Notas iniciais
eu sei que tô sumida e sei que deveria atualizar one more night antes de atualizar blank pages, mas é que eu não conseguia pensar em nenhum capítulo de nenhuma fanfic porque blank pages tira toda a minha concentração! maldita história perfeita pra porra :P antes de tudo queria desejar pra todos os meus leitores (aka amorzinhos) um feliz ano novo, que tenhamos um ano repleto de momentos klaine, klisses e klex... a lot of klex! hehe e um feliz natal (muito) atrasado pra todos... promessas de 2014: cumprir as promessas que ficaram de 2013 promessas de 2013: atualizar as fanfics com mais frequência

Kurt caiu com as costas no colchão macio e Blaine já tomou posição em cima do namorado. Sua boca deixava marcas pelo pescoço branco de Kurt e as mãos faziam a dificil tarefa de arrancar a camisa que Kurt vestia. O mais novo soltava gemidos sem pudor, sabendo que Katie não estava em casa e as únicas testemunhas do ato de amor do casal seriam os peixes do aquário no canto do quarto.

Geez, Kurt. Você me deixa tão... Louco! — Blaine beijava a extensão do peito de Kurt, mordiscando o mamilo algumas vezes. Kurt apenas jogava a cabeça para trás e sentia o namorado fazer o volume de sua calça aumentar cada vez mais. Uma grande dor de cabeça começou naquele momento, mas ignorou. Não queria parecer uma daquelas esposas chatas e velhas que usavam uma dor de cabeça qualquer como desculpa para não fazer sexo. Longe disso. Kurt queira muito fazer sexo.

– Ainda me pergunto como consigo ficar tanto tempo sóbrio de você...

Kurt suspirou entre as palavras. Blaine já havia tirado a camisa e o jeans do namorado, e agora analisava a boxer branca com um olhar cheio de luxúria. No calor do momento tirou sua blusa também e voltou a beijar Kurt.

Mesmo com todos os anos estudando medicina, ainda não conseguia entender como Kurt fazia esse efeito em seu corpo. Era como se seu coração parasse e batesse a mil por hora ao mesmo tempo, como um efeito de um ataque cardíaco. Estudou semanas sobre oxitocina, o famoso "hormônio do amor" e mesmo assim os sintomas não condiziam com o que Kurt o fazia sentir. Seus ex's ficantes? Passavam longe disso. Malditos adolescentes com seus hormônios à flor da pele.

Blaine separou o beijo, encarando Kurt com os lábios semi-abertos, pedindo por mais.

– A-acho que não vou aguentar as preliminares por muito tempo! — Avisou o moreno voltando a deixar marcas pelo pescoço do namorado, apertando seu quadril e jogando o peso de sua cintura contra a ereção de Kurt.

– N-nem eu. — Suspirou.

Blaine tirou do jeans sua carteira, e de dentro dela tirou uma embalagem preta que pelo som Kurt sabia que era a camisinha. O cinto logo foi para o chão e o médico se igualou ao paciente, ambos de cueca se esfregando e exalando oxitocina. Levou a mão até o criado mudo e agarrou o pequeno pote de lubrificante.

Enquanto isso Kurt fez o favor de se livrar de sua ultima peça de roupa e deitar de lado, esperando Blaine completar sua "conchinha". Respirava fundo. Seus músculos doíam e a dor de cabeça o matava, mas iria até o fim com isso. Se a cabeça doía, sua ereção doía muito mais. Precisava se aliviar e logo.

Blaine pôs a camisinha em si espalhando por ela um pouco do gel gelado e se deitou com Kurt. O castanho pôde sentir o membro do médico cutucar suas costas, sorrindo colou seu corpo no de Blaine.

O médico posicionou seu membro na entrada de Kurt que apenas fechou os olhos e esperou pela entrada do membro. Blaine foi cuidadoso, masturbava Kurt com força assim que tentava entrar pelo buraco apertado do namorado. Sabia como doía, já fora o passivo (tentaria isso mais tarde com Kurt, obvio) e queria que o castanho sentisse mais prazer do que dor. Em relação ao sexo, Kurt não tinha o que reclamar, estava chegando ao seu ápice antes mesmo de começar a se movimentar, mas em relação a dor de cabeça que sentia, poderia morrer ali mesmo. As pontadas faziam seu cérebro quase sair do lugar.

– Hey.

Blaine distribuiu beijos pelo ombro de Kurt, colando seu peito com as costas do namorado. Seu membro estava totalmente dentro dele e estava pronto para começar o movimento. Sentia Kurt contrair os músculos com dor, mas em relação à isso, não podia ajudar em nada.

– Amor... — A voz rouca de Blaine ecoava no quarto que tinha os vidros embaçados. — Me diga quando estiver pronto. Eu posso esperar quanto tempo quiser até ficar completamente confortável...

Segunda vez que transavam, e Kurt sentia que seu corpo estava preparado, como se tivesse feito aquilo durante todos os dias de sua vida.

– Pra você eu sempre vou estar pronto.

Kurt alcançou a mão do namorado e deu o primeiro impulso para frente e logo para trás. Blaine mordeu os lábios de excitação e começou com o vai-e-vem da relação. Com a mão livre masturbava Kurt que revirava os olhos de prazer (e de dor de cabeça). Kurt não teve pudor, e não foi puritano dessa vez. Os gemidos poderiam ser considerados quase berros e Blaine estava adorando ver esse lado "sujo" do castanho. Sorria e mordia os lábios, tentando fazer o efeito retardante da camisinha durar mais, mas o namorado era gostoso demais, e gemia daquele jeito, e se mexia na cama fazendo tudo ficar perfeito e...

– Mhmmmmm. — Soltou com o rosto abafado nas costas do namorado, parando o movimento na mesma hora. Blaine tinha um sorriso no rosto e a pressão de seu ouvido o fazia ficar "surdo". Sempre que chegava ao orgasmo acontecia isso. Seus músculos relaxaram e abraçou o namorado.

Kurt riu baixinho e se posicionou no abraço. Poderiam ter feito outra rodada de sexo, mas deixaram para o outro dia. Eram namorados e nada impediria isso (nem mesmo Atlanta), e tinham todo o tempo do mundo para se curtirem. Blaine pegou no sono, e Kurt achava que também estava dormindo, mas na verdade havia desmaiado. A dor de cabeça o pregou uma peça e tanto!

[...]

Blaine acordou com uma cãibra desgraçada na perna, como se tivesse uma tonelada por cima do membro. Abriu os olhos lentamente e ouviu um sussurro vindo de Kurt enquanto dormia. Sorriu com os olhos semi-abertos e se ajeitou na cama, com Kurt ainda dormindo sobre seu peito. Levou sua mão livre (a outra abraçava o namorado) até os olhos e os esfregou enquanto bocejava; o relógio na parede mostravam que ainda era dez horas da manhã. Como havia conseguido dormir tanto?

Uma vez acordado e com a visão completa para o teto do quarto, levou sua mão até os cabelos bagunçados de Kurt e os afagou com um pequeno sorriso no rosto. Quantas vezes tivera a conclusão de amar Kurt? Bom, essa iria para a lista de vezes. Repousou a mão em seu peito e sentiu um líquido viscoso. Por um momento achou que Kurt houvesse o babado todo, mas logo sentiu a densidade do tal líquido e, por experiencia, achou familiar a textura.

Levou os dedos até um ponto de sua visão e confirmou sua teoria: era sangue. E não era pouco sangue. Era muito sangue. Muito o suficiente para seu peito estar todo sujo, assim como o lençol, travesseiro, fronhas, cobertas e... Kurt. Blaine tentou não se apavorar (havia treinamento para isso) mas parecia quase impossível. Sentiu-se totalmente diferente de quando socorreu Kurt pela primeira vez, porque agora Kurt o pertencia. Deitou o castanho na cama, sem o acordar, e constatou que o sangue escorria de seus olhos e provavelmente havia escorrido a noite toda.

– Kurt. — Colocou as mãos no ombro do namorado. — Kurt! — Chacoalhou o mais novo.

– Só mais cinco minutos, eu prometo que levanto. — Kurt se virou, afundando o rosto no travesseiro.

– Kurt, é sério! Seus olhos... Está tudo cheio de sangue... — Blaine falou com receio. Kurt se sentou na cama no mesmo momento, afundando seu rosto em suas mãos.

– Ah, de novo não. — Limpou o rosto, em vão, porque o sangue praticamente jorrava, deixando os olhos azuis quase imperceptíveis.

– De novo? — Perguntou o médico assustado. — Isso já aconteceu antes?

– Acontece toda hora. — Kurt se levantou e foi até o banheiro, onde começou a lavar o rosto. — Dia sim, dia não praticamente. Carole já se acostumou e até começou a comprar roupa de cama descartável... E-Ela pode lavar as suas, porque ela lavou as minhas no começo... — O cego esfregava água no rosto e pelo ralo da pia apenas o vermelho escoava.

– Kurt, o que eu menos estou preocupado agora é a minha roupa de cama. Você namora um oftalmologista clínico geral e também seu médico e sequer pensou em citar o fato de acordar todos os dias com os olhos ensanguentados? — Blaine havia corrido até o banheiro e ajudava Kurt a lavar o rosto. O sangue estancava aos poucos.

– Começou semanas depois da cirurgia. Quinn pesquisou na internet pra mim e estava escrito que não era nada para se preocupar, que podia ser uma veia que estourava e que era só lavar e deixar que com o tempo pararia.

– SEMANAS DEPOIS DA CIRURGIA??!? Está me dizendo que isso acontece há quase quatro meses e você acha que é apenas uma veiazinha? — Blaine estava incrédulo. Kurt era esperto demais pra isso. — Quantas veias você acha que tem no seu globo ocular?

Kurt se calou.

– Kurt! — Blaine chamou a atenção do namorado, que agora afundava o rosto em uma toalha de algodão.

– Ok, ok. Eu estava com medo que pudesse ser algo sério. Meu pai me contou o que aconteceu comigo, contou que os cacos de vidro fizeram um estrago enorme e que eu nunca enxergaria novamente. Eu tive medo que o sangue fosse sinal que a cirurgia tivesse dado errado, e que eu teria que entrar naquela sala cirurgica novamente... E com o tempo, limpar o sangue se tornou tão normal que... — Terminou de enxugar o rosto. O unico sinal de que seus olhos estavam em poças de sangue eram alguns vestígios perdidos na imensidão azul que eram seus olhos. — ...que eu nem lembrei de te contar.

– Kurt... — Blaine abraçou o namorado.

– E quando Quinn falou que era normal foi um alívio. — Voltou até o quarto e se sentou na beirada da cama. — O quão sério pode ser isso? — Perguntou receoso.

– Depende... Tive raros casos de sangramento e hemorragias oculares... — Blaine segurou a mão do namorado. — As vezes, pode sim, ser algo normal, que acontece, mas não durante quatro meses. Tenho que te levar até o consultório para ter uma certeza do que pode ser... Podemos tratar de um caso sério de hemorragia ocular... Kurt, você perdeu a visão, precisa cuidar melhor de seus olhos... Está passando o colírio conforme te mandei?

– Sim... — Se sentia como uma criança reprendida pelos pais.

– Bom, isso ajudará. O bom é que você não tem outros sintomas como tontura, enjoo ou dores de cabeça, o que é melhor. Os casos graves geralmente levam até ao apodrecimento das córneas e... — Blaine reparou no olhar vago de Kurt. — ...o quê? Não em diga que...

– Tonturas e dores de cabeça fazem parte da minha rotina também...

– Droga, Kurt. — Blaine se levantou correndo, indo até o guarda-roupa procurar algo para vestir (sim, ainda estavam nus). Levaria Kurt imediatamente para seu consultório. — O que mais acontece?

– Quando choro dói... Meus olhos doem as vezes, e tenho sensibilidade à luz.

– Sensibilidade à l... Mas você perdeu a visão, Kurt.

– Sim, mas às vezes quando saio de dia e o sol está forte sinto um piscar e as memórias, o famoso "preto" começa a ficar turvo...

– Meu deus! — Blaine falou espantado, jogando algumas roupas na direção de Kurt. — Vista isso, rápido!

– O-o que? O que eu tenho? — O coração de Kurt começou a bater forte.

– Quando fiz sua cirurgia achei que isso talvez não poderia acontecer, mas... Kurt, seu caso é mais grave do que eu esperava. O que você está perdendo não é sangue, é sulco ocular e... — Engoliu seco. — ...e se isso acontece há quatro meses, talvez seja tarde demais demais para fazer alguma coisa... — Tinha o coração na mão. Kurt não sabia o que falar, apenas começou a se vestir.

– O quão grave pode ser isso?

– Grave o suficiente para seus órgãos internos começarem a apodrecer um por um, em questão de dias.

Notas finais
:O é chato demais implorar review ou recomendação? então eu não vou fazer isso, mesmo que seu sub-consciente te fale que é injusto porque você está lendo uma fanfic perfeita, que é gasta horas para ser escrita e não pode perder alguns minutos escrevendo uma resenha para a autora... eu não irei falar nada, apenas ouça seu sub-consciente u_u