Notas iniciais
GEEEENTEM Me perdoem. Eu tive problemas técnicos. Li todos os comentários (amei) e irei respondê-los, ok? Mas para não atrasar (ainda mais) a postagem, já vou colocar o capítulo que era pra ter saído na sexta. Me desculpem kkkkk Beijos! ♥ Capítulo só do Valerion hehehehehe #PartiuLer

Mulheres

Sentir o ar frio e fresco de Harrenhal era um alívio. Não estava em condições de marchar ou de cavalgar, então o deixaram deitado numa carruagem. Os navios ancoraram no Lago do Olho de Deus. Na parte mais próxima de Harrenhal, o lago era intransponível a navios. A agricultura que alimentava o castelo era feita toda ali e apenas pequenas canoas conseguiam passar pelas plantações.

Ficou sozinho em sua carruagem, olhando a janela. Queria poder ao menos ter se despedido de Myrcella. Seu pensamento constantemente ia a ela. Se perguntava o motivo dela não ter ido vê-lo no interrogatório... As palavras de Sansa, sobre ela estar presa em uma torre o atormentavam.

Mas, por um lado, lhe tranquilizava que Cersei jamais faria algo cruel para com seus filhos. Era uma virtude incontestável dela. Amor incondicional aos três. Mas mesmo assim, sentia mais falta dela do que gostaria. E sempre que olhava para Sansa, sentia-se culpado. Amava Sansa Stark. Ela lhe salvara de Porto Real. Ela o levara para casa... então... então por que ficava pensando todo o tempo em Myrcella?

Olhou pela janela, mirando os homens fazerem a colheita no lago. Alguns mergulhavam, apesar do frio, para retirar a fértil lama do fundo e preparar as jangadas para um novo plantio. O método inovador que seu pai criara para plantar em Harrenhal, o que garantira fartura de comida para todo o enorme contingente que ele trouxera de Essos. Podia ver o castelo crescer à medida que se aproximava. Estava finalmente voltando para casa. Sabia exatamente o que faria. Primeiro iria se recuperar dos ferimentos e então marcharia para Winterfell. Mandaria Bolton retirar a bunda do castelo e libertaria a irmã. Faria aliança com o Norte e então se uniria ao irmão mais velho, Aegon, com seus homens, para esmagar Porto Real.

Tocou em um dos cortes que tinha nas costas e jurou que faria os pardais pagarem por cada cicatriz que recebera. Sentiu a pele repuxar e coçar, já que estava cicatrizando, então ficou quieto. Suspirou, amando o cheiro de Harrenhal, tão mais agradável do que Porto Real. Apenas um odor de Porto Real era agradável: o perfume de Myrcella.

—Não deveria ter transado com ela. – lamentou – Deveria ter resistido. Ela ficará magoada e não merecia isso. – sussurrou sozinho. Baixou o rosto e suspirou. Depois se deitou da maneira mais confortável que conseguiu e ficou contando os minutos para chegar no castelo.

Logo a carruagem passou e Arya abriu a porta. Um soldado o ajudou a descer e Valerion foi guiado para dentro, para a Ala de Enfermaria. Tiraram suas bandagens, jogaram mais poções em suas costas e o enrolaram de novo, em tiras de tecido limpas e macias. Depois lhe trouxeram comida e cerveja. Teve uma boa refeição, mas sozinho, pois Sansa o estava ignorando e Arya deveria estar muito ocupada fazendo qualquer outra coisa. Se perguntava como ela tinha ido parar em Harrenhal, mas preferiu não perguntar. Preferiu se isolar e apreciar o silêncio.

Tinha sido dobrado e quebrado em Porto Real. Humilhado e tratado como lixo. O despiram de suas roupas e de sua dignidade. Se perguntava se Aegon teria aguentado mais, mas a resposta era que obviamente sim. Mas provavelmente ele ainda estaria lá sendo torturado. Aegon nunca perderia seu tempo estudando seus direitos. Mas Valerion tinha, desde que resolvera assumir a culpa por ter matado Joffrey. Estava impressionado por não ter contado a verdade sobre suas desconfianças. Nem por ter mantido o segredo sobre a localização de Sansa.

—Vou levá-la para casa... – murmurou terminando de comer – E nunca mais vou olhá-la novamente. – suspirou. Não a merecia. Tinha sido fraco em muitos aspectos. Sempre julgara Aegon por não saber manter-se dentro das calças... mas não tinha sido muito melhor do que ele. Sansa tinha todo o direito de desprezá-lo. Ela tinha permanecido fiel, esperando-o voltar. E quando ele não o fez, ela armou seu resgate. E ele a recompensara levantando as saias de Myrcella e ousando sentir falta da loira – Malditas mulheres. – resmungou se levantando, para olhar pela janela. Se perguntava se poderia enxergar Porto Real da Torre mais alta. E se perguntava se teria como mandar ao menos um corvo para Myrcella. Ela merecia um pedido de desculpas... a tinha desonrado. Sansa provavelmente não o perdoaria. Então, depois de esmagar os Lannister, pediria perdão a Myrcella pessoalmente e se colocaria a sua disposição. Não queria casar-se com ela. Ela parecia demais com Cersei e o ódio que sentia por aquela mulher era grande demais – Já me disseram que eu sou como os cavalheiros das canções... mas nada poderia ser mais diferente da verdade. Myrcella, Sansa, Margaery... sou apenas um imbecil dançando um pouco para cada uma delas. – se virou e deu de cara com Arya, que o olhava divertida. Não a tinha escutado entrar – Pés leves. – murmurou e ela sorriu.

—Quando um homem começa a falar sozinho é certeza que enlouqueceu. – riu ela e Valerion virou o rosto, voltando a mirar a janela.

—Tens razão, provavelmente. – murmurou mirando a janela e olhando lá para baixo – Dorne está aqui... – murmurou, surpreso.

—Sim. – respondeu Arya – O príncipe Oberyn anseia por falar contigo. – riu Arya e Valerion a olhou divertido.

—Estás a imitar meu jeito de falar? – perguntou com um sorrisinho e Arya o retribuiu.

—É deveras muito divertido. – respondeu ela, com as mãos para trás.

—Cresceste, milady. – disse voltando a mirar a janela.

—Você também cresceu. – respondeu ela voltando a usar o modo menos polido de falar – Está muito mais alto. Mas não está em forma. Parece que emagreceu muito, muito rápido. – disse ela. Valerion concordou e logo notou que ela já estava ao seu lado. Os pés da menina pareciam andar sem fazer barulho algum – Ouvimos que você matou o Montanha em combate e que sua habilidade com a espada é nada menos que lendária. Quando se recuperar, gostaria de me colocar em prova. – disse ela e Valerion suspirou.

—Vai demorar até que eu consiga pegar em espadas novamente. – disse sentindo as costas latejarem.

—O que fizeram com você e por que? – perguntou Arya – É verdade que você matou Joffrey? – perguntou Arya – Estão te chamando de Regicida por aqui. Falaram que você foi preso e se transformou num dragão de fogo. Que chegou voando para enfrentar o Montanha e que o derrubou com um só golpe.

Valerion deu uma risadinha e suspirou.

—Certamente falarão que eu fugi de Porto Real da mesma maneira. – disse pensando em todas as lendas que circularam o pai – Deixe que falem e que sonhem. – murmurou ele – Deixem que pensem que eu posso virar um dragão e matá-los a qualquer momento. Vão pensar duas vezes antes de tentar levantar um dedo que seja contra mim. – Suspirou e mirou Arya – Cersei retirou meu título de Senhor de Harrenhal. Eu vou tirar a cabeça dela de cima daquele bonito pescocinho.

Arya sorriu e concordou.

—Eu adoraria ajudar. – disse ela olhando a janela também.

Ficaram em silêncio mirando a bonita paisagem, até que abriram a porta. Oberyn entrou, acompanhado de Tyrion e uma mulher. Valerion respirou fundo ao olhar para ela. Era muito bonita, com pele cor de oliva, grandes olhos escuros e longos cabelos negros que caíam em cachos até o meio das costas. Não era muito alta, mas seu corpo era curvilíneo e ela era dona de olhar feroz e um sorriso travesso, que de certo modo lembrava um pouco Talisa. Ela escondia seu corpo exuberante e curvilíneo com sedas fluidas, jóias e outras manifestações ostensivas de riqueza, como fios de ouro, que trançavam suas sedas de maneira bela, elegante e harmoniosa. O olhar dela era penetrante e fez com que sentisse um calafrio. Oh, não. Mais mulheres não. Não seja a tal sobrinha de quem Oberyn tanto falou...

—Valerion. Fico feliz que já consiga ficar de pé sozinho. – disse Oberyn – Essa é minha sobrinha, Arianne. – Merda – Sei que estão tratando seus ferimentos com a ciência de Bravos, mas permita-me dar uma olhada. – pediu ele. Valerion concordou, dando as costas para o príncipe de Dorne. Oberyn veio e começou a retirar as bandagens e Tyrion olhou para Valerion com preocupação.

—Como se sente? – perguntou o anão.

—Rasgado. – respondeu – Teve um papo agradável com sua esposa? – perguntou sem humor e Tyrion deu um sorrisinho.

—Uma conversa agradabilíssima onde nós dois assinamos um documento e o mandamos para a Cidadela, com a anulação do compromisso, já que nós dois casamos obrigados e que o casamento nunca foi consumado. – explicou ele – Estou fora do seu caminho. – ele sorriu gentil e Valerion bufou.

—Duvido que meu caminho fosse esse. – disse apoiando as mãos na janela e Oberyn deu uma risadinha.

—Por que? – perguntou ele – Seu caminho vermelho desbotou e ficou dourado?

—Acho que a cada dia mais eu entendo Loras. Homens são menos complicados. – resmungou e sentiu Oberyn cutucar um de seus cortes.

—Esse aqui infeccionou. Arianne, me entregue o frasco vermelho.

—Não vai me matar agora, vai? – perguntou sorrindo, mas com uma pontinha de preocupação.

—Qual seria meu ganho nisso. Acabamos de abandonar o Trono de Ferro. – riu Oberyn, pegando um pedaço de gaze, para mergulhá-lo no frasco – E não brinque com essa história de não querer mais saber de mulheres. Arianne saiu de Dorne louca para conhecê-lo.

—Deve estar com frio, senhora. – disse sem encará-la. Ela usava apenas algumas sedas. O inverno estava chegando e a temperatura em Harrenhal era muito mais baixa do que na maioria dos castelos das Terras Fluviais.

—O senhor também. Com essa calça fina e sem camisa. – ela se aproximou e o arranhou de leve no braço. Com um olhar penetrante e um sorriso sensual ela suspirou de maneira inocente – Mas nem mesmo está arrepiado. – riu ela subindo com o dedo de seu braço para seu pescoço. Um dedo muito macio... e com a proximidade notou que o perfume dela também era maravilhoso. Por que mulheres precisavam ser tão perfumadas? – Acho que está com febre. Como está quente... – ela ficou nas pontas dos pés e encostou a testa na sua – Muito quente... – sussurrou ela. Valerion engoliu em seco e rosnou quando Oberyn pressionou um de seus cortes com a gaze.

—Pelos Sete Infernos. – rosnou grato por ter algo que o distraísse.

—Preciso limpar isso, ou pode infeccionar mais ainda. Mas não se preocupe. Você vai ficar bem.

—E desde quando sabe curar? – perguntou rangendo os dentes.

—Eu estudei por anos na cidadela e também em Bravos e Lys. Conheço os venenos mais perigosos e as poções de cura mais potentes. – explicou ele – Não digo que não ficará nem cicatriz, porque vai ficar... mas serão mais discretas. Garanto.

—Isso é bom. Valerion é vaidoso e odeia cicatrizes. Lembro de como ficou aborrecido por conta dessa. – disse Tyrion cutucando o lugar onde Joffrey lhe acertara uma flecha.

—Cicatrizes são as menores de minhas preocupações. – respondeu Valerion – Agradeço por terem me tirado de Porto Real... qual foi a distração que se utilizaram para fazer isso? – perguntou curioso.

—Os Tyrell e os Lannister marcharam até o Septo, para recuperarem Margaery e Loras. – respondeu Tyrion.

—Cersei colocou Margaery lá e agora quer tirá-la. Sua irmã está com um grande problema de indecisão.

—Sim. – riu Tyrion – E tenho uma boa notícia para você. – disse ele e Valerion rangeu os dentes novamente, por conta do que quer que fosse que Oberyn estivesse fazendo em suas costas – Cersei foi presa ontem a tarde. – disse ele e Valerion o olhou surpreso – Aparentemente alguém falou sobre ela e Jaime, além de outros homens que ela andou fodendo. – riu Tyrion – Além de terem falado que ela conspirou para que Robert morresse – Agora as duas rainhas estão presas e Tommen deve estar angustiado, porque o maior conhecedor das leis do reino não está mais lá para salvá-lo, e as duas mulheres que ele mais escutava estão presas.

—O moleque é um abestado. – riu Oberyn molhando outros cortes e deixando a pele de suas costas dormentes – Estou quase terminando, Valerion.

—E Myrcella? – perguntou preocupado – Ela segue presa?

—Preocupado? – perguntou Tyrion.

—Quem é Myrcella? – perguntou Arianne.

—É a prometida dele. – respondeu Arya – Myrcella Baratheon... ou melhor, Myrcella Waters, afinal ela é um fruto do incesto da rainha Cersei com o irmão Jaime Lannister. – Arya o olhou divertida – Sansa está louca da vida porque você estava trepando com ela.

—Arya! – ralhou Valerion – Eu não estava... – engoliu em seco, constrangido pelo olhar de Tyrion – Ok, eu estava... mas não precisa falar desse jeito. – murmurou sem graça, roubando uma risadinha da menina.

—Todo mundo em Porto Real sabia, Valerion. – ralhou Tyrion – E eu te avisei que isso seria problema.

—E eu te falei que estava tentando resistir ao charme dela, mas sua sobrinha sabe como conseguir as coisas. – resmungou. Arianne deu uma risadinha e lhe afagou a mão.

—Mulheres, quando querem algo desse tipo dos homens, conseguem. – riu ela. Valerion não duvidou nem por um segundo daquilo.

—Bem... estamos bem. Levante as mãos, Valerion. – pediu Oberyn – Para eu enrolar as ataduras. – Obedeceu e logo estava todo enfaixado novamente – Pronto. Acho que podemos tratar de assuntos importantes agora, senhor Lorde de Harrenhal.

—Não recebeu as notícias? Não sou mais Lorde de Harrenhal. – resmungou Valerion.

—É claro que é. O castelo é seu, os homens são seus e os recursos também. – retrucou Arianne – O que diz um bastardinho no Trono de Ferro não significa coisa alguma. – adicionou ela e Valerion sentiu um arrepio pelo olhar profundo que ela lhe lançou.

—Precisamos conversar sobre a guerra. – disse Tyrion – Você acha que está apto para isso? – perguntou o anão e Valerion suspirou – Soube que você estava uma lástima e irreconhecível... Minha irmã se gabou que tinham derretido seu cérebro lá dentro.

—Eu agradeceria um tempo antes que vocês viessem conversar comigo sobre o que quer que seja. – resmungou olhando a janela novamente – Já que Cersei está presa, os Lannister vão ter outras coisas para se preocupar além de mim. Vai me dar o tempo que eu preciso para me recuperar. – murmurou abrindo e fechando as mãos – Tenho que me fortalecer primeiro.

—Não estamos falando do seu corpo, Valerion. – disse Oberyn – Estamos falando da sua mente. Precisamos saber se você enlouqueceu ou não. – explicou ele. Valerion suspirou e negou com a cabeça.

—Está tudo em ordem aqui. – disse apontando para a própria cabeça, mesmo que não estivesse completamente convencido disso. Mas soou convincente assim mesmo – Mas mesmo assim, eu preciso de um tempo. Dois dias e eu conversarei sobre o que quer que seja. – prometeu.

Tyrion e Oberyn se entreolharam e concordaram com acenos de cabeça.

—Daremos a você esse tempo. – disse Oberyn. Ele e Tyrion se colocaram a marchar para a porta. Arianne o olhou com um sorriso cativante e lhe acariciou a mão, subindo por seu braço, ombro e então cutucando seu nariz de maneira brincalhona.

—Melhoras... descanse, meu lorde. – disse ela num sussurro, como se tivessem um segredo só deles. Ela saiu desfilando e ele não conseguiu evitar de olhar o traseiro dela, nem o rebolado hipnótico que ela tinha. Quando ela fechou a porta, se deu conta que tinha virado apenas para observá-la sair.

—Achei que iria morder o traseiro dela. – riu Arya e ele corou constrangido – Ou que ela fosse tirar suas calças e começar a chupar você a qualquer momento.

Lhe pareceu uma ideia agradável.

—Você está com uma boca suja, mocinha... vou te contar. – ralhou ele e Arya deu uma risadinha.

—Eu apenas falo as verdades que os “bons modos” dizem que devemos relevar. Você sabe o que Oberyn quer, não sabe?

—Quer que eu case com a sobrinha dele, é claro. – respondeu olhando a janela novamente.

—Mas sabe o por quê? – perguntou ela e Valerion levantou as mãos, mostrando as paredes.

—Harrenhal.

—Não. Ele não quer só Harrenhal. Por ele, Harrenhal pode ir para seu irmão, Aegon. Ou então para seus filhos, apenas... – Arya caminhou sem fazer barulho, pelo quarto – Ele quer o Trono de Ferro, com você e a sobrinha dele sentados nele. – Explicou Arya e Valerion a olhou surpreso.

—Eu não tenho o menor direito de clamar o Trono de Ferro.

—E daí? – perguntou Arya indo até a porta e saindo do quarto. Valerion suspirou e olhou novamente pela janela.

Respirou fundo sentindo o adorável cheiro de casa. Ficou parado uns minutos e então vestiu uma camisa. Caminhou sentindo as costas arderem, mas precisava conversar com alguém.

Subiu na torre onde os corvos ficavam e encontrou o Velho Tartaruga ali.

—Naerys. – disse chamando o velho mestre. O homem lhe lançou um olhar carinhoso e estendeu os braços, sem se levantar de sua cadeira.

—Pelo Deus de Muitas Faces... olhe pra você... saiu daqui um menino... mas quem volta é um homem. – disse o velho e Valerion andou até ele para abraçá-lo – Lamento por não ter ido te ver imediatamente. Essas pernas já não são o que costumavam ser...

—Não precisa pedir desculpas, amigo. – garantiu Valerion – Eu preciso que me atualize da situação do castelo.

—Nada de novo desde a última carta. Sansa Stark se mostrou uma excelente regente, sabe? – perguntou ele – Não é pra menos que gostou da menina. Esperta, aprende rápido. E bonita. Céus, como ela é bonita... – ele suspirou – Elas sempre são bonitas, não são? Myrcella era também, assim como Arianne Martell... É garoto... você está numa situação ao mesmo tempo invejável e ao mesmo tempo não. Heh...

—Nem me fale. – resmungou Valerion – Preciso mandar uma carta.

—Para quem? – perguntou o Velho Tartaruga.

—Shiera. Em Winterfell. – respondeu. Naerys concordou com um aceno de cabeça e foi preparar o corvo. Valerion pegou pena, papel e tinteiro, para escrever que regressara a Harrenhal e que queria salvá-la. Assim que se recuperasse de seus ferimentos o mínimo para ainda ser sensato, levantaria espadas e marcharia para o Norte. O velho Naerys estava prendendo a mensagem no corvo, quando outro chegou, pousando na janela. Valerion viu que o velho estava quase abandonando a tarefa para pegar o corvo e se adiantou – Deixe comigo. – o velho concordou com um aceno de cabeça e Valerion recebeu o corvo, levando-o para um lugar de descanso e pegando a carta que ele tinha na pata. Abriu o bilhete e seu estômago saltou. Era a letra de Shiera – Naerys, espere. Talvez eu tenha que reescrever esse bilhete. – disse sorrindo – Onde Sansa deve estar? – perguntou olhando para ele.

—Provavelmente no quarto que era da sua irmã. – respondeu ele e Valerion concordou.

—Não prepare o corvo. Eu volto mais tarde.

Naerys deu de ombros e Valerion correu escadaria abaixo, para em seguida se arrepende e rosnar de dor. Caminhou o mais rápido que conseguiu, apesar da condição de suas costas, mas quando chegou no quarto de Sansa, sentia a ardência que sugeria que um ou dois cortes poderiam ter aberto de novo. A donzela o olhou com mágoa nos olhos e virou o rosto.

—O que você quer? – perguntou ela. Valerion andou até ela e lhe entregou o bilhete.

—Lhe dar esta boa notícia. – respondeu. Sansa o olhou ainda magoada e leu o bilhete. Ela piscou e o olhou chocada.

—Robb está vivo?! – perguntou ela, em choque – Winterfell é mais uma vez dos Stark? – perguntou ela sorrindo.

—Shiera mandou a carta, falando que Aegon estava lá e que eles queriam a ajuda do castelo para me resgatar em breve. Stannis está morto e eles querem acabar com os Lannister. – explicou ele.

—Eu sei ler, sabe? – perguntou Sansa, balançando a carta e Valerion sorriu.

—Um dos vários talentos que possui, como Naerys me contou. – disse polidamente – Desejas escrever para teu irmão? Avisar que desejas ir para o Norte? Posso garantir-lhe uma comitiva. – disse desejando que ela ficasse. Mas não a prenderia em Harrenhal. Ela era livre para partir assim que quisesse.

—Louco para se livrar de mim? – perguntou ela dando a volta nele – Valerion! Suas costas! – disse ela e ele fez uma careta.

—Posso ter me empolgado no caminho pra cá. – confessou e Sansa suspirou o olhando com censura.

—Vamos. Você está sangrando. Eu vou limpar de novo. Você deveria ter um Meistre. – disse ela.

—Não gosto de Meistres. – disse simplesmente a olhando no fundo dos olhos – Mas se desejas um, posso providenciar...

—Pare com isso. – ralhou ela lhe batendo no peito.

—Isso o que? – perguntou sorrindo.

—De flertar comigo. Ainda outro dia estava com outra. – ralhou ela com mágoa. Ela lhe deu as costas e começou a se dirigir até a porta – Vamos, eu te ajudo com seus ferimentos.

—Seria mais fácil não flertar contigo se não fosse tão amável. – disse a olhando sonhadoramente – Sansa, eu senti tanta sua falta. – confessou se aproximando e ela o olhou friamente.

—Se é mais fácil não flertar comigo se eu não for amável, então peça para Arya ajudar com suas poções, ou Arianne Martell. Ou talvez devesse voltar para Porto Real e pedir para que Myrcella cuidasse de você, afinal, ela parece ser ótima nisso.

—Sim, ela era. – concordou Valerion – As massagens que ela fazia em meus ombros depois de um dia cansativo eram ótimas. – resmungou se perguntando o motivo de se dar ao trabalho de gostar dela – Perdoe-me por gastar o seu tempo, Lady Lannister. – adicionou saindo do quarto. – No que eu estava pensando? – ralhou consigo mesmo baixinho. Foi praguejando até a ala de enfermagem e se deitou, não se importando com os cortes. Acabou dormindo e acordou com alguém retirando suas bandagens. Era Lady Sansa, que cortara a lateral das bandagens e começava a mergulhar um pano úmido numa bacia. Reconheceu a mistura de Arya e ficou muito quieto, fingindo que dormia. Tinha sido um idiota e falado algo completamente desnecessário. Sansa cuidou de seus ferimentos, com muito cuidado. Oberyn parecia raspar seus ferimentos, enquanto ela fazia tão delicadamente, que nem chegava a doer de fato. Depois de longos minutos, ela colocou o pano úmido sobre suas costas e suspirou – Obrigado. – murmurou e ela pulou de susto – Eu sinto muito. – adicionou se sentando, cabisbaixo – Eu fui um idiota.

—É, você foi. – murmurou ela – Mas você me salvou de Porto Real.

—Você também me salvou, então não me deve nada. – murmurou e Sansa suspirou.

—O jantar já deve estar servido. Você precisa se arrumar. Separei uma roupa para você, lá no seu quarto. Precisa se vestir como o senhor que é. – ela se aproximou e o olhou nos olhos – Você é o Lorde de Harrenhal e é, provavelmente, o homem mais poderoso de Westeros. O único que pode competir com você é seu irmão. – explicou ela – Você acha que ele é uma ameaça?

Valerion engoliu em seco e deu de ombros.

—Não sei. Se ele quiser ser dono de Harrenhal, ele pode ser. Se ele quiser se sentar no Trono de Ferro, ele pode sentar. – respondeu.

—Você não vai enfrentá-lo? – perguntou Sansa – Seu pai deixou tudo isso para você.

—Meu pai me prometeu a Myrcella. – respondeu Valerion – Mas cá estou eu, não é? – perguntou dando de ombros. Sansa suspirou e o olhou de cima a baixo.

—Que seja, precisa se arrumar. Vamos. – disse ela autoritária. Nem parecia aquela garotinha medrosa e assustada que ele se despedira em Porto Real. Caminhou com ela até o quarto do senhor. Observou as estátuas em forma de dragão e se lembrou do pai. Doía pensar que aquele era seu quarto e não dele. Engoliu em seco e Sansa o ajudou a vestir uma macia camisa branca – Eu peguei essas roupas, acho que vão caber em você. Está mais magro. – disse ela – Tire as calças. – disse ela lhe estendendo um par mais bonito e formal.

—Só se levantar as saias. – respondeu. Seria o tipo de piadinha que faria com Myrcella, mas Sansa o olhou enfadada.

—Continue com gracinhas e terá que se vestir sozinho. – ralhou ela e Valerion bufou revirando os olhos. Myrcella pelo menos tinha senso de humor – E não faça isso pra mim!

—Está bem, mãe. – resmungou desamarrando o calção. Se sentou na cama e Sansa o ajudou a se despir – Não é mais fácil pedir que algum servo me ajude? E menos constrangedor também? – perguntou se sentindo constrangido, só de ceroulas e camisa na frente dela. Sempre tinha sido muito respeitoso com Sansa, muito mais do que sempre fora com Myrcella.

—Não acho que seja uma boa ideia que fofoquem sobre o quanto você está fraco. – respondeu ela – Se o acharem fraco, pode se colocar em perigo. – ela o ajudou a vestir a calça, que era mais apertada que a última – Tente parecer forte e inteiro, está bem? Não demonstre fraqueza.

Valerion sorriu e ficou de pé, para colocar a parte de cima das vestes.

—Eu lembro de quando era eu quem lhe dava conselhos. – disse fazendo careta enquanto ela o ajudava a se vestir – Espere, devagar, por favor. – lamentou quando colocava os braços para trás para entrar nas mangas.

—Pronto. Só falta o sobretudo.

—Pesa demais. – lamentou.

—Vai ficar o tempo todo sentado. – disse Sansa com firmeza – Não vai pesar tanto. E ele te ajudará a ficar mais ereto. Você está andando curvado. – ralhou ela e Valerion concordou. Foi um sofrimento sem fim terminar de se vestir, mas quando passou, sentiu-se melhor. Sansa o ajudou com os coturnos e penteou seus cabelos. Depois ela chamou um servo, que parecia estar esperando do lado de fora – A barba dele. Não tire tudo, apenas a deixe alinhada. – disse. O homem concordou. Colocaram uma manta em seus ombros e logo estava parecendo um lorde da cabeça aos pés. Sansa prendeu uma corrente em seu ombro, com o dragão de três cabeças dourado. A outra ponta da corrente estava do outro lado, no cinto. Depois ela prendeu Dragonblood na sua cintura e o olhou como que analisasse o produto final – Acho que vai ser o suficiente. – disse ela e ele bufou.

—Onde está Bry? – perguntou ele e Sansa não o olhou ao responder.

—Ele não veio.

—Por que? Ele é meu escudeiro e meu homem de confiança! – disse surpreso.

—Ele quis ficar em Porto Real, com a família. Não tínhamos tempo para esperar que ele os buscasse. – explicou Sansa e Valerion a olhou em choque.

—Sabe o que acontecerá com ele?

—Não. Mas ele garantiu que saberia chegar aqui e que iria se virar bem sozinho. Eu dei a ele um saco de dragões de ouro e ele sumiu. – respondeu Sansa o olhando com algo próximo a afeto – Sei que gostava dele... mas não foi uma escolha minha. – disse Sansa se virando e indo até a porta – Não demore. – disse ela.

Valerion a escutou fechar a porta e suspirou. Suas costas ardiam de leve e ele sentia bastante fome. Foi até a cômoda e pegou algumas folhas de menta para mascar. Depois se sentou na poltrona em frente a lareira. Ela estava fracamente acesa. Queria colocar mais lenha, mas achou melhor não fazer o esforço, por conta das costas. Ficou observando as brasas e as parcas chamas, sentindo-se um estranho na própria casa.

Respirou fundo, sentindo-se muito estranho. Diferente de si mesmo. Olhou para os dragões de pedra, que guardavam sua cama e se perguntou se estava mesmo pronto para ser o Lorde de Harrenhal. Falavam que ele era e ele tinha interpretado esse papel. Mas fora lá em Porto Real. Agora que estava em casa, de verdade, era diferente. Diziam que o castelo estava amaldiçoado. Seu pai tivera mágica em si para afastar a maldição. Sentiu as costas latejarem e se perguntou se teria a mesma sorte.

Se levantou e alinhou as roupas, até ficar impecável. Depois marchou até a porta. Sansa deixara uma escolta de dez ex-imaculados ali. Oito deles o seguiram para o Salão das Cem lareiras, deixando dois para vigiar seu quarto. Pisava firme e olhava em frente desafiando qualquer um a cruzar seu caminho. Mas em algum lugar de sua mente, aquele garoto fraco, trêmulo, choroso, que confessara tantas coisas a aquele velho sádico, o lembrava quem ele realmente era.

O elo fraco da família.

Engoliu em seco, interrompendo o passo, sentindo as costas doerem. Sentiu falta de Myrcella e se odiou por isso. Porto Real ficou para trás. Ela é uma Lannister. Não posso fraquejar... não posso me permitir essa fraqueza.

Levantou o olhar e continuou a marcha, entrando barulhentamente no Salão das Cem Lareiras. Caminhou até o cadeirão do senhor e se sentou lá, mirando todos aqueles lordes. Lordes de Dorne, lordes vassalos dos Blackfyre, Tyrion, Naerys. Até as meninas Stark. Sansa estava em seu lado direito, numa posição de honra, que ela definira a si mesma. Ela mudou. Pensou. Ela tinha aprendido a jogar. Se tornara uma pessoa perigosa e diferente daquela menina assustada, porém doce. Talvez ela ainda estivesse com essa doçura se não a tivesse traído.

Os servos vieram e serviram a comida. As mesas estavam fartas e ele tinha noção que seria imprudente manter todas aquelas pessoas ali por muito tempo. Levantou o cálice, num brinde, permitindo que a refeição começasse e logo o som agradável das conversas e dos talheres batendo nos pratos tomou o ambiente. Comeu em silêncio, sentindo-se melancólico.

Talvez eu devesse ao menos escrever uma carta... Cersei não estará lá para impedi-la de ler. Sentiu vontade de marchar de volta para Porto Real, apenas para ver aquela vadia em posição de prisioneira. Engoliu em seco, pensando em Myrcella. Olhou ao redor e suspirou lembrando o quanto ela desejara ser senhora daquele castelo. Ela ainda estará presa na torre? Por que Cersei a prendeu numa torre? Fora para que ela não arquitetasse plano algum para tirá-lo do Septo?

Se eu tivesse tido a oportunidade de escolher voltar... eu teria voltado? Olhou ao redor novamente. Sentia que ali não era seu lugar. Até o ar fresco de Harrenhal estava estranho. Sentia falta até mesmo do cheio terrível de Porto Real. Tinha seus planos lá. Estava tudo encaminhado para que se tornasse Mão do Rei. Com essa posição e com Stannis morto, a guerra terminaria. Ele conseguiria fazer a paz com a irmã.

Se não fosse aquele velho e a Fé Militante... se não fosse por Cersei...

Ele ainda estaria com Myrcella. Estariam jantando já pensando na noite que teriam. Estou pensando com a cabeça de baixo. Apenas isso... olhou para o lado, para Sansa. Ela comia calmamente, conversando com Naerys. Ela é tão bonita. Sansa notou que ele a olhava e o olhou de volta. Sustentou o olhar dela, achando aqueles olhos maravilhosos. Azul profundo. E aquele cabelo vermelho, como o outono... ela era tão bela... lembrou-se de todos os bons momentos com Sansa, todos tão inocentes se comparados com os que tivera com Myrcella... mas mesmo assim, eram mais puros e verdadeiros. Desviou o olhar e suspirou mirando a própria comida. Era muito mais saboroso que tudo o que viera comendo em Porto Real.

Levantou o olhar para seus convidados, sentindo-se tonto. Muito tonto. Respirou fundo notando que sua visão embaçava. Suas mãos estavam frias. Sua boca parecia congelar. Levantou os olhos tendo certeza que algo errado estava acontecendo. Mirou Oberyn, que o olhava parecendo preocupado. Ele tinha o dedo indicador erguido, como se estivesse pedindo silêncio a Tyrion, e o olhava atento. Olhou para Sansa, que parecia assustada. Depois olhou para sua bebida. Estava fraco, com frio. Nunca tinha sentido um frio assim. Seu corpo estava mole e tudo parecia dançar a sua frente.

—San... San... – mas não conseguia falar. Sua língua parecia pesar por demasiado. O frio lhe doía os ossos.

—Valerion! – disse Sansa, assustada. Ela olhou ao redor, assustada.

—Ve... no... vene... no... – tentou falar e Sansa gritou. Desmoronou de sua cadeira e foi a ruiva quem o segurou. Logo Oberyn estava ao seu lado.

—Ele está frio! Ele está frio! – gritou Sansa.

Naerys também estava ali.

Eu vou morrer... como Joffrey... vou morrer envenenado num dia de vitória. Fechou os olhos muito preparado para morrer. Passara os últimos dias desejando isso. O Estranho poderia ter vindo antes... mas foi gentil para me deixar ver Sansa pela última vez...

Sentiu-se ser carregado até a ala da enfermaria. Estava mole e com muito frio. Sua boca formigada, assim como seus pés, orelhas e mãos. Alguém colocou um chá quente em sua boca, mas não conseguia tomar. Estava tudo dormente e não conseguia fazer algo simples como engolir. Logo notou que estava babando, justamente por isso.

Oberyn o olhou e falou alguma coisa, mas não conseguia ouvir direito. Fechou os olhos e sonhou que estava em Porto Real. Olhou ao redor, se notando na Fortaleza Vermelha. A neve caía por todo o lado. Se virou e notou que Aegon estava ali. Sacou a espada e ele fez o mesmo. Se perguntou se o irmão tentaria atacá-lo e a resposta veio no segundo seguinte.

Notas finais
E aí? Gostaram? =D E a Sansa, mostrando quem é que manda na casa? Eu amo a Sansa. Desculpe aí os que não gostam dela shaushaushau xD E a pergunta que não quer calar: QUEM MATOU VALERION?! Beeeem... Vamos às prévias? "-Como você, irmão. – riu Shiera – Como foi que Daenerys conseguiu os dragões? – perguntou ela. —Queimou uma bruxa, o ex marido morto, o melhor cavalo que tínhamos e se jogou na pira junto com os três ovos. Quando o fogo acabou, ela estava com os três dragões. – riu Aegon – Se Robb Stark morrer de novo, você pode tentar fazer o mesmo. Queima a bruxa vermelha que está na Muralha... como é mesmo o nome dela? —Melissandre. – riu Shiera. —Então. Queima a vadia, queima o bonitão aqui e o cavalo dele... depois coloca os ovos de dragão de Harrenhal no meio e pronto. Dragões. – riu Aegon." SHuahsuashausha xD Para de dar ideia torta, Aegon XD "-Você faz ideia da posição que me colocou? – perguntou Robb zangado – Não esperaram nem mesmo meu corpo apodrecer. —Você se casou com ela sabendo que eu a amava. —Você disse que não se importava! – rosnou Robb. —E você sabia que não era verdade. – disse Jon" E a louça suja vai ser lavada? "-Eu não sou algo para ser oferecido, tio. Eu posso ser uma princesa e sei que tenho responsabilidades para com o Reino, para com Tommen. Mas eu estava garantindo que teríamos o mais importante dos Blackfyre ao nosso lado. Isso não conta? Sim, eu o amei, mas o que teríamos a ganhar com nossa aliança não era pouco. Harrenhal tem dinheiro e comida. Tem soldados. Tem aço. Tem contatos. Valerion era, além de tudo isso, uma esperança para conseguirmos aplacar a ira nortenha, já que Shiera Stark era a governante deles. Eu posso ter deixado meu coração falar alto demais e eu posso ter me precipitado, mas eu sempre pensei no reinado de Tommen também. – disse se defendendo. Seu tio suspirou e concordou com um aceno de cabeça. —Eu preciso que seja muito sincera comigo, Myrcella. E preciso que pare de escutar o coração e que comece a pensar racionalmente. Preciso de uma resposta racional e fria agora. – disse ele e Myrcella engoliu em seco – Se ele tivesse que escolher entre você e Sansa Stark, quem ele escolheria? – perguntou Kevan. Myrcella engoliu em seco e tocou o ventre. Tentou se concentrar e pensar friamente. Ficou uns bons segundos em silêncio, pensando naquilo e então mirou seu tio." Hehehehe Beijos, amores! Próximo capítulo sai na sexta feira!! =D Obrigada pelos comentários! Eu irei respondê-los!!! Até mais, Titia ama vocês! ♥