Blackfyre

63 O Peso da Coroa


Notas iniciais
PROMESSA É DÍVIDA Tivemos 8 comentários, então teremos capítulo hoje! =D Sim, dois capítulos em uma só semana, pra compensar o meu desaparecimento passado ^^''' Tudo graças à participação de vocês! Beijos #PartiuLer

O Peso da Coroa

Robb bufou mirando o cunhado. Aegon estava de braços cruzados a sua frente, trazendo a notícia de que Myrcella não cedera, por mais que Valerion tivesse tentado convencê-la do contrário. Jon soltou um suspiro pesaroso e os Lordes lhe lançaram um olhar cheio de expectativa.

—E Valerion não vai mesmo vir? – Perguntou Jon – Naerys não vai nos contar sobre... as coisas sobre Haegon? – Murmurou ele misterioso e os Lordes o olharam com curiosidade.

—Aparentemente não. Ele é Regente de Porto Real e está tendo que aturar a louca da Myrcella. Ela está completamente biruta. – Debochou Aegon – Ele pede sinceras desculpas. Quando tomarmos Porto Real, eu peço que o poupe. Ele realmente tentou ajudar o Norte, mas só... não houve muito o que ser feito. – Lamentou Aegon de maneira muito humilde.

—Hum... – Robb suspirou, enfadado, nada satisfeito – Eu discordo. Ele poderia ter feito muito mais. Ele poderia ter se imposto, mas se escondeu atrás das saias dela. – Discordou Robb – Ele sabe o que está fazendo e sabe quais serão as consequências disso. Ele não é estúpido.

—O que está querendo dizer? – Perguntou Aegon hesitante.

—Que ele não é exatamente inocente e eu não vou me esquecer disso. – Respondeu com firmeza. Estava com um péssimo humor.

—Certo. Mate-o. – riu Aegon – Com licença que eu vou dar a notícia para minha irmã. – Debochou ele e Robb sentiu um frio lhe subir a espinha.

—Não estou dizendo que vou matá-lo. Só constatando que ele foi fraco. – Discordou e Aegon fechou a cara para ele.

—Valerion foi fraco? Ele era um reles refém e agora está com a bunda no Trono de Ferro. Ao contrário de você ele sabe o que está fazendo, isso sim. – Ralhou Aegon – Você está lutando, lutando e lutando. Já morreu uma vez, inclusive... o que você sabe sobre o que acontece em Porto Real?

—Tenha tento na língua com o Rei no Norte, moleque. – Rosnou Jon Umber.

—Cale a boca, velho. – Riu Aegon – Ou eu te atravesso que nem uma faca quente em manteiga. – Ameaçou Aegon – E você, se Valerion se machucar por sua causa, eu não ligo se você é marido da Shiera. Eu te mato. – Ameaçou ele e os lordes nortenhos sacaram as espadas. Jon olhou para Robb com preocupação. Haviam nove Lordes Nortenhos: Cerwyn, Glover, Karstark, Manderly, Reed, Ryswell, Glenmore, Tallhart e Jon Umber, além de Edmure Tully.

—Você sabe qual a punição por ameaçar seu suserano? – Perguntou Robb se levantando. Vento Cinzento se colocou a rosnar para Aegon e os Lordes do Rio sacaram as espadas, tomando o partido de Aegon: Bracken, Blackwood e Mallister. Os Lordes do Vale ficaram quietos e em silêncio.

—Você não é meu suserano. – Disse Aegon o olhando com desdém – Você não é ninguém para mim. Se quer mostrar poder, mande seus lordes recuarem. Eu não vejo glória nenhuma em matar velhos e meninos. – Disse ele com seriedade – Me enfrente sozinho e eu vou te ensinar uma lição ou duas. Só não garanto que Thoros vá conseguir te trazer de volta de novo.

—Eu não sou tolo. Todos sabem o quanto você é bom com a espada. Eu prefiro te prender por me ofender. – Rosnou Robb. Aegon sacou a espada.

—Tente a sorte, fedelho. – Rosnou Aegon e Jon se colocou entre os dois.

—Chega. – Ralhou ele e Aegon o olhou ainda com o espírito de batalha brilhando em seus olhos violetas – Somos aliados. Aegon, por favor, guarde a sua espada e peça para que os Lordes do rio façam o mesmo. Robb. Por favor. – Disse Jon e Reed guardou a espada imediatamente. Aegon recuou, assim como Blackwood, Bracken e Mallister. Os nortenhos olharam para Robb e este suspirou, recuando também – Se Porto Real não concordou com nossos planos, então vamos enfraquecer Myrcella ainda mais. Nem mesmo Storm’ End a apoia, já que temos Shireen conosco. Os grandes aliados dela são os Lannister. Vamos atacar Casterly Rock. – Disse Jon apontando para o mapa – Com isso conseguiremos mais navios. Conseguiremos o ouro Lannister. Myrcella vai se ver cercada.

—Depois poderíamos atacar Jardim de Cima. – Disse Aegon e todos olharam para ele – Jardim de Cima é quem mantem a cidade alimentada. O Norte precisa de comida. Conquistamos a Campina, já que o exército Tyrell está em massa em Porto Real, mandamos a comida para o Norte e Myrcella não terá a opção de não aceitar os termos.

—E então poderemos focar na única batalha que importa. – Disse Jon colocando a peça em forma de cabeça de lobo no local onde ficava a Muralha no Mapa.

—Podemos atacar Jardim de Cima tanto com navios quanto por terra. – Disse Aegon – Voltarei para Pyke com a Companhia, pegarei os navios e então encontrarei vocês em Lannisporto. – Disse o Blackfyre e Robb engoliu a raiva. Se sentia um garoto sendo obrigado a seguir as ordens dos mais velhos. Olhou para Casterly Rock e negou com a cabeça.

—Não devemos perder tempo. Vamos atacar Porto Real. – Disse ele e todos o olharam surpresos.

—Mas... – murmurou Jon.

—Eu sou o rei e não você. – Ralhou Robb – E nem ele. – Adicionou olhando para Aegon – Aegon não é nem sequer um lorde, não é ninguém. Apenas um mercenário. Um desertor.

Aegon bufou revirando o olhar.

—O único desertor aqui é você. – Devolveu ele e Robb pegou a cabeça de lobo para colocá-la em frente a Porto Real.

—Perdemos tempo demais. Vamos atacar logo.

—Se for fazer assim, não precisa contar com a Companhia Dourada. – Sibilou Aegon. Robb sentiu um frio na barriga e o olhou com um sorrisinho desdenhoso.

—Faça como quiser, Aegon. Já vimos quem você é de verdade. Não é leal a ninguém além de si mesmo. – Provocou Robb e Aegon rosnou, avançando um passo. Vento Cinzento rosnou e latiu parecendo prestes a atacar. Aegon pensou duas vezes e respirou fundo. Jon engoliu em seco e colocou a mão no braço de Robb.

—Podemos conversar a sós, eu e você? – Perguntou ele e Robb bufou, sentindo que o irmão provavelmente iria tentar persuadi-lo.

—Sim, tenho mesmo planos para você, Snow. – disse Robb, enfadado e Jon concordou, suspirando. Os lordes deixaram o salão, Aegon sendo o último a sair. Ele lhe lançou um olhar debochado e deu um tapinha na peça em formato de lobo, a jogando no chão. Depois saiu batendo a porta.

—Robb, o que você...

—Quero casá-lo com Shireen. – Cortou Robb antes de dar a Jon tempo para falar o que quer que fosse. Jon piscou, chocado e o olhou confuso.

—O que?! – Perguntou ele.

—Eu sou o seu rei e quero casar você com a princesa Shireen. Com isso garantiremos o apoio de Storm’ End e Drangonstone. – Disse Robb e Jon engoliu em seco, pego de surpresa – Pois os dois castelos ainda apoiam a campanha de Stannis em nome da filha dele.

—Eu... não... – Ele franziu o cenho – Não quero. – Adicionou ele – Shireen é só uma garotinha.

—Você estava disposto a passar a vida sem se deitar com uma mulher. – Murmurou Robb mirando o mapa – Esperar alguns anos até que ela tenha idade não será problema... além do mais, ela já está com quase quatorze anos... não é mais tão criança assim. – Disse sem encarar Jon.

—Mas eu não quero fazer isso. – Insistiu Jon – Eu... eu sou um membro da Companhia Dourada agora e...

—Continua sendo um Nortenho, meu pai criou você como se fosse filho dele e você me deve lealdade. É meu vassalo. Ou será que não tem honra? – Perguntou Robb se aproximando de Jon e o olhando nos olhos. Jon o olhou com olhos sombrios e se aproximou um passo também.

—Isso tem a ver com a guerra, ou com Shiera? – Perguntou Jon – Vamos ir para Storm’ End e você vai me deixar lá?

—Shireen é filha de um nobre e a fortaleza é um dos maiores castelos de Westeros, com terras bastante férteis. Eu o estou honrando, Jon. – Disse Robb franzindo o cenho e Jon engoliu em seco.

—Pois eu recuso tal honraria. – Devolveu ele.

—Me ofende assim. Quando um rei oferece algo a um vassalo, este não deveria recusar... ainda mais algo tão grandioso quanto Storm’ End e Dragonstone. Dragonstone que pertenceu à família do seu verdadeiro pai, inclusive. – Adicionou Robb e Jon negou com a cabeça.

—Case outra pessoa com Shireen, não eu. – Pediu Jon e Robb o olhou enfadado.

—Vou casar você com Shireen e você ficará cuidando dela em Dragonstone ou Storm’ End, e ponto final, Jon. – Disse Robb, irredutível e Jon bufou.

—Eu não aceito. – Insistiu ele e Robb bufou de novo. Vento Cinzento rosnou e Fantasma rosnou em resposta. Os dois rapazes se encararam e Jon deu outro passo à frente – Isso não tem nada a ver com os castelos ou com apoios. Isso é só sobre Shiera. – Acusou Jon. Robb cruzou os braços, muito sério.

—Sim, talvez eu queira tirar você de perto da minha esposa, sem ter que derramar sangue. – Rosnou Robb – Eu não quero ferir você, Jon. O vejo como meu irmão. Mas sei dos seus sentimentos por ela e prefiro te ter longe. Já contornou meus limites o suficiente.

Jon bufou olhando para o mapa.

—Não posso me casar com ela se o sangue da lua ainda não tiver descido. Os deuses considerariam uma abominação um casamento desses e só causaria revolta entre os Lordes da Tempestade. – Argumentou Jon mudando de assunto e voltando a falar de Shireen.

—Então falaremos sobre uma aliança e ela será sua prometida. E você a levará para qualquer um dos castelos, não me importa. Só quero você longe da minha esposa.

—Eu não vou me dobrar aos seus caprichos. – Disse Jon – Eu sou um mercenário da Companhia Dourada. Acerte isso com Aegon.

Robb deu de ombros.

—Ele não vai recusar se isso mantiver o irmão dele a salvo, você sabe.

—E você sabe que ele não gosta de ser chantageado. – Retrucou Jon e Robb bufou.

—Isso é guerra. Precisamos fazer isso em uma guerra. – Disse simplesmente e Jon se abaixou para pegar a peça em forma de lobo. Ele a colocou em Casterly Rock e bufou.

—Então pare de pensar como um garotinho teimoso e comece a agir como um rei. Aegon pode não ser o mais brilhante dos homens, mas ele já lutou em guerras. Ele esteve em batalhas. Ele sabe como tudo funciona e ele tem razão. Vamos enfraquecer Myrcella, tomando Casterly Rock e depois High Garden. – Disse Jon e Robb o olhou enfadado.

—Eu sei como se vence guerras e batalhas. Eu nunca fui derrotado, sabe?

—Nem eu. – Disse Jon – Mas eu estou vendo que seu orgulho pode nos prejudicar. – Ralhou ele e Robb riu.

—Se atacarmos Casterly Rock, os Tyrell saberão e poderão voltar para High Garden. De nada terá valido não atacar Porto Real de uma vez.

—Se eles voltarem para High Garden, podemos ou atacá-los antes que eles chegassem lá, ou então nos voltaríamos para Porto Real.

—E nosso flanco estaria completamente exposto. – Explicou Robb – Se deixarmos nossos inimigos se dividirem, ficaremos com a retaguarda exposta, não consegue entender isso? – Perguntou Robb – Quantas batalhas você já organizou e liderou, Jon? Uma? Na Muralha? Contra um monte de Selvagens desgovernados, com uma parede de duzentos metros de gelo maciço separando vocês deles? E ainda precisou ser salvo pelas forças de Shiera e de Stannis. O que você poderia saber mais do que eu? – Perguntou Robb e Jon o olhou enfurecido.

—Eu sei de muito mais coisas do que você imagina.

—Por exemplo.

—Por exemplo? O que os Lordes do Rio fariam, além de Aegon, se soubessem o que você fez com Shiera? – Perguntou Jon e Robb sentiu um calafrio lhe subir a espinha.

—Do que está falando?

—Você sabe muito bem. – Rosnou Jon e Fantasma se aproximou mostrando os dentes. Vento Cinzento rosnou, arrepiado e deu um latido, mas Fantasma apenas olhava, em silêncio – Você a machucou.

Robb engoliu em seco, lembrando-se de seu pequeno descontrole quando ele e Shiera brigaram. Lembrava que o pescoço dela ficou marcado por dias, por mais que ela usasse vestidos que escondessem as marcas de suas mãos.

—Shiera não tem nada a ver com o assunto. – Disse desviando o olhar – Não jogue baixo comigo.

—Você quem começou. – Retrucou Jon – E se quer saber, eu lutei muitas batalhas, eu defendi a Muralha com um exército muito menor do que o inimigo. Eu enfrentei selvagens, amotinados e coisas que você nem imagina. Eu lutei com os mortos. Eu matei um Caminhante Branco, eu fiz a Muralha fazer as pazes com os Selvagens, porque eu estou preocupado mais em salvar o nosso mundo do que em defender meu orgulho. Faça como Aegon disse. Casterly Rock, High Garden e então negociamos com Porto Real. Quanto mais mortos tivermos, menos homens para enfrentar o exército dos mortos teremos. Você entende isso? – Perguntou Jon e Robb engoliu em seco.

Ficaram os dois se encarando friamente, durante vários segundos. Robb não queria admitir que poderia estar errado e não queria Jon perto de Shiera. Engoliu em seco e o olhou nos olhos.

—Pra onde você foi com ela? – Perguntou finalmente e Jon piscou – Vocês saíram a cavalo e demoraram horas para voltar. O que vocês fizeram? – Perguntou Robb e Jon bufou.

—Fomos cavalgar, pois ela não estava se sentindo muito bem. – Respondeu ele sem vacilar – Então ela me levou na Ilha das Faces e me contou sobre as vezes que ela tinha ido lá. Nós conversamos e fomos embora. – Disse ele voltando a encarar o mapa e Robb não acreditou nele.

—Só isso? – Perguntou Robb.

—O que mais você acha que poderia ter acontecido? – Perguntou Jon parecendo farto daquela conversa, mas ele não o olhou nos olhos.

—Eu acho que vocês dois podem ter metido uma faca nas minhas costas. – Respondeu Robb – E é por isso que você vai para longe dela. E é por isso que vou te casar com Shireen. Eu sou o seu rei e se você tem um pingo de honra, vai fazer isso por mim. – Decretou. Jon baixou os olhos pelo mapa – Caso contrário só vai provar que minha mãe esteve certa sobre você desde sempre. – Jon bufou e se virou para sair, com Fantasma o seguindo de perto – Jon! – Seu primo parou em frente à porta – Fique longe dela. É o último aviso que te dou. Estou sendo paciente por conta de nossa amizade e de tudo o que vivemos juntos. Mas a paciência acabou aqui. Fique longe da minha esposa.

Jon se virou para olhá-lo com algum desdém.

—Eu não reconheço você. E nem ela te reconhece. – Disse ele e Robb o olhou furioso – Você realmente morreu naquele casamento e eu não sei quem foi que voltou no seu lugar.

—Eu digo o mesmo de você. Você morreu na Muralha. O Jon que eu conheci jamais me ofenderia como você insiste em me ofender. – Rosnou e Jon negou com a cabeça.

—É mais fácil eu voltar para a Muralha do que me casar com outra para acalmar suas inseguranças. Não insista nisso Robb. – Avisou Jon, saindo da sala.

Robb bufou, ficando sozinho e Vento Cinzento empurrou seu ombro com a cabeça. O afagou atrás da orelha, sentindo-se furioso e gritou de raiva, virando a mesa e jogando tudo no chão.

**

Partiram finalmente para Casterly Rock. Robb estava num mau humor dos infernos e ela se perguntava se era por conta de algum nervosismo sobre atacar a casa dos Lannister. Já tinham certa vez atacado Lannisporto, mas Casterly Rock seria um verdadeiro desafio.

Fazia um dia relativamente quente. Havia um mormaço pertencente ao Sul ao redor deles. O cheiro de cavalo e suor tomava a todos e Shiera se deu conta que gostava daquele cheiro. No início da tarde, uma pequena garoa caiu e o chão desprendeu aquele cheiro de terra molhada. Aquela mistura de aromas a acalmou bastante. Se sentia nostálgica, como na primeira vez que deixara Winterfell com Robb, para a guerra. Olhou o esposo, que mirava o caminho a frente, carrancudo. Três dias tinham se passado desde que deixaram Harrenhal e nesses três dias ele não tentara reivindicá-la nenhuma vez, para seu total alívio.

Iriam acampar nos arredores de Pinkmaiden, antes de entrar de vez em território Lannister e chegariam no castelo em dois dias se mantivessem o ritmo da marcha. Aegon esporeou seu cavalo para ficar ao seu lado e lhe lançou um olhar carrancudo. Ele e Robb tinham tido uma briga sobre qualquer coisa, mas ela não sabia o motivo, já que nenhum dos dois quis falar. Jon estava marchando bem mais para trás, com a Companhia Dourada. Ele estava distante, mas ela imaginava que era por querer disfarçar. Sorriu se lembrando da Ilha das Faces e atiçou o cavalo para iniciar um galope.

Deixou a tropa para trás e logo escutou outro cavalo se aproximar. Diminuiu o ritmo e viu que era Robb, a olhando curioso. Sorriu para ele e atiçou o cavalo, para galopar, numa corrida. Robb entendeu a brincadeira e perdeu o ar irritadiço, para tentar alcançá-la. Galopou por alguns minutos, com Robb em seus calcanhares e logo ele a alcançou. Ele deu uma risada e esticou a mão para pegar a rédea de seu cavalo, a fazendo diminuir. O olhou com diversão e ele sorriu de novo, parecendo mais leve.

—Finalmente vejo um sorriso nesse rosto fechado. – Disse pegando a rédea de volta e parando o cavalo, para esperar o exército. Estavam a muitos minutos de distância dos outros, que ainda estariam num passo lento para poupar os cavalos.

—Digo o mesmo de você. – Retrucou ele descendo do cavalo e olhando ao redor. A estrada era pura lama escura, quase negra e Robb afundou alguns centímetros no chão quando saiu do cavalo – Fico feliz em ver sorrisos em seu rosto. Está com bom humor, minha senhora? – Perguntou ele indo até ela, para ajudá-la a descer. Usava uma calça para cavalgar e botas longas, que iam até suas coxas. Um espartilho negro vinha em sua cintura e deixava o busto mais evidente, num decote ousado de uma camisa branca meio aberta. Seu pescoço estava enfeitado por seu tradicional colar de ouro, cravejado de diamantes rubros e negros. Mais uma vez voltara a usar seu perfume, por ter outro frasco cheio em Harrenhal, além de ter pedido a Naerys que já encomendasse outro, de Lys. Suas mãos tinham luvas de couro negro compridas, que iam até os cotovelos, mas eram escondidas pela camisa branca. Podia sentir os olhares dos homens, cheios de cobiça, por todo lugar que ia. Antigamente adorava os olhares, mas agora eles os assustavam. Por isso se desafiava. Queria vencer aquele medo e não se importar mais. Estava com sua espada, sua adaga, seu arco e com flechas. Sentia que poderia matar quem tentasse lhe prejudicar ou lhe fazer mal. – Desça um pouco. Vamos caminhar enquanto as tropas não chegam. – Convidou Robb, parecendo mais leve. Shiera concordou, aceitando a ajuda dele. Robb a ajudou a ir para o chão e ela afundou um pouco na lama, mas não se importou. Robb a olhou inteira e suspirou a afagando no rosto – Estás bonita, minha senhora... apesar que este elogio não é novidade alguma para ti.

Shiera sorriu, se desvencilhando dele e indo até uma árvore qualquer. Nenhuma delas tinha frutos, logo constatou. A estação de colheitas tinha terminado, é claro. Robb a abraçou por trás e respirou em seu pescoço, depois a fez se virar para mirá-lo. Ele sorriu e lhe roubou um beijo. Pensou em Jon, na Ilha das Faces e suspirou. Não queria beijar Robb, mas ainda era esposa dele. Por isso o beijou de volta. Robb lhe afagou a cintura e as mãos dele desceram para suas ancas, para puxá-la mais para perto. Assustou-se com a ousadia dele e soltou um gritinho agudo, que fez Robb rir. Ele mordiscou seu lábio e voltou a beijar-lhe a boca de maneira lenta e sensual. O afastou de leve e sorriu travessa, apenas para afastá-lo, mesmo, mas Robb entendeu aquilo de maneira diferente. Viu desejo nos olhos dele e teve certeza de que ele iria reivindicar seu direito de esposo naquela noite. Tentou não parecer insatisfeita por isso e desviou o olhar, para fechar os olhos e sentir os aromas dali.

—Adoro esse cheiro de terra depois da chuva. – Murmurou. Robb respirou fundo e concordou.

—Eu também. Mas prefiro o seu cheiro. – Garantiu ele – Esse lugar é muito bonito... – Disse ele se desvencilhando. Shiera o observou atenta e notou que havia um certo peso nos ombros dele e alguma tristeza em seu olhar. Se perguntou se era por conta de sua hesitação e se sentiu culpada por isso – Sonhei com Ned, hoje... – Murmurou ele e Shiera sentiu o coração apertar – Ele não era um bebê, mais, mas um garotinho... e não estávamos em guerra e eu não era um rei. – Ele engoliu em seco – Sonhei que estava andando a cavalo com ele, por uma estrada como essa. Eu contava histórias sobre nossos antepassados para ele... – Robb engoliu em seco e Shiera sentiu uma enorme saudade de seu pequeno bebê – Eu queria ter tido mais tempo com ele e com você, mas...

—Não se culpe, Robb... – Sussurrou colocando a mão sobre o ombro dele – Você fez o que precisava fazer.

—É, mas a que custo? – Perguntou ele tristemente – E para que? – Perguntou ele retirando a própria coroa da cabeça e a olhando com alguma mágoa. Shiera olhou o objeto do mesmo modo e suspirou.

—Faça que todo seu sofrimento não tenha sido em vão, Robb. – Disse pegando a coroa e colocando-a sobre a cabeça dele – Vamos ganhar essa guerra e todos lembrarão de você com admiração por tudo o que você passou... Apesar de todas as provações, você nunca desistiu. Continuou lutando com honra, firmeza e determinação. – Disse gentilmente e Robb sorriu lhe afagando o rosto.

—Você faz parte de tudo isso... não teria chegado aqui sem você. – Murmurou ele. Shiera sorriu para ele e Robb sorriu de novo – Quero tentar fazer um filho hoje. – Pediu ele – Estamos tentando de menos. Estive estressado nesses últimos dias e te deixei de lado, mas precisamos voltar a trabalhar nisso. O Norte precisa de um herdeiro. – Ele a olhou com hesitação – Tudo bem?

Shiera sentiu um solavanco no estômago. Não queria ter filhos com Robb. Como poderia anular o casamento se estivesse grávida?

—Achas mesmo sensato, meu senhor? – Perguntou engolindo em seco. Robb a olhou curioso – Eu... se estiver grávida, não poderei lutar ao teu lado. – Disse sabendo que aquilo era uma verdade. Robb suspirou, concordando e sorriu.

—Eu sei, meu amor. Mas por mais que seja uma rainha guerreira... Precisamos nos ater às nossas obrigações. Eu preciso de um herdeiro. – Disse Robb com muito carinho. Shiera suspirou e concordou, sem saber se conseguiria fazer o chá de evitar gravidez, sem que Robb descobrisse. Robb suspirou, olhando seu rosto e sorriu – Eu queria começar a tentar agora..., mas creio que não é o momento. – Riu ele, travesso, e Shiera sorriu aliviada por ele achar aquilo.

—Quando chegarmos em Pinkmaiden, trabalharemos nisso, meu senhor.

Robb sorriu e lhe beijou o pescoço, para lhe acariciar as ancas.

—Não precisamos esperar até lá. Quando cair a tarde hoje, montaremos acampamento e então... – ele a apertou com força, enquanto a pressionava com os quadris. Lembrou-se de um tempo quando adorava essas promessas de Robb, principalmente quando ele as fazia daquele jeito ousado. Mas naquele momento quase não conseguiu conter uma careta.

—Certo. Hoje à noite, então. – Disse tentando parecer feliz com a proposta. Robb suspirou e voltou a lhe beijar, só parando quando finalmente foram alcançados pelas tropas. Voltaram a montar e retomaram a marcha. Robb parecia mais calmo e contente e ela ficou feliz por ele. Não gostava de vê-lo emburrado. Tinha um grande carinho pelo esposo e desejava vê-lo bem. Engoliu em seco e continuou o trote lento da marcha, pensando em como se esquivaria dele naquela noite.

Logo acharam um lugar para montar acampamento, num campo aberto com poucas árvores. Ficou dando cenouras para seu cavalo, enquanto os homens montavam sua tenda e Robb foi ter com os batedores. Tinham encontrado alguns rapazes e Robb iria interrogá-los na intenção de ver quem eram. Podiam ser tanto batedores Lannister quanto batedores de Pinkmaiden, então precisavam ter cuidado. Ainda estava dando cenouras para seu cavalo, quando Aegon chegou ao seu lado. Sorriu para ele, mas ele não sorriu de volta.

—O que foi? – Perguntou estranhando o jeito sério dele.

—Preciso falar com você... sobre o babaca do seu marido. – Disse ele, cruzando os braços.

—Oh, Aegon..., pare com suas picuinhas. – Respondeu sem paciência para aquilo. Mas Aegon bufou, irritado.

—É sério dessa vez. Não é birra minha. – Garantiu ele a puxando pelo ombro, a afastando de um soldado curioso que a olhava enquanto limpava os cascos do cavalo de Robb.

—O que houve dessa vez? – Perguntou imaginando que Aegon fosse reclamar de alguma besteira em relação à Robb. Os dois não se gostavam e todo mundo já tinha se inteirado disso.

—Robb notou que você e Jon gostam um do outro. – Disse ele, preocupado.

—Ele sempre soube disso. – Retrucou sentindo o estômago saltar.

—Mas agora ele resolveu tomar uma atitude sobre isso. – Murmurou Aegon e Shiera o olhou preocupada – Ele quer casar Jon com Shireen, para garantir o apoio de Storm’ End e Dragonstone, que ainda defendem Stannis e a causa morta dele.

—O.… o que?! – Perguntou em choque. Aegon concordou com um aceno de cabeça.

—Ele veio falar comigo que usará Jon dessa maneira, pois Jon agora é um mercenário da Companhia Dourada. – Explicou Aegon com um suspiro – É uma grande ideia dele, na verdade. Mas... – Aegon a olhou com preocupação – Eu achei que você deveria saber. Se tem alguém que pode convencê-lo a mudar de ideia, esse alguém é você.

—O.… o que Jon pensa a respeito disso? – Perguntou Shiera.

—Ele não quer. – Garantiu Aegon – Mas ele vai ceder. Pelo pouco que eu conheço dele... ele vai ceder. Principalmente porque eu irei pressioná-lo a ceder.

—O que?! Por que? – Perguntou fechando a cara.

—Porque Stark está puto com o nosso irmão banana, que não conseguiu dobrar a esposa louca a aceitar os termos Nortenhos. E sabe... foi difícil defender o Valerion. Ele perde tempo demais com as tramoias dele, quando ele poderia simplesmente tentar vencer pela força, só para variar.

—Vencer pela força nem sempre garante uma vitória permanente. – Murmurou Shiera e Aegon revirou os olhos.

—Vocês dois são farinha do mesmo saco. Então vá lá vencer Robb com seus quadris. Caso contrário Jon vai acabar casado com a garotinha escamagris. – Disse Aegon lhe apertando a bochecha, antes de se retirar. Shiera suspirou, zangada, mas em seguida marchou de volta até o próprio cavalo, sem conseguir imaginar o que poderia fazer para persuadir Robb a deixar Jon em paz.

Ele deve estar inseguro. E com razão... tenho que convencê-lo de que não tenho olhos para Jon... engoliu em seco e ordenou aos vassalos que preparassem água para um banho.

—Quero a água bem quente. – Disse autoritária.

—Sim, Vossa Graça.

Entrou na tenda e retirou as botas e as luvas. Esperou até que trouxessem a tina e quando ela finalmente chegou, já estava estressada e irritadiça. A água não estava tão quente quanto gastaria, mas serviu assim mesmo. Fechou a tenda, prendeu os cabelos e tirou a roupa, para se lavar. Mas antes de entrar, pegou alguns óleos perfumados e colocou na água. Acendeu um incenso e finalmente foi se lavar. Esfregou a pele com um pano, notando que finalmente estava recuperando o peso que tinha perdido nos últimos meses. Muitas mulheres reclamavam que os seios caíam depois de ter filhos, mas os dela se mantiveram firmes e só podia imaginar que era graças ao seu treino diário de arquearia.

Seus braços estavam firmes e fortes, assim como a musculatura das costas. E graças aos treinos de espada, com Aegon, sentia que todo seu corpo parecia se fortalecer. Seu rosto já não tinha mais as marcas deixadas por Roose. Nem seu corpo. Estava mais uma vez totalmente cor de rosa, com a pele macia e firme. Mirou sua intimidade e a afagou sabendo que precisaria ser baixa. Lembrava que Cersei lhe contara certa vez que aquela era a maior arma de uma mulher. Se soubesse utilizá-la direito, poderia fazer qualquer coisa. Ainda tinha apenas doze anos quando a mulher lhe dissera aquilo, e não tinha entendido na época. Mas agora era claro como a água em sua tina.

Suspirou, tentando relaxar, brincando com seu colar de ouro. Não o retirara. Era a única coisa que estaria usando quando Robb entrasse em sua tenda. Estava com aquele pensamento em mente, quando ele realmente entrou. Ele a olhou surpreso e corou de leve, baixando os olhos.

—Oh, sinto muito, minha senhora. Não sabia que estava...

—Por que está pedindo desculpas? – Perguntou com um sorrisinho – Deverias estar retirando essas vestes para vir aproveitar a água enquanto está quente. – Disse o chamando com o dedo. Robb a olhou novamente e respirou fundo. Ele saiu novamente e falou com alguém que não deveria ser interrompido o resto da noite, a menos que algo realmente urgente acontecesse. Depois ele fechou a entrada da tenda, num laço malfeito pela pressa e começou a se despir. Shiera o ficou observando tentando colocar malícia no próprio olhar. Lembrava de Talisa falar que a maneira de melhor seduzir um homem, era pelo olhar. Se uma mulher conseguisse colocar nos olhos todas suas segundas intenções com um homem, ele faria o que ela quisesse para concretizar tais intenções. Então olhou para Robb como se ele fosse um delicioso prato de comida e ela estivesse faminta. E o olhar dela funcionou, pois quando ele entrou na tina, tinha o membro tão duro que nem precisaria de brincadeiras para começar os jogos dos casais – E então, esposo. Como está a água? – Perguntou indo para o colo dele, sem perder tempo. Robb engoliu em seco, a olhando, parecendo surpreso.

—Está bastante quente..., mas não tanto quanto você... – Sussurrou ele segurando seus quadris.

—Oh... é verdade. – Garantiu com um sorriso, guiando Robb para dentro de si. Ele gemeu baixinho, jogando a cabeça para trás – É que estou com muito calor. – Sussurrou mordiscando a orelha dele.

—Mesmo? – Perguntou Robb e Shiera o lambeu na orelha, em resposta. Robb a segurou com firmeza e a possuiu cheio de desejo, enquanto ela tentava apenas curtir o momento. Robb sabia tratá-la bem e transar com ele nunca era realmente ruim. O encheu de beijos e sussurros ao pé do ouvido, chamando por ele e pedindo mais. O arranhou nas costas com força, esfregando-se contra ele, para mostrar que o desejava em absoluto. Quando Robb despejou sua semente, continuou os beijos, deixando claro que não queria parar. Ele a beijou de volta e os dois saíram da banheira, com ela envolvendo a cintura dele com as pernas. Robb a jogou na cama, louco de paixão e a possuiu novamente. E então de novo. E quando ele pediu para esperar um pouco, ela o encheu de beijos, pedindo mais no ouvido dele, tentando apressá-lo. Já era muito tarde da noite quando confessou se dar por satisfeita. Ele a fizera chegar ao ápice na última tentativa e isso a deixou cheia de sono – Estava muito calorenta hoje, meu amor. – Murmurou Robb a abraçando por trás. Shiera concordou com um aceno de cabeça.

—Foi ótimo. – Disse sendo bastante sincera. Robb concordou com um aceno de cabeça.

—Espero ser sempre assim. – Confessou ele. Shiera se virou e o olhou nos olhos, sorrindo para ele. Precisava ter muito cuidado com suas palavras. Se Robb simplesmente sonhasse que ela sabia a verdade sobre seus motivos, além de ficar magoado, ele ficaria furioso.

—Eu também. – Disse o mordiscando no lábio – Você faz tão gostoso. – Disse tentando parecer travessa e Robb corou de leve.

—Ora... você também. – Riu ele e Shiera se aconchegou contra seu peito.

—Eu te amo, Robb. – Sussurrou para ele, sentindo-se perversa. Robb a olhou com os olhos cheios de carinho e a beijou nos lábios.

—Eu também te amo, minha senhora. – Sussurrou ele a afagando na cintura. Ficaram se encarando sob a luz das velas e Robb suspirou – Eu mudei muito? – Perguntou ele e Shiera o olhou confusa – Meu jeito... eu... eu estou diferente?

—Bem... sim. Todos nós estamos. Ninguém é o mesmo depois de meses de guerra. – Respondeu e Robb negou com a cabeça.

—Digo... depois que eu morri. – Murmurou ele – Eu... eu mudei para pior? – Questionou ele e Shiera engoliu em seco. A resposta era “sim”. Mas deu de ombros.

—Morrer muda algo em nós. – Respondeu pensando em si mesma – Nos faz notar o quão frágil nós somos... e nos rouba um pouco da impulsividade, não acha? – Murmurou para ele. Robb suspirou e concordou com um aceno de cabeça – Por que pergunta?

—Jon falou que não me reconhece mais. – Respondeu Robb – E que nem você me reconhecia mais. – Murmurou ele. Shiera piscou surpresa e negou com a cabeça.

—Está bastante diferente, Robb. Nós passamos por muita coisa e você definitivamente não é aquele garoto metido, egoísta e arrogante que eu conheci em Harrenhal. – Disse se sentando – Você aprendeu a pensar nos outros, a respeitar os outros, por menores que eles fossem. Você se tornou um senhor. Você se tornou um... – Desviou o olhar – Um pai e um marido. E um rei. Jon conheceu o garoto. Mas hoje você é um homem.

—E homens fazem aquilo que precisa ser feito. – Disse ele.

—Sim, mas reis, além de fazer aquilo que precisa ser feito, são justos em suas ações... ou ao menos deveriam ser. Caso contrário se tornam irresponsáveis como Robert foi, ou cruéis, como Joffrey foi. – Shiera o olhou nos olhos – Ele não precisava matar Eddard Stark. Mas o matou por capricho. – Ela respirou fundo e o afagou nos cabelos ruivos – Mas você não é assim. Seu pai o ensinou bem. O homem que dá a sentença deve ser aquele que brande a espada... assim nunca será fácil e cotidiano punir alguém.

Robb desviou o olhar e suspirou.

—É... – Ele a olhou parecendo hesitar – Preciso de um conselho. – Murmurou Robb. Shiera voltou a se deitar e o abraçou, entrelaçando as pernas com as dele. Robb a aconchegou no peito, para afagá-la nos cabelos e suspirou – Vamos atacar Casterly Rock e então High Garden. Mas precisamos fazer Storm’ End e Dragonstone nos ajudarem a fazer o cerco a Porto Real, para não dar alternativas a Myrcella, a não ser aceitar nossos termos.

—Entendo. – Disse sentindo o estômago dar mais um salto.

—E a melhor forma de fazer isso é casando Shireen com algum de nossos aliados. – Explicou Robb – Mas qual aliado? – Perguntou ele – Preciso de alguém confiável e honrado, que não fará nada como o que Roose fez... – Robb respirou fundo – E eu só consigo pensar em Jon. Ele é meu maior aliado de confiança que ainda é solteiro. – Disse Robb. Shiera engoliu em seco – Eu quero trazer à tona a verdadeira identidade dele, tirar dele o status de bastardo... e então casá-lo com Shireen. Quero colocá-lo no Trono de Ferro, pois esse é o lugar dele.

—Robb. – Cortou Shiera com um sorrisinho no rosto – Jon nunca iria querer o Trono de Ferro.

—Mas o Trono é responsabilidade dele. Se ele se casar com Shireen e vencermos Myrcella, por ela ser fruto de um incesto... Shireen é a verdadeira herdeira de Robert, enquanto Jon é o verdadeiro herdeiro de Rhaegar. Seria perfeito. – Explicou ele e Shiera suspirou. E ele estaria longe de mim para sempre— Jon governaria o Sul e eu o Norte. E juntos derrotaríamos os Caminhantes Brancos.

—E Valerion? – Perguntou Shiera.

—Valerion voltaria para Harrenhal e ficaria lá com Myrcella, se ele desejasse. Se Myrcella se recusar a sair de Porto Real, eu mesmo irei executá-la. É a guerra. E então... bem... – Robb suspirou e em seguida deu de ombros – Eu escutei que ele e Sansa se gostavam bastante. Pode ser mais uma aliança entre Winterfell e Harrenhal. Sansa iria gostar. Ela sempre sonhou em ser uma senhora de um grande castelo. Harrenhal certamente é muito grande. – Riu ele – Aegon ficaria em Porto Real, como membro da Guarda Real de Jon, que é o que ele sempre quis ser. Membro da Guarda Real de um rei digno e correto. Jon é as duas coisas. – Argumentou Robb e Shiera engoliu em seco – Eu acho que... que seria um bom plano, mas Jon não aceitou de maneira alguma. Ele ainda acha que pode conquistar você... eu não sei o que ele pensa.

Shiera se aconchegou melhor em Robb.

—Você já falou com ele sobre isso? – Perguntou Shiera – Explicou todos os seus pontos?

—Sim. – Resmungou Robb – Mas ele insiste em achar que é apenas um capricho meu, para afastar ele de você. – Resmungou Robb e Shiera se sentiu uma idiota – Você... poderia falar com ele, para convencê-lo? – Perguntou Robb e Shiera se levantou de leve.

—Eu?

—Ele certamente iria aceitar se fosse um pedido seu. – Explicou Robb – Ele faria por você.

—Você quer me usar contra ele dessa maneira? – Perguntou fechando a cara.

—Você é minha Rainha, Shiera. – Murmurou Robb a afagando no rosto – Você já fez coisas mais difíceis. – e quando ele disse isso, só conseguiu se lembrar de Catelyn Stark.

—Robb... eu...

—Por favor, Shiera. É o melhor para todos nós. – Disse Robb a afagando no braço, com carinho – Não pense como uma garota. Pense como rainha. E faça o necessário. Eu preciso de você mais do que nunca, para selarmos a paz. – Explicou Robb e Shiera engoliu em seco. Lembrou da Ilha das Faces e respirou fundo – Faça isso pelo Norte.

Ela o olhou nos olhos sem saber o que fazer. O feitiço tinha se voltado contra o feiticeiro...

Notas finais
É, Shiera... Parece que o jogo virou, não é mesmo? Gente, apesar de, no último capítulo, geral ter ficado indignado com o Robb, infelizmente ele está agindo como um rei. E ele sabe que isso é terrível tanto pra ele quanto pros outros ahsuashausa Poor Robb... Mas bem, vamos pras prévias! "-Treinar. Ela é muito boa com a espada. – Disse Gendry parecendo orgulhoso e Jon o olhou com uma pulga atrás da orelha – Eu prometi que iria continuar treinando com o meu martelo de guerra e ela garantiu que seria a melhor dançarina d’água do mundo. Eu não duvido. Ela é muito boa com aquela espada. – Disse Gendry e Tormund deu uma risadinha. —Sua irmã Arya é tão bonita quanto a ruiva? Porque esse daí tá saidinho. – riu Tormund e Gendry quase caiu do cavalo." ahsauhsaushuas "-Agora! – Rosnou Aegon pegando Blackfyre, avançando, e ele quase não teve tempo de se defender. Aegon o atacou muito rápido e muito forte e ele caiu no chão, assustado – Levante-se. – Rosnou Aegon e Jon obedeceu, completamente confuso. —O que você está fazendo, Aegon? – Perguntou Shiera. Jon se levantou e Aegon investiu de novo." AEGON! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? "Quando finalmente chegaram no local, um vento gelado soprou sobre eles. Reed se sentou numa pedra e Thoros avançou alguns passos. Foi quando uma sombra pequena surgiu lentamente, sem quase fazer barulho. Ela olhou para eles com tristes olhos vermelhos e se sentou no chão. —Não vejo Anguy. – Lamentou o suposto Fantasma de Coração Alto, que parecia simplesmente uma senhorinha muito feia." Altas revelações no próximo capítulo, que se tudo der certo, deve sair na Quarta Feira, dia 31! Vejo vocês nos comentários Bye bye Titia ama vocês ♥