Black Mirror

2 Adeus lar doce lar


Notas iniciais
- Sem plágio da história. - Todos os personagens foram criados por mim. - Desculpem a demora para lançar o novo capítulo, espero escrever mais durante as férias.

Eu acabara de matar o demônio que me transformou no que eu sou agora, mesmo sabendo que daqui para frente eu seria o monstro, querendo ou não eu causarei mais dor do que o Sr. Bern possa ter causado durante sua miserável “vida”. Agora estou só, como deveria ser no meu leito de morte, tentando me adaptar a essa vida de morto-vivo, tenho muitas dúvidas, claro.

Corro em direção a cidade pesando como abordaria a minha primeira vítima, não quero viver de animais, isso não é para mim, nesse momento apenas imagino o sangue da minha infeliz escolhida escorrendo por minhas mãos, o delicioso sangue com seu cheiro magnífico descendo por minha garganta, sentir minha fome saciada, infelizmente minha sede de vingança vai demorar para estar totalmente saciada...

– Ai! – Acabei me distraindo e batendo em uma árvore, preciso me acostumar com essa coisa de sentidos melhorados e minha incrível falta de atenção, nada como um bom treinamento para isso, mas não agora, talvez mais tarde.

Finalmente chego a cidade, muitos cheiros bons, o sangue que corre nos humanos é tão bom que me dá uma vontade de caçar, mas deixarei isso para depois, um lanchinho mais tarde vai ser bom para saciar minha sede de sangue!

Ao dirigir-me para meu apartamento na rua principal da cidade me deparo com a Sra. Dolores, uma velha rabugenta que vivia enchendo minha pouca paciência, ela estava entrando em seu apartamento que por infelicidade minha éramos vizinhos.

– Rodric? O que você faz aqui? Achei que você estava morto, depois de todas as bobagens que você fez era pra está mesmo! Vai para o inferno lá é o lugar de pessoas más como você! – ela falou isso com uma convicção, se ela acha mesmo que vou deixar desse jeito, que esteja muito enganada!

– Olha quem fala sua velha, você infernizou minha vida todo esse tempo que eu moro nesse prédio, quem deveria ir para o inferno é você, acho que vou fazer esse favor, afinal sou um monstro agora. – Mostrei meus horríveis olhos pretos, ela ficou com medo, de alguma forma eu podia sentir os sentimentos dos humanos com tanta facilidade – vou mostrar-lhe o que é sofrer, levarei você até a toca do coelho e lhe garanto que não chegarás ao país das maravilhas!

Agarrei-a pelo pescoço, por ela gritar bastante tampei sua boca com minha mão e levei-a para seu apartamento onde a prendi em uma cadeira e envolvi sua cabeça com fita adesiva, com exceção da boca, olhos e nariz, ela irá pagar por me humilhar inúmeras vezes publicamente.

Fui até a cozinha e peguei uma faca bastante afiada. Ao voltar no local onde a deixará pude ver seus olhos cheios de lágrimas, mas não tive piedade, comecei furando-a em várias partes do corpo, rasgando sua carne, via em seus olhos o desespero, talvez por piedade eu devesse matá-la logo, por mais que isso fosse bastante divertido, mas era tortura de mais para uma só pessoa, então parei, olhei em seus olhos cheios de lágrimas, retirei a fita adesiva de sua boca e perguntei-lhe:

– O que você me diz?

– Em que monstro voc... – ela gaguejava muito e deu uma leve pausa, provavelmente por causa da dor – você se tornou? Está pior do que antes, e agora com esses olh... olhos de demônio finalmente mostrou o ser desprezível que sempre foi a infeli... infelicidade da minha vida foi tê-lo como vizinho, a pior pessoa que existe na face da ter.. terra!

– Acredite existe pessoas piores do que eu, como o Sr. Bern que me transformou nesse vampiro inútil, agradeça a ele quando fizer a passagem.

– Sr. Bern? Vampi... – Antes que ela pusesse finalizar perfurei seu pescoço com minhas mãos, com as unhas grandes é fácil, e vi a vida saindo de seu maldito corpo.

Agora morta posso alimentar-me, suguei todo o sangue que ainda estava em seu corpo e para meu divertimento, passei o resto da noite ao lado do cadáver, era prazeroso, depois de tomar seu sangue me senti cada vez mais forte, provavelmente a vida que eu acabara de tirar me fortalecia, muito mais do que o sangue de animais, muito mais saboroso.

Ao amanhecer despedi-me da Sra. Dolores e fui ao meu apartamento me limpar e pegar alguns objetos que me ajudariam na missão, ao entrar encontro tudo do mesmo jeito que deixei, as caixas de pizza jogadas pelo chão, o sofá sujo com molho de macarrão a estante da TV cheia de poeira, a geladeira como sempre aberta e as latas de cerveja espalhadas pelo chão, lar doce lar. Dirigi-me ao meu quarto e como sempre a cama desarrumada e sujeira em todos os lugares, que perfeito, mas o que eu estava interessado mesmo era na minha pistola que ficava ao lado da cama, minha espingarda, as queridas e amadas 12 facas e o facão enferrujado que herdei do meu pai, tendo tudo isso acredito que estaria orgulhoso se vivo, menos minha mãe, ela sempre foi contra crimes, mas vivendo no mundo de hoje e agora sendo o que sou, nada melhor que aproveitar. Coloquei tudo em uma mochila e retirei-me deixando todas as luzes acesas, afinal não vou mais voltar mesmo!

Andar pela cidade é tão bom, mas eu já estou enjoado dessa, quero diversão, mortes e pessoas novas para torturar e testar minhas habilidades, então fui até a rodoviária para comprar uma passagem só de ida para uma cidade bem longe de Fytin, quem sabe minha cidade natal Kanavan, visitar o túmulo dos meus pais, o tempo que faz desde a minha mudança é bem provável que ninguém me reconheça, um bom local para recomeçar minha terrível vida, acho que agora a vida dos outros será terrível, com tantas mortes noticiadas.

O ônibus chegou rápido, eu poderia ir correndo, mas não queria chamar a atenção de ninguém. Já como a viagem será bem longa nada melhor que uma boa música, peguei meu iPod e coloquei apenas músicas da minha banda favorita Linkin Park, infelizmente meus ouvidos estavam bastante sensíveis e o volume estava no máximo:

– Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii – gritei e sinto que foi muito alto, imediatamente baixei o volume, ainda terei que me acostumar com essa coisa de audição melhorada.

Felizmente a viagem foi tranquila e não senti vontade de matar ninguém, ainda bem que estava apenas eu no banco, não sei se aguentaria ficar tanto tempo com um cheiro delicioso de sangue do meu lado.

Finalmente o ônibus chegou, fui o último a sair, ao descer as escadas eu vi uma moeda no chão, mesmo eu tendo dinheiro, seria uma boa pegar essa moeda, afinal nunca se sabe quando vai precisar, me abaixei e peguei a moeda, mas escorreguei no último degrau, é incrível como eu tenho sorte. Podia perceber que todos riam de mim, o que me deixava cada vez mais enfurecido, primeiro por ter caído e depois por sofrer essa humilhação.

Quando estava prestes a me levantar, uma garota aproximou-se de mim e estendeu a mão em minha direção, provavelmente querendo me ajudar, ela tinha cabelos lisos e loiros, uma pele tão macia, ela usava um lindo vestido vermelho vinho, estendi minhas mãos por educação que ainda me restava, pois sendo o que sou não precisaria de ajuda para me levantar, afinal nem dor eu senti.

Ela me ajudou a levantar e falou:

– Não ligue para essas pessoas que estão rindo de você, são bestas e idiotas! Prazer meu nome é Dayse e o seu?

– Primeiramente obrigado por me ajudar – Mesmo eu não precisando – Prazer em conhece-la, meu nome é Rodric! – Dei um leve sorriso.

– Prazer em conhecê-lo também Rodric, alias você é bem charmoso, devíamos sair qualquer dia desses, eu lhe mostro a cidade se quiser!

– É podemos sim – Eba comida fácil.

– Aqui está o meu número, me liga – ela colocou no bolso da minha calça.

Nos despedimos e sai daquele lugar com uma sensação estranha, nunca tinha sentido antes, tinha alguma coisa naquela garota que me fez sentir assim, enfim eu vou dar um tempo de uma semana e depois eu ligo para ela, afinal não é todo dia que se encontra uma comida tão fácil e tão convidativa assim.

Notas finais
- Muitas surpresas vão está por vir na vida de Rodric e ele vai ter que decidir que lado seguir. - Me ajudem comentando se gostaram da história, no que eu poderia melhorar e dar sugestões para os próximos capítulos! Sempre levarei as sugestões de vocês em conta quando for fazer o próximo capítulo.