– Estou pronto.

– Mesmo? Podemos fazer isso qualquer outra hora. Não se sinta pressionado pelo fato de eu ter dito todas aquelas palavras e — — Dessa vez foi Kurt quem interrompeu o falatório do outro.

– Você pode só... Calar a boca e tirar minhas roupas como qualquer outro namorado faria? — Perguntou Kurt fazendo Blaine gargalhar. Segundos depois, sua boca foi atacada com fervor.

Blaine beijava Kurt, mas em seu rosto estava estampado um sorriso enorme. Kurt estava na mesma situação vendo o quão satisfeito Blaine estava. Ele queria fazer o bem para o namorado. Não demorou muito pras mãos de Blaine começarem a percorrer o corpo do mais novo.

Kurt estava cego faria o quê? Sete, seis meses? E nesse tempo passou a considerar as sensaçõesuma das coisas mais importantes na vida de alguém. A primeira era o paladar. Em sua boca havia outra boca feroz, tentando sugar tudo que podia para si. Blaine tinha um beijo hipnotizante que Kurt não conseguia se livrar; a segunda era o olfato, e as narinas de Kurt sentiam aquele perfume forte e amadeirado que Blaine usava. Ele podia distinguir a metros de distância o perfume de Blaine, e o castanho lembra-se de sentir esse cheiro em seu quarto de hospital, antes mesmo de conhecer Blaine; e o terceiro e último, era o tato.

Kurt tinha uma perceptibilidade incrível sobre o tato. A ponta dos dedos de Blaine o tocando poderiam o fazer arrepiar de um jeito totalmente diferente e novo. O toque de Blaine, os dedos de Blaine se perdendo na barra do moletom era tudo que Kurt pensava. Atrevidamente Blaine ousou levantar a blusa, deixando metade do peito de Kurt à mostra.

Kurt poderia jurar que sua boca estava roxa de tanto que Blaine a sugava para si, feito um animal, mas não podia reclamar uma vez que estava fazendo o mesmo com o médico. Tinha sede de Blaine. Apenas perdeu o rumo do beijo porque sentiu os dedos de Blaine tocarem seu abdome. Não conhecia mais a necessidade de vestir aquela peça de roupa. Puxou Blaine pra perto.

Ainda entre beijos se sentaram na cama, perfeito para Blaine aproveitar e voltar para a barra do moletom de Kurt, o puxando pra cima e finalmente livrando o namorado daquela peça de roupa. Kurt suspirou e encerrou os beijos, mas somente para dar atenção ao pescoço de Blaine, que o puxava cada vez mais perto.

Kurt nunca se sentiu um adolescente, e sempre estava errado com a idade dos demais que convivia. Sempre se sentiu mais velho, e certamente, as coisas que estava fazendo não eram nem um pouco condizentes com a sua idade. Sua língua percorria todo o pescoço do namorado, que apenas suspirava e distribuía beijos pelo ombro do antigo paciente.

– Kurt... — Procurava palavras. — Você é lindo, absolutamente lindo.

E foi exatamente assim que Kurt imaginou sua primeira vez. Ele estaria em um local quente, não de temperatura ambiente, mas porque ele e seu parceiro fariam do lugar algo fervente. Então seu parceiro o beijaria até ficar sem ar, e enquanto não o despisse, o falaria como era lindo, e como gostava de estar com ele. Kurt sorriu, parando com os beijos.

– Está na hora de você se livrar essa calça... — Falounão tendo noção de quão sexy isso tinha soado em sua voz abafada.

Deitados novamente Kurt agarrou a barra da calça de Blaine, trazendo o quadril do mais novo até o seu. Os volumes da cueca e da calça eram iguais, e ambos levaram um choque de prazer aos membros se tocarem por baixo dos tecidos. Kurt sabia que Blaine iria levar o momento conforme o deixasse, então resolveu acabar logo com o que o matava e puxou a calça do namorado pra baixo, com a intenção de tirá-la, só não tinha a intenção de não encontrar nada ali por baixo.

Blaine ficou vermelho, tentando achar alguma desculpa por dormir sem cueca. Ele fazia isso sempre, se sentia livre, mas provavelmente com Kurt dormindo ali essa não tinha sido uma boa escolha.

– E-eu... É que eu sempre... — Se embaralhou durante as palavras, e Kurt apenas gargalhou corado.

– Está tudo bem... Íamos acabar chegando nessa parte, não íamos? — Blaine assentiu com a cabeça, capturando os lábios do mais novo.

Blaine deitou Kurt na cama e começou a o beijar lentamente. Suas mãos percorreram todo o corpo do castanho até chegar à barra de sua boxer preta, com um volume imenso à mostra. Lentamente foi tirando a peça de roupa do namorado, fazendo seu membro quase saltar pra fora. A imagem de Kurt vulnerável era linda, e Blaine por aquele momento pensou em parar tudo que estava fazendo apenas para observar Kurt.

Estavam a uma distância memorável. Blaine queria deixar Kurt confortável antes de poder tentar alguma coisa. Sabia que o mais novo era virgem, e certamente ele nunca tinha imaginado a sua primeira vez sentindo apenas o toque e o cheiro da pessoa, mas Blaine prometeu a si mesmo que faria dessa a melhor primeira vez de alguém.

Se sentaram na cama e compartilharam um sorriso maravilhoso. Blaine alcançou as mãos de Kurt e ficaram ali por alguns segundos.

– Me avise quando estiver pronto, meu amor.

Kurt tremeu com as últimas palavras do namorado. Estaria ele pronto? Nunca tinha passado por essa situação, como saberia? Apenas assentiu com a cabeça e deixou o moreno tomar conta do resto.

Blaine levou as mãos de Kurt até seu rosto e deixou o castanho fazer o que quisesse. Ele queria que Kurt conhecesse esse seu lado também.

Nas pontas dos dedos de Kurt ele sentia um sorriso sincero nos lábios de Blaine. Suas sobrancelhas fortes e grossas, suas bochechas quentes e seu cabelo perdido em cachos. Um sinal de barba por fazer, o que o deixava com um ar mais másculo. Passou para os ombros. Seu toque fazia Blaine se arrepiar, como se fosse também a sua primeira vez. Os ombros de Blaine eram fortes, com ossos e músculos visíveis. Os braços de Blaine... Kurt perdeu as contas de quantas vezes perdeu o foco quando tocou naqueles braços fortes, e as mãos de Blaine... As mãos. Suspirou. A cada toque seu membro ficava mais rijo. O toque fazia Kurt conseguir montar a imagem de Blaine em seu consciente. Desceu para o peito, forte e duro com alguns pelos, exatamente do jeito que Kurt sempre imaginou. Fechou os olhos confiantes e suas mãos desceram até o membro de Blaine.

Blaine também tinha os olhos fechados, acompanhando as pontas dos dedos de Kurt fazerem todo o trabalho. A cada toque novo em um lugar novo Blaine se arrepiava como se fosse uma sensação nova. Nenhuma das vezes que fizera amor até hoje havia sido daquele jeito. Principalmente quando sentiu os dedos de Kurt finalmente chegarem ao seu membro.

– Kurt... — Sussurrou suspirando.

Kurt agora usava as duas mãos para sentir o membro de Blaine. Por um momento agradeceu por estar sem o sentido da visão, porque aquela transa seria a mais sensual que Blaine receberia. Suas mãos percorriam sedentas por informações. Kurt massageava o pênis de Blaine assim que passava a mão, fazendo o mais velho enlouquecer.

– Kurt... — Avisou novamente. Estava louco, e Kurt sabia disso. Seu membro não poderia ficar mais rijo, e Blaine não poderia ficar mais hipnotizado. Se não fosse tão cavalheiro teria jogado o namorado contra a parede e abusado dele ali mesmo.

Uma vez satisfeito com o que descobrira do namorado, era a vez de Blaine fazer Kurt sentir o que ele tinha sentido nos passados minutos. Blaine percorreu o peito de Kurt com seus dedos, e Kurt que tinha pensando que já estava excitado o suficiente, apenas ficava mais e mais com o toque do amado sobre si. Blaine estava adorando ver o jeito que o rosto do namorado ficava a cada toque, a cada aperto que fazia. Chegando ao membro de Kurt, usou tudo que sabia de sua experiência. Chegou pela base e terminou na cabeça, sempre massageando. Repetiu o mesmo ato por alguns segundos até finalmente Kurt sussurrar seu nome.

– BlaAhine. — Falou perdendo a cabeça.

O médico soltou um sorriso enorme e puxou Kurt para um beijo feroz, libertando tudo que havia guardado nos passados minutos. A boca de Kurt era praticamente atacada por Blaine e seu desejo, o que fazia o castanho ficar enlouquecido. Aquilo então era o famoso sexo que todos falavam? Realmente, ficar anos sem isso havia sido uma aversão ao divertimento insano.

– Vou te deitar agora... — Disse Blaine ao pé do ouvido de Kurt, enquanto sentia o lençol de seda nas suas costas. O beijo se tornou calmo e apaixonante. Kurt passava as mãos pelas costas de Blaine, que tinha cada perna ao lado de Kurt, praticamente sentado em cima do namorado.

Seus membros se tocavam e formava ondas de excitação em ambos os corpos. Blaine queria simplesmente começar a amar Kurt e nunca mais parar, mas tinha que respeitar os limites do parceiro. Nunca havia tirado a virgindade de ninguém, mas faria exatamente do jeito que gostaria que a sua tivesse sido tirada.

– Vou deixar você escolher,meu amor. Como você quer? — Dizia apaixonado Blainenovamente ao pé do ouvido de Kurt, mordendo o lóbulo com cuidado. — Podemos fazer deitados, ou assim... — Beijou o pescoço do namorado. — Escolha o que for melhor pra você. — Agora beijava o ombro do namorado.

Kurt não sabia o que responder, mas seu cérebro sabia exatamente como queria. Puxou Blaine para seu lado e depositou um beijo em seus lábios, antes de virar de costas para o namorado. Blaine apenas sorriu apaixonado.

Blaine levou sua mão até o criado-mudo e alcançou uma embalagem preta e um tubo de lubrificante cheio (para o alívio de Kurt). Colocou a camisinha em poucos segundos e despejou o gel por seu membro, massageando para amenizar o choque de sensações quando o gelado tocou o frio. Colocou mais um pouco de gel sob os dedos e espalhou pela entrada de Kurt, provocando. Kurt apenas fechou os olhos e suspirou forte.

Hey. — Sussurrou Blaine perto da orelha de Kurt, abraçando. — Você está bem?

Mhmmg.

Foi a única coisa que Kurt conseguiu falar, extasiado de tanto prazer. Era assim que era seu ego desnorteado então? Blaine se posicionou e levou seu membro até a entrada de Kurt, pressionando para entrar.

De começo Kurt se assustou, mas fechou os olhos e apertou a mão de Blaine conforme a dor que sentia. Graças ao lubrificante importado que Blaine tinha (milagroso, poderia se dizer), essa tarefa não estava sendo muito dolorosa.

– Shhh, shh. — Blaine falava conforme Kurt apertava sua mão com dor, depositando beijos pelo ombro do mais novo. Não queria ver Kurt mal, não queria ver a dor no castanho, mas para Kurt sentir prazer, primeiro o castanho precisaria sentir dor... E isso quebrava o coração de Blaine. — Shhh, tá tudo bem.

Uma lágrima escorreu do olho direito de Kurt, caindo diretamente no travesseiro. Respirou breve e voltou a se concentrar. Nenhuma dor que sentira até hoje se comparava à dor que estava sentindo agora (talvez nem se somasse todas as dores daria para comparar), mas todo o amor que Kurt sentia por Blaine amenizava isso, e ter um médico dedicado e amoroso atrás de si, beijando seu ombro carinhosamente fazia tudo ficar melhor.

Finalmente, todo o membro de Blaine estava dentro de Kurt, o que fez ambos soltarem um suspiro apaixonado (e de excitação).

– Você está bem? — Perguntou Blaine.

O melhor de tudo é que Blaine perguntava se Kurt estava bem a cada cinco minutos. Não por preocupação da dor, mas porque Blaine realmente se importava com Kurt, e queria saber se tudo estava indo bem para o castanho.

– Sim, está tudo indomuitobem.

Apertaram as mãos pela última vez para Blaine abraçar Kurt com força, trazendo-o para si. Cuidadosamente saiu de Kurt, e entrou novamente. Kurt já não sentia mais dor, foi quando empurrou seu quadril pra trás para mostrar que estava totalmente pronto para ter Blaine dentro de si.

O mais velho sorriu e beijou toda a extensão das costas do amado, começando com o movimento de entra-e-sai. Começou apaixonado, cheio de cuidados, e conforme Kurt se soltava ia mais forte, provocando gemidos abafados de Kurt. As molas da cama faziam pequenos sons conforme a velocidade do sexo aumentava. Sexo? Amor.

As mãos que abraçava Kurt desceram um pouco, chegando a massagear o membro de Kurt. O castanho estava delirando de prazer. O membro de Blaine tinha finalmente alcançado a próstata, fazendo Kurt gemer de prazer sem conseguir segurar seus gemidos. Katie provavelmente não dormiria.

– Você está bem?

Perguntou novamente, e Kurt gemeu concordando. Os gemidos indecifráveis que saíam da boca de Kurt com uma voz rouca apenas deixava Blaine mais excitado, fazendo-o aumentar a velocidade das estocadas. Era incrível como ele ainda estava aguentando tanto tempo, devido ao estado que estava. Sentiu uma coisa quente subir para seu membro, e então tremeu na cama, parando o movimento instantaneamente. O líquido quente havia preenchido a camisinha sem qualquer pré-aviso. Kurt tinha um sorriso nos lábios ao perceber como Blaine estava entregue ao orgasmo.

Vocêestá bem? — Perguntou brincando ao médico.

Kurt se virou, deitando de barriga pra cima com um médico manhoso deitado sob seu peito, enquanto ainda massageava seu membro lentamente. Não tinha noção de como sexo era bom, e mesmo sem saber o que Blaine planejava a seguinte.

Meio minuto se passou até Blaine se recuperar e conseguir molhar os lábios secos. Seu coração batia em ritmo normal novamente e então percebeu que ele havia chegado ao final, mas Kurt não. Como o melhor namorado do mundo, subiu novamente em Kurt, com uma perna em cada lado do quadril do mais novo e voltou a beijá-lo apaixonadamente.

Os beijos passaram da boca ao pescoço, foi quando Kurt percebeu que eles trilhavam um caminho exatamente até seu membro.

Blaine tinha seus lábios já no umbigo do castanho e descia cada vez mais, provocando sensações maravilhosas no namorado. Blaine finalmente chegou ao membro do castanho, aonde abocanhou tudo de uma vez. Seus lábios molhavam toda a extensão e Blaine perdia um bom tempo dando atenção à cabeça do pênis de Kurt.

O mais novo apenas se contorcia na cama, amassando o lençol de seda nas mãos. Ele não tinha noção de como aquilo era demasiadamentebom. Blaine não era nenhum profissional da área e nunca esteve com muitos homens, mas sabia que estava fazendo certo conforme os gemidos de Kurt. Abocanhava toda a extensão de Kurt, fazendo o castanho vibrar. Kurt já não estava muito longe do orgasmo, mas com Blaine o fazendo sexo oral, ficou bem mais perto. Pouco tempo depois Blaine acabou sentindo um quente preencher sua boca e fez questão de engolir tudo, até a última gota. Sorrindo e com sentimento de vitória ao ver Kurt sem palavras, voltou a deitar no peito do namorado, brincando com seus dedos conforme tinham as mãos dadas.

– Sabe... Isso foi bom pra caralho! — Exclamou Kurt. Essas eram suas primeiras palavras.

– Aah, então quer dizer que o senhorfalapalavrão. — Gargalhou Blaine com o "dar" de ombros de Kurt fez, não se importando.

Kurt puxou Blaine mais pra si, se isso ainda era possível.

– Isso foi... Digo...Eu nunca vou me esquecer de hoje. — Suspirou, entregue ao sono.

– E porque esqueceria?

Blaine roubou um selinho do namorado, ambos estavam sorrindo, porém mortos de cansaço. Abraçaram-se e em segundos caíram no sono, juntos.

Não há melhor lugar de se estar se não nos braços de quem se ama.

Notas finais
AWN, tentei fazer uma coisa fofa, mas acabei não conseguindo! :( Ah, e antes que eu me esqueça, esse capítulo é todo dedicado pra Bruna e pro João, o lemon do ceguinho é totalmente de vcs ^-^