Notas iniciais
Pronto, dessa vez não demorei tanto. As férias estão chegando , weee. ♥

As roupas do assassino agora eram cobertas por um casaco preto grande, os pés cobertos de neve, mas ainda sim ele permanecia ir em frente com aquele objetivo. Encontrar a Bruxa Gélida. Boatos surgiram de que ela estava congelada em seu próprio gelo, pois não suportaria ver Ashe no trono. Riven havia ficado no acampamento,a mulher mal conseguia se mexer por conta das roupas que usava, que não eram nada protetoras. “Fraca” Ele pensou. Preferia muito mais Katarina ali, seria mais útil, assim como ela fora em Bilgewater, Shurima e na Ilha das Sombras. As pegadas dele marcavam a neve, mas por pouco tempo, logo a nevasca ia apagando. Após um tempo andando a Nevasca foi diminuindo, mas ele ainda continuava em uma floresta com árvores brancas. Um pouco mais à frente de si havia um rio congelado, ou o que parecia ser um rio, mas sabia que o gelo ali estava menos escasso. Mas ele não teve medo, fora andando até lá e conseguiu dar três passos, mas no quarto, seu pé afundou. Esperou que uma água gelada viesse, mas o que veio foi mais gelo, ele caiu sentindo uma dor nas pernas e por isso soltou um gemido. Os olhos castanhos arregalaram-se quando ele olhou para frente. Lissandra estava congelada em um túmulo que aos poucos fora se desmanchando. Talon levantou-se e aos poucos, o gelo já estava caído o suficiente para que pudesse ver a mulher que ao sair dali usou o Caminho Glacial para ir para perto dele.

– Como ousa interromper-me? – Ela perguntou, calmamente e fria ao mesmo tempo.

– General Swain convoca você, Bruxa Gélida para uma reunião junto à ele. – E a mulher riu.

– Ora ora, um peão... – Ela zombou e ele revirou os olhos. – Não estou interessada. – Disse enquanto se virava, mas Talon sabia como persuadir alguém.

– Não? E se eu disser que você terá a chance de acabar com a Rainha Ashe? – Ele deu alguns passos, acompanhando-a, mas ela parou ao ouvi-lo, ficando um pouco pensativa. A bruxa se virou e olhou para o rapaz, zangada que correspondeu apenas com um sorriso de canto...

Para Darius aquele dia fora realmente cansativo, novos recrutas e nenhuma ajuda para treiná-los. Certamente, ele cuidaria disso outro dia, apenas fora para sua sala, ainda tinha alguns registros para fazer. Abriu a porta e deixou seu machado ao lado, mas ao olhar para sua mesa viu alguém sentado nela. Ele se aproximou e viu que era Katarina.

– O que você quer aqui filhinha do papai? – Murmurou o General de cara feia, mas ela sorriu, estava sentada com os pés em cima da mesa e com os braços cruzados.

– Apenas vim lhe fazer uma visita. – Disse, calma e após olhou em volta de toda aquela sala. – As armas que tem aqui são tão bonitas. – Os olhos verdes rodaram por toda a parede da sala, observando bem cada uma delas, todas com o símbolo noxiano pregado e ao voltar a olhar pra Darius, sorriu.

– Diga logo o que você quer, criança. – Ele disse, bravo e cruzando os braços.

– Apenas quero saber mais sobre uma pessoa. – A mulher se levantou e foi em frente à ele, que era de fato, bem mais alto que ela. Ele soltou uma risada alta.

– Nem me torturando, não te falarei nada sobre mim. – Dessa vez quem riu foi a menor e após balançou a cabeça negativamente.

– Pobre Darius... – Um bico se formou nos lábios dela e ele cerrou os dentes. – Riven. Eu quero saber mais sobre ela. – Pela primeira vez em sua vida ele ficara nervoso após ouvir aquele nome.

– E-ela é uma excelente r-recruta. – Katarina arregalou os olhos para ter certeza mesmo do que acabara de ver. “General Darius... Gaguejando?” Ela sorriu maliciosamente.

– No campo de batalha ou fora dele? – Ela perguntou e ele ficara irritado com aquilo.

– É melhor você ficar quieta sobre isso, garota. Acha que não sei? Sobre a tua aproximação com teu irmão? – Agora fora ela quem ficara irritada.

– Ele não é meu irmão! – Seu tom de voz aumentou, ela não tinha medo de Darius, seu pai a ensinara não temer.

– Oh, parece que toquei em seu ponto fraco também, não é, ruivinha? – Ele riu, mas as ameaças não acabaram por ali. – O que seu pai acharia disso? – Ele perguntou se aproximando dela. – Porque se fosse eu, mataria a minha própria filha. – As mãos dela foram para o tórax dele, na tentativa de empurrá-lo ,mas em vão, ele segurou os pulsos dela. – Você entrou no meu covil garota, não pense que irá sair intacta. – O rosto dele estava próximo ao dela, Darius se deliciava com aquela expressão de medo e então sorriu. Os olhos desviaram-se para os cabelos ruivos, deixando-o um pouco pensativo. – Agora eu entendi porque quer saber mais sobre ela. – Ele soltou os pulsos dela, se afastando e então passou por ela, indo até sua mesa, sentou-se e ao encontrar o arquivo de Riven jogou para ela. A dúvida surgiu no rosto da ruiva enquanto ela pegava o arquivo e começava a ler, enquanto ele cruzava seus braços, agora, tranquilo. Sabia que ela não ousaria abrir a boca pra ninguém. – Você é bem ciumenta... Alguns homens não gostam disso sabia? – Os olhos verdes foram brevemente para ele, rapidamente as mãos foram para as coxas tirando três lâminas dali e lançando-as na direção do general, que desviou jogando sua cabeça para o lado, rindo. Após terminar Katarina deixou os papéis em cima da mesa dele e cruzou os braços.

– Ela não me parece nada fiel à Noxus. – Comentou a ruiva e então olhou para o moreno que revirou os olhos.

– Era só isso que você queria não é? Agora saia daqui... — Antes que continuasse com os insultos alguém adentrou a sala e ambos viraram para olhar. Era Riven. A ruiva riu, divertida e após saiu da sala, passando pela mulher, trombando-a no ombro de propósito.

– General... – Ela adentrou a sala. – Achamos a bruxa gélida...

“Isso é tão estúpido.” Pensava Talon enquanto via a fantasia que a meia-irmã mais velha dera à ele. Uma fantasia de urso, nada confortável e pior, morreria d calor ali dentro.

– Eu quero ver você na festa dessa vez Talon. – Disse a mais velha e logo voltando a rastejar para dentro de seu quarto. Certamente, ele permaneceria na tradição de não deixar ninguém o ver. O assassino foi para seu quarto, retirou as roupas de frio e as de baixo também. Tomou um banho gelado, após sair enxugou-se e vestiu aquela fantasia, ao menos era diferente da do ano passado. Pulou pela janela, e mesmo estando vestindo daquela maneira ainda tinha algumas lâminas guardadas, ele nunca abaixava a guarda. Andando deu a volta pela mansão, mas antes que entrasse viu na sacada a ruiva, bebendo um copo. Ele sorriu e esperou que ela tomasse e após acenou para ela. Ao ver ela imediatamente pulou e foi andando até ele, que a recebeu com um sorriso divertido no rosto. Pegou a pela mão e a puxou para um pouco mais pra longe da mansão, mas que ainda ouvissem o som da música. Levantou sua mão junto com a dela, e ela deu uma volta soltando uma risada, enquanto o moreno observava as curvas dela, junto da fantasia. Após ela parar em sua frente ele sorriu e olhou nos olhos dela.

– Você está perfeita. – Katarina sorriu e abraçou o mais velho, que se surpreendeu um pouco mas logo após retribuiu. Ele segurou a mão dela, passando a mão pela cintura e logo após começando a dançar em um ritmo calmo com a cabeça dela encostada em seu peito. A boca dele se abriu, mas ele decidiu não falar nada, apenas aproveitar aquele momento com a menor, mas então ela cortou o silêncio.

– Eu falei com Swain. – Após dizer ela afastou a cabeça do peito dele, apenas para olhá-lo. – Posso agora fazer algumas missões da Elite Carmesin. – E Talon sorriu, gostara bastante daquela ideia, mas logo a voz dela ficou séria. – Você acha que ele tem algo a ver com o sumiço do meu pai, Talon? – Ela perguntou, com a face serena e os olhos castanhos aos dele.

– Sinceramente Katarina, eu acho que não. Por mais que ele não goste de você, ele ainda tem respeito por mim e sua irmã...

– Mas odeia o nome de minha família... E o pior é que ele não é o único. – Ela soltou-se dele e então cruzou os braços.

– O que... – Antes que o moreno parasse de dizer, ela tirou do bolso um colar com um pingente com um líquido dentro e ele olhou para ela, surpreso. – Onde conseguiu isso?

– Foi você quem roubou da Rosa Negra não foi? – Ela estava certa, ele quem roubara aquilo à muito tempo atrás, realmente, bem no início das coisas quando ainda o pai dela morava naquela mansão.

– Katarina... Eu... – Ele suspirou e ela se manteve firme diante à ele, olhando-o, sem deixar que nenhuma expressão passasse. – Isso foi a muito tempo. Foi na primeira semana em que eu passei aqui, eu e seu pai não nos entendíamos e eu não concordava com os métodos dele. Eu lutei para ter minha liberdade de volta e eu não consegui. Então eu fui para um vilarejo e encontrei uma garota lá, eu gostava dela, mas não era sempre que eu podia visita-la. Eu deixei isso com ela... Eu disse muitas coisas horríveis sobre Noxus e sua família, eu não suportava o fato do seu pai me tratar como um soldado e...

– Ele te tratava assim, mas eu sempre te tratei como um irmão. – O moreno tentou se aproximar dela novamente, mas ela deu um passo para trás. – Já que meu pai não está mais aqui eu lhe concedo sua tanta e esperada liberdade. – Após dizer ela se virou.

– Katarina... – Ele tocou no braço dela, mas ela o balançou fazendo-o soltar.

– Vá embora. E se eu souber que você desonrou o nome de minha família novamente, eu mesma vou atrás de você. – Talon ficara imóvel, apenas vendo a ruiva se afastar.

As palavras de Katarina não machucara apenas o assassino, mas também a si mesma. Andou até seu quarto junto à uma garrafa de vodka que tinha pego na festa, e ao trancar a porta de seu quarto foi para a sacada, após subiu até o telhado, abrindo-a e tomando goles. Deixou que apenas algumas lágrimas rolassem por seu rosto, já que ela nem mais sabia do que elas eram, de ódio, de amor ou de decepção. Ouviu um barulho atrás de si no telhado e ao se virar não viu ninguém e ao se virar novamente viu Le Blanc sentada ao seu lado, também com uma fantasia e com seu cajado modificado em um corvo.

– Boa noite. – Ela cumprimentou, educadamente e Katarina fez apenas um aceno. – Soube que você recuperou um item valioso para mim. – Um sorriso malicioso se formou nos lábios dela, Katarina entregou logo o que ela queria e após abriu o pequeno frasco,colocou um pouco nos dedos e passou no pescoço. A ruiva ergueu uma das sobrancelhas.

– É só um perfume? – A outra riu alto e ironicamente.

– Ah querida, você é engraçada. – Disse e uma expressão de dúvida surgiu no rosto dela. – Olhe só. – Ela jogou novamente o líquido cinza e com a outra mão começou a mexe-la em cima, e aos poucos o líquido foi tomando forma e uma rosa negra surgiu na mão da mulher. A ruiva sorriu com aquilo, era até interessante e logo após a Falsa entregou a rosa para ela, que aceitou de bom grado. – Fique atenta Katarina. – Alertou e depois, pegou seu cajado e saiu andando. Após terminar sua garrafa, com dificuldades conseguiu descer do telhado sem se machucar e voltar para seu quarto, deitou-se em sua cama.

Notas finais
E aí? Gostaram? OIDSHIOHASD. Há muitas tretas ainda para vir. q
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.