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33 #33 O da ponte ou o do avião? O da montanha-russa!


Notas iniciais
TRRRRRRINTA E TRRRRRRRÊS GENTE, TO APAIXONADA POR VOCÊS! parece que vocês resolveram me agradar da maneira certa, mandando recomendações, comentando, me perseguindo na rua para atualizar... tô bem feliz, mesmo! :)

5 HORAS ANTES DA CIRURGIA

Kurt tomou um choque de realidade e se sentou na cama rapidamente, com a respiração ofegante. Levou alguns segundos até Kurt perceber que não enxergava mais.

– Kurt? — Perguntou Quinn assustada, acabando de acordar com o choque do momento. — C-calma, foi só um sonho. — Disse abraçando o amigo que tinha a respiração descontrolada.

Algumas horas depois Burt apareceu no quarto pronto para levar os jovens até o consultório onde aconteceria a cirurgia. Durante a viagem até lá Kurt não conseguia entender como aquilo havia sido um sonho, se era tão real. Tinha certeza de ter tocado sua mãe, de ter sentido a paz que tinha vindo com ela. Aqueles segundos que pôde enxergar novamente... Definitivamente aquilo havia sido bem mais que um simples sonho.

– O que você acha de premonição, Quinn? — Perguntou tirando a atenção da loira das ruas movimentadas de Nova Iorque.

– Eu adoro esse filme! — Disse animada. — Bom, aquele da montanha-russa, claro... Porque o avião e o da ponte foram horríveis!

– Não o filme, lerda. — Kurt pensou em desistir de explicar para a amiga por um tempo, mas respirou fundo e tentou novamente. — Você acha que existe isso?

– Por quê a pergunta?

– Porque eu acho que tive uma. — Quinn arregalou os olhos. — Bom, foi meio estranho porque não foi exatamente como nos filmes, e sim, o do avião e o da ponte são horríveis. Mas o importante é que eu me vi no futuro, deitado em uma cama de hospital entrando em coma, e vários médicos tentando me salvar.

Kurt falava baixo o suficiente, tão baixo que Rachel e Finn não escutariam mesmo espremidos ao lado de Quinn, e Carole e Burt não escutariam no banco da frente do carro.

– Você se... viu?

– Sim, com direito à visão e tudo. Vi meu pai, Carole, você... E o engraçado é que eu realmente podia ver, não era apenas uma lembrança sendo projetada. Eu poderia te dizer que você cortou os cabelos rebeldes, que Finn crescera alguns centímetros e que Rachel não se veste mais como uma secretária de biblioteca infantil. — Suspirou.

– Kurt... — Falou perplexa. — Eu cortei meus cabelos, Finn cresceu alguns centímetros e Rachel não se veste mais como uma secretária de biblioteca.

– Ei. — Indagou a anã.

– Você está começando a me assustar. — Quinn agarrou o braço do castanho, com medo. — Por favor, me prometa que não irá entrar em coma e morrer. Você não pode me deixar.

O castanho suspirou e abraçou a melhor amiga forte, prometendo-a que não iria entrar em coma e muito menos morrer. O clima no carro acabou ficando tenso e Kurt desejava chegar logo naquele maldito consultório.

3 HORAS ANTES DA CIRURGIA

Havia conversado com alguns oftalmologistas e havia encontrado uma outra equipe para a cirurgia, tanto que ela seria feita em um lugar diferente e bem longe do consultório do Dr. Whil. Esse médico dava nojo a Kurt, dava nojo porque ele havia mentido, enganado e ainda estava tirando proveito disso.

Com uma equipe nova, Kurt esperava ter uma cirurgia maravilhosa.

Preencheu algumas fichas com a ajuda do pai, conheceu a sala de cirurgia e começou as preparações.

Burt, Carole e a trupe toda estavam na sala de espera esperando por algum sinal de um médico. Esperavam a liberação de um membro da família estar durante a cirurgia. Kurt da última vez escolhera Quinn para ficar ao seu lado, mas agora escolhera seu pai, isto é, se fosse aceito.

– Sr. Burt Hummel? — Um médico apareceu na sala e todos se levantaram imediatamente.

– Sim?

– Você irá participar da cirurgia, desde que mantenha uma conduta agradável e faça o juramento de que não irá atrapalhar em momento algum. A sala é pequena e contará com a ajuda de cinco oftalmologistas e mais os enfermeiros.

– T-tudo bem. — Disse soltando da mão de Carole e seguindo o médico para fora da sala.

E o clima pesado voltou naquele lugar. Quinn tentou jogar um jogo em seu celular pra se distrair, mas todo seu pensamento acabava voltando para o que Kurt havia falado no carro e no que a loira havia pensado no voo de volta aos Estados Unidos.

Kurt realmente havia visto Quinn, realmente havia reparado na mudança de visual da loira durante o sonho. Aquilo não deveria ser algo a ser deixado de lado. Pensou por alguns segundos em comentar com Finn e Rachel sobre o pesadelo do castanho, mas hesitou porque sabia que ninguém levaria aquilo a sério.

Aproveitou que estava em um hospital cheio de médicos e correu até a ala psíquica. Algum funcionário do ramo cerebral ajudaria a Fabray com essa ideia maluca, ou pelo menos a loira esperava que sim, nem que pra isso fosse preciso ficar com mais um cara.

1 HORA ANTES DA CIRURGIA

Kurt já estava na sala de cirurgia com o lençol cobrindo todo seu rosto, com uma pequena abertura em seus olhos. O sedativo já estava sendo inserido na veia do Hummel (um novo soro, já que o da cirurgia anterior não faria efeito no castanho).

Infelizmente o médico proibiu o Hummel mais velho de assistir à cirurgia porque Finn e sua boca grande haviam o contado sobre os antigos ataques cardíacos de Burt, e que a cirurgia talvez fosse emocionante demais para o velho homem. Nenhum dos familiares agora estariam aptos para assistirem.

O médico entrou na sala de espera com as pranchetas em mãos e assentiu para os amigos e parentes do paciente que levantaram no mesmo instante.

– Bom, só estamos esperando o último doutor chegar de viagem para começarmos a cirurgia. Iremos fazer o possível para trazer a visão de volta para Kurt, mas quero pedir que não criem expectativas falsas. Como uma cirurgia, há riscos, e eles só aumentaram depois do ocorrido na primeira cirurgia. Se antes eles eram 45% de darem certo, agora são 15%.

– E tem como voltar atrás? — Perguntou Quinn receosa.

– Não nesse momento. — O médico disse seco. — O tempo estimado de cirurgia são dez horas, então fiquem a vontade a irem embora e voltarem depois.

– Não sairei daqui. — Disse Burt relutante.

– Tudo bem, como quiserem. — Limpou a garganta. — Mandaremos notícias assim que possível.

E seco assim, o médico saiu de cena caminhando até a porta e sumindo então. Burt suava frio e Finn e Rachel se abraçavam como se fossem perder um ao outro, e Quinn... Onde estava Quinn mesmo?

A loira voltava da ala psíquica correndo, tentando escapar de uma série de perguntas que o médico do setor a fazia. Isso era de se esperar, afinal, ninguém chega em um psicólogo e fala "você pode me responder uma pergunta? E se você descobrisse alguém que pudesse ver o futuro, como tratar isso?". Talvez Quinn pudesse ter sido mais cuidadosa com as palavras.

Agora o médico procurava uma psíquica paranormal pelos corredores do hospital. Quinn pegou o elevador até o térreo e esperou o clima abaixar para voltar. Enquanto isso observava o movimento de ambulâncias na frente do consultório/hospital. De repente algo chamou a atenção da loira. Um carro preto (muito bonito por sinal) parou na vaga de ambulâncias por alguns segundos.

Foi então que a porta se abriu e Quinn não poderia acreditar no que estava vendo. Esperou o médico dar alguns passos, mas o mesmo se assustou ao ver Quinn parada na frente da porta, impedindo-o de entrar.

– Pensei que Kurt tivesse sido bem claro em não querer você aqui. — Disse em desdém.

[...]

Carole estava cochilando no sofá da sala de espera quando ouviu o barulho de passos rápidos e movimentação do lado de fora da sala. Olhou em volta e viu Finn escutando música em seus fones de ouvido, Rachel escrevendo alguma coisa em seu celular, provavelmente postando em seu blog sobre broadway que tanto falava. Quinn ainda estava sumida e Burt cochilava também.

A mulher caminhou até o corredor e viu a movimentação correndo até a sala de cirurgia, e por alguns segundos teve uma pontada em seu coração. Caminhou até a recepção do andar, com medo da notícia que viesse receber.

– Com licença, sou Carole Hudson-Hummel. — A moça tirou os olhos da tela do computador e encarou a senhora à sua frente. — E-eu vi uma movimentação indo até a sala de cirurgia, você poderia me informar o que é?

– Tipo assim, infelizmente eu não posso. — Disse com um sotaque que Carole odiou. — Mas se for alguma coisa importante, tipo, muito importante, o médico irá falar com vocês, e, tipo, eu não posso liberar essa informação.

Carole deu de ombros e caminhou novamente até a sala de espera. Alguns minutos depois o médico entrou na sala, despertando a atenção do casal finchel e de Carole. Ele abriu a boca diversas vezes, porém nenhum som saia dela.

– O-o que aconteceu? — Rachel temia o pior.

– Kurt não está correspondendo à anestesia. Ele apagou por alguns minutos, mas logo acordou novamente. — Continuou. — O Dr. Blaine Anderson havia nos contado que a última cirurgia acontecera da mesma maneira, então isso pode ocasionar um problema.

– Que tipo de problema? — Carole falava em um tom baixo, não tentando acordar Burt.

– Precisamos fazer a cirurgia, e para isso acontecer Kurt precisa estar desacordado e em um estado físico inconsciente... Talvez precisemos induzí-lo à um coma temporário.

– Um c-coma? — Finn sentiu seus pés tremerem.

– O manteremos sob controle, mas essas coisas não são recomendadas pois ás vezes eles... -

– ...nunca voltam. — Carole completou, estática.

Kurt precisava da cirurgia, não poderia voltar atrás. Mas induzí-lo em coma apenas para substituir uma anestesia que não deu certo era insano. Kurt poderia nunca mais voltar a acordar, Kurt poderia entrar na sala de cirurgia e nunca mais sair de lá. Carole sentiu uma enorme vontade de acordar Burt e perguntá-lo o que fazer, mas o velho homem havia se preocupado tanto, havia cuidado de Kurt por tanto tempo...

Submetê-lo à uma situação dessas novamente, tirando o fato da mulher se lembrar o estado emocional e físico do marido durante o primeiro acidente. Quantas noites teve que aturá-lo chorando desesperado, desejando que tivesse sido ele e não seu filho... Burt sofrera demais.

– T-tudo bem. Façam o que precisar.

– Mãe! — Finn indagou.

O médico assentiu e saiu da sala, encaminhando os papeis para a secretaria do consultório. Carole teria que assinar alguns papeis mais tarde se responsabilizando pela decisão drástica.

O filho puxou a mãe até o corredor e a enfrentou. Carole tinha lágrimas nos olhos, mas conseguiu responder ao grandalhão.

– Estou fazendo isso por Burt. — Soluçava um pouco. — Sabe qual foi o último que dia que Burt dormiu? — Finn negou. — Eu sei, semana retrasada, um pouco antes de irmos à Atlanta.

– Mas... -

– Ele é um homem maravilhoso. Tem sido um bom pai pra Kurt e pra você, apesar do tempo ocupado com a oficina e seu cargo em Washington... Ele faz tudo para agradá-los. Mas vê-lo assim, se deteriorando pela dor que está sentindo por Kurt, escutá-lo chorar todos os dias de madrugada porque ele está sentindo a mesma dor que sentiu quando perdeu Susan... É egoísmo meu pensar no método mais seguro.

O adolescente não falou nada, apenas abraçou a mãe com todas as suas forças. Rachel sorriu tristonha encostada no batente da porta e em alguns segundos se juntou ao abraço. Quinn finalmente voltara para o quinto andar, depois da poeira baixar e da confusão que havia acontecido na portaria.

– O que aconteceu? — Perguntou sem saber o porquê dos três estarem se abrançando em lágrimas. Alguns flashes de memória se passaram em sua mente. — N-não me diga que... Não. Não pode ser! — Gritou a loira caindo em lágrimas.

– Não... Não! — Carole sorriu por alguns instantes ao ver a confusão no rosto da amiga da família. — Kurt está bem, só que... Bom, não diria bem. Kurt está em coma.

– E-em coma?! — Perguntou Quinn.

– Sim, induzido. A anestesia não fez efeito e agora ele está em coma induzido como forma de anestesia, mas é arriscado, não sabemos se ele vai voltar. — Disse cuidadosa.

Foi naquele momento que Quinn ficou mais preocupada do que quando pensou que Kurt tivesse falecido. Lembrou-se de Kurt falando de seu sonho onde tinha entrado em coma, falando que havia visto a sala de espera com todos lá dentro, chorando e preocupados. Aquilo não poderia estar se tornando real.

Cogitou na possibilidade de ser verdade no começo, mas logo concordou consigo mesma que era impossível, mas agora... Aquele sonho do castanho havia se tornado real? Quinn não acredita no que estava acontecendo.

– Mas... Mas... — E uma lágrimas apenas caiu de seu rosto, que sentia ruborizar e ficar quente. Ouviu seu nome ser chamado algumas vezes, mas sua visão havia ficado turva.

Logo estava desmaiada nos braços de um Finn Hudson desesperado.

Notas finais
MAS, MASSSSSSSSSSSS tô sem office, então se tiver algum erro de português grave não me culpem, não sou uma máquina e não tive tempo de revisar ainda! beijos e comentem o que vocês acharam! mais dois caps e a fic vai pro saco :P