"Caros ouvintes já são 6 horas em ponto! A previsão do tempo hoje é de céu com muitas nuvens..."

Ah não.. Já é hora de levantar?!? Eu não consegui dormir direito mais uma vez. Quase toda noite tenho pesadelos. Eles são tão realistas. Mas eu sei que não são reais pois a maioria deles é sobre demônios e anjos, e eu sei que não existem, mas eles me fazem ter muitos calafrios.

Ontem eu tive o segundo mais arrepiante pesadelo -o primeiro mais arrepiante foi de tal de um selo sendo quebrado pela morte de uma demonia chamada lility, assim abrindo a porta para lucifer retornar a terra — nunca ninguém havia interagido comigo neles, mas ontem um anjo falou comigo, não consigo me lembrar o nome dele direito. Caspiel? Não. Tastiel? Acho que era Castiel! Isso!! Era Castiel. Ele me disse algo sobre eu estar em perigo, que acharam minha localização e que era para mim sair desse cidade. Mas quem seria eles? Porque eu estaria em perigo? Minha vida é tão pacata que trabalho numa lanchonetizinha bem chichilenta.

Agora que eu me arrumei para mais um dia incrível de trabalho-servindo mesas para clientes exigentes, para velhos que ficam me cantando, para policiais que só pensam em comer rosquinhas-vou tomar café com meus pais. Eles estão com uma expressão estranhamente feliz, uma coisa muito rara.

–Filha!!!!!!! -Disse minha mãe euforicamente segurando uma carta — Adivinha o que chegou para você???
–Não pode ser... — Não acredito, chegou minha carta de aprovação para o curso de Direito de Stanford, a faculdade mais concorrida de todo o país. -Não to acreditando mãe!! Vou realizar meu sonho!
–Jennifer to muito orgulhoso de você -disse meu pai com lagrimas em seus olhos .
Nada podia estragar meu dia, nem mesmo a espelunca daquela lanchonete. Trabalhei como todos os dias, só que cheia de esperança de uma vida nova.
O dia passou tão rapido que aqui estou eu no meio da noite a caminho de casa. Caminhando ansiosamente para chegar e arrumar minhas malas. Não consigo parar de pensar nisso.
A rua está estranhamente desértica exceto por um belo carro vazio no acostamento. Estou me aproximando de casa, a porta está meia aberta, uma coisa fora do normal já que meus pais são bem cuidadosos em relação a segurança. Esta tudo muito escuro. Cadê o interruptor? Achei. Não está funcionando. Merda!
– Mãe??!? Pai?!? Cadê vocês? — Ninguém respondeu.
Estou com medo. Está tão silencioso que consigo ouvir meu coração batendo disparado. Continuo andando pela casa a procura dos meus pais. Estou subindo as escadas vagarosamente temendo o pior, não quero ser pessimista mas é inevitável, com a família a preocupação é o dobro. Estou na porta do quarto deles. Que alívio, avisto eles cobertos na cama.
–Mãe por que a porta principal está aberta? — Novamente nenhum deles me responderam. — Esta tudo bem aqui??
Em pânico retiro o cobertor e os vejo com as gargantas cortadas, a pior coisa que eu já havia visto em toda a minha vida. Essa cena nunca vai sair da minha mente.
Chorando desesperadamente fui recuando, gritando por ajuda, como se alguém pudesse me ouvir, na esperança de que os vizinhos chamassem a ambulância, a polícia, os bombeiros qualquer coisa. Eu não tenho forças para ligar ou bater na porta de alguém. Descendo as escadas, cambaleando, tremendo, com ancia de vômito, sentindo a pior dor que nunca senti, percebo que perto da porta há dois homens que estão se aproximando de mim, ambos segurando uma faca.
– Então a vadiazinha chegou em casa... — Disse um deles finalizando com uma cruel gargalhada
– O que vocês querem? Tem dinheiro naquele pote na cozinha.
Eles nem responderam. Quanto mais se aproximam mais pânico eu sinto. Não sei se era a escuridão mas estou vendo que seus olhos eram negros, completamente negros, me fazendo lembrar de meus pesadelos, daquelas coisas que tomam os nossos corpos, demônios.

Como se da para perceber eles não queriam o dinheiro. Eles me agarraram agora. Eles são muito fortes e estão com a faca em minha garganta. Eu não quero morrer agora, nem desse jeito, se bem que eu não tenho mais nada. As únicas pessoas que eu me importava se foram, agora sou só eu nesse mundo tão grande e vazio. Mesmo que eu saísse dessa, o que é bem improvável, o que eu faria?

– PROTEJAM OS OLHOS!!!! — Alguém gritou, com uma voz muito familiar.

Intuitivamente fechei meus olhos. Através das minhas pálpebras ainda vi a claridade, é como se estivesse de olhos fechados mirados para o sol. Quando os abri, sobre os meus pés havia dois corpos, os corpos daqueles "homens". Olhei ao meu redor á procura de quem teria me salvado. Era aquele anjo do pesadelo da noite passada, Castiel, e mais dois homens, um deles alto com cabelos castanhos e o outro com os cabelos claros e olhos verdes.

Notas finais
Essa minha primeira fic. Espero que leiam, e me incentivem a continuar. Estou aberta a sugestões e Críticas.Obrigada :3