Notas iniciais
Oi, lindezas Saudades dos comentários de vocês! Obrigada aos leitores que não me deixam falando aqui sozinha e que comentam ahsuahsua Vou continuar na esperança de receber mais comentários, então... Se tivermos pelo menos 8, eu posto o próximo capítulo dia 21. Caso a gente tenha menos, eu posto só dia 28! Beeijos, minhas lindezas! #PartiuLer

Preços

Valerion suspirou, depois de beber um caneco inteiro de cerveja. Tyrion o imitava, colocando o próprio caneco para o alto e pedindo mais dois. Oberyn os observava, bebericando o vinho lentamente, para degustá-lo. Mas Valerion não queria degustar. Ele queria apenas ficar bêbado. Bêbado num estado em que não fosse mais possível sentir o que quer que fosse. Queria chegar num estado de não existência, como fizera no casamento de sua amada lady Sansa...

Ela que esperava por seu retorno em Harrenhal. Lhe tinha enviado uma carta, falando que precisaria ir para Dorne, para os Jardins de Água, a residência dos Martell. Não sabia se acabaria mesmo indo para lá, ou se ficaria preso em Porto Real. Não sabia se voltaria para Harrenhal, seguindo o próprio coração, ou se ficaria em Porto Real, com Myrcella, a quem devia a própria honra.

Um criado trouxe mais duas canecas e Valerion brindou com Tyrion antes de dar uma bela golada. A bebida escorreu por seu pescoço e uma puta qualquer veio lamber o rastro húmido, tentando oferecer seus serviços, mas o rapaz não estava interessado. Negou com a cabeça e soltou um suspiro entristecido, enquanto a mulher ia para junto de Oberyn.

—Não agora, meu amor. Agora temos assuntos importantes para tratar. – disse o dornês e Valerion bufou. Não estava com espírito para ter conversas sérias – Lorde Valerion. – murmurou o dornês e Valerion negou com o rosto, dando mais um longo gole em sua bebida.

—Lorde Aegon. Eu continuo sendo Sor Valerion.

—Pare de mentir para si mesmo. Seu irmão não vai vir aqui exigir o posto de Lorde. Seu pai o passou a você. – riu Oberyn e Valerion soltou mais um muxoxo.

—Deixe-o, príncipe Oberyn... o garoto ainda precisa se acostumar com tudo isso.

—E olhe só... Lorde Lannister. O herdeiro de Casterly Rock. – riu Oberyn e Tyrion riu com descaso.

—Tão Lorde quanto Aegon. Apenas numa teoria. – resmungou Tyrion.

—O Rochedo é seu por direito. – disse Oberyn.

—Todos sabem que meu pai não me queria como Lorde do Rochedo.

—Mas o direito ainda é seu... se não, de quem seria? Do Trono de Ferro? De Tommen? – perguntou Oberyn. Ele deu um belo gole e então olhou para Valerion com um sorriso sínico – Com um pouco de reviravoltas do destino, o Rochedo pode cair no seu colo, Valerion... – disse ele e Valerion suspirou.

—Tommen não morrerá tão cedo. E Tyrion tem mais direito sobre o Rochedo do que Cersei. – retrucou Valerion – Predileção não ganha de direito de nascença.

—Discordo. Não se lembra da Dança dos Dragões, que ocorreu depois do reinado de Viserys I? – perguntou Tyrion. Valerion suspirou e concordou com um aceno de cabeça, mas Oberyn o olhou parecendo curioso. Tyrion respirou fundo e começou a narrar – Foi uma guerra de sucessão entre Aegon II e Rhaenyra sobre o direito ao Trono de Ferro deixado por seu pai, Viserys I. Durante a guerra, ambos os monarcas morreram, de modo que o trono foi herdado por Aegon III, filho de Rhaenyra. O Rei Viserys I teve três filhos com sua primeira rainha da Casa Arryn, mas apenas uma criança sobreviveu até chegar à idade adulta, a Princesa Rhaenyra. Sem um filho homem para sucedê-lo, Viserys começou a instruir a Princesa Rhaenyra para que ela fosse sua herdeira. A jovem Rhaenyra passou a ser incluída nas discussões de Estado, e foi permitido que ela participasse dos encontros do pequeno conselho. Diante disso, muitos nobres se tornaram apoiadores da princesa. Entretanto, quando a rainha morreu, o rei se casou novamente, dessa vez com Alicent Hightower e teve mais quatro crianças, incluindo três filhos, sendo o mais velho chamado de Aegon. Apesar disso, Rhaenyra fortaleceu sua posição na linha de sucessão tomando Sor Laenor Velaryon, que também possuía sangue Targaryen, como seu primeiro marido. Ela teve três filhos com esse casamento, mas boatos diziam que os filhos não eram de Sor Laenor e sim do amado de Rhaenyra, Sor Harwin Strong.

—Esse Laenor Velaryon... seria ele aquele que diziam que não gostava de mulheres? – perguntou Oberyn com um sorrisinho e Valerion concordou com um aceno de cabeça.

—Sim, dizia-se que ele preferia mais a companhia de seus amigos, do que a da própria esposa. – explicou o rapaz – Inclusive, era por isso que os três filhos dele com a princesa eram acusados de serem bastardos.

—Interessante. E como essa história termina?

—Com fogo e sangue. – respondeu Valerion.

—Quando Laenor Velaryon morreu, Rhaenyra se casou novamente, dessa vez com seu próprio tio, o Príncipe Daemon Targaryen, irmão mais jovem de Viserys I. Com ele teve filhos, entre eles, Aegon III, que foi quem acabou herdando o trono. – contou Tyrion.

—A Rainha Alicent queria que seu filho herdasse o trono, mas a princesa Rhaenyra não aceitou. Houve guerra, muita gente morreu, inclusive a princesa e seu rival. Então o filho de Rhaenyra acabou herdando o trono e foi-se decidido que os herdeiros masculinos tinham predileção às herdeiras. Por isso Tommen herdou o Trono de Joffrey, e não Myrcella. E é por isso que Tyrion é o herdeiro do Rochedo e não Cersei.

—Bem, lembre-se de dizer isso a Cersei quando se encontrar com ela. – disse Tyrion brindando com ninguém em específico, antes de dar um bom gole em sua cerveja – Será uma conversa bem interessante, inclusive.

—Você deveria deixar Porto Real, Tyrion. – murmudou Valerion.

—E fugir para onde? Acredite, as garras de Cersei me encontrarão em qualquer lugar. – resmungou o anão – Ficarei aqui, sem fugir. Ninguém nunca poderá me chamar de covarde. Me chamam de muitas coisas, mas esse título eu não levarei.

—Prefere “O Tolo”, então. – bradou Valerion terminando sua cerveja e batendo o caneco na mesa.

—Falando em tolices. – riu Oberyn – Você pretende casar-se com Myrcella ainda no Outono? Ou esperará o Inverno passar?

—Acho que a Primavera é a estação perfeita para casamentos. – riu Valerion.

—E quantos bastardos fará nela até esse dia chegar? – perguntou Oberyn, com um sorrisinho e Valerion corou, completamente sem jeito.

—Desculpe... o que?! – perguntou tentando fazer-se de desentendido, mas o modo como Oberyn o olhava era desconcertante – Eu sou um cavalheiro, Vossa Graça. Jamais desonraria minha prometida dessa maneira.

—Só me responsa uma coisa... foi antes ou depois de você assumir a culpa pela morte do pestinha? – perguntou Oberyn e Tyrion o olhou com atenção.

—Eu não desvirginei Myrcella! – resmungou tentando parecer convincente.

—Pois deveria. – riu Oberyn.

—E por que? – perguntou Tyrion.

—Porque Cersei não encostaria em você, se você firmasse seu compromisso com ela. – explicou Oberyn – Cersei ama seus filhos. Se você fizer isso, ela não terá escolha, se quiser proteger a reputação da filha.

—Minha irmã não era virgem quando casou com Robert. Ela saberia muito bem contornar isso.

—Mas não saberia contornar o puro sentimento da filha. – riu Oberyn – Trepe com ela, case com ela. Faça um filho com ela. Depois tenha todas as mulheres que desejar.

—Eu não desonraria minha esposa dessa maneira. – murmurou Valerion, completamente infeliz – Podemos não conversar sobre isso? Sobre casamentos, tramoias, heranças, ameaças? Podemos apenas beber e então voltar para nossas camas e... vomitar em nós mesmos em seguida?

—Eu aprovo essa ideia. – disse Tyrion pegando sua caneca e a erguendo, para que voltassem a serem cheias.

—Vocês dois vão morrer enquanto desmaiam de bêbados... sabem disso, não sabem? – ralhou Oberyn – Mas está bem. Vamos beber. – ele virou todo o vinho do cálice e logo estavam os três bebendo o máximo que conseguiam.

Valerion não tinha certeza de como acabou voltando para o próprio quarto. Mas foi acordado em sua cama. Abriu os olhos, notando que ainda era noite e que ainda estava bêbado. Alguém acariciava seus cabelos de maneira carinhosa e por um momento lembrou-se da própria mãe. Fechou os olhos, querendo dormir, sentindo aquele afago, quando sentiu alguém lhe abraçar. Abriu os olhos e notou que era a princesa Myrcella.

Suspirou, sabendo que aquilo seria uma enorme chateação. Myrcella lhe lançou um sorriso e ele bufou, por estar muito bêbado. Apenas a abraçou, a aconchegando em si mesmo, sentindo a cabeça dela sobre seu peito, depois fechou os olhos e dormiu.

Acordou muito tarde, no dia seguinte, sem saber se sonhara com a princesa ou se ela realmente estivera ali. Tentou encontrar alguma prova da presença dele, mas nem mesmo um fio de cabelo fora deixado para trás. Perguntou a Bry, mas o garoto disse não ter visto nada e os guardas disseram o mesmo. Preferiu assumir que apenas sonhara com ela.

Os criados lhe trouxeram o dejejum e antes que pudesse terminar de comer, a Rainha veio ter com ele. Valerion não estava vestido apropriadamente para receber a Rainha, então ficou um tanto constrangido. Usava a camisa de algodão grossa que usava para treinar com Loras, que não estava exatamente muito limpa, uma calça comum e não usava nada nos pés. Então ele se ajoelhou, com os olhos baixos, de maneira humilde. Todos seus movimentos precisavam ser extremamente bem calculados, agora que não tinha o pai para ajuda-lo e nem Tywin para podar a loucura da filha. Leão e Dragão continuariam suas danças, mas os dançarinos seriam diferentes dessa vez.

—Vossa Graça. – murmurou Valerion, humildemente. Vestiu-se com o luto que sentia, tentando parecer mais perdido do que realmente estava, para que fosse subestimado e as pessoas se descuidassem. Com Cersei precisava ter o dobro de atenção – Perdoe-me. Não esperava encontrá-la agora. – murmurou ele.

Cersei sorriu de maneira gentil e ele teve certeza que a Rainha iria tentar ganhá-lo com sorrisos doces e alianças. Cersei não era estúpida e sabia que Harrenhal seria vital para manter Tommen no Trono.

—Não há problema. – sorriu ela. Cersei olhou ao redor, com uma expressão amável e mansa, depois segurou a cadeira – Posso me sentar?

—Claro, Vossa Graça. – murmurou ainda de joelhos.

—Sente-se comigo, Lorde Valerion. – pediu Cersei. O Blackfyre concordou e obedeceu. Cersei suspirou, o olhando com falsa empatia e Valerion suspirou – Sinto muito pela sua perda, Lorde Valerion. Eu sei como se sente.

Valerion levantou o olhar para Cersei e concordou com um aceno de cabeça.

—Eu agradeço pelas palavras gentis. Eu também sinto muito por sua perda. – disse calmamente. Cersei sorriu de maneira doce e ele a achou muito parecida com Myrcella.

—Não há motivos para fingirmos que gostamos um do outro, meu Lorde. – disse Cersei, muito calmamente e com uma seriedade diferente dela mesma – Conversei com Tommen. Eu o aconselhei a chamá-lo novamente para o Conselhor do Rei. Você sempre fez um bom trabalho como Mestre das Leis. – disse Cersei.

—Eu me sinto lisonjeado, Vossa Graça, mas eu preciso voltar para Harrenhal. – disse decidido – Depois que eu me organizar e me enteirar da situação do castelo e de tudo o mais, se o Rei ainda me desejar em seu conselho, voltarei de bom grado para Porto Real. – explicou ele. Cersei respirou fundo.

—Pode organizar tudo por correspondências. Seu pai deixou pessoas de confiança cuidando do castelo, certamente. – retrucou a Rainha – É desejo do Rei que você não deixe Porto Real, que volte para o Conselho e se case o quanto antes com Myrcella. – disse Cersei. Valerion suspirou, sentindo a corda ao redor do pescoço.

—O Rei me honra com tudo isso, mas... eu preciso voltar para Harrenhal para me organizar. – repetiu, pacientemente – Preciso saber quanto dinheiro temos, para poder calcular o que seria sensato gastar na cerimônia de meu casamento com Myrcella. Não quero poupar esforços, mas também não posso arriscar deixar meu povo com fome. E eu estou pretendendo pagar pelo menos dois terços dos custos para cerimônia, afinal, a coroa já gastou demais com o casamento de Joffrey e Margaery. – explicou Valerion. Cersei sorriu parecendo se divertir e voltou a parecer consigo mesma.

—Não precisa fingir que deseja esse casamento, ou que deseja mimar Myrcella. – disse Cersei – Sei muito bem que você não ama a minha filha.

Valerion levantou o olhar para a Rainha e disse com firmeza.

—Não a amo como ela me ama. Mas serei eternamente grato a ela, por tudo o que ela fez por mim. Sei que quando me casar com ela, será questão de tempo até que meu coração seja inteiramente dela. Eu desejo esse casamento, pois tudo que quero é vê-la feliz. Myrcella é alguém que tenho em grande estima. – explicou Valerion. Cersei sorriu de maneira torta e ele sentiu um calafrio lhe subir a espinha.

—Mais estima que Margaery? – perguntou ela e a lembrança de Margaery em sua cama veio de uma vez. Mas seu rosto não mudou.

—Desculpe... como assim?

—Todos sabem de sua amizade com os Tyrell.

—De minha amizade com Loras, quer dizer, não? – perguntou Valerion e Cersei sorriu mais abertamente, como se o tivesse pego em uma armadilha.

—Apenas com Loras? Meu entendimento foi que você passou vários dias dividindo refeições com todos eles. E que teve alguns longos passeios com Lady Margaery. – Cersei pegou uma uva qualquer em uma bacia e sorriu novamente – E meistre Pycelle me contou coisas interessantes sobre Margaery, quando eu o apertei o suficiente.

—Interessantes? – perguntou sentindo um remexer no estômago. Cersei sabia? Sabia sobre a noite que tivera com Margaery? – O que a jovem poderia ter feito que Vossa Graça achasse interessante? E mais... o que tem a ver comigo?

—Margaery casou com meu filho mais velho e ele morreu. Agora ela está prometida ao meu caçula e deve se casar em uma semana, no máximo. Tudo que ela faz é do meu interesse. – disse Cersei e Valerion concordou com um aceno de cabeça – Um homem jamais entenderá verdadeiramente a devoção de uma mãe para com os seus filhos.

—Imagino que não. – murmurou Valerion sem achar que aquela fosse uma questão que valesse a pena discutir sobre.

—Pycelle me contou que Lady Margaery pediu a ele umas folhas muito especiais, para um chá muito especial. – disse Cersei e Valerion franziu o cenho, sem saber o que ela queria dizer com isso.

—Chá? – perguntou confuso – O que poderia ter de interessante em um chá? – perguntou sem entender e Cersei sorriu de novo.

—Sua ignorância sobre esses pontos me surpreende. – riu ela e Valerion se permitiu corar – Um chá que mulheres tomam, quando querem evitar uma gravidez. Levando em conta que ela se diz uma donzela, esse tipo de chá não deveria ter sido pedido por ela.

Valerion concordou com um aceno de cabeça, sentindo o coração acelerar.

—Desculpe, Vossa Graça... realmente sou ignorante nesses assuntos... – murmurou confuso, se perguntando se Cersei estaria sabendo que, provavelmente, Myrcella teria pedido o mesmo chá a Pycelle – Acreditas que Margaery não é donzela? É isso? – perguntou Valerion – Talvez ela não tenha pedido pra si, talvez tenha pedido para uma de suas damas de companhia. Eu não sei... – ele desviou o olhar – Esse assunto é um tanto constrangedor para mim. Ela é irmã de meu amigo.

—E estava muito próxima de você. Adorava ver seus treinos com Loras.

Valerion sentiu o estômago saltar e olhou para a Rainha, sobressaltado.

—Ela adorava ver Loras me batendo por ele ser melhor do que eu, sim. – disse sabendo onde Cersei iria chegar – Eu não sei o motivo de Vossa Graça estar me contando essas coisas. Não tem nada a ver comigo. Isso é problema dos Tyrell e de Tommen. – disse firmemente – A menos que vá me acusar de alguma coisa.

—Eu talvez queira te acusar de alguma coisa. – riu Cersei e Valerion sorriu.

—Faça isso. – disse a enfrentando. Cada um com um sorriso mais desafiador – Aproveite e me mate. Deixe Harrenhal para minha irmã. Ela fará bom uso disso.

Cersei sorriu uma vez mais.

—Tenho outros planos para sua irmã. – riu ela e Valerion a olhou, cauteloso – Os Bolton cuidarão dela, com a ajuda de um bom amigo meu. Um último plano de Tywin Lannister. – riu Cersei esfregando a língua no canino. Uma mania que ela tinha quando achava que estava fazendo algo inteligente. Valerion engoliu em seco e apertou o punho, mas Cersei colocou a mão sobre seu punho – Mas não se preocupe. Eu não tenho a intenção de machucar a sua irmã. Shiera poderá ficar sã e salva em Harrenhal e o filhote dela será Protetor do Norte um dia. Muito mais que uma traidora merece. Mas eu estou disposta a perdoar tudo o que ela fez. – explicou Cersei e Valerion piscou, surpreso – Ela é mãe e eu sei que uma mãe sempre fará tudo por seus filhos. Ela está perdida e precisa de orientação. Seria muito gentil se pudéssemos dar essa orientação para ela e fazer as pazes, alianças, para manter o Reino unido e forte. – explicou Cersei. Valerion engoliu em seco.

—Você tem um método muito estranho para pedir favores. – murmurou Valerion e Cersei sorriu de novo – O que tem em mente?

—Você, como Mestre das Leis, escreverá uma carta com ela, com o selo de Lorde de Harrenhal. – disse Cersei – A aconselhando a se casar com Lorde Bolton.

—O que?! O traidor que abandonou Robb? – riu Valerion com desdém – Ela nunca vai aceitar isso.

—Deve, se quiser manter a paz do rei e ser perdoada. Ela vai se render a Tommen, parar de se proclamar Rainha. Vai casar com Lorde Bolton e o filho dela herdará Winterfell. O primeiro filho dela com Roose Bolton herdará Forte Pavor, já que Lorde Roose não tem herdeiros. Se ela fizer isso, Porto Real, Jardim de Cima, Harrenhal, Winterfell e Forte Pavor estarão firmando várias alianças, mantendo o reino seguro e forte. Ninguém sairá ferido. Você se casará com Myrcella antes da próxima lua cheia, e sua irmã fará o mesmo com Lorde Bolton. Assim teremos paz e poderemos nos preparar para o inverno que se aproxima. Margaery casará com Tommen, para manter os Tyrell felizes. Eu não confio nela, mas estou disposta a aceitar isso, pelo bem do reino. – Cersei suspirou e o olhou com um olhar vitorioso – O plano de meu pai era matar sua irmã assim que ela parisse um filho de Lorde Bolton, mas eu não concordei. Os filhos dela precisarão de uma mãe. Se você desejar, assim que ela der um herdeiro a Bolton, a convidaremos para ser dama de companhia de Myrcella, assim você poderá ficar de olho nela. Ou então a envie para Harrenhal, não me importa. Coloque-a no lugar que julgar que ela ficará mais segura. – Cersei suspirou – Todos nós precisamos fazer sacrifícios. – Cersei se levantou e andou até sua escrivaninha, para pegar papel, pena e tinteiro. Ela se curvou para entregar os objetos para ele – O meu será manter você vivo, apesar de ter disvirginado tanto Myrcella, quanto Margaery. – Valerion engoliu em seco.

—Não gosto de suas acusações, Cersei. Elas são infundadas e você não tem como provar isso. Acusar-me só por acusar não vai levá-la a lugar nenhum. E eu fui o cavaleiro que derrotou o Montanha. Se eu pedir um julgamento por combate, não haverá ninguém que me derrote.

—Não, mas eu posso colocar Loras para ser o campeão de Margaery. – riu Cersei e Valerion a olhou boquiaberto – Para defender a honra da irmã. Transar com você foi um crime. Você seria capaz de matar seu amigo para livrar a cara?

—Eu poderia lutar por mim e por Margaery! – disse Valerion.

—Sim, mas eu poderia escolher Loras para ser o campeão de Joffrey e de Tommen... assim como para defender a honra de Myrcella. Ele é da guarda real, não poderia recusar. – riu Cersei e Valerion engoliu em seco – Você é bom, garoto. Mas ainda precisa aprender uma coisa ou outra. Eu estou disposta a tornar sua vida mais segura e fácil, assim como a da sua irmã. Como vai ser? Do meu jeito, ou de outro? – riu ela e Valerion engoliu em seco, mirando o papel – Devo avisá-lo que se não for do meu jeito, sua irmã será executada, assim como o seu sobrinho. O mesmo vale para Aegon, no dia que ele voltar a pisar nos Sete Reinos.

**

—Se não quer molhar meu vestido com suas roupas molhadas, tire suas roupas molhadas. – disse Shiera, decidida, e Jon a olhou surpreso. O olhar dele pareceu durar uma eternidade.

—Quer que eu tire minhas roupas? – perguntou ele arqueando as sobrancelhas e Shiera desviou o olhar, constrangida. No que estava pensando? Estava se deixando levar por sentimentos errados. O Norte precisa que eu seduza Jon Snow... que eu o use ao meu favor... ou será que eu estou vendo isso porque o desejo pra mim?

—Sinceramente, Jon? – murmurou dando as costas para ele – Eu não sei o que eu quero... talvez eu só queira esquecer um pouco de mim mesma. Voltar a ser aquela garota que eu cotumava ser, brincando pelos corredores de Harrenhal. – estava de costas para ele, mas o escutou se aproximar.

—Eu sei como é... – disse Jon com sua grave voz rouca – Algumas vezes eu queria voltar para um tempo... quando eu era apenas um garoto, a brandir espadas com os outros garotos da minha idade... em Winterfell... quando pulávamos no poço, para nadar nas águas quentes. Algumas vezes eu queria voltar para aquele dia, num quarto qualquer de Harrenhal... – sentiu o hálito quente de Jon em sua nuca e seu corpo arrepiou-se por inteiro – Quando eu tive você em meus braços... quando tive seus beijos... quando... – ele se calou e Shiera sentiu a mão dele em seu pescoço, a tirar seu cabelo do caminho. Sentiu a barba dele tocar sua orelha e as mãos firmes dele envolverem sua cintura. Sentiu Jon puxá-la com hesitação, provavelmente enfrentando mil dilemas internos. Mas mesmo com a hesitação, era a iniciativa dele. Se virou para olhá-lo nos olhos. Aqueles olhos de tempestade... os mesmos olhos que Ned Stark tivera. Engoliu em seco o puxou para um beijo novamente.

Imaginava que seria apenas um beijo, mas Jon queria muito mais do que isso. Ele engolia em seco e parava para respirar, como se estivesse tentando pensar no que estava fazendo. Mas os corações dos dois estavam implorando urgentemente um pelo outro. As mãos dele tremiam de nervosismo, assim como as dela, mas mesmo assim encontraram o caminho para o corpo do outro. Jon estava com toda a roupa de um membro da Patrulha da Noite, então tinha a impressão de que ele não a sentia da maneira que ela o sentia. Então o despiu da capa, da roupa de couro, do casaco, de tudo, até que ele estivesse apenas com a calça. Jon não tentou despi-la, apesar de suas mãos saberem onde ir, para agradá-la. Começou timidamente, com simples puxões, como se ele quisesse eliminar toda e qualquer distância entre eles. Mas depois Jon se permitiu puxá-la pelas ancas. Se permitiu pegá-la no colo e a colocar na cama. Ele respirou fundo e colocou uma cadeira em frente a porta e então deitou-se sobre ela e Shiera sabia que ele estava abrindo mão de todo e qualquer juízo.

Ficaram se beijando por tanto tempo, que ela tinha certeza que todos pensariam que eles estavam fazendo mil coisas a mais. Mas Jon apenas a beijou. Ainda tentando se convencer de que aquilo era certo. Mas ele não era o único a pensar daquela maneira. Ela também estava insegura. Também se perguntava se era sábio se deixar levar por aquele instinto. Se deveria incentivar Jon a ultrapassar um limite. Sentiu as mãos dele puxarem seu vestido para cima, para apertar suas coxas. Sentia o calor do fogo a tomar todo seu corpo. Aquele mesmo calor que sentia sempre que estava na cama com Robb, quando ele a estava preparando para o momento final da noite. Mas o que Robb só alcançava depois de muitas brincadeiras, Jon fizera apenas com beijos e aquele toque mais desejoso em suas coxas. Fechou os olhos, jogando a cabeça para trás e sentiu Jon beijar-lhe o pescoço com desejo. A língua dele tocou sua pele e Shiera soltou um gemido quase sofrido. O rapaz lhe empurrou com o quadril e ela abriu mais as pernas, para acomodá-lo, num movimento que lhe dava todo e qualquer consentimento.

Mas Jon seguiu até comportado, a afagando de maneira gentil e nada abusada. Mais de uma vez ele parava os beijos, com os olhos fechados, para respirar fundo. Como se estivesse tentando se concentrar. Mas ela não aguentava mais esperar. Mordiscou Jon no queixo e no pescoço, depois na orelha, para lambê-lo ali. Jon prendeu a respiração a segurando com firmeza e quando ela passeou a língua pela orelha dele, ele gemeu com alívio. Sentiu as mãos dele a puxarem contra si, para, em seguida, rumarem até seus cordões. De olhos fechados e com a testa colada na dela, Jon desatou os cordões, abrindo o vestido, finalmente rompendo o fio de autocontrole que o prendia. As mãos dele procuraram seus seios inchados pelo leite e a boca dele provou seus mamilos.

—Espere. – pediu ela e Jon a olhou curioso – Vai se sujar de leite. – murmurou constrangida e Jon concordou com um aceno de cabeça. Ele se ajoelhou na cama, para olhá-la. Um sorriso brotou em seu rosto tímido, entre as bochechas coradas pelo momento. O cabelo dele estava molhado de suor, com os cachos negros caindo sobre seu rosto.

—Você é tão linda. – sussurrou ele e Shiera sorriu lisonjeada. Jon a olhou por inteiro, já que não havia mais vestido. Depois a despiu das roupas de baixo, para olhar um lugar que só tivera pertencido a Robb – Desejo beijar-lhe por inteiro, minha senhora. – sussurrou ele voltando a se curvar para beijá-la com mais calma nos seios. Não nos mamilos, mas ao redor deles, para que acidentes não acontecessem. Depois ele baixou os beijos, por sua barriga, até chegar onde Shiera mais desejava ser beijada.

Quando Jon a beijou ali, Shiera se contorceu por inteiro, arfando. Um gemido de puro alívio escapou de si, enquanto enroscava seus dedos nos cabelos de Jon. A cada movimento da língua do nortenho a Rainha do Norte derretia mais um pouco, perdida em prazer e entrega. Jon a beijou longamente ali, de maneira deliciosa. Ele usou os dedos para melhorar ainda mais o momento e Shiera quase tocou as nuvens. Mas Jon acabou por subir, murmurando que não aguentava mais e ela o virou, para se sentar em seu colo. Ficou praticamente de joelhos em cima dele. Jon a olhou de cima a baixo e ela retirou o calção dele. Depois sentou-se no colo do nortenho, para ajudá-lo a percorrer o caminho para dentro de si.

Os dois gemeram da mesma maneira, mostrando que ambos desejavam ardentemente aquele momento. Olhou Jon Snow nos olhos, antes de mover o quadril, lentamente, arrancando cada vez mais expressões de prazer dele. Beijou os lábios do rapaz, que a envolveu carinhosamente com os braços. Ele a deixou guiar o movimento, lhe dando beijos intensos e cheios de paixão. Vez ou outra, olhavam-se nos olhos, enquanto descarregavam todo o desejo que sentiam. Quando começou a ficar sem fôlego, Jon a deitou calmamente na cama, para tomar o controle da situação. Se permitiu ser completamente possuída por ele, até que seu corpo fervesse de vez.

Arranhou Jon com tanta força nas costas, quando chegou ao ápice, que tinha certeza que o tinha rasgado com as unhas. Jon ainda continuou alguns segundos, para explodir dentro dela em seguida. Depois ele rolou para o lado, suado e sorridente, respirando fora de compasso. Estava do mesmo jeito, então entrelaçou as pernas nas dele e o beijou mais um pouco. Jon a puxou mais para perto e minutos depois estavam novamente naquele jogo de dar e receber prazer.

A noite chegou na Muralha e Shiera caiu num sono calmo e tranquilo, nos braços de Jon. Sonhou com as masmorras de Winterfell, com a música de Aegon, com as estátuas das criptas. Sonhou que andava com uma tocha, procurando por alguma coisa ou alguém. Encontrou uma estátua de Eddard Stark, atrás de um caixão de mármore, cheio de ossos. Ao lado dela tinha um homem, sentado. Aproximou a tocha dele e viu que era Robb. Assustou-se tanto, que o archote caiu no chão, porém a queda não o apagou. Robb a olhou confuso e a chamou de Lyssandra, mas ela não entendeu. Os dois olharam para a estátua da mulher que havia lá, logo atrás de um caixão. A música vinha lá de dentro. Shiera se abaixou, para pegar novamente o archote. Robb a seguiu, indo em direção ao caixão. Quando estava para abri-lo, porém, acordou.

Era o meio da noite e alguém batia na porta. Jon estava de pé, se vestindo e a olhou quase em pânico. Shiera se cobriu com uma manta de pele de lobo e foi até a porta.

—Quem está aí?

—Theon, senhora. Desculpe acordá-la a essa hora da noite, mas... – ele fez silêncio e Shiera abriu a porta. Jon recuou um passo, como se quisesse se esconder nas sombras, mas ela não se importou.

—Mas? – perguntou preocupada.

—A Patrulha finalmente escolheu um Lorde Comandante. – explicou Theon.

—Finalmente, uma boa notícia! – disse bocejando, ainda com sono – Já não era sem tempo. E quem é? Janos Slynt?

—Não, senhora. – disse Theon engolindo em seco e a olhando com os olhos cheios de receio – Foi decidido que o novo Lorde Comandante da Muralha será... Jon Snow.

Shiera piscou em choque e virou o rosto para seu amado. Jon a olhava perplexo e em choque.

—Como assim, Jon Snow?! – perguntou sentindo um aperto no peito. Ele nunca deixaria a Muralha... nunca... não vivo, pelo menos... a honra dele jamais permitiria isso...

Notas finais
Pra quem já tava tendo certeza que a Shiera ia ficar com o Jon... e agora, heim? xD E então? O que acham do plano da Cersei? Alguma chance da Shiera aceitar? Eeeeita! HSuahsuahsuasa Vamos para uma prévia? "-Roose Bolton deseja você. – garantiu Mindinho – Ele poderá ser dobrado às suas vontades. Você poderá ser capaz de governá-lo. – disse Mindinho – Deixe-o brincar de ser protetor do Norte, enquanto você o controla. Deixe que seu filho cresça e sobreviva. Não o arraste para uma guerra. Stannis é sua única alternativa para tentar recuperar Winterfell. E com ele, você terá que enfrentar o inverno também, que já está aqui. Fazer um cerco em Winterfell, com seu pequeno bebê... isso é arriscado demais. Eu sei que não é a escolha mais fácil, Shiera. Você tem fogo em seu interior. Você quer lutar e conquistar. Mas você precisa pensar no pequeno Ned." Aiaiaiaiai Mindinho entrando em cena shaushauhsau Beeeeijos! ♥ Vejo vocês nos comentários!