Black Stone

4 Capítulo 4 - Começo


Depois daquele dia, Kyoo não era mais o mesmo, sentia algo diferente, um certo fervor correndo em suas veias, era uma sensação nova que ele nunca havia sentido. Com sua família, nada ocorrera, já que ninguém poderia descobrir nada nem mesmo desconfiar.

Kyoo acordou e viu Byaku parado diante a parede, logo a frente da mesa onde se localizava seu computador, aproximadamente a cinqüenta centímetros da parede, observando uma foto de sua mãe:

- Que linda! É sua mãe?

- O que você ainda faz aqui?

- Não responda com uma pergunta, isso me irrita profundamente...

- Enfim, por que está aqui?

- Ei, achei que já tinha dito, tenho que acompanhar você, ou melhor, a pedra, até que você morra ou me devolva a pedra.

Kyoo ficou calado, mas não conseguia parar de imaginar que teria que agüentar um shinigami dia e noite. Para despistar, Kyoo tentou espantá-lo:

- Então me espere aqui, você não pode ser visto na rua comigo – Blefou.

- Está me decepcionando Kyoo... pensei que soubesse que shinigamis só podem ser vistos por outros shinigamis ou portadores da pedra.

Na verdade, Kyoo já sabia, porém tentou tirar Byaku de suas costas.

- Não se preocupe Kyoo, não vou te vigiar...

Kyoo ficou, de certo modo, mais aliviado, só teria de aprender a andar com um ser muito estranho ao seu lado.

Então seu pai bateu na porta de seu quarto e avisou:

- O café está na mesa, não demore...

Kyoo desceu e comeu pão, algumas bolachas e tomou um copo de café com leite, com três colheres cheias de açúcar, dizia que o cérebro necessita da glicose para pensar melhor.

Kyoo ficou incrivelmente incomodado com a presença de Byaku em sua copa, porém conseguiu manter a discrição e aparentemente funcionou.

Despediu-se de sua mãe com um beijo no rosto e acariciou seus cabelos e partiu.

Passou pelo atalho que costumava pegar para a volta e chegou à escola, aproximadamente quinze minutos antes do início da aula, o que não era muito esperado, tendo em vista que as provocações eram feitas antes da aula e nos intervalos. Passou pelos garotos, que, como sempre, atormentavam, sem dizer nada, na verdade podia se ver um sorriso estampado em seu rosto.

As primeiras aulas, como sempre, muito entediantes eram, para Kyoo, o momento dele praticar artes como desenhos, dobraduras, etc... Porém neste dia foi diferente, Kyoo aproveitou-se que Byaku olhava para ele e seus livros, então pegou um e escreveu:

- Como faço para matar?

Byaku abriu um leve sorriso e disse:

- Quando a pedra estiver quente, significa que seu ódio é suficiente para matar a qualquer custo, então pense na pessoa e como quer que ela morra, caso a pedra esteja fria, você precisa de um incentivo, como uma gota de sangue.

Então Kyoo escreveu:

- Minha?

- Não necessariamente, só precisa estar em contato com a pedra, entretanto se houver mais de uma gota, todo o sangue será absorvido.

Bateu o sinal, Kyoo desceu as escadas e se dirigiu ao refeitório, um lugar, que por sinal, onde ocorria a maioria das brincadeiras de mau gosto.

Já com seu almoço, Kyoo procurava uma mesa vaga para comer e de repente um dos garotos veio com certa brutalidade, com a intenção de derrubar Kyoo, porém não conseguiu só que o almoço de Kyoo ficou enlambuzando toda a camiseta e o rosto de Kyoo, o que fez ele se enfurecer.

Kyoo foi ao banheiro se limpar e quando parou para perceber, a pedra estava extremamente quente em seu bolso, então pensou em matar o garoto.

Apertou forte a pedra, fechou os olhos e desejou a morte do garoto.

Saiu do banheiro para ver se obtivera resultados e se deparou com a cena: o garoto ensangüentado no chão, agonizando seus últimos segundos de vida, com um garfo de quatro dentes encravado em seu pescoço, aproximadamente a três centímetros abaixo da mandíbula do lado esquerdo do pescoço, o que fazia escorrer grande quantidade de sangue de sua aorta. Muitas pessoas gritavam, a correria era grande e o tumulto ainda maior.

Kyoo se sentia culpado por ter matado o garoto, porém, mesmo assim, sentia uma sensação de vingança muito satisfatória, o que fazia com que ele confirmasse do poder da pedra.

Kyoo, voltando para casa, encontrou uma mulher aos berros, fugindo de um homem, ela gritava:

- Alguém me ajude! Socorro!

Kyoo então pegou a pedra e sem pensar duas vezes tentou matar o homem, porém não funcionou. Lembrou-se das palavras de Byaku, que quando a pedra estivesse fria a pedra deveria ser salpicada com uma gota de sangue. Kyoo pegou uma espécie de canivete que carregava caso algum do garotos o atacassem e fez um pequeno corte em seu dedo indicador da mão esquerda, sem que ninguém percebesse, em seguida segurou a pedra com a mão direita e desejou a morte do homem por atropelamento.

Logo em seguida virou a esquina um carro em altíssima velocidade, era uma hilux preta, que pegou em cheio o indivíduo matando-o no exato momento da pancada.

Kyoo observou o homem que saiu do carro, e era conhecido, na verdade era o pai de Moishi Io, o garoto que Kyoo matara no refeitório pela pedra, estava pasmo e pálido por ter matado o pobre homem, estava em alta velocidade porque se dirigia a escola, pois a diretora da escola ligou para o escritório onde trabalhava e avisou que seu filho havia sofrido um sério acidente com um garfo.

Kyoo falou com a mulher, o homem era seu marido e não aceitara a separação, ele a agredira e ela tentava fugir, quando o carro atropelou o ex-marido.

A mulher despediu-se de Kyoo, este desejou-a boa sorte e disse que se encaminharia a casa de sua mãe.

Kyoo chegou a sua casa e deitou-se na cama, ficara se perguntando se o uso da Black Stone era certa manipulação do acaso, pensou em perguntar a Byaku, mas preferiu tirar suas próprias conclusões sobre a pedra testando-a com outros.

Notas finais
Será obra do acaso? não percam o próximo capítulo de Black Stone e descubram.(próximo final de semana) Fiquem atentos no twitter @KiraofChaos

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