Blam!

18 A Primeira Vez


Foi como estar prestes a tomar uma injeção. E a escuridão do quarto só tornou tudo ainda mais assustador.

Não tive tempo ou oportunidade de tirar a camiseta, mas Sam se prontificou a retirar meu conjunto de short e cueca com uma série de puxadas, sem a minha ajuda. Da camiseta ele cuidou depois. Feito isso, suas mãos pousaram sobre as minhas nádegas e as alisaram do jeito que eu tinha alisado sua perna minutos atrás. Sam fazia tudo em silêncio, não se permitindo nem um suspiro de vida, nada do tipo. Se por medo de a mãe suspeitar do que estava acontecendo eu não sei. Talvez eu devesse deixá-lo saber que Angelina se dopara com remédio para cólica e ficaria fora de atividade por um bom tempo.

Mas tão rápido quanto a ideia me surgiu ela se foi. Eu tinha coisas mais importantes com que me preocupar no momento.

Senti as mãos de Sam se apoiarem ao lado do meu corpo, na cama, e então veio a aproximação do seu pau da minha bunda. Ele não forçou nenhuma penetração, inicialmente; apenas o encaixou entre as minhas nádegas e o fez subir e descer, esfregando-o naquele vão, lentamente, apreciando o toque. Eu, deitado com a cabeça em seu travesseiro, os braços escondidos embaixo dele, tinha os olhos fechados e a boca semiaberta numa expressão (talvez) hilária de puro prazer. O pau de Sam estava quente. Seu resvalar na minha bunda era algo que eu não só passara todo o meu tempo de vida no Maine desejando como, agora, era um desejo realizado.

– Você gosta disso? – ele perguntou no meu ouvido, e seu hálito, um tanto pesado, deixou claro para mim que, antes de eu abordá-lo, ele já dormia há algum tempo. – Está gostando, hein?

– Sim – foi a única coisa que consegui dizer. O quarto estava tão escuro que talvez não fizesse diferença ficar de olhos abertos ou fechados, então eu os mantive fechados.

E foi a melhor coisa que eu podia ter feito, porque isso fez com que os toques ganhassem mais intensidade. Quando Sam começou a beijar minha nuca, eu parecia sentir cada um dos vincos que havia em seus lábios. Quando sua boca se abria para um novo beijo, a quentura provinda de seu hálito também era percebida por mim. E seu pau, rijo, tinha uma textura lisa e ao mesmo tempo macia, e a cada novo ciclo de subir e descer que ele fazia na minha bunda, os arrepios percorriam todo meu corpo até a nuca que Sam agora beijava.

E então os beijos desceram para as costas, até chegarem ao seu fim. Ao afastar o seu pau, Sam começou a beijar as minhas nádegas, uma de cada vez, com o toque macio dos seus lábios enormes. Agora, sim, ele suspirava, ainda que muito baixo, como soava apenas soltar o ar dos pulmões. Seu indicador encontrou a entrada do meu ânus e começou a acariciá-lo. Não consegui evitar um gemido quando ele surgiu, porque nunca imaginei que um simples toque pudesse ser tão poderoso e prazeroso. Aquilo era novo para mim.

O indicador se afastou e minha mente se perguntou: “E agora?”. A resposta veio rápido, quando as mãos de Sam seguraram minhas coxas e me forçaram a levantar a bunda. Essas mesmas mãos seguraram ambas as nádegas e as afastaram, explorando-as. Quando a língua gelada de Sam tocou a região mais sensível do meu ânus, eu gemi alto.

E devo ter revirado os olhos, porque eu sabia que de repente os tinha aberto, mas ainda assim tudo o que eu vi foi a negritude de uma par de pálpebras fechadas. Eu não sabia o que estava por vir quando Sam havia tocado meu cu com o indicador, porque o toque molhado, rápido e imprevisível de sua língua, naquele momento, me simbolizou o ápice do que poderia ser o prazer. Seu nariz, encaixado no encontro das minhas nádegas, soltava o ar em lufadas longas a cada pausa que ele fazia com a língua, e toda vez que ele retomava a carícia, minha garganta se manifestava. Eu não tinha mais controle sobre meus gemidos; agora eles simplesmente vinham por conta própria.

E então Sam cuspiu. Cuspiu e, ao afastar o rosto, enfiou parte do indicador no meu ânus, sem aviso. Meu joelho escorregou, sem conseguir manter a força diante de tudo o que estava acontecendo. Não precisei tomar iniciativa de me reerguer; Sam fez isso por mim. Retomou o que fazia com o indicador, espalhando a saliva ao redor do meu cu. Cuspiu mais uma vez, e agora usou seu polegar para espalhar a saliva. O som pegajoso de seu dedo espalhando seu cuspe seria algo que eu, no cotidiano, acharia nojento, mas saber do porquê de ele acontecer agora o fez ganhar importância.

O silêncio no quarto, que seguiu um novo afastamento de Sam, me fez novamente pensar em uma ida ao hospital, na espera a que somos submetidos enquanto o enfermeiro prepara a injeção. O som de uma embalagem de plástico sendo rasgada, provavelmente aquela em que estava guardada a camisinha que Sam usaria, me fez pensar no enfermeiro desembalando uma nova seringa, ou a própria agulha. O som que fez o desenrolar da camisinha em seu pau simbolizou a preparação da injeção de uma vez por todas. Essa expectativa fez meu coração se acelerar de uma maneira indescritível, a ponto de eu achar que ele fazia meu peito saltar na cama. O polegar de Sam tornou a espalhar a saliva. Eu ainda estava de quatro quando a cabeça do seu pau encontrou a entrada do meu cu.

Gritei como se tivesse sido espancado quando o pau forçou a entrada por ele.

– Shhh! – Sam fez e sua mão cobriu minha boca por inteiro. Se antes eu me sentia, em partes, enfraquecido, agora eu não sabia como minhas pernas conseguiam se manter tão firmes naquela posição, de quatro. – Vai ficar tudo bem, relaxa.

Eu sentia meu ânus latejar. Eu devia saber que, com um pau tão grosso e grande, aquela metida não seria fácil. Aliás, acho que parte de mim sabia disso, e por isso havia o medo. Eu começava a me questionar se aquele tipo de sexo era mesmo possível.

Claro que é! Não aja como um puritano, Blaine, você já assistiu pornô gay antes, você sabe que um pau pode entrar por inteiro num cu sem que você precise gritar como um porco no abate!

– Doeu? – Sam perguntou.

– Pra caralho! – eu respondi num sussurro, quando ele afastou a mão da minha boca.

– Você precisa relaxar. Relaxe!

O que Sam me pedia parecia um absurdo tão grande que eu quase contra-argumentei. Talvez ele não estivesse acostumado a dar, mas, mesmo assim, precisava saber que aquilo não era fácil.

– No começo é sempre assim – ele disse, como se pudesse ouvir meus pensamentos. – Mas quando entra, você não sente mais nada.

Era a voz da experiência. Fiquei pensando em quantos garotos Sam já havia comido antes de mim para saber tanto a respeito da coisa.

O pau tornou a encostar no meu cu e Sam o forçou. Eu sentia meu ânus se abrir e tive que morder a língua para não voltar a gritar. O pau entrou como uma injeção, abrindo espaço de maneira não natural, caminhando milímetro a milímetro dentro de mim, e a dor... A dor não parecia ir. Que o pau de Sam não era exatamente pequeno eu já sabia, mas, naquele instante, ele parecia enorme, a ponto de não parecer parar de entrar nunca.

– Ah... – foi o que ouvi a voz de Sam dizer de repente.

E então ele parou de forçar seu pau dentro de mim.

O pau estava dentro.

– Ah, que delícia... – foi o que entendi dos sopros que saíram da boca dele. – Ah, que delícia...

Sam começou a afastar o pau e eu me perguntei se seria aquilo, se ele já tinha gozado, se já podíamos parar com tudo. No momento seguinte, ele tornou a enfiá-lo. Repetiu isso com lentidão algumas vezes, mas eu não pude deixar de notar o aumento na velocidade. Quando menos pude perceber, Sam socava com tanta força seu pau dentro de mim que sua pélvis, ao bater na minha bunda, soava como um tabefe. Ele me segurava como se para me manter no lugar o tempo todo e ia para frente e para trás com rapidez, emitindo suspiros baixos, intercalando-os com palavras sujas do tipo “Caralho!”, “Foda!”, “Que cuzinho gostoso!”.

Demorou algum tempo para eu perceber que a dor que eu tanto temera no começo havia sido completamente substituída pelo prazer.

E isso estava evidente nos gemidos que eu emitia. Eu agora me apoiava na cama com as mãos e minha cabeça estava erguida. Minha boca estava aberta num “O”, e era por ela que aqueles sons estranhos eram emitidos. Sam entrelaçara os dedos de uma das mãos nos meus cachos e me mantinha daquele jeito. Talvez por ser virgem naquela coisa, o prazer que eu sentia era tanto que meu pau doía lancinantemente, certamente pronto para gozar.

Mas eu não queria gozar ainda.

– Vai com calma, Sam...

– Está doendo?

– Não, mas eu estou quase goz...

– Entendi – ele interrompeu e seu pau saiu inteiro de dentro de mim.

Eu tomei fôlego. Não era como se eu apenas estivesse parado aquele tempo todo, durante uma noite de sexo, mas como se eu estivesse correndo por vários quilômetros. Eu podia sentir gotas de suor surgirem na minha testa.

Eu levantei da cama e Sam se jogou deitado nela. Seu pau, coberto por uma camada fina de borracha que era a camisinha, permanecia erguido como um mastro por sobre sua barriga. Ele também suava; seus fios de cabelos mais loiros agora estavam mais escuros na altura da testa, de tão molhados.

Com as duas mãos, ele bateu na pélvis e pediu:

– Senta.

Instintivamente, eu sacudi a cabeça em negativa, negando aquilo.

– Vem – Sam tornou a pedir, usando o tom de voz tranquilo de alguém que deseja encorajar outro alguém a fazer algo bem legal.

E ele me convenceu.

Passei uma das pernas sobre ele me ajoelhei na cama, sentando-me em seu abdômen.

– Daqui, não consigo ver nada, então você vai ter que me ajudar – Sam disse, sério.

Eu não precisava que ele dissesse novamente. Já sabia o que aquilo significava.

Encontrei seu pau às minhas costas e o guiei para a entrada do meu ânus. Incrivelmente, daquela vez, o pau não sofreu nenhuma resistência para entrar; entrou até onde deu, a ponto de repente eu estar literalmente sentado em Sam. Mas eu sentia que o pau não tinha entrado até o fim. Agarrei a parte de trás das suas coxas e flexionei as sua pernas, sentindo seu pau ir mais afundo. Até Sam pareceu ficar mais confortável naquela posição.

Apoiei-me em seus joelhos flexionados. Sam apoiou suas mãos nas minhas coxas, agarrando-as.

O pau tornou a sair e Sam o enfiou com ainda mais força.

– Oh, meu Deus! – eu exclamei, o rosto virado para o alto, os olhos fechados. Havia algo na maneira como Sam socava seu pau dentro de mim que era mais prazeroso do que eu e minha mente limitada jamais tínhamos conseguido imaginar. Isso, somado aos gemidos que ele próprio soltava, agora de olhos fechados, o rosto inteiramente tomado por prazer, me fazia sentir a pessoa mais afortunada do mundo. Eu me perguntava o quanto disso era culpa dos jorros de esperma que, de repente, eu comecei a despejar sobre o peito de Sam.

Meu orgasmo foi anunciado não somente com o gozo, mas com o enfraquecimento dos meus gemidos. De repente, minha boca aberta tinha a única função de tentar regular meu fôlego, que eu já tinha perdido por completo.

– Aguenta firme, eu estou quase lá – Sam me alertou, agora fincando as unhas nas minhas coxas.

Eu não queria que ele parasse. Era como se o seu pau me alimentasse com algo viciante. Era o prazer que ele me provocava, eu sabia, e eu não queria perder aquilo.

Ainda havia esperma para ser despejado, e eu jorrei as últimas gotas no peito de Sam. Quando ele gritou, imaginei que fosse porque todo aquele gozo o havia irritado, mas então a velocidade com que ele metia seu pau em mim diminuiu. Pouco tempo depois, era apenas um enfiar e retirar de pau delicado, como uma massagem, como se seu pau apenas quisesse acariciar o interior do meu cu. As pernas de Sam desabaram as minhas costas e eu me joguei sobre ele, já sem forças para conseguir me manter ao menos sentado.

Apoiei minhas mãos ao redor do rosto de Sam e encostei minha testa na sua. Nossos fôlegos se misturaram, ambos soltados pela boca. A pele de Sam estava quente pelo esforço e agora eu sentia seu suor no meu. Abri os olhos por um instante, mas os de Sam ainda estavam fechados. Fechei sua boca na minha e comecei a beijá-lo com tranquilidade, sem pressa, apenas apreciando o beijo de maneira terna. Já estávamos naquilo há algo tempo quando senti seu pau deixar a minha bunda, porque agora estava amolecido, provavelmente.

Joguei-me deitado ao seu lado, meu peito agora levemente sujo com o meu próprio esperma. A cama de Sam mal nos cabia, mas mesmo esmagado entre ele e a parede eu me sentia confortável. Sam ainda parecia induzido em um estado de transe que não o permitia abrir os olhos. Ficou assim por um bom tempo, até eu começar a me sentir um pouco sonolento, fechando os olhos não por vontade própria.

– Durma aqui comigo hoje – veio a sugestão de Sam.

– O que sua mãe pensaria se nos visse aqui? – eu ouvi minha voz dizer.

– Ela não vai saber.

Sam se virou na minha direção e, com as mãos, me forçou a ficar de costas para ele. Seu pau, agora um membro mole, quase disforme, encaixou-se no vão entre minhas nádegas no mesmo instante em que seus braços me envolveram.

– Está muito quente aqui – foi a última coisa que eu disse antes de apagar.

– É só a gente dormir sem cobertor.

Essa frase ribombou na minha mente como a lembrança de algo que alguém havia dito há muito tempo. De olhos fechados, entrei no campo da inconsciência e, sem referência exata para saber quando um havia terminado e o outro começado, a realidade se fundiu à imaginação.

Adormeci de vez.

Notas finais
Quase não consigo postar esse capítulo ._____. Estaria o Nyah! quebrado?