Blessing or Curse?
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–Filha de Lúcifer e os caçadores que já estiveram no inferno, os Winchester -o metamorfo com a forma de Sam chega.
Eu e Dean rapidamente nos levantamos e ficamos preparados para ataca-lo. O Sam continuava quieto amarrado a estante.
Dean avança um golpe tentado decapita-lo, mas o metamorfo é muito ágil e o acerta no peito fazendo Dean se bater numa outra estante. O monstro se aproxima de mim e me fareja:
–Você cheira a destruição, logo você vai acabar com minha espécie e todos os outros, nos mandando para o purgatório. Por isso preciso me livrar de você. -ele me pega pelo pescoço e me ergue no ar. Ele é muito forte, mal consigo respirar.-Eu posso ser um monstro mas você é muito pior do que eu, você destrói tudo pelo seu caminho só por diversão, você pode ser até pior que seu querido pai.
Desgraçado! Mentiroso! Por que ele está provocando? Ele está errado eu não sou assim e não serei, eu sei me controlar. E o que mais está me irritando é esse metamorfo miserável estar usando a forma de Sam para me atingir e ainda estar com um sorriso idiota, como aquele demônio que os rapazes torturaram um tempo atrás, um sorriso imbecil e de satisfação.
Preciso matar esse maldito, mas eu não consigo me mexer e logo morrerei sem ar. Dean está ainda desmaiado e o facão de prata está ao seu lado. Me esforço para me concentrar, fecho os olhos e penso em como pegar o facão, quando os abro o facão está flutuando perto do metamorfo e em seguida o decapita. Eu caio no chão e recupero o folego e vejo a cabeça do metemorfo (na forma de Sam) rolando ao meu lado. Uma cena tão revigorante que me enjoou e ânsia de vômito.
Procuro o facão, era pra estar do lado do corpo desse monstro mas não está.
–Ai que filho da... -grunhi Dean massageando sua cabeça. Ele olha para o corpo do metamorfo. -É... incrível!
Escutamos gritos, eu e Dean vamos até as outras vítimas. Avistamos sr. Thompson, o cara do cartório, o adolescente e uma das moças grávidas em pânico, e avistamos também a outra grávida morta, com um grande e grave ferimento em sua barriga. O facão estava flutuando para perto da grávida que estava viva.
–Jen, faça parar.-diz Dean.
–Eu não consigo...-digo enquanto começa a escorrer lágrimas em meu olhos. O que essa faca vai fazer é muito cruel. Essa faca? Quem eu quero enganar, sou eu quem está fazendo isso, o metamorfo estava certo, eu sou pior que um monstro.
Antes que eu pudesse fazer um outro esforço para que parasse, a faca atinge a barriga da outra moça que estava grávida e cai ao seu lado. As outras vítimas gritam e eu continuo nervosa e começo a tremer, Dean fica com uma cara fechada, não consigo ler suas emoções.
–Tente curar o Sam que eu vou desamarrar eles e limpar a bagunça.
Volto ao lugar onde Sam está, ignoro o corpo do metamorfo. Sam está desmaiado de novo, o desamarro e ele cai deitado. Ele está piorando, abro a camisa dele, o ferimento parece maior do que antes. Agora consigo me concentrar, coloco uma das minhas mãos no machucado e instantaneamente se cura, mas Sam ainda não acorda. Vamos Sam! Acorde! Espero que não seja tarde demais, eu não suportaria que algo acontecesse com ele. Seguro uma de suas mãos quase frias.
–E então? Dean se aproxima preocupado e ele vê que o ferimento está fechado. -Acorda princesa! Eu não vou aí te beijar não.
Ele se ajoelha ao lado de Sam como eu e ficamos por alguns minutos esperando esperançosos ele despertar. De repente sinto a mão dele apertando a minha, Sam começa a se torcer como se alguém estivesse o sufocando. Dean tenta levanta-lo, mas há uma forte pressão nele contra o chão. Eu coloco minha outra mão na testa dele e Sam para. Dean fica me olhando surpreso.
–O que foi?
–Seus olhos ficaram completamente cinzas!
Eu não respondo pois nem sei o que responder, estou cada vez virando uma coisa que nem eu sei me identificar, isso que me aterroriza. E agora, na minha cabeça fica zunindo aquelas palavras que o metamorfo disse: " você pode ser até pior que seu querido pai.".
Sam levanta assustado procurando por alguma coisa.
–Lúcifer...onde ele está?
–Ta falando do que Sammy? -pergunta Dean curioso.
–Ele estava aqui ...e transformou a Jen em uma coisa que parecia um demônio... mas não era...e...e ela tinha matado o Cas e você, e Lúcifer estava me matando.
Dean e eu nos entreolhamos apavorados (ou ainda mais do que apavorados). Sam abraça seu irmão aliviado e em seguida ele me abraça também.
Saímos dessa casa, os sobreviventes ficam bem, os rapazes explicam o que eles fazem (a velha história do negócio da família) e eles concordam a nunca comentar o ocorrido com ninguém. Não basta eu estar exausta e muito perturbada o cara do cartório ainda vem me paquerar e Dean e Sam seguram as risadas. Devo merecer isso mesmo.
Como já havia anoitecido, decidimos alugar um quarto. Dean me deixou usar o banheiro primeiro, o que foi estranho já que ele sempre usava primeiro. Enquanto tomo banho escuto um berro de Dean, o que despertou minha curiosidade e minha velha mania de escutar sorrateiramente a conversa alheia. Deixo o chuveiro ligado me encosto na porta para entender do que estava discutindo.
–...você não viu o que eu vi Sammy! Os olhos dela ficaram cinzas. -Dean abaixa o tom de voz.
–Deve ter sido o jeito que claridade iluminou...
–Não! Eu sei o que eu vi, os olhos dela ficaram COMPLETAMENTE cinzas como de um dem...-Dean hesita.
–Mas ela não é um deles! -continua Sam a me defender.
–Ainda não é! Você sabe que se não pudermos evitar que ela vire um deles teremos que fazer o nosso trabalho.
–Eu sei. Mas NÓS faremos de tudo para que isso não aconteça.
Tudo fica em silêncio. Eu rapidamente termino de usar o banheiro para que não desconfiem. Em seguida eles usam o banheiro também.
Todos nós estávamos exaustos, Dean se joga na cama e logo adormece. Queria fazer o mesmo, mas eu não consigo/não quero e tenho a sensação que Sam sente o mesmo.
–Sam, você está acordado? -cochicho.
–Estou.
–Vamos sair?
–Por que não?
Silenciosamente deixamos o quarto e fomos até o estacionamento, tento localizar algum bar ou algo do tipo mas não há nada. Que bosta de cidade! Então ficamos por aqui mesmo, nos encostamos lado a lado no Impala de Dean. Observando as estrelas, lembro que quando pequena meu pai costumava a me levar para vê-las nos fins de semana.
–Jen quando conseguirmos resolver o lance de Lúcifer e tudo mais, se você quiser ainda ficar comigo.. e com o Dean, é claro, você sabe que minha vida é caçar monstros, matar esse malditos demônios e também...
–É claro que vou ficar. Isso não me preocupa, o que importa é seu puder estar com você.

Essa foi a coisa mais gay que já disse na minha vida. Mas ver o sorriso dele...é a melhor coisa do mundo para mim.
Sam vem na minha frente e me beija e em seguida me abraça tão forte que consigo sentir seu coração batendo aceleradamente. E ficamos por alguns minutos abraçados. Quando abro os olhos Castiel estava atrás de Sam. Droga! Eu dou um pulo de susto, o que faz Sam se assustar também. Por que ele sempre faz isso?
–Há quanto tempo você está aí?
–Não muito. -diz ele um pouco chateado. -Eu tenho uma má notícia.
–O que houve Cas? -pergunta Sam preocupado.
–A escrita com o evocamento de Lúcifer não está mais comigo.
–E está com quem?
–Eu não sei direito. -ele parece confuso. -Pode ser que esteja com aquele demônio que me atacou...
–Evan? -Suponho. -Mas se não estiver com ele, com quem poderia estar?
–Quem mais tinha interesse nessa escrita? -indaga Sam. -Dean já está sabendo?
–Alguns anjos...- responde o anjo pensativo.-Eu fui até o quarto, mas ele estava dormindo e não notou minha presença.
–Cas investigue se foram os anjos mesmo e nós iremos atrás desse Evan. -concluiu Sam.
Castiel some e voltamos ao quarto. Enquanto Sam arrumava as coisas e fui acordar Dean, eu o chamo e nada, (soninho pesado hein) eu dou uma chocalhada e ele finalmente desperta.
–Até que enfim Bela Adormecida.
Ele revira os olhos e dá um sorriso de lado. Nós contamos o que houve a ele, e decidimos ir atrás de Evan. Mesmo que nós não tenhamos pistas por onde ele anda, resolvemos pegar a estrada e partir para a próxima cidade para pensarmos em algo e quem sabe no caminho acha-lo, já que eu sou um tipo de isca. Sam concluiu que se ele colocou seu sangue uma vez em mim, ele colocará mais vezes. Essa é a nossa chance.
Estava quase amanhecendo quando chegamos na outra cidade, Pennsburg. Já estive aqui uma ou duas vezes com minha mãe fazendo compras. Nos hospedamos em um hotel e fomos a uma lanchonete. Uma garçonete se aproxima, ela é tem cabelos médios (um pouco mais curto que o meu) ruivos, olhos castanhos esverdeados e um pouco de sardas, ela é bem bonita.
–O que vão querer?
–Pode ser você? -pergunta Dean.
–Só pode pedir o que tem no cardápio.
Eles ficam se entreolhando. Sam faz um barulho com a garganta os interrompendo e em seguida pede algumas coisas do cardápio.
Enquanto ela vem para trazer os pedidos ficou me encarando estranhamente. Se aproximando, ela fixou-se nos meus olhos parecendo me reconhecer, tenho a impressão que os rapazes perceberam isso.
–Como se chama? -ela pergunta a Dean, descontraindo a tensão que ela deixou.
–Dean e ele é o Sam e...
–Winchester? -ela pergunta surpresa.
–Espera, como que você...-diz Sam.
–Eu sou um tipo de caçadora.
–Um tipo? -pergunto.
–E ela quem é?
–É a Jennifer, caçadora também. -Dean dá uma piscada para mim. A garçonete me encara novamente parecendo estremecer.
–Bem, eu sou uma caçadora que busca a coisa que matou meu pai.
–EMY! -alguém grita. -MESA 7!
–Tenho que ir, minha chefe está...
–Que horas acaba seu turno? -Dean puxa a mão dela.
–As 6.
Eu os pergunto se acharam a tal de Emy estranha, Dean com um grande sorriso do tipo que vai se dar bem hoje á noite nega, Sam concorda mas ele tenta me tranquilizar falando que deve ser o jeito dela.
Saímos da lanchonete e nosso plano era para mim ficar sozinha propositalmente fora do hotel enquanto Dean e Sam vão pegar o notebook e as armas necessárias, e quando o demônio aparecesse é para atrasa-lo até eles voltarem, e se Evan não viesse nesse meio tempo eles se esconderiam em algum lugar e esperariam o momento certo.
Assim que eles subiram para o quarto o desgraçado apareceu.
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