Blackfyre

26 Corações Partidos


Notas iniciais
Pra vocês que já olharam o Banner e tão pensando: quem diabos é o Orlando Bloom na fila do pão? Bem... ele é o Hoster Rivers =] Então, amores. No último capítulo, eu tava na maior pressa, mas eu simplesmente não pude esperar pra postar. Blackfyre já tinha esperado muito. Por isso eu postei sem nem mesmo falar algumas coisas importantes! Em primeiro lugar, BiaaOliveiraa, laurenGrey123 e Dhuly135. Muito obrigada pelas recomendações. Eu amei demais! Esse capítulo é pra vocês! Vou continuar postando rápido, porque tem muito capítulo pronto. O próximo sai na quarta feira, ou antes, se rolar outra recomendation hsuahsausha Beijos! Titia ama vocês ^~

Corações Partidos

Corria pelos corredores de Harrenhal, atrás de Aegon. Sabia que ele tinha voltado, pois ele estava assoviando aquela música novamente. Valerion corria ao seu lado, sua gargalhada tomando os corredores. Chegaram ao corredor que levaria ao Salão das Cem Lareiras e encontraram Aegon ali, com aquele sorriso travesso. Assoviando aquela música dele. Shiera sorriu ao ver o irmão e correu para abraçá-lo. Ele finalmente tinha voltado da caça. Seu pai estava com ele, sorrindo feliz e Valerion correu até ele para abraçá-lo.

Sua mãe finalmente os alcançou e correu até o marido para beijá-lo.

Mas a cena mudou e não era mais sua mãe, ou seu pai. Era Robb. Ele tinha voltado para Winterfell. E era ela quem corria para beijá-lo. Mas assim que o alcançou, ele se desfez como neve fina, levada pelo vento. Estava sozinha, no salão de Harrenhal. Mas ainda ouvia a música de Aegon. Podia escutá-la pelos corredores vazios.

—Aegon! – gritou, assustada, desejando encontrá-lo. Mas ele não estava no castelo. O castelo estava vazio e tomado pela neve. O inverno tinha chegado e levado todos embora. Tinha ficado para trás, sozinha. Então correu. Correu até o Bosque Sagrado, seguindo a voz de Aegon a cantarolar aquela melodia dele. Porém, no lugar de chegar no Bosque Sagrado, se viu nas criptas de Winterfell – Aegon? – perguntou, mas a música seguia longe – Valerion? Robb? – perguntou assustada, segurando uma lamparina, para iluminar o caminho. Mas não tinha ninguém ali – Jon? – perguntou e o viu. Parado, no final do corredor – Jon! – disse sorrindo, sentindo o ar encher-se com um calor aconchegante. Jon sorriu e virou no corredor, sumindo de vista. O assovio de Aegon se tornara uma melodia, como de uma harpa – JON! – gritou, correndo atrás dele. Virou no corredor e o viu muito longe, lá no final – Jon, espere! – pediu correndo. Mas ele desapareceu na outra curva e quando chegou lá, se viu em frente a uma estátua de uma mulher. Achou estranho pois ali só tinham estátuas de homens. Os senhores de Winterfell, todos segurando suas espadas. Mas ali, a sua frente, tinha uma estátua de uma mulher e logo atrás dela, um caixão. Era de lá que a música vinha. Aproximou-se do caixão e o tocou, com as mãos trêmulas. Estava para abri-lo, quando alguém a puxou pelos cabelos, colocando uma faca em seu pescoço.

—Os Lannisters mandaram seus cumprimentos. – riu Fedor, cortando-lhe a garganta.

Abriu os olhos, lentamente, sentindo o corpo doer de fadiga. Respirou fundo e tentou entender onde estava. Como poderia estar viva? Tinha caído no rio. Respirou fundo, novamente e escutou passos. Algo se moveu ao seu lado e quando ela virou o rosto, enxergou seu pequeno Ned. Ele mexia as mãozinhas e os pezinhos, com a boca suja de leite. Alguém lhe tinha aberto o roupão e colocado seu seio para fora, para que Ned mamasse. Respirou fundo e se sentou, sentindo todo o corpo doer. Sua cabeça pesou e os passos cessaram. Sentiu uma mão forte a ajudar a se sentar, enquanto outra, mais delicada, lhe ajudava a voltar para dentro do roupão. Ainda estava confusa, escutando a música de Aegon. Tinha certeza que era a música dele. Mas a medida que as vozes ao seu redor ficavam mais claras, a música em seus ouvidos parecia diminuir.

—Lady Shiera. – chamou Talisa Rivers. Shiera segurou a própria cabeça, que parecia que iria cair de seu pescoço. Ainda estava confusa, mas reconheceu seu antigo quarto. O quarto que dividira com Robb, quando regressaram a Winterfell – Lady Shiera, pode me ouvir? – concordou com um aceno de cabeça.

—Lady Shiera. – escutou a voz de Theon – Como se sente?

—Como se regressasse dos mortos. – respondeu com a cabeça doendo – O que houve? Como... como eu vim parar aqui? – perguntou confusa, piscando muito.

—Vento Cinzento te encontrou. – respondeu Theon. Tanto ele quanto Talisa pareciam assombrados, mas Theon parecia infeliz, também.

—Eu achei que tinha morrido. – sussurrou. Lembrava-se da água entrando em seus pulmões e do ar faltar...

—Morreu. – respondeu Theon a olhando com atenção. Alto e esguio, com a espada no cinto e o arco nas costas – Mas eu a trouxe de volta. Aprendemos cedo a fazer isso nas Ilhas de Ferro. – respondeu ele. Shiera respirou fundo, sentindo a cabeça doer terrivelmente. Talisa tinha pegado Ned e agora o ninava.

—Ned está bem? – perguntou preocupada.

—Sim. – respondeu Talisa – Ele mamou em você todos esses dias. – respondeu ela.

—Como assim? Há quanto tempo eu...

—Quase sete dias, senhora. – respondeu Theon e ela arfou.

—E Robb? – perguntou aflita.

—Robb partiu pra guerra. – respondeu Theon, parecendo infeliz novamente.

—E por que você não foi com ele? – perguntou Shiera. Theon baixou os olhos, parecendo deprimido.

—Porque Robb Stark é um idiota. – respondeu Talisa, sem humor.

—Ele não suporta me olhar, senhora. – explicou Theon – Se lembra que eu participei da decisão de executar Lady Catelyn. – Theon respirou fundo, parecendo no fundo do poço – Eu entendo o Robb... sabe? Eu não teria perdoado, no lugar dele...

Shiera deitou-se, sentindo-se cansada e faminta.

—Ele... ele ainda estava muito bravo... quando... quando partiu? – perguntou Shiera.

—Não com você. – respondeu Theon. Shiera piscou, surpresa.

—No momento em que achou que você tinha morrido, ele ficou desesperado. – disse Talisa – Se arrependeu de ter agido feito um idiota.

—Ele me perdoou? – perguntou Shiera. Theon e Talisa concordaram com um aceno de cabeça e Shiera sentiu um imenso peso de culpa deixar seus ombros. Fungou de leve, ainda fraca e estendeu os braços – Entregue-me meu filho. – pediu ela e Talisa obedeceu – Pra onde meu esposo foi? Tenho permissão pra saber? – perguntou timidamente, afagando a bochecha de Ned. Foi quando sentiu uma pressão do lado de sua cama. Olhou e viu Vento Cinzento com as patas posteriores em seu colchão. Lady estava sentada no tapete, com a língua de fora, de tal maneira que parecia sorrir – Por que Robb não levou Vento Cinzento? – perguntou confusa.

—Ele deixou o lobo para cuidar de você. – respondeu Talisa.

—Robb marchou para Riverrun. Para ajudar Edmure Tully e refazer alianças. – adicionou Theon – Depois vai marchar para as Gêmeas, recuperar as tropas Frey e então, pelo que eu entendi, vai marchar sobre Rochedo Casterly.

—Rochedo Casterly?

—Sim. Lorde Kastark quem sugeriu o plano. – concordou Theon.

—Meu plano. – murmurou Shiera – Antes dos Tully e dos Frey terem nos abandonado. – sussurrou – Quem ficou aqui? Robb deixou algum Lorde no Norte?

—Roose Bolton. – respondeu Theon, com algum desgosto.

—Roose é um excelente estrategista... já se provou muito bem em batalha, sem falar que boa parte dos nossos homens estão com ele. – disse confusa – Por que Robb não o levou consigo?

—Pelo mesmo motivo que me deixou pra trás. – respondeu Theon – Ele não suporta olhar para nós. – adicionou ele com infelicidade – Mas Bolton não foi o único a ficar para trás. – adicionou ele.

—Quem mais? – perguntou preocupada.

—Os homens que seu pai lhe deu. Eles se recusaram a seguir Robb depois do que aconteceu. Robb não se importou. Os deixou responsáveis pelo Norte, a comando de Roose Bolton. – respondeu Talisa – Só os homens dos elefantes partiram, porque Winterfell tem pouca comida pra eles...

—Robb não é idiota, é claro que ele se importou, mas não havia o que ser feito, nem tempo para negociar. Ou ele marchava imediatamente ou corria o risco de perder os Tully. Gregor Clegane lançou seus homens contra Riverrun novamente, tentando tomar o castelo enquanto Robb se livrava dos Homens de Ferro. – explicou Theon – Se essa ofensiva não der certo, será o fim. – adicionou ele, soando quase melancólico.

Shiera suspirou e concordou.

—Ainda sou prisioneira, ou readquiri alguma regalia? – perguntou afagando Ned.

—Não contaria com isso. Roose não é exatamente um homem amável. – sussurrou Theon.

—Mas a ratazana cinzenta disse que ele está fazendo um bom trabalho cuidando de Winterfell. – disse Talisa. Shiera concordou.

—E Fedor? – perguntou estremecendo, lembrando-se de seu pesadelo – Ele... ele ainda está aqui?

—Infelizmente. – respondeu Talisa – Aquele homem me dá arrepios... e ele não está bem intencionado. – adicionou ela. Shiera franziu o cenho.

—Como assim? – perguntou confusa.

—Ele fica nos espiando. Como se estivesse tomando nota de cada passo que damos. – explicou ela – Nym já ameaçou matá-lo duas vezes. Ela não gosta nenhum pouco dele.

—E Zoltan? Ele está aí? – perguntou Shiera. Zoltan era o líder das tropas que seu pai lhe dera. Um homem baixo e troncudo, com uma barba densa e castanha, com alguns perdidos fios dourados. O cabelo tinha caído todo, de sua cabeça, e ele tinha um nariz tão grande que parecia uma batata. Mas era um homem leal e gentil para com ela. Sempre fora.

—Sim. – respondeu Theon – Foi o primeiro a falar que não deixaria Winterfell e a senhora, antes que acordasse.

—Bom. – suspirou. Respirou fundo e olhou para seus dois confidentes – Alguém estava tocando alguma música? – perguntou franzindo o cenho – Juro que escutei uma melodia...

—Não, senhora. – respondeu Talisa – Não tem festas nesse castelo, aparentemente. – adicionou ela. Shiera suspirou e franziu o cenho.

—Theon... quem é a mulher que tem uma estátua nas criptas? Você sabe? – perguntou lembrando-se de seu sonho.

Theon a olhou confusa e coçou os fios escuros que tinha no queixo.

—A irmã de Lorde Eddard, até onde eu sei. – respondeu ele – A que Rhaegar Targaryen sequestrou... Lyanna Stark.

—Lyanna? – perguntou confusa – A que foi sequestrada por... – ela franziu o cenho – Rhaegar?

—Isso... não conhece a história? – perguntou ele.

—Isso aconteceu antes de Lady Shiera nascer. Antes mesmo de Lorde Haegon vir para Westeros. Não me surpreende que não conheça a história. – Talisa disse, se sentando na beirada da cama – Anos atrás, quando o Rei Louco ainda reinava, houve um Torneio de Harrenhal e Rhaegar Targaryen parecia invencível, tendo derrubado até mesmo Sor Arthur Dayne, a Espada da Manhã. – narrou ela e Shiera franziu o cenho, lembrando-se o torneio que seu pai dera, quando Jon foi derrotando todos que cruzavam seu caminho... – Tomando a rosa de inverno, ele escolheu Lyanna Stark como Rainha do Amor e da Beleza ao invés de sua própria esposa. Um ano depois ele sequestrou a garota Stark, o que causou a Rebelião de Robert e o fim da Dinastia Targaryen. – explicou ela e Shiera concordou com um aceno de cabeça.

—Meu irmão conheceu Rhaegar... – murmurou Shiera – Ele... ele era apenas um garotinho quando aconteceu, mas o momento o marcou. – disse com o olhar distante – Pois Rhaegar estava tocando uma música e meu irmão aprendeu a melodia... sempre que ele estava feliz, ele assoviava a música de Rhaegar... fez tanto isso que Valerion até aprendeu a tocar. – sussurrou lembrando-se da melodia. Então mirou seu bebê e a cantarolou. Ned a olhou com atenção e suspirou – Sonhei com essa melodia... – ela olhou para Talisa – Será que aconteceu algo a Aegon?

—Eu não sei, senhora... – murmurou ela.

**

O som de seu alaúde tomou a taverna. Não estava tão movimentado quanto costumara ser, anos atrás. Porto Branco era uma grande cidade portuária localizada ao sul de Winterfell, e era a sede da Casa Manderly. Era a maior instalação ao norte do Gargalo, mas a menor entre as cinco maiores cidades de Westeros. Porto Branco era o principal centro de comércio no Norte. Sua localização, na foz do Faca Branca, fornecia oportunidades para a troca em outras partes do Norte.

Devido a sua localização, Porto Branco possuía um contato maior com o Sul, e lá existiam mais cavaleiros e seguidores da Fé dos Sete do que em qualquer outro lugar no Norte. A cidade tinha acesso a excelentes pesqueiros, e também abrigava muitos ourives. Era uma cidade limpa e bem organizada, com largas ruas pavimentadas que facilitavam a movimentação. As casas foram construídas num padrão de pedra caiada branca, com telhados de íngremes ardósia cinza escuro.

Hoster parou de dedilhar o alaúde e mirou Megan. A mulher suspirou, e o olhou querendo saber o que ele desejava. Ela tocava flauta lindamente, algo que tinha aprendido a fazer nos bordéis de Mindinho. Tinha um bom ouvido, a ex-puta. E uma boa língua. A pequena filha dela, Barra, estava com outros dois integrantes de seu grupo. Berta, a mulher com um bebê recém nascido, que Valerion tinha ajudado, era a costureira e babá das crianças, que eram seus bastardos. Ou pelo menos era o que dizia quando perguntavam. Bastardos de um bastardo. Isso é, são absolutamente ninguém. O outro era Ivan. Ele não tinha sobrenome. Um rapaz duro, que sorria pouco e Hoster não gostava muito. Tinha certeza que o rapaz era meio louco das ideias. Nunca tinha visto alguém dar um soco tão forte em sua vida, então resolvera trazê-lo consigo. Ele era seu irmão, apesar de não se parecerem muito. Ninguém questionaria a genealogia de um bardo andante.

—Um pouco de cerveja, ou não cantarei mais. – disse risonho e os poucos homens na taverna reclamaram.

—Pago sua cerveja, bardo. – disse um homem qualquer, que não tinha uma perna e que ficara para trás quando os Manderly marcharam para unirem-se ao Jovem Lobo – Se cantar uma música nortenha.

Outros homens barbudos sorriram em concordância e Hoster sorriu, vendo sua chance. A missão que Valerion lhe tinha confiado. A música precisa chegar a Winterfell antes que o Jovem Lobo morra. Talvez eu até consiga salvar o Stark, se conseguir chegar a tempo nas Gêmeas. Sei que ele marchará para lá depois de se resolver com os Tully, se já não tiver se resolvido.

—Tenho uma música em mente. – riu Hoster e os homens e mulheres lhe lançaram olhares – Uma música feita em homenagem ao Jovem Lobo e sua bela esposa. – escutou assovios e palmas, enquanto os homens batiam suas canecas na mesa – Uma música de amor, que eu gostaria de cantar em todo norte, pois o amor deles merece uma canção. – riu ele.

Aquilo, em sua singela opinião, era uma mentira. Conhecera Shiera e sabia que ela jamais amaria o Jovem Lobo como ela amou o Bastardo de Winterfell. Só se estivesse muito errado e a filha de lorde Haegon tivesse mudado muito. Mas duvidava piamente disso.

Bebeu sua cerveja e voltou a dedilhar seu alaúde. A música que Valerion tinha composto para a irmã era muito bonita, com uma melodia triste, com tom de despedida. Se perguntou se ele iria cantá-la para Sansa Stark, antes de ela se casar com Tyrion Lannister. Lembrou-se de uma história... sobre um príncipe Dragão, que chorou ao ver sua amada casar-se com seu irmão... se perguntou se Valerion iria aguentar ver Sansa se casar com outro homem. O rapaz era um romântico e estava completamente apaixonado pela menina. Apaixonado de um jeito que nunca pensou ver alguém ficar. Tão profundamente magoado que não ficaria surpreso se ele fizesse algo estúpido.

—These scars long have yearned for your tender caress… To bind our fortunes, damn what the stars own. Rend my heart open, then your love profess… A winding, weaving fate to which we both atone…

**

Sansa mirou Valerion no final do corredor. Ele desviou o olhar, com os olhos repletos de dor. Tanta dor quanto os olhos dela. Ele a amava de verdade e se algum dia tivesse tido alguma dúvida sobre isso, as dúvidas morreriam naquele momento. Ele era muito bom em controlar os próprios sentimentos. Ele mesmo a estava ensinando a fazer o mesmo, mas naquele momento, nem mesmo ele conseguiu evitar de se entregar. Não vestida e pronta para o casamento com Tyrion. Quis dizer algo. Quis dizer que o amava. Quis dizer que jamais amaria seu esposo. Mas Cersei estava ali e olhava para os dois com verdadeira satisfação. Como se a alegrasse saber que estavam sofrendo por amor.

Valerion engoliu em seco e se virou se afastando e ela não conseguiu conter o nó na garganta. Seu rosto se contorceu de tristeza e ela soltou um soluço sofrido.

**

Robb escutou o bardo cantar aquela música que ouvira em Porto Branco, de outro bardo, que desejava cantar nos salões de Winterfell. Era uma música muito bonita, porém, muito triste. Uma música sobre ele e Shiera. Um lobo e uma donzela de olhos violetas. Uma música que lhe parecia uma despedida e deu um aperto tão grande em seu coração, que não conseguiu tirar os olhos de seu copo de vinho. A pessoa que escrevera aquela letra parecia conhecê-lo e conhecê-la, parecia saber a dor e o amor que sentia. Seus olhos estavam tristes e ele só conseguia pensar em sua senhora. Teria ela despertado? Ela ainda teria amor para com ele em seu coração? Teria a oportunidade de vê-la de novo e dizer a ela que a amava? Teria ele a chance de escutar aqueles lábios macios falarem que ela o amava também?

Escutou um lorde fungar ao seu lado e notou que era Grande-Jon Umber. Lorde Glover o olhou com troça, mas o homem secou as bochechas assim mesmo, sem se importar. A filha de lorde Cerwyn soltou um soluço barulhento e soluçou com o nariz vermelho e inchado.

—You flee my dream come the morning. Your scent: berries tart, lilac sweet. To dream of raven locks entwisted, stormy. Of violet eyes, glistening as you weep… – cantou o bardo e Robb respirou fundo, desejando estar com ela uma noite mais. Ouvir o doce som de sua voz. Ver o lindo sorriso gentil que ela tinha e aqueles olhos violetas tão diferentes de tudo o que ele já tinha visto.

**

Valerion não sabia se teria forças para ver Sansa casando-se com Tyrion. Sua Sansa. Sua. Céus... como tinha sido tolo de deixar aquele sentimento crescer dentro de si. Furioso consigo mesmo, socou o vidro da janela, cortando a mão. Mas nem mesmo a dor daquele ferimento parecia doer tanto quanto a dor que sentia em seu peito. Ela se casaria com Tyrion. Seu amigo Tyrion. Queria não odiá-lo. Queria fugir de lá e se esconder em Harrenhal. Céus, desejou enviar pedaço por pedaço de Myrcella a Cersei, pelo que ela fizera a ele. Myrcella era uma garota inocente com um sentimento sincero, mas agora ele a desprezava com todas as suas forças. Sempre que a olhasse, veria Cersei e o ódio por ela só cresceria.

—Senhor, não vai assistir o casamento de Lady Sansa? – perguntou Shae. Negou com um aceno de cabeça – É difícil para você, eu bem sei... mas imagine para ela. Ela está sozinha lá, meu senhor. – disse Shae com seu sotaque carregado – Ela precisa de sua ajuda, mesmo que seja para seguir em frente...

—Para longe de mim... para sempre. – murmurou infeliz. Soluçou fazendo careta e sentiu o nó na garganta ferir seu corpo e seu coração – Oh, Shae, eu a amo tanto... – confessou desesperadamente. Shae o olhou com compaixão.

**

Sansa olhou ao redor. Estava para chegar no Septo de Baelor, para se casar. Se fosse há um tempo atrás, estaria esperando que Valerion aparecesse, com sua imponente montaria, com uma espada na mão, para matar todas aquelas vis pessoas que a arrastavam para aquela trama. Deliraria imaginando que ele a colocaria em seu cavalo e a levaria para longe dali, para casa, ou para Harrenhal, não importava. O que importava era que estaria com ele e apenas com ele. A salvo. Mas já passara por coisas o suficiente para saber que era tolice esperar por aquilo.

Lembrou-se de todos os beijos doces e juras que ele lhe havia dito. Eram apenas palavras ao vento. O que poderiam fazer? Eram apenas peças menores num jogo muito maior. Ele julgara que seriam jogadores, mas estava errado. Eram peças, simples peças... nas mãos cruéis, de pessoas que não se importavam com nada além de si mesmas. Ninguém se importaria com dois jovens apaixonados, que teriam que se separar. Ela estava sendo entregue ao Duende e ele seria forçado a casar com a princesa.

Se perguntou se a irmã dele desejou casar com Robb. Se ela realmente quis, ou se fora forçada, como algumas pessoas diziam. Mas ouvira Shae falar sobre uma música que tocava em todo lugar, sobre ela e seu irmão. Sobre o lindo amor deles, por mais que soasse como uma despedida. Soubera que um dia ela amara seu meio irmão, Jon. Arya até tinha dito que Jon confessara tê-la beijado. Será que ela esquecera completamente Jon, ao se casar com Robb?

Pelo menos Robb não é monstro... ao menos ele é bonito e gentil... e corajoso e leal. Um homem honrado.

Engoliu em seco, notando o quanto estavam absolutamente próximos do Septo.

—Lady Sansa! – escutou uma voz, lá longe.

**

—É uma música muito bonita, senhor. – riu Walder Negro, que viera a Riverrun para negociar a paz com os Frey – E com ela trago boas notícias.

Lothar Frey, o outro Frey que viera negociar, sorriu.

—Isso mesmo. Nosso pai está disposto a manter a aliança com os Stark. Mas vamos exigir um casamento. – disse ele calmamente e Robb ficou alerta.

—Eu já sou casado. Não vou desonrar minha amada senhora...

—Mas não falamos do senhor. – cortou Walder Negro – Nosso pai sempre desejou casar um de seus filhos para fazer a aliança. Mas agora que soubemos que a casa Tyrell se uniu aos Lannister... deve entender que precisamos de garantias melhores do que um noivado com um bebê recém nascido que talvez nem chegue a sobreviver ao inverno. Ainda mais com a mãe sendo como é.

—Tenha tento na língua para falar de minha esposa. – rosnou Robb lembrando-se do sorriso de Shiera. De seus olhos violetas, de seus cachos negros, seu cheiro de lavanda e groselha... notou que os Frey miravam uma adaga que ele tinha, sem perceber, fincado na mesa.

—Não queríamos ofender. – mentiu Lothar – Mas há de convir que sua esposa parece um pouco...

—Lady Shiera teve problemas por conta do parto. – ralhou a senhora Mormont – Muitas mulheres têm problemas depois do parto. Logo passará e ela voltará a ser a rainha que todos amam. – disse ela com firmeza. Robb baixou os olhos e suspirou.

—Que casamento Lorde Frey propõe?

**

Ajoelhou-se em frente ao represeiro e respirou fundo. Nevava fracamente, mas o suficiente para fazer uma cobertura branca sobre o chão repleto de folhas. Vento Cinzento e Lady estavam ao seu lado, como seus dois guarda costas. Theon vinha logo atrás, com a mão no cabo da espada. Então baixou os olhos e juntou as mãos, pedindo aos deuses que trouxessem Robb são e salvo para casa. Para si.

Mas lembrou-se uma vez mais daquela noite onde Jon a beijara. Ali mesmo, em frente aos Deuses. Parecia que os Deuses sabiam a verdade em seu coração. Aquela que nem mesmo ela queria aceitar. A de que Robb não pertencia a ela e ela não pertencia a ele. Tinha jurado seu amor a Jon primeiro, em frente ao Represeiro. Jurou que jamais o esqueceria.

Mas isso não me impede de amar Robb e de desejar tê-lo a salvo em meus braços. Mesmo que eu nunca o ame de maneira completa. Ele é o pai de meu filho, é meu esposo e meu coração sempre terá espaço para ele, não importa o que aconteça. Então, Deuses. Ouçam minha prece e me devolvam Robb... guiem meu marido são e salvo para casa.

Vento Cinzento caminhou ao seu redor, quando ela abriu os olhos. A neve caía um pouco mais forte, derretendo sobre seus ombros nus e quentes. Uma tempestade vai cair. Pensou se levantando e mirando Vento Cinzento deixar pegadas na neve, brincando com os flocos que caíam.

**

Quando a alcançou, achou que seria impossível se segurar. Mas não poderia desonrar sua amada Sansa. Ela o olhou com os olhos já vermelhos pelo choro e ele segurou seu rosto.

—Senhor! – ralhou uma aia da rainha, mas não se importou.

—Eu amo você. – disse para Sansa, com um sorriso triste – E eu nunca vou deixar de te amar. Nunca. Não importa o que aconteça.

—Afaste-se! – ralhou Sor Osmund Kettleblack, membro da Guarda Real.

—Você é minha princesa Naerys e eu serei seu príncipe Aemon, sempre seu. Eu juro, sempre seu. – prometeu e viu sua donzela sorrir e chorar ao mesmo tempo.

—Saia de perto da senhora Sansa! – rosnou Sor Meryn Trant. Odiava sor Meryn, mas o odiou ainda mais quando levou uma bofetada bem servida no rosto. Caiu no chão, na lama e escutou Sansa gritar, enquanto a levavam para o Septo. Sentou-se no chão, sentindo os olhares dos guardas, que mantinham as pessoas comuns numa distância segura. Levantou-se e limpou-se da melhor maneira que conseguiu. Seu rosto tinha se cortado com a bofetada de Sor Meryn, mas não sentia dor. Seu rosto sangrava, sua mão sangrava. Mas nada doía mais que seu coração. Marchou para o Septo e os guardas barraram sua entrada.

—Não pode entrar. – disse um dos guardas.

—Sou um membro do Pequeno Conselho. – disse zangado, mas os homens não pareceram se importar – Saiam da minha frente ou vão acabar morrendo. – ameaçou. Mas os homens não se moveram. Levou a mão a espada e os vários guardas fizeram o mesmo. Mas então eles pareceram hesitar.

—Sor Valerion, o que faz aqui fora? – perguntou uma voz meiga. Se virou e viu Margaery, seguida de todos os Tyrell – Por favor, me acompanhe, meu senhor. – pediu ela com um sorriso gentil.

—Ele não pode entrar. – disse o guarda, relutante.

—Claro que pode. Ou irei falar ao meu amado Joffrey que me desrespeitaram. – disse ela com um sorriso travesso. Os guardas guardaram as espadas e abriram caminho. Margaery abraçou seu braço e sorriu o guiando para dentro. Seguiram juntos até o lugar de honra dos Tyrell, terrivelmente próximo do altar, onde Tyrion esperava, parecendo miseravelmente infeliz. Os dois se olharam e Valerion captou um olhar de “sinto muito” por parte do amigo. Mas não sustentou o olhar, baixando os olhos, completamente deprimido – O que houve com seu rosto? – perguntou Margaery – Oh... e sua mão... oh... – ela o olhou, mas ele não a olhou de volta. Só tinha olhos para Sansa, que vinha entrando com Joffrey – A ama de verdade, não é? – perguntou ela, compreendendo tudo. Concordou com um aceno e ergueu a cabeça, completamente infeliz. Se mantivesse os olhos baixos, as lágrimas desceriam por seu rosto – Oh, Sor... eu realmente sinto muito. – murmurou Lady Margaery, mas ele não respondeu. Tinha um bolo, um nó, em sua garganta. Sansa chorava e quando o olhar deles cruzou com o outro, parecia que não havia mais ninguém no salão além dos dois. Trocaram uma jura de amor apenas com o olhar e então o tempo voltou a correr e todos pareceram novamente estar ali. Joffrey entregou Sansa ao tio e sorriu cruelmente.

Tyrion segurava o manto Lannister que colocaria nas costas dela. Ao lado dele estava um banquinho, que ele usaria para ficar alto o suficiente para isso. Mas Joffrey, ao chegar lá, deu um sorriso cruel e pegou o banquinho, levando-o embora, consigo. Bufou de desgosto e jurou a si mesmo que veria Joffrey morto. Veria todos eles mortos. Tywin Lannister, Cersei Lannister, Joffrey, Myrcella e até Tommen. Jurou para o Estranho que os veria todos mortos. Não sobraria um.

Sansa e Tyrion pareciam doentes. Imaginou que também deveria estar assim. O Alto Septão suspirou e limpou a garganta.

—Você pode cobrir a noiva e colocá-la sob sua proteção. – disse ele.

Fechou o punho com força, olhando aquilo com algo parecido com puro desespero. Sansa se virou, dando as costas para Tyrion. Queria estar ali no lugar do anão, para cobrir sua donzela com seu manto negro e rubro, beijar seu pescoço enquanto o fazia, para então enlaçá-la com seus braços. Juro aqui e agora, no Septo de Baelor... nunca amarei outra mulher além de Lady Sansa.

Tyrion desenrolou o manto e olhou para as altas costas de Sansa, parecendo perdido. Houve alguns risinhos de alguns convidados e aquilo o enfureceu. Olhou-os furioso, tirando um pouco da espada da bainha e os sorrisos debochados morreram imediatamente. Menos os de Cersei e Joffrey, que pareciam se divertir com a cena.

Tyrion respirou fundo e cutucou Lady Sansa no cotovelo.

—Desculpe... poderia... – sussurrou ele e Sansa se colocou de joelhos, infeliz e envergonhada. Bufou novamente, furioso e sentiu as mãos de Margaery segurá-lo e puxá-lo. Sem se dar conta tinha tentado avançar um passo.

—Acalme-se. – pediu ela. Bufou apenas.

—Obrigado... – sussurrou Tyrion para Sansa, mas no silêncio mortal do Septo, foi capaz de ouvir. Os noivos miraram o Alto Septão e Sansa levantou-se novamente.

—Vossa Graça. – disse ele num cumprimento a Joffrey – Vossa Graça – depois para Cersei – Milordes, miladies. Estamos aqui diante de deuses e homens para presenciar a união de homem e esposa. Uma só carne, um só coração. Uma só alma. Agora e para sempre...

A voz do Alto Septão foi morrendo enquanto sua mente o tirava dali. Fechou os olhos, pensando nos momentos que tivera com ela. A amara desde o primeiro momento. Sua inocência o cativara ainda mais que sua beleza. Algumas vezes se perguntava se ela não passava de um delírio romântico. Seria possível existir uma donzela como ela? Com seu jeito doce e gentil. Seus olhares e sorrisos. Tinham-lhe roubado o amor de sua vida. Tiraria tudo deles. Os Lannister pagariam, assim como sempre pagavam suas dívidas. Pagariam por despertar o dragão...

Mas naquele momento, apenas se recolheu em sua tristeza. Sua amada Lady Sansa estava para sempre longe de seu alcance. Naquele momento parecia apenas simplesmente existir, sem conseguir pensar no que quer que fosse. Apenas sentir-se miseravelmente infeliz. A cerimônia passou num piscar de olhos e ele nem notou. Apenas ficou quieto e calado, recebendo olhares de muitos. Alguns se apiedaram, algumas donzelas inocentes e sonhadoras fungaram emocionadas por seu sofrimento. Outros pareceram contagiar-se com seu estado de espírito. Mas a maioria parecia não se importar ou achar patético. Não os julgava, provavelmente estava mesmo patético.

Lady Margaery o guiou até o castelo, quando a cerimônia terminou. Se deixou levar, sem nenhuma emoção. Tentou ignorar tudo a sua volta, tentando voltar a si mesmo. Precisava pensar. Não era ninguém sem sua astúcia e pensamento rápido, porém, seu cérebro parecia travado e incapaz de funcionar direito. Só via Tyrion colocando seu manto carmesim nos ombros de sua Lady Sansa.

Quando se sentou ao lado da futura rainha, entre os Tyrell, não lhes deu atenção. Quando um servo lhe ofereceu um cálice de vinho, pegou o cálice e a jarra, para beber. Queria beber até cair. Beber até encontrar um estado onde não havia dor, nem jogos, nem corte, nem Starks, Lannisters, Blackfyres ou Tyrells. Onde só existiria ele mesmo e o silêncio.

Um. Dois. Três. Quatro cálices. Todos bebidos de uma vez. Certamente o vinho era o de melhor qualidade, mas não foi capaz de saboreá-lo. Para ele, tudo tinha um sabor amargo de derrota. Cinco. Seis. Sete. Oito.

Havia música e conversas e sorrisos. Risadas. Tudo parecia balançar. Mas estava sozinho, perdido num amontoado de sentimentos conturbados e memórias. Aquilo tinha acontecido porque alguém delatara o plano dos Tyrell a Cersei. Mas quem poderia ter sido? Ele não dissera uma palavra que fosse... e aparentemente Lorde Tywin não sabia da proposta que tinha recebido e recusado. Ou ao menos achava que não. Tudo fazia pouco sentido em sua mente enevoada pelo vinho.

Passou a festa toda com os olhos pregados na madeira da mesa, bebendo e bebendo. Quando Joffrey fez alguma piada, a voz dele não o alcançou. Respirou pesadamente e pegou outro copo. Nove e dez. As pessoas dançavam a sua frente e ele apenas notava brevemente o contorno das coloridas vestes dos membros da corte. Espremeu os olhos, tentando ver, mas notou estar bêbado demais. Lady Margaery segurou sua mão, tentando lhe passar algum conforto, mas não havia nada que pudesse confortá-lo.

Desejou estar de volta em Harrenhal, com os irmãos e o pai. De repente, não se achava bom o suficiente para estar ali. Aegon quem deveria estar ali. Ele era temido e respeitado. Qualquer um pensaria duas vezes antes de confrontá-lo. Ele saberia se impor onde ele não soubera. Ele saberia como ter sua amada. Valerion não passava de um menino que se julgava mais esperto que os outros. Mas não o era. Era tão ingênuo e estúpido quanto um garoto de seis anos. Tywin Lannister lhe mostrara isso.

Onze e doze. Seu estômago começou a recusar o vinho. Então se levantou. Lançou um último olhar a sua amada, que estava sentada ao lado do marido, com os olhos tristes, vermelhos, inchados e baixos. Tyrion parecia ter tido a mesma ideia que ele. Se afogar em vinho tinto.

Tropeçou em sua tentativa desastrada de sair dali. Cambaleou desengonçado, tentando manter o vinho no estômago, contando com dificuldade os passos que dava em direção à janela. Jogou-se ali, apoiando-se no parapeito e o corpo todo respondeu com um espasmo. Tremeu-se todo, de maneira violenta umas três vezes até que o vinho jorrasse para fora de seu corpo. Mais três espasmos até que conseguisse se sentir satisfeito e extremamente tonto. Caiu pesadamente sobre os próprios pés, vendo tudo girar ao seu redor. Estava fraco demais. Desmaiaria por ali e o encontrariam no dia seguinte. Ou talvez o levassem para as masmorras por seu comportamento. Mas sinceramente não se importava.

Sentiu alguém tentar levantá-lo, mas esse alguém não parecia ter forças pra isso. E ele não tinha forças para cooperar. Estava zonzo demais. Fraco demais. Tudo girava e mexia enquanto ele tentava focar a visão. Em certo momento desistiu de focar e fechou os olhos, entregando-se à pura escuridão. Respirou fundo, caindo no sono, sem saber para onde estava indo. Mas sinceramente, não se importava mais. Sentiu-se ser arrastado e se perguntou se estava sendo levado para as masmorras. Se ficaria trancado lá até que seu pai aparecesse em Porto Real para o casamento de Joffrey. Isso se ele fosse mesmo vir.

Ficou divagando naquele estado entre o acordado e o desmaiado, até sentir a água gelada e salgada atingir seu rosto. Mas estava fraco demais para lutar e conformou-se que morreria afogado. Sentiu um pontapé na altura da cintura, mas seguiu sem reagir. Não conseguiria mesmo se tentasse. Alguém segurou seus cabelos e o puxou para cima e ele aproveitou para respirar. Em seguida voltou a ser submerso e isso aconteceu de novo, de novo e de novo.

Depois de um tempo alguma lucidez o atingiu. Tossiu um pouco, sentindo o peito em brasa e mirou a pessoa que o estava enfiando na água. Era Bronn. Estava na praia onde lutara contra os homens de Stannis. Onde tivera seu momento heroico. Desejou ter morrido ali e seguiu deitado no chão.

—Você é um bostinha. Controle-se. É só uma mulher. – ralhou Bronn. Mas Valerion se contentou em ficar em silêncio.

Notas finais
Próximo capítulo tem música. Eu vou deixar o link da canção (é uma música lindaaaa) Estou muito feliz por poder voltar a postar. Vou deixar umas prévias do próximo capítulo =3 "-Ele concorda comigo, que precisamos enviar ajuda aos nossos companheiros. Winterfell fica no coração do Norte, o que dificulta um ataque. Mas se deixarmos nossas fronteiras enfraquecidas, pode ser que o castelo não continue a salvo. – explicou Roose Bolton – Eu tenho apenas mil homens comigo. Mas não posso deixar o castelos desguarnecido. – explicou ele – E meus homens estão cansados e feridos. Mas os seus estão frescos, por terem se unido ao exército muito depois. – Roose Bolton coçou o queixo de leve, a olhando analiticamente – Conseguimos capturar o Regicida graças a um sacrifício meu e de muitos dos meus homens, então não acho justo com eles colocá-los numa batalha sangrenta contra os homens de ferro mais uma vez. – explicou ele. —Quer que eu envie minhas tropas. – concluiu Shiera e Roose Bolton a olhou de maneira quase paterna." Roose tentando fazer com que a Shiera fique sem defesa D= Será que ela vai cair na teia dele? "-Sei que não me tem em alta estima, Vossa Graça. – disse Roose a olhando com atenção e se aproximando um passo – Sei que muitos me chamam de perverso. Mas não o sou injusto. Faço aquilo que é necessário, como você mesmo fez. – disse ele e Shiera manteve-se em silêncio. Roose colocou a mão de maneira gentil, em seu queixo, num pedido que o olhasse nos olhos. O fez apesar de não gostar muito da ideia – Você é muito bonita. Bonita demais para a própria segurança. – adicionou ele." Gente do céu. O que esse Bolton vai fazer??? Até quarta, amores ^~