Blade Brothers
4 Festival da Lua Sangrenta - Parte - 2 - Final
Notas iniciais
Não demorou muito e a ruiva já estava no telhado. Em pé a ruiva olhava as pessoas à baixo, Ahri e Thresh dividindo um algodão doce rosa, Zed e Syndra andando de mãos dadas e parecia que as pessoas de Piltover também estavam lá, Vi e Caitlyn saboreavam um milkshake juntas. Katarina suspirou, sentou-se e então deitou-se levemente no telhado, observando as estrelas.
Pouco tempo depois Talon chegou com uma garrafas e dois copos pequenos. Katarina se levantou e então ele se sentou ao lado dela. O moreno colocou a bebida nos copos e deu um para ela, ela aceitou e sem demora começou a contar.
– Antes de meu pai trazer você, Talon, eu namorava com Garen. Nos conhecemos quando éramos crianças, ele me levou a Demacia, acredite, mas não com segundas intenções, como faria hoje se tivesse chance, éramos tão inocentes, nem sabíamos que nossas cidades estavam em guerra. – Ela balançou a cabeça e tomou um gole. – Eu me lembro que Jarvan, ainda nem era príncipe e Xin era mais novo. – Ela riu ao lembrar e Talon, ecantado como sempre por aquele sorriso cativante dela. – Mas aí crescemos e tudo aquilo virou passado e então me deram a missão de matá-lo, eu falhei, porque fui fraca, eu ainda não tinha superado –o. – Ela fechou os olhos. – Primeiro amor, agente nunca esquece. – Ela suspirou fundo, enquanto o moreno prestava atenção nas palavras dela. – Poucos dias depois meu pai trouxe você, Talon. – Ela riu sozinha ao lembrar provavelmente já meio alterada pela bebida. – Treinavamos na mesma sala, era engraçado, só trocavamos olhares e nada mais. E pensar que uma coisa ruim nos aproximou... – Ela abriu os olhos e então olhou para ele, que começou a se lembrar.
“ – Essa aqui é a sala de treinamento, onde eu e minha filha treinamos, se quiser algo mais leve pode ir procurar alguma pessoa na floresta por aí, aliás, viajantes a menos ou a mais, não importa. – Ele deu uma risada e o moreno cruzou os braços entrando junto ao maior. De longe viu uma menina de cabelos ruivos, ela socava o boneco a sua frente, mas ela parecia irritada. – Katarina! – Chamou o general. A garota então se virou e andou até os dois. Trajava um short perto curto e uma camiseta branca deixando um pouco da barriga amostra. – Esse é Talon, a partir de hoje irá morar conosco e também está encarregado de proteger você. – Ela bufou.
– Você sabe que eu não preciso disso.
– Não? E se algum Demaciano te surpreender... – Ele correu até ela, segurando-a pela cintura e levantando-a. – Desse jeito? Hein? O que você vai fazer? – Ele começou a jogá-la para alto, rindo e a garota se envergonhou por ele estar fazendo isso na frente do rapaz.
– Pai, pare com isso! – Ela pediu, meio irritada e o menino riu.”
– As coisas acontecem tão rápido. – Ela tomou mais um copo da bebida e então olhou para a Lua, estava vermelha como sangue e então ela ficou quieta, esperando que ele falasse algo, mas o moreno ainda estava tendo flashbacks.
“ O moreno esperava a ruiva ao lado de fora do quarto e então ela saiu, quase batendo a porta nele, ela parecia irritada. E sem dizer uma palavra ele a seguiu, sem que ela percebesse pulando de telhado a telhado. Pouco tempo depois ela parou em uma praça, sentou-se ali e ficou por um tempo, e quando se levantou, sumiu. Talon sentiu algo passando por ele parando atrás de suas costas, mas antes que o atacante o empulasse ele imediatamente colocou sua lâmina no pescoço e logo olhou para o rosto. Era Katarina. Ela abaixou a adaga e então se virou de costas, sem dizer uma palavra.
– Katarina... – Ele via que a ruiva não estava só irritada, mas também, parecia triste. Ele foi à frente dela, colocando seu polegar no queixo da ruiva, levantou levemente a cabeça dela e então ela suspirou, fitando os olhos dele. Com cuidado o moreno removeu o que cobria o olho dela e então ela abaixou a cabeça, deixando que os fios ruivos tampassem a cicatriz e o olho. Ele levou sua mão até a bochecha dela e levantou a cabeça dela novamente. Por incrível que pareça ela não tinha ficado feia, mas sim mais charmosa. – Meu Deus! – Ele ficou sem respirar por um segundo e então ela tirou a mão dele dali.
– Eu não preciso da sua ajuda para dizer que ficou feio. – Ele riu.
– Você está mais bonita do que antes. – Ela tinha ficado um pouco mais fechada com ele desde que seu pai sumiu, mas como prometido, ele cuidava dela. Talon colocou seu capuz e entao foi até a ponta do telhado. – Não veja suas cicatrizes como algo ruim, Katarina, mas sim como um troféu. – Em seguida, o moreno pulou dali e ao cair colocou as mãos no chão para amortecer a queda, e então começou a correr.”
– Kat... – Ele chamou. — Você ainda o ama? – Ele perguntou e ela suspirou.
– Não. Depois disso tudo ele virou um completo imbecil perto de mim, me tratando de uma forma nojenta. Como eu disse, agora, eu teria coragem de matá-lo. – O moreno sorriu e Katarina olhou para ele. – O que foi? – Ela perguntou, brava.
– Nada. Era apenas isso que eu precisava saber. — Devagar ele foi se aproximando de Katarina, levando seu rosto para perto do dela, ele encostou os lábios dele aos dela e então ela colocou a mão no peito dele.
– O que está fazendo? – Ela perguntou, e ele sorriu.Ela demorou para perceber o que ele queria, então ele levou a mão até a nuca dela e puxou-a, selando brevemente os lábios aos dela. Ele separou-se dela e então sorriu,encostou o nariz ao dela e sua mão desceu para a mão livre dela, entrelaçando os dedos aos dela. Katarina permaneceu imóvel e corada, tentando entender o que havia acabado de acontecer. Ele se afastou para ver a reação dela e ao ve-la daquele jeito, riu. De repente a cabeça da ruiva começou a girar, e ela se sentiu meio tonta.
– Kat? – Talon perguntou e logo ela caiu no telhado. Ele foi para perto dela conferir apenas tinha dormido, ele sorriu ao ver o rosto dela e então deitou-se ao lado dela, afastando os copos e as garrafas dali. Passou a mão em volta da cintura dela e permaneceu colado à ela, adormeceu sentindo o leve perfume de seus cabelos.
Katarina acordou com o sol batendo em seu rosto, bocejou e sentiu alguém atrás dela, ela se virou, ainda sonolenta e então viu que era Talon, olhou para baixo e viu que suas roupas estavam no lugar. Ela suspirou de alívio e então tirou o braço dele dali. Levantou-se e olhou para baixo, o festival havia acabado. Ela se virou para acordar Talon, mas foi surpreendida por uma flecha de prata que voou na direção dela, rapidamente ela tirou uma adaga de seu cinto e jogou-a na mesma direção da flecha, as duas bateram e então caíram no chão. “Dardos de prata? Vayne...” Ela pensou e logo a mulher com sua besta surgiu na frente dela.
– Ora ora... – E então ela rolou ficando invisível. Logo outra flecha veio atingindo seu ombro, Katarina gritou de dor e acordando o moreno. Com seu sentido apurado Talon ouvia a mulher se movimentando, então, correu até a ruiva que caiu no chão. Outra flecha foi disparada, mas essa foi ricocheteada por Talon.
– Vayne, você não deveria ter feito isso. – E então o moreno desapareceu diante das duas e logo reapareceu em frente a caçadora noturna, fez um corte em seu braço fazendo-a soltar a besta, ela ficou surpresa e sem reação e logo sentiu a lâmina em seu pescoço. – Você quebrou o tratado... – O moreno não iria continuar, com o olhar frio em seus olhos e fitando sua vítima,como sempre fazia.
– Talon, não... – Katarina sussurrou.
– O que está acontecendo aqui? – Era a mesma voz de ontem à noite, a mesma voz que expulsou Garen de perto dos dois, Talon reconheceu e então parou ali. Se virou, ainda com o olhar frio, mas por dentro permanecia pensativo. “Se dissermos “Foda-se o tratado foi quebrado” não só eles, mas toda Ionia estarão contra nós. O melhor é explicar o que realmente aconteceu.”
– Vayne quebrou o tratado. – Ele explicou e então ele olhou para Katarina e Xin seguiu os olhos do moreno. E então os olhos dele voltou para Vayne que estava meio trêmula, mas então sentiu uma mão em seu braço.
– Vamos resolver isso da maneira certa. – Ele disse e então Talon soltou a morena. E foi até Katarina, pegou-a no colo e então começou a seguir Xin.
Poucos minutos depois chegaram a Demacia. Talon olhou para Katarina, preocupado, ela estava meio pálida por conta da perda de sangue.
– Não se preocupe você irá ficar bem. – Ele beijou a testa dela. Ao entrar no castelo Xin pediu para que um médico cuidasse dela e então os dois se separaram. Xin levou Talon até Jarvan que estava sentado em seu trono, mas ficou surpreso ao ver Talon
– Xin? – Perguntou ele, levando a mão até sua espada ao lado.
– Vayne quebrou o tratado. – Logo o príncipe se surpreendeu.
– Como? – Ele perguntou incrédulo.
– Katarina e eu depois do festival ficamos em cima de um telhado, adormecemos e acordamos com uma bela recepção. – Talon explicou.
– Entendo. – Respondeu o príncipe. Logo Garen entrou a sala e logo gritou.
– O que esse Noxiano asqueroso faz por aqui? – Talon olhou para ele.
– O tratado foi quebrado. – Respondeu Xin.
– Não, não foi. – Disse Jarvan se levantando do trono. – Talon, mais alguém viu isso acontecer? – Ele perguntou e então o moreno balançou a cabeça como um não. – Vamos fingir que isso não aconteceu.
– O quê? Mas... – Jarvan levantou a mão e logo Garen ficou quieto.
– Como já deve saber Talon, o tratado foi feito por ambas cidades não estarem em condições de guerrear e ainda continuam... Não há porque quebrar o tratado agora. – Talon analisou o ponto de vista do príncipe, ele não gostava daquele cara, nem de Garen e nem do jeito que Xin olhava para Katarina, mas não iria travar uma guerra, colocar em risco a vida da ruiva por causa disso.
– Eu concordo, mas agora é só você pedir pra esse lesado do Garen, calar a maldita boca! – Ele disse, irritado.
– Tudo bem. Fiquem aqui por mais um dia até estarem dispostos a voltar para Noxus.
– Se não derem o porão como quarto e nem ratos como comida, ficaremos. – Ele se virou e então foi andando até a enfermaria para ver sua amada. Ele abriu a porta e entrou. Sentou-se na beira da cama e ficou a acariciar o cabelo dela, de leve, pouco tempo depois ela abriu os olhos.
– Talon... O que aconteceu? – Ela perguntou e ele suspirou.
– Expliquei para Jarvan o que aconteceu e você está em Demacia agora, e veja pelo lado bom, não está algemada. – Ele riu, ela tentou rir, mas parou por conta da dor.
– O que aconteceu ontem à noite? – Ela corou, só tinha alguns flashes na cabeça, mas nada que esclarecia o que havia acontecido. Ele riu novamente.
– Eu te beijei, sua boba. – Ela chocou-se e então corou mais ainda.
– E eu correspondi? – Ele riu.
– Não, estava bêbada. – Riu novamente ao lembrar-se da ruiva caindo.
– Desculpe. – Ela disse, virando o rosto para não ter que encará-lo.
– Não se preocupe, depois você me dá um e estaremos kits. – Ele sorriu e ela balançou a cabeça como um sim.
– Talon, Katarina... – Chamou novamente aquela voz. – Irei mostrar o quarto de vocês. – Em seguida ele saiu da porta, Talon pegou a ruiva no colo e então seguiu Xin até as escadas. Subiu e após andar mais um pouco ele abriu uma porta, era um quarto enorme com uma cama de casal. Xin entregou a chave do quarto ao moreno e então, retirou-se. Levou Katarina até a cama e então colocou-a com cuidado.
– Irei tomar um banho Kat, descanse. – Ele beijou-a na testa e então sorriu. Foi para o banheiro e tomou um banho gelado, ao voltar vestiu apenas sua calça e então deitou-se ao lado dela, que já estava dormindo. Ficou um tempo olhando-a e então adormeceu também.
Acordou quando sol não estava mais à vista, ele viu que ela não estava mais na cama e ao olhar para trás teve um surpresa. Katarina vestia uma camisola branca e seu cabelo, ruivo novamente, ainda molhado, mas estava bonito. Ele poderia acordar todos os dias e ter essa visão, que nunca iria enjoar. Ela tentava puxar a camisola para baixo, mas não descia mais.
– Porcaria... – Ela sussurrou e então olhou para frente, além de seu cabelo seu rosto também ficou vermelho de vergonha. – Eles... hãn... Entregaram nosso jantar. – Ela apontou e ele olhou. A barriga do moreno roncou e então ele pulou da cama. Pegou seu prato e sentou-se na cama, ela fez o mesmo e se sentou ao lado dele.
– Kat... – Ele chamou. – Prove isto! – Ele espetou um camarão no garfo e então levou até a boca da ruiva que abriu devagar, ela mastigou e então sorriu.
– É ótimo. – Ela disse e ele sorriu também. Ao terminarem uma mulher veio levar os pratos de volta à cozinha e então Talon trancou a porta, Katarina ergueu uma das sobrancelhas, mas decidiu não perguntar o porquê. Ambos deitaram, um de frente ao outro, se fitando, como zumbis, parecia até uma competição, até que ele se virou de costas.
– Boa noite Kat. – Ele disse, não que ele estivesse cansado, mas sabia que a ruiva precisava repousar.
– Talon... – Ela chamou e então o moreno virou apenas o rosto para olhá-la e logo foi surpreendido pelos lábios dela aos seus. Ela selou brevemente e então se virou.
– B-boa noite. – Ele ficou confuso, mas sorriu em seguida. Virou-se e então adormeceu, ainda com o sorrisso no rosto.
De manhã, levantaram-se e vestiram suas roupas. Katarina não disse nada e Talon ainda estava bobo pelo o que tinha acontecido. Ao vestirem suas roupas saíram do quarto, Katarina agradeceu Jarvan pela hospedagem enquanto Talon apenas cruzou o braço e jogou um olhar ameaçador pra cima do príncipe, em seguida saíram de lá, com cavalos, mas por precaução Talon aconselhou vender os cavalos e então assim fizeram. Pegaram um caminho desconhecido, que era pulando de árvore e em árvore, sem deixar rastros no chão.
Pararam um pouco para descansar e então ouviram a voz de uma mulher.
– Eu sei que o tratado foi quebrado. – Ambos ouviram e então um arrepio subiu pela espinha de ambos.
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