Notas iniciais
2 mil palavras pra vocêsssss Aconselho que coloquem essa música pra tocar (quando começar a tocar na fic): http://www.youtube.com/watch?v=mmcci9X7Zig)

– Você já contou pra alguém?

Blaine estava sentado, suas costas encostavam na cabeceira da cama e ele tinha Kurt encostando sua cabeça em seu ombro.

– Ainda não. — Kurt falava, tentando conter um sorriso em seu rosto. — Ainda é meio estranho, sabe?

– Sei. — Blaine sorriu, depositando um beijo na testa do castanho. — Ansioso pra amanhã?

Os dedos de Blaine deslizavam pelos fios macios de Kurt, acariciando lentamente. O mais novo não conseguia sequer pensar. Ele estava ali, namorando com um cara perfeito.

– Kurt? Você está me escutando? — Blaine sorria, engraçado com a desatentação do castanho.

– Oi, me desculpa. Eu estava pensando em outra coisa... O que você perguntou?

– Você vive no mundo da lua. — Sorriu, segurando o rosto de Kurt e dando um breve selinho. — Perguntei se você está ansioso pra amanhã. O casamento do seu pai, lembra?

– Sim, sim... — Kurt se desvencilhou dos braços de Blaine e se ajoelhou na cama, segurando as mãos do novo namorado. – E eu queria te pedir uma coisa...

– Diga.

– Euquerisabersevocêquerseromeuparnocasamentodomeupaientaopoderiamosnosassumirparatodomundo. – Falou sem respirar, apertando involuntariamente a mão de Blaine.

– Acho melhor você respirar e falar calmamente. – Blaine sorriu com Kurt se atrapalhando, com aqueles olhos tão azuis (e ao mesmo tempo, tão vazio).

– E-eu queria saber se você quer ser meu par no casamento do meu pai... – Kurt iria falar a segunda parte, porém desistiu. – Foi isso que eu falei.

– Você quer?

– Eu faço questão. – Abriu um sorriso.

– Então eu terei o prazer de te acompanhar. – Blaine levou as mãos ao rosto de Kurt, o puxando para um beijo calmo. O que Kurt não sabia é que o moreno tinha o mesmo desejo que ele: se assumir no casamento do Hummel.

[...]

A campainha da residência dos Hummel havia sido tocada, e assim que um moço alto (até demais para Blaine) de terno abriu a porta, uma voz doce foi escutada da sala.

– É o Blaine? – Kurt perguntou, suando frio. Rachel segurava sua mão, que tremia.

– Sim, sou eu. – Blaine cumprimentou Finn e entrou, encontrando Rachel em sua frente, vestindo um vestido vermelho de cetim. Os olhos de Blaine encontraram, atrás de Rachel, um doce rapaz pálido, com lindos olhos azuis que poderiam ser vistos de longe, vestido em um fino e elegante terno preto de lapela. — Uau. – Sussurrou para si mesmo. Tudo o que queria fazer era correr e capturar o lábio daquele jovem ali, porém ainda não era a hora.

– O-oi. – Kurt disse meio envergonhado, tentando arrumar seu cabelo, que caía pelos olhos.

Blaine se aproximou e deu um abraço (amigável) em Kurt, não deixando de sussurrar algo em seu ouvido que o fez corar. “Você está perfeitamente lindo. Acredite em mim.” E se desvencilhou.

– Prontos? Estamos atrasados. – Disse Finn, abrindo a porta a fim de sair novamente. Todos o acompanharam e seu carro seguiu em direção da pequena capela no fim da rua.

Kurt ficou a cerimônia toda em pé, no altar (pois era o padrinho). Algumas vezes chorava por não estar realmente vendo seu pai se casar, outras chorava por lembrar que o acidente aconteceu por causa disso... Chorava também de felicidade pela família. Blaine estava sempre ao seu lado, apertando sua mão e mantendo o maior sorriso no rosto.

O moreno sussurrava coisas no ouvido do castanho. Como o jeito que a igreja estava bonita, ou como o vestido de Carole havia combinado com ela. Kurt se sentiu feliz de estar ali, com seu namorado.

– Burt Hummel, você aceita essa mulher como legítima esposa, sabendo que a partir de hoje ela terá não apenas o título de sua mulher, mas também será mãe de seu filho? – Perguntou o oficial de cerimônias.

– Eu seria louco se não aceitasse. – Kurt sorriu.

– Carole Hudson, você aceita esse homem como seu marido, sabendo que a partir de hoje ele não será apenas seu marido, mas também o pai de seu filho?

– Ô se aceito. – Sorriram todos na pequena igreja.

– E pelo poder concedido à mim pelo estado de Ohio, eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.

Burt sorrindo, com algumas lágrimas nos olhos, se inclinou, alcançando os lábios da esposa. Todos da igreja foram em delírio, e Kurt sorria mais do que nunca. Blaine apenas apertava sua mão. E aquele casal continuou firme, em pé no altar.

Horas depois, estavam todos se divertindo na recepção. Burt e Carole tentavam dançar, junto com a maioria dos convidados a um ritmo de Puck e sua guitarra. Finn e Rachel haviam acabado de sair da mesa para se juntar à pista de dança e Kurt e Blaine estavam sentados, segurando as mãos por debaixo da mesa.

– Seu pai está muito feliz. – Disse Blaine, contente. Sabia que cedo ou tarde faria parte dessa família. Só esperava que fosse cedo.

– Ele ama Carole. Talvez até do mesmo jeito que amava minha mãe, e eu respeito isso. Ela é maravilhosa. – Sorriu.

– Você é maravilhoso.

– Blaine Anderson e seu incrível poder de me fazer corar... – Apertou a mão do namorado, “olhando” para o mesmo.

– Você quer dançar?

– Ao som de Puckssauro? Não... – Kurt gargalhou. – Se acontecer tudo como o planejado, a próxima música é de Finn e Rachel... Podemos dançar então.

– Tudo bem. – Blaine sorriu e continuou acariciando a mão de Kurt por debaixo da mesa, secretamente.

Talvez não tão secretamente, pois Burt abrira um sorriso enorme da pista de dança ao olhar para seu filho e seu médico.

– Eu acho que Blaine faz bem para Kurt. – Disse no ouvido de Carole, ainda sorrindo ao ver seu filho feliz. Carole apenas assentiu e voltou a dançar.

Todos aplaudiram quando Puck saiu do palco, acompanhado de algumas (oito) convidadas, indo até a salinha de dispensa que tinha ali. No mesmo instante, Rachel e Finn subiram no pequeno palco, segurando os microfones e começando junto com a melodia.

I know it's late
I know you're weary
I know your plans don't include me
Still here we are
Both of us lonely

– Agora você aceita dançar comigo? – Blaine apertou a mão de Kurt, como se a estendesse. Nesse momento, Burt e Carole já estavam novamente sentados à mesa, e apenas sorriram com a situação.

– Claro.

O mais novo deixou o guardanapo que repousava pelo colo em cima da mesa e se levantou, acompanhando seu “amigo” até a pista de dança.

Longing for shelter from all that we see
Why should we worry?
No one will care, girl
Look at the stars now, so far away

As mãos trêmulas de Kurt repousavam pelo ombro de Blaine, cujas mãos estavam na cintura do mais alto (o moreno se sentia ridículo tendo 5 anos a mais que o namorado, porém sendo mais baixo). E então, sorrindo, Blaine começou a dançar.

We've got tonight
Who needs tomorrow?
We've got tonight, babe, why don't you stay?

Antes Kurt se mantinha longe de Blaine, porém com o decorrer da música, ambos corpos já estavam colados. Kurt mantinha seus olhos fechados, imaginando como tinha esperado por um momento como aquele. Blaine tinha os olhos abertos, mas não estava mais enxergando. Apenas via o universo, e a lua, e as estrelas... Era pelo menos isso que ele sentia quando estava com Kurt.

Deep in my soul
I've been so lonely
All of my hopes fading away
I've longed for love
Like everyone else does
I know I'll keep searching after today

Enquanto isso, todos os convidados sorriam ao ver a cena. Kurt nunca tinha tido um “amigo” que pudesse conversar, dançar ou até mesmo ter algo mais... Burt sabia da sexualidade do médico, pois havia escutado Quinn e Kurt conversando por trás da porta.

Burt sabia do amor platônico do filho pelo médico, e por causa disso que sorria a cada segundo mais. Sorria ao ver o quão confortável o filho ficava nos braços do outro homem, e por um momento, desejou que Blaine sentisse o mesmo.

So there it is, girl
We've got it all now
And here we are, babe
What do you say?

We've got tonight
Who needs tomorrow?
We've got tonight, babe, why don't we stay?

– Hey, Kurt. – Blaine chamou a atenção, fazendo Kurt despertar e abrir os olhos.

– Sim, Blaine?

– Sabe o que seria um ótimo presente de casamento pro seu pai? – Falou sorrindo, olhando fundo nos olhos de Kurt. Mesmo sabendo que o castanho não poderia ver, ele podia sentir.

– O quê? – Perguntou desconfiado.

– Ele saber que vai ter um cara... – Tirou uma mecha de cabelo que caía sob os olhos de Kurt. – Que vai sempre cuidar de você, não importa aonde e quando. Que vai sempre te fazer sorrir, e que nunca vai te deixar sozinho. Não importa aonde.

Kurt sorriu, sem saber o que falar. Apenas se inclinou e capturou os lábios de Blaine, ali mesmo, na frente de todos. Alguns ficaram surpresos, como Carole e Finn... Já outros, como Burt, Quinn e Rachel sabiam que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde.

I know it's late and I know you're weary
I know your plans don't include me
Still here we are
Both of us lonely , both of us lonely

Blaine ainda estava surpreso com a atitude de Kurt, porém não pode dizer que não gostara. O beijo foi calmo e rápido, apenas o suficiente para todos saberem que estavam juntos.

– Parece que agora ficou oficial... – Blaine disse, gargalhando baixo e terminando de dançar.

– Parece que sim. – Disse sem fôlego o castanho.

We've got tonight
Who needs tomorrow?
Let's make it last
Let's find a way

– Nunca vi Kurt tão feliz... – Carole disse, sorrindo e segurando a mão de Burt firmemente.

– Tenho que concordar com você, porém vou ter que ter uma conversinha com esse tal doutor. Quem ele acha que é pra sair beijando meus filhos assim? – Burt se fingiu de bravo, e apenas recebeu um tapa de Carole.

Turn out the light, come take my hand now
We've got tonight, babe, why don't we stay?
We've got tonight, babe, why don't we stay?

– Tenho que dizer que esse casamento foi melhor do que o esperado... – Kurt brincou, parando de dançar pois a música já havia acabado. Lentamente, caminharam até a mesa, aonde Burt e Carole os aguardavam.

Kurt e Blaine se sentaram em silêncio, ambos corados e com vergonha do que aconteceria. Rachel e Finn sentavam também, apenas encarando Burt que olhava para Blaine com uma feição nada sugestiva.

– Bem vindo à família, Anderson.

O velho homem deu um sorriso grande, e assim Finn e Carole também. Rachel comemorou para si, e Kurt levantou uma das sobrancelhas. Blaine não sabia se ria, chorava ou agradecia, então só se pôs a corar novamente.

– O-obrigado, eu acho... – Gargalhou baixinho, corando ao encarar o novo sogro.

O clima na mesa logo se descontraiu quando toda a família Hudson-Hummel começou a rir e fazer piadas sobre Tina que havia escorregado na pista de dança e se sujado toda com o pedaço de bolo que estava em suas mãos. Blaine quase chorava de rir, e se sentia feliz com sua nova família. Ele e Katie estariam em um lugar bem seguro daqui pra frente.

– Hey Kurt, por que você não pede para o pianista tocar algo para nós? Ficaria melhor ainda se você acompanhasse no coro... – Burt sugeriu, sorrindo.

– Não sei... Faz meses que eu não canto... – Abaixou a cabeça. Cantar era a única coisa que o deixava vivo, e ultimamente, isso era o que Kurt menos fazia. Blaine o fazia vivo ultimamente.

– Você canta? – Blaine perguntou, entusiasmado.

– E muito bem. – Rachel assentiu.

– Por que, Anderson? Você canta? – Burt perguntou.

– Eu era um dos melhores do cursinho... – Desviou o olhar.

– Um bando de médico... Claro que você devia ser o melhor... – Kurt brincou, puxando o namorado para um abraço. – Vou se você me acompanhar.

– Então tudo bem. – Blaine se levantou, puxou a cadeira de Kurt e o casal foi caminhando até o palco, aonde falavam com o pianista e escolhiam uma música qualquer do repertório.

Kurt estava feliz, assim como todos outros. Aquele era um lugar bom de se estar. Aquele era um lugar bom de se estar com a família, e agora, Blaine fazia parte dessa família.

Notas finais
Vocês lembram daquele assunto "mãe doente" que eu vinha deixando claro em todas as fanfics? Poisé, ela faleceu dia 01. Sim, já recebi muitos pêsames e não posso falar que estou bem, mas estou levando. Escrever me tira dessa vida de pensar sobre o assunto, então aqui estou com mais um capítulo da fic. Um enorme, por sinal. Gostaram? Eu achei bem fofo, awn :3