Notas iniciais
Full teclado virtual nas notas...

Quando acordou, parecia que não estava mais onde pensava que estava, não que soubesse exatamente o que estava acontecendo.

Era mais como se estivesse preso em um looping, girando e girando, sem esperanças de sair do ciclo vicioso, tentou respirar, mas sua garganta estava selada, nem mesmo um pequeno resquício de ar conseguia passar, tremeu, seus olhos enxergavam o vazio negro e o nada lhe engolfava, era como se estivesse em seu leito de morte.

Dizer que tudo ficaria bem era inútil, nada ficaria bem, estava tudo obscurecido pelo véu espesso, gritar por socorro era inútil, se o ar não passava, a voz menos.

Seu desespero lhe fazia querer que tudo acabasse, o seu peito ardia em tremenda dor, o único sentimento que ainda conseguia ultrapassar toda essa névoa era apenas a dor, rasgando em seu interior, fervendo suas entranhas, calcinando seus ossos e abrindo caminho a murros por sua garganta, vindo direto de seu estômago.

A agonia era aterrorizante, aquilo não era saudável, não era normal, quanto mais tentava, mais o gosto amargo de sua tortura se intensificava, seu corpo era apenas um monte de membros inertes, não conseguia nem ao menos se mexer.

Algo gelado tocou seu corpo, deslizando por sua face, esfriando o fogo ardente, era uma sensação nova, mas não era o suficiente, precisava de mais, mas como dizer isso quanto sentia sua boca tão obstruída? Como implorar por algum auxílio quando tudo parecia se mover para um desfecho horrível.

Tremeu, na verdade se debateu, de repente, seu corpo parecia ter voltado a funcionar, como se tivesse ganho carga extra, embora todos os seus músculos doessem para caralho e suas pernas apenas se mexessem de forma estranha, anormal.

Sentiu o aperto férreo em seu pulso, algo quente e firme impedindo-o de se mexer, embora tudo o mais queria era poder conseguir se livrar das restrições, queria poderia sair daquele estado decrépito, voltar para a realidade que era mais dolorosa que aquilo.

Um som agonizante perfurou seus ouvidos, agudo e cortante, desesperador.

Odiava o fato de estar fora de sua realidade, agonizando no limbo do hiatus enquanto era obrigado a esperar até que pudesse voltar, protagonizando seu drama de mãe adolescente, tendo seu destino traçado pelos dedos de uma mente sórdida e doentia, sem qualquer resquício de piedade por todos seus dramas.

Nem mesmo sabia se poderia haver um final feliz lhe esperando enquanto rastejava em sua trilha de dor e sofrimento, era como estar cavando sua própria sepultura com as mãos nuas, sem saber o quanto mais de tortura seria necessária para que finalmente pudesse ter alguma paz, isso é, até a própria fanfic, onde não podia acordar e outras mais onde a carga de desgraças que recaía sobre si eram imensuráveis.

Para sua sorte, talvez para seu completo azar, o café interrompera seu sofrimento agridoce, embora ainda tivesse que sofrer ainda mais que os leitores enquanto tentam entender o que caralhos está acontecendo nesse arco, sem esperanças de conseguirem uma resposta imediata e perdendo completamente a linha de raciocínio quando um novo capítulo era lançado, forçando suas pobres mentes torturadas a se sentirem obrigados a reiniciar a leitura, tentando desesperadamente entender o que estava acontecendo.

Embora a maior de todas as perguntas ainda perdurava em suas mentes, perseguindo eternamente o autor que já estava saturado de sempre ter que ouvir os questionamentos sempre recorrentes de onde estava o Shadow.

No entanto, para sua sorte/felicidade, seus pobres leitores se vêem tão envolvidos tentando entender porque caralhos tartarugas ninjas otakus estão protagonizando cameos aleatórios depois de um terrível quase terrorismo eliminou personagens da Disney e um grupo de adolescentes drogados que juram que o cachorro falava, apesar de que em um mundo onde Mobians e Overlanders coexistem, não deveria ser tão surpreendente assim.

Era desesperador não saber qual seria sua próxima cena protagonizada, muito menos saber em qual linha do tempo se encontrava em Bittersweet, que fazendo jus ao seu nome, era muito mais amarga que duvidava que existia algo de doce ali além dos morangos. Temia aparecer outra vez em uma cena de praia narrada em primeira pessoa, onde seus pais temíveis segredos eram expostos sem nenhum pudor a um público que estava sempre lá, em busca de interação de casal, tendo sua tão esperava cena de copulação com o ouriço cujo todos procuram vestido deliciosamente de Batman interrompida por uma frase de fraco efeito, gerando revolta e protestos silenciosos de mentes perturbadas.

Como se o show da dançinha de Never gonna give you up com raios coloridos já não tenha fritados cérebros o suficiente. Existia ainda a grande probabilidade desse ano de dois mil e dezenove não passasse em branco, ou melhor... Não está passando em branco, desde que o autor por sua súbita doentice e sadismo, prefere torturar-se a troco de uma piada, escrevendo isso depois de duas noites sem dormir, com o cérebro fodido e querendo apenas que alguém o desmaie pelo tempo suficiente para recuperar o sono que se fora.

Talvez fosse ele digno de pena, desde que perdera seu precioso teclado pelas garras venenosas do café, na qual não perdoara nada em seu caminho, atrapalhando até mesmo o fraco funcionamento de seu mouse, que já não estava muito bom e agora parece que piorou. Sendo obrigado a atrapalhar seu irmão para usar o computador dele, desde que era o único que ainda tinha um teclado operante e que infelizmente não podia ser emprestado por não ser USB.

Poderia até mesmo alongar a situação do autor cujo problemas ninguém liga, mas não valeria a pena e meu papel de narrador é narrar e não quebrar a quarta parede como eu estava fazendo, então voltando para o curioso caso de Sonic...

Ser protagonista tinha suas desvantagens, mesmo que muitas vezes tenha dividido o estrelado com outros personagens menores, até mesmo segundários, terciários e afins e ter se vestido como uma digna waifu com pau – ou quase isso – a sua lista de cenas constrangedoras não tinha fim, sabendo muito bem que quando menos esperasse, poderia estar de novo em uma cena de pornô ruim que por alguma razão, sempre lhe excitava, afinal, era pornô e não existia muitos leitores que negava uma boa leitura relaxante de dedo no cu e gritaria.

Embora tais cenas ficassem cada vez mais escassas, sendo substituídas por outras cenas, saltos temporais complexos demais para se entender logo de primeira e pequenos eastereggs tão escondidos que quem encontrasse todos deveria ser proclamado o próximo rei Arthur de tão profundos que estão, embora particularmente tal rei fosse shippado com Sir Lancelot, graças a spinoff bacana, mas lançado para Wii chamado Sonic and the Black Knight que, embora tivesse uma storyline razoável para Sonic, tinha uma jogabilidade de qualidade duvidosa, embora não fosse nenhuma surpresa tão feitio.

Agora ele se sentia voltando a superfície, enquanto seus braços lutavam contra a correnteza de dor, sofrimento, hiatus e agonia. Era como se estivesse sendo trago a vida com um desfibrilador, embora mais parecesse que estivesse sendo eletrocutado vivo.

Então... Depois de meses desacordado, seus olhos se abriram e se deparava com uma grande e volumosa rola preta e veiuda.

Estava de novo em um pornô.

Puta. Que. Pariu.

Todo esse tempo para isso?!

Não conseguia acreditar, era como uma piada com a sua cara, certamente alguém estava rindo de sua cara de putice, embora quem estivesse escrevendo aquilo o fazia se comportar como uma cadela no cio, não conseguia rejeitar aquele falo magnífico diante de si, embora a bile viesse em sua garganta ao imaginar sua língua naquilo, poderia ser shadowssexual, mas ainda mantinha sua heterossexualidade frágil intacta e não existia nada mais gay que chupar o pênis de outro macho.

Mesmo que esse macho fosse Shadow the Hedgehog e aquele caralho estivesse de pé apenas para lhe receber, preferia que ele enfiasse aquela monstruosidade em outro lugar que, seguindo a lógica dos yaois, continuava muito bem apertadinho e gostoso, embora não fosse nem as primeiras vezes em que era empalado, principalmente porque artistas de diferentes nacionalidades tinham o sádico e incompreensível prazer em dotar Shadow em um nível inacreditável, sendo mais aterrorizante e assustador que o Hulk do zap.

Então ele suspirou e cumprindo seu papel de mártir sofredora de novela mexicana, levantou-se, empinou a bundinha e deixou que Shadow lhe dedasse com os dedos gélidos cheio de lubrificante, porque mesmo sendo um filho da puta, ele ainda tinha consideração pelo cu dos outros, porque ele tinha noção que doeria para caralho ter um pinto enfiado no seu precioso, embora quase nunca é retratado como figura passiva, mesmo podendo fazer o que caralhos ele quiser fazer, então tendo cuidado com o enrugadinho, que já estava vermelhinho lhe fazendo lembrar por alguma razão de moranguinhos, tratou de cuidar direitinho para que quando o mastro entrasse, pudesse ser ouvido das margens plácidas, de um ouriço heróico o brado retumbante, onde o sol da liberdade em fulgidos, não brilha de nenhuma forma nesse instante.

Depois de muito som complexo de ser descritivo e de Sonic gemer mais que o gemidão do zap e a cabra do vídeo viral do youtube juntos, acabaram a cena humilhante, Shadow saindo meio mole e meio duro do buraquinho gotejante em toda sua glória, se sentindo o pica das galáxias enquanto o pobre ouriço azul voltava a dormir, ou ao limbo, ou ao desespero.

Só sabia de uma única coisa...

Isso não era um capítulo Canon.

Notas finais
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