Black Ice

7 It's All Connected


Notas iniciais
Gente, desculpa pela demora. Fiquei sem internet e meio sem tempo também, mas ai está. Espero que gostem.

Coulson, Bucky e mais um agente dão partida no carro e vão para o Rock ‘N’ Ivy.

– Seja ela quem for, deve ter sido a mandante do assalto, já que a quadrilha só tinha homens. – Disse Coulson.

– Tenho minhas dúvidas. Por que ela usaria os efeitos do soro tão descaradamente assim? Ela deve saber que a S.H.I.E.L.D poderia rastreá-la. – Respondeu Bucky.

– É isso o que nós vamos descobrir.

(...)

Estática. Foi assim que Rosie ficou depois do incidente com Datan. Todos os clientes do bar, a encarando e registrando tudo com os seus celulares, até que um deles se levantou e perguntou:

– Você é um dos Vingadores? Vocês agora vivem entre nós com identidades secretas? Demais!

– Vingadores? O quê? – Rosie não estava conseguindo processar nada em sua mente.

Todo mundo se levanta e vai em direção dela fervorosamente, formando uma multidão em sua volta, pedindo fotos e autógrafos, já que achavam que ela era um dos Vingadores. Debby sai abrindo espaço no meio de todo mundo até chegar em Rosie.

– Venha amiga. Eu te ajudo.

Rosie não falava nada. Debby a escolta até a saída e tranca os clientes do lado de dentro do bar, mas mesmo assim, na vitrine todos continuaram fotografando e filmando elas já na calçada.

– O que eu fiz, Debby? Estou colocando todos em risco.

– Eu não sei o que aconteceu com você e nem com o seu cabelo mas vá para casa e fique lá. Eu acalmo as coisas por aqui.

– Obrigada. Obrigada mesmo.

Debby assente com a cabeça e quando Rosie se vira para sair andando, ela a segura pelo braço e pergunta:

– Você é um deles?

– Eles quem?

– Você sabe... Os Vingadores.

– Não – Rosie dá uma pausa e passa mão no seu cabelo. – Não sou. Por quê?

– É porque seria muito legal conhecer alguém que vive uma vida secreta, e também, conhecer alguém que poderia me arranjar um encontro com o Capitão América.

Rosie dá uma risada forçada e abraça Debby bem forte.

– Obrigada, amiga.

Rosie vira e sai correndo para a sua casa.

Debby volta para dentro do bar e todos a encaram e ficam em silêncio, voltando para as suas mesas fingindo que nada tivesse acontecido. Ela faz a mesma coisa, e vai para o balcão onde Rosie estava, para limpar toda a bagunça.

Tudo estava voltando ao normal, até que os três agentes da S.H.I.E.L.D adentram o local.

– Diretor Coulson da S.H.I.E.L.D. – Avisou enquanto tirava o seu distintivo mostrando aos clientes. – Preciso que vocês liberem a área.

Todos ficaram assustados, principalmente com o Bucky, o seu braço de metal não era uma coisa que se via todo dia, e não desobedeceram a ordem. Todos saíram rapidamente.

– Mas o que? Qual é, cara. Eles estavam pra dar a gorjeta, não quero nem saber de onde vocês são, mas eu quero minha grana.

Um dos agentes fica na porta fazendo a segurança, caso alguém quisesse entrar no bar. Coulson e Bucky vão em direção ao balcão para interrogar a moça.

– Rosie? – Pergunta Coulson.

– Debby.

– E onde está Rosie? Sabemos o que aconteceu aqui pouco tempo atrás.

– Não sei onde ela está, ela saiu correndo e eu simplesmente não sei.

– E onde ela mora?

– Não faço a mínima ideia.

– Menina, aqui deve ter em algum lugar um computador com os dados de todos os funcionários, o qual você poderia checar e nos informar o endereço dela. – Disse Bucky.

– Ora, vocês não são da S.H.I.E.L.D? Pensei que vocês tivessem tecnologia suficiente para rastrear pessoas. É, parece que depois daquela invasão da H.Y.D.R.A, vocês nunca mais foram os mesmos.

– Menina, não dificulte o nosso trabalho com essa sua petulância. Nós só estamos sendo bonzinhos, ou a senhorita gostaria de nos acompanhar até a nossa Base para um interrogatório mais específico? – Respondeu Coulson.

Debby não responde nada e continua mantendo a sua decisão, e vendo que continuando assim, ela não assentiria, Coulson fala:

– Sua amiga pode estar correndo perigo.

Debby muda a sua feição completamente, mostrando preocupação. Ela sai de trás do balcão e se senta na cadeira mais próxima.

– Vocês vão prendê-la?

– Não, a não ser que ela que tenha roubado o soro de nós. – Respondeu Bucky sentando-se na mesma mesa que Debby.

– Roubo? Soro? Que soro? Sei que a Rosie nunca seria capaz nem de roubar doce de uma criança.

– Você pode nos relatar o que exatamente aconteceu aqui? – Perguntou Coulson.

– Bom, tem esse cara, o Datan que a fica assediando desde quando ela começou a trabalhar aqui e como ele passou dos limites na bebida hoje, ele agarrou e tentou beijá-la à força. Ela começou a empurrá-lo e do nada, saiu uma rajada de gelo das mãos dela e o afastou. Só isso, foi tudo tão rápido.

– O soro, claro. – Disse Bucky.

– Um soro foi roubado de nós, Debby. E achamos que isso que está acontecendo com a sua amiga é por causa do soro. – Explica Coulson.

– Ela nunca faria algo desse tipo.

– É isso que queremos saber. Por isso precisamos acha-la, para saber o que realmente aconteceu. Poderia nos ajudar? – Pergunta Coulson.

Debby se levanta, vai até a mesa que fica na entrada, pega um pedaço de papel e uma caneta, retorna à mesa onde os dois estão sentados. Ela anota o endereço de Rosie e entrega para eles.

– Este é o endereço dela. Por favor, se ela estiver correndo perigo, ajudem-na.

– Obrigado. – Coulson agradece cumprimentando Debby com a mão. Bucky se levanta e também agradece dando a mão, e se junta ao Coulson. Os dois saem do bar e o terceiro agente sai logo em seguida.

(...)

Rosie chega em casa e tranca tudo às pressas. Se surpreende novamente ao se olhar no espelho, aquele cabelo branco ainda era muito estranho.

– Que diabos está acontecendo comigo?

Ela vai em direção ao espelho. Quando chega perto dele, ela coloca mão no vidro e fica olhando o gelo se alastrar. Ela tira a mão rapidamente e fica encarando o que acabara de fazer, encosta a mão novamente e dessa vez, o gelo some.

– O que será que eu posso fazer?

Rosie é surpreendida com alguém batendo em sua porta, ela decide fingir que não tem ninguém em casa por medo de descontrolar e acabar machucando alguém.

– Abra, Rosie! Sabemos que você está ai. Abra ou arrombaremos à sua porta. – Grita Coulson.

Rosie espera mais alguns segundos encarando a porta em silêncio.

– Ok, se é assim que você quer... 3,2... – Rosie levanta-se rapidamente e corre até a porta para abri-la.

– A contagem regressiva sempre funciona. – Coulson dá uma risada sarcástica ao vê-la abrindo a porta.

– Quem são vocês?

– Phil Coulson, Diretor da S.H.I.E.L.D. Sabemos do incidente que aconteceu no Rock ‘N’ Ivy. Viemos apurar o que aconteceu, achamos que o seu problema tem a ver com um roubo que aconteceu na nossa Reserva Científica.

Bucky e Coulson entram no apartamento e se sentam na mesa da sala. Rosie tranca a porta e os acompanha.

– Na quinta-feira, uma quadrilha com três homens, invadiram a nossa Reserva Científica, e levaram um soro rotulado de I527. – Explica Coulson enquanto Bucky a entrega fotos do assalto. Rosie verifica as fotos e continua não entender.

– Vocês acham que fui eu que roubei?

– Não é isso. Acreditamos que esse incidente com gelo que aconteceu hoje tem a ver esse soro roubado, pois não sabemos ao certo as reações dele.

Rosie olha novamente as fotos e os flashes da noite do sequestro voltam com tudo a sua mente, e é ai, que ela conecta os fatos.

– São eles!

– Eles quem? – Pergunta Bucky.

– São eles que me sequestraram e colocaram esse soro em mim.

– Poderia nos explicar o que aconteceu?

– Ontem à noite, eu estava no Hard Rock Café, e por volta de uma da manhã eu estava na calçada quando de repente um carro preto parou na minha frente. Dois homens desceram, um tapou a minha boca e outro me empurrou até o carro. Eles deram partida enquanto isso eles aplicaram uma seringa na minha veia, contendo um líquido branco que brilhava. Eu desmaiei e só me lembro de ter acordado hoje de manhã num beco. É só o que eu sei.

Bucky olha para a sua mão que estava debaixo da mesa, conferindo o detector de mentiras, olha para o Coulson e confirma a história.

– A senhorita precisa vir conosco. – Diz Coulson já se levantando.

– Mas eu estou dizendo a verdade, eu sou tão vítima como vocês.

– Nós sabemos que você é inocente, mas precisa vir com a gente para fazer algumas avaliações.

– Avaliações? O que vocês querem dizer com isso?

Coulson e Bucky se entreolham. Bucky dá um passo à frente e fala:

– Você pode estar correndo risco de vida, Rosie. Precisa vir com a gente, podemos te ajudar.

Rosie parece não acreditar no que ouve.

– Risco de vida? – Rosie se levanta impaciente. – Eu vou morrer?

– Acalme-se. – Bucky se levanta e se aproxima para segurar a mão de Rosie tentando acalmá-la. – Quanto mais rápido você vier com a gente, menos risco você corre.

Rosie o olha com piedade. Ela não consegue evitar a angústia que sente ao encarar o seu braço de metal mas também repara o quão charmoso ele é.

– Todo mundo reage assim na primeira vez que o vê.

– Oh, me desculpe, não era a minha intenção...

– Não, está tudo bem. Já estou acostumado.

– Então, Rosie... – Interrompe Coulson. – Vai vir com a gente?

– Podemos te ajudar. – Fala Bucky.

– Preciso fazer alguma mala?