pernas a mostra. Ela se levanta e se aproxima lentamente de mim.
–Que tédio Dean! O que você sugere para fazermos? -ela diz se sentando em meu colo.
Nos entreolhamos por alguns segundos, até ela começa a passar a mão em meu tórax por baixo da minha camisa. Com a outra mão ela puxa minha cabeça e começa a me beijar, mordendo levemente meus lábios. Ela começa a rebolar lentamente. Com uma das minhas mãos seguro sua cintura e a outra coloco debaixo de sua camisa e começo a massagear seu peito, a fazendo gemer.
Tomo um susto com o rádio tocando uma musiquinha de gente velha e desperto. Eu mereço. Eu preciso parar de assistir aqueles desenhos antes de dormir, por que olha,o sonhinho esquisito! Esfrego meus olhos na esperança de conseguir abri-los e bocejo. Cara! Eu to quebrado. Me levanto ainda com os olhos meio fechados e vou até o banheiro, tomo banho e faço a higiene bucal de sempre. Pego duas toalhas para acordar os preguiçosos. Quando abro a porta vejo que a cama da Jen está vazia. Caralho! Porra!
Jogo as toalhas no Sammy e digo quase me atrapalhando com as palavras:
–Acorda Sammy! Cadê a Jen cara?!?
Assim que digo isso ele dá um pulo de sua cama. Eu vou até a cama dela, parece que tem um papel em cima do travesseiro. É um bilhete. Sam rapidamente se aproxima.
–O que ta escrito aí Dean? -ele me pergunta com seus olhos brilhando.
Leio em voz alta:
"Queridos Dean e Sam:
Eu quero pedir perdão por tudo que fiz vocês passarem e dizer que sinto muito que as coisas tiveram que ser assim. Com meu coração apertado resolvi partir para descobrir uma solução para mim e com todo respeito não quero que me procurem. Muito obrigada por tudo.
Beijos.
Ah...eu já ia me esquecendo mande abraços ao Castiel e ao Bobby."
Depois que terminei de ler um nó se formou em minha garganta e uma angústia tomou meu peito. Eu me sinto um pouco culpado por ela se sentir assim, ninguém tira da minha cabeça que ela ouvia as conversas que tinha com Sammy, e as vezes eu falava coisas desagradáveis.
–Nós temos que acha-la! -diz Sammy perto da janela colocando seu cabelo para trás e em seus olhos escorriam algumas lágrimas.
–Mas Sammy ela disse que não é para procur..-antes de terminar a frase ele me interrompe.
–Eu sei o que ela disse, mas não podemos deixar ela sozinha.
Eu não o respondo, não tenho o que responder. Isso é estranho, porque eu sempre tenho argumentos. Ele apressadamente vai o banheiro e eu vou arrumar as armas e minhas outras coisas para partirmos atrás da encrenqueira.
Coloco as armas no porta malas da minha Baby e quando me viro tomo um danado de um susto do Castiel. Não entendo o porquê dele sempre fazer isso.
–Olá Dean.
–Hey Cas. -respondo voltando ao quarto, e ele vindo atrás de mim.
–A Jennifer foi embora e...
–Ah não me diga gênio.
–Como vocês permitiram isso?
–Ela não nos deu chance de fazer nada... -diz Sammy saindo do banheiro e suspira. -ela apenas foi.
–Um amigo a viu no limite dessa cidade para Indiana -diz o anjo nos fitando sério.
–Quem é esse seu amigo? Dá pra confiar nele Cas? -indago.
–Ele é um bom anjo.
Assim que terminarmos de nos arrumar entramos na Baby e Cas nos guiou para onde Jen foi vista por seu amigo anjo "confiável". Durante a viagem inteira Sam não deu uma palavra e sua expressão estava indicifravel. Me faz lembrar de uma vez que ele ficou com uma expressão um pouco parecida com essa, foi quando um travesti tinha convidado ele para sair. Foi hilário! Se controle Dean. Foco! Não faça nenhum comentário desses. A coisa aqui é séria,pelo jeito do Cas algo tá rolando, e não é nada de bom.
Observo o lugar que Cas pediu para pararmos. Estaciono a baby em baixo de um poste de iluminação, que estranhamente é o único da rua inteira. Assim que saio do carro me deparo com uma figura. Ele veste um terno com tons claros, sua expressão é carrancuda e misteriosa. Tem pele com um bronze diferente, igual das pessoas de Miami, olhos verdes (não como os meus, que me deixam mais bonitão ainda), verdes escuros e cabelo castanho levemente ondulados.
–Suponho que seja Dean Winchester...
–O próprio. -digo esticando minha mão a fim de comprimenta-lo. Mas sem resposta eu a abaixo. Mais um anjo grosseiro. Eu deveria ter adivinhado.
–...e Sam Winchester. -o anjo continua. -Sou Leziel.
–Cas nos disse que você viu a Jen aqui...-diz Sam.
–Ela ficou um tempo olhando essa placa -ele aponta para cima do poste, mostrando o nome da rua. "Bartolomeu Blake". -Depois ela seguiu entre aquelas árvores.
–E você viu para onde ela seguiu? -pergunto.
–Esse lugar está infestado de demônios, eu não teria chance alguma de acompanha-la.
–Já fez o bastante Leziel, -diz Cas. -obrigado amigo.
O anjinho amigo assente e logo desaparece. Eu e Sammy nos entreolhamos. Cas fita o horizonte.
–Por que Jen viria até aqui por vontade própria? Nesse lugar infestado desses malditos? -indago.
–Talvez não foi por vontade própria...-responde Sammy nervoso.
–Crowley! -eu e Cas dizemos em uníssono.
–Daqui a algumas horas terá um fenômeno da natureza, o eclipse. -diz Cas. -Esse será o mais longo desde que o tempo é tempo.
–Eu já li em algum lugar... -começa o nerd do meu irmão. -que antigos feiticeiros usavam a energia do eclipse para rituais muito raros.
–Espera...-digo pensativo. -isso quer dizer que...esse é o grande plano de Crowley? Ele vai fazer algum ritual com a Jen?
–Como eu não percebi isso antes? -Cas se culpa. -Eu devia ter percebido! Ele vai transforma-la em sua serva mais forte, em sua proteção e arma. Com ela ninguém nunca vai poder detê-lo.
–Filho da puta!! -chingo. Mas que demônio desgraçado.
–Cas não se culpe, não tinha como você saber. -diz Sam tocando um dos ombros de Cas. Percebo que Sammy está segurando a emoção. Cara! Como é ruim ver meu maninho desse jeito. Por fora ele parece forte, mas eu sei que por dentro ele ta arrasado.
–Me desculpe Sam...Dean. Tinha sim como eu saber. Eu não fui atencioso o suficiente. -agora ele olha para mim. -Eu deveria ter dado mais de mim.
–Não adianta se culpar...vamos deixar as lamentações para depois e vamos impedir aquele maldito enquanto há tempo. -digo mais duro do que gostaria. Talvez meu tom ficou assim pelo fato dele ter quase entrado naquele assunto da graça.
Então, abri o porta malas e pegamos a faca que era da Ruby que mata demônios, muitas garrafas de água benta. E nos aproximamos das tais árvores.
Cas empurra um grande portão velho, fazendo um rangido. Adentramos um jardim cheio de mato, só para variar.
Sem eu perceber algo me faz "voar" até algumas mini arvores secas. Me levanto e vejo Cas contra-atacando alguns demônios e os matando daquele jeito que ele faz sempre, colocando uma de suas mãos na cabeça deles e em seguida uma luz branca se faz nos olhos e na boca dessas coisas. E vejo Sam se defendendo e afastando com água benta outros demônios. O amiguinho do Castiel estava certo. Tem muitos demônios aqui.
Esfaqueio e mato alguns que vem em minha direção, e vou ajudar o Sammy. Esses deram trabalho! Estico minhas costas e elas estralam.
–Ta ficando velho hen Dean! -debocha Sammy.
–Eu ficando velho? Puff...só deu mal jeito. Daonde já se viu? Eu? Velho? Eu não sou velho. -resmungo e Sammy ri.
–Dean! Sam! -chama Cas na frente da grande porta do casarão. Nos aproximamos.
–Sammy olha isso...- digo pegando na maçaneta dourada em formato de cabeça de leão. -é a sua cara!
Ele me olha sério e rola os olhos.
A porta range e se abre lentamente sozinha. Sinistro! Entramos apostos para atacar mas por enquanto nenhum demônio aparece. Aposto que estão com medo do grande Dean aqui!
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