Black Stone

5 Capítulo 5 - Traição


No dia seguinte, acordou com a mesma rotina de sempre, tomou seu café da manhã, porém hoje sua mãe perguntou se estava tudo bem com ele, pois ultimamente percebeu que seu filho estava meio distante, mas Kyoo respondeu que devia ser devido a uma prova importante que o aguardava em um mês, se virou e saiu para ir à escola.

Chegando lá, os alunos estavam comentando sobre o ocorrido do dia anterior, e muitos alunos aproveitaram o fato como desculpa para faltar na aula. Kyoo percebeu que o refeitório estava isolado pela polícia, e três policiais estavam no local, haviam também um homem velho de jaleco branco fazendo a perícia do sangue no chão.

Logo o sinal tocou e mesmo que curiosos, os alunos foram obrigados a subir às suas salas. Kyoo teria aula de biologia naquele instante.

O laboratório já era velho e alguns viveiros de cobras e sapos já tinham trincas comprometedoras, no entanto ainda era usado quase todos os dias. Não foi diferente com a turma de Kyoo, chegando ao laboratório, sua professora Naomi, uma pacata professora de biologia, baixa, usava óculos com cinco graus em cada lente e aparentava ser ligeiramente bipolar.

Começou a aula e todos os alunos prestavam atenção e, como o de costume, Kyoo não olhava diretamente para a professora, na verdade estava pensando na pedra e como seria a próxima vez que a usaria. Kyoo tinha uma lista de pessoas que gostaria que não habitassem este mundo, porém não poderia matá-las indiscriminadamente, teria que alavancar pretextos para que não levantasse suspeitas; embora fosse quase impossível, havia uma possibilidade remota de que percebessem que todos os seus maiores inimigos estavam padecendo perante a morte.

Durante a aula, Naomi pegou um dos viveiros com três cobras ligeiramente grandes, capazes de matar um ser humano adulto com uma única picada; Kyoo sem pensar duas vezes, acreditou que este poderia ser um pretexto perfeito, aproveitando-se da certa bipolaridade de Naomi, abriu seu corte no dedo da noite passada e, sem que ninguém percebesse, pegou a pedra e pingou nela o sangue maldito de quem tem sangue frio o suficiente para matar uma pessoa que se vê todos os dias. Desejou uma morte clara e dolorida: Naomi bateria o vidro na mesa fazendo com que este se quebrasse, as cobras liberadas quebrariam uma perna de Aytsugi Oko e depois picariam o mesmo, e este se contorceria em reação do veneno até que não agüentasse mais e morresse.

E tudo ocorreu exatamente como o planejado, então Kyoo já tinha a certeza de que poderia controlar outros fatores para a morte da vítima. Para esclarecer mais ainda sua mente, Kyoo pingou mais uma gota de sangue na pedra e desejou que uma das cobras morresse, sendo engolida pela outra. E, como o esperado, foi o que ocorreu. Kyoo, espantado, percebeu que poderia matar animais, ou melhor, todo o tipo de animais.

Os policiais, que já estavam no recinto, correram imediatamente para o laboratório onde o acidente se sucedera, porém chegaram tarde, o garoto já havia morrido e a professora também, por mera fatalidade uma cobra também a picou. Enquanto os policiais socorriam os feridos, a sala era evacuada.

Kyoo sentia-se culpado pela morte da professora, mais tarde perguntaria a Byaku se a morte foi ou não culpa dele, enquanto isso Byaku dava uma risada macabra e baixa ao seu lado.

O dia na escola foi tenso e a diretora resolveu dispensar os alunos mais cedo e que depois iria repor as aulas perdidas. Kyoo voltou para casa mais cedo pelo atalho que costumava pegar.

Chegou mais cedo em casa e estranhou ver a casa em silencio, geralmente quando chegava sua mãe assistia TV, subiu as escadas e ouviu-a falando com alguém, aparentava ser um homem, ouvia a conversa pela fresta da porta, eles trocavam elogios e beijos, Kyoo sentiu um ódio em seu coração e sentiu que a pedra fervia em seu bolso. Imediatamente abriu a porta e viu o homem beijando sua mãe, os dois pareciam se amar, sendo que ela era casada. Kyoo pegou a pedra e desejou a morte dele, sem especificar a causa, e ele não morreu. Sua mãe apavorada por ter sido descoberta, olhava a cena e chorava, seu amante corria na direção de Kyoo com o intuito de enforcá-lo, então este desejou que o homem morresse por atque cardíaco, e o homem desmaiou virando os olhos para trás, estava morto. Kyoo descobrira que a pedra não surtira efeito quando não se especificava a causa da morte. Foi na direção de sua mãe e a apertou pelos braços e gritou com ela:

- O que você pensa que estava fazendo?!?

- Kyoo, me solte!

- Vou contar tudo para o papai!

- Como ele morreu? – perguntava aos prantos

- Não interessa, o importante é contar ao papai tudo o que você faz por trás dele!

- Se você abrir a boca eu conto que você mata pessoas inocentes.

- Inocente? Esse vagabundo era seu amante!

- Então você assume que o matou?

- Temos um trato, mas me aguarde...

Kyoo saiu do quarto aos prantos e se trancou em seu quarto, voltou e levou o homem morto até o quintal, queimou-o para não levantar suspeitas, enterrou os restos para que não houvesse vestígios.

Notas finais
CONTINUA...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.