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30 #30 Não acredito que você acreditou


Notas iniciais
antes de tudo vou falar uma coisa: OITO RECOMENDAÇÕES, PORRA! tudo isso devido ao amorzinho de pessoa chamado Amélie! eu tava sem ânimo pra escrever fanfics quando vejo que meu trabalho aqui foi valorizado e que tinha ganhado mais uma recomendação! por mais estranho e bobo que pareça, por mais que suas regras sejam "não recomendar nenhuma fic, recomendar depois de pronta, ou recomendar se for muito boa", recomendem... isso muda a vida de um autor! :)

Blaine sentiu-se sem chão naquele momento e podia jurar que seu mundo havia caído. Kurt estava acordando e reduzindo assim as chances da cirurgia ainda mais do que já eram. O médico estava pálido e Sebastian não sabia o que fazer.

– Blaine... — Quinn soluçava em um choro desesperado.

O médico encheu-se de lágrimas em seus olhos e sussurrou algo inaudível para si mesmo. Aproximou-se do amado e lhe depositou um beijo casto na testa. — Volte a dormir, Kurtie... Por favor. — Sussurrava assim que algumas lágrimas suas caíam sobre o rosto do castanho.

– Devo aplicar mais anestesia? — Blaine assentiu, sem condições de falar nada. Se respondesse seria capaz de cair aos prantos e não ser capaz de terminar aquela cirurgia.

– Blaine!!! — Gritou Quinn com sua maquiagem borrada derretendo por seu rosto. Correu até o médico e o abraçou, ainda chorando desesperadamente. — Salve o Kurt, salve o nosso pequeno. — Gritava na sala branca.

Sebastian entendeu o olhar choroso de Blaine e retirou Quinn aos berros da sala. O que Blaine menos precisava naquele momento era alguém fazendo a mesma coisa que queria fazer. O médico queria sair correndo pelas ruas, chorar até todo o líquido de seu corpo se secar, mas não podia. Se tivesse derrubado dez lágrimas eram muitas.

– Dr. Anderson, sua encomenda estará pronta em dois dias. — Falou Linda voltando para a sala de cirurgia sem entender o porquê do silêncio e o porquê de Paul estar aplicando mais algumas injeções em Kurt.

– T-tudo bem. Ligue novamente e encaminhe-as para o consultório do Doutor Whil em Nova Iorque, e antecipe suas passagens para amanhã, porque a cirurgia precisa acontecer imediatamente. — O mesmo olhou para o moreno em dúvida. — Você vai terminar o que você começou. — Falou sem se importar com a ignorância do outro médico.

– Aproveite e compre mais uma, Blaine irá conosco. — Disse George se aproximando da mesa de cirurgia, porém Blaine estendeu seu braço o fazendo ficar longe.

– Não. — Falou seco.

– Não?

– Não. Você se responsabilizou com esse garoto e com essa família. Você e sua equipe vão voltar para Nova Iorque e terminar a segunda fase da cirurgia. E não há outro acordo. — Blaine voltou a encarar Kurt que parecia drogado com a quantidade de anestesia.

– Quanto tempo até ele voltar a ficar sedado? — Perguntou ao ver Kurt revirar os olhos lentamente.

– Alguns segundos... Estou diminuindo a dosagem a cada injeção porque é preciso. A quantidade de anestesia no sangue desse menino é muito alta e daqui pra frente o efeito vai passar cada vez mais rápido, questões de minutos. V-você precisa ser rápido.

Blaine limpou as gotas de suor que escorriam em seu rosto com seu braço e correu seus olhos até o relógio na parede do quarto de hospital. Estavam em cirurgia durante seis horas, uma operação que normalmente era gasta apenas uma hora e meia. Quinn provavelmente já havia ligado para os Hummel, e então Sebastian voltou para a sala de operação.

– Os familiares de Kurt vieram acalmar a Fabray... Ela tomou alguns calmantes na enfermaria mas não parava de gritar e soluçar. — Sebastian vestiu sua luva novamente. — Eles querem o ver depois da cirurgia.

– C-claro.

– E... Pronto. O paciente está totalmente sedado. — Paul assentiu para Blaine.

O médico voltou para a mesa de cirurgia e segurou seu bisturi novamente, circulando a córnea do ex-namorado com cuidado. Assim que retirou a córnea "estragada" Blaine pôs rapidamente uma prótese fina no lugar, que duraria sem incomodo por algumas horas até Kurt poder chegar ao hospital em Nova Iorque onde faria a cirurgia.

Blaine pensou rapidamente na possibilidade de Kurt ser operado em Atlanta, mas seria dificil para ambos os lados. Inconscientemente pensou na possibilidade do ex-namorado morrer durante a operação, e no quão conturbado seria para viajar o corpo novamente para os Estados Unidos. Ou então em que, depois da cirurgia, Kurt não poderia viajar de avião por alguns bons meses, sendo assim, teria que ficar na Austrália por muito tempo. Seria mais doloroso para o moreno, mas seria mais fácil para o castanho. Então Blaine sentiu Kurt partir outra vez.

– Blaine? — Sebastian recuperou os pensamentos de Blaine enquanto apontava o bisturi para o médico.

Blaine deu um sorriso torto para o assistente e voltou a pegar sua pequena faca, cortando a córnea restante lentamente. A cirurgia beirava sete horas e Blaine sentia o cansaço cair sobre seu corpo, e sequer havia avisado Katie que iria demorar.

– Seb, ligue para minha irmã e conte onde estou. — Falou terminando de circular a àrea gelatinosa. O castanho assentiu o saiu da sala de cirurgia.

O silencio se reinstalou e antes de Kurt acordar Paul já aplicava mais alguns ml de anestesia em Kurt, sem esperar o castanho acordar para repetir a dose. Blaine sorria para Paul no mesmo momento, como forma de agradecer ao velho homem por tentar manter o castanho vivo durante tanto tempo.

Blaine tirou a córnea danificada e a jogou em um pote com soro, a substituindo pela pequena prótese que fazia par com a outra já colocada. Ficou preocupado pois as mesmas não pareciam se adequar ao olho de Kurt, que já produzia muitas lágrimas para tentar encaixá-las no buraco feito pelo médico.

– Isso não vai dar certo. — Colocou as mãos na cintura, sussurrando.

– É muito legal o que você está fazendo. — George tentou chegar perto da mesa e dessa vez Blaine não o impediu.

– Não pense que estou fazendo isso por você. — Respondeu ríspido, checando se os pontos na pálpebra de Kurt estavam bem. — Estou fazendo isso por ele.

Sebastian terminou de limpar o rosto de Kurt e estava tentando fazer o castanho acordar nesse momento. Blaine e George jogaram suas luvas e máscaras fora e caminharam para fora da sala de operação.

– Vocês tinham... algo, não é? — Fez a pergunta que queria ter feito desde que conhecera Blaine.

– Nós tínhamos a melhor coisa que alguém poderia ter. — O médico suspirou. — Bom... Os pontos estão corretos, mas me preocupo com a prótese... As novas córneas de Kurt estão no primeiro avião para Nova Iorque, assim como você e ele deverão estar. É questão de horas para o corpo de Kurt começar a rejeitar as próteses.

– Sim... Farei de tudo para que o que aconteceu hoje não aconteça novamente. — George deu alguns tapas nas costas de Blaine a abriu a porta de seu consultório, que dava acesso ao corredor. Burt viu os médicos saírem da sala de cirurgia e correu até ambos. O médico de Nova Iorque andou um pouco a frente de Blaine, indo em direção de Burt.

– Ei, George.

Blaine gritou indo até o médico, e quando o mesmo se virou para saber o que o outro oftalmologista queria um punho acertou o lado esquerdo de sua face. Blaine havia dado aquele soco com todas suas forças, havia guardado aquele murro desde a cirurgia, ou desde quando Finn lhe contou por telefone qual era o nome do médico. O soco fez George cambalear mas não foi forte o suficiente para derrubar o Clooney.

– Mas que merda foi essa?! — Gritou George a ponto de ser ouvido por todo o hospital.

– Não achou que eu iria deixar quieto as coisas que você fez naquela sala, achou? — Blaine encarava o moreno. — Kurt é meu pequeno e você o machucou, não ache que sairá ileso caso isso aconteça de novo.

– Blaine! — Burt finalmente havia chegado até o médico e apenas o abraçou com força. O pai tinha os olhos vermelhos e marejados, provavelmente havia passado momentos obscuros ali fora sabendo apenas as informações de Quinn.

Blaine passou seus braços pelo ex-sogro e o abraçou com força. Carole, Finn, Quinn e Rachel se juntaram ao abraço aos poucos. George bufou e caminhou para longe de Blaine, ainda com raiva pelo lado esquerdo do rosto latejando.

– B-Blaine, querido... — Carole segurou as mãos do médico, ainda suadas por causa da cirurgia. — N-nos conte o que a-aconteceu lá dentro. — Carole tentava se manter tranquila, mas suas olheiras mostravam que havia chorado por horas.

– Tudo bem. Me acompanhem até meu escritório. — Falou com um sorriso falso abraçando o sogro e caminhando até o final do corredor.

Quinn aproveitou o momento e entrou sorrateiramente na sala do Dr. Whil, caminhando até onde estava sendo feita a cirurgia. Linda e as outras enfermeiras já haviam levado Kurt para a sala de descanso, e Sebastian agora limpava o que restou da cirurgia ali.

– E-ei, o que está fazendo aqui? — Alertou assim que viu a loira entrar na sala. — Você não pode ficar aqui.

– Relaxa.

Quinn correu até a câmera que havia gravado toda a cirurgia e tirou o cartão de memória para si. Caminhou até Sebastian, depositou um selinho nos lábios carnudos do enfermeiro (que ficou sem entender nada) e caminhou rapidamente até a porta, escondendo o objeto roubado dentro de seu sutiã. — Não conte pra ninguém que estive aqui. — E saiu, deixando o enfermeiro sem entender nada do lado de dentro da sala.

Rapidamente alcançou Rachel, Finn e Carole no corredor. Nenhum dos três perceberam que a loira esteve ausente por alguns segundos.

[...]

48 HORAS ANTES DA CIRURGIA

– Blaine? — Sebastian deu algumas batidas na porta antes de a abrir (mesmo sem permissão). Encontrou o médico revirando o album de seu celular, onde estavam espalhadas fotos com seu ex-namorado.

– S-sim? — Bloqueou a tela do celular sem saber se Sebastian havia visto alguma coisa. Limpou a garganta e tentou novamente. — Sim?

– Kurt. Ele acordou. — Disse com um sorriso sincero e fechou a porta, voltando para seus afazeres.

Blaine sentiu seu chão voltar naquele instante. Sentiu como se toda a alegria do mundo houvesse voltado e se não estivesse em um hospital e fosse o médico chefe dali, sairia pulando por todo o corredor. Blaine suspirou e resolveu visitar o ex-namorado depois, já que daqui a alguns minutos tinha uma consulta e agora Kurt deveria passar um tempo com sua família.

A primeira visita de Kurt foi George. O médico passou horas conversando com o paciente. Do lado de fora esperando estavam Burt, Rachel e Carole. Finn e Quinn viriam no outro dia. Acabou acontecendo de o médico ficar tempo demais no quarto com Kurt que a hora da visita acabou, fazendo a família Hummel-Hudson e Berry terem que ir para casa para voltar no dia seguinte.

George ficou mais algumas horas conversando com Kurt já que era médico e podia dar a desculpa de que estava examinando o paciente. Assim que terminaram de conversar Kurt abraçou fortemente o médico e o ouviu sair da sala, indo preparar tudo para a viagem do outro dia para Nova Iorque.

34 HORAS ANTES DA CIRURGIA

Blaine esperou o dia amanhecer e seu horário de almoço chegar para conversar com Kurt. As visitas aconteciam das 13:00hrs até as 21:00hrs, então aproveitaria para ficar com Kurt até a hora que algum parente viesse o visitar.

Colocou seu melhor perfume e foi até a sala aonde Kurt repousava. Abriu a porta lentamente e viu que o castanho ainda dormia com tranquilidade. Blaine sentiu no ar o cheiro do perfume de Kurt, sentiu-se preenchido novamente. Deixou seu estetoscópio que ficava ao redor do pescoço em cima da cama ao lado da de Kurt e andou até o castanho.

Kurt tinha praticamente toda a parte de cima da cabeça enfaixada, deixando apenas metade do nariz e bocas de fora das gazes. A mão do médico deslizou até a mão do paciente, e assim que Kurt sentiu algo tocar sua mão se mexeu na cama preguiçosamente, como se tivesse acordando de um sono de mil anos.

– P-pai? — Sussurrou, ainda sonolento.

– Não, sou eu. — Blaine sorriu ao ver Kurt tentar segurar um bocejo.

– O que faz aqui? — Perguntou seco.

Blaine arregalou os olhos com a rapidez que Kurt tirou as mãos da sua assim que ouviu a voz do castanho. Não havia motivos para Kurt estar brigado com o médico.

Bom, haviam motivos, mas o moreno pensou que depois da pequena interação de antes da cirurgia não houvesse mágoas do lado do castanho.

– Um bom dia pra você também, pequeno. — Blaine sorriu rapido, tentando alcançar a mão de Kurt novamente, porém o castanho sempre a tirava. O que diabos estava acontecendo ali?

– George me contou. Sobre a cirurgia. — Falava ainda rouco.

– Que bom, isso me poupa bastante tempo. — Blaine suspirou aliviado olhando os calos na mão depois da tarde anterior.

– Como você pôde? — Perguntou Kurt ainda incrédulo.

– Eu não poderia deixar você nas mãos daquele homem, Kurt. — Blaine finalmente havia percebido o tom de voz do castanho, como se o fato de Blaine ter salvado sua vida fosse errado. — E quando te vi naquela mesa, cheio de sangue, como eu poderia...? — Kurt o interrompeu.

– E precisava falar aquelas coisas? Agir daquela maneira?

Opa. O médico notou algo de errado ali e logo notou o que estava acontecendo. Seria George capaz de...?

– Aquilo era uma coisa séria pra mim, e você tratou como se não fosse nada. Se não fosse o Dr. George... — Kurt continuou e Blaine teve certeza. — ...eu poderia estar morto agora. Ainda não entendo!

– Kurt... Me escute. — Tentou se explicar, tentou segurar a mão do castanho que apenas berrou um grave não.

– Não, Blaine. — Se não houvesse talas e faixas em seu rosto, lágrimas rolariam por Kurt. — Não dessa vez. E-eu tentei durante esse tempo todo te imaginar como um monstro que havia me deixado na véspera de natal, mas nunca havia conseguido. — A voz de Kurt embargada era o que mais machucava o médico. — P-pensei que reencontrar você aqui em Atlanta fosse obra do destino, que fosse alguma coisa boa, mas... N-não foi. E-eu te senti, eu te ouvi e d-de repente tudo ficou colorido novamente. P-pensei que talvez n-nada nunca tivesse mudado.

– E não mudou... — Falou sussurrando.

– Eu demorei tempo demais pra te esquecer. N-não me faça passar por isso novamente, e-eu não quero. — Falou firme. — A-atrapalhar George na cirurgia, falar que preferia me ver morto a me ver ser operado por ele... I-isso me mostrou o B-blaine que todos falavam que existia e eu n-não conseguia enxergar.

– Atrapalhar George na cirurgia? — Blaine tinha um olhar cínico no rosto.

– S-sim. E ainda e-expulsar Quinn da sala de o-operações... V-você se deu conta d-da confusão que fez? — Kurt parecia quebrado. Tentava não acreditar nas palavras de Whil, mas elas eram praticamente impossíveis de não ser acreditadas.

– Eu não acredito no que estou ouvindo. — Blaine se afastou um pouco da cama de Kurt, incrédulo.

– N-não sei se era seu plano ir para N-nova Iorque para o s-segundo passo da cirurgia, m-mas não quero você lá. — Kurt engoliu o choro. — N-na verdade, não te quero mais p-perto de mim. N-nunca mais.

Blaine podia chorar a qualquer momento, mas não iria. Perdeu a conta de quantas vezes seu chão e seu mundo havia caído naqueles últimos dias, e essa era apenas mais uma das ocasiões para se juntar à lista. O pior não foi George inventar todas essas coisas para Kurt, e sim o castanho ter acreditado nas mesmas, mas também, o que queria? Blaine era apenas o cara que havia deixado Kurt na noite de natal.

– Tudo bem. — Falou engolindo sua honra. — Me desculpe por atrapalhar a cirurgia de George, talvez fosse melhor eu nem estar na sala de operações.

– T-talvez fosse mesmo. — Disse firme, o que fez o coração de Blaine se quebrar ainda mais (se aquilo fosse possível).

– Até mais, Kurt. — Blaine se virou e deixou algumas lágrimas escaparem. Era ridículo não querer chorar na frente de Kurt, porque o castanho era cego, mas para Blaine ele era muito mais do que isso. Blaine sabia que Kurt podia distinguir quando Blaine estava triste ou não, quando estava chorando ou não.

– N-não conto com isso. A-adeus.

E a porta do quarto se fechou, e as lágrimas rolaram.

[...]

31 HORAS ANTES DA CIRURGIA

– Pera aí, o quê? — Perguntou Quinn no corredor. Blaine tinha os olhos vermelhos e inchados, mas torcia para que a loira não percebe que tinha chorado. — Você não pode estar falando sério!

– Foi exatamente isso. — Blaine suspirou. — Eu sou o ruim da história e George é o heroi. Pelo visto eu atrapalhei o "grande médico"... — Fez aspas no ar. — ...em sua cirurgia, falei que queria Kurt morto e te expulsei da sala porque sou ruim. Então é isso que eu sou. — Disse dando de ombros.

– Não, Blaine. Eu posso até entender você não querer contar para Kurt que mudou de país por problemas com sua irmã, mas isso eu preciso contar pro cabeça-dura lá dentro! E-ele não pode te tratar assim... Não depois do que você fez ontem por ele!

– Quinn, deixa...

– Não! — Saiu em disparada até o quarto do castanho. Blaine pensou em impedi-la, mas sabia que ninguém conseguiria deter a Fabray.

Blaine ficou os minutos em que a loira e Kurt conversaram ao lado de fora do corredor, próximo da porta. Não para tentar escutar alguma coisa, mas para poder entrar e conversar com Kurt depois que ele soubesse toda a verdade. Ouviu alguns berros do lado de dentro do quarto, mas resolveu não se intrometer.

Alguns segundos depois Quinn bateu a porta do quarto com força, como se sua vida dependesse daquilo. Blaine levantou as duas sobrancelhas e caminhou até a loira raivosa.

– E-ele não acreditou em mim. — Falou ainda irritada, mas um pouco chateada.

– O que esse cara fez com nosso Kurt? — Blaine suspirou e encostou-se à parede, deslizando até o chão. Quinn sorriu torto para o médico e se sentou ao seu lado, no fundo do corredor.

– Talvez ele não tenha te escutado, talvez ele não acredite em mim... Mas ainda temos Burt, Carole, Finn e Rachel, e se for preciso, ainda temos todos os enfermeiros do dia... — Blaine suspirou novamente. — ...Ele vai acreditar na gente. Ele tem que acreditar na gente! — Falou um tanto sem esperança.

Isso era o que pensava a Fabray.

Notas finais
NAO KURT, PORRA KURT!!!!!!!! hehe