Blade Brothers
5 Feelings
Notas iniciais
Após as palavras ditas uma risadinha foi ouvida, ambos se assustaram, mas a ruiva já havia ouvido aquela voz antes e conseguira escapar por pouco viva. Logo após uma risadinha, ao olhar para trás Katarina a viu lançando um beijo na direção das costas de Talon, ela o empurrou entrando na frente. Aquela não era uma magia qualquer até os assassinos mais astutos de Noxus já voltaram completamente apaixonados pela tal garota de nove caldas, não deixaria isso acontecer com seu quase-irmão. As mãos da mulher ficaram trêmulas e de joelhos ela caiu, olhos fechados e sua testa escorrendo suor uma aura rosada foi envolvendo-a enquanto a criatura saía do meio das árvores. Os olhos amarelados dirigiram-se à ruiva no chão.
– Não tenha medo querida, venha. – A assassina ergueu os olhos, arregalando-os um pouco, impressionada pela criatura vista à sua frente e ela lutou, lutou para não obedecer as palavras daquela mulher, mas com os joelhos trêmulos ela andou até a morena, ignorando Talon que a segurava pelo braço puxando-a para trás. O moreno entrou em frente à ela, tentando impedir, levando as mãos até a bochecha dela e segurando seu rosto, forçando a olhar nos olhos castanhos.
– Kat, acorde! – A voz soou meio desesperada, um grunhido saiu da garganta dela, enquanto a mulher atrás esperava sua presa, quase que com os olhos brilhando.
– Eu preciso... – O moreno ouviu a voz da ruiva na qual nunca tinha ouvido antes, uma voz cheia de desejo e ofegante, ela passou por ele e ao chegar perto da raposa, a mesma colocou um dedo no queixo da noxiana e sorriu à si mesma. A puxou pela cintura, fazendo-a ficar próxima, mas logo sentiu algo pontiagudo e afiado perto de sua garganta. Já tivera aquela lâmina ali antes.
– Eu só quero me divertir, de verdade... Prometo que a devolvo depois – Disse ela, sem se mexer, sabia que qualquer movimento em falso seria fatal para ela.
– Não... Solte-a, deixe-a ir e pouparei sua vida Ahri. – Ele disse, frio. As orelhas de raposa foram levemente abaixando-se e um bico se formou nos lábios.
– Você é muito chato Talon. – O moreno bufou, enquanto tirava a lâmina do pescoço da mulher.
– Como sabe do tratado? – Ele perguntou e foi cruzando levemente os braços. A morena deu um beijo na bochecha da ruiva e então a soltou, manhosamente.
– Eu vi a Vayne... E vocês no telhado, sinceramente não sei o porquê de estarem vivos quando vi Xin achei que fosse matar os dois. – A morena tinha um ar malicioso, que ficou mais quando foi para perto do assassino e colocou a ponta do polegar no ombro dele. – Kat? Então é assim que você a chama? Hum... – A sobrancelha dela se levantou e ele se virou, ainda de braços cruzados.
– Deixe de ser indecente em algum momento de sua vida. – Pediu e então a raposa riu alto e melodiosamente.
– Algum dia talvez...
– Ela vai ficar bem? – Respondeu que sim com a cabeça. – Pois então, vá embora e mantenha essa boca fechada. – Assentiu e em seguida saiu andando, mas antes passou pela ruiva, pegando uma das mechas do cabelo.
– Um dia essa ruiva vai ser minha, Talon. – Piscou levemente em seguida começou a correr caso ele tentasse ataca-la novamente. O moreno quase rosnou, em seguida, foi até a ruiva e a pegou no colo, ainda meio atordoada.
– Vamos voltar para casa Kat. – Disse ele, ela lentamente olhou para ele e ele tirou os fios vermelhos caídos sobre o rosto dela. Ela ajeitou-se encostando a cabeça no tórax dele e fechando os olhos.
Fora uma longa caminhada para Talon, mas ele não ligava, estava com a mulher que gostava em seus braços, faria tudo por ela, seria tudo por ela, um sorriso surgiu em seus lábios ao olhar o rosto sereno que de repente virara um rosto de surpresa.
– Talon? O que aconteceu?
– Ahri... E você ficou apagada por um tempo. – Ela desceu do colo do moreno, que a soltou forçadamente. – Já estamos quase chegando. – Voltaram a andar, em silêncio, mas logo fora cortado, pelo barulho da palma dela em sua própria testa.
– Amanhã é Halloween... – Revirou os olhos e Talon deu de ombros. – Cassiopeia, vai me arranjar outra fantasia e provavelmente uma festa... Ugh! – Ela balbuciou. – Você vai primeiro e depois eu pulo a janela do seu quarto e fico por lá, já que ela não vai sentir meu cheiro lá.
– Já tentou dizer não pra ela? – A mulher riu alto.
– Para a Cassiopeia? Você realmente não a conheceu durante todos esses anos? Haha. – O moreno deu de ombros.
– Não muito. Apesar dela ter me vestido de Leão ano passado...
– Mas você fugiu antes de todos te verem, não teve nem graça... – O punho dela foi para o braço dele, levemente e ela riu, junto dele.
– Claro. Aquilo não caiu nenhum pouco bem em mim... – Antes que terminasse pingos de chuva começaram a cair, ele colocou seu capuz e os passos apressaram-se. Ao chegarem em Noxus, passaram pela rua, quase que correndo e ao chegar na mansão Du Couteau. Talon entrou, passando pelos corredores e inclusive por sua meia-irmã mais velha arrumando alguns decorativos para festa.
– Onde está Katarina? – Perguntou, rastejando até o moreno.
– Ela teve que ficar para trás, para resolver algumas coisas, mas amanhã estará aí, antes da festa. – A sobrancelha dela se levantou, mas ele não se importou e voltou a andar. Ao entrar em seu quarto retirou o capuz molhado, e antes de ir para perto da janela uma das kunais dela atravessou o vidro da janela, quase acertando-o. Ele abriu a janela, a chuva tinha aumentado e a figura lá embaixo estava completamente encharcada. Ao pegar impulso ela pulou, segurando na ponta da janela e ele a ajudou puxando-a pelas mãos. A respiração dela estava meio rápida, por conta de ter dado a volta na mansão, ela olhou em volta e o quarto estava mais bonito que antes, e até arrumado. Talon pegou uma toalha preta e estendeu para a Katarina, ela pegou e enxugou os cabelos, estava encharcando também o carpete preto, ao perceber ficou sem graça.
– Eu vou tomar um banho... – Sentou-se na cama enquanto a olhava retirar aos poucos sua armadura, as ombreiras, os sapatos e ao chegar na parte de pano, ela se virou e sorriu, divertida. – Vire-se... – Ela pediu, o moreno virou sua cabeça para o lado e ela virou-se de costas para ele. Ao tirar a jaqueta, ela tirou o top e depois o sutiã. O moreno não resistiu e se virou um pouco para vê-la, os olhos castanhos arregalaram-se e então ela começou a tirar a calça, ele virou para a parede evitando alguns pensamentos. Apenas se virou novamente quando ouviu a porta do banheiro fechar-se, ele suspirou levemente. Deitou-se na cama enquanto a esperava terminar, já a ruiva no banheiro estava com o pensamento em outro lugar, mas não em algo amoroso ou assassino, mas sim, seu pai. Evitava pensar nele, até funcionava, mas esse pensamento sempre lhe vinha à tona. Enfiou a cabeça debaixo do chuveiro, molhando os fios vermelhos e fechando os olhos, deixando a água cair sobre seu rosto enquanto se lembrara da última vez em que o vira.
“ – Papai! – Gritou a garota acompanhada de seu meio irmão, de braços cruzados. – Hoje é seu aniversário... Eu cheguei a tempo. – O maior a recebeu com um abraço longo e apertado, eles haviam viajado à Freljord ainda à procura da Bruxa Gélida, mas em vão... General decidiu ignorar isso e comemorar a data com seus filhos. Ao soltá-la os olhos castanhos do garoto o encaravam, mas como sempre o General foi até ele e lhe deu um tapa no ombro, sempre o cumprimentava assim. Apesar de Talon não ser seu filho de verdade, era tratado como um, mas um pouco menos mimado que as irmãs. A ruiva entregou uma caixinha ao General que riu.
– O que você trouxe aqui? Só espero que não sejam bichos venenosos... – O homem foi para perto do ouvido do moreno e cochichou. – Ela fazia isso quando eu brigava com a mãe dela. – Ele segurou uma risada e ao abrir a caixa, viu uma corrente com o brasão da família Du Couteau de pingente. Um sorriso orgulhoso surgiu no rosto do General, seguido de um abraço caloroso envolvendo-a nos braços por completo. – Minha pequena Katarina... – Ela riu ao ouvi-lo, ela pegou a corrente e colocou no pescoço do pai...”
Ao perceber lágrimas começaram a escorrer de seu rosto, a saudade a enfraquecia e muito. Um soco foi desferido ao piso perto do chuveiro, mas ao acalmar-se saiu do chuveiro. Após enxugar-se e vestiu as roupas íntimas, pegou suas adagas, não dormia sem elas debaixo do travesseiro e saiu do banheiro, logo andando para perto da cama onde o moreno estava. Permanecia de olhos fechados e parecia estar bem calmo, a ruiva continuou andando em passos silenciosos, ao chegar perto pulou em cima dele, prensando as coxas na cintura dele, impedindo-o de levantar. Talon se assustou, mas riu ao ver que era Katarina, deixou suas adagas ao lado e então levou o rosto para perto dele, o moreno a encarou em seguida fechando os olhos, achando que ela fosse fazer algo mais. As mãos foram devagar até a cintura da assassina, pousando-as ali e acariciando de leve, mas abriu os olhos ao ter a corrente em seu pescoço puxada pela mão dela. Um sorriso saiu dos lábios da ruiva quando viu a corrente idêntica a que tinha dado ao seu pai, pra ele e sua irmã, ela achara que ele nunca usaria, já que ele não era realmente da família e junto do pingente tinha um anel. Olhou para aquele objeto em dúvida...
– Esse anel...
– Era da sua mãe. – Os olhos verde esmeralda encontraram-se com os castanhos.
– Porque está com ele? – Ela perguntou.
– Érm... É uma longa história. – Se afastou para trás e então cruzou os braços, como se não fosse sair dali tão cedo. – Ok...Seu pai achava que eu seria um bom marido pra sua irmã, queria que eu me casasse com ela e aí ele me deu isso, caso isso acontecesse queria que esse anel passasse para outras gerações. – Katarina ficou um pouco surpresa e com mais dúvida ao mesmo tempo.
– E porque não se casou com ela? Já vi você conversando com ela às vezes, me pareceu bem interessado. – Ele sorriu, não lembrava em nenhuma das conversas com a mais velha a presença da menor. “Então... Ela me espia.” – Pensou.
– Meu coração pertence à outra mulher. – Respondeu, retirou a corrente e depois o anel. A mão que estava na cintura puxou a mão dela, e com a outra colocou o anel no dedo dela. – Pode ficar, é seu por direito. – Olhou, logo os braços descruzaram e ela abraçou o moreno em baixo de si. Ele não havia notado antes, mas ela estava apenas de roupa íntima e agora estava grudada nele. Seu nariz ficou perto do pescoço dela, junto com o perfume da mesma, uma das mãos agarraram os fios vermelhos, acariciando-os e a outra enlaçou pela cintura dela, ele arfou de olhos fechados enquanto inalava o cheiro doce que vinha dela. Ele quase gemeu o nome dela, mas antes que o fizesse, ela se afastou e ele abriu os olhos.
– Talon, o que é... – Antes que ela olhasse para baixo e visse que ele estava excitado, o mesmo saiu de baixo dela.
– Eu vou tomar banho... – Comentou, um pouco corado enquanto entrava no banheiro e a ruiva segurou a risada, jogando-se na cama. Tentou esperar acordada por ele, mas em vão, ao sair do banheiro o moreno enxugava os fios castanhos escuro enquanto andava em direção à cama. Antes de deitar-se ao lado dela pegou seu edredom preto, e a cobriu, em seguida deitou-se ao lado dela, cobrindo-se também. O moreno apenas se encantou com aquele lindo rosto à sua frente, levou uma das mãos até a bochecha e acariciou levemente, uma das mãos foram de encontro à dela e ele entrelaçou os dedos, em pouco tempo depois ele adormeceu....
Acordou com um dos braços em volta dos ombros da ruiva e com a cabeça dela em seu tórax, ela parecia dormir tranquilamente. Devagar, ele retirou o braço em baixo dela e ela logo se mexeu, virando para o outro lado. Suspirou, ao menos não teria que acordá-la. Ao levantar-se da cama viu no chão um bilhete, fora convocado para a Elite Carmesim que ultimamente haviam sobrado só ele e Riven. O moreno suspirou, as missões eram sempre chatas, ainda mais, com Riven. Após fazer sua higiene diária dirigiu-se ao escritório de Swain onde estava Riven, ele passou o que deveria ser feito e logo Talon voltou para seus aposentos para trocar de roupa. Não pretendia acordar Katarina, mas enquanto se arrumava no espelho a viu acordando e se espreguiçando.
– Bom dia. – Ele disse e logo ela sentou-se na cama, deixando a coberta escorregar, olhou brevemente para o busto dela e depois desviou.
– Onde você vai?
– Elite Carmesim. – Respondeu, ela sabia que os assuntos e as missões eram restritas, por isso nem insistia em perguntar. – Você pode fazer a missão que Swain ia passar para nós dois. É fácil, apenas matar um homem. – Ela ficou cabisbaixa com aquilo, mas não sabia o porquê. Após três batidas a porta se abriu, e uma Riven curiosa adentrou à cabeça ao quarto. – Eu fico pronto em um minuto. – Respondeu antes que ela reclamasse, Katarina olhou para aquela mulher com desprezo e com um salto saiu da cama, indo para perto de Talon, não importando suas vestes. Ela levou o polegar até o queixo dele, puxando o rosto dele para perto e então selou brevemente os lábios aos dele, mas não de olhos fechados, abertos, apenas para ver a reação de Riven. Da parte dela era só um beijo lascivo, mas ele parecia estar esperando por aquilo há tempos. Levou as mãos à cintura dela, puxando-a para perto, apertando-as um pouco forte e ele retribuiu o beijo, que logo virara um beijo de língua, intenso e caloroso, aos poucos a assassina foi se entregando à ele. Começou a fechar os olhos e assim levou uma mão até a nuca do rapaz, acariciando e ao mesmo tempo retribuindo o beijo. Talon separou os lábios, apenas para ambos respirarem e logo levou as duas mãos até a bochecha dela e a puxou para perto, selando os lábios, mas dessa vez carinhosamente. – Nos encontramos na festa. – Ele disse, enquanto se afastava dela que, manhosamente o deixou ir, após a porta ser fechada ela se olhou no espelho à sua frente. A ponta dos dedos foram para os lábios que acabaram de ser beijados e após, ela ficou pensativa, ou confusa sobre aquele beijo. Imediatamente ela colocou as suas roupas e suas adagas no coldre das costas, então saiu do quarto de seu meio-irmão. Andou até o escritório de seu suposto “general”, após chegar abriu a porta, devagar e viu apenas Beatrice ali, coçando suas penas. Entrou andando devagar pelo escritório escuro dele, e aquele corvo não parava de fazer barulho, ao chegar perto da mesa do general, Katarina levou uma das mãos até a cabeça do animal ,acariciando levemente, mas ao ver que ia ser bicada. E logo ela fez uma cara feia.
– É por isso que não gosto de você. – Murmurou, então ela começou a explorar os arquivos da Elite Carmesin , várias e várias missões, apenas para Talon e Riven que precisariam ser feitas com urgência. A ruiva ouviu a porta sendo aberta, os olhos verdes já sabiam quem era e não hesitou em encará-lo. Swain entrou em seu escritório, mas os olhos de arregalaram-se ao ver a menor ali.
– Katarina.... – Ele fingiu estar pensativo. – Du Couteau, se não me engano....? – Sorriu, provocativo, enquanto ela cerrou os dentes. Olhou ligeiramente para os arquivos na mão dela e após sorriu. – Está interessada na Elite Carmesin... – Disse calmamente. – Porque? – Ele levantou a mão e logo Beatrice voou até o braço dele. Se perguntou o porque de tantas missões assim, e somente para os dois. – Apenas aviso que infelizmente, os membros dessa equipe não duram muito. – Ele deu de ombros. Katarina era uma peça importante de seu tabuleiro , mas ele não a suportava e ela também não o suportava.
– É o que vamos ver. – Ela disse enquanto passava pelo general e deixava os arquivos na mesa, mas antes que saísse ela parou. – Eu espero Swain, que você não tenha nada a ver com o sumiço do meu pai. – Disse por cima dos ombros, após sair bateu a porta. Andava pelo corredor calmamente, quando finalmente avistara sua irmã que rastejava em sua direção, junto com as empregadas, provavelmente falando sobre a festa. A mais nova olhou para os lados, não tinha saída, a não ser uma pequena janela em seu lado direito, se jogou por ela e colocou a mão ao chão para amortecer a queda, junto dos joelhos. Os arquivos que vira de Swain vieram a sua cabeça, e obviamente ela não ficaria parada. Começou a correr, preferiu cortar caminho pela floresta e ir pulando de árvore em árvore, já que era mais rápido.
Seu destino era um pequeno vilarejo onde ainda se dava para ver Noxus, e ela se lembrava perfeitamente do rosto de sua próxima vítima. Um dono de um restaurante que roubara algo que era bastante importante da facção Rosa Negra. Ao adentrar o restaurante, pediu uma bebida e logo após pediu a presença do dono que mandou dizer que não estava. Sendo assim, ela deixou o local, e subiu para o segundo andar, mas pela janela que dera no quarto do homem. Então ela observou por alguns momentos, ele tinha uma esposa e uma filha, a assassina sorriu de canto. “É uma pena.” Pensou. Após a porta se abrira e o homem entrou ao quarto, mas antes que dissesse alguma coisa, sua adaga já estava na garganta do homem, fazendo um pequeno corte.
–Últimas palavras? – Ela perguntou .
– Eu não roubei nada, o homem... – Não o esperou terminar de falar e logo sua garganta fora cortada, enquanto jorrava sangue o mesmo caía de joelhos diante da assassina. Virou-se para o lado, a porta estava aberta e logo viu, uma menina de mais ou menos com sua idade, loira e olhos azuis. Paralisada pelo o que acabara de ver, antes que ela começasse a correr, Katarina usou o Shunpo para chegar mais perto dela e logo derrubá-la, prensando as coxas da garota com as suas, impedindo-a de se levantar. Tirou sua outra adaga do coldre e quando fora apunhalar a garota disse com lágrimas nos olhos, mas ainda sim fora irônica.
– Du Couteau, é e sempre será a pior família. – Os olhos verdes arregalaram-se e ela cerrou os dentes, com a mão livre desferiu um soco no rosto da garota.
– Diga isso de novo, se tiver coragem. – Desafiou Katarina, agora segurando mais forte a adaga.
– A família Du Couteau é ridícula, mais ridículo que você apenas seu pai e Talon. – A ruiva agora estava furiosa, ignorou as perguntas que vieram à sua cabeça, a raiva tomou conta de si e a mão livre fora para o pescoço da garota, ainda tentando dizer mais insultos. Os pés se debatiam e os olhos azuis estava arregalados, tentava tirar a mão da ruiva dali, mas em vão. Katarina já não se importava se aquele era ou não o seu tipo de assassinato. Após a garota parar de se debater e soltar seu último suspiro, ela tirou a mão dali. Viu no colar dela um pingente parecia um frasco com um líquido preto, ela arrancou a corrente do cadáver e após tocá-lo sentiu, aquilo era mesmo da facção da Rosa Negra. Levantou-se, satisfeita dos seus serviços, guardando suas adagas no coldre e então saiu dali pelo mesmo lugar que entrara.
Pagou uma carruagem, certamente se chegasse cansada não iria durar nenhum minuto na festa de Cassiopeia e levaria um safanão se dormisse ou cochilasse. Aproveitou para descansar e olhar o frasco que roubara. No pote havia o símbolo de uma rosa e na frente dele um T. Dúvidas surgiram na mente dela, mas ela preferiu não pensar tanto nisso. Apoiou o cotovelo à janela e a cabeça na mão, e foi observando a paisagem enquanto os cavalos cavalgavam lentamente.
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