Notas iniciais
Hi people. Bem, se vc (que como eu) não lê o disclaimer e pula direto pra cá, tenho que dizer: não brinco com personagem de gente que não comenta, já quem comenta terá o amor retribuído. Se vc é desses (que como eu tbm) também não lê o capítulo inteiro e pula parágrafos de enrolação pra poder chegar nas fichas de uma vez, vou dar um guia de partes importantes para ler: primeira parte (o capítulo está dividido em três partes) e a última. A segunda é pra quem quer conhecer os coleguinhas Michael e Alice Peters (e não, eles não são gêmeos). E aos meus antigos leitores, bem-vindos à nova era.

27 de setembro de 2003, Rhode Island, Estados Unidos. Mansão Peters-Olsen.

– O que vocês aprenderam na escola hoje? — Jennie perguntou.

– Nós aprendemos as letras! — Respondeu o pequeno Michael, animado.

– Nós fizemos um trabalho sobre feijões. — Alice respondeu.

– E vocês se saíram bem?

– Eu esqueci o que vem depois do F. — Michael admitiu.

– Eu fui bem. — Alice disse. — Como sempre.

– Alice. — Jennie repreendeu a filha mais nova. — Bem, já está tarde. Vão dormir meus pequenos pássaros.

Jennie deu um beijo na testa dos dois filhos e os desejou boa noite. Ela desligou o abajur e ficou um minuto parada na porta, esperando Alice dormir. Quando a menina finalmente pareceu se acalmar, ela saiu do quarto e trancou a porta com chave.

A mansão da falecida condessa Bernadeth era a residência dos Peters a várias gerações. Jennie Peters havia sido criada ali, desde criança. Claro, houve um contratempo quando ela fora expulsa de casa e perdera o título, mas assim que descobriu estar grávida de Michael seus pais a aceitaram de volta. Era arriscado morar naquela mansão depois dos pais terem morrido, ela sabia disso. Mas não podia arrancar seus filhos do único lar que conheciam.

– Senhora Peters, deseja alguma coisa? — Thaddeus, o mordomo, perguntou.

– Não obrigada. — Jennie negou. — Só quero dormir agora. Boa noite Thaddeus.

Thaddeus sorriu e se retirou enquanto Jennie ia até a cozinha pegar um copo d'água. Foi quando ela ouviu o barulho. Vinha do lado de fora da casa, perto da piscina. Ela sabia que deveria subir para o quarto. Talvez se trancar no quarto dos filhos, mas isso poderia colocar ambos em risco também. Então ela pegou um facão que estava na gaveta e foi verificar o barulho.

Da cozinha ela poderia ir até a área da piscina, mas isso seria suicídio. Então ela deu a volta, indo parar na sala. Saiu pela porta de vidro, atravessando o belíssimo jardim, pertencente a sua falecida mãe.

E ali estava.

– Nicholas.

O homem na borda da piscina se virou para ela. Jennie não fraquejou na mão que segurava a faca.

–Eu os matei. — Ele disse.

– Quem?

– Eles estão mortos. – O homem disse.

– Quem foi que você matou Nicholas?

– Todos. — Ele respondeu. Jennie finalmente tremulou. Todos? Ele não queria dizer... Não, aquilo era impossível.

– Quem? — Ela pressionou.

– Os Blackbirds estão mortos. Agora só falta você. — Nicholas pegou uma arma do cinto. Jennie deu um passo para trás, assustada. Ele correu na direção dela, mas ela pulou para o lado e saiu correndo. Colocou a faca que havia pegado na cozinha escondida na bota que usava.

Tentou analisar a situação. Se toda a equipe estava morta, ela estava sozinha nessa. Com Nicholas, o que tornava tudo pior. Teria a vantagem de conhecer o terreno ao menos, se Nicholas não se lembrasse. Mas ele se lembraria. Havia morado naquela casa por tantos anos quanto ela.

Ela deu a volta em uma árvore e acabou escorregando de susto. Ali estava ele, inexplicavelmente parado na sua frente. Ele a agarrou, a impossibilitando de se mexer.

– O que é que você quer?

– Eles disseram que está aqui. — Nicholas respondeu. Finalmente a ficha caiu.

– Não está. — Ela mentiu. — Eu o destruí.

Nicholas caiu. Ele nunca pensaria que Jennie pudesse mentir para ele. Era impensável.

– Você sabe que ele não vai gostar disso. — Nicholas balançou a cabeça.

– Eu não ligo para o que ele pensa.

– Deveria. Ele quer as crianças também.

– Eles não. — Jennie negou. Ela calmamente pegou o facão que tinha escondido na bota. — Meus filhos ninguém toca.

Ela deu um soco no estômago de Nicholas e desceu a faca sobre o rosto dele. A lâmina rasgou sua testa, passou pelo olho direito e chegou ao final da bochecha. Nicholas berrou. Colocou a mão no rosto agora desfigurado, urrando maldições sobre Jennie enquanto tentava parar o sangue.

Ela saiu correndo de volta para a mansão, mas cometeu o erro de não terminar o serviço. Não tinha coragem de fazer aquilo. Mas ele tinha. Ele levantou a arma e atirou três vezes. As balas acertaram Jennie nas costas.

Tentando ignorar a dor no rosto desfigurado, Nicholas se levantou e caminhou até ela. Ela vomitava sangue, prestes a morrer. Ele parou ao lado dela e se agachou, a voz pesarosa e rouca de dor.

– Me desculpe irmãzinha.

Ele se levantou e correu para a saída da sua antiga e velha mansão deixando o corpo da irmã para trás.

~~☆★~~

Boston, Massachusetts.

– Senhorita Peters, eu estou muito feliz em dizer que você finalmente poderá voltar para casa com seu irmão.

Alice soltou um suspiro. Michael estava ali para buscá-la finalmente.

– Não é ótimo? – Ela sorriu, cínica.

– Sim. É tão bom ver as crianças que ajudei a educar voltando finalmente para casa. – Rian sorriu.

Aquilo deixou Alice enojada.

– Não precisa mais fingir se importar comigo, senhor Rian. – Ela retrucou. – Eu sei o que o senhor faz com o dinheiro do orfanato. E eu não gosto disso.

Rian ficou branco. Ele era diretor do orfanato onde Michael e Alice foram criados, e não era raro ele roubar os donativos que chegavam lá. Ele nunca fizera isso com o dinheiro dos Peters porque o advogado deles nunca fora exatamente do tipo que roubava de criancinhas órfãs.

– Eu... Não estou entendendo senhorita Peters.

– Estou dizendo que o senhor rouba o orfanato. – Alice disse.

– O que?

– Ah, pois é. Eu não gosto do senhor. E eu vou colocá-lo detrás das grades. E se isso não funcionar, eu vou cortar o seu pênis. – Ela ameaçou.

Rian quase desmaiou. Era um velho asqueroso, nojento e ridículo. Usava roupas sociais com suéteres que emolduravam sua enorme barriga. Os óculos grandes quase chegavam a ponta do nariz curvo e oleoso, e a comprida e suja barba branca chegava a dar asco em Alice. Era um daqueles que tenta parecer sociável, mas nunca deu realmente certo.

– Eu vou voltar aqui para ver o orfanato, e se eu souber que o senhor fez isso de novo, eu vou te caçar até mesmo no inferno e voltar com uma lembrancinha sua para os meus cachorros. – Ela se dirigiu a ele, o rosto bem próximo, o bastante para assustá-lo. – Estamos entendidos?

– S-sim. – Ele gaguejou.

– Muito bem. – Alice sentou-se novamente na cadeira. Deu um sorriso angelical um segundo antes da porta da sala de Rian se abrir. Ali estava o velho Thaddeus, o mordomo dos Peters.

– Thaddeus! – Alice se levantou para abraçá-lo. Thaddeus se moveu da frente da porta revelando o irmão de Alice, Michael Peters. Michael estava em roupas sociais, o que foi um choque para Alice. – Já não era sem tempo Mikey.

– Já pedi milhares de vezes pra não me chamar assim. – Michael abraçou a irmã.

– Eu sou sua irmãzinha, eu nasci pra te infernizar. – Ela bagunçou os cabelos pretos do irmão.

– Está pronta? – Michael perguntou.

– Pra voltar pra casa? Mal posso esperar.

Ela pegou a mochila cheia de roupas e pediu para Thaddeus pegar sua mala. Então se virou para Rian, que ainda estava pregado na cadeira.

– Adeus Rian. Espero estarmos muito bem entendidos.

– Adeus senhorita Alice. – Rian sorriu falso.

– Por que ele parecia nervoso? – Michael perguntou.

– O velho Rian sempre parece nervoso. – Alice desconversou. – Espero que você tenha vindo me buscar de limusine.

– Eu prometi. – Michael revirou os olhos. Alice deu um pulo, animada. Ela saiu do prédio e se deu de cara com uma caminhonete 4x4. – Mas eu menti, eu faço isso.

Alice, de mau humor, jogou a mala na caçamba da caminhonete e subiu.

– Você vai aí? – Michael perguntou.

– Eu passei 12 anos presa aqui. É lógico que eu vou na caçamba. – Ela rolou os olhos. Ela tentou subir, mas se atrapalhou, e aos risos, Michael fez pezinho para ela, e depois entrou. – Pede pro Thaddeus dar a partida de uma vez.

– Thaddeus, mete o pé nessa porcaria.

O velho mordomo sorriu para eles. Desde que Michael Peters alcançara a maioridade e saíra do orfanato onde morava desde os sete anos ele se empenhara única e exclusivamente na missão de tirar a irmã de lá. Ia visitá-la uma vez na semana e o resto dos dias se ocupava com a papelada burocrática da guarda de Alice. Thaddeus observou enquanto seu novo patrão olhava pela janela da caminhonete a irmã mais nova, que estava de pé, berrando a plenos pulmões.

– Eu estou de volta, vadias!

~~☆★~~

7 de janeiro de 2016. Rhode Island, Mansão Peters-Olsen.

– Bem que poderiam ter dado uma varrida nesse lugar. – Alice resmungou, arrumando as tiras da mochila nas costas. A mansão continuava tão deslumbrante quanto ela lembrava, mas precisava de um motivo para reclamar. O portão lá fora havia sido limpo recentemente, e a estrada que levava até a porta da mansão estava sem uma única folha no calçamento. O extenso jardim, bem cuidado e decorado por estátuas e pequenas fontes, a trouxe calafrios. Fora ali que haviam encontrado o corpo de sua mãe. Mesmo depois de tanto tempo, isso ainda a deixava com um buraco no peito. Ela olhou para o irmão e viu que ele tinha quase a mesma expressão de luto. Então ele a pegou olhando e tentou disfarçar com um sorriso.

– Eu pedi para arrumarem um quarto para você. – Ele disse, sabendo que tomaria a atenção dela. Na mesma hora ela sorriu.

– Obrigada. – Ela agradeceu. – Quando éramos pequenos dividíamos o quarto, embora eu não saiba por quê. A casa tem tipo uns 20 quartos.

– Sua mãe achava mais fácil de evacuar a casa se vocês estivessem em um mesmo cômodo. – Thaddeus explicou.

– Evacuar? – Michael repetiu.

– Ela tinha medo de que invadissem a casa. – Thaddeus respondeu, sempre solicito. – A casa dos Peters sempre foi alvo de muitos querendo comprá-la antes e durante os anos em que vocês passaram... Fora.

Alice percebeu que Thaddeus não queria dizer “vocês foram para um orfanato”. Ela ainda lembrava-se de si mesma em seus seis anos de idade, implorando a Thaddeus para não a tirarem do lar. Thaddeus tentara conseguir a guarda dos pequenos Peters, mas se fizesse isso eles perderiam o sobrenome e tudo que a família juntara até ali. Então Michael, sábio em seus sete anos, pedira para ele deixá-los ir.

– Ah, aí está. A honra dos Peters. – Michael apontou. Do alto da parede havia um grande estandarte cinza com o bordado do brasão da família. Alice se lembrava da mãe apontar para o mesmo estandarte, anos antes, e mostrar a tatuagem que tinha no pulso. Um belo melro negro, embora eles fossem coloridos. Mas por algum motivo desconhecido, no estandarte da família Peters também havia ao redor outros tipos de pássaros. Rouxinóis, tordos, sabiás, e muitos outros, todos negros como carvão. Quando Alice perguntara por que, Jennie apenas sorrira e dissera “um pássaro não pode viver sem o outro, e assim nós somos. Como pássaros negros”. Alice não havia entendido naquela época, e isso não havia mudado nos últimos anos, mas ela achava aquela frase simplesmente interessante.

– Pensei que a honra dos Peters fosse aquele retrato horroroso da tal Bernadeth. – Alice riu. Thaddeus assumiu sua expressão de indignação.

– Alice, Bernadeth foi...

– Sim, ela criou essa mansão, eu sei. – Ela rolou os olhos, e deu um sorriso como se dissesse “eu já sei, não precisa repetir”. – Você já disse essa história um milhão de vezes.

– Essa é a Alice, mal chegando e já fazendo um estrago com a paciência alheia. – Michael riu. – Vem maninha, vamos te mostrar o seu quarto.

Michael subiu a escada dupla e seguiu para o corredor da esquerda enquanto Alice o seguia. Ela parecia avulsa naquela casa. Ela passou pelo velho retrato da velha Bernadeth Olsen e deu a língua para ela. Quase parecia não ligar para as lembranças que a assombravam, mas era inevitável não se lembrar da mãe. Ela lembrava de como Jennie parecia pertencer àquele lugar, sempre de roupas como saias compridas e vestidos claros. E como naquela época queria ser igual à Jennie, uma verdadeira rainha. Lembrava-se de como usava vestidos compridos e pedia para Michael ajudá-la a descer as escadarias como se estivesse carregando uma princesa. Brincadeiras de criança, mas mesmo assim, fortes lembranças.

– Você vai ficar com o quarto da mamãe. – Michael contou. Isso foi como uma facada. 20 quartos diferentes e ela tinha que ficar no da mãe? Mas tentou sorrir para Michael.

– É. Obrigada.

– Você não parece feliz. – Ele franziu as sobrancelhas. Sempre que ele fazia essa cara, a lembrava o quanto não eram parecidos. Michael era a cara da mãe. Olhos azuis e cabelos negros, enquanto Alice tinha apenas o nariz. Ela deveria ser parecida com o pai, fosse quem fosse.

– Sabe que eu odeio quando você faz essa cara. – Ela reclamou. Michael a desfez na hora. – É que... No da mamãe? Precisava mesmo?

– Alice... Eu sei que isso traz lembranças, e acredite, a mim também. Mas seria um bom jeito de você finalmente... Deixá-la ir. – Ele falou. Assim que as palavras deixaram sua boca, ele preferia não tê-las dito. Às vezes se esquecia de como Alice poderia ir do anjo para o demônio com apenas uma frase mal colocada. Ela o lançou um olhar que daria para pôr uma nova camada de gelo no Alasca. No mesmo momento suas feições se contraíram em raiva e ela apertou os olhos castanhos.

– O dia que você me repetir isso, será a sua última fala na vida inteira. – Ela ameaçou. Michael se sentiu ofendido. Ele devolveu o olhar, embora soubesse que não teria a mesma força que o que Alice dirigia a ele.

– Você é minha irmã mais nova. No dia que puder falar desse jeito comigo, o inferno vai congelar. – Ele retrucou. Então a empurrou para o quarto.

Alice abriu a porta e viu o quarto completamente reformado. Antes tinha um visual rústico, com paredes reforçadas e janela de ferro. Agora estava branco com faixas pretas e um melre negro estava pintado encima da cabeceira.

– Ficou lindo. — Alice admitiu, encantada.

– Eu disse. — Michael sorriu. — Tem certeza que quer ficar com outro quarto?

– Não, com certeza não. — Alice negou. — Você não tirou a lareira.

– Não. — Michael disse. — Os pedreiros disseram que se eu tirasse a lareira provavelmente o teto viria abaixo, porque a lareira não é de nenhum tipo comum.

Alice se aproximou da lareira. Tinha um azulejo muito pequeno ali. Parecia que tinha sido martelado na parede.

– O que é isso? — Ela perguntou.

– Eu também não sei. — Michael respondeu. — Eles não tiraram isso porque não conseguiram. Isso tá conectado em uns fios.

Alice colocou a mão sobre o azulejo, mas nada aconteceu. Mas algo acertou seu dedo. Como uma pequena agulha penetrando o seu dedo. Ela imediatamente tirou o dedo.

– Tem uma farpa aí. — Ela olhou para o indicador, que agora tinha um pequeno corte que saía sangue. Ela colocou o dedo na boca. — Isso dói.

Michael colocou o dedo no azulejo e recebeu o mesmo corte. Ele retirou o dedo tão rápido quanto a irmã. Mas ao contrário do nada que aconteceu com ela, assim que o sangue dele foi analisado, um rangido enferrujado foi ouvido. O chão na frente da lareira começou a se abrir, revelando escadas de ferro que desciam para uma sala escura.

– Uou. — Alice disse, ainda com o dedo na boca.

– O que é isso?

– Uma sala, cabeção. — Alice ficou de joelhos tentando ver algo na penumbra da sala abaixo.

– Eu sei que é uma sala. — Michael se agachou. — Mas de quê?

– Não sei. Vamos contar para Thaddeus. – Alice disse, observando a abertura se fechar.

– Não. – Michael negou. – Ele trabalha aqui há 30 anos. Não acha que se ele quisesse nos contar ele já não teria contado?

Alice queria que ele não tivesse dito algo tão lógico, porque não tinha como rebater.

– Mas Michael, o Thaddeus é como um pai pra gente. – Alice tentou argumentar.

– Não. Mesmo se ele não soubesse, o que é bem improvável, o que ele faria? – Michael esperou a resposta.

– No mínimo mandaria lacrar a porta com cimento. – Alice respondeu. Michael assentiu com a cabeça.

– Por isso não podemos contar.

– Mas... Espera. – Alice apertou os olhos, dando um sorriso. – Você quer ver o que tem lá embaixo, não é?

– E você não quer? – Ele retrucou.

– Me pegou. – Alice admitiu. Ela passou a mão pelo azulejo, mas não aconteceu nada. – Ué.

Ela passou a mão de novo. Como antes, nada aconteceu. Ela esfregou a mão na parede, com raiva. Nada. Então ela bateu com tudo no azulejo.

– Você quebrou? – Michael se indignou.

– Não!

– Isso, quebra tudo! Não foi você que pagou, né? – Michael disse. Alice queria socá-lo, mas não teve como não ter a raiva escorregando quando Michael simplesmente passou a mão na parede e o armário se abrir.

– Isso não é justo! – Ela reclamou. Michael riu.

– Descemos agora? – Ele perguntou.

– Sim. – Ela ligou a lanterna do celular e pulou escada abaixo antes do irmão.

– Alice! – Ele murmurou.

– Eu tô bem! – Ela respondeu. – Mas... Acho melhor você ver o que tem aqui.

Michael gelou. Ele não estava muito confiante na decisão de descer as escadas.

– Você não vai acreditar no que tem aqui. – Disse Alice mais uma vez, com a voz encantada.

– Não acredito que você vai me forçar a fazer isso. — Michael suspirou.

Descendo as escadas com cuidado, ele entrou na sala.

– Alice! — Ele sussurrou ao ver que a irmã não estava ali.

– Olha. — Alice ligou de novo a lanterna do celular e iluminou o que queria que Michael visse. A parede do fundo estava decorada com o tradicional brasão dos Peters, mas não era isso. Ao lado do brasão tinha uma dúzia de diferentes armas de fogo.

– Mamãe era um pouco paranoica. — Alice comentou. Ela procurou algum botão para ligar as luzes e o encontrou não muito longe. Quando ela ligou as luzes, revelou a enorme sala.

– Um pouco? – Michael correu para uma das paredes. – Essa aqui é uma F2000! E essa aqui é uma HK MG4!

– Ah, você ficou animadinho. – Alice rolou os olhos.

– Essas armas são mitos. – Michael estendeu a mão para tocar numa antes de perceber a situação. – Porque a mamãe teria esse monte de armas aqui?

– Acho que por isso. – Alice apontou para frente. Havia um quadro pendurado na parede. Meio envelhecido e empoeirado, mas era claramente a silhueta de 20 pessoas de mais de 25 anos, todos vestidos de preto e com armas a tiracolo. Estavam todos arranhados e maltratados e tinham o braço esquerdo levemente mais visível. Não dava para ver daquela distância, mas Alice tinha uma visão bastante boa para saber que era um pássaro tatuado.

– Quem são essas pessoas? – Michael perguntou, mais para si mesmo, porque sabia que nem Alice tinha a resposta. Mas ela simplesmente pegou um caderninho encima de uma mesa e o jogou para Michael.

– Estão aí. – Ela disse. Michael abriu o caderno.

– Rowley, Ludwig, quem são esses?

– Eu não sei. – Alice deu de ombros. – Tá a fim de descobrir?

Notas finais
Bem, se mesmo depois de eu ter matado Jennie Peters com três tiros nas costas vcs quiserem participar, sejam bem vindos! MENINAS: (8/8) MENINOS: (7/8) Nome (sem complicação): Idade (15 a 20): De onde vem (a fanfic se passa em uma cidade fictícia nos EUA [o que não é passado nos EUA hoje em dia eu não sei], mas vcs não precisam escolher os EUA certinho. Pode ser Brasil, França, Inglaterra, Argentina, Espanha, Terra do Nunca e.e): História (caprichem!): Família (lembrando que algum ente deve estar mortinho, como o pai, mãe ou tios): Aparência (link se quiserem, mas nada de muito difícil): Personalidade (lembrando que devido a grande trauma na infância de perder um ente querido eles podem ser delinquentes, gente de bem, gente malandra e metido a esperto, gente patricinha, etc): Defeitos: Estilo (de roupa): Medos: Coisa que mais gosta de fazer: Coisa que odeia: Algo mais? P.S. Tenho preferência que mandem a ficha por comentário, mas se quiserem mandar por MP não tem problema.